<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999</id><updated>2012-01-30T14:48:53.731-08:00</updated><title type='text'>A Batalha</title><subtitle type='html'>Um Blog Anticapitalista</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>601</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-6374792648530692928</id><published>2012-01-30T10:15:00.000-08:00</published><updated>2012-01-30T10:21:59.156-08:00</updated><title type='text'>Da economia verde, @s indignad@s e os fóruns sociais por Esther Vivas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-yy3SriGilGE/Tybfe-afuyI/AAAAAAAACY4/mL91zOHA4NM/s1600/DSC00924.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-yy3SriGilGE/Tybfe-afuyI/AAAAAAAACY4/mL91zOHA4NM/s400/DSC00924.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703491701354511138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Esther Vivas, da Izquierda Anticapitalista da Cataluña, em uma das mesas do Fórum Social Temático 2012 em Porto Alegre- Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;&lt;style type="text/css"&gt;p { margin-bottom: 0.21cm; }&lt;/style&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Da economia verde, @s indignad@s e os fóruns sociais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Esther Vivas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A defesa dos bens comuns, os ecosistemas e a biodiversidade é hoje um dos temas  mais importantes na agenda dos movimentos sociais na América Latina e isto é precisamente o que está em jogo na  Cúpula das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável  Río+20, que terá lugar em junho de 2012 no Rio de Janeiro. O Fórum Social Temático 'Crise capitalista, justiça social e ambiental', encerrado no domingo passado dia 29 em Porto Alegre (Brasil), sirviu para estabelecer as bases para a mobilização social frente a esta reunião chave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ofensiva do capitalismo, via economia verde, para privatizar todos os âmbitos da vida e da natureza se intensifica. E em um contexto de crise econômica como o atual, uma das estratégias do capital para recuperar a taxa de lucros se baseia na mercantilização dos ecosistemas. Dessa forma, se apresentam as novas tecnologías (nanotecnologia, agrocombustíveis, geo-engenharia, transgênicos...) como a alternativa a crise climática quando estas não fazem senão intensificar a crise social e ecológica que enfrentamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo aponta para que a Cúpula do Rio +20 sirva para  desobstruir o caminho das empresas para legitimar suas práticas de apropriação dos recursos naturais. Daí a  importância  da Cúpula dos Povos do Río+20, que se celebrará dias antes da cúpula oficial, organizada por um amplo espectro de movimentos sociais e que apresentará um programa e um caminho alternativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Europa e nos  Estados Unidos, diferentemente, a resistência indignada se centra na mobilização contra os cortes sociais, as privatizações, os bancos  e o pagamento de uma dívida ilegítima. Temas, paradoxalmente, centrais na  América Latina nas décadas de 80, 90 e 2000. Colocar a questão da crise ecológica e a economia verde na agenda destes novos movimentos sociais (indignad@s e occupiers) foi outra das questões repetidamente propostas no Fórum Social Temático. Em definitivo, a necessidade de vincular a luta pela justiça social com a luta pela justiça ecológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e uma  última preocupação atravessou este fórum, latente em anteriores edições e que cobra maior urgência ao calor dos últimos acontecimentos, o repensar o processo do Fórum Social Mundial no contexto de abertura de um novo ciclo de protesto social indignado. Os novos movimentos sociais que vimos emergir no mundo árabe e no Magreb, Europa e Estados Unidos abordam uma agenda de ação a  margem dos fóruns sociais que são um instrumento de uma época que já passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do êxito da jornada de ação global do 15O (15/10/2011), sua coordenação internacional foi bem mais frágil. Dez anos atrás, diferentemente, os fóruns sociais(e em especial o Fórum Social Mundial e o Fórum Social Europeu) eram uma das principais referencias do movimento altermundialista e anti-guerra, então em seu auge, e atuavam como motor de um programa e uma agenda de luta contra a globalização neoliberal e a guerra. Isto passou a história. E agora estamos por ver  quais serão os novos instrumentos de coordenação que poderá dotar-se esta maré indignada. O que é certo, é que neste caminho  em  construção até novos processos e marcos de trabalho, a experiência do Fórum Social Mundial e das campanhas  e iniciativas altermundialistas do período anterior não terão sido em vão e sim ao contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Esther Vivas ha participado en el Foro Social Temático de Porto Alegre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Tradução: Paulo Marques&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-6374792648530692928?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/6374792648530692928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=6374792648530692928' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/6374792648530692928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/6374792648530692928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2012/01/da-economia-verde-s-indignads-e-os.html' title='Da economia verde, @s indignad@s e os fóruns sociais por Esther Vivas'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-yy3SriGilGE/Tybfe-afuyI/AAAAAAAACY4/mL91zOHA4NM/s72-c/DSC00924.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-1270952151798731739</id><published>2012-01-29T17:17:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T18:35:34.234-08:00</updated><title type='text'>O Fórum Social Temático 2012 e os movimentos sociais: Dilemas e perspectivas por Paulo Marques</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-AC26k4oCIgI/TyX3LhelegI/AAAAAAAACYs/yOFd24SpehQ/s1600/DSC00898.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-AC26k4oCIgI/TyX3LhelegI/AAAAAAAACYs/yOFd24SpehQ/s400/DSC00898.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703236280471878146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Fórum Social Temático 2012 em Porto Alegre, movimentos sociais se preparam para a RIO+20&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-iDpQPwOF2NM/TyX25Pxzf9I/AAAAAAAACYg/j-JrLui4UZI/s1600/DSC00930.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-iDpQPwOF2NM/TyX25Pxzf9I/AAAAAAAACYg/j-JrLui4UZI/s400/DSC00930.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703235966483005394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ecosocialismo ou Barbárie: Fundação Rosa Luxemburgo reúne ativistas anticapitalistas  como Aguiton da Attac Francesa, Esther Vivas da Izquierda Anticapitalista da Cataluña para debater sobre a atualidade do desafio lançado por  Rosa Luxemburgo no contexto da crise capitalista de hoje.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-1IuAEvbz4gw/TyX2Z3jgpLI/AAAAAAAACYU/loW-71tCpUg/s1600/DSC00932.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-1IuAEvbz4gw/TyX2Z3jgpLI/AAAAAAAACYU/loW-71tCpUg/s400/DSC00932.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703235427404653746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Plenárias Narrativas e Diálogos: Crise capitalista e Alternativas à Economia Verde teve como painelista o ativista ambiental Pat Mooney Pat Mooney considerado como uma autoridade em questões de biodiversidade  agrícola e novas tecnologias., trabalha a  mais de 30 anos com  organizações da sociedade civil sobre o comércio internacional e  questões de desenvolvimento relacionados com aagricultura,e  biodiversidade e novas tecnologias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-iWOz5x9i0F4/TyX14yHksmI/AAAAAAAACYI/Vgs4V0cKk34/s1600/DSC00940.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-iWOz5x9i0F4/TyX14yHksmI/AAAAAAAACYI/Vgs4V0cKk34/s400/DSC00940.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703234859009618530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Na mesma mesa de Diálogos sobre a crise capitalista,l Rodrigo de la Cruz coordenador da  Coordinadora de Organizaciones de la Cuenca Amazonica-COICA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-dLK5-EJaQVc/TyX1o8GMd8I/AAAAAAAACX8/wIDxqwI22Qs/s1600/DSC00972.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-dLK5-EJaQVc/TyX1o8GMd8I/AAAAAAAACX8/wIDxqwI22Qs/s400/DSC00972.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703234586810283970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Narrativas ; "Occupy ": Ativista grego fala das mobilizações realizada na Grécia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-BwbGUZytx1I/TyX1MaK_y8I/AAAAAAAACXw/VcwC2T-gVu0/s1600/DSC01030.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-BwbGUZytx1I/TyX1MaK_y8I/AAAAAAAACXw/VcwC2T-gVu0/s400/DSC01030.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703234096667282370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No Conexões Globais 2.0 , o ativista Vicente Jurado apresenta as redes em ação durante a ocupação da Plaza del Sol em Madrid&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-UGCcsvVOU-o/TyX0zNy112I/AAAAAAAACXk/X0zjb3DFmc8/s1600/DSC01208.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-UGCcsvVOU-o/TyX0zNy112I/AAAAAAAACXk/X0zjb3DFmc8/s400/DSC01208.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703233663848011618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No Conexões Globais 2.0 : Controle da informação e conflitos ambientais, debate com o jornalista espanhol Pablo de Soto e Esther Vivas, da Izquierda Anticapitalista de Barcelona, Celso Woyciechowski, presidente da CUT/RS &lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-S33scZZi6Rg/TyX0Sh7FI1I/AAAAAAAACXY/pO8GohC5-74/s1600/DSC01003.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-S33scZZi6Rg/TyX0Sh7FI1I/AAAAAAAACXY/pO8GohC5-74/s400/DSC01003.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703233102315594578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ativista do Democracia Real Ya de Madrid fala no Conexões Globais 2.0&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-c06k3E-mLsg/TyXzXvCZwAI/AAAAAAAACXM/rtRlBNzsXSs/s1600/DSC01096.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-c06k3E-mLsg/TyXzXvCZwAI/AAAAAAAACXM/rtRlBNzsXSs/s400/DSC01096.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703232092223684610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Plenárias Diálogos e Narrativas: Democracia Real Já, com a presença de Leonardo Boff, representante dos estudantes chilenos, e ativistas do Occupy Wall Streett, coordenação da mesa Esther Vivas da Izquierda Anticapitalista da Cataluña&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-Y-IdzFzKC9A/TyXy5w_tC-I/AAAAAAAACXA/ZNig4XyXLA8/s1600/DSC01101.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Y-IdzFzKC9A/TyXy5w_tC-I/AAAAAAAACXA/ZNig4XyXLA8/s400/DSC01101.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703231577353161698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ativista do Occuppy London&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-uO1pkTXA8O8/TyXyZIAGQvI/AAAAAAAACW0/A5iJOs53X_Y/s1600/DSC01138.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-uO1pkTXA8O8/TyXyZIAGQvI/AAAAAAAACW0/A5iJOs53X_Y/s400/DSC01138.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703231016593146610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Seminário do Coletivo Brasil Autogestionário realizou debate sobre Movimentos Sociais, política e revolução no século XXI com Richard Neuville do Partido Alternatis da França; Wilhelmina Trout , ativista sul-africana da Marcha Mundial de Mulheres e Esther Vivas da Izquierda Anticapitalista da Cataluña. Coordenação da atividade foi de Paulo Marques.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/--4O4mMm1c5I/TyXxmPU8gVI/AAAAAAAACWo/vlXvwxjxwiI/s1600/DSC01179.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/--4O4mMm1c5I/TyXxmPU8gVI/AAAAAAAACWo/vlXvwxjxwiI/s400/DSC01179.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703230142386307410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Economia Solidária em debate: O sociólogo Boaventura Santos e Paul Singer discutem a Economia Solidária como alternativa a crise capitalista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-0l03iS3jPYg/TyXxELMTVKI/AAAAAAAACWc/IR8y1jTP6JE/s1600/DSC01186.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-0l03iS3jPYg/TyXxELMTVKI/AAAAAAAACWc/IR8y1jTP6JE/s400/DSC01186.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703229557160760482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Plenária dos Movimentos Sociais: O Fórum social Temático 2012 encerra suas atividade com a aprovação da Declaração da Assembléia dos Movimentos Sociais que convoca os movimentos para a Cùpula dos Povos e demais mobilizações globais contra o capitalismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Fórum social Temático 2012 e os movimentos sociais:  Dilemas e perspectivas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paulo Marques&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um Fórum Social Mundial chegou ao fim, e a pergunta é sempre a mesma: E daí? O que muda ou mudará no processo politico concreto dos movimentos sociais e da política real? A depender do interlocutor teremos respostas muito diversas a esta pergunta. Teremos aqueles que dirão que o fórum é nada mais que um evento, uma feira ideológica  onde as diversas esquerdas "vendem o seu peixe" ou melhor, as suas "receitas" para um outro mundo possível. Outros dirão que a iniciativa é importante mas que a realidade é bem mais complexa que palavras de ordem e boas intenções, outros ainda mais céticos dirão que é um espaço de debate importante mas que não tem força para intervir nas esferas reais de decisão,  dada a fragilidade dos movimentos  em comparação com  as grandes corporações internacionais, estas as verdadeiras donas do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa diversidade ou pluralidade de visões no contexto dos próprios movimentos sociais, partidos de esquerda e também governos progressistas da América Latina compõe hoje a realidade mais visível no campo dos movimentos sociais. Não é possível falarmos de um tipo de movimento, há uma diversidade de movimentos, desde os tradicionais sindicatos, partidos de esquerda passando por fóruns,  redes de movimentos, ambientalistas, feministas, povos indígenas, quilombolas, movimentos urbanos de luta pela moradia, direitos humanos, movimentos campesinos, e os novissimos "movimentos 2.0", hakers,  "indignados" , "ocupas" etc... Uma diversidade que também cobra seu preço, a dispersão de cada pauta/demanda específica e a incapacidade de uma visão totalizadora dos processos capaz de construir agendas comuns com pontos minimos unificadores e estratégicos para acumular força política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reflexo desta dispersão pode ser visto neste Fórum Temático. Mais de 400 atividades autogestionárias dos mais variados temas. Após quatro dias de debates o Fórum Social Temático foi concluido com a Plénária dos Movimentos Sociais, realizado na Usina do Gasômetro no sábado 28/01. O resultado foi a aprovação da Declaração da Assembléia dos Movimentos Sociais" cujo conteúdo procurou apontar o que é consenso ou seja, a denuncia das mazelas do sistema capitalista, e um chamamento para realização da Cúpula dos povos, no mes de junho no Rio de Janeiro. Quanto a táticas e estratégias, cada movimento é responsável pela sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que não estivesse na pauta dos movimentos, foi possível observar que  houve um esforço da coordenação do FST para resgatar o FSM como pólo de referência dos movimentos sociais globais, principalmente após o seu  enfraquecimento ao  longo de dez anos de existencia. Foi nesse sentido que no folder de apresentação  das atividades oficiais do Fórum, denominadas de " Narrativas e Diálogos" e  "Grupos Temáticos" , afirmava-se que  " Este parece ser um momento único para resgatarmos o acúmulo do altermundialismo e do Fórum Social Mundial".  O FST 2012  foi, portanto,  uma tentativa de "reencontro" do FSM com os novos movimentos sociais que emergiram em 2011 como os "indignados" , ocupas e estudantes chilenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto a essa predominancia dos novos movimentos sociais antisistêmicos estavam os ambientalistas e ativistas das novas tecnologias e redes sociais, como ativistas hakers, militantes da cultura livre, que tiveram no "Conexões Globais 2.0" , realizado na Casa de Cultura Mário Quintana o seu espaço privilegiado para  suas  temáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil no FST 2012&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com este cenário foi possível perceber também o aprofundamento de outro  dilema que acompanha o fórum desde sua criação que é a relação dos movimentos sociais com os governos progressistas da América Latina. O caso do Brasil é ainda mais complexo dado que o PT foi um dos principais protagonistas da criação do FSM e mantém ainda uma grande hegemonia nos movimentos sociais do país,  mas enfrenta enormes contradições das políticas de caráter desenvolvimentistas do seu governo com a agenda ambientalista e mais recentemente com os movimentos da cultura livre, a partir do retrocesso da politicas do ministério da cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que se o FSM quando do seu nascimento,  constituiu-se como o espaço de confluencia e unidade  dos movimentos sociais na luta contra o neoliberalismo  hoje temos uma realidade diferente, particularmente na América Latina, onde a agenda neo-desenvolvimentista dos governos  progressistas tornou mais complexa essa unidade, principalmente a relação aos  movimentos ambientalistas  e anticapitalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade que temos é o fato de que na agenda desenvolvimentista hegemônica hoje no Brasil não  cabem a crítica antisistêmica, ou "para além do capital",  por isso a grande dificuldade de diálogo hoje que o PT tem com movimentos sociais de caráter anticapitalista. A agenda do governo tem limites muito concretos e estes limites estão encerrados na lógica da reprodução do capital. O argumento do desenvolvimento capitalista como única forma de superação da miséria interdita qualquer debate que busque alternativa ao novo "pensamento único" vigente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, no campo dos movimentos sociais  as dificuldades e dilemas não são menores. Como organizar movimentos sociais anti-sistêmicos em um contexto desse "pensamento único" desenvolvimentista, no qual o capitalismo não está em questão?  Como fortalecer as experiências  práticas de organização e produção  não-capitalista que sejam mais que pequenas ilhas sem capacidade de consolidação como alternativa? Como articular estratégias comuns de luta anticapitalista com os diferentes movimentos sociais e suas pautas específicas, superando o setorialismo e o corporativismo  de cada movimento?  Qual a estratégia, de unidade mínima dos movimentos, para enfrentar a força do capital ainda vigente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como bem falou Esther Vivas  em seu artigo "como mudar o mundo"? não temos a resposta mas temos algumas pistas que podem nos orientar no caminho como a  premissa de que " &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ninguém tem verdades absolutas, de que o processo de mudanças será coletivo ou não será, de que há que aprender uns com os outros, de que é necessário trabalhar sem sectarismos nem seguidismos e que frequentemente os rótulos separam mais que unem"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o desafio  central não é mais discutir qual o papel do Fórum Social Mundial ou qualquer outra forma de articulação dos movimentos, mas sim quais as novas práticas políticas no campo da esquerda anti-capitalista e movimentos sociais anti-sistêmicos que podem  contribuir para acumular forças e permita superar os  atuais dilemas da  dispersão e fragmentação em que e se encontram as ações coletivas, muitas das quais perdidas no beco sem saída do "não há alternativa" do neo-desenvolvimentismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;*Paulo Marques&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; é doutor em sociologia pela Universidade de Granada/Espanha, pesquisador do tema dos movimentos sociais e integrante o Coletivo de Comunicação Brasil Autogestionário( www.brasilautogestionario.org)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-1270952151798731739?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/1270952151798731739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=1270952151798731739' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/1270952151798731739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/1270952151798731739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2012/01/o-forum-social-tematico-2012-e-os.html' title='O Fórum Social Temático 2012 e os movimentos sociais: Dilemas e perspectivas por Paulo Marques'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-AC26k4oCIgI/TyX3LhelegI/AAAAAAAACYs/yOFd24SpehQ/s72-c/DSC00898.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-859057243749897825</id><published>2012-01-26T19:19:00.000-08:00</published><updated>2012-01-26T19:37:24.447-08:00</updated><title type='text'>Coletivo Brasil Autogestionario realiza seminário sobre movimentos sociais e revolução no FST Porto Alegre</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-zm6WmkYk6zU/TyIY1A6r4YI/AAAAAAAACWQ/2UpJhs2j-m4/s1600/esthervi.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-zm6WmkYk6zU/TyIY1A6r4YI/AAAAAAAACWQ/2UpJhs2j-m4/s400/esthervi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702147377262748034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Esther Vivas, ativista antiglobalização da Izquierda Anticapitalista da Cataluña participa do Seminário sobre Movimentos Sociais, política e revolução, nesta sexta, as 13h na Assembléia Legislativa do RS.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Coletivo Brasil Autogestionário que coordena o site sobre Economia Solidária e Autogestão (www.brasilautogestionario.org) realiza nesta sexta-feira no Fórum Social Temático o seminário "MOVIMENTOS SOCIAIS, POLÍTICA E REVOLUÇÃO NO SÉCULO XXI", a atividade será na Assembléia Legislativa, no plenário 20 de setembro, com início as 13h. Participam deste evento ativistas dos movimentos sociais da Europa e Africa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seminário Internacional: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"Movimentos sociais, política e revolução no século XXI”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;27 de janeiro, 13h, na Assembléia Legislativa.Plenário 20 de Setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coordenação da mesa: Paulo Marques (Brasil Autogestionário) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debatedores:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Wilhelmina Trout (África do Sul)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Integrante da Coordenação Nacional da Marcha Mundial das Mulheres (MMM) África do Sul. Delegada da MMM junto ao Conselho Internacional do Fórum Social Mundial, integra também seu Grupo de Enlace. Vice-presidente da Kuyasa Fund Board, uma organização que oferece microcrédito para pessoas pobres e de baixa renda de maneira a construir lares sustentáveis e comunidades fortemente coesas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Esther Vivas (Cataluña)&lt;/span&gt; - Izquierda Anticapitalista da espanha, foi candidata a deputada por Barcelona nas ultimas eleiçoes. Membro do Centro de Estudos sobre Movimentos Sociais de la Universitat Pompeu Fabra en Barcelona, ativista e co-autora de livros como Del campo al plato (Icaria editorial, 2009) o Supermercados, no gracias (Icaria editorial, 2007).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Richard Neuville (França)&lt;/span&gt; - Militante político do tema da Autogestão, membro Partido Alternatifs (França)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-859057243749897825?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/859057243749897825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=859057243749897825' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/859057243749897825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/859057243749897825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2012/01/coletivo-brasil-autogestionario-realiza.html' title='Coletivo Brasil Autogestionario realiza seminário sobre movimentos sociais e revolução no FST Porto Alegre'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zm6WmkYk6zU/TyIY1A6r4YI/AAAAAAAACWQ/2UpJhs2j-m4/s72-c/esthervi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-1171246292357573480</id><published>2012-01-25T13:44:00.000-08:00</published><updated>2012-01-25T13:59:25.861-08:00</updated><title type='text'>Ecos do Fórum Social Mundial em Porto Alegre por Esther Vivas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-zEuZj1QkICE/TyB7M5VY4SI/AAAAAAAACWE/pFhyZWqELZs/s1600/DSC00914.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-zEuZj1QkICE/TyB7M5VY4SI/AAAAAAAACWE/pFhyZWqELZs/s400/DSC00914.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701692589730226466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-_BaMgzm-TFk/TyB66ncJjOI/AAAAAAAACV4/M0g16VDm-4o/s1600/DSC00896.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-_BaMgzm-TFk/TyB66ncJjOI/AAAAAAAACV4/M0g16VDm-4o/s400/DSC00896.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701692275689098466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-4zXlZroHEb8/TyB6qUlIEPI/AAAAAAAACVs/BqxJ9h6darg/s1600/DSC00901.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-4zXlZroHEb8/TyB6qUlIEPI/AAAAAAAACVs/BqxJ9h6darg/s400/DSC00901.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701691995748569330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-07mO1AMeMLY/TyB4rP0xYpI/AAAAAAAACVg/LFzwWPyXsTk/s1600/DSC00898.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-07mO1AMeMLY/TyB4rP0xYpI/AAAAAAAACVg/LFzwWPyXsTk/s400/DSC00898.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701689812628628114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A marcha de abertura reuniu milhares de ativistas no FST Porto Alegre 2012&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-yhCfrUtcFco/TyB4ccurFAI/AAAAAAAACVU/rKzOmvVDdQg/s1600/esthervi.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-yhCfrUtcFco/TyB4ccurFAI/AAAAAAAACVU/rKzOmvVDdQg/s400/esthervi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701689558394672130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Esther Vivas da Izquierda Anticapitalista de Barcelona participa de diversas atividades no FST 2012&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ecos do Fórum Social Mundial em Porto Alegre&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Esther Vivas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última edição do Fórum Social Mundial (FSM), celebrado em Dakar  (Senegal) em janeiro de 2011, começava coincidindo com a marcha forçada de Ben Alí em Túnez e concluía quando no Egito Mubarak era obrigado a abandonar o poder com millhares de  pessoas tomando as ruas. A Primavera árabe era tão só o início de uma inesperada &lt;br /&gt;maré indignada que sacudiu com força o  planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, um ano depois, os ecos do Fórum Social Mundial voltam serem escutados  de novo. De 24 a 29 de janeiro se celebra em Porto Alegre (Brasil) o Fórum Social Temático: Crise capitalista, justiça social e ambiental,  que reúne  milhares de ativistas, majoritariamente do Brasil e América Latina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se trata do evento mais importante este ano no marco do procedso do Fórum Social Mundial, tendo em conta  que este se celebra uma vez a cada dois anos e que o próximo vai ter lugar em janeiro de  2013, muito provavelmente em um dos países referência do despertar das resistencias no mundo árabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fórum Social Temático em Porto Alegre tem o duplo objetivo de fazer um  balanço deste ano indignado e preparar a Cúpula dos Povos Río+20, de 18 a 23 de junho de 2012, no Río de Janeiro em função da Cúpula das Nações Unidas Río+20, vinte anos depois da Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento celebrada nesta cidade. Uma Cúpula dos Povos muito importante para denunciar as falsas soluções do capitalismo verde frente a  crise ecológica global, a falta de vontade dos países mais contaminantes para acabar com a mudança climática e a necessidade urgente de uma mobilização social de massas a favor da justiça climática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alternativas e convergencias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São centenas as atividades que acontecerão nestes dias em Porto Alegre, precisamente, a cidade que viu nascer o Fórum Social Mundial, onze anos atrás. E as temáticas abordam todo o espectro imaginável de alternativas sociais, econômicas, culturais... e das resistências ao capitalismo global. Desde propostas de educação popular, passando por iniciativas de economia cooperativa, a favor da soberania alimentar, alternativas feministas, experiencias contra a privatização dos serviços públicos, de denúncia da economa verde, entre muitas outras. Também  o Fórum Social Temático conta, como como acontece no FSM, com um Acampamento Intercontinental da Juventude, que acolherá atividades e reuniões de trabalho específicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas este Fórum Social Temático não vai resultar somente em um palco de debates e propostas contra-hegemôicas mas sim se dá muito  peso ao trabalho de debate e a convergência entre os distintos movimentos sociais participantes. Deste modo, foram criados 16 Grupos Temáticos que desde algumas  semanas e mais estes dias trabalham  para buscar pontos em comúm em uma agenda a favor da justiça social e ambiental que deve desembocar na Cúpula dos Povos Río+20.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fórum Social Temático têm dado hoje , terça  24, o tiro de saída. A marcha de abertura reuniu milhares de pessoas e organizações sociais que percorreram o centro da cidade a pesar da intensa tormenta que caiu e do calor  sofocante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consignas contra as grandes infra-estruturas, a favor dos direitos campesinos, contra as privatizações dos serviços públicos, pela não mercantilização dos bens  comúns.. escutou-se ao longo dos cinco kilometros de manifestação. &lt;br /&gt;Em Porto Alegre, e inspirados pelo  movimento Occupy Wall Street, se recorda que somos os 99% frente a esse 1% que, justamente nestes días se reúnem no  Fórum Econômico Mundial em Davos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Esther Vivas participa do Fórum Social Temático en Porto Alegre e estará em diversas atividades, das quais destacam-se o Seminário do Coletivo Brasil Autogestionário: " Movimentos Sociais, política e revolução no século XXI" a ser realizado na sexta-feira(27/01, as 13h na Assembléia Legislativa, sala 20 de setembro, e os Debates Globais atividade a ser realizada no sábado as 16h dentro do Conexões Globais na Casa de Cultura Mário QUintana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+info: www.esthervivas.wordpress.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Paulo Marques ( Coletivo Brasil Autogestionário) www.brasilautogestionario.org&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-1171246292357573480?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/1171246292357573480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=1171246292357573480' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/1171246292357573480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/1171246292357573480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2012/01/ecos-do-forum-social-mundial-em-porto.html' title='Ecos do Fórum Social Mundial em Porto Alegre por Esther Vivas'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-zEuZj1QkICE/TyB7M5VY4SI/AAAAAAAACWE/pFhyZWqELZs/s72-c/DSC00914.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-1719843850624262489</id><published>2012-01-12T09:35:00.000-08:00</published><updated>2012-01-12T13:46:38.597-08:00</updated><title type='text'>Como mudar o mundo? por Esther Vivas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-G2mEUXIgAMg/Tw9UebFoLjI/AAAAAAAACVI/PzNXo5qQFFg/s1600/policalle.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-G2mEUXIgAMg/Tw9UebFoLjI/AAAAAAAACVI/PzNXo5qQFFg/s400/policalle.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696864935291137586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Foto tirada em Granada, Espanha por Paulo Marques &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Como mudar o mundo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Esther Vivas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Paulo Marques &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como mudar o mundo? Esta é a pergunta que se fazem milhares de pessoas empenhadas em mudar as coisas, a pergunta que se repete frequentemente nos encontros sociais alternativos... uma pergunta que como bem dizia o filósofo francês Daniel Bensaïd não têm resposta porque “Não nos enganemos, ninguém sabe como mudar o mundo”. Não temos um manual de instruções mas sim temos algumas pistas de como fazê-lo e  algumas hipóteses de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta na rua e nos movimentos sociais é a primeira premissa, já que não haverá mudanças espontâneas desde cima. Aqueles que hoje ostentam o poder não renunciarão sem mais a seus privilégios. Qualquer processo de mudança será fruto da tomada de consciência dos de baixo e do  combate para recuperar nossos direitos desafiando desde a rua os que mandam. Assim  demonstra a história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também é necessário construir alternativas políticas que avancem mais além  da mobilização social, já que não podemos limitar-nos a ser um lobby daqueles que mandam. É necessário ser capaz de propor opções políticas alternativas antagônicas às hoje dominantes e que tenham seu centro de gravidade nas lutas sociais. Sendo muito conscientes de que o sistema não se muda desde dentro das instituições mas sim  desde a rua, mas que não podemos renunciar a  espaços que também nos pertencem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje as instituições estão sequestradas pelos interesses privados e do capital. Uma minoria social, que é a que detém o poder econômico, está totalmente sobre representada nas mesmas e conta com o apoio incondicional da maior parte de quem ostenta cargos eletivos. A dinâmica de ‘portas giratórias’: aqueles que na atualidade estão nas instituições e amanhã nos conselhos assessores das principais empresas do país é uma constante e uma realidade. Nos apresentam a ideologia neoliberal como socialmente dominante... e isto é falso. E por isso pensamos que vocês anti-capitalistas e anti-sistema seriam úteis nas instituições rompendo com o discurso político hegemônico. Demonstrando que “outros mundos” são viáveis e que “outra prática política” é tão possível como necessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que avançar em ambas direções e subordinar esta última a primeira, criando mecanismos de controle de baixo para cima e aprendendo com os  erros do passado tanto da esquerda política como social. Partindo de que ninguém tem verdades absolutas, de que o processo de mudanças será coletivo ou não será, de que há que aprender uns com os outros, de que é necessário trabalhar sem sectarismos nem seguidismos e que frequentemente os rótulos separam mais que unem. Sem por isso cair em relativismos nem em renúncias ideológicas. Seguramente estas sejam as lições mais difíceis: romper com o domínio moral e ideológico do sistema capitalista e patriarcal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como mudar o mundo não é  coisa de dois dias... mas sim que é uma tarefa de longo percurso, se requer  constância, perseverança e de uma “lenta impaciência”, como assinalava de novo Daniel Bensaïd, é necessário ir avançando em nossas utopias desde o cotidiano em paralelo a mobilização social contra as políticas atuais e em defesa de outras medidas. Modificando o mundo em nosso dia a dia. Demonstrando com nossa prática que “outra maneira de viver” é tão possível como desejável. Alternativas desde a economia cooperativa e autogestionária, o consumo crítico e agroecológico, as finanças éticas, os meios de comunicação alternativos... são iniciativas imprescindíveis para caminhar até outro modelo de sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo conscientes de que estas não são um fim em si mesmo mas sim um meio  para avançar sem perder de vista um horizonte de sociedade mais justa  e equitativa para todas e todos. Apostar por uma economia solidária no dia a dia e reivindicar também uma economia fiscal progressiva, que os que mais têm  paguem mais, que se eliminem as SICAV, se combata a fraude fiscal; construir projetos agroecológicos e trabalhar também para que se proíbam os transgênicos, a favor de um banco público de terras; ter nossas poupanças em uma  cooperativa de crédito mas reivindicar um sistema bancário público a serviço dos de baixo. O caminho se demonstra  andando e não podemos esperar amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que não esqueçamos que uma mudança de modelo social requer a mobilização consciente da maioria da população e um  processo de ruptura com o atual marco institucional e econômico. A irrupção da “revolução” no panorama político, a raiz das revoluções de Túnez e Egito, a pesar de suas debilidades e limites, é por isso uma  magnífica e inesperada notícia que nos deparamos neste 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim mesmo temos que situar nosso  papel no mundo e o  impacto de nossas práticas no  ecosistema. Vivemos em um planeta finito, ainda que  o  sistema capitalista se encarregue de que nos esqueçamos frequentemente disso. Nosso  consumo tem um impacto direto ali onde vivemos e se todo o mundo consumir como fazemos  aqui um  só planeta não bastaria. Mas igualmente nos estimulam a um consumismo desenfreado  e compulsivo, prometendo-nos que quanto mais  consumo mais felicidade, ainda que a promessa depois nunca se cumpra. Há que começar a propor que talvez possamos  “viver melhor com menos”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todos modos, nos querem fazer culpados da práticas que nos impõem. Nos dizem que vivemos em uma sociedade consumista porque as pessoas gostam de comprar, que existe agricultura industrial e transgênica porque assim  queremos... mentira. Nosso modelo de consumo se baseia na lógica de um sistema capitalista que produz mercadorias em grande escala e que necessita que alguém as comprem para que o modelo siga funcionando. Nos querem  fazer cúmplices de  políticas que somente eles se  beneficiam. Afortunadamente o mito do mais e melhor começou a romper-se. A crise ecológica que vivemos acendeu as luzes de alarme e sabemos que esta crise climática tem suas raízes em um sistema produtivista e de curto prazo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje uma onda de indignação recorre a Europa e o  mundo... rompendo o ceticismo e a  resignação, que durante anos tem prevalecido em nossa sociedade, e recuperando a confiança en que a ação colectiva serve e é útil para mudar a atual ordem das coisas. Aprendemos da Primavera árabe, do “não pagaremos sua dívida” do povo islandes, do levante popular, greve geral após greve geral, na Grécia e agora o grito de Occupy Wall Street no “coração da besta” que assinala que frente ao 1% que manda somos o 99%. Os tempos se comprimem e se  aceleram. Sabemos que podemos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Esther Vivas é co-autora de "Resistencias globales. De Seattle a la crisis de Wall Street", entre outros livros. Artígo publicado na revista Iglesia Viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+info:  www.esthervivas.wordpress.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-1719843850624262489?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/1719843850624262489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=1719843850624262489' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/1719843850624262489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/1719843850624262489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2012/01/como-mudar-o-mundo-por-esther-vivas.html' title='Como mudar o mundo? por Esther Vivas'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-G2mEUXIgAMg/Tw9UebFoLjI/AAAAAAAACVI/PzNXo5qQFFg/s72-c/policalle.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-5172509111275465535</id><published>2011-12-14T07:28:00.000-08:00</published><updated>2011-12-14T07:39:36.964-08:00</updated><title type='text'>Mais capitalismo verde: Um balanço da Cúpula do clima em Durban</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-hBGwxVn5Ajk/TujDJ605wxI/AAAAAAAACUk/x7lJnndULkg/s1600/cop17.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 124px; height: 135px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-hBGwxVn5Ajk/TujDJ605wxI/AAAAAAAACUk/x7lJnndULkg/s400/cop17.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5686009104732635922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mais capitalismo verde&lt;br /&gt;Um balanço da Cúpula do clima em Durban&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josep Maria Antentas y Esther Vivas&lt;br /&gt;Trad. Portugues: Paulo Marques&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se salva os mercados e não o clima. Assim poderíamos resumir o que ocorreu na  recém terminada 17ª Conferencia das Partes (COP 17) das Nações Unidas sobre Mudança Climática em Durban, África do Sul, celebrada de 28 de novembro a 10 de dezembro. A rápida resposta que governos e instituições internacionais deram ao estouro da crise econômica em 2008 resgatando bancos privados com dinheiro público contrasta com o imobilismo frente à mudança climática. Ainda que isto não deveria nos surpreender. Tanto em um caso como em outro ganham os mesmos: os mercados e seus governos cúmplices.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cúpula do clima de Durban os temas centrais foram dois: o futuro do Protocolo de Kioto, que conclui em 2012, e a capacidade para estabelecer mecanismos na redução de emissões; e colocação em marcha do Fundo Verde para o Clima, aprovado na cúpula anterior de Cancún, com o objetivo teórico de apoiar os países pobres na  mitigação e adaptação às mudanças climáticas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após Durban podemos afirmar que um segundo período do Protocolo de Kioto ficou vazio de conteúdo: se propõe uma ação real até  2020 e se rechaça qualquer tipo de instrumento que obrigue a redução de emissões. Assim o querem os representantes dos países más contaminantes com os Estados Unidos a frente que advogam por um acordo de reduções voluntarias e rechaçam qualquer tipo de mecanismo vinculante. Mas se o  Protocolo de Kioto já era insuficiente, e ao  aplicar-se evitava só 0,1º centígrados de aquecimento  global, agora vamos de mal a pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação ao  Fundo Verde para o Clima, se em um primeiro momento os países ricos se comprometeram a aportar 30 bilhões de dólares em 2012 e 100 bilhões anuais para 2020, cifras que de todos modos se consideram insuficientes, a procedência destes fundos públicos esperam para serem definidos enquanto se abrem as portas aos investimentos privados e a gestão do Banco Mundial. Como assinalaram as organizações sociais  se trata de uma estratégia para “converter o Fundo Verde para o Clima em um Fundo Empresarial lucrativo”. Uma vez mais se pretende fazer  negocio com o clima e a contaminação do meio ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo desta mercantilização do clima têm sido o aval da ONU a captura e armazenamento de CO2 como Mecanismo de Desenvolvimento  Limpo, que não pretende reduzir as emissões e que aprofundaria a crise ambiental, especialmente nos países do Sul candidatos a futuros cemitérios de CO2.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, os resultados da Cúpula apontam para mais capitalismo verde. Como indicava o ativista e intelectual sul-africano Patrick Bond: “A tendência a mercantilizar a natureza se converteu em um ponto de vista filosófico dominante na governança mundial meio-ambiental”. Em Durban se repete o roteiro de cúpulas anteriores como a de Cancún 2010, Copenhague 2009... onde os interesses das grandes multinacionais, das instituições internacionais e as elites financeiras, tanto no Norte como no Sul, se contrapõe as necessidades coletivas da gente e ao futuro do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Durban estava em jogo nosso futuro mas também nosso presente. Os estragos da mudança climática já estão tendo seus efeitos: liberação de milhões de toneladas de metano do Ártico, um gás 20 vezes mais potente que o CO2 desde o ponto de vista do aquecimento atmosférico; derretimento dos glaciais e das coberturas de gelo que aumenta o nível do mar. Efeitos que incrementam o número de migrações forçadas. Se em 1995 havia ao redor de 25 milhões de migrantes climáticos, hoje esta cifra dobrou, 50 milhões, e em 2050 pode-se ampliar entre 200 e bilhões de dispersões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo aponta a que nos dirigimos para um aquecimento  global descontrolado superior aos 2º, e que poderia rondar os 4º, para o final do século, o que desencadearia  muito provavelmente, segundo os cientistas, impactos inimagináveis , como a subida de vários metros do nível do mar. Nãopodemos esperar até o ano 2020 para começar a tomar medidas reis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas frente a falta de vontade política para acabar com a mudança climática, as resistências não calam. E emulando a Occupy Wall Street e a onde de  indignação que recorre a Europa e o mundo, vários ativistas e movimentos sociais têm se  encontrado diariamente em um fórum a poucos metros do centro de convenções  oficiais sob o lema ‘Occupy COP17’. Este ponto de encontro vem reunindo desde mulheres camponesas que lutam por seus direitos  até representantes oficiais de pequenas ilhas-Estados  como as ilhas  Seychelles, Granada ou Nauru ameaçados por uma subida iminente do nível do mar, passando por ativistas contra a dívida externa que reclamam o reconhecimento  e a restituição de uma  dívida ecológica do Norte a respeito do sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento pela justiça climática assinala como, frente a mercantilização da natureza e os bens comuns, é necessário antepor nossas vidas e o  planeta. O capitalismo se mostra incapaz de dar respostas ao beco sem saída a que sua lógica produtivista, de curto prazo e depredadora nos vêm conduzindo. Se não queremos que o clima mude ha que mudar radicalmente este sistema. Mas os resultados de Durban apontam em outra direção. O reconhecido ativista ecologista nigeriano Nnimmo Bassey  deixava isso bem claro com estas palavras: “Esta cúpula amplificou o apartheid climático, onde 1% dos mais ricos do mundo decidem que é aceitável sacrificar os 99% restante”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Josep Maria Antentas é professor de sociología da Universitat Autònoma de Barcelona e Esther Vivas é membro do Centre d’Estudis sobre Movimentos Sociais de la Universitat Pompeu Fabra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução para portugues: Paulo Marques&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** Artígo publicado no jornal Público, 13/12/2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+info: http://esthervivas.wordpress.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-5172509111275465535?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/5172509111275465535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=5172509111275465535' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/5172509111275465535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/5172509111275465535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/12/mais-capitalismo-verde-um-balanco-da.html' title='Mais capitalismo verde: Um balanço da Cúpula do clima em Durban'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-hBGwxVn5Ajk/TujDJ605wxI/AAAAAAAACUk/x7lJnndULkg/s72-c/cop17.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-6345720107414492683</id><published>2011-11-11T05:09:00.000-08:00</published><updated>2011-11-11T19:19:31.816-08:00</updated><title type='text'>Primeira entrevista do ETA após o fim da luta armada</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-a7EFGKp4_RA/Tr3kowRjLMI/AAAAAAAACUM/mOAeY3JBUZk/s1600/gara.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 271px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-a7EFGKp4_RA/Tr3kowRjLMI/AAAAAAAACUM/mOAeY3JBUZk/s400/gara.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673942494361103554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Jornal basco GARA(Somos) publica a primeira entrevista exclusiva com dois guerrilheiros da ETA após a decisão do grupo de encerrar a luta armada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-yckDlFQEDPo/Tr0jQlcUmSI/AAAAAAAACUA/1mvpgehvOnY/s1600/eta.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 339px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-yckDlFQEDPo/Tr0jQlcUmSI/AAAAAAAACUA/1mvpgehvOnY/s400/eta.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673729873392474402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por mais de 50 anos o Grupo Separatista Basco ETA( Euskadi Ta Askatasuna- Pátria Basca e Liberdade)  lutou pela independencia do Pais Basco( EUskal Herria) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrevista realizada pelo jornal basco GARA com a organização ETA que acaba de declarar o fim de suas atividades armadas, depois de 50 anos de luta,  constitui uma peça jornalistica de indubitável interesse. Por isso o jornal fez a tradução do euskera para o castellano que postamos hoje em nosso blog. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conjunto da entrevista apresenta a posição da ETA, que mostra «um compromisso absoluto com o processo de resolução do conflito político".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final os revolucionários bascos deixam claro sua nova estratégia com uma frase decisiva: " Agora mais do que nunca o futuro é do povo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;La declaración de ETA tiene carácter histórico. Después de 50 años, ¿cómo llega la organización a tomar esta decisión?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La decisión está ligada al momento histórico del proceso de liberación. Y aunque se ha producido ahora, el origen de la reflexión se puede situar, por los menos, una década antes, cuando comenzamos a considerar que en Euskal Herria había condiciones para la materialización del cambio. Sin embargo, visto desde entonces, no ha sido un proceso estructurado y lineal. Podemos decir que ha supuesto un proceso de maduración de una profunda reflexión.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En medio de esa reflexión aparecía una pregunta: si hemos frustrado el intento de asimilación y si hay condiciones para el cambio, ¿qué debemos hacer para que esas condiciones sean factores decisivos para efectuarlo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Asimismo, surgió una nueva realidad. El potencial que mostró la experiencia de Lizarra-Garazi encendió todas las alarmas en el Estado, que decidió dar un salto cualitativo en su estrategia: dejar a la izquierda abertzale, a través de la ilegalización, fuera del escenario político. Sin base social, sin referente político-institucional, con las opciones de profundizar en la construcción nacional anuladas, el objetivo del Estado consistía en reducir la iniciativa de la izquierda abertzale sólo a lucha armada, con la esperanza de que la represión policial la neutralizara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo ello provocó un parón en el proceso de liberación: el bloqueo. Y lo que era aún más perjudicial, colocó en grave peligro las condiciones creadas. La izquierda abertzale debía tomar la iniciativa, para escapar de esa trampa y para poner las bases del nuevo ciclo político cuyo objetivo debía ser materializar el cambio. Pero no se podía hacer de cualquier forma. Había que dotar de credibilidad al camino a recorrer, y era preciso dar un impulso decisivo para abrir el nuevo ciclo en toda su dimensión. Había que cerrar un ciclo para abrir del todo el nuevo. Y eso incidía de lleno en la lucha armada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Por tanto, además de sobre el momento histórico, había que debatir específicamente sobre la lucha armada...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sí, así es. Y no es un debate sencillo. Pero la preocupación principal era la siguiente: si Euskal Herria sigue oprimida y sus derechos conculcados, ¿qué vamos a hacer para destruir el muro levantado por los estados? A nuestro entender, en estos 50 años, la lucha armada ha hecho su aportación, una gran aportación, para llegar al momento en el que estamos y para generar las condiciones existentes. Pero ha mostrado también señales de agotamiento para, de aquí en adelante, fortalecer el proceso y lograr mejores condiciones. En el momento en el que nos encontramos, lograr mayor adhesión hacia nuestro proyecto, acumular fuerzas para confrontar con el Estado como pueblo y activar la mayoría social que está a favor del cambio serán las claves para echar abajo ese muro. Por eso ha tomado ETA esta decisión histórica. Para recoger la cosecha de estos años de lucha y ponerla al servicio de esa estrategia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sin embargo, las autoridades españolas dicen que la decisión es fruto de la derrota. ¿Qué les contestarían?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El discurso de la derrota es parte de la estrategia de los estados, fabricado con el objetivo de provocar desánimo en la izquierda abertzale y neutralizar las opciones que esa decisión abre en este momento político. Sin embargo, la realidad es otra bien distinta, y el nerviosismo resulta notorio entre quienes se encontraban cómodos con la situación anterior. Como hemos señalado, los estados prepararon la trampa para acabar con la izquierda abertzale, pero hemos escapado y hemos llevado la confrontación a un nuevo escenario, fuera de su control.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Además, la izquierda abertzale no ha variado sus objetivos políticos, no ha dejado de luchar. Al contrario, se han incrementado el apoyo y las opciones para lograr esos objetivos, y también ha crecido la credibilidad del camino propuesto. El independentismo se ha estructurado firmemente y se ha provisto de nuevos recursos. El reconocimiento de Euskal Herria y de su derecho a decidir es una reclamación de la mayoría de la sociedad vasca. La opresión estatal y su cerrada actitud están cada vez más erosionadas en Euskal Herria. El conflicto está a la vista de todos, y la necesidad de su resolución se encuentra en el centro del debate político. Y España y Francia saben que cada vez tendrán más dificultades para soslayar esa situación. Todavía tenemos un buen trecho por delante hasta lograr la libertad, y no será fácil, pero vamos a ello. Con total determinación.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sé que no es un registro habitual en ustedes, pero ¿qué es lo que han sentido después de tomar esta decisión?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No es fácil exponer lo que tenemos dentro. Se acumulan muchos sentimientos. Una decisión de este calado te trae a la mente a todos los compañeros que pertenecen o han pertenecido a esta organización. A los compañeros que la lucha se ha llevado para siempre. A quienes aún están presos. A los ciudadanos y ciudadanas que en el conjunto de Euskal Herria han ayudado a ETA. A los miembros de la izquierda abertzale. Te trae al recuerdo los momentos duros de la lucha, sus momentos difíciles, el sufrimiento. Pero, también, los momentos hermosos vividos con los compañeros. Las alegrías que nos ha producido y las tristezas que nos ha dado la lucha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hay un gran sentimiento de responsabilidad. Por esos compañeros, por Euskal Herria, por la lucha de liberación. También existe felicidad y orgullo, por todo lo que esta organización, en su pequeñez, ha hecho hasta ahora. Hay convencimiento e ilusión, por el nuevo escenario que se le ha abierto al proceso de lucha. Y esperanza de ofrecer un futuro de libertad a nuestros hijos e hijas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y, por qué negarlo, existe el sentimiento de haber perdido algo, el mismo sentimiento que ha tenido mucha gente en Euskal Herria. Porque ETA no sólo somos los miembros que la componemos. ETA, sobre todo, es del pueblo. El camino recorrido hasta ahora ha marcado la vida de todos nosotros. Nos ha dado una forma de ser, una identidad. Se la ha dado a Euskal Herria. Y aun sabiendo que se trata de una decisión para dar impulso a la lucha de liberación, resulta difícil evitar ese nudo interno provocado por tanto sentimiento acumulado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;¿Cómo valoran las reacciones obtenidas por la declaración?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se puede decir que, en la mayoría de los casos, han seguido el guión preestablecido. No obstante, hay que subrayar que todos han constatado la importancia de la decisión histórica. Todos saben que se ha abierto un nuevo ciclo, y han querido fijar la posición respecto a ese nuevo periodo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por otro lado, en general, ha recibido numerosas respuestas positivas en la sociedad vasca y entre los agentes vascos. La decisión ha fortalecido la reclamación de la solución integral, y se demanda pasos concretos a Madrid y París. Ambos gobiernos no han dado la talla. ¿Cómo se puede plantear que no se debe hacer nada cuando la sociedad vasca e importantes agentes internacionales les están interpelando directamente? El Gobierno de Gasteiz también ha andado despistado, lejos de la realidad vasca. Está bien abrir una ronda de diálogo con los diversos agentes, pero resulta bastante vergonzoso que una iniciativa emprendida con urgencia tenga como objetivo decir que no hay urgencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En todo caso, más importante que las reacciones actuales será el comportamiento que cada agente tome de cara al futuro, y no sólo por parte de los gobiernos de Francia y España. En Euskal Herria algunos han puesto como excusa la actividad armada de ETA. Eso se ha acabado. ¿Y ahora qué? ¿Qué hará ELA? ¿Qué hará el PNV a favor de Euskal Herria? ¿Qué se va a hacer para lograr el derecho a decidir? ¿Qué van a hacer el PSOE, el PP y UPN ante las demandas de la mayoría de la sociedad vasca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Se ha destacado la «prudencia» de Rajoy. ¿Comparten esta apreciación?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Es verdad que esa reacción rompe con el discurso negativo, agresivo y sin sentido de hasta ahora. Ante esta coyuntura histórica, quien tiene muchas posibilidades de ser presidente de España debe actuar con responsabilidad, y es de suponer que Rajoy lo ha entendido así.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;La declaración es la respuesta que dan ustedes a la Conferencia Internacional, pero va más allá, ¿no?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sí. Aunque se sitúa en la hoja de ruta que dibuja la Conferencia Internacional, la decisión tiene una dimensión estratégica y responde al ciclo que se ha abierto en el proceso de liberación.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sin embargo, la conferencia ha supuesto un hito. ¿ETA ha tenido relación, de forma directa o indirecta, con los agentes internacionales?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sí. Tal y como señalamos en el comunicado de finales de setiembre, llevamos mucho tiempo trabajando por impulsar el proceso de solución y, para ello, resultaba muy importante incrementar la participación de la comunidad internacional. Por eso, no sólo hemos tenido relación, sino que hemos tomado compromisos ante ella.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;¿Y con el Gobierno español?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No se ha producido ninguna reunión directa entre ETA y el Gobierno de España. Sin embargo, podemos decir que, en los últimos meses, hemos tenido un conocimiento mutuo y, que nosotros sepamos, el PP está al corriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Una de las aportaciones de la conferencia fue la de dirigirse al Gobierno francés. ¿Cómo debería responder?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendría que dar una respuesta positiva. Francia es parte del conflicto y debe tener una participación directa en su resolución. Además, en Francia se están alzando cada vez más voces solicitando pasos del Gobierno. No puede eludir por más tiempo su responsabilidad, como si fuera un mero problema español.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;¿Ha habido algún tipo de acuerdo, base pactada o algo similar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En primer lugar, hay que aclarar que el proceso actual es diferente respecto a los que hemos conocido hasta ahora. Ante la cerrazón de los estados, la izquierda abertzale tomó la decisión de iniciarlo desde su propia iniciativa, sin esperar a la voluntad de los estados. Es por eso que ha dirigido su iniciativa y compromisos hacia Euskal Herria y la comunidad internacional, para activar cada vez más fuerzas a favor de la resolución justa y democrática del conflicto, hasta lograr, poco a poco, resquebrajar la estrategia estatal. Fue una decisión valiente y creemos que está siendo fructífera. Los estados mantienen su cerrazón, pero cada vez con mayores dificultades, cada vez con mayor desgaste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volviendo a su pregunta, no existe un acuerdo concreto o resolutivo para la superación del conflicto, pero se está dibujando la secuencia de los pasos que debe seguir la vía de solución, componiendo una especie de hoja de ruta. Los pasos que deben dar las diferentes partes están fijados, y hay que avanzar en ellos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Las elecciones generales españolas están a la vuelta de la esquina y se da como seguro que habrá cambio de gobierno. Teniendo en cuenta las posiciones tan duras que ha mantenido el PP, ¿qué consecuencias puede tener ese hech&lt;/span&gt;o?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En nuestra opinión, cuál es el partido que gestiona el Gobierno español no supone una variable decisiva. Además, en comparación con la posición del PP, no se puede decir que el Gobierno del PSOE haya mostrado una especial voluntad para acometer la solución democrática del conflicto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sea cual sea el color que tenga el Gobierno de España a partir del 20 de noviembre, tendrá sobre la mesa el conflicto que mantiene con Euskal Herria. Tendrá también el llamamiento concreto hecho por la Conferencia Internacional y por la propia ETA. Y también las reivindicaciones de amplios sectores de la sociedad vasca de que respete los derechos de los presos políticos, de que termine con la estrategia de ilegalización y de que reconozca los derechos del pueblo vasco. A nuestro juicio, más allá de caer en especulaciones, la clave se encuentra en que cada vez más ciudadanos y ciudadanas se comprometan en torno a esas reivindicaciones y la presión aumente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;UNA MIRADA AL PASADO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Es una decisión muy importante. Se puede hablar de hito histórico. Con una mirada retrospectiva, ¿cuáles han sido en la historia de ETA otros momentos decisivos como éste? Es decir, ¿con qué otros momentos históricos se puede comparar el presente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En el transcurso político de estas cinco largas décadas ha habido muchas resoluciones importantes sujetas a las circunstancias de cada momento. Sin embargo, son tres las decisiones más importantes que ETA ha tomado en su historia, que han marcado y marcarán la historia reciente de Euskal Herria. La primera, en pleno franquismo, cuando se constituyó ETA para hacer frente al Estado español y para liberar Euskal Herria. La segunda, cuando la reforma española no atendió a las reclamaciones de Euskal Herria y se produjo la división entre las fuerzas abertzales, con la decisión de ETA de continuar con la lucha armada. Y la tercera, ésta de ahora, con el anuncio de su fin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En todo caso, hay que dejar claro que ETA no ha sido jamás un mero grupo armado de naturaleza política, sino una organización política que en un momento histórico decidió practicar la lucha armada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sin embargo, el PNV dice que ETA es un error desde su nacimiento o, al menos, que la decisión que se ha adoptado ahora debía haberla tomado hace 30-35 años. Afirma que se equivocaron, tanto ETA como el conjunto de la izquierda abertzale, ante la reforma del franquismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;En Euskal Herria no hay muchos que vean un error en el nacimiento de ETA. ¿Cómo estaba Euskal Herria? ¿Qué ofrecía el PNV ante esa situación?.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El surgimiento de ETA cambió de raíz la situación y dejó consecuencias profundas a futuro. Ante la desesperanza que provocaba la asfixiante opresión, amplió la oferta de la lucha por la libertad, y, junto a ello, impulsó la recuperación política, social y cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Es cierto que hace 34 años la posibilidad del fin de la lucha armada estuvo sobre la mesa. Aquello fue en Xiberta, y la elección del PNV lo malogró, cuando aceptó el marco de partición impuesto por España y cuando prefirió zambullirse en su gestión. A consecuencia de esa elección, el PNV logró ámbitos de poder, a cambio de participar de lleno, junto con las fuerzas españolas, en el intento de neutralizar al independentismo. ¿Cuál es el balance de esa elección en lo que respecta al futuro de Euskal Herria? Siendo durante muchos años la fuerza hegemónica y gestionando las principales instituciones, ¿qué ha hecho el PNV para que el derecho a decidir del pueblo vasco sea reconocido? ¿Cuáles son las opciones que el marco vigente ofrece para la libertad de Euskal Herria? Ha sido la estrategia del PNV la que ha fallado. Y no lo dice sólo ETA, sino cada vez sectores más amplios de la sociedad vasca. Es por eso que el PNV utiliza un discurso tan agresivo contra la izquierda abertzale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La izquierda abertzale no picó en el anzuelo y, en la fase posterior de la reforma, se comprometió con la defensa de Euskal Herria, a la vez que se involucraba totalmente en el trabajo de la construcción de la nación vasca. En aquella época, frente al entramado jurídico-político que buscaba la desaparición de Euskal Herria, ETA adoptó una trascendente decisión: continuar con la lucha armada. Y mediante la lucha armada, entre otras cosas, se impidió que el modelo de imposición de la reforma se afianzase en Euskal Herria. Mediante la lucha armada, entre otras cosas, Euskal Herria ha llegado a tener abiertas las puertas de la libertad.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Dicen que son ellos quienes han protagonizado la construcción nacional...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por suerte, ha habido mucha gente en la labor de construir la nación vasca, entre ellos, también militantes del PNV. La construcción nacional la ha hecho el pueblo: en la dinámica por el euskara, en la cultura, en la enseñanza, en defensa de la tierra, en defensa de los derechos de los trabajadores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El «auzolan» ha suplido la falta de compromiso institucional. Y más aún, el compromiso popular ha tenido que hacer frente a los ataques dirigidos desde las instituciones gestionadas por el PNV. No hay más que ver el daño que ha hecho a los ciudadanos y ciudadanas el modelo neoliberal que ellos han sostenido. Euskal Herria ha seguido adelante gracias a la ciudadanía y al movimiento popular, y así será también en el futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sin embargo, la historia no es perfecta. ¿Tiene la autocrítica lugar respecto a lo hecho durante todos esos años?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosotros no hacemos una lectura lineal de nuestra historia. Sabemos que hemos cometido errores, y que no hemos acertado siempre. Nos esforzamos por aprender de esos errores y de corregirlos en la medida de lo posible. Como organización revolucionaria, nos guiamos por una autocrítica permanente, de la que también son consecuencia los cambios de estrategia o sus adecuaciones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Con todo, la izquierda abertzale cuenta con una característica que le hace más fiable respecto al resto de fuerzas: que siempre ha antepuesto los intereses de Euskal Herria a cualquier otra cosa, y que ha actuado con valentía y generosidad en su defensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;¿Xiberta, Argel, Lizarra-Garazi y el último proceso de negociación pueden calificarse de fracasos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De ninguna manera. Esos hitos históricos no nos satisfacen del todo, en la medida en que no hubo posibilidades de llevarlos a término, pero todos ellos han dejado cosas positivas, todos ellos han dejado enseñanzas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quizá Xiberta sea el episodio más decepcionante. Fue la primera ocasión para responder como pueblo a la negación de Euskal Herria, pero no fue posible. Supuso una ruptura profunda, una herida que tres largas décadas después no se ha cerrado. Una herida de la que también se ha alimentado el conflicto. En Argel, logramos sentar al Estado en la mesa de negociación. Aquello supuso el reconocimiento del conflicto y el reconocimiento concreto de una organización que lucha por la libertad; dio credibilidad al camino escogido. Lizarra-Garazi cambió el escenario político de raíz y de forma permanente. Si, con el objetivo de aislar a la izquierda abertzale, el Pacto de Ajuria Enea ideó esa división entre violentos y demócratas, después, en un lado se colocaron los abertzales, los sectores de izquierdas y los demócratas que sostenían que la clave de la resolución del conflicto residía en el derecho a decidir del pueblo vasco, y en el otro, los partidarios de la Constitución española. Las condiciones que hoy en día citamos a menudo fueron sembradas con aquella semilla. Y en el último proceso quedaron establecidas las claves del método y del contenido para la resolución del conflicto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El proceso de liberación es dinámico y se construye gracias a la acumulación de diferentes experiencias. Por eso, seguramente había que pasar por esas fases para llegar al punto en el que nos encontramos. Se puede decir que hoy nos encontramos con el desarrollo de todo aquello, acumulando fuerzas y estructurando un nuevo proceso negociador. Contamos con toda aquella experiencia.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Sin embargo, no se profundizó suficiente en las oportunidades surgidas. ¿Por qué?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada momento histórico necesitaría una lectura específica y, seguramente, no habría una lectura única y perfecta. En estos casos, cada parte tendría que preguntarse a sí misma si hizo todo lo que estaba en su mano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ello no quiere decir que todas tengan la misma responsabilidad. La izquierda abertzale ha iniciado cada proceso con la intención de llevarlo hasta el final, con responsabilidad, con el objetivo de alcanzar una solución justa y democrática. ETA ha cumplido todos los acuerdos y cuando los procesos se han roto formalmente ha seguido en la misma línea. El Estado español, en cambio, ha actuado con malicia. No buscaba la paz y la resolución, sino neutralizar la lucha de liberación. Ha buscado la ruptura de los procesos nada más iniciarse, porque consideraba que sería la izquierda abertzale la que pagaría las consecuencias. También hay que citar la posición del PNV. Ha estado mirando a los intereses partidistas, con miedo a la situación que se crearía si un proceso así saliese adelante. En Argel, su posición fue determinante en la ruptura, y en el último proceso se alineó con el Estado. En Lizarra-Garazi, puso freno cuando vio la potencialidad con la que contaba el proceso para hacer el camino hacia la independencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Además de la posición de cada parte, en todos los procesos la izquierda abertzale ha extraído una conclusión común: que no ha profundizado suficientemente en la activación popular. El pueblo debe ser el protagonista. Sólo el pueblo puede garantizar el desarrollo del proceso.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;¿Y por qué va a ser en esta ocasión diferente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No se puede saber cómo será en esta ocasión. El final está sin escribir. La ciudadanía vasca y, en especial, los miembros de la izquierda abertzale deben tenerlo muy presente. Se puede tener la tentación de pensar que todo está atado. que se resolverá no se sabe en qué mesa. No. La ciudadanía debe construir el proceso y los miembros de la izquierda abertzale tienen una gran responsabilidad. Nadie nos dará nada, lo tenemos que ganar nosotros, con el trabajo y lucha diaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La izquierda abertzale ha entrado con determinación. Además, la decisión de ETA fortalece esa disposición. Después, el proceso se puede alargar en el tiempo, en función del comportamiento de los estados y de la madurez de las fuerzas políticas. Pero no hay otra alternativa que no sea el propio proceso. El pueblo lo tiene que alimentar para llevarlo hasta el final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Resulta evidente que para llegar a esta coyuntura histórica ha tenido mucha influencia la reflexión, el debate y las decisiones de la izquierda abertzale. La resolución «Zutik Euskal Herria» se aprobó a comienzos de 2010. Visto desde hoy en día, ¿qué valoración hace ETA de aquel proceso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quisiéramos realizar un primer apunte. Muchas veces se relaciona la actual situación con aquel debate. Tiene su importancia, en la medida en que se realizó un ejercicio para el cambio de estrategia. Pero, en nuestra opinión, por decirlo de alguna manera, no nos encontramos en el segundo o tercer año de la apuesta política, sino en el 52º. Seguramente podríamos ir más atrás. Este punto de vista es fundamental en la reflexión de la izquierda abertzale, para recordar de dónde venimos y a dónde vamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En todo caso, la izquierda abertzale acertó de pleno en su reflexión. Hizo una lectura adecuada del momento histórico del proceso de liberación y de la estrategia de los estados. Estableció una estrategia eficaz para superar el parón en el proceso de liberación y entrar en la fase decisiva sobre las condiciones gestadas por años de lucha. Aunque la idoneidad de esta estrategia habrá que juzgarla a largo plazo, en comparación con la situación de hace un par de años -viendo dónde estábamos y dónde estamos-, su trayectoria ha demostrado ya, pese a todas sus deficiencias, la fertilidad del camino abierto y la viabilidad del proceso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En todo caso, en ese proceso es evidente que no hubo una sintonía plena en la lectura sobre la fase política, o eso es, al menos, lo que ha trascendido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sí, es verdad. Hubo diferentes lectura, y eso influyó en el debate de los diferentes aspectos de la estrategia: respecto al momento de abrir el proceso, a su caracterización o a la función de la propia lucha armada. En otros casos, aun estando de acuerdo con la estrategia, las divergencias estuvieron en sus concreciones. Y más allá de las lecturas diferentes, hubo otros problemas, sobre todo sobre la forma de abrir y desarrollar el debate. Aunque fue una discusión fructífera, dejó heridas y dudas. ETA, atendiendo a su responsabilidad, ha hecho autocrítica, porque en ese momento no cumplió debidamente la función que le correspondía hacia la izquierda abertzale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En esa situación, el Estado español realizó un gran esfuerzo por auspiciar la escisión en la izquierda abertzale. Pero no lo logró, porque la izquierda abertzale ha demostrado una gran madurez y responsabilidad. Se dispusieron los medios para gestionar las contradicciones y unificar criterios, aceptando siempre que pueden existir diferentes visiones y que ello es lícito. Hoy podemos decir con orgullo que existe una fuerte cohesión interna en la izquierda abertzale, a diferencia de lo que pasa en otras muchas fuerzas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Diferentes responsables y representantes políticos han concedido gran trascendencia al «relato» del conflicto. Al parecer, debe quedar claro que el origen principal del problema es ETA. ¿Qué es lo que dice ETA ante ello?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El relato del conflicto habrá que hacerlo al encauzar la resolución del propio conflicto. Nosotros queremos que sea el relato de cuando Euskal Herria recuperó la paz y la libertad, para que sea la historia que alguna vez se estudie sobre la constitución del Estado Vasco. Y quisiéramos que fuera un ejercicio colectivo, en el que cada cual escriba el apartado que le corresponde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sin embargo, quienes quieren escribir ahora el relato desean dejar para siempre al pueblo vasco en la situación de imposición actual. Por eso quieren colocar a ETA como origen del problema, en contra de toda lógica. El conflicto no comenzó con el surgimiento de ETA y no ha terminado cuando ETA ha anunciado el final de su actividad armada, tal y como demuestran, con suficiente claridad, las reivindicaciones de solución de la sociedad vasca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÁMBITO DE NEGOCIACIÓN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ETA-GOBIERNO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Se muestran dispuestos a sentarse en una mesa para abordar y dar una solución a las consecuencias del conflicto. Uno de los temas principales es el de los presos. En opinión de ETA, ¿de qué forma, en qué términos, hay que encararlo? ¿Dónde se sitúan los mínimos en esta cuestión?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En primer lugar, hay que darle una respuesta en términos políticos y generales. Cuando hablamos de cerrar un ciclo, la solución debe ser colectiva. En segundo lugar, el proceso debe traer consigo la vuelta a casa de todos los presos y presas vascos. Cualquier otra opción sólo puede plantearse desde propósitos de venganza o por intereses políticos particulares, pero no si se pretende construir una solución firme y duradera. ¿Alguien puede imaginarse la paz con las cárceles de España y Francia llenas de presos políticos vascos? Otra cosa, importante también, es cómo se lleva a cabo eso. Es lo que hay que hablar y acordar en la mesa de diálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El tiempo también tiene su importancia. Debería resolverse cuanto antes, tanto por el aspecto político como por el humano. Eso daría al proceso una gran fortaleza y credibilidad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;¿Y los exiliados? Puede haber situaciones muy dispares en ese colectivo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hay situaciones diferentes, sí, y la salida a algunas de ellas no debería retrasarse mucho. El propio Colectivo de Exiliados ya ha tomado la iniciativa con anterioridad, a modo de iniciativa política. Por lo demás, también en este caso sirve lo manifestado respecto a los presos políticos. Todos los exiliados vascos deben estar en casa.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;¿ETA pretende representar a todos ellos, o esos colectivos deben tener voz propia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esos colectivos tienen voz propia y deben seguir teniéndola, sin duda alguna. En la medida en que son agentes políticos, tienen derecho a participar en el proceso. Para construir un escenario de paz y libertad, constituyen uno de los activos políticos principales de Euskal Herria, y creemos que les corresponde una función importante a la hora de impulsar y reforzar el proceso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En el ámbito negociador, en la medida en que deben superarse las consecuencias del conflicto en su globalidad, ETA asume la gestión de esos aspectos. No lo haría si no contara con la autorización de ambos colectivos. Además, de cara a la negociación, ETA ha adoptado un compromiso concreto: no tomará ninguna decisión que afecte a los presos y exiliados vascos sin contar con su aprobación.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;La cuestión de las víctimas creará gran expectación y, quizá, mucha polémica. ¿Cuál será la posición de ETA?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En este tema existe una gran utilización política y manipulación. La principal víctima del conflicto es Euskal Herria, un pueblo que han pretendido hacer desaparecer y que ha sido continuamente agredido. Un pueblo que no ha podido construir su futuro desde la libertad. Las principales víctimas han sido las vascas y los vascos. No hay generación que haya conocido la paz y la libertad. ¿Quién mide el daño y el sufrimiento que ha provocado esa realidad? Se menciona el sufrimiento de estos últimos 43 años, ¿pero quién pone el límite? También podríamos retrotraernos más en el tiempo. Podríamos citar las matanzas sufridas por el pueblo vasco en el último siglo. ¿O es que la actual confrontación armada no prendió de los rescoldos que dejó el bombardeo de Gernika?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La confrontación armada de las últimas décadas ha causado mucho sufrimiento, sin duda. También las acciones de ETA. No somos insensibles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hemos conocido el sufrimiento en nuestras propias carnes. Sabemos lo que es perder compañeros de lucha, qué es el dolor, qué supone no tener al lado a los seres queridos. Pero no podemos estar de acuerdo con esa lectura que pretende hacer olvidar las claves del conflicto. No podemos estar de acuerdo con ese propósito de condenar la lucha por la libertad. No podemos estar de acuerdo con esa única realidad que pretenden presentarnos, y tampoco con esa actitud fascista y la sed de venganza que se está alimentando en los últimos años en España.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ETA tiene un compromiso absoluto con el proceso de resolución. Hay que solucionar definitivamente el conflicto, en su globalidad, superando todas las violencias y abordando las raíces del mismo. Ése es el único camino para construir un escenario de paz real y duradero y para garantizar que el conflicto no provocará más sufrimiento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto a ello, hay que trabajar la memoria histórica. Se habla mucho del reconocimiento del sufrimiento y de las víctimas. Es importante. Y hay múltiples víctimas y sufrimientos generados por la violencia de los estados que siguen sin ser reconocidos: el terrorismo de estado, la tortura, los asesinatos de militantes de ETA, la violencia de las fuerzas policiales... En la mayoría de los casos, incluso se niega que haya ocurrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Euskal Herria está repleta de fuerzas policiales. ¿El proceso debe influir en esta situación?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El proceso debe conllevar la desmilitarización de Euskal Herria, sin duda alguna. El final de la confrontación armada no podría entenderse si Euskal Herria permanece llena de fuerzas armadas. Porque ¿cuál sería su objetivo si no es la amenaza de conculcar la voluntad de la ciudadanía vasca? ¿Cuál sería su función si no es la persecución de la actividad política del independentismo? Si la solución debe ser democrática, no debe estar bajo la amenaza de fuerzas armadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Además, es un paso fundamental también para cerrar las heridas que ha dejado el conflicto. Los distintos cuerpos armados han causado mucho dolor en este pueblo. Las páginas más oscuras de ese relato que hemos mencionado las ha escrito la Guardia Civil. Supondría un paso de gran importancia para la conciencia colectiva de la ciudadanía vasca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;¿Están dispuestos a hablar de desarme? ¿Han hablado de ello, por ejemplo, con la Comisión de Verificación?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La cuestión de las armas está incluida en la agenda de la negociación entre ETA y el Estado, y estamos dispuestos a hablar de ello y también a adoptar compromisos, en la lógica de la solución de todas las consecuencias del conflicto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En cuanto a la segunda pregunta, no; no hemos tratado sobre ello con la Comisión de Verificación. Seguramente podría jugar un papel, pero hay que ir paso a paso.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;¿Qué modelo negociador prevén? ¿Dónde, cómo, quién, ante quién...?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hay que configurar un modelo negociador fuerte y efectivo. Para ello, hay que emprender conversaciones directas entre ETA y los estados español y francés, con la dinamización de algún agente internacional que ayude al proceso. Creemos también fundamental la participación de observadores internacionales para hacer seguimiento del desarrollo de los acuerdos que se adopten y, por tanto, como garantía del cumplimiento de esos acuerdos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respecto a la agenda negociadora, en nuestra opinión, hay tres temas principales: la vuelta a casa de todos los presos y exiliados políticos vascos, la inutilización de las armas de ETA y la desmilitarización de Euskal Herria. En la mesa de negociación hay que acordar las fórmulas para desarrollar todo eso, y se puede prever que será necesaria la ayuda de asesores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El modelo está bastante asentado según la experiencia de anteriores procesos. Y ETA está dispuesta. Por lo tanto, el proceso de diálogo podría iniciarse mañana mismo si los gobiernos dan una respuesta positiva.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;¿Y si los estados no están dispuestos a dar ningún paso significativo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puede que lo intenten, con la convicción de que bloqueando este carril frenarán el proceso político. O que lo hagan porque, simplemente, no quieren ninguna solución. Observando anteriores experiencias, no hay ninguna razón para confiar en la voluntad de los estados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eso dificultaría la situación, en la medida en que el proceso requiere de la participación de los estados. ¿Cómo se le podría hacer frente? Asumiendo el reto. Hay que actuar con paciencia, sin resignarse, prosiguiendo con la lucha y el trabajo diario, agrupando nuevas fuerzas, dando mayor eficacia a las ya existentes... El proceso no se va a desarrollar sólo en la mesa negociadora. La reivindicación y la presión popular tienen una función decisiva. Además, la decisión de ETA ha dado una responsabilidad añadida a toda la ciudadanía, y especialmente a la base social de la izquierda abertzale. Son tiempos de compromiso. Y resulta fundamental ser conscientes de ello.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;---------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOLUCIÓN POLÍTICA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Que el conflicto político requiere una solución política es una convicción extendida en Euskal Herria. Además, cada vez son más las voces que abogan por una nueva estructura jurídico-política. El derecho a decidir también es una referencia. ¿Cómo observa ETA el desarrollo del ámbito de la resolución política?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La resolución política debe responder a las claves del conflicto para que en Euskal Herria se instale una situación democrática. El primer paso es el proceso de diálogo que debe desarrollarse entre los agentes políticos y sociales vascos. Evidentemente, este proceso tendrá que llevarse a cabo sin ningún tipo de violencia ni de injerencia. El objetivo de las negociaciones debería ser un acuerdo democrático en el que se recoja una formulación pactada del reconocimiento de Euskal Herria y del derecho a decidir. De esa manera, todos los proyectos políticos serían materializables, incluida la independencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El acuerdo democrático debería recibir el respaldo legitimador de la ciudadanía vasca, en forma de ratificación en una consulta popular. A partir de ahí, debería abrirse un proceso de negociación entre los estados y una representación de los agentes políticos y sociales de Euskal Herria. No sobre el contenido del acuerdo, porque eso sólo les corresponde a los agentes vascos, y a los ciudadanos y ciudadanas vascos; el objetivo de esas negociaciones sería la aplicación de ese acuerdo democrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿Detrás de estas opiniones existe una voluntad de tutelaje sobre la resolución política? Se trata de una de las acusaciones que siempre se ha repetido contra ETA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ETA nunca será una amenaza para ese proceso, como ya ha quedado bien claro. Nunca lo ha sido. ETA tiene su opinión y hace sus reflexiones. Eso es lo que estamos haciendo. Pero ETA no estará sentada en la mesa de la negociación política. La que represente en esa mesa a la izquierda abertzale en su conjunto será la unidad popular, principal referencia política de la izquierda abertzale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Las fuerzas favorables a España y Francia deberían participar por medio de los representantes que esos partidos tienen en Euskal Herria. Es necesario. Pero a partir de ahí, el proceso no debe sufrir ningún tipo de amenaza o injerencia exterior. Ni de los estados ni de nadie. Debe ser un proceso caracterizado por la voluntad y el deseo de la ciudadanía vasca; basado en su palabra y en su decisión.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;También en otras ocasiones han manifestado que la voluntad de la ciudadanía constituye la base y la referencia. ¿Creen que se ha avanzado lo suficiente para que eso sea posible?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ha avanzado en lo que concierne a la conciencia y la madurez política de la ciudadanía vasca. Los ciudadanos y ciudadanas vascos quieren tomar la palabra, tanto en el proceso democrático como en el día a día de la vida política y social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por lo que respecta a las fuerzas favorables a España y Francia, aún no han hecho ese ejercicio democrático. Si pueden imponer su proyecto por la fuerza, no les importa la voluntad popular. No hay más que ver la arrogancia del Gobierno de Gasteiz, aun consciente de que carece de legitimidad democrática. De todas formas, no les será fácil dar la espalda a las demandas de la ciudadanía.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;¿Tendrán las fuerzas políticas la suficiente madurez para materializar un acuerdo político que responda a la raíz del conflicto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La sociedad vasca no aceptaría otra cosa. Desgraciadamente, en algunos sectores aún no se percibe suficiente madurez. Temen perder la privilegiada posición que les han otorgado la división de Euskal Herria y la imposición. Por eso ven el proceso como una amenaza, cuando debería ser una oportunidad para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creemos que se equivocan, porque el pueblo vasco no acepta por más tiempo ofertas políticas basadas en la imposición. También ellos están haciendo esa reflexión. Esos partidos saben que, en la situación que se ha abierto en Euskal Herria, tienen que reconsiderar sus posiciones si no quieren alejarse demasiado de la sociedad vasca. Pero está por ver si los resultados de esa reflexión les llevan a sumergirse en el proceso democrático. Por eso, la llave la tiene la sociedad vasca. El proceso se acelerará desde la exigencia y activación popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surgen muchas dudas en torno a la forma de resolver la cuestión de la territorialidad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Es una de las cuestiones clave del proceso. España y Francia han levantado su primera trinchera en la división territorial. Y con una situación de imposición de muchos años, han cavado un profundo agujero. Pero la resolución del conflicto político debe abordar al conjunto de Euskal Herria. En los diálogos entre los agentes políticos y sociales vascos debe buscarse una formulación concreta para el reconocimiento de la realidad nacional de Euskal Herria; teniendo en cuenta la actual realidad institucional, pero sin que la profundidad de ese agujero se convierta en un problema insalvable.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Es evidente que los ritmos serán diferentes. ¿Ven opciones de que en Ipar Euskal Herria se produzcan también cambios significativos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está claro que la confrontación con los dos estados ha tenido una evolución diferente y que la percepción de la sociedad y la evolución del nacionalismo tampoco ha sido la misma. Eso debe tenerse en cuenta, y puede influir en los ritmos y las formas. Pero en cuanto a los contenidos, siendo el conflicto político el mismo, las claves también son parecidas: reconocimiento y derecho de decisión. En Lapurdi, Baxe Nafarroa y Zuberoa existe una importante conciencia sobre eso, y desde sectores muy amplios se reivindica una institución propia que recoja el reconocimiento de Euskal Herria y que dote de los recursos necesarios para responder a sus necesidades. El reto es estructurar todo ello, con el objetivo de alcanzar el acuerdo democrático. La evolución de todo el proceso y la Conferencia Internacional pueden suponer un impulso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROYECTO POLÍTICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;¿Cuál podría ser la primera meta del proceso que se ha abierto en Euskal Herria? Históricamente la izquierda abertzale ha realizado propuestas concretas de cara a un marco democrático. ¿Se puede llegar a ese nivel? A priori, este proceso no lo garantiza, ¿verdad?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Además de superar las consecuencias del conflicto, se necesita el acuerdo democrático que ponga en vías de solución el conflicto político y que sitúe el suelo democrático. Ese es el primer objetivo del proceso: el reconocimiento de Euskal Herria y del derecho a decidir. Una vez instalado ese jalón, cada fuerza política tendrá la opción de presentar su propuesta. Será entonces cuando la izquierda abertzale haga la suya. Como usted dice, no hay garantía de que vaya a salir adelante. Eso depende del nivel de adhesión que sea capaz de recabar cada propuesta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Siempre se han marcado como objetivo un Estado Vasco independiente. Después del paso histórico que acaban de dar, ¿cómo puede ser el camino hacia ese estadio?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos recorriendo el camino hacia la independencia. Estamos estructurando el independentismo para que cuente con la referencialidad y el protagonismo que debe tener en la vida política de Euskal Herria. Hemos dado pasos importantes y hemos recibido el respaldo de muchos ciudadanos. Pero en este nuevo ciclo que acabamos de abrir, la izquierda abertzale tiene que prepararse para recorrer el camino hasta el final. Con una perspectiva a largo plazo, para reforzar las alianzas y recabar la adhesión de la mayoría de la ciudadanía. Y no sólo eso: debemos crear los mecanismos que nos permitan llegar a ser Estado; un Estado que esté al servicio de la ciudadanía y garantice la justicia social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La construcción nacional debe ser el cimiento fundamental de la estrategia independentista. Y eso exige dar un salto importante en la organización, fortalecer la principal referencia política de la izquierda abertzale, de carácter independentista y socialista. Además, a medida que el proceso avance, deberán liberarse nuevas energías para la estrategia independentista, como las que hasta ahora han tenido otras funciones relacionadas con el conflicto. La izquierda abertzale se encuentra ante un gran reto, tan difícil como hermoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En lo que respecta a las fases, prevemos un proceso largo y escalonado mientras se crean las condiciones necesarias para dar el salto a la independencia. La primera batalla principal estará centrada en conseguir el reconocimiento de Euskal Herria y del derecho de decisión. Posteriormente, se puede prever la apertura de una fase de transición entre el reconocimiento del derecho de autodeterminación y su aplicación. Para esa fase de transición, la izquierda abertzale deberá hacer su propuesta táctica de cara a la consecución de la unidad territorial y a hacerse con nuevos recursos para profundizar en la construcción nacional. No se puede saber cuánto se prolongará esa fase; dependerá de las condiciones que seamos capaces de crear y del nivel de adhesión que recabe el proyecto independentista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;La crisis económica ha puesto en solfa todo el modelo. La izquierda abertzale, además del cambio político, asegura que también se necesita un cambio social. ¿Este proceso puede aportar algo en ese ámbito?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiene que hacerlo, sin duda. El proceso es integral y con muchas variables; entre otras, la del modelo social y económico. Euskal Herria necesita de mecanismos para responder a la situación actual, instrumentos que satisfagan las necesidades de la ciudadanía vasca. Y eso está estrechamente vinculado con el reconocimiento de Euskal Herria y del derecho a decidir. Incluso más en este momento en el que, desde el punto de vista económico, la dependencia respecto a España y Francia se está convirtiendo en un lastre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;¿Cuentan los estados con una oferta política para los vascos? El español, concretamente, sufre una profunda crisis. ¿Qué puede conllevar esa situación?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los estados no tienen oferta política para Euskal Herria. El modelo que nos imponen no satisface los deseos de la ciudadanía vasca y no tiene respuestas para las demandas del pueblo vasco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ha citado la crisis del Estado español, y es cierto. Además de la económica, vive una profunda crisis política e institucional. El modelo autonómico creado a partir de la reforma política se tambalea. Y las disputas entre los poderes del Estado son constantes. A eso habría que añadir esa cultura política que se ha instalado en España por la que la disputa entre los partidos se desarrolla de forma agresiva y desmedida. El resultado es una inestabilidad estructural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sin oferta política y con la crisis estructural que padece, España es consciente de su debilidad estratégica en lo referente al proceso de Euskal Herria; de que en esa situación, el proceso va más allá de la resolución democrática y que adopta una dimensión estratégica. En el proceso no sólo está en juego el reconocimiento de los derechos de Euskal Herria, sino los escenarios que puedan abrirse con los siguientes pasos. Es una confrontación entre proyectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esa razón, se puede prever que el Estado español, consciente de su debilidad estratégica, tratará por todos los medios de entorpecer y embarrar el proceso político. El Estado no será un interlocutor fiable; nunca lo ha sido, pero menos ahora. Es posible que, a causa de ello, el proceso se bloquee. Y habrá que responder con iniciativas unilaterales, con reivindicaciones soberanistas unilaterales. Ahora más que nunca, el futuro es del pueblo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-6345720107414492683?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/6345720107414492683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=6345720107414492683' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/6345720107414492683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/6345720107414492683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/11/primeira-entrevista-do-eta-apos-o-fim.html' title='Primeira entrevista do ETA após o fim da luta armada'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-a7EFGKp4_RA/Tr3kowRjLMI/AAAAAAAACUM/mOAeY3JBUZk/s72-c/gara.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-1008920642320715708</id><published>2011-11-06T14:46:00.000-08:00</published><updated>2011-11-06T15:39:22.469-08:00</updated><title type='text'>Alfonso Cano : Um intelectual da revolução</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-goAJ_tr-1bU/TrcPIKHG-vI/AAAAAAAACTc/eKqdGs55K7s/s1600/cano3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 271px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-goAJ_tr-1bU/TrcPIKHG-vI/AAAAAAAACTc/eKqdGs55K7s/s400/cano3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5672018888523971314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/4r5347h0_-o" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um belo artigo de Manuel Koba, publicado em Kaos en la red, descreve  o exemplo de revolucionário que foi Alfonso Cano, brutalmente caçado e assassinado pelo governo colombiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Alfonso Cano: un intelectual de la revolución&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El pasado Viernes 4 de Marzo del 2011 ha muerto en combate el compañero y camarada Alfonso Cano, antropólogo e intelectual marxista, brillante político revolucionario, Comandante en Jefe de las FARC-EP (Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia-Ejercito del Pueblo). Y una vez más resuenan en los medios comunicacionales estas vocingleras pero aventuradas afirmaciones del supuesto debilitamiento de las FARC. ¿De qué debilitamiento puede hablarse cuando para asesinar a un solo hombre se necesita semejante  presión militar compuesta por 6000 tropas de élite contrainsurgente más un cerco militar en el sur del Tolima y Cauca y cuantiosos  bombardeos  indiscriminados  en toda esa región?  ¿No se decía que la guerrilla estaba debilitada, erosionada, que ya restaban pocos guerrilleros, etc. etc. etc.?  El uso brutal y desproporcionado de la fuerza militar cada vez más notorio y recurrente por parte del ejército burgués torna de una inconsistencia total tales dichos.  No existe tal debilitamiento ni mucho menos el curioso “fin del fin de las FARC”, que viene anunciándose desde hace años, desde que nació la guerrilla allá por los años 1964, “fin del fin” que nunca llega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intelectuales de la talla de Cano, a pesar de ocupar el escalón jerárquico más elevado, mueren en combate; su muerte es la irrefutable prueba de su igualdad de condiciones y riesgo en relación al resto de sus compañeros, subsistiendo   en las adversas condiciones cotidianas de la selva colombiana, sin privilegios, embarrándose en la historia, interviniendo en ella en praxis, alejándose de los cómodos gabinetes y oficinas de estudio teórico que caracterizan a los intelectuales pequeños burgueses. Los intelectuales como Cano ponen a prueba sus diplomas, reconocimientos teóricos y títulos académicos en la práctica revolucionaria, los arriesgan en la práctica, poniendo en juego su vida en forma absoluta e incidiendo de manera determinante en el curso mismo de la historia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como en una ecuación matemática los mitos caen y las incógnitas se develan: los narcos como Pablo Escobar (uribe, y demás) se visten de traje y corbata, se movilizan impunemente por la ciudad a plena luz del día con el consentimiento de las autoridades gubernamentales, el narcotráfico los provee de lujos y privilegios y duermen en gigantescas mansiones. Los revolucionarios como Alfonso Cano, en cambio, se visten de guerrilleros, se ocultan y movilizan en la clandestinidad o en la densa vegetación selvática para no ser detectados por los gobernantes tiranos, subsisten superando las carencias y adversidades del medio, luchan arriesgando su vida por un ideal en pos del bienestar del pueblo, y duermen quizás en el suelo, rodeados de plantas y animales salvajes. Así vivió y murió Alfonso Cano, máximo líder y Comandante en Jefe de las FARC-EP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Su muerte resulta irrebatiblemente dolorosa para los pueblos de Colombia y el resto de nuestra Latinoamérica. Lo lloran en masa trabajadores, campesinos, estudiantes, luchadores por la paz y militantes de toda Colombia y Latinoamérica. Pero la dialéctica afirma que nada es bueno o malo de modo uniforme; la muerte de Cano permite también escombrar mitos prosaicos de supuestas debilitamientos, también aquellos de supuestas ventajas, privilegios y lujos de los lideres por sobre el resto de sus compañeros, y es ocasión más que propicia para reafirmar sus ideas que solo en el intento de materializarlas permanecerán vivas como la de tantos caídos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quienes luchamos por la patria grande y el cambio social repetimos inclaudicablemente "Podrán cortar todas las flores, pero nunca terminarán con la primavera."  La muerte en combate del compañero Alfonso Cano no detendrá el carácter ofensivo y el hostigamiento constante de la guerrilla que ha venido en aumento estos últimos años para que se imponga y prevalezca la paz con justicia social en Colombia. Será una oportunidad de enorme responsabilidad y sacrificio para quien deba remplazarlo en su deber. De nuestra parte de aquí en más debemos redoblar esfuerzos y tomar las riendas del cambio y la transformación social por medio de un compromiso teórico-práctico que resulte inamovible para los enemigos y contendientes de la paz tal como lo hicieron nuestros mártires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comandante e Alfonso Cano… ¡Hasta la Victoria Siempre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patria o muerte… ¡Venceremos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manuel Koba, Patria Grande&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-1008920642320715708?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/1008920642320715708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=1008920642320715708' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/1008920642320715708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/1008920642320715708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/11/alfonso-cano-um-intelectual-da.html' title='Alfonso Cano : Um intelectual da revolução'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-goAJ_tr-1bU/TrcPIKHG-vI/AAAAAAAACTc/eKqdGs55K7s/s72-c/cano3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-7760881868792277524</id><published>2011-11-06T07:07:00.000-08:00</published><updated>2011-11-06T07:15:09.452-08:00</updated><title type='text'>O significado do assassinato de Alfonso Cano</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-PFPiBT6oX-g/Trajqv6apzI/AAAAAAAACTQ/11C0eBtlJSE/s1600/cano2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-PFPiBT6oX-g/Trajqv6apzI/AAAAAAAACTQ/11C0eBtlJSE/s400/cano2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5671900735531034418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Depois de mais de 30 anos de luta guerrilheira, o comandante em chefe das FARC-EP foi assassinado. Morreu combatendo, como um guerrilheiro raso a mais, enquanto que os mandantes de seu assassinato, a elite dourada, jamais subiram nas montanhas nem colocaram um só de seus filhos na frente de batalha"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;El significado del asesinato de Alfonso Cano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Antonio Gutiérrez D.&lt;br /&gt;Rebelión&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Después de más de 30 años de lucha guerrillera, el máximo jefe de las FARC-EP ha sido asesinado. Murió combatiendo, como un guerrillero raso más, mientras que quienes lo mandaron a asesinar, la élite dorada, jamás subieron al monte ni han puesto a uno sólo de sus hijos al frente de la batalla. Este era un desenlace que se veía venir, ya que desde el 2008 Cano se enfrentaba a una presión militar impresionante: 6.000 tropas de élite contrainsurgentes a su caza, cerco militar en el sur del Tolima y Cauca, bombardeos indiscriminados en toda esa región. Y finalmente lo “cazaron”, no en Tolima como esperaban, sino en Cauca. El procedimiento fue típico: inteligencia militar (con apoyo decisivo de la CIA), bombardeos, desembarcos desde helicópteros y orden de asesinar, no de capturar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este procedimiento, en flagrante violación del derecho internacional humanitario, está en plena concordancia con el componente de la guerra sucia del Estado colombiano llamada “Plan Burbuja”, según la cual hay que golpear a los mandos guerrilleros para provocar un proceso doble: por una parte, estimular las deserciones, por otra, producir un fenómeno de “bandolerización” por la pérdida de los mandos político-militares y desestructuración de la cadena de mando (lo último implica que lo que realmente preocupa a la oligarquía no son la violencia ni la seguridad de los ciudadanos, sino conservar el poder a toda costa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La muerte de Cano es un golpe militar indudable a la insurgencia, que por primera vez sufre la baja de su líder máximo. No solamente es un golpe por el enorme aprecio que le tenían los insurgentes, sino por el genio político-militar que demostró en su período al mando. En el 2008 los medios, con su normal ignorancia de los temas del conflicto, especulaban sobre el supuesto conflicto en las FARC-EP entre el ala “militar” supuestamente liderada por el Mono Jojoy, y el ala “política”, supuestamente liderada por Cano, al que se le mostraba como un ideólogo dogmático sin experiencia militar significativa. Sin embargo, la realidad demostró lo espurio de los supuestos en los que se sustentaron estas tesis. Cano demostró una visión militar superior a lo esperado por los "opinólogos", logrando una reorientación estratégica de las FARC-EP que las llevaron a recuperar mucho del terreno perdido desde la implementación del Plan Colombia, adoptando una postura de ofensiva estratégica en vastas zonas del país que se aprecia en los contundentes golpes dados por la guerrilla en el período 2009-2011. También en lo organizativo, Cano supo descentralizar la organización para, por una parte, facilitar el trabajo político de masas y por otra, para absorber mejor los golpes del Plan Burbuja sin que se resintiera el conjunto de la organización.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Las FARC-EP, con estructuras más descentralizadas y flexibles, asimilarán con toda probabilidad este nuevo golpe y recompondrán las estructuras de mando para llenar este vacío. Es muy probable que el mecanismo de sucesión de mando previamente establecido (Cano estaba bien consciente de que su asesinato era inminente) ya esté andando y que el sucesor sea Iván Márquez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pero lo que está claro es que la resistencia de las FARC-EP a este embate no depende solamente de lo militar sino, fundamentalmente de lo político, y tambien en esto Cano supo abanderar una orientación política que lo demostró como algo distinto a ese personaje obscuro y ortodoxo descrito por los medios. Logró controlar los enfrentamientos entre estructuras farianas con estructuras del ELN en diversos puntos del país. No solamente eso: también logró un pacto estratégico con esa organización, lo cual ha fortalecido a ambos sectores insurgentes. También supo entender el contexto actual de movilización popular, defendiendo un proceso de negociación política del conflicto que permitiera articular las demandas de los diversos sectores populares subordinados. De una u otra manera, buscó formas de que las propuestas de la insurgencia volvieran a instalarse en la mesa como parte del debate político, más allá de temas como el acuerdo humanitario o el proceso de paz, actualizándolas con nuevas lecturas políticas y nuevos análisis de la realidad nacional e internacional. En este sentido, Cano demostró un liderazgo político-militar que permitió un salto estratégico de la organización guerrillera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿Morirá todo este trabajo hecho en el último tiempo con Cano? Aún cuando el asesinato de Cano repercutirá en las filas insurgentes, difícilmente ocurrirá tal cosa. El último informe de la Corporación Nuevo Arco Iris (“La Nueva Realidad de las FARC”), publicado en agosto, da cuenta de ello, cuando afirma que aún cuando la muerte de Cano sea inminente, ello difícilmente significaría el fin de la insurgencia o aún un escenario de desplome acelerado. Esta afirmación se sustenta en los hechos por varias razones: primero que nada, porque Cano no tomaba decisiones solo sino como parte de un cuerpo colectivo, el Secretariado Mayor. Se equivoca el establishment colombiano cuando cree que las FARC-EP son una organización sustentada en liderazgos carismáticos. El asesinato del Mono Jojoy (una figura de un carisma mucho mayor que el de Cano entre los guerrilleros) en 2010 así lo demostró –no hubo deserciones en masa y el Bloque Oriental mantiene la presión militar. Lo mismo pudo decirse del fundador de las FARC-EP, Manuel Marulanda, cuya muerte también se especuló que produciría un desmoronamiento de la organización –cuando ocurrió en realidad todo lo contrario, un restructuramiento de la organización y un fortalecimiento organizativo-. Pero tampoco será ese el escenario porque las orientaciones políticas que han enfrentado el intento de “aislamiento político” de la insurgencia, así como las estructuras que han permitido el reacomodo estratégico de las FARC-EP al nuevo escenario de guerra, dominado por el poderío aéreo del Estado y el perfeccionamiento de la inteligencia militar, ya están instaladas y andando. Y han demostrado ser efectivas [1].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digamos que con la muerte de Cano la insurgencia pierde un valioso dirigente, pero no pierde la razón de ser ni su norte como organización. La orientación de Cano ha sido parte de una orientación colectiva que demuestra el dinamismo de la insurgencia de cara a una ofensiva militar sin precedentes por parte del Estado, así como el carácter orgánico de la guerrilla colombiana. Si bien Cano es el máximo dirigente asesinado, varios otros líderes han sido abatidos en el último tiempo gracias al Plan Burbuja y el efecto esperado por parte del Estado (desplome, desmoralización, bandolerización y deserciones masivas) no ha ocurrido. Y no ocurrirá porque las fuerzas que alimentan al conflicto siguen ahí, y la insurgencia conserva fuertes raíces en la Colombia rural pese a la campaña de exterminio y desplazamiento masivo del Estado colombiano, que llaman “consolidación territorial”. Y porque la insurgencia en Colombia es una insurgencia de carácter orgánico, no basada en caudillos carismáticos. Los movimientos insurgentes de carácter orgánico como las FARC-EP han sabido sobrevivir y aún fortalecerse después de la muerte de sus dirigentes, como ocurrió con el PKK tras el arresto de Abdullah Ocalan, con el FSLN tras el asesinato de Carlos Fonseca, o con las guerrillas africanas PAIGC o Frelimo, tras el asesinato de sus respectivos dirigentes Eduardo Mondlane y Amílcar Cabral. Y su martirio en ocasiones logra fortalecer la moral y redoblar la resolución de lucha de los rebeldes, con lo cual podría haber un efecto boomerang.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santos, sobre el cadáver del adversario abatido profiere vivas a Colombia, sin poner en duda su concepción de país donde el poder se reafirma con ofrendas de sangre. Dice que el “crimen” no paga (confundiendo rebelión con crimen), mientras el país se asfixia en la corrupción promovida por familias cuyas fortunas se  han amasado mediante el asesinato, el desplazamiento, el robo de tierras y la entrega de los recursos naturales mediante pactos fraudulentos. Los medios reproducen partes triunfalistas en los que, ahora sí, nos vuelven a decir, estamos en el fin del fin; no en el fin inmediato, sino en la recta final, etc. Mientras hasta hace unas semanas se quejaban de una guerrilla envalentonada y un ejército desmoralizado, hoy afirman que la guerrilla está desmoralizada y que este golpe desmiente la tesis “maliciosa” de la desmoralización castrense. En realidad esta victoria, por las razones más arriba expuestas, es pírrica, y difícilmente alterará el curso del conflicto según se ha delineado en el curso del presente año o mejorará sustantivamente la moral de la tropa cuya baja se encuentra, como hemos afirmado en otra ocasión, en la naturaleza misma de esta guerra sucia tan degrada. Antes bien, este nuevo triunfalismo (mucho menos pronunciado que el triunfalismo tras la muerte de Raúl Reyes) podría jugar en contra de esa moral cuando el fin del fin no llegue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pero no sería correcto afirmar que nada cambiará en el nuevo escenario post-Cano; es indudable que este golpe tendrá efectos. El periodista Alfredo Molano advirtió de que esta victoria militar puede convertirse en una derrota política. Tal cosa no parece descabellada porque quedan claras las intenciones de “paz y diálogo” de Santos, quien ha posado como el presidente de los “derechos humanos”, abierto a la “negociación”. Será mucho más difícil sostener tal cosa para socialdemócratas como Medófilo Medina, Pacho Galán, León Valencia u otros que se han mareado con la “voluntad de paz” del gobierno, después de esta acción, pues ¿cómo hablar de paz mientras se asesina al interlocutor? Pongamos el caso irlandés como ejemplo: el Estado británico estuvo dispuesto a dialogar con la insurgencia (el IRA) y por ello, aunque tenían localizados plenamente a los líderes políticos del movimiento, no los asesinaron para permitir ese espacio de negociación. Tal cosa no ocurre en Colombia, precisamente porque la voluntad de paz o de diálogo no existe. Lo que se busca es el exterminio de los posibles negociadores para lograr la desmovilización. Es decir, la paz de los cementerios, o pacificación sin ninguna transformación política en el país. El resultado de esta política lo conocemos bien en Guatemala o El Salvador. Y eso no es lo que la mayoría del pueblo quiere para Colombia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El gobierno cierra las puertas al diálogo, ¿cómo reaccionará la insurgencia? Es difícil predecirlo, pero sea lo que sea, es posible ver un período de agudización e intensificación del conflicto por delante pues no parece una opción cruzarse de brazos o seguir reiterando llamados al diálogo y la paz que caen en oídos sordos. Si el gobierno demuestra su voluntad de profundizar la vía militar, entonces es ella la que se profundizará, y sabemos lo que esa vía tiene para ofrecer a Colombia en el marco de la guerra sucia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El gobierno no entiende el carácter orgánico de la insurgencia, pero sí entiende el carácter social más que militar del conflicto. Por eso es que en estos momentos en que repunta la lucha popular, con los estudiantes, obreros petroleros, trabajadores del transporte, campesinos movilizados, el gobierno se apresta a profundizar la guerra sucia, buscando ampliar el fuero militar, estigmatizando y criminalizando la protesta social, reforzando el aparato paramilitar. Saben ellos que el escenario donde se define el combate no es en el campo de batalla sino que en los campos y calles de Colombia, donde las masas vuelven a desafiar al sistema y a articular su proyecto emancipador. Aunque con los resultados de las últimas elecciones locales, con más de un 50% de abstención, se fortalece de manera superestructural la “Unidad Nacional” y el "santismo" barre toda oposición institucional, esa institucionalidad está cada vez más aislada, es cada vez más vulnerable ante un pueblo al que no se le ha dejado más opción que luchar. Santos aprueba los TLC que hambrearán a las muchedumbres y las someterán a una situación aún más desesperada que la actual. Sus “locomotoras del desarrollo” arrollan y destruyen a su paso las comunidades que quedan. El gobierno de Santos responde a las protestas del pueblo de manera militar, con una represión inusitada, pues no sabe responder de otra manera. Y con ello cierra todas las puertas a una solución al conflicto social que no sea la vía revolucionaria (que no guerrerista-militarista).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que no se engañe Santos con sus pírricas victorias militares: su mundo anacrónico de dogmatismo neoliberal, entreguismo pro-imperialista, exacerbado conservadurismo, es un mundo en retroceso. Los tiempos actuales son tiempos de lucha, de revoluciones, donde las masas vuelven a adquirir protagonismo. Santos radicaliza el conflicto social y armado, que no es solamente bombardeos contra la insurgencia, sino una estrategia militar contra el conjunto del pueblo –ese es el significado del asesinato de Cano-. Pero en la medida en que se radicaliza el conflicto, las masas colombianas pueden dar a la oligarquía una buena sorpresa, precisamente en el momento en que se creen invencibles y precisamente por donde no lo esperan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Un balance del conflicto y la apuesta por la guerra sucia de Santos, la he hecho en un artículo previo “Santos: Luz Verde para la Guerra Sucia en Colombia” http://anarkismo.net/article/20768&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-7760881868792277524?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/7760881868792277524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=7760881868792277524' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/7760881868792277524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/7760881868792277524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/11/o-significado-do-assassinato-de-alfonso.html' title='O significado do assassinato de Alfonso Cano'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-PFPiBT6oX-g/Trajqv6apzI/AAAAAAAACTQ/11C0eBtlJSE/s72-c/cano2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-8625798002670497033</id><published>2011-11-05T08:53:00.000-07:00</published><updated>2011-11-05T18:38:10.467-07:00</updated><title type='text'>Estado Colombiano assassina mais um revolucionário</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-I27HqGtWTXE/TrVb_jU15fI/AAAAAAAACTE/-swzaUICU5I/s1600/cano.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 226px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-I27HqGtWTXE/TrVb_jU15fI/AAAAAAAACTE/-swzaUICU5I/s400/cano.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5671540453115553266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Alfonso Cano, revolucionário que liderava as FARC-EP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado fascista colombiano assassinou mais um revolucionário hoje. Alfonso Cano, Comandante em Chefe das Farc-EP morreu lutando. Da atual geração de líderes da guerrilha foi o que mais reinvindicou uma saída pacifica para o conflito, reiterando a necessidade de diálogo com o governo colombiano que nunca aceitou qualquer diálogo, optou pelo caminho do exterminio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse Che Guevara uma vez " O que importa onde a morte nos encontre, desde que outras homens se levantem e empunhem as armas, e novos gritos de guerra e de vitória" . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa homenagem a Alfonso Cano, sua luta não será em vão. Venceremos!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NOTA DAS FARC-EP &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Declaración Pública&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuchamos de la oligarquía colombiana y sus generales el anuncio oficial de la muerte del Camarada y Comandante Alfonso Cano. Resuenan aún sus alegres carcajadas y sus brindis de entusiasmo. Todas las voces del Establecimiento coinciden en que ello significa el final de la lucha guerrillera en Colombia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La única realidad que simboliza la caída en combate del camarada Alfonso Cano, es la inmortal resistencia del pueblo colombiano, que prefiere morir antes que vivir de rodillas mendigando. La historia de las luchas de este pueblo está repleta de mártires, de mujeres y de hombres que jamás dieron su brazo a torcer en la búsqueda de la igualdad y la justicia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No será esta la primera vez que los oprimidos y explotados de Colombia lloran a uno de sus grandes dirigentes. Ni tampoco la primera en que lo reemplazarán con el coraje y la convicción absoluta en la victoria. La paz en Colombia no nacerá de ninguna desmovilización guerrillera, sino de la abolición definitiva de las causas que dan nacimiento al alzamiento.Hay una politica trazada y esa es la que se continuará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ha muerto el Camarada y Comandante Alfonso Cano. ha caido el mas ferviente convencido de la necesidad de la solución política y la paz.  ¡viva la memoria del comandante Alfonso Cano!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secretariado del Estado Mayor Central de las FARC-EP&lt;br /&gt;Montañas de Colombia, 5 de noviembre de 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-8625798002670497033?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/8625798002670497033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=8625798002670497033' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/8625798002670497033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/8625798002670497033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/11/estado-commbiano-assassina-mais-um.html' title='Estado Colombiano assassina mais um revolucionário'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-I27HqGtWTXE/TrVb_jU15fI/AAAAAAAACTE/-swzaUICU5I/s72-c/cano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-8735163365046441687</id><published>2011-11-04T10:24:00.001-07:00</published><updated>2011-11-04T10:24:34.984-07:00</updated><title type='text'>AMAIUR</title><content type='html'>&lt;iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/RFJc2wWHwdg" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-8735163365046441687?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/8735163365046441687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=8735163365046441687' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/8735163365046441687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/8735163365046441687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/11/amaiur.html' title='AMAIUR'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/RFJc2wWHwdg/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-2621612172194323362</id><published>2011-11-01T16:02:00.000-07:00</published><updated>2011-11-02T14:15:30.373-07:00</updated><title type='text'>Ser marxista hoje, por Adolfo Sánches Vázques</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-W_2PZTdfi2w/TrGxiq_BUHI/AAAAAAAACSg/-gLQ_OoJs8c/s1600/Adolfo%2BS%25C3%25A1nchez%2BV%25C3%25A1zquez.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 350px; height: 263px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-W_2PZTdfi2w/TrGxiq_BUHI/AAAAAAAACSg/-gLQ_OoJs8c/s400/Adolfo%2BS%25C3%25A1nchez%2BV%25C3%25A1zquez.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670508615048450162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adolfo Sánchez Vázquez é um dos grandes intelectuais marxistas da América Latina. Nascido em 1915 em Algeciras, Espanha, muito jovem teve que sair do país para o exílio quando os fascistas de Franco derrotam a República Espanhola em 1939..&lt;br /&gt;Desde muito cedo  se filiou a Juventude Comunista como parte de um compromisso político e ideológico com o socialismo e com a luta antifascista que manteve em toda sua vida.&lt;br /&gt;Atualmente é professor emérito da Facultad de Filosofía y Letras (FFyL) da Universidade Autônoma do México, a famosa UNAM.&lt;br /&gt;Residente no México desde 1939, ano em que saiu da Espanha, começou sua carreira acadêmica junto com outros refugiados espanhóis. Cursou o mestrado em  Letras Espanholas na UNAM e ingressou como assistente de Eli de Gortari, em 1952.Continuou como professor da disciplina a partir de 1955, e desde 1959 é professor titular na FFyL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nesta Universidade onde seu marxismo, crítico e aberto, penetrou nas aulas, marcando o inicio de sua grande obra que faz parte hoje dos clássicos do marxismo latinoamericano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente Adolfo Sanchez Vázquez recebeu o título de Doutor honoris Causa pela Universidad de Habana, de Cuba, onde proferiu um belo discurso em defesa do marxismo,  que publicamos abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Discurso de Adolfo Sánches Vázquez pronunciado ao receber o título de doutor honoris causa pela Universidad de La Habana.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Distinguidos miembros del Consejo Universitario de la Universidad de La Habana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doctor Juan Vela Valdés, rector de esta universidad,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Profesores y estudiantes,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compañeros y amigos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La decisión del Consejo Universitario de la Universidad de La Habana de otorgarme el grado de doctor honoris causa, me ha conmovido tan profundamente que la expresión de mi agradecimiento resultaría pobre e insuficiente. Pero no puedo dejar de decir que tan alta y honrosa distinción la aprecio, sobe todo, por provenir de una institución universitaria que, junto a sus elevadas contribuciones académicas, tanto ha dado al realce y a la realización de los valores que más podemos estimar: la verdad, la justicia, la dignidad humana, así como la soberanía nacional, la solidaridad, la convivencia pacífica y el respeto mutuo entre los pueblos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pero a este agradecimiento institucional, quisiera agregar el personal por la fraternal, lúcida y bella laudatio de quien -Roberto Fernández Retamar- me siento, desde hace ya casi 40 años, no sólo compañero de ideas y esperanzas y admirado lector de su admirable obra poética, sino también persistente seguidor de su conducta intelectual y política al frente de una institución tan consecuente con la digna e inquebrantable política antimperialista de la Revolución Cubana como La Casa de las Américas, a la que tanto debemos los intelectuales de este continente y del Caribe por su defensa ejemplar y constante enriquecimiento de la cultura latinoamericana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A continuación voy a dedicar mi discurso de investidura a la obra que tan generosamente se reconoce con el grado de doctor honoris causa. Y, por supuesto, no para juzgarla, pues yo sería el menos indicado para ello, sino para reivindicar el eje filosófico, político y moral en torno al cual ha girado toda ella: o sea, el marxismo. Pero no sólo el marxismo como conjunto de ideas, sino como parte de la vida misma, o más exactamente: de ideas y valores que han alentado la lucha de millones de hombres que han sacrificado en ella su tranquilidad y, en muchos casos, su libertad e incluso la vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahora bien, ¿por qué volver, en estos momentos, sobre este eje, fuente o manantial teórico y vital? Porque hoy, más que en otros tiempos, se pone en cuestión la vinculación entre sus ideas y la realidad, entre su pensamiento y la acción.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cierto es que el marxismo siempre ha sido no sólo cuestionado, sino negado por quienes, dados su interés de clase o su privilegiada posición social, no pueden soportar una teoría crítica y una práctica encaminadas a transformar radicalmente el sistema económico-social en el que ejercen su dominio y sus privilegios. Pero no es éste el cuestionamiento que ahora tenemos en la mira, sino el que cala en individuos o grupos sociales, ciertamente perplejos o desorientados, aunque no están vinculados necesariamente con ese interés de clase o privilegiada posición social. Esta perplejidad y desorientación, que se intensifica y amplía bajo el martilleo ideológico de los medios masivos de comunicación, sobre todo desde el hundimiento del llamado ’socialismo real’, constituye el caldo de cultivo del cuestionamiento del marxismo, que puede condensarse en esta lacónica pregunta: ¿se puede ser marxista hoy? O con otras palabras: ¿tiene sentido en el alba del siglo XXI pensar y actuar remitiéndose a un pensamiento que surgió en la sociedad capitalista de mediados del siglo XIX?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahora bien, para responder a esta pregunta habría que tener una idea, por mínima que sea, de lo que entendemos por marxismo, dada la pluralidad de sus interpretaciones. Pues bien, teniendo esto presente, y sin pretender extender certificados de ’pureza’, se puede entender por él -con base en el propio Marx- un proyecto de transformación del mundo realmente existente, a partir de su crítica y de su interpretación o conocimiento. O sea: una teoría y una práctica en su unidad indisoluble. Por tanto, el cuestionamiento que se hace del marxismo y se cifra en la pregunta de si se puede ser marxista hoy, afecta tanto a su teoría como a su práctica, pero -como trataremos de ver- más a ésta que a aquélla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En cuanto teoría de vocación científica, el marxismo pone al descubierto la estructura del capitalismo, así como las posibilidades de su transformación inscritas en ella, y, como tal, tiene que asumir el reto de toda teoría que aspire a la verdad: el de poner a prueba sus tesis fundamentales contrastándolas con la realidad y con la práctica. De este reto el marxismo tiene que salir manteniendo las tesis que resisten esa prueba, revisando las que han de ajustarse al movimiento de lo real o bien abandonando aquellas que han sido invalidadas por la realidad. Pues bien, veamos, aunque sea muy sucintamente, la situación de algunas de sus tesis básicas con respecto a esa triple exigencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por lo que toca a las primeras, encontramos tesis que no sólo se mantienen, sino que hoy son más sólidas que nunca, ya que la realidad no ha hecho más que acentuar, ahondar o extender lo que en ellas se ponía al descubierto. Tales son, para dar sólo unos cuantos ejemplos, las relativas a la naturaleza explotadora, depredadora, del capitalismo; a los conceptos de clase, división social clasista y lucha de clases; a la expansión creciente e ilimitada del capital que, en nuestros días, prueba fehacientemente la globalización del capital financiero; al carácter de clase del Estado; a la mercantilización avasallante de toda forma de producción material y espiritual; a la enajenación que alcanza hoy a todas las formas de relación humana: en la producción, en el consumo, en los medios masivos de comunicación, etcétera, etcétera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En cuanto a las tesis o concepciones que habría que revisar para ajustarlas al movimiento de lo real, está la relativa a las contradicciones de clase que, sin dejar de ser fundamentales, tienen que conjugarse con otras importantes contradicciones en la sociedad actual: nacionales, étnicas, religiosas, ambientales, de género, etcétera. Y por lo que toca a la concepción de la historia hay que superar el dualismo que se da en los textos de Marx, entre una interpretación determinista e incluso teleológica, de raíz hegeliana, y la concepción abierta según la cual ’la historia la hacen los hombres en condiciones determinadas’. Y que, por tanto, depende de ellos, de su conciencia, organización y acción, que la historia conduzca al socialismo o a una nueva barbarie. Y están también las tesis, que han de ser puestas al día acerca de las funciones del Estado, así como las del acceso al poder, cuestiones sobre las cuales ya Gramsci proporcionó importantes indicaciones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente entre las tesis o concepciones de Marx y del marxismo clásico que hay que abandonar, al ser desmentidas por el movimiento de la realidad, está la relativa al sujeto de la historia. Hoy no puede sostenerse que la clase obrera sea el sujeto central y exclusivo de la historia, cuando la realidad muestra y exige un sujeto plural, cuya composición no puede ser inalterable o establecerse a priori. Tampoco cabe sostener la tesis clásica de la positividad del desarrollo ilimitado de las fuerzas productivas, ya que este desarrollo minaría la base natural de la existencia humana. Lo que vuelve, a su vez, utópica la justicia distributiva, propuesta por Marx en la fase superior de la sociedad comunista con su principio de distribución de los bienes conforme a las necesidades de cada individuo, ya que ese principio de justicia presupone una producción ilimitada de bienes, ’a manos llenas’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En suma, el marxismo como teoría sigue en pie, pero a condición de que, de acuerdo con el movimiento de lo real, mantenga sus tesis básicas -aunque no todas-, revise o ajuste otras y abandone aquéllas que tienen que dejar paso a otras nuevas para no quedar a la zaga de la realidad. O sea, en la marcha para la necesaria transformación del mundo existente, hay que partir de Marx para desarrollar y enriquecer su teoría, aunque en el camino haya que dejar, a veces, al propio Marx.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahora bien, reafirmada esta salud teórica del marxismo, hay que subrayar que éste no es sólo, ni ante todo una teoría, sino fundamental y prioritariamente, una práctica, pues recordemos, una vez más, que ’de lo que se trata es de transformar el mundo’ (Tesis XI sobre Feuerbach de Marx). Pues bien, si de eso se trata, es ahí, en su práctica, donde la cuestión de si tiene sentido ser marxista hoy, ha de plantearse en toda su profundidad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pues bien, considerando el papel que el marxismo ha desempeñado históricamente, desde sus orígenes, al elevar la conciencia de los trabajadores de la necesidad y posibilidad de su emancipación, y al inspirar con ello tanto sus acciones reivindicativas como revolucionarias, no podría negarse fundamentalmente su influencia y significado histórico-universal. Ciertamente, puede afirmarse sin exagerar, que ningún pensamiento filosófico, político o social ha influido, a lo largo de la historia de la humanidad, tanto como el marxismo en la conciencia y conducta de los hombres y de los pueblos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para encontrar algo semejante habría que buscarlo fuera de ese pensamiento, no en el campo de la razón, sino en el de la fe, propio de las religiones como budismo, cristianismo o islamismo, que ofrecen una salvación ilusoria de los sufrimientos terrenales en un mundo supraterreno. Para el marxismo, la liberación social, humana, hay que buscarla aquí y desde ahora con la razón y la práctica que han de conducir a ella.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aunque sólo fuera por esto, y el ’esto’ tiene aquí una enorme dimensión, el marxismo puede afrontar venturosamente su cuestionamiento en el plano de práctica encaminada a mejorar las condiciones de existencia de los trabajadores, así como en las luchas contra los regímenes autoritarios o nazifascistas o por la destrucción del poder económico y político burgués. Los múltiples testimonios que, con este motivo, podrían aportarse favorecen esta apreciación positiva de su papel histórico-práctico, sin que éste signifique, en modo alguno, ignorar sus debilidades, sombras o desvíos en este terreno, ni tampoco las aportaciones de otras corrientes políticas o sociales: demócratas radicales, socialistas de izquierda, diferentes movimientos sociales, o de liberación nacional, anarquistas, teología de la liberación, etcétera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La cuestión se plantea, sobre todo, con respecto a la práctica que, en nombre del marxismo, se ejerció después de haberse abolido las relaciones capitalistas de producción y el poder burgués, para construir una alternativa al capitalismo: el socialismo. Ciertamente, nos referimos a la experiencia histórica, que se inaugura con la Revolución Rusa de 1917, que desembocó en la construcción de la sociedad que posteriormente se llamó el ’socialismo real’. Un ’socialismo’ que se veía a sí mismo, en la ex Unión Soviética, como la base, ya construida, del comunismo diseñado por Marx en su Crítica del programa de Gotha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sin entrar ahora en las causas que determinaron el fracaso histórico de un proyecto originario de emancipación, al pretender realizarse, puede afirmarse: primero, que, no obstante los logros económicos, sociales y culturales alcanzados, condujo a un régimen económico, social y político atípico -ni capitalista ni socialista-, que representó una nueva forma de dominio y explotación. Segundo: que ese ’socialismo’ significó, no obstante, un dique a la expansión mundial del capitalismo, aunque es evidente también que con su derrumbe la bipolaridad en la hegemonía mundial dejó paso a la unipolaridad del capitalismo más depredador, concentrada en el imperio de Estados Unidos. Y tercero: que la opción por, y las esperanzas, en la alternativa social del socialismo quedaron sumamente reducidas o cegadas, así como las del marxismo que la inspiró y fundamentó. A ello contribuyó decisivamente la identificación falsa e interesada del ’socialismo real’ con todo socialismo posible y la del marxismo con la ideología soviética que lo justificó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puesto que no es tan fácil negar el carácter liberador, emancipatorio, del pensamiento de Marx y del marxismo clásico, los ideólogos más reaccionarios, pero también más perspicaces del capitalismo, tratan de sostener la imposibilidad de la realización del socialismo. Y para ello recurren a diversas concepciones idealistas del hombre, la historia y la sociedad. Unas veces apelan a una supuesta naturaleza humana inmutable -egoísta, competitiva-, propia en verdad del homo economicus capitalista, incompatible con la fraternidad, solidaridad y cooperación indispensable en una sociedad socialista. Otras veces se valen de la concepción teleológica de la historia que decreta -muy hegelianamente- la inviabilidad del socialismo al llegar aquélla a su fin con el triunfo del capitalismo liberal, o más exactamente neoliberal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;También se recurre a la idea fatalista de que todo proyecto emancipatorio, al realizarse se degrada o desnaturaliza inevitablemente. Y, por último, se echa mano del ’pensamiento débil’ o posmoderno para el cual la falta de fundamento o razón de lo existente invalida toda causa o proyecto humano de emancipación.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como es fácil advertir, en todos estos casos se persigue o alimenta el mismo fin: confundir las conciencias, desmovilizarlas y cerrar así el paso a la organización y la acción necesarias para construir una alternativa social al capitalismo y, por tanto, a todo pensamiento que -como el marxista- contribuya a ella.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahora bien, aun reconociendo la falsedad de los supuestos ideológicos en que se apoyan estos intentos descalificadores, así como los intereses de clase que los promueven, es innegable que, a raíz del hundimiento del ’socialismo real’, se da un descrédito de la idea de socialismo y un declive de la recepción y adhesión al marxismo. Y ello cuando la alternativa al capitalismo, en su fase globalizadora, se ha vuelto más imperiosa no sólo porque sus males estructurales se han agravado, sino también porque al poner el desarrollo científico y tecnológico bajo el signo del lucro y la ganancia, amenaza a la humanidad con sumirla en la nueva barbarie de un holocausto nuclear, de un cataclismo geológico o de la supeditación de los logros genéticos al mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tal manera que, en nuestros días, el agresivo capitalismo globalizador hegemonizado por Estados Unidos, al avasallar, con sus guerras preventivas, la soberanía y la independencia de los pueblos, al hacer añicos la legalidad internacional, al volver las conquistas de la ciencia y la técnica contra el hombre y al globalizar los sufrimientos, humillaciones y la enajenación de los seres humanos, atenta no sólo contra las clases más explotadas y oprimidas y contra los más amplios sectores sociales, sino también contra la humanidad misma, lo que explica el signo anticapitalista de las recientes movilizaciones contra la guerra y de los crecientes movimientos sociales altermundistas en los que participan los más diversos actores sociales.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La emancipación social y humana que el marxismo se ha propuesto siempre pasa hoy necesariamente por la construcción del dique que detenga esta agresiva y antihumana política imperial estadunidense. Pues bien, en la construcción de ese dique al imperialismo que tantos sufrimientos ha infligido al pueblo cubano, está hoy sin desmayo, como siempre, y fiel a sus orígenes martianos, la Revolución Cubana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Llegamos al final de nuestro discurso con el que pretendíamos responder a la cuestión de si se puede ser marxista hoy. Y nuestra firme respuesta al concluir, es ésta: puesto que una alternativa social al capitalismo -como el socialismo- es ahora más necesaria y deseable que nunca, también lo es, por consiguiente, el marxismo que contribuye -teórica y prácticamente- a su realización. Lo cual quiere decir, a su vez, que ser marxista hoy significa no sólo poner en juego la inteligencia para fundamentar la necesidad y posibilidad de esa alternativa, sino también tensar la voluntad para responder al imperativo político-moral de contribuir a realizarla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, reitero mi más profundo agradecimiento a la Universidad de La Habana, porque con la alta distinción que me otorga, me da un vigoroso impulso para continuar, en su tramo final, la obra que ha tenido y tiene como eje teórico y vital al marxismo.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-2621612172194323362?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/2621612172194323362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=2621612172194323362' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/2621612172194323362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/2621612172194323362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/11/ser-marxista-hoje-por-adolfo-sanches.html' title='Ser marxista hoje, por Adolfo Sánches Vázques'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-W_2PZTdfi2w/TrGxiq_BUHI/AAAAAAAACSg/-gLQ_OoJs8c/s72-c/Adolfo%2BS%25C3%25A1nchez%2BV%25C3%25A1zquez.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-5127063415480765578</id><published>2011-10-26T13:46:00.000-07:00</published><updated>2011-11-02T13:50:05.168-07:00</updated><title type='text'>Carta de Arnaldo Otegi</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-BU0gsOg1JbQ/TrGs7DUx8LI/AAAAAAAACSI/Y1K5QYOBADc/s1600/arnaldo%2Botegi.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 277px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-BU0gsOg1JbQ/TrGs7DUx8LI/AAAAAAAACSI/Y1K5QYOBADc/s400/arnaldo%2Botegi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670503536340889778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arnaldo Otegi,líder da esquerda independentista basca, que se encontra preso atualmente, escreve uma carta sobre a declaração da ETA de fim definitivo da luta armada. Otegi está preso justamente por ser um dos protagonistas da mudança de estratégia política da esquerda abertzale que levou ao atual cenário de fim da violência política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Hemos construido tenaz y laboriosamente este momento histórico en Euskal Herria. La valiente decisión hecha publica por la Organización ETA de cesar de manera definitiva en su campaña armada acredita de manera indiscutible la sinceridad y honestidad de nuestra apuesta política por las vías exclusivamente democráticas y satisface plenamente nuestros compromisos tanto con el Pueblo Vasco como con la Comunidad Internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Llegar hasta aquí no ha sido sencillo, ha sido una tarea tenaz, difícil y llena de dificultades, pero me siento absolutamente orgulloso de que ahora como siempre, la responsabilidad de la Izquierda Abertzale se ha impuesto sobre cualquier otra consideración.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En la carta que hicimos publica desde la prisión de Extremera apenas dos semanas después de nuestro encarcelamiento decíamos textualmente: “no se trata de esperar lo que otros puedan ofrecer, sino de hacer aquello que nosotr@s podemos y debemos hacer”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y lo que desde nuestro punto de vista y debemos hacer, con el objetivo de volver a “sorprender” a un Estado instalado cómodamente en el inmovilismo y el bloqueo para el que la lógica “antiterrorista” funciona como excusa permanente para el saqueo de nuestros derechos nacionales, era sustituir una estrategia de carácter político militar por una estrategia que se desarrolla única y exclusivamente por vías pacificas y democráticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nuestra tarea no ha sido sencilla, hemos tenido que convencer a nuestros cuadros y militantes de la necesidad de adoptar la estrategia mas eficaz para conseguir nuestros objetivos políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Además hemos tenido que adoptar las medidas necesarias para “blindar” nuestro proceso de cambio de las embestidas de un Estado al que ni interesaba ni interesa el cambio de escenario. Para intentar que no llegáramos hasta aquí nos detuvieron, encarcelaron y condenaron, además de desarrollar nuevas razzias policiaco-judiciales y mantener el recorte de libertades fundamentales …. Y ahora tratan de cavar nuevas trincheras: “primero no había novedad, luego era insuficiente”, después “la pelota esta en su tejado” ¿y ahora? …. Ahora como los unionistas en Irlanda hablan de “disolución”… Esta es una actitud ciertamente inmadura y refleja el autentico miedo que existe al nuevo escenario, pero sencillamente se acabaran las excusas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahora toca resolver las consecuencias del conflicto y construir un marco de paz y libertad justo y duradero. En ese sentido nos felicitamos que el lehendakari Patxi Lopez plantee para la futura convivencia la necesidad de Memoria, Justicia y Verdad como la izquierda abertzale viene manifestando desde siempren pero añado para que no haya dudas: toda la verdad, toda la memoria y toda la justicia.&lt;br /&gt;También tocara mas temprano que tarde abordar las causas del conflicto, para ello nuestra propuesta es escrupulosamente democrática: la aceptación y respeto por parte de tod@s l@s protagonistas políticos , sociales y sindicales, de lo que decida la ciudadanía Vasca sobre su futuro político e institucional. La Izquierda Abertzale se comprometió a traer la parte de la Paz que nos correspondía y hemos cumplido, pero para que la PAZ sea completa corresponde AHORA AL ESTADO hacer desaparecer de nuestro pueblo todas las conculcaciones de los derechos civiles, políticos y humanos que todavía siguen vigentes… será entonces cuando disfrutemos de una Paz plena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En cualquier caso, queremos mostrar y compartir nuestra alegría con el conjunto del Pueblo Vasco. Tampoco quiero olvidar a tod@s los que han sufrido y sufren las consecuencias de la violencia, para ell@s mi respeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y por ultimo un recuerdo emocionado a tod@s las compañer@s que no podrán disfrutar de este momento, para ell@s mi agradecimiento y la promesa de que seguiremos luchando y trabajando hasta alcanzar nuestros objetivos políticos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¡Sonreír, ahora … a ganar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arnaldo Otegi Mondragon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Centro Penitenciario de Logroño&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-5127063415480765578?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/5127063415480765578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=5127063415480765578' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/5127063415480765578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/5127063415480765578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/10/carta-de-arnaldo-otegi.html' title='Carta de Arnaldo Otegi'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-BU0gsOg1JbQ/TrGs7DUx8LI/AAAAAAAACSI/Y1K5QYOBADc/s72-c/arnaldo%2Botegi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-2290772095530736283</id><published>2011-10-25T17:03:00.000-07:00</published><updated>2011-11-02T13:54:55.014-07:00</updated><title type='text'>Euskal Herria: " O fim do conflito armado não é o fim do conflito político"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-N2GyB2bbQMk/TrGuFNtxUAI/AAAAAAAACSU/SlNB1AJgBek/s1600/205498_Euskal_Herria_500.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 219px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-N2GyB2bbQMk/TrGuFNtxUAI/AAAAAAAACSU/SlNB1AJgBek/s400/205498_Euskal_Herria_500.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670504810440380418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maribu Ugarteburu, porta voz da Esquerda abertzale analisa em entrevista ao canal 3 o atual cenário político do País Basco após a histórica declaração do grupo ETA de final definitivo da luta armada. Segundo Ugarteburo o fim do conflito armado não significa o fim do conflito político que permanece no Pais Basco, que é a luta pelo direito do povo de decidir o seu futuro de forma soberana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/q_jTn2-VzC0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-2290772095530736283?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/2290772095530736283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=2290772095530736283' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/2290772095530736283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/2290772095530736283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/10/euskal-herria-o-fim-do-conflito-armado.html' title='Euskal Herria: &quot; O fim do conflito armado não é o fim do conflito político&quot;'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-N2GyB2bbQMk/TrGuFNtxUAI/AAAAAAAACSU/SlNB1AJgBek/s72-c/205498_Euskal_Herria_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-6561341163974949819</id><published>2011-10-25T14:47:00.000-07:00</published><updated>2011-11-02T14:20:31.085-07:00</updated><title type='text'>15 de outubro. Indignação Global</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-riPivO5Vz5A/TrG0C4FARYI/AAAAAAAACSs/l5nXMcbGUZI/s1600/187753_banner_uni.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 237px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-riPivO5Vz5A/TrG0C4FARYI/AAAAAAAACSs/l5nXMcbGUZI/s400/187753_banner_uni.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670511367342278018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;15 O: indignação global&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josep Maria Antentas y Esther Vivas&lt;br /&gt;Tradução Português: Paulo Marques&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jornada de 15 de outubro (15O) foi a  primeira resposta global coordenada à crise e sinaliza a emergência de um novo movimento internacional. Com as revoluções do norte da África como marco inicial, mediante um efeito de emulação e imitação, o protesto chegou à periferia da Europa. O mundo Mediterrâneo se situava assim no  epicentro desta nova onda de contestação social, em um momento onde entrávamos em uma segunda fase da crise que têm na  zona do euro seu ponto focal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco a pouco a rebelião dos indignados foi tomando uma dimensão internacional verdadeira, mais além das ações de simpatia e solidariedade. Primeiro foi o  movimento de protesto grego, precedente ao espanhol e as revoltas do mundo árabe, quem integrou a simbologia e os métodos do 15M e inseriu sua lógica na dinâmica internacional nascente. Depois foi, sem dúvida, o arranque dos protestos nos  Estados Unidos, todavia em um estágio inicial, a variável mais relevante do momento, cujo destino será crucial para o desenvolvimento global do movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 15 O têm sido a jornada de protesto mundial mais importante desde a grande mobilização global de 15 de fevereiro de 2003 contra a guerra do Iraque. De dimensões muito mais modestas, expressa, no entanto, uma dinâmica social mais profunda que a histórica jornada contra a guerra.  Aquela foi simultaneamente o momento álgido e o final da fase ascendente do ciclo internacional de protestos antiglobalização que eclodiu em novembro de 1999 durante a Cúpula da Organização Mundial do Comercio (OMC) em Seattle, que vinha sendo gestada desde o levante zapatista de janeiro de 1994.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O mundo têm duas superpotências: os Estados Unidos e a opinião pública mundial” escreveu o New York Yimes depois do 15 F. Desde então, no entanto, a coordenação internacional dos protestos definhou e os instrumentos lançados pelo movimento antiglobalização, como o Fórum Social Mundial, perderam força, centralidade e  utilidade concreta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contexto atual é  muito distinto daquele  onde emergiu o movimento antiglobalização no final do século anterior. O presente ciclo se desenvolve em meio de uma crise sistêmica de dimensões  históricas e por isso a profundidade do movimento social em curso e seu enraizamento social é sem dúvida alguma maior. A vitalidade do 15O no Estado espanhol surpreendeu de novo aos próprios espanhóis , desmentindo assim algumas análises impressionistas sobre a crise do movimento 15M que haviam proliferado nas últimas semanas. Não estamos frente a um fenômeno episódico ou conjuntural, mas sim no começo  de uma nova onda contestatória que expressa um maremoto fundo que não vai evaporar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria natureza do capitalismo global e a magnitude da crise contemporânea estimula a internacionalização  do  protesto  social. O slogan “unidos pela mudança global ” expressa bem este novo “internacionalismo da indignação” que emana do 15O, cujo desafio é desencadear um movimento global que sinalize outro caminho de saída da presente crise civilizatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença do período antiglobalização, a inter-relação entre os distintos planos espaciais da ação, o local,o nacional-estatal e o internacional, é agora muito mais sólida. O vínculo entre o local e o global, o concreto e o geral é muito  direto e evidente. Com as ressonâncias das mobilizações no mundo  árabe ao fundo, o 15M estourou como um protesto no Estado espanhol com manifestações em bastantes cidades. Rapidamente se dispersou geograficamente por um sem fim  de municípios e pelos bairros das grandes urbes. As s assembléias dos bairros nasceram ou se fortaleceram sentindo-se parte de um movimento geral. Sua atividade localiza as demandas e objetivos globais do movimento e globaliza os problemas concretos particulares. Ha um  caminho de ida e volta do bairrio ao 15O e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde seu estouro o movimento têm comportado em nosso país  um forte processo de repolitização da sociedade e re-interesse pelos assuntos coletivos. A  maré indignada não têm alcançado, todavia, consistência suficiente para provocar uma mudança de rumo e de paradigma, mas sim supôs um desafio sem precedentes a um neoliberalismo de muito pouca legitimidade e as tentativas de socializar o custo da crise , que até poucos meses parecia incontestável. Acima de tudo,o recorrido que vai do 15M até o 15O transmitiu uma mensagem  de esperança na  capacidade coletiva de poder incidir no  sombrio curso da humanidade. Não é em vão que a indignação é, justamente, como assinalou o  filósofo Daniel Bensaïd “o contrário do hábito e da resignação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;*Josep Maria Antentas é professor de sociología da UAB e Esther Vivas, Centro de Estudios sobre Movimentos Sociaias (CEMS) de la UPF.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+ web: http://esthervivas.wordpress.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-6561341163974949819?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/6561341163974949819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=6561341163974949819' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/6561341163974949819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/6561341163974949819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/10/15-de-outubro-indignacao-global.html' title='15 de outubro. Indignação Global'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-riPivO5Vz5A/TrG0C4FARYI/AAAAAAAACSs/l5nXMcbGUZI/s72-c/187753_banner_uni.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-2793196403048419394</id><published>2011-10-20T19:33:00.000-07:00</published><updated>2011-10-20T19:57:18.193-07:00</updated><title type='text'>A ETA anuncia o fim definitivo de sua atividade armada</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-YAnaM_E9Oe4/TqDefXk9eII/AAAAAAAACR4/k-wB1BbcD5g/s1600/205498_Euskal_Herria_500.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 219px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-YAnaM_E9Oe4/TqDefXk9eII/AAAAAAAACR4/k-wB1BbcD5g/s400/205498_Euskal_Herria_500.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665772961718433922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-972CTdWFM18/TqDbIikCe8I/AAAAAAAACRs/g-QDZBt8aN0/s1600/eta.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 203px; height: 249px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-972CTdWFM18/TqDbIikCe8I/AAAAAAAACRs/g-QDZBt8aN0/s400/eta.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665769270995483586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;ETA o braço armado do Movimento Nacional de Libertação do Pais Basco, manteve a luta armada pela independência do país por mais de 50 anos. Com a mudança de cenário e avanço político da esquerda indendentista a estratégia militar chegou ao fim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-tFSt8E0aMow/TqDbCMyW53I/AAAAAAAACRg/5uU_q0ZV7Y4/s1600/eta1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 296px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-tFSt8E0aMow/TqDbCMyW53I/AAAAAAAACRg/5uU_q0ZV7Y4/s400/eta1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665769162070746994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Comunicado Histórico: ETA comunica em tres idiomas declaração de fim definitivo das ações armadas. A luta pela independencia definitiva agora se dará exclusivamente no campo político.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ETA acaba de anunciar «o fim definitivo da sua actividade armada». Através de um comunicado enviado ao Gara, apenas três dias depois da Declaração de Aiete, a organização armada basca comunica que tomou esta decisão histórica e ainda o seu «compromisso claro, firme e definitivo» com a «superação do confronto armado». Com esse objectivo, faz «um apelo aos governos de Espanha e França para que iniciem um processo de diálogo directo» com vista a solucionar «as consequências do conflito».&lt;br /&gt;VER: Gara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/93-nVtRTS1I" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/iGU2-gXY0Xk" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um novo cenário que se abre com a força política da esquerda independentista basca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-2793196403048419394?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/2793196403048419394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=2793196403048419394' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/2793196403048419394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/2793196403048419394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/10/eta-anuncia-o-fim-definitivo-de-sua.html' title='A ETA anuncia o fim definitivo de sua atividade armada'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-YAnaM_E9Oe4/TqDefXk9eII/AAAAAAAACR4/k-wB1BbcD5g/s72-c/205498_Euskal_Herria_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-8180919953868911543</id><published>2011-10-13T07:57:00.000-07:00</published><updated>2011-10-13T09:32:31.541-07:00</updated><title type='text'>15 de outubro: Por uma mudança global de caráter anticapitalista</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-GiCpmlgtM-Y/TpcJ-CyI6dI/AAAAAAAACRU/YRQugMth0wg/s1600/204289_sin_casa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 194px; height: 218px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-GiCpmlgtM-Y/TpcJ-CyI6dI/AAAAAAAACRU/YRQugMth0wg/s400/204289_sin_casa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663006017945397714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/4y3X2VFruLM" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;15 de outubro: Por uma mudança global de caráter anticapitalista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por Paulo Marque&lt;/span&gt;s&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 15 de outubro será realizado um protesto global a partir das grandes mobilizações de massa que iniciaram este ano, começando pelos povos árabes e avançando pela Europa e culminando com o "ocupa Wall Street". Este sem dúvida é o mais sintomático resultado da pior crise da história do capitalismo. Diferentemente do diagnóstico correto feito por Lenin de que as revoluções no século XX se dariam no elo mais fraco da cadeia imperialista, podemos dizer que no século XXI estamos vendo que as revoluções estão acontecendo  no elo mais forte da cadeia. Ou seja, a história está dando razão a Marx,  que previu o aprofundamento das contradições do capitalismo nos seus centros mais dinâmicos. A Europa ocidental,  do capitalismo mais avançado,  assim como o império Americano,  se tornam hoje palco das mais significativas resistências populares ao sistema que transforma os seres humanos em mercadorias. Quem diria que no coração do império capitalista, na fortaleza ideológica do capital como Wall Street, veríamos epicentro de uma mobilização de massas anticapitalista?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É correto afirmar que há uma ausência de projeto alternativo ao capitalismo. A experiência malograda do que foi o "socialismo real" como um capitalismo de Estado, calou fundo na esquerda que, perdida na tempestade, não foi capaz até hoje de apresentar uma alternativa à triunfante lógica do capital. Um projeto político para além do capital ainda permanece como um desafio para os adversários do sistema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é inegável também o caráter anti-capitalista deste movimento, mesmo que de forma subjetiva. As palavras de ordem do tipo " não somos mercadoria", " somos os 99%" contra o 1% que acumula a riqueza produzida por todos",  têm um enorme conteúdo simbólico anti-capitalista. Aponta para a raiz do problema, ou seja, o modelo de concentração da riqueza e exploração que a maioria sofre de uma minoria de privilegiados. O sistema:  Estado, economia, cultura, política, sociedade realmente existente foram construídos para o funcionamento deste sistema. Atacar as raízes do problema é atacar as estruturas que o sustentam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que diz respeito ao Brasil, vivemos um momento paradoxal. O país vive um período de crescimento econômico a partir da retomada de um projeto de caráter neo-desenvolvimentista levado a cabo pela coligação social democrata capitaneada pelo PT em aliança com setores liberais conservadores. A legitimidade do governo está assentado tanto na trajetória do PT vinculado aos movimentos sociais,  como no que representou a gestão Lula,  que foi a retomada do projeto interrompido em 1964 com o golpe militar. O projeto é nitidamente capitalista e, portanto,têm em sua essência limites muito concretos, sem falar na "jaula de ferro" da aliança com os "guardiões do status quo" que garante a governabilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, a esquerda, os movimentos sociais, que inegavelmente obtiveram alguns espaços no aparelho de Estado com a ascensão do PT, mesmo que insuficientes, estão em uma encruzilhada, na medida em que o "seu" governo não avança nas reformas que teriam caráter estrutural. Ou seja, a reforma tributária, para que os ricos pela primeira vez paguem imposto neste país, para viabilizar as políticas sociais; a reforma política para desmercantilizar o processo decisório e iniciar a construção de uma democracia substantiva e por fim uma regulamentação dos meios de comunicação, dando fim aos monopólios da informação e da cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa seria sem dúvida uma agenda mínima de caráter anti-sistema que é obvio, não poderá limitar-se a isso. Mas que poderá abrir importantes perspectivas para uma agenda mais avançada, que acredito deve estar também no campo econômico. Em poucas palavras: Na construção de uma outra economia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, cabe perguntar : Quem hoje na esquerda brasileira está  formulando ou defendendo propostas de uma "outra economia"? Me arrisco a dizer que são poucos. A incapacidade da esquerda de livrar-se de dogmas de um marxismo de cartilha do passado, impede que se pense em transformações no campo econômico, da produção, distribuição,  sem antes passar pela etapa de  "tomada do Estado". Nesta estratégia limitada não me refiro aos partidos social democratas como o PT (para este a via parlamentar já dá conta de sua tarefa histórica), mas sim aqueles que se autodenominam de "revolucionários" como o PSOL, PSTU por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou adepto do "mudar o mundo sem tomar o poder", entretanto, "tomar o poder" é muito mais que ocupar esferas do aparelho do Estado, principalmente o Estado restrito, como diria João Bernardo. A questão é, quando a esquerda vai avançar na ocupação do Estado Ampliado"? , ou seja, o controle dos meios de produção, de forma coletiva, como parte fundamental de uma economia não capitalista? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente no Brasil a agenda da esquerda não avança nesta discussão. Oxalá este movimento global anti-sistema, cuja diversidade é sua fortaleza mas também pode ser sua fraqueza ( vide o Forum Social Mundial) , tenha ousadia suficiente para ultrapassar a mera critica, possibilitando o surgimento, desde já, de projetos alternativos para uma outra economia, outra cultura e consequentemente  outra forma de sociabilidade. Quem sabe avançando para construir na prática o que o velho Marx um dia chamou de " sociedade dos livres produtores associados".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-8180919953868911543?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/8180919953868911543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=8180919953868911543' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/8180919953868911543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/8180919953868911543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/10/15-de-outubro-por-uma-mudanca-global-de.html' title='15 de outubro: Por uma mudança global de caráter anticapitalista'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-GiCpmlgtM-Y/TpcJ-CyI6dI/AAAAAAAACRU/YRQugMth0wg/s72-c/204289_sin_casa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-6581335923750053931</id><published>2011-10-12T19:43:00.000-07:00</published><updated>2011-10-12T19:48:11.461-07:00</updated><title type='text'>Protesto global contra o sistema capitalista dia 15 de outubro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-gzMFKX_Ll-8/TpZRNpLf-oI/AAAAAAAACRI/eRNnl_NHDnY/s1600/204135_15ologo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 180px; height: 180px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-gzMFKX_Ll-8/TpZRNpLf-oI/AAAAAAAACRI/eRNnl_NHDnY/s400/204135_15ologo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5662802876299213442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/30308278?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" width="400" height="225" frameborder="0" webkitAllowFullScreen allowFullScreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/30308278"&gt;99 razones para movilizarse #15Oct "Unidos por un cambio global"&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/ivanroiz"&gt;Ivan Roiz&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 15 de outubro pessoas de todo o mundo tomarão as ruas e praças. Desde América a Ásia, desde África a Europa, pessoas se levantam para reclamar seus direitos e pedir uma autêntica democracia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora chegou o momento de unir-mos todos em um protesto não  violento em escala global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;#15oct&lt;br /&gt;#globalchange&lt;br /&gt;#worldrevolution&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-6581335923750053931?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/6581335923750053931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=6581335923750053931' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/6581335923750053931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/6581335923750053931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/10/protesto-global-contra-o-sistema.html' title='Protesto global contra o sistema capitalista dia 15 de outubro'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-gzMFKX_Ll-8/TpZRNpLf-oI/AAAAAAAACRI/eRNnl_NHDnY/s72-c/204135_15ologo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-1876214551961317216</id><published>2011-10-12T09:43:00.000-07:00</published><updated>2011-10-12T09:46:06.527-07:00</updated><title type='text'>Ocupa Wall Street é o movimento mais importante do mundo hoje</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-nfdOm3AxtCs/TpXEQEsU3fI/AAAAAAAACQ8/UYDaqPEzyOc/s1600/wall_street_protest_08.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-nfdOm3AxtCs/TpXEQEsU3fI/AAAAAAAACQ8/UYDaqPEzyOc/s400/wall_street_protest_08.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5662647886904876530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ocupa Wall Street é o movimento mais importante do mundo hoje&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naomi Klein&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma honra, para mim, ter sido convidada a falar em Occupy Wall Street na 5ª-feira à noite. Dado que os amplificadores estão (infelizmente) proibidos, e o que eu disser terá de ser repetido por centenas de pessoas, para que outros possam ouvir (o chamado “microfone humano”), o que vou dizer na Praça Liberty Plaza terá de ser bem curto. Sabendo disso, distribuo aqui a versão completa, mais longa, sem cortes, da minha fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Occupy Wall Street é a coisa mais importante do mundo hoje[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu amo vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu não digo isso só para que centenas de pessoas gritem de volta “eu também te amo”, apesar de que isso é, obviamente, um bônus do microfone humano. Diga aos outros o que você gostaria que eles dissessem a você, só que bem mais alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, um dos oradores na manifestação dos trabalhadores disse: “Nós nos encontramos uns aos outros”. Esse sentimento captura a beleza do que está sendo criado aqui. Um espaço aberto (e uma ideia tão grande que não pode ser contida por espaço nenhum) para que todas as pessoas que querem um mundo melhor se encontrem umas às outras. Sentimos muita gratidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há uma coisa que sei, é que o 1% adora uma crise. Quando as pessoas estão desesperadas e em pânico, e ninguém parece saber o que fazer: eis aí o momento ideal para nos empurrar goela abaixo a lista de políticas pró-corporações: privatizar a educação e a seguridade social, cortar os serviços públicos, livrar-se dos últimos controles sobre o poder corporativo. Com a crise econômica, isso está acontecendo no mundo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só existe uma coisa que pode bloquear essa tática e, felizmente, é algo bastante grande: os 99%. Esses 99% estão tomando as ruas, de Madison a Madri, para dizer: “Não. Nós não vamos pagar pela sua crise”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse slogan começou na Itália em 2008. Ricocheteou para Grécia, França, Irlanda e finalmente chegou a esta milha quadrada onde a crise começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por que eles estão protestando?”, perguntam-se os confusos comentaristas da TV. Enquanto isso, o mundo pergunta: “por que vocês demoraram tanto? A gente estava querendo saber quando vocês iam aparecer.” E, acima de tudo, o mundo diz: “bem-vindos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos já estabeleceram paralelos entre o Ocupar Wall Street e os assim chamados protestos anti-globalização que conquistaram a atenção do mundo em Seattle, em 1999. Foi a última vez que um movimento descentralizado, global e juvenil fez mira direta no poder das corporações. Tenho orgulho de ter sido parte do que chamamos “o movimento dos movimentos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também há diferenças importantes. Por exemplo, nós escolhemos as cúpulas como alvos: a Organização Mundial do Comércio, o Fundo Monetário Internacional, o G-8. As cúpulas são transitórias por natureza, só duram uma semana. Isso fazia com que nós fôssemos transitórios também. Aparecíamos, éramos manchete no mundo todo, depois desaparecíamos. E na histeria hiper-patriótica e nacionalista que se seguiu aos ataques de 11 de setembro, foi fácil nos varrer completamente, pelo menos na América do Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ocupa Wall Street, por outro lado, escolheu um alvo fixo. E vocês não estabeleceram nenhuma data final para sua presença aqui. Isso é sábio. Só quando permanecemos podemos assentar raízes. Isso é fundamental. É um fato da era da informação que muitos movimentos surgem como lindas flores e morrem rapidamente. E isso ocorre porque eles não têm raízes. Não têm planos de longo prazo para se sustentar. Quando vem a tempestade, eles são alagados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser horizontal e democrático é maravilhoso. Mas esses princípios são compatíveis com o trabalho duro de construir e instituições que sejam sólidas o suficiente para aguentar as tempestades que virão. Tenho muita fé que isso acontecerá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há outra coisa que este movimento está fazendo certo. Vocês se comprometeram com a não-violência. Vocês se recusaram a entregar à mídia as imagens de vitrines quebradas e brigas de rua que ela, mídia, tão desesperadamente deseja. E essa tremenda disciplina significou, uma e outra vez, que a história foi a brutalidade desgraçada e gratuita da polícia, da qual vimos mais exemplos na noite passada. Enquanto isso, o apoio a este movimento só cresce. Mais sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a grande diferença que uma década faz é que, em 1999, encarávamos o capitalismo no cume de um boom econômico alucinado. O desemprego era baixo, as ações subiam. A mídia estava bêbada com o dinheiro fácil. Naquela época, tudo era empreendimento, não fechamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós apontávamos que a desregulamentação por trás da loucura cobraria um preço. Que ela danificava os padrões laborais. Que ela danificava os padrões ambientais. Que as corporações eram mais fortes que os governos e que isso danificava nossas democracias. Mas, para ser honesta com vocês, enquanto os bons tempos estavam rolando, a luta contra um sistema econômico baseado na ganância era algo difícil de se vender, pelo menos nos países ricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez anos depois, parece que já não há países ricos. Só há um bando de gente rica. Gente que ficou rica saqueando a riqueza pública e esgotando os recursos naturais ao redor do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é que hoje todos são capazes de ver que o sistema é profundamente injusto e está cada vez mais fora de controle. A cobiça sem limites detona a economia global. E está detonando o mundo natural também. Estamos sobrepescando nos nossos oceanos, poluindo nossas águas com fraturas hidráulicas e perfuração profunda, adotando as formas mais sujas de energia do planeta, como as areias betuminosas de Alberta. A atmosfera não dá conta de absorver a quantidade de carbono que lançamos nela, o que cria um aquecimento perigoso. A nova normalidade são os desastres em série: econômicos e ecológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes são os fatos da realidade. Eles são tão nítidos, tão óbvios, que é muito mais fácil conectar-se com o público agora do que era em 1999, e daí construir o movimento rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos, ou pelo menos pressentimos, que o mundo está de cabeça para baixo: nós nos comportamos como se o finito – os combustíveis fósseis e o espaço atmosférico que absorve suas emissões – não tivesse fim. E nos comportamos como se existissem limites inamovíveis e estritos para o que é, na realidade, abundante – os recursos financeiros para construir o tipo de sociedade de que precisamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tarefa de nosso tempo é dar a volta nesse parafuso: apresentar o desafio à falsa tese da escassez. Insistir que temos como construir uma sociedade decente, inclusiva – e ao mesmo tempo respeitar os limites do que a Terra consegue aguentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mudança climática significa que temos um prazo para fazer isso. Desta vez nosso movimento não pode se distrair, se dividir, se queimar ou ser levado pelos acontecimentos. Desta vez temos que dar certo. E não estou falando de regular os bancos e taxar os ricos, embora isso seja importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou falando de mudar os valores que governam nossa sociedade. Essa mudança é difícil de encaixar numa única reivindicação digerível para a mídia, e é difícil descobrir como realizá-la. Mas ela não é menos urgente por ser difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso o que vejo acontecendo nesta praça. Na forma em que vocês se alimentam uns aos outros, se aquecem uns aos outros, compartilham informação livremente e fornecem assistência médica, aulas de meditação e treinamento na militância. O meu cartaz favorito aqui é o que diz “eu me importo com você”. Numa cultura que treina as pessoas para que evitem o olhar das outras, para dizer “deixe que morram”, esse cartaz é uma afirmação profundamente radical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas ideias finais. Nesta grande luta, eis aqui algumas coisas que não importam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas roupas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se apertamos as mãos ou fazemos sinais de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se podemos encaixar nossos sonhos de um mundo melhor numa manchete da mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eis aqui algumas coisas que, sim, importam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa bússola moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tratamos uns aos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos encarando uma luta contra as forças econômicas e políticas mais poderosas do planeta. Isso é assustador. E na medida em que este movimento crescer, de força em força, ficará mais assustador. Estejam sempre conscientes de que haverá a tentação de adotar alvos menores – como, digamos, a pessoa sentada ao seu lado nesta reunião. Afinal de contas, essa será uma batalha mais fácil de ser vencida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não cedam a essa tentação. Não estou dizendo que vocês não devam apontar quando o outro fizer algo errado. Mas, desta vez, vamos nos tratar uns aos outros como pessoas que planejam trabalhar lado a lado durante muitos anos. Porque a tarefa que se apresenta para nós exige nada menos que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratemos este momento lindo como a coisa mais importante do mundo. Porque ela é. De verdade, ela é. Mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Discurso originalmente publicado no The Nation, em http://www.thenation.com/article/163844/occupy-wall-street-most-important-thing-world-now. Tradução para o português do Brasil, de Idelber Alvelar, da Revista Fórum, em http://www.revistaforum.com.br/conteudo/detalhe_noticia.php?codNoticia=9518/a-coisa-mais-importante-do-mundo-.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-1876214551961317216?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/1876214551961317216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=1876214551961317216' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/1876214551961317216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/1876214551961317216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/10/ocupa-wall-street-e-o-movimento-mais.html' title='Ocupa Wall Street é o movimento mais importante do mundo hoje'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-nfdOm3AxtCs/TpXEQEsU3fI/AAAAAAAACQ8/UYDaqPEzyOc/s72-c/wall_street_protest_08.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-684065009805343743</id><published>2011-10-01T21:54:00.000-07:00</published><updated>2011-10-01T22:05:24.070-07:00</updated><title type='text'>A última decisão de Allende</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-MvY8O31DNcM/TofwOymvXvI/AAAAAAAACQ0/CtmtltW0ZyM/s1600/allende.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 380px; height: 230px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-MvY8O31DNcM/TofwOymvXvI/AAAAAAAACQ0/CtmtltW0ZyM/s400/allende.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658755593707413234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Presidente Salvador Allende, um símbolo que permanece cada vez mais forte nas lutas sociais de hoje.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/29879391?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" width="400" height="300" frameborder="0" webkitAllowFullScreen allowFullScreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/29879391"&gt;La ultima decision de Salvador Allende&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/user3828274"&gt;Canaiman&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este documentário do diretor chileno Patrício Henrique apresenta as últimas horas trágicas do presidente chileno Salvador Allende. O filme ilustra magistralmente como as Forças Armadas do Chile, dirigidas plo general Pinochet, bombardearam o Palacio Presidencial em 11 de setembroe de 1973, acabando no assassinato do presidente legitimamente eleito.Uma história que jamais deve ser esquecida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-684065009805343743?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/684065009805343743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=684065009805343743' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/684065009805343743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/684065009805343743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/10/ultima-decisao-de-allende.html' title='A última decisão de Allende'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-MvY8O31DNcM/TofwOymvXvI/AAAAAAAACQ0/CtmtltW0ZyM/s72-c/allende.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-6332997829245755168</id><published>2011-09-21T17:20:00.000-07:00</published><updated>2011-09-21T17:20:50.666-07:00</updated><title type='text'>Revista Istoé mente para atacar MST</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-KMzyJAUuKY0/Tnp_KOODyhI/AAAAAAAACQs/O3e3NR49WdM/s1600/ndmst.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="240" width="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-KMzyJAUuKY0/Tnp_KOODyhI/AAAAAAAACQs/O3e3NR49WdM/s400/ndmst.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-BRgnrvymjjo/Tnp-nsbAgnI/AAAAAAAACQk/GDmzmdW00vM/s1600/isto%25C3%25A9.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="169" width="130" src="http://3.bp.blogspot.com/-BRgnrvymjjo/Tnp-nsbAgnI/AAAAAAAACQk/GDmzmdW00vM/s400/isto%25C3%25A9.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Não é a primeira vez que a mídia burguesa tenta destruir o MST&lt;b&gt;O fim da ética da IstoÉ, a revista que vende reportagens por quilo&lt;/b&gt;Da Secretaria Nacional do MST A revista IstoÉ publica na capa da edição desta semana um boné do MST bem velho e surrado, sob terras forradas de pedregulhos.Decreta na capa “O fim do MST”, que teria perdido a base de trabalhadores rurais e apoio da sociedade.Premissa errada, abordagem errada e conclusões erradas.A mentiraA IstoÉ informa a seus leitores que há 3.579 famílias acampadas no Brasil, das quais somente 1.204 seriam do MST.A revista mente ou equivoca-se fragorosamente. E a partir disso dá uma capa de revista.Segundo a revista, o número de acampamentos do MST caiu nos últimos 10 anos. E teria chegado a apenas 1.204 famílias acampadas, em nove acampamentos em todo o país.Temos atualmente mais de 60 mil famílias acampadas em 24 estados.Levantamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) aponta que há 156 mil famílias acampadas no país, somando todos os movimentos que lutam pela democratização da terra.A revista tentou dar um tom de credibilidade com as visitas a uma região do Rio Grande do Sul, onde nasceu o Movimento, e ao Pontal do Paranapanema, em São Paulo.Se contassem apenas os acampados nessas duas regiões, chegariam a um número bem maior do que divulgou.A reportagem poderia também ter ido à Bahia, por exemplo, onde há mais de 20 mil famílias acampadas que organizamos.O repórter teve oportunidade de receber esses esclarecimentos e até a lista de acampamentos pelo país.Mas não quis ou não fez questão, porque se negou a mandar as perguntas por e-mail para o nosso setor de comunicação.Outra forma seria perguntar para o Incra ou pesquisar no cadastro do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp).Tampouco isso a IstoÉ fez.Se foi um erro, além de incompetente, a direção da IstoÉ é irresponsável ao amplificá-lo na capa da revista.Se não foi um erro, há mais mistérios entre o céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia, como escreveu William Shakespeare.O desvioA IstoÉ se notabilizou nos últimos tempos nos meios jornalísticos como uma revista venal. A revista é do tipo “pagou, levou”. Tanto é que tem o apelido de "QuantoÉ".Governos, empresas, partidos, entidades de classe, igrejas (vejam a capa da semana anterior) compram matérias e capas da revista. E pagam por quilo, pelo “peso” da matéria.A matéria da IstoÉ não é fruto de um trabalho jornalístico, mas de interesses de setores que são contra os movimentos sociais e a Reforma Agrária.Não é de se impressionar uma vez que a revista abandonou qualquer compromisso com jornalismo sério com credibilidade, virando um “ativo” para especuladores.Nelson Tanure e Daniel Dantas, do Grupo Opportunity, banqueiro marcado por casos de corrupção, disputaram a compra da revista em 2007.Com o que esses tipos têm compromisso? Com o dinheiro deles.Reação do latifúndioA matéria é uma reação à nossa jornada de lutas de agosto.Foram mobilizados mais de 50 mil trabalhadores rurais, em 20 estados.Um acampamento em Brasília, com 4 mil trabalhadores rurais, fez mobilizações durante uma semana e ocupou o Ministério da Fazenda para cobrar medidas para avançar a Reforma Agrária.A jornada foi vitoriosa e demonstrou a representatividade social e a solidez das nossas reivindicações na luta pela Reforma Agrária.O governo dobrou o orçamento para a desapropriação de terras para assentar 20 mil famílias até o final do ano, liberou o orçamento para cursos para trabalhadores Sem Terra, anunciou a criação de um programa de alfabetização e a criação de um programa de agroindústrias.Interesses foram contrariados e se articularam para atacar o nosso Movimento e a Reforma Agrária. Para isso, usam a imprensa venal para alcançar seus objetivos.Os resultados da jornada e a reação do latifúndio do agronegócio, por meio de uma revista, apenas confirmam que o MST é forte e representa uma resistência à transformação do Brasil numa plataforma transnacional de produção de matéria-prima para exportação e à contaminação das lavouras brasileiras pela utilização excessiva de agrotóxicos.A luta vai continuar até a realização da Reforma Agrária e a consolidação de um novo modelo agrícola, baseado em pequenas e médias propriedades, no desenvolvimento do meio rural, na produção de alimentos para o povo brasileiro sem agrotóxicos por meio da agroecologia. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-6332997829245755168?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/6332997829245755168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=6332997829245755168' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/6332997829245755168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/6332997829245755168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/09/revista-istoe-mente-para-atacar-mst.html' title='Revista Istoé mente para atacar MST'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-KMzyJAUuKY0/Tnp_KOODyhI/AAAAAAAACQs/O3e3NR49WdM/s72-c/ndmst.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-209375881438158104</id><published>2011-09-16T07:21:00.000-07:00</published><updated>2011-09-16T07:37:59.086-07:00</updated><title type='text'>Estado Espanhol condena a dez anos de prisão líderes da esquerda independentista basca</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-BQPhmI3wyrE/TnNV0_gO8KI/AAAAAAAACQE/jcHMG1jK65w/s1600/freeotegi.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="393" width="393" src="http://3.bp.blogspot.com/-BQPhmI3wyrE/TnNV0_gO8KI/AAAAAAAACQE/jcHMG1jK65w/s400/freeotegi.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;Arnaldo Otegi, o "Mandela Basco" é o maior símbolo da luta pela independencia do País Basco. Foi deputado quando o partido Batasuna era legalizado, foi representante da esquerda independentista nas negociações de paz realizadas em 2006 com o Estado Espanhol, sendo preso em 2009 quando reorganizava a nova estratégia de paz da esquerda basca, com o fim da luta armada e a opção de luta por vias políticas e pacíficas. que deu origem a coligação BILDU, vencedora das eleições municipais de maio passado. Foi condenado por construir o atual processo de paz no País Basco. &lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-voV277pmdOw/TnNYdsC6WoI/AAAAAAAACQM/llZvlxizKV8/s1600/presosbascos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="108" width="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-voV277pmdOw/TnNYdsC6WoI/AAAAAAAACQM/llZvlxizKV8/s400/presosbascos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-EeLU8bblUuc/TnNZ0O0I_0I/AAAAAAAACQU/ppUFaO4lfBU/s1600/156831_otegi_puno_alto_2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="260" width="194" src="http://2.bp.blogspot.com/-EeLU8bblUuc/TnNZ0O0I_0I/AAAAAAAACQU/ppUFaO4lfBU/s400/156831_otegi_puno_alto_2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;OPÇÃO PELA REPRESSÃO&lt;b&gt;Estado Espanhol condena dirigentes da esquerda independentista basca responsáveis pelo processo de paz no País Basco&lt;/b&gt;O Estado espanhol fez uma opção clara pela condenação ao processo de paz vivido no Pais Basco. A sentença contra 5 lideranças do processo de paz foi "balde de água fria" na construção de um cenário de paz e opção pela luta política. Cada vez fica mais claro que o grande medo do Estado Espanhol é a paz e a democracia, pois o povo basco demonstra em todas as oportunidades que tem de expressar-se livremente nas urnas que apoio a esquerda independentista e isso é o grande medo do Estado que mantém sua política de condeção a todos que defendem publicamente a independencia do País Basco.Após 700 dias presos 5 líderanças da esquerda independentista basca(Izquierda abertzale) foram condenados ontem a 10 e 8 anos de prisão pelo chamado "caso Betaragune ( local de encontro em euskera).O tribunal especial espanhol condenou  Arnaldo Otegi e Rafa Díez a dez anos de prisão por "integração a ETA" na "qualidade de dirigentes", abraçando assim a  tese do Estado Esapnhol. A sentença foi notificada oficialmente nesta manhã. Os demais militantes,  Sonia Jacinto, Arkaitz Rodríguez e Miren Zabaleta foram condenados a oito anos, enquanto  Txelui Moreno, Amaia Esnal e Mañel Serra foram absolvidos, depois de que o fiscal os retirou a acusação.A acusação como sempre foi de "pertencimento ao grupo armado ETA". O Estado Espanhol acusou os 5 líderes independentistas bascos de formar um organismo denominado "Betaragune" que atuava sob as ordens da ETA".  Com essa sentença o estado Espanhol demonstra que fez uma opção pela repressão e não pelo diálogo em busca da paz,  pois os acusados e agora condenados são exatamente os maiores responsáveis pela nova posição da esquerda independentista de abandonar a luta armada e construir uma saída política e pacifica. A partir da ação de Arnaldo Otegi, Rafa Diez e seus companheiros foi levada a diante a proposta de construção da estratégia de ação política da esquerda independentista com a criação da coligação BILDU ( unir) que participou das eleições municipais de maio passado e foi a segunda força,  elegendo mais de mil vereadores no Pais Basco e mais de 70 prefeitos. A rotunda vitória de Bildu, coligação da esquerda abertzale e o fim das ações armadas da ETA foi a demonstração clara de que os objetivos de Otegi e seus companheiros teve enorme êxito, reconhecido pela maioría esmagadora da sociedade basca que expressou  esse reconhecimento  nas urnas com a votação massiva nos candidatos da esquerda independentista. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-209375881438158104?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/209375881438158104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=209375881438158104' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/209375881438158104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/209375881438158104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/09/estado-espanhol-condela-dez-anos-de.html' title='Estado Espanhol condena a dez anos de prisão líderes da esquerda independentista basca'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-BQPhmI3wyrE/TnNV0_gO8KI/AAAAAAAACQE/jcHMG1jK65w/s72-c/freeotegi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-8454850330874528342</id><published>2011-09-15T10:39:00.000-07:00</published><updated>2011-09-15T10:55:09.900-07:00</updated><title type='text'>Victor Jara vive</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-0FfaFQeQLVI/TnI53q7cDeI/AAAAAAAACP8/E4-sYv0JslM/s1600/victorjara.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 254px; height: 329px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-0FfaFQeQLVI/TnI53q7cDeI/AAAAAAAACP8/E4-sYv0JslM/s400/victorjara.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652644110882573794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje completa-se 38 anos do assassinato do cantor chileno Victor Jara pelos fascistas de Pinochet. Militante comunista, revoluciónario Victor representava a nova cultura emancipada que nascia do socialismo chileno de Salvador Allende. Um perigo para o império e os fascistas que não só destruíram  brutalmente a experiência chilena como buscaram eliminar, através do assassinato vil, todos que simbolizavam aquela esperança de um mundo melhor. Nossa homenagem a Victor e todos os cantores e artistas que fazem de seu talento uma arma contra as injustiças e desigualdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem quer conhecer a história de Victor Jara indicamos a leitura do livro de sua companheira Joan Jara " &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Canção inacabada, a vida e a obra de Victor Jara"&lt;/span&gt;. Publicado no Brasil pela Editora Record.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicamos um pequeno artigo homenagem de Luiz Alberto Nieto, postado hoje no site kaosenlared.net e traduzido por Paulo Marques: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;38 anos da semeadura de Victor Jara&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ha 38 anos, um 16 de Setembro 1973 é  assassinado por verdugos, criminosos e fascistas  o  revolucionário, cantor, poeta, diretor e ator de teatro Víctor Jara, quem ainda  prisioneiro, ferido,  com suas mãos destrossadas escreveu  sua última mensagem antes de ser assassinado no estádio nacional do Chile: " somos cinco mil". Em um pedaço de papel, destes que se usam para fazer cigarros. Aí colocou sua última idéIa, seu lamento, seu desejo e sua visão.&lt;br /&gt;Assim se executava  mais um dos  crimes da nascente ditadura fascista e criminosa de Pinochet, quem em  poucos dias havia assassinado milhares de chilenos. Primero os seguidores e partidários de Allende, revolucionários, dirigentes, vanguarda, logo até os próprios inimigos e opositores. &lt;br /&gt;Víctor foi uma voz dentro do processo revolucionário Chileno, desde suas diferentes trincheiras de luta soube ser um exemplo para a causa e da causa. Nascido no campo soube valorizar a natureza e suas raízes. Em 1966 grava seu primeiro disco, o amor verdadeiro foi aos trabalhadores do campo, a maioria de suas canções refletem as injustiças e abusos que se cometíam contra o povo, falou , cantou a desigualdade de classes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor de teatro até 1970, quando começa sua dedicação integral às atividades sociais. Marxista de convicção, comunista tomando elementos da situação chilena do momento. Realizou una série de documentários que iam  contra o fascismo da guerra civil. &lt;br /&gt;Víctor se incorporou de imediato na campanha de Salvador Allende com a qual  colaborou e participou, acreditava no  novo homem, tinha um sonho. O  sonho de um Chile novo bem diferente, onde todos tivesse lugar e onde não houvesse  diferenças de classe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O triste e doloroso é  escutar ou ler o relato de sua amada; Joan Jara, que descreve a forma eem que o viu , seu estado tão destruído, de como o haviam torturado. Mas isto não foi  impedimento para desde esse lugar seguir inspirando-se e escrevendo, os militares que o golpearam e torturaram, não puderam  dobrar  sua moral, não puderam matar suas esperanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Víctor segue cantando hoje desde onde esteja, segue apontando com sua voz, segue lutando, seu fusil: a canción, suas balas: as letras. Junto con Ali Primera, Mercedes Sosa, Violeta Parra, Facundo Cabral, Fonseca, farão um coro de esperança com  Pablo, com Rubén, Martí, escreverão o poema de alento da América. Que será a inspiração para a nova vida, a nova pátria. Allende e tu, guiarão com Manuel, com Pablo as luta que virão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria  pouco, muito pouco falar de ti, o escrever sobre ti. O único que posso dizer é : Víctor vive e não desmaia em sua luta, sua música, suas canções são guias de luta, para sempre Victor Jara, que teus assassinos que ainda  não pagaran por ele, o farão em algum  momento, isso não se pode esquecer e onde seja será a justiça, até sempre companheiro Jara.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Luis Alberto Nieto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/en8yqVxuT-U" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Manifiesto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Victor Jara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yo no canto por cantar&lt;br /&gt;ni por tener buena voz&lt;br /&gt;canto porque la guitarra&lt;br /&gt;tiene sentido y razon,&lt;br /&gt;tiene corazon de tierra&lt;br /&gt;y alas de palomita,&lt;br /&gt;es como el agua bendita&lt;br /&gt;santigua glorias y penas,&lt;br /&gt;aqui se encajo mi canto&lt;br /&gt;como dijera Violeta&lt;br /&gt;guitarra trabajadora&lt;br /&gt;con olor a primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que no es guitarra de ricos&lt;br /&gt;ni cosa que se parezca&lt;br /&gt;mi canto es de los andamios&lt;br /&gt;para alcanzar las estrellas,&lt;br /&gt;que el canto tiene sentido&lt;br /&gt;cuando palpita en las venas&lt;br /&gt;del que morira cantando&lt;br /&gt;las verdades verdaderas,&lt;br /&gt;no las lisonjas fugaces&lt;br /&gt;ni las famas extranjeras&lt;br /&gt;sino el canto de una alondra&lt;br /&gt;hasta el fondo de la tierra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahi donde llega todo&lt;br /&gt;y donde todo comienza&lt;br /&gt;canto que ha sido valiente&lt;br /&gt;siempre sera cancion nueva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-8454850330874528342?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/8454850330874528342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=8454850330874528342' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/8454850330874528342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/8454850330874528342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/09/victor-jara-vive.html' title='Victor Jara vive'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-0FfaFQeQLVI/TnI53q7cDeI/AAAAAAAACP8/E4-sYv0JslM/s72-c/victorjara.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-8868208698079489334</id><published>2011-09-14T17:36:00.000-07:00</published><updated>2011-09-14T17:57:16.056-07:00</updated><title type='text'>O veneno está na mesa- O novo documentário de Silvio Tendler</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-F5LOXMjfnUE/TnFJis4YH6I/AAAAAAAACP0/vtORpHeHN3I/s1600/O%2Bveneno%2Best%25C3%25A1%2Bna%2Bmesa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 239px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-F5LOXMjfnUE/TnFJis4YH6I/AAAAAAAACP0/vtORpHeHN3I/s400/O%2Bveneno%2Best%25C3%25A1%2Bna%2Bmesa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652379867838685090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O novo documentário do cineasta Silvio Tendler demonstra de forma clara o que muitos não sabem e os que sabem não querem que se saiba: QUe comemos quantidades enormes de veneno diariamente em nossas refeições.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Wxpeprl8eno/TnFJcnxf_sI/AAAAAAAACPs/J2ewVuFCdLU/s1600/stendler.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Wxpeprl8eno/TnFJcnxf_sI/AAAAAAAACPs/J2ewVuFCdLU/s400/stendler.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652379763388448450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silvio Tendler mais uma vez surpreende com um novo e fundamental documentário. O&lt;span style="font-style:italic;"&gt; Veneno está na mesa&lt;/span&gt;  é uma denuncia ao uso indiscriminado de venenos nas lavouras, a pressão das indústrias de agrotóxicos e a submissão dos produtores rurais. O autor de documentários históricos como JK e  Jango e realizador de mais de 30 filmes, Silvio não só realiza mais um documentário, mas em consonância com sua militância em defesa das causas populares, produz um instrumento de esclarecimento e conscientização do significado do predomínio dos agrotóxicos na produção de alimentos. Silvio não comercializará o documentário que está no youtube de forma livre para ampla divulgação. &lt;br /&gt;Só temos que agradecer a Silvio e parabenizá-lo por mais essa obra que certamente será vista por milhares em todo o país. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Abaixo o filme na íntegra, assista e divulgue&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/8RVAgD44AGg" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-8868208698079489334?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/8868208698079489334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=8868208698079489334' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/8868208698079489334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/8868208698079489334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/09/o-veneno-esta-na-mesa-o-novo.html' title='O veneno está na mesa- O novo documentário de Silvio Tendler'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-F5LOXMjfnUE/TnFJis4YH6I/AAAAAAAACP0/vtORpHeHN3I/s72-c/O%2Bveneno%2Best%25C3%25A1%2Bna%2Bmesa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-5378531121495110424</id><published>2011-09-07T21:17:00.000-07:00</published><updated>2011-09-07T21:56:07.202-07:00</updated><title type='text'>PT: Do "socialismo petista" à social-democracia brasileira</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-yMxveaY_m_c/TmhDqEjGnkI/AAAAAAAACPk/5FR-QDF28Q8/s1600/funda%25C3%25A7%25C3%25A3oPT.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 262px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-yMxveaY_m_c/TmhDqEjGnkI/AAAAAAAACPk/5FR-QDF28Q8/s400/funda%25C3%25A7%25C3%25A3oPT.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649840122590830146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;PT 1980: O socialismo petista era possível&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-uDFxMPrgi-8/TmhDiyyppZI/AAAAAAAACPc/9otKvbUd03o/s1600/4congresso.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 256px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-uDFxMPrgi-8/TmhDiyyppZI/AAAAAAAACPc/9otKvbUd03o/s400/4congresso.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649839997565117842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;PT 2011: A social democracia possível&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;PT: Do "socialismo petista" à social-democracia brasileira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Paulo Marques*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O PT é hoje o partido da social-democracia brasileira. Essa afirmação que faço, se fosse  dita a uns 10 ou 20 anos atrás  seria contestada por grande parte dos líderes do PT. Hoje, no entanto, ano do IV Congresso da legenda, ocorrido no final de semana passada,  creio que essa afirmação seria aceita pela maioria da atual direção, isto porque essa é uma  realidade incontestável. Neste breve artigo busco argumentar sobre esta realidade,  apontando alguns elementos que comprovam essa afirmação.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Quem conhece  minimamente a história de três décadas do PT poderá verificar como se deu esse processo de transição de um "partido de novo tipo"  dos primeiros manifestos de fundação, passando pelo  histórico documento "socialismo petista" até a assimilação da lógica já clássica dos partidos da social democracia européia. Malgrado o PT  tenha nascido e se desenvolvido em um processo muito semelhante, para não dizer igual, aos partidos social democratas da Europa ocidental, ou seja, oriundo da organização da classe trabalhadora e seus poderosos sindicatos, o PT sempre procurou se diferenciar, em seus discursos, seja do modelo leninista de partido de quadros e de vanguarda, seja dos tradicionais partidos parlamentares da social democracia.  O documento aprovado no 1 Congresso do partido, realizado em 1991 e denominado "socialismo petista", buscava exatamente  demarcar essa diferença. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Podemos dizer que essa "demarcação" de uma identidade de "novo tipo" que encantou a esquerda não só na América Latina mas também na Europa, tem um percurso que vai da década de 80 até meados de 1995. Neste período  o PT viveu um intenso conflito e debate interno  entre diferentes correntes,  mas que pode ser resumido em  duas posições antagônicas, de um lado aqueles que acreditavam na possibilidade de um partido realmente "de novo tipo", anti-capitalista, socialista e de outro os sociais-democratas, que mesmo sem nunca assumir esta característica, representavam, de forma muito clara, este pensamento(vale destacar que o debate PT/PR - partido revolucionário- já havia sido superado antes do final dos anos 80 pela maioria das tendências de esquerda. Este foi um dos motivos da saída de uma das corrente trotskistas mais conhecidas que viria a formar em 1994 o PSTU).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A disputa dos dois campos vai se  decidir somente após a inédita vitória das correntes mais a esquerda do partido que ocorre no 8 encontro nacional, realizado em 1993. Foi neste encontro que a corrente majoritária a Articulação, sofre um racha dando origem a "Articulação de Esquerda". Esse Encontro marca tanto o ápice como a derrocada definitiva dos setores do PT que buscavam construir um partido de caráter anti-capitalista. Foi o suspiro final de um processo iniciado com a criação do PT e que teve na campanha presidencial de 1989 o seu ponto culminante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos reflexos do 8 encontro a segunda derrota de Lula em 1994 foi decisiva para a contra-ofensiva dos setores social-democratas do PT,  no sentido de definir o rumo que o partido deveria tomar dali para frente, o que passava necessariamente pela derrota dos setores da esquerda que  ainda acreditavam em um partido anti-capitalista  de "novo tipo".  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi, portanto,  em 1995 que a tendência majoritária(social-democrata) que logo adotaria  o nome de "Campo Majoritário"  assumiria o controle definitvo do partido. Esta corrente, das maiores figuras públicas do partido entre elas Lula, a principal, nunca mais  perderia o controle da máquina partidária. A lição do 8 Encontro foi muito bem assimilada pelos sociais democratas do PT. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que não houvesse mais risco de perda do comando, foi necessário realizar também mudanças no processo decisório do partido, tirando o poder de decisão dos  militantes nos congressos de delegados, em sua grande maioria vinculados as correntes internas, e colocando na mãos dos filiados. Essa  foi uma das novas regras do PED, Processo de Eleições Diretas,que abria  o partido para que todos os filiados pudessem votar e escolher diretamente seus dirigentes, ou seja, a decisão agora passaria para a massa de novos petistas que não tinham a tradição de militancia ou vinculação com correntes e que  acompanhavam o partido pela imprensa, tendo  como referencia principal as figuras públicas mais conhecidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os encontros, antes marcados pelas discussões, debates e polêmicas programáticas, são substituidos por momentos de votar na "chapa dos líderes", dos quadros públicos e detentores de mandatos". A dinâmica interna, que funcionava o ano todo com a mobilização de diversos setoriais, núcleos, se resumirá a organização de campanhas eleitorais e periodos de prévias para escolhas de candidatos majoritários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT avançava assim cada vez mais para sua caracterização como um tradicional partido clássico da social democracia. A prioridade dada a disputa nas instituições, os mandatos parlamentares substituindo as correntes de opinião, os núcleos de base substituídos pelos parlamentares representavam este perfil. Isto, no entanto, não impedia que o  partido continuasse  sendo a principal referencia dos sindicatos e dos movimentos populares, a diferença estava em que agora estes últimos tornavam-se apenas correia de transmissão do partido. Cabe destacar que esse processo  não é contraditório ou estranho com a história da social-democracia européia, é mais um elemento da sua identidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fator  importante a destacar na trajetória do PT é que o partido  quando esteve no poder em administrações locais conseguiu  inovar na sua ação pública. Pela primeira vez diversos municipios tiveram experiências inovadoras em matéria de políticas públicas que apontavam para a superação não só da política neoliberal mas dos próprios limites da democracia representativa. Isto se deu principalmente nas  experiências de democracia direta como o Orçamento Participativo. Não foi por nada que a esquerda européia e latinoamericana escolheu Porto Alegre como capital do Fórum Social Mundial, encontro dos movimentos anti-capitalistas que buscavam no deserto neoliberal alguma alternativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, foi só mesmo quando o PT assumiu o governo federal em 2002 que o seu carácter social-democrata se tornou explícito. O PT no governo central implementou uma agenda tipicamente social-democrata( me refiro a clássica, e não a terceira via de caráter neoliberal):  estancou as políticas neoliberais de sucateamento do setor público,  retomou o papel do Estado como indutor do desenvolvimento capitalista, criou políticas sociais de grande alcance como o combate a miséria e retomou uma posição soberana e pró-ativa nas relações internacionais com destaque para o protagonismo na rearticulação de um bloco Latinoamericano e de países emergentes como os BRICS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma perspectiva histõrica poderíamos afirmar que a agenda do PT foi, grosso modo, não só uma agenda social-democrata clássica mas a retomada da agenda nacional-desenvolvimentista  interrompida pelo golpe militar de 64. A respeito disso podemos dizer que o PT é, em certa medida, a continuidade do que seria o PTB de Jango e Brizola caso não tivéssemos o golpe militar. Conforme assinala o historiador Jorge ferreira na biografia de João Goulart, lançada recentemente, o PTB também foi o  partido dos trabalhadores, dos sindicatos, com uma ampla base social e de intelectuais progressistas que disputou com o partido comunista a representação da classe trabalhadora. Não fosse o golpe militar, o PTB teria todas as condições para tornar-se  o partido da  social-democracia brasileira. O que o diferenciava do PT é o fato de que no PTB nunca existiram correntes marxistas ou anti-capitalistas. A identidade dos dois está na agenda do desenvolvimento capitalista soberano, antiimperialista, nacionalista, o que é sem dúvida a bandeira do PT hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, com a chegada do PT ao governo temos o coroamento da estratégia social-democrata, ou seja, a hegemonia total deste pensamento político no seio do partido.  O que restava de posição anti-capitalista no interior do partido no inicio do governo Lula deixou de existir  com a saída de um grupo de militantes e intelectuais para criar um novo partido, o PSOL, que pelo que demonstrou até hoje, só herdou o que de pior existia no PT, ou seja, o  eleitoralismo e o pragmatismo. A única  diferença do PSOL hoj é a manutenção da retórica pseudo-revolucionária de orientação trotskista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, afinal,  quando o PT assume sua condição de partido social democrata? Sobre isso não ha consenso entre os analistas.Alguns teoricos  dizem que o momento simbólico foi a "Carta aos Brasileiros", documento assinado por Lula sinalizando aos mercados que o governo do PT não seria um governo de rupturas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na verdade o PT não teve um "momento" em que assumiu sua condição que, sejamos claros  até hoje não é assumida por nenhum petista. O PT mantém seu discurso de partido socialista, talvez por que a palavra social democrata no Brasil ainda esteja sendo utilizada( melhor dizendo sequestrada)  ainda pelo partido mais liberal do pais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que  o PT cumpriu e ainda cumpre um papel histórico na política brasileira. O PT é a continuação das reformas de base do PTB pré-golpe, é o partido da modernização capitalista, da tentativa de construção de um Estado de bem estar social inédito no Brasil, pais que até bem pouco tempo tinha 30 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza e  que detém o titulo de  mais desigual, apesar de ser a 8 economia do mundo capitalista; um pais no qual ainda existe trabalho escravo, onde trabalhadores rurais são assassinados por lutarem por direitos garantidos na constituição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse pais, com estas características, a social-democracia adquire caráter revolucionário. Mas não nos enganemos, é do capitalismo que estamos falando, um sistema que se reproduz pela desigualdade, sua essência é a exploração do homem pelo homem, é a ganancia, é a destruição. E em relação a isso a social democracia não tem resposta, não é sua vocação criar um novo sistema. Esse é o papel de um partido anti-capitalista e o PT não é um partido anti-capitalista no sentido de ser um instrumento para transformar as estruturas do sistema. Pode ser sim uma parte da luta dos trabalhadores contra a exploração do capital mas não da substituição por outro sistema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso que o IV Congresso do PT não é nenhuma novidade. Não surpreendeu ninguém, apenas representou o que é o PT hoje, o verdadeiro partido da social democracia brasileira que tem adversários muito fortes ainda, como o poder econômico dos rentistas, que mesmo não sendo atingido diretamente pelas ações do governo, sentem o risco de que "o povo queira mais", e nesse sentido, o PT é e sempre será seu inimigo principal. Para estes setores quanto menos PT, menos perigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, uma pergunta que a esquerda anti-capitalista deveria se fazer,  seja ela  a que resta no interior do PT (extremamente minoritária e fragilizada) ou que está em outro partido ou mesmo sem partido: E se o povo quiser mais? Quem terá capacidade para responder a isso? Na Europa a juventude está nas ruas querendo muito mais do que a social democracia e os liberais oferecem como única possibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A social democracia do PT não será diferente. Nesse sentido, o que está colocado para os anti-capitalistas é a necessidade de pensar, elaborar um projeto anti-capitalista para o futuro mas não um projeto baseado no  anti-petismo. O anti-petismo só serve à reação, ao conservadorismo, e esse é o erro daqueles que pretendem ser alternativa ao PT pela esquerda, combatendo o PT. O PT está cumprindo seu papel e tem claramente seu limite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vier para superar o PT não  poderá jamais ser o anti-PT, pois as massas trabalhadores beneficiadas pelo projeto social-democrata do PT não o abandonarão, defenderão cada vez mais o projeto que lhe beneficiou. A questão central é que este projeto do PT tem e terá um limite intransponível, que é não ser anti-capitalista. Este espaço precisa ser ocupado, mas não será por uma seita trotskista, um partido de vanguarda leninista. Terá que ser um partido forjado e conectado com as lutas da contemporaneidade, lutas dos explorados da nova economia do conhecimento, das novas tecnologias, das massas de jovens que estarão excluídas do irreal paraiso consumista, da luta contra a  alienação e a miséria existencial, cultural e política  que o capitalismo apresenta como futuro de todos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um partido anti-capitalista se vier a existir,  terá que ser necessariamente comunista, mas no sentido marxiano do termo, ou seja, de uma prática emancipada das necessidades que escravisam os homens e mulheres,  de construção de uma sociedade dos livres produtores associados. Mas para isso será fundamental ser ousado, capaz de  superar os dogmas do passado, ser pós-trotskista,  pós-leninista e pós-petista,  não anti,  mas pós, caso contrário a esquerda continuará dialogando apenas com seus fiéis em pequenos "templos de sectarismo" que nada contribuem para avançar com o olhar no presente e no futuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Paulo Marques&lt;/span&gt; é professor, mestre em sociologia pela UFRGS e doutorando em sociologia pela Universidade de Granada na Espanha, com pesquisa sobre Movimento social da Outra Economia no Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-5378531121495110424?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/5378531121495110424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=5378531121495110424' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/5378531121495110424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/5378531121495110424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/09/pt-do-socialismo-petista-social.html' title='PT: Do &quot;socialismo petista&quot; à social-democracia brasileira'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-yMxveaY_m_c/TmhDqEjGnkI/AAAAAAAACPk/5FR-QDF28Q8/s72-c/funda%25C3%25A7%25C3%25A3oPT.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-4762116497824722117</id><published>2011-09-04T15:38:00.000-07:00</published><updated>2011-09-04T15:42:35.376-07:00</updated><title type='text'>Três anos de crise, três meses de indignação</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-fj3itIlnxW8/TmP-wk97Z8I/AAAAAAAACPU/dJ9sqIfj1rs/s1600/crisis.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-fj3itIlnxW8/TmP-wk97Z8I/AAAAAAAACPU/dJ9sqIfj1rs/s400/crisis.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648638468163332034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Três anos de crise, três meses de indignação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Josep Maria Antentas e Esther Vivas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Paulo Marques&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos perto do terceiro  aniversário da quebra do Lehman Brothers e do  estouro formal da crise, "uma racionalização irracional de um sistema irracional" como nos lembra o geógrafo David Harvey. No  momento do crack do sistema financeiro, os donos do mundo viveram  um breve momento de pânico alarmados pela  magnitude de uma crise que não haviam previsto, por sua falta de instrumentos teóricos para comprendê-la e pelo temor a uma forte reação social. Chegaram então as proclamações vazias  de "refundação do capitalismo" e os falsos mea culpa que se foram evaporando, uma vez atingido o sistema financeiro e em ausência de una explosão  social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou-se em uma nova fase que, com a crise e o  déficit como pretexto, as políticas aplicadas no conjunto da União Européia buscaram recortar os direitos sociais, infligir uma derrota histórica aos trabalhadores e reforçar os mecanismos de dominação de classe. Para os poderes econômicos as regulações sociais que ainda existem no velho continente são um freio para a competitividade internacional da economia européia e um incômodo peso nas costas do se quere desfazer. As medidas do governo Zapatero desde maio de 2010 e os cortes do governo de Mas, na Catalunha, o "governo dos melhores" (com as tijeras), se inscrevem plenamente nesta dinâmica geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaremos ao tercero aniversário da crise com uma sensação ambigua. Por um lado, temos a cruel constatação da magnitude da tragédia e os graves efeitos sociais de um descalabro econômico que, longe de haver ficado atrás, ameaça agravar-se com a aceleração das turbulências financeiras internacionais, em um contexto onde as classes dominantes manifestam uma virulenta determinação em fazer com que todos paguem o custo de sua crise. Por outro lado, todavia, chegamos a este ponto com a alentadora evidência de que, finalmente, a revolta social contra um estado de coisas intolerável começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efetivamente, se o movimento do 15M trasmitiu alguma mensagem, esta é da esperança, frente ao  desanimo e o  pessimismo, na capacidade coletiva de  mudar as coisas e de poder ser sujeitos ativos, e não meros objetos passivos das necessidades do capital e sua lógica do beneficio e a  competência. A indignação é, precisamente, como assinalava Daniel Bensaïd, "o contrário do hábito e da resignação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esperança que o movimento trouxe para aqueles que creêm que "mudar o  mundo de base" é diretamente proporcional a inquietude que têm gerado nos grupos dominantes da sociedade, abruptamente interpelados por um novo ator que desafía seu monopólio sobre os assuntos coletivos e a vida pública e questiona as definições oficiais da crise, que apresentam uma visão unilateral e interessada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 15M e a  política dominante representam duas lógicas diferentes, irreconciliaveis. Por um lado, a aspiração a justiça social e a uma democracia real no sentido mais amplo do termo, quer dizer, a capacidade de decidir sobre o próprio destino. Por outro lado, os discursos dos interesses empresariais e o  império do benefício privado. Ambas marcam dois caminhos antagônicos para nossa  sociedade. Nosso  futuro será muito diferente em função de qual prevaleça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seus três meses de existência, o movimiento significou um forte processo de politização da sociedade, de reinteresse pelos  assuntos coletivos e de preocupação social de um espaço público usurpado cotidianamente pelos interesses privados. Têm significado uma aprendizagem colectiva do exercício da democracia e da auto-organização. Nos ensinou a começar a "aprender a desaprender" para nos desfazermos das idéias hegemônicas sobre a realidade e contribuir para difundir um "sentido comúm alternativo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maré de indignação mobilizada não alcançou, todavia, suficiente força para deter as políticas em marcha, se bem que têm conquistado algumas vitórias concretas, ainda que defensivas, importantes como a paralização de muitos despejos  e o debilitamento da aplicação das ordens de civismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso, não é um mal balanço para un movimento que, goste-se ou não, está apenas começando a demosstrar do que é capaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Josep Maria Antentas é professor de sociología da UAB e Esther Vivas é membro do Centro de Estudos sobre Movimentos Sociais(CEMS) da UPF.&lt;br /&gt;**Artígo publicado em Público (ed. Catalunya), 03/09/2011.&lt;br /&gt;*** Tradução para o blog www.economiasocialistads.blogspot.com &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+ info: http://esthervivas.wordpress.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-4762116497824722117?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/4762116497824722117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=4762116497824722117' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/4762116497824722117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/4762116497824722117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/09/tres-anos-de-crise-tres-meses-de.html' title='Três anos de crise, três meses de indignação'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-fj3itIlnxW8/TmP-wk97Z8I/AAAAAAAACPU/dJ9sqIfj1rs/s72-c/crisis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-4886624925820671376</id><published>2011-09-01T22:35:00.000-07:00</published><updated>2011-09-01T22:39:13.053-07:00</updated><title type='text'>Video da Via Campesina</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-p07g8kW-hfs/TmBr9s9nhXI/AAAAAAAACPM/C6HAUeyCpjs/s1600/via-campesina2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 299px; height: 199px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-p07g8kW-hfs/TmBr9s9nhXI/AAAAAAAACPM/C6HAUeyCpjs/s400/via-campesina2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5647632640508396914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/27474387?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" width="400" height="300" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/27474387"&gt;La Via Campesina en movimiento... ¡ Por la soberanía alimentaria !&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/viacampesina"&gt;La Via Campesina&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-4886624925820671376?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/4886624925820671376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=4886624925820671376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/4886624925820671376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/4886624925820671376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/09/video-da-via-campesina.html' title='Video da Via Campesina'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-p07g8kW-hfs/TmBr9s9nhXI/AAAAAAAACPM/C6HAUeyCpjs/s72-c/via-campesina2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-7973929039875605595</id><published>2011-08-13T09:47:00.000-07:00</published><updated>2011-08-13T16:19:26.620-07:00</updated><title type='text'>Fidel, 85 anos: dignidade e  firmeza de princípios</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-N-OFFfiaF18/Tkaz35O6DMI/AAAAAAAACPE/_lgOEejXmSU/s1600/Fidel%2Be%2Bo%2Bpovo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; 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margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-wk8hxlV99NI/Tkayqb1K_MI/AAAAAAAACOE/DaSEFxUtGRU/s400/DSC03694.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640392025423150274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-GMO8TrpojFU/Tkaye8VZL9I/AAAAAAAACN8/hZSI5CM8GSA/s1600/10930_0_fideljovenes_xm.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 370px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-GMO8TrpojFU/Tkaye8VZL9I/AAAAAAAACN8/hZSI5CM8GSA/s400/10930_0_fideljovenes_xm.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640391827989802962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-BhLM7XvEzI8/TkayWvbwNtI/AAAAAAAACN0/2BTEdijWm5Y/s1600/80083_Fidelbuenagente.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 394px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-BhLM7XvEzI8/TkayWvbwNtI/AAAAAAAACN0/2BTEdijWm5Y/s400/80083_Fidelbuenagente.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640391687087863506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/tODPYnIbjac" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/RGwqrft_iZs" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Fidel, 85 anos : Dignidade e firmeza de princípios &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Paulo Marques &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse possível expressar em duas palavras o que significa Fidel Castrou, poderíamos dizer: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dignidade&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;princípios&lt;/span&gt;. Fidel é admirado e odiado por isto. Quem o odeia não consegue aceitar que alguém mantenha a dignidade de fazer de sua vida uma luta permanente por aquilo que acredita, e a firmeza de princípios que não se negociam, o que no caso de Fidel é o combate contra esse  mundo, capitalsita,  como ele é, baseado na lógica da desigualdade e da exploração do homem pelo homem. Tido  como algo "natural", o sistema capitalista tem,  nestes valores, o seu motor e sua essência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fidel completou 85 anos neste sábado 13 de agosto de 2011. Sua vida já entrou para a história. Foi no distante ano de 1953 que um jovem advogado de uma pequena ilha caribenha, até então conhecida apenas como "um Cassino dos EUA", organizou um levante armado contra o ditador feroz que governava a ilha. O jovem advogado que tinha tudo para uma brilhante carreira como "defensor" do sistema, torna-se seu principal inimigo. O episódio conhecido como "ataque ao quartel Moncada", se deu em 26 de julho de 1953. A ação fracassou e Fidel foi preso. O que parecia ser  uma derrota, foi na verdade  o inicio do que viria a ser o "Movimento 26 de julho" que 5 anos depois derrubaria a ditadura de Fulgencio Batista e inauguraria a primeira revolução  socialista da América Latina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi na preparação da revolução, em 1956, no exílio de Fidel no México, após sua libertação da prisão, que ele encontrou outro jovem que entraria para história. O médico argentino que, como FIdel,  queria mudar o mundo. Che Guevara, seria um dos principais comandantes da revolução cubana, junto com Fidel e Camilo Cienfuegos. Os três seriam o cérebro e o coração da revolução. A epopéia dos 12 militantes que sairam do México em um pequeno iate e chegaram clandestinos em Cuba e que em 4 anos se transformaram o Movimento 26 de julho em um poderoso exército de camponeses,  já faz parte da historica dos povos que lutam,  em todo mundo,  por sua liberdade e emancipação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No quintal dos império americano, em plena guerra fria, uma pequena ilha enfrentava o capitalismo, buscando construir uma outra forma de desenvolvimento, baseada em princípios profundamente diferentes daqueles dominantes, ou seja, igualdade,liberdade, solidariedade e justiça social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Batalha por esse objetivo ainda não chegou a seu final. Passados mais de 50 anos Cuba ainda enfrenta o império americano e Fidel como símbolo máximo desta luta, continua sendo odiado por todos aqueles que se sentem ameaçados pela idéia de que um outro mundo seja possível e de que  é possível lutar e vencer, por mais que o inimigo pareça forte e poderoso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fidel e o povo cubano se confundem; dignidade e firmeza de princípios compõe a característica tanto de um como de outro. "O Ditador", ainda não foi "derrubado", dizem, tristes, os capitalistas de todo o mundo. Até agora quem foi derrubado foram apenas os "democratas" do capitalismo. Por que será? Se até os ditadores comunistas do Leste Europeu caíram, porque Fidel ainda resiste? Porque o povo cubano ainda ama este "ditador"?? Porque Fidel é respeitado e adorado pelos pobres de todo o mundo e ao mesmo tempo odiado pelos ricos? Porque este velho revolucionário ainda incomoda? Não seria sua vida um "perigoso" exemplo para as futuras gerações? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o homem que completa 85 anos nesta sexta. O "ditador" que enfrentou um império,e que a sua maneira procurou contribuir para uma idéia de sociedade sem crianças passando fome ou analfabetas. Onde a solidariedade é um valor maior que qualquer individualismo egoísta e predatório. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de que o mais importante a ser exportado para o mundo é a solidariedade para todos os povos que lutavam por liberdade e por uma vida melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comandante Fidel, no alto de seus 85 anos  continua em plena atividade intelectual e, por isso, incomodando muitos,  com o pensamento vivo e crítico de quem ainda tem muito a contribuir para uma sociedade menos miserável do que essa que dizem ser a única possível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longa vida comandante, longa vida a sua  dignidade e firmeza de princípios.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-7973929039875605595?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/7973929039875605595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=7973929039875605595' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/7973929039875605595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/7973929039875605595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/08/fidel-85-anos-dignidade-e-principios.html' title='Fidel, 85 anos: dignidade e  firmeza de princípios'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-N-OFFfiaF18/Tkaz35O6DMI/AAAAAAAACPE/_lgOEejXmSU/s72-c/Fidel%2Be%2Bo%2Bpovo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-2427425043668587256</id><published>2011-07-30T12:06:00.000-07:00</published><updated>2011-07-30T12:25:53.840-07:00</updated><title type='text'>Os porquês da fome - Esther Vivas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-f2IfdiFa308/TjRXt4-SR8I/AAAAAAAACNs/q_WexS3BD_M/s1600/fome.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 306px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-f2IfdiFa308/TjRXt4-SR8I/AAAAAAAACNs/q_WexS3BD_M/s400/fome.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635225479646693314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Viva o capitalismo&lt;/span&gt;: O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou que 780 mil é a quantidade de crianças que vivem em território da Somália e correm o risco de morrer de fome se não receberem ajuda imediata. "Estamos falando apenas da Somália", relatou em entrevista coletiva a porta-voz do Unicef em Genebra, Marixie Mercado, que acrescentou que o número total de crianças em situação de "desnutrição severa" na Somália, Quênia e Etiópia é de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2,3 milhõe&lt;/span&gt;s neste momento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Os porquês da fome&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esther Vivas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução p português: Paulo Marques&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos em um mundo de abundância. Hoje se produz comida para 12 bilhões de pessoas, segundo dados de la Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação(FAO), quando no planeta habitam 7 bilhões. Comida, existe. Então, porque uma em cada sete pessoas no mundo passa fome?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A emergência alimentar que afeta  mais de 10 milhões de pessoas no Chifre da África voltou  colocar na atualidade a fatalidade de uma catástrofe que não tem nada de natural. Secas, inundações, conflitos bélicos… contribuem para agudizar uma situação de extrema vulnerabilidade alimentar, mas não são os  únicos fatores que a explicam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação de fome no Chifre da África não é novidade. Somália vive uma situação de insegurança alimentar ha 20 anos. E, periódicamente, os meios de comunicação removem nossos confortáveis  sofás e nos recordam o impacto dramático da fome no mundo. Em 1984, quase um milhão de pessoas mortas na Etiopía; em 1992, 300 mil somalienses faleceram por causa da fome; em 2005, quase cinco milhões de pessoas a beira da morte no Malaui, só para citar alguns casos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fome não é uma fatalidade inevitável que afeta a determinados países. As causas da fome são políticas. Quem controla os recursos naturais(terra, água, sementes) que permitem a produção de comida? A quem beneficiam as políticas agrícolas e alimentares? Hoje, os alimentos se converteram em uma mercadoria e sua função principal, alimentar-nos, ficou em  segundo plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se aponta a seca, com a consequente perda de colheitas e gado, como um dos principais desencadeadores da fome no Chifre da África, mas como  se explica que países como Estados Unidos o Austrália, que sofrem periódicamente secas severas, não sofram fomes extremas? Evidentemente, os fenômenos meteorológicos podem agravar os problemas alimentares, mas não bastam para explicar as causas da fome. No que diz respeito a produção de alimentos, o controle dos recursos naturais é chave para entender quem e para quê se produz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em muitos países do Chifre da África, o acesso a terra é um bem escasso. A compra massiva de solo fértil por parte de investidores  estrangeiros (agro-industria, Governos, fundos especulativos…) têm provocado a expulsão de milhares de camponeses de suas terras, diminuindo a capacidade destes países para se auto-abastecerem. Assim, enquanto o  Programa Mundial de Alimentos tenta dar de comer a milhões de refugiados no Sudão, se dá o paradoxo de que  governos estrangeiros (Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Coreia…) os compram terras para produzir e exportar alimentos para suas populações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim mesmo, ha que recordar que Somalia, apesar das secas recorrentes, foi um país auto-suficiente na produção de alimentos até o final dos anos setenta. Sua soberania alimentar foi arrebatada em décadas posteriores. A partir dos anos oitenta, as políticas impostas pelo Fundo Monetário Internacional e o  Banco Mundial para que o país pagasse sua dívida com o  Clube de París, forçaram a aplicação de um conjunto de medidas de ajuste. No que se refere a agricultura, estas implicaram uma política de liberalização comercial e abertura de seus mercados, permitindo a entrada massiva de produtos subvencionados, como o arroz e o  trigo, de multinacionais agro-industriais norte-americanas e europeias, que começaram a vender seus produtos por debaixo de seu preço de custo e fazendo a competição  desleal com os produtores autóctonos. As desvalorizações periódicas da moeda somaliense geraram também a alta do preço dos insumos e o  fomento de uma política de monocultivos para a exportação forçou, paulatinamente, o abandono do campo. Histórias parecidas se deram não só nos países da África, mas também na América Latina e Ásia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A subida do preço de cereais básicos é outro dos elementos assinalados como detonante da fome no Chifre da África. na Somália, o preço do milho e o sorgo vermelho aumentou  106% e 180% respectivamente em apenas um ano. Na Etiópia, o custo do trigo subiu 85% em relação ao ano anterior. E no Kênia, o milho alcançou um valor 55% superior ao de 2010. Uma alta que converteu estes alimentos em inacessíveis. Mas, quais são as  razões da escalada dos preços? Váios indícios apontam a especulação financeira com as matérias primas alimentares como uma das causas principais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preço dos alimentos se determina nas Bolsas de valores, a mais importante das quais, a nivel mundial, é a de Chicago, enquanto que na Europa os alimentos se comercializam nas Bolsas de futuros de Londres, París, Ámsterdam y Frankfourt. Mas, hoje em dia, a maior parte da compra e venda destas mercadorias não corresponde a intercâmbios comerciais reais. Se calcula que, nas palavras de Mike Masters, do hedge fund Masters Capital Management,  75% do investimento financeiro no  setor agrícola é de caráter especulativo. Se compram e vendem matérias primas com o objetivo de especular e fazer negócio, repercutindo finalmente em um aumento do preço da comida para o consumidor final. Os mesmos bancos, fundos de alto risco, companhias de seguros, que causaram a crise das hipotecas subprime, são quem hoje especula com a comida, aproveitando-se dos mercados  globais profundamente desregularizados e altamente rentáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise alimentar em escala global e a fome no Chifre da Àfrica em particular são resultado da globalização alimentar a serviço dos interesses privados. A cadeia de produção, distribuição e consumo de alimentos está nas mãos de umas poucas multinacionais que antepõem seus interesses particulares às necessidades coletivas e que ao largo das últimas décadas têm erosionado, com o apoio des instituições financeiras internacionais, a capacidade dos Estados do sul para decidir sobre suas políticas agrícolas e alimentares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao  princípio, Por quê existe fome em um  mundo de abundância? A produção de alimentos se  multiplicou por três desde os anos sessenta, enquanto que a população mundial tão só duplicou desde então. Não estamos enfrentando um problema de produção de comida, mas sim um  problema de acesso. Como assinalou o relator da ONU para o direito a alimentação, Olivier de Schutter, em uma entrevista a EL PAÍS: “A fome é um problema político. E uma questão de justiça social e políticas de redistribuição”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se queremos acabar com a fome no mundo é  urgente apostar por outras políticas agrícolas e alimentares que coloquem no  seu centro as pessoas, as suas necessidades, a aqueles que trabalham a terra e o  eco-sistema. Apostar pelo que o movimento internacional da Vía Campesina chama a “soberania alimentar”, e recuperar a capacidade de decidir sobre aquilo que comemos. Tomando emprestado um dos lemas mais conhecidos do  Movimento 15-M, é  necessário uma  “democracia real,já” na agricultura e na alimentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Esther Vivas, do Centro de Estudos sobre Movimentos Sociais da Universidad Pompeu Fabra, é autora de "Del campo al plato. Los circuitos de producción y distribución de alimentos".&lt;br /&gt;Tradução p português : Paulo Marques para o blog www.economiasocialistads.blogspot.com &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Artículo en El País, 30/07/2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+info: http://esthervivas.wordpress.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-2427425043668587256?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/2427425043668587256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=2427425043668587256' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/2427425043668587256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/2427425043668587256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/07/os-porques-da-fome-esther-vivas.html' title='Os porquês da fome - Esther Vivas'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-f2IfdiFa308/TjRXt4-SR8I/AAAAAAAACNs/q_WexS3BD_M/s72-c/fome.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-4376403359254125295</id><published>2011-07-20T08:48:00.000-07:00</published><updated>2011-07-21T06:12:50.115-07:00</updated><title type='text'>Jo ta ke irabazi arte</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-Nm6Amz0Ea1E/TiglyDo5rVI/AAAAAAAACNc/Fp5Hbi9ghRo/s1600/aurrera.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 296px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Nm6Amz0Ea1E/TiglyDo5rVI/AAAAAAAACNc/Fp5Hbi9ghRo/s400/aurrera.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631792875927350610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/ORn7Ld_01HI" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-4376403359254125295?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/4376403359254125295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=4376403359254125295' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/4376403359254125295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/4376403359254125295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/07/jo-ta-ke-irabazi-arte.html' title='Jo ta ke irabazi arte'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Nm6Amz0Ea1E/TiglyDo5rVI/AAAAAAAACNc/Fp5Hbi9ghRo/s72-c/aurrera.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-8220693478726808265</id><published>2011-07-20T08:10:00.000-07:00</published><updated>2011-07-20T08:16:18.437-07:00</updated><title type='text'>Gênova 2001: a memória indignada dez anos depois</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-JVJQVR4df_c/Tibwh1x_kKI/AAAAAAAACNU/ywXcyfCJnTs/s1600/genova2001.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 310px; height: 223px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-JVJQVR4df_c/Tibwh1x_kKI/AAAAAAAACNU/ywXcyfCJnTs/s400/genova2001.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631452848236499106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/OfBaQsBi0r8" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Gênova 2001: a memória indignada dez anos depois.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Josep Maria Antentas e Esther Vivas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tradução p/ português: Paulo Marques &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se completa dez anos da cúpula do G8 em Gênova em julho de 2001, onde se escreveu uma das páginas mais significativas na trajetória do movimento altermundialista. Os protestos em Gênova significaram o momento culminante da fase de crescimento linear do movimento altermundialista depois do Encontro Ministerial da OMC em novembro de 1999 em Seattle, que representou o início de um novo ciclo internacional de mobilizações. Foi a constatação de que o movimento havia passado de, essencialmente uma força simbólica a posuir uma capacidade de mobilização real. Gênova chegou pouco depois da celebração do primeiro Fórum Social Mundial de Porto Alegre em janeiro de 2001, sob a hoje já consigna de “outro mundo é possível”, cuja pertinência é ainda mais  evidente em plena crise global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O décimo aniversário das jornadas de Gêova chega em um momento onde a União Europea está atravessada por fortes turbulências e em que os ventos que têm eletrizado o mundo árabe desde o final  de 2010 sopram cada vez com mais intensidade no velho continente. As mobilizações sustentadas na Grécia e a ascenção do movimento d@s indignad@s no  Estado espanhol, sem esquecer a vitória no referéndum da água na mesma Itália, são os sintomas mais destacados da ascenção de um novo período de lutas, cujo desafio é internacionalizar e “europeizar” as resistências emergentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ha uma década os acontecimentos nesta cidade italiana capturaram o imaginário de milhões de pessoas e de múltiplos movimentos e lutas sociais de todo o planeta, que se sentiram identificados com a mensagem de crítica radical a aglobalização capitalista de protestos que viveram como seus próprios. A massividade das mobilizações, sua radicalidade e o elevado nível de confrontação entre @s manifestantes e o poder marcaram a dinâmica de dias decisivos, onde o tempo histórico pareceu acelerar-se de forma muito intensa na esteira da intenção d@s ativistas de “liberar” a cidade, de entrar na proíbida “zona vermelha”, e de desestabilizar a cúpula. “Nós somos milhões, eles 8” era o sentimento geral daquel@s que desembarcaram na histórica cidad portuária disposts a desafiar os amos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assasinato do jovem Carlo Giuliani na jornada de ação direta do 20 de julho por um disparo da policia e o assalto policial a escola Díaz foram os episódios mais dolorosos das mobilizações marcadas por uma feroz repressão. Habilitada como um lugar para dormir e reunir-se por parte de alguns manifestantes estrangeiros, a escola Díaz se converteu na noite de 21 de julho em cenário de uma vendeta policial que deixaria um saldo de 63 feridos e  dezenas de presos, ocasionando um grande escândalo político e midiático e um longo processo judicial. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Gênova marcou o início de um forte período de protestos sociais contra o governo Berlusconi. Uma verdadeira “geração Genova” emergiu na Itália, que passou a ser um dos epicentros da luta global. Junto ao altermundialismo, nesta nova etapa, os sindicatos majoritários, e em particular a CGIL, jogariam um papel  importante entrando em cena, dpois de sua clamorosa ausência na  contra-cúpula do G8, com a convocatoria de váias greves gerais e mobilizações, ainda que sem abandonar seu modelo de sindicalismo de concertação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em parte como resultado deste longo processo, em abril de 2006 as forças de centro-esuerda chegariam ao poder, após uma bem  justa vitória eleitoral frente a direita liderada por Berlusconi. Todavia, os doiss anos de governo Prodi deixaram um triste balanço em política econôica, social e exterior, provocando desãnimo, desmobilização e paralização social... e araram o terreno para o regresso triunfal ao poder do Il Cavaliere em abril de 2008, quem, muito a seu pesar, vai festejar a carnicería dos carabinieri em Genova em pleno ocaso, decadência e em uma  atmosfera de final de reinado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco depois dos acontecimentos na cidade italiana, os atentados de 11 de Setembro em New York significaram o início de um novo período internacional marcado pela "guerra global contra o terrorismo”. A denúncia contra a guerra tomaria força no seio da crítica a globalização, dando passo ao desenvolvimento do movimento anti-guerra, cujo clímax foi a jornada internacional do 15 de Fevereiro  de 2003, nas vésperas do começo da invasão do Iraque. A partir de então, entrou-se em uma nova fase marcada por uma perda de centralidade das movibizações altermundialistas, de sua capacidade aglutinadora e de maior dispersão das lutas sociais, em um contexto muito defensivo no conjunto da União Europeia, até o estouro da “grande crise” de 2008 que têm marcado o cenário internacional nestes últimos três anos e frente a qual despontam agora as lutas sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma década depois da cúpula de Gênova o ciclo altermundialista já terminou, mas outro se abre diante de nossos olhos. Não é este um aniversário nostálgico de um movimento que foi, mas que já não é. É um aniversário onde a memória indignada daquelas míticas jornadas nos permite recordar o passado para olhar para o  futuro, onde a recordação do assalto a “zona vermelha” se mescla com as vivências recentes das ocupações de praças , das assembléias de bairros e o  “bloqueio” ao Parlamento da Catalunha. E onde a sentida recordação de Carlo Giuliani só faz senão aumentar a ira e a indignação de quem, ainda com mais razão que ha dez anos, segue defendendo que “outro mundo é possível” e que “não somos mercadorias nas mãos de políticos e de banqueiros”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josep Maria Antentas, professor de sociología da UAB. Esther Vivas, Centro de Estudips sobre Movimientos Socialse (CEMS) de la UPF. Ambos participaram da  contra-cúpula de Gênova en 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução português de Paulo Marques para www.economiasocialistads.blogspot.com &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+info: http://esthervivas.wordpress.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-8220693478726808265?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/8220693478726808265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=8220693478726808265' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/8220693478726808265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/8220693478726808265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/07/genova-2001-memoria-indignada-dez-anos.html' title='Gênova 2001: a memória indignada dez anos depois'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-JVJQVR4df_c/Tibwh1x_kKI/AAAAAAAACNU/ywXcyfCJnTs/s72-c/genova2001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-79890559768953476</id><published>2011-07-17T20:29:00.000-07:00</published><updated>2011-07-17T20:35:20.931-07:00</updated><title type='text'>Emma Goldman: A inimiga pública número um dos Estados Unidos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-dH_1_vC-ZWU/TiOpPFGFQ-I/AAAAAAAACNM/HL37zeA19Yk/s1600/emma.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 217px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-dH_1_vC-ZWU/TiOpPFGFQ-I/AAAAAAAACNM/HL37zeA19Yk/s400/emma.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630530035674072034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Publicamos em nosso blog o documentario de Mel Bucklin com a história da anarquista Emma Goldman considerada durante mais de de trinta anos como a inimiga  pública número um dos  Estados Unidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/A2hEpMzw6uA" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-79890559768953476?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/79890559768953476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=79890559768953476' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/79890559768953476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/79890559768953476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/07/emma-goldman-inimiga-publica-numero-um.html' title='Emma Goldman: A inimiga pública número um dos Estados Unidos'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-dH_1_vC-ZWU/TiOpPFGFQ-I/AAAAAAAACNM/HL37zeA19Yk/s72-c/emma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-1203825957098133927</id><published>2011-07-17T20:12:00.000-07:00</published><updated>2011-07-17T20:18:05.307-07:00</updated><title type='text'>Entrevista com Txelui Moreno Porta voz da Esquerda Abertzale</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-ct_CoO4GTRo/TiOl5A_gDLI/AAAAAAAACNE/_vb4ENCJ7Os/s1600/txelui.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 256px; height: 176px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-ct_CoO4GTRo/TiOl5A_gDLI/AAAAAAAACNE/_vb4ENCJ7Os/s400/txelui.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630526358080720050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Txelui Moreno:&lt;/span&gt; "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;La Izquierda Abertzale es una forma de ser, una forma de vida"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://blip.tv/play/hv5agsjJFQI" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="377" wmode="transparent" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" &gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-1203825957098133927?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/1203825957098133927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=1203825957098133927' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/1203825957098133927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/1203825957098133927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/07/entrevista-com-txelui-moreno-porta-voz.html' title='Entrevista com Txelui Moreno Porta voz da Esquerda Abertzale'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ct_CoO4GTRo/TiOl5A_gDLI/AAAAAAAACNE/_vb4ENCJ7Os/s72-c/txelui.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-2135228024538159808</id><published>2011-07-10T12:29:00.000-07:00</published><updated>2011-07-10T22:31:30.881-07:00</updated><title type='text'>Homenagem a Facundo Cabral</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-q1J_-6gBBgs/ThqKqbLb5pI/AAAAAAAACM8/ZNGtKhutBK8/s1600/facundo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; 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margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 393px; height: 393px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZTqFeasDgig/TgyyXOHbGII/AAAAAAAACM0/Luj5zterBOI/s400/otegi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624066146674874498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;8719600510&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;Carlo Frabetti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;El 8719600510 es el número de recluso de Arnaldo Otegi, el número al que el neofascismo español quiere reducir a uno de los políticos más lúcidos y coherentes de las últimas décadas. No podemos permitirlo. Y no vamos a permitirlo. Somos muchas las personas que, con este nuevo acto de terrorismo de Estado que es el secuestro de Otegi y de sus compañeras y compañeros de lucha, hemos sido privadas de una parte irrenunciable de nuestra libertad, hemos sido insultadas en nuestra inteligencia y heridas en nuestra dignidad. Y no vamos a callarnos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compartamos ese número infamante que solo infama a quienes lo adjudican. Llevémoslo en forma de pin o de pegatina, de camiseta o de pintada, pongámoslo en todas partes, convirtámoslo en un clamor silencioso. Y no porque Otegi merezca o necesite más apoyo que otras presas y presos políticos, sino porque las circunstancias han hecho que su caso ponga en evidencia con especial claridad las contradicciones de nuestra falsa democracia, la miseria de nuestras instituciones y la ruindad de nuestros gobernantes. Su esperpéntico juicio lo convierte en testigo de cargo del juicio de la Historia, que no absolverá a sus jueces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Al igual que los Cinco, los patriotas cubanos secuestrados por el Gobierno de Estados Unidos, Otegi es criminalizado y se enfrenta a una larga condena por luchar contra la violencia y por defender un proyecto político opuesto a la barbarie capitalista. Al igual que Nelson Mandela en su día, Otegi es criminalizado y se enfrenta a una larga condena por luchar contra la persecución de un pueblo y la negación de su identidad. Al igual que hace cien años el caso Dreyfus puso de relieve el profundo antisemitismo de la burguesía francesa, el caso Otegi ha puesto de manifiesto con especial claridad el alarmante auge de un violento nacionalismo español que es heredero directo del franquismo, profundamente antivasco (y anticatalán, y antigallego…), apoyado por poderosos sectores de la política parlamentaria y de los medios de comunicación.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y al igual que a Dreyfus, a Mandela y a los Cinco, a Otegi le da la razón la fuerza de los hechos, y los hechos son obstinados: tan obstinados como los pueblos que luchan por su libertad. Por eso ha obtenido un amplio apoyo internacional que crece día a día y que obliga a sus secuestradores a pagar un altísimo precio político por su iniquidad. Podemos conseguir, y lo conseguiremos, que ese precio acabe siendo inasumible&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nelson Mandela puso su número de recluso en la prisión de Robben Island, el 46664, al servicio de la lucha contra el sida. Pongamos el 8719600510, el número de Otegi, al servicio de la lucha contra otro virus no menos letal y epidémico: el del nacionalismo español. “El sida ya no es solo una enfermedad: es una cuestión de derechos humanos”, era el lema de la campaña de Mandela; sin más que cambiar “sida” por “españolismo”, sirve para la nuestra.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-4946699738179612881?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/4946699738179612881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=4946699738179612881' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/4946699738179612881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/4946699738179612881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/06/8719600510.html' title='8719600510'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ZTqFeasDgig/TgyyXOHbGII/AAAAAAAACM0/Luj5zterBOI/s72-c/otegi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-3095767521647406635</id><published>2011-06-30T09:48:00.000-07:00</published><updated>2011-06-30T09:55:38.413-07:00</updated><title type='text'>País Basco: é crime fazer política, democrática e pacífica</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Mezy5d4mWAI/TgyqDeQxFxI/AAAAAAAACMs/ZzPs7Nyrnd8/s1600/presosbascos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 108px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Mezy5d4mWAI/TgyqDeQxFxI/AAAAAAAACMs/ZzPs7Nyrnd8/s400/presosbascos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624057011318626066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Basta de julgamentos políticos, soluções políticas para Euskal Herria!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O julgamento de Rafa Díez, Amaia Esnal, Sonia Jacinto, Txelui Moreno, Arnaldo Otegi, Arkaitz Rodríguez, Mañel Serra e Miren Zabaleta iniciou-se com as questões prévias apresentadas pela defesa dos oito arguidos, que propôs ao tribunal que incluísse como prova uma declaração juramentada de dirigentes do EA como Pello Urizar, Unai Ziarreta, Rafael Larreina, Elisa Saiz de Murrieta, Luis Mariano Alava e Ikerne Badiola, que tinham sido impedidos de participar no julgamento como testemunhas.&lt;br /&gt;Após um intervalo, o tribunal acabou por aceitar que todos esses dirigentes do EA, com excepção de Alava, compareçam como testemunhas, apesar da oposição do magistrado Vicente Mota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafa Díez, duas horas de depoimento&lt;br /&gt;O interrogatório aos arguidos começou com Rafa Díez, que apenas respondeu ao seu advogado.&lt;br /&gt;Depois de explicar que trabalho realizava no sindicato depois de ter deixado de ser secretário-geral, Díez referiu-se a Arnaldo Otegi, com quem mantém uma relação próxima há vários anos «em todos os âmbitos». Disse que, após o processo de negociação de 2006, ambos consideravam necessário um debate no seio da esquerda abertzale sobre uma mudança de estratégia. Otegi foi encarcerado pouco depois e, enquanto esteve na prisão, Díez encarregou-se de transmitir essa reflexão a pessoas determinantes dentro da esquerda abertzale, bem como a outros agentes políticos e sindicais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Otegi saiu da prisão, em Agosto de 2008, retomaram a necessidade de promover um debate «de grande peso» entre as bases da esquerda abertzale, para abordar a mudança de estratégia, pois «para nós era claro que tinha de ser um debate aberto, claro e contundente. Não havia lugar para a co-habitação com a estratégia anterior, fundamentalmente com a luta armada».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ex-líder do LAB afirmou que «de forma alguma» houve «dependência, controlo ou subordinação» à ETA nessa reflexão, tendo dito que agiam de «forma autónoma, sem qualquer tipo de tutelagem» com vista a alcançar «um cenário de paz definitiva e soluções democráticas».&lt;br /&gt;«A nossa aposta era muito clara», afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisou ainda que no dia 5 de Agosto de 2009, dois meses antes de serem detidos, se reuniram para «dar corpo a uma proposta histórica», que seria depois debatida entre as bases da esquerda abertzale.&lt;br /&gt;«Deixámos pronta a coluna vertebral da Declaração de Altsasu», que foi apresentada um mês depois da operação policial, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arkaitz Rodríguez&lt;br /&gt;O segundo a depor foi Arkaitz Rodríguez, que também não respondeu ao magistrado da acusação. Tal como Rafa Díez, considerou que surgiu um grupo improvisado «não formal, não estruturado e aberto», para promover o debate interno na esquerda abertzale, que entendia que «o único caminho para a acumulação de forças passava por uma estratégia pacífica e democrática».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puderam verificar que as bases da esquerda abertzale partilhavam essa ideia, pelo que procuraram que alastrasse «como uma mancha de azeite», para ir ganhando adeptos.&lt;br /&gt;«Eram reflexões muito concretas que se referiam à necessidade de propor um debate em profundidade no seio da esquerda abertzale que visasse superar a estratégia que até essa altura se levava a cabo e substitui-la por outra que recorresse exclusivamente a vias políticas e democráticas», afirmou.&lt;br /&gt;Disse que ele também esteve, em Agosto de 2009, na sede do LAB e confirmou, como tinha dito Díez, que estavam a concluir o esboço da proposta para o debate. Também negou que recebessem instruções da ETA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Dez anos de prisão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A Procuradoria da Audiência Nacional espanhola pede para cada um deles dez anos de prisão, acusando-os de ter tentado reconstruir o Batasuna, após a ilegalização dessa força política abertzale, através daquilo que denomina «grupo Bateragune». Mais ainda, o magistrado Vicente González Mota afirma no seu texto de acusação que a tarefa do Bateragune consistia em «levar o confronto político até um ponto culminante», agindo para tal em dois sentidos: a «neutralização de qualquer espaço da esquerda abertzale sem a ETA» e a «acumulação de forças para a construção nacional através de um pólo soberanista subordinado aos fins e métodos da ETA».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Apoio Internacional &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comunicado conjunto dos comités de apoio e grupos de Euskal Herriaren Lagunak (Amigos do País Basco) de todo o mundo, face à nova tentativa de criminalização da actividade política e ao julgamento relativo ao «caso Bateragune», que se iniciou na segunda-feira passada, dia 27 de Junho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os polícias-testemunhas não apresentam uma única prova contra os arguidos no «caso Bateragune»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dezena de agentes da Polícia espanhola foram depor à AN espanhola no terceiro dia do julgamento relativo ao «caso Bateragune», mas o seu testemunho foi totalmente irrelevante. Vigiaram os acusados ou escutaram as suas conversas telefónicas, mas os únicos factos que apresentaram foram reconhecidos por eles ou foram, muito simplesmente, públicos.&lt;br /&gt;VER: Gara&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-3095767521647406635?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/3095767521647406635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=3095767521647406635' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/3095767521647406635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/3095767521647406635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/06/pais-basco-e-crime-fazer-politica.html' title='País Basco: é crime fazer política, democrática e pacífica'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Mezy5d4mWAI/TgyqDeQxFxI/AAAAAAAACMs/ZzPs7Nyrnd8/s72-c/presosbascos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-7952566409715252014</id><published>2011-06-29T16:54:00.000-07:00</published><updated>2011-06-29T17:39:02.340-07:00</updated><title type='text'>Ha 30 anos nascia o  Movimento Anti-Utilitarista nas Ciências Sociais- MAUSS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-tT_RK6ueybE/TgvCrX0STZI/AAAAAAAACMk/ZpsQ-fpyces/s1600/alain.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 254px; height: 186px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-tT_RK6ueybE/TgvCrX0STZI/AAAAAAAACMk/ZpsQ-fpyces/s400/alain.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623802610085678482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Oprincipal problema que se abate sobre nossas sociedades não é apenas a privatização generalizada, a submissão de todas as esferas de atividade a uma norma mercadológica e financeira hegemônica, mas, no turbilhão desta omnimercantilização e omnifinanceirização, a subordinação de todos os nossos atos a uma lógica da avaliação quantificada"&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Alain Caillé&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ha 30 anos nascia o Movimento Anti-utilitarista nas Ciências Sociais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi no ano de 1981,durante um colóquio sobre o Dom no Centro Thomas-More, em Arbresle, próximo à Lyon,na França que Alain Caillé percebe a recorrência de um discurso dominante,  de que apenas o cálculo do interesse,consciente e racional para uns, escondido nos recônditos do inconsciente para outros,  que prevalecia em  todas as  disciplinas das ciências sociais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decide então criar uma associação sem fins lucrativos e dispor de um órgão de difusão das ideias contrárias a essa lógica dominante. Buscava estimular um pensamento "antiutilitarista". Surgia assim o  Movimento anti-Uitilitarista nas Ciências sociais-, cuja sigla MAUSS é uma homenagem a principal referência teórica do movimento, o antropólogo MArcel Mauss. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcel Mauss,foi o  autor do clássico "Ensaio sobre a dádiva" (1925)que apresenta a tese segundo qual as sociedades arcaicas não se baseiam na troca mercantil – que elas simplesmente ignoram -, mas sobre qualquer coisa muito mais complexa, que ele chama de a tripla obrigação: dar, receber, retribuir. Como toda dádiva obriga, o dom se torna um poderoso operador social. O dom em questão, é preciso lembrar, não advém da caridade. Ele não é o efeito de um altruísmo oposto ao egoísmo econômico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como explica o própio Caillé, trata-se de um dom “agonístico”, “uma forma de guerra”, mas de uma guerra “de generosidade”. O mais importante, todavia, e que, segundo o reconhecimento dos membros do movimento resume melhor seu projeto, está na conclusão o pai da antropologia moderna: o homem não foi sempre um animal econômico. O Homo oeconomicus seria então uma invenção moderna. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tese igualmente partilhada pelo economista e antropólogo de origem húngara Karl Polanyi (1886-1964), outra figura de referência do movimento. Contrariamente ao que pensa a maioria dos historiadores, sublinha, “o mercado é uma instituição recente”. Na maior parte das sociedades, o econômico está “encravado” no social, impedindo toda autonomização do Homo oeconomicus. E assim ele se mantém sob controle. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antigo assistente de Claude Lefort, cofundador, junto com Cornelius Castoriadis, da revista Socialismo ou Barbárie, Alain  Caillé é hoje  o principal teórico e militante do chamado Anti-utilitarismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que é o anti-utilitarismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como seu nome indica, o movimento anti-utilitarista é, desde o princípio, um movimento de oposição. O antiutilitarismo é primeiramente um antieconomismo. Ele recusa a generalização do Homo oeconomicus como modelo explicativo de toda ação humana. Ele contesta a ideia de que não haveriam nem sociedades nem grupos, mas apenas indivíduos animados por seus interesses egoístas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual o espaço dessa teoria no campo anticalitalista? O que tem de diferença em relação às teorías revolucionárias do século XIX como o socialismo, comunismo, o anarquismo, que pautaram o movimento social e pautam até hoje? &lt;br /&gt;O que Alain Caillé quer dizer quando defende uma "democracia asociacionista", e o que seria o "convivialismo"? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas estas questões, certamente, não estarão isentas de críticas por parte dos mais ortodoxos, e como antes de tudo somos anti-ortodoxos, acreditamos que é importante conhecer essa contribuição teórica que vem adquirindo grande espaço, principalmente a partir de estudos sobre a prática da Outra Economia na América Latina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com este objetivo publicamos uma entrevista com Alain Caillé que de forma muito clara e objetiva, apresenta os pressupostos do anti-utilitarismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;10 questões à Alain Caillé [Entrevista]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Revista do MAUSS em 24 março 2011 por Valéry Rasplus*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu quarto convidado é Alain Caillé, professor de sociologia e economista da Universidade de Paris X, onde dirige a especialização Sociedade, Economia, Política e Trabalho (SEPT) do Mestrado em Ciências Sociais e Sociologia (escola doutoral “Economia, Organizações e Sociedade”, da qual é membro do diretório) e anima o GÉODE (Grupo de estudos e de observação da democracia), laboratório de sociologia política que se fundiu ao laboratório de filosofia política contemporânea de Paris X – Nanterre, para constituir o SOPHIAPOL (sociologia, filosofia e antropologia políticas), do qual é co-diretor, junto à Christian Lazzeri. É o fundador do movimento anti-utilitarista nas ciências sociais e dirige a Revue du MAUSS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Valéry Rasplus:&lt;/span&gt; Desde 1981 seu nome está associado à revista do Mauss (inicialmente, Le bulletin do MAUSS [1981-1988], em seguida La Revue du MAUSS trimestrielle [1988-1993] e finalmente La Revue du MAUSS semestrielle). Como surgiu a ideia de criar esta revista que hoje está plenamente inserida no cenário intelectual francês e internacional?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alain Caillé: O ponto de partida foi o seguinte: em 1981 eu vi o anúncio de um colóquio sobre a dádiva em L’Arbresle, que reuniria filósofos, economistas, psicanalistas etc. Fascinado há anos pelo Ensaio sobre a dádiva de Mauss (e por Karl Polanyi), principalmente porque ele parecia refutar tudo o que me haviam ensinado nas ciências econômicas (à época eu era doutor em ciências econômicas, mas igualmente assistente de sociologia na Universidade de Caen), resolvi comparecer ao colóquio. Alguns de nós se surpreenderam ao perceber que nenhum dos palestrantes parecia ter lido Mauss. E mais ainda, com a convergência entre economistas e psicanalistas sobre a ideia de que o dom não existe, que não passa de ilusão e ideologia, uma vez que não se tem nada sem nada. Esta forma de pensar era perfeitamente congruente com a evolução recente da sociologia, sobre a qual alertei em um artigo de Sociologia do trabalho: “A sociologia do interesse é interessante?” (1981), no qual apontei a surpreendente convergência, ao menos em um ponto essencial, entre autores aparentemente diametralmente opostos: Raymond Boudon e Michel Crozier, do lado liberal; Pierre Bourdieu, do lado neomarxista. Para uns, como para outros, a integralidade da ação social se explicava por cálculos de interesse, conscientes para os dois primeiros, inconscientes para o terceiro. Todos os três, para além de suas diferenças gritantes, comungavam assim do que eu chamei de axiomática do interesse, tão bem representada em L’Arbresle. Para esta sociologia então dominante, o homo sociologicus era, no fundo, apenas uma variante, um avatar ou um disfarce do homo oeconomicus. De acordo com o que alguns de nós constataram em L’Arbresle decidimos, Gerald Berthoud, professor de antropologia da Universidade de Lausanne, e eu, criar uma espécie de boletim informativo ou uma coleção periódica de working papers capaz de favorecer os intercâmbios entre economistas, antropólogos, sociólogos, filósofos etc. que partilhavam deste espanto e desta inquietude face à evolução do pensamento nas ciências sociais e na filosofia política. Realmente, em toda parte – nós o descobriríamos pouco a pouco –, passou-se de uma perspectiva abertamente holística, que havia dominado durante os Trinta Gloriosos[1], a um individualismo tanto ontológico quanto metodológico. E esta visão hiper-individualista caminhava junto ao triunfo generalizado da axiomática do interesse. As mudanças se viam tanto em filosofia política, seguindo o turbilhão de A teoria da justiça de John Rawls (1971) – questionando-se como “homens econômicos ordinários”, mutuamente indiferentes, podem definir as normas de justiça – quanto em biologia, onde floresciam a teoria do gene egoísta ou a sociobiologia. Em economia, os “novos economistas” trilhavam seus avanços e a nova microeconomia, baseada na teoria dos jogos, oferecia ao modelo econômico generalizado sua lingua franca. Em resumo: durante dois séculos os economistas haviam afirmado que o modelo do homo oeconomicus, o indivíduo calculador racional, apreensivo em relação aos seus próprios interesses, era notoriamente irrealista – apesar de permitir ao menos explicar o que acontece no mercado de bens e serviços –, relegando o estudo das outras facetas do humano e do social a outras disciplinas. A partir dos anos 70, eles começaram a proclamar que o modelo econômico permite também explicar a totalidade da ação social – o amor, o crime, a fé, a relação do saber etc. E, em suma, sociólogos, biólogos ou filósofos lhes davam razão. Nós iniciávamos então uma revolução no campo do pensamento. Ou melhor, uma contra-revolução intelectual que andava ao lado de uma revolução na divisão do trabalho intelectual e científico. Foi apenas após esse movimento que compreendemos que esta evolução intelectual contra-revolucionária havia antecipado e legitimado o triunfo da globalização neoliberal. Se os homens não são mais que homo oeconomicus, então, de fato, todas as esferas da sociedade deveriam ser organizadas segundo as regras do mercado e submetidas à lei do rendimento financeiro máximo. E todo o resto é literatura. Todo o trabalho do MAUSS durante estes trinta anos consistiu em buscar nas ciências sociais e na filosofia moral e política por fundamentos que escapassem à axiomática do interesse, i.e., não utilitaristas. Ou, mais precisamente, anti-utilitaristas. Nós acreditamos tê-los encontrado na descoberta de Mauss: todas as sociedades primeiras, arcaicas e tradicionais, mutatis mutandis, se basearam naquilo que Mauss chamava a tríplice obrigação de dar, receber e retornar. Nesse processo ele identificava igualmente, e corretamente, creio eu, “a rocha da moral eterna”. Todavia, é necessário precisar este ponto, uma vez que somos constantemente obrigamos a aí retornar. Se opor à axiomática do interesse, ser anti-utilitarista, não significa desdenhar das considerações da utilidade, pôr em dúvida a força dos interesses e, menos ainda, postular que os humanos são “altruístas” (basta ler Ensaio sobre a dádiva para se convencer do contrário). Porém, o interesse, que prefiro chamar de o interesse por si, é apenas um dos quatro motores principais da ação – e não o único motivo –, ao lado da obrigação (social ou biológica), do interesse pelos demais (da empatia) e da liberdade-criatividade. O interesse por si não explica tudo e não deve dominar tudo. É preciso saber a parte que lhe cabe, mas também as partes que cabem a outras considerações, ou até se opor completamente, em último caso. Daí a dimensão “anti” do anti-utilitarismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Valéry Rasplus: O que me tocou – guardadas as devidas proporções – quando da leitura dos números e dos autores, foi o interesse que esta revista poderia suscitar tanto em alguém íntimo das teorias situacionistas como Jean-Pierre Voyer, quanto em um “neodireitista” como Alain de Benoist – ambos já escreveram na Revista do MAUSS. Como você explica esta grande diferença de atração?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alain Caillé: É que a história do anti-utilitarismo é tão antiga quanto a do utilitarismo (cf., por exemplo, Le bonheur et l’utile. Histoire raisonné de la philosophie morale et politique, sob a direção de A. Caillé, Ch. Lazzeri e M. Senellart, Champs/Flammarion, 2 tomos). Há, portanto, tantas variedades dentro do anti-utilitarismo quanto dentro do utilitarismo (cf., por exemplo, a diferença entre um R. Boudon e um P. Bourdieu). O MAUSS pôde então servir de atrator, mais ou menos estranho, a autores de fronteiras bem diferentes. Hoje nós ecoamos, entre outros e, por exemplo, tanto do lado católico – daquilo que resta –, quanto do que resta do comunismo! Mais geralmente, e mais profundamente, o que nós fazemos e ensaiamos pensar se dirige à todos que não se resignam ao não-sentido, à insignificância, como dizia Castoriadis, e que recusam a redução da vida em sociedade a um conjunto de procedimentos formais: o mercado financeiro, o Direito, as regras administrativas, a avaliação quantificada do mérito ou da utilidade social etc. Porém, a tradição de pensamento político na qual nos inserimos, de nossa parte, é aquela de um socialismo associacionista e liberal, ou democrático, aquele que se estende de Leroux à Jaurès (de quem Mauss era um dos companheiros mais próximos) e que nós tentamos atualizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Valéry Rasplus: Você explica que a concepção maussiana da dádiva é propriamente política. Como você concebe uma boa política?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alain Caillé: A concepção maussiana da dádiva é de fato política. Dar é o ato político por excelência, uma vez que permite transformar os inimigos em aliados, fazendo com que haja algo ao invés de nada, vida ao invés de morte, ação ou obra ao invés de vazio. Mas, reciprocamente, o político é propriamente “donatista”. O político pode ser considerado como a integral das decisões pelas quais os membros de uma comunidade política aceitam dar e se dar uns aos outros, ao invés de se afrontar; se confiar ao invés de se desafiar. A política é apenas a interpretação, mais ou menos correta, fiel e bem-sucedida do político. Uma comunidade política pode ser concebida como o conjunto daqueles que recebem e a quem se dá. E uma comunidade democrática, como aquela na qual as dádivas entre cidadãos são feitas primeiramente enquanto dons ao espírito da democracia (e não aos ancestrais, a Deus ou a qualquer entidade transcendente). A boa política é, antes de tudo, aquela que favorece o desenvolvimento da democracia desejada primeiramente por ela mesma – e não por razões instrumentais –, enquanto permite à maioria se ver reconhecida como doadora ou como tendo doado qualquer coisa. O que supõe que ela esteja capacitada a fazê-lo e que suas “capacidades” sejam então maximizadas. Concretamente, a boa política é aquela que contribui para instilar e instituir a autonomia política da sociedade civil associacionista, que não é naturalmente dada e não é auto-explicativa. A filosofia republicana francesa, solidária, tomava o indivíduo não como um ponto de partida – diferentemente do liberalismo econômico, o liberismo –, mas como um objetivo, e aspirava a educá-lo de forma que ele conquistasse sua autonomia face ao Estado instituidor. Essa palavra de ordem é sempre atual, mas deve ser completada pela instituição da autonomia do mundo das associações. Se vamos entrar em mais detalhes, então me sinto tentado a retomar um fragmento do “Manifesto por uma economia política institucionalista” (publicado em La Revue Du MAUSS semestrielle nº 30, 2007), na qual transparecia um grande acordo entre os animadores de diversas escolas econômicas heterodoxas sobre os seguintes pontos (que aqui cito):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não pode haver eficácia econômica durável sem que seja edificada uma comunidade política e ética durável, forte e viva. E não pode haver comunidade política durável e viva que não partilhe de certos valores centrais e da mesma noção de o que é justo. Se não for assim, ela não é também uma comunidade moral. Nenhuma comunidade política moderna pode ser edificada sem se referir a um ideal de democracia. A característica de um regime e de uma sociedade democrática é que eles se preocupam de forma efetiva em dar poder (empowerment) ao maior número de pessoas possível e que o provam ajudando-lhes a desenvolver suas capacidades. Nenhuma comunidade política pode ser edificada e perdurar se não partilhar de certos valores centrais, e não pode ser viva se a maioria de seus membros não estiver persuadida – através de qualquer forma de common knowledge e de convicção partilhada – que o maior número dentre eles (e especialmente os líderes políticos e culturais) os respeita de fato. É a partilha mais ou menos maciça dos valores comuns que torna mais ou menos forte o sentimento de que a justiça reina, este sentimento que é o cimento primeiro da legitimidade política. Se a existência, a durabilidade e a sustentabilidade da comunidade política não são consideradas evidentes, mas, ao contrário, como alguma coisa que deve ser produzida e reproduzida, então parece imediatamente necessário estender a Teoria da justiça de John Rawls. Porque não basta dizer que as desigualdades só são justas à medida que contribuem para a melhoria de vida dos mais mal colocados (mesmo que isto seja importante). Convém acrescentar que as desigualdades apenas são suportadas quanto não são excessivas ao ponto de explodirem e despedaçarem a comunidade moral e política. Se a democracia não é vista apenas como um sistema político e constitucional; se, de forma geral, a pensamos em relação à dinâmica do empoderamento (empowerment) das pessoas, então não basta imaginar um sistema de divisão de poderes e de contra-poderes dentro de um sistema político (ainda que seja absolutamente necessário), entre o executivo, o legislativo e o judiciário (ao que seria necessário acrescentar o quarto poder, o da mídia). É igualmente necessário instaurar um sistema de equilíbrio dos poderes entre o Estado, o Mercado e a Sociedade, assim como, do estrito ponto de vista econômico, entre a troca mercantil, a redistribuição estatal e a reciprocidade social.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Valéry Rasplus: Você se encontra próximo a atores políticos ou partidos políticos com visões semelhantes e possíveis soluções evocadas pelo MAUSS?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alain Caillé: Infelizmente, não. Ou quase. O MAUSS se coloca à esquerda, ou no turbilhão ou na tradição da esquerda. Mas temos muitos problemas em encontrar atores políticos que exprimam o que nós tentamos pensar. Dito isto, não somos os únicos; este é o caso de um grande número de franceses. Ou ainda, digamos que existe hoje uma grande distância entre o político e a política. Mais precisamente, me parece que existe um enorme espaço não ocupado, não pensado, não formulado, não representado à esquerda do PS e à direita da esquerda de esquerda onde me parece que potencialmente nos situamos – estando entendido que a representação bi-dimensional da política, sobre o único eixo direita/esquerda é infinitamente muito simples. Ao eixo da igualdade é preciso acrescentar aquele da liberdade e, diagonalmente, aquele do espaço e do tempo da solidariedade[2]. Ora, não podemos excluir a possibilidade de que este espaço ainda tão virgem não esteja em pouco tempo bastante povoado. Por exemplo: nós defendemos há muito tempo (em harmonia com a concepção da democracia exposta neste momento) a idéia de que é preciso instaurar conjuntamente um rendimento mínimo incondicional e um rendimento máximo (ainda que elevado). A primeira proposta passa com dificuldade; a segunda, em hipótese alguma. Apresentando esta idéia há alguns anos ao PS ou à ATTAC, eu a vi ser escanteada nos dois casos. Depois de alguns meses, ela se tornou uma proposição cada vez mais partilhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Valéry Rasplus: Muitas pessoas públicas (políticos, economistas etc.) evocam a moralização mais ou menos crítica da economia mercadológica capitalista. A moral e a economia podem realmente entrar em acordo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alain Caillé: Desde Mandeville e Adam Smith (apesar de suas críticas à Mandeville) a legitimidade da economia de mercado se destina a residir em seu amoralismo, i.e., no fato de que ela pode e deve funcionar sem que os agentes econômicos se preocupem com a sorte de seus congêneres ou concidadãos. Mas este amoralismo se faz passar por um moralismo superior. Se todo o mundo se comporta assim, de forma amoral, então deve resultar – nos ensina a ciência econômica padrão – a maior prosperidade possível e, logo, a maior felicidade da maioria. O que há de mais moral e mais altruísta, em suma, do que o egoísmo generalizado? Ora, nós sabemos bem, nós vemos bastante bem que não é assim que isso funciona. Podemos reintroduzir na economia a moral que daí foi expulsa? Esta questão levanta duas respostas principais: a primeira, que faz apelo aos bons sentimentos e à filantropia e, hoje, ao empreendedorismo social. A segunda, que confia apenas nas regulações políticas do mercado. Pessoalmente, aceito as duas, acrescentando, como muitos outros, uma terceira solução: a economia social e solidária, esta vertente econômica da sociedade civil associacionista elevada ao seu mais alto grau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Valéry Rasplus: Existe uma relação entre o anti-utilitarismo e o decrescimento?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alain Caillé: Sim, muitas e complexas relações. Um dos defensores mais conhecidos do decrescimento é meu amigo Serge Latouche, membro do MAUSS desde o princípio, e que apresentamos freqüentemente no movimento, de forma amical e humorística, como o anti-papa do MAUSS. Recentemente ele fez a honra de me nomear, reconvencionalmente, o anti-papa do decrescimento. Para ele, o anti-utilitarismo leva necessariamente ao decrescimento. Esse não é meu sentimento. Eu não acredito de fato nesse slogan. E acredito menos ainda que se trate, de fato, de um verdadeiro slogan, cujo conteúdo concreto é dos mais obscuros. Ou ainda, naquilo que os próprios decrescentes chamam de um “mot-obus”, uma palavra de ordem, cujo mérito principal é provocar e incitar a discussão, mas donde não é preciso realmente pesquisar o conteúdo. S. Latouche, aliás, se apresenta como “a-crescente”, agnóstico da questão do crescimento, mais que decrescente. Apesar desta evolução, eu tenho contra a corrente do decrescimento duas objeções principais: 1. Só se pode propor aos humanos que renunciem a crescer economicamente se lhes sugerirmos outras vias de expansão de sua capacidade de viver e de agir. Quais? 2. O decrescimento não sabe o que fazer com a base do ideal democrático moderno. A idéia de auto-organização em pequenas entidades auto-suficientes é totalmente ilusória. Dito isto, ao contrário, dois pontos me parecem extremamente evidentes e seguem na mesma direção do que buscam os decrescentes. 1. O consenso democrático não poderá mais se apoiar, nos países ricos, em fortes taxas de crescimento. 2. E eles não poderão durar muito tempo nos países emergentes sem devastar definitivamente a Natureza. É preciso então buscar por fundamentos pós-utilitaristas – pós-crescentistas – à democracia. Uma outra maneira de viver juntos. Nós nos encontramos então, S. Latouche, Patrick Viveret (defensor dos novos indicadores de riqueza e da simplicidade voluntária) e eu, para defender em um livro recente (“De la convivialité. Dialogues sur la société conviviale à venir”. La Découverte, 2011) a idéia de que após o liberalismo, o socialismo ou o comunismo era chegado o tempo do “convivialismo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Valéry Rasplus: Retornemos a uma problemática talvez mais antropológica. Os homens e as sociedades podem dispensar os ritos (de iniciação, de passagem, de agregação, de instituição etc.)?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alain Caillé: Eu, digo, nós, infelizmente não desenvolvemos ainda uma reflexão sobre este ponto essencial. Me parece que os rituais devem ser considerados como formas de encenação e visibilidade da tripla obrigação de dar, receber e retornar que insistem sobre a dimensão da obrigação e sua necessária repetitividade. Se tal é o caso, então a sobrevivência do espírito e da efetividade da dádiva passam de fato pelos ritos, que não saberíamos suprimir sem causar danos. Resta refletir sobre o que poderiam e deveriam ser rituais adaptados ao espírito da democracia, que não se afundem nem em um ritualismo artificial e antiquado, nem no ritualismo do anti-ritualismo e da desritualização obrigatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Valéry Rasplus: Eu evoquei há alguns meses a tentativa de David Graeber de traçar um paralelo entre antropologia e anarquismo. Você pensa em publicar um número sobre “anarquia e anti-utilitarismo”?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alain Caillé: Eu não conhecia esse livro de D. Graeber, de quem já publicamos vários artigos e que considero como um companheiro de estrada precioso para o MAUSS. Seu “Towards an Anthropological Theory of Value”, que tenta pensar ao mesmo tempo o valor no sentido econômico, no sentido lingüístico e no sentido antropológico, é absolutamente admirável. Descobri por acaso, há uns dez anos, que ele tinha publicado em uma revista online americana, In There Times, um artigo intitulado “The New Maussketeers”, “Os novos Maussqueteiros”, que explicava que após o desaparecimento dos grandes nomes da French Theory a única coisa interessante que subsistia na França era… o MAUSS (este artigo se encontra, em francês e em inglês, no site www.revuedumauss.com). Evidentemente, era bastante agradável de ler. E, além disso, Graeber conhecia incrivelmente bem o início, a concepção, portanto algo confidencial, do MAUSS (descobri mais tarde que ele tinha sido assistente de Marshall Sahlins, a quem tínhamos enviado todos os nossos primeiros manuscritos). Menos anedoticamente: Junto a MAUSS, claro, e Karl Polanyi, Pierre Clastres é sem dúvida um dos principais inspiradores do MAUSS. Me parece que seu trabalho foi particularmente bem desenvolvido por Catherine Alès, autora de L’ire et le désir (Karthala), de quem podemos ler um artigo neste mesmo número. Nesse artigo, Graeber mostra como toda sociedade combina diversos modos de distribuição de bens e, logo, diferentes tipos de poder: reciprocitário, comunista, autoritário. Linda demonstração, mas que me parece limitar o alcance do ideal anarquista uma vez que indica que nos seria necessário aprender a combinar diversas lógicas. Mas por que não, realmente, um número sobre antropologia e anarquismo que permitisse medir o que nos resta de Clastres e aquilo que é preciso atualizar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Valéry Rasplus: Você publicou em 2009 um número especial sobre a universidade em crise, mas o que acontece com a pesquisa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alain Caillé: Eu acredito que ela também está em crise. E notadamente no domínio que nos concerne, das ciências humanas e sociais. A hiper-especialização leva, nesse domínio, a um insignificante crescimento (no sentido de Castoriadis) e esta hiper-especialização e esta insignificância são ainda mais acentuadas pela lógica devastadora da avaliação bibliométrica quantitativa do valor das pesquisas. Lógica fortemente contraproducente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Valéry Rasplus: Com mais de trinta anos de reflexão sobre a dádiva e a contra-dádiva, o que podemos retirar de “útil”, hoje, desta prática de reciprocidade para nossa sociedade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alain Caillé: Voltando à questão precedente, o principal problema que se abate sobre nossas sociedades não é apenas a privatização generalizada, i.e., a submissão de todas as esferas de atividade a uma norma mercadológica e financeira hegemônica, mas, no turbilhão desta omnimercantilização e omnifinanceirização, a subordinação de todos os nossos atos a uma lógica da avaliação quantificada. Ora, esta lógica leva sistematicamente à concessão de um privilégio absoluto àquilo que os economistas chamam de as motivações extrínsecas, sobre as motivações intrínsecas. Motivações extrínsecas, aquelas que são indiferentes às especificidades da ação particular: a busca de uma remuneração, do poder ou do prestígio. Motivações intrínsecas, aquelas que dependem da especificidade do domínio da atividade: tudo aquilo que se faz pelo senso de dever, por amizade ou compaixão, por prazer pela ação em questão (fazer pesquisa, escrever, brincar etc.), ou seja, pelo espírito da dádiva. Se esta evolução chegasse ao fim, então nada mais teria sentido. Tudo aquilo que dá valor à vida, i.e., as coisas sem preço, seria reabsorvido e dissolvido em utilidade e instrumentalidade. Que podemos reter dessas considerações para nossas sociedades? O sentido de utilidade do inútil, sem dúvida. Mais especificamente: nossa democracia terá se baseado em fundamentos utilitaristas – os indivíduos se agrupando em sociedade apenas em vista de sua própria vantagem – e sobre a perspectiva de um crescimento econômico infinito. Esta perspectiva não é mais crível. É preciso então imaginar à democracia fundamentos anti ou supra-utilitaristas, i.e., que dão toda sua carga e todo seu valor às motivações intrínsecas da ação. É nesse sentido que nós advogamos, Marc Humbert, Serge Latouche, Patrick Viveret e eu, pelo futuro de um convivialismo, de uma arte de viver juntos, “se afrontando sem se massacrar”, como dizia Mauss, que se apresentaria como o digno sucessor do liberalismo, do comunismo e do socialismo (e do anarquismo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;CAILLÉ, Alain. 10 questões para Alain Caillé : entrevista concedida à Valéry Rasplus. Tradução de Maíra Albuquerque. Nouvel Obs Blogs. Publicada em 01 de março de 2011. Disponível em : &lt;http://valery-rasplus.blogs.nouvelobs.com/archive/2011/02/27/10-questions-a-alain-caille.html&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Tradução de Maíra Albuquerque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] NT: No original, Les Trente Glorieuses. Termo cunhado por Jean Fourastié para designar o período que sucedeu a Segunda Guerra Mundial, entre 1945 e 1975, na França. Este período foi marcado por um crescimento rápido da população combinado com prosperidade econômica, alta produtividade, alto consumo e pela criação de um sistema de benefícios sociais altamente desenvolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Sobre o eixo da liberdade, nós buscamos, acredito, o bom equilíbrio entre liberdade individual e liberdade coletiva. Sobre o da solidariedade, o com equilíbrio entre a solidariedade entre os vivos, os mortos e as gerações futuras, assim como com a natureza e as culturas, compreendidas em sua diversidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-7952566409715252014?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/7952566409715252014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=7952566409715252014' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/7952566409715252014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/7952566409715252014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/06/30-anos-de-nascimento-do-movimento-anti.html' title='Ha 30 anos nascia o  Movimento Anti-Utilitarista nas Ciências Sociais- MAUSS'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-tT_RK6ueybE/TgvCrX0STZI/AAAAAAAACMk/ZpsQ-fpyces/s72-c/alain.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-9176724955129859485</id><published>2011-06-29T10:21:00.000-07:00</published><updated>2011-06-29T10:35:47.417-07:00</updated><title type='text'>Indignad@s. E agora</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-1uBqRG6bBXg/TgtiSkmbf2I/AAAAAAAACMc/6j9Ekpp3OA8/s1600/manifestacion_indignados.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 221px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-1uBqRG6bBXg/TgtiSkmbf2I/AAAAAAAACMc/6j9Ekpp3OA8/s400/manifestacion_indignados.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623696630904225634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Indignad@s. E agora?&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Josep Maria Antentas e Esther Vivas&lt;br /&gt;Tradução Português: Paulo Marques&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  impressionante jornada de manifestações do 19 de junho passado fechou a  primeira fase dla "rebelião das e dos indignados(as)" aberta em 15 de maio e marca o início de uma nova, ainda por definir. Em um mês ol moviiento experimentou  uma verdadeira ampliação quantitativa e qualitativa. Sua base social se diversificou social e  geracionalmente, e se enraizou por todo o território.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consistência da jornada do dia 19 confirma a profundidade do movimento emergente e do mal estar social que reflexa. Não estamos frente a um fenõmeno conjuntural, mas sim frente ao começo de uma previsível nova onda de mobilizações, da qual a  manifestação de  15 de maio e os acampamentos têm sido a lançadeira e a primeira sacudida. Dois anos e meio depois do estouro da crise, nos quais a apatía e o  medo têm sido a nota dominante, os fatos das últimas semanas confirmam que o protesto social voltou para ficar. E , como quase sempre, o faz reaparecendo de forma inesperada, intempestiva e rompedora, surpreendendo aos proprios e estranhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Internet e as redes sociais, twitter e facebook, têm jogado um papel muito  significativo no desenvolvimento do  movimento, não só  como ferramenta de comunicação, mas sim também como espaço de discusão, de politização e de  formação de uma identidade e um patrimônio compartilhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestas últimas semanas, temos assistido a uma  recuperação da confiança coletiva na capacidade de transformar as coisas. Anos de derrotas e retrocessos e a falta de vitórias que mostraram a utilidade da mobilização têm pesado como uma pedra na lenta reção frente a crise. Mas as revoluções no  mundo árabe e, também, a vitória contra banqueiros e governantes na Islandia transmitiram uma  mensagem muito clara: "Sim, é possível".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A indignação é um começo. Um se indigna, se levanta e depois  já vimos", dizia o filósofo Daniel Bensaïd. Pouco a pouco se vai passando do mal estar a indignação e desta à mobilização. Estamos frente a uma  verdadeira "indignação mobilizada". Do terremoto da crise, surgiu, finalmente, o tsunami da revolta social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento em curso expressa a radicalização social mais importante, ao menos, desde mais de dez anos quando irrompe o  movimento "antiglobalização". Agora, todavía, a profundidade social e territorial dos protestos, que se desenvolvem em plena crise econômica e social, é maior. Tem um duplo eixo constitutivo inseparável: a crítica a classe política e aos poderes econômicos e financeiros. E estes últimos se aponta como responsáveis da crise econômica, e a primeira precisamente por seu servilismo e cumplicidade com o mundo dos negócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE Inspirando na Praça Tahrir, o método "ocupação de praça mais acampamentos" serviu como  elemento motriz para o  movimento no seu início. Os acampamentos e ocupações de praças não têm sido um fim e si mesmas. Têm atuado simultâneamente como referente simbólico e base de operações, de palanque  para propulsar mobilizações futuras, e de porta voz para amplificar as presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O êxito da manifestação de 19 de julho coloca o desafio de como seguir. Quais são os próximos passos ? O  movimento necessita aprofundar ainda seu enraizamento  territorial e a coordenação de assembléias de povos e bairros, até agora seu principal logro organizativo. Em paralelo, a assinatura pendente é estreitar os vínculos com a  classe trabalhadora e levar a indignação aos centros de trabalho, onde ainda domina o medo e a resignação, e poder contestar a política de concertação social que mantém os sindicatos majoritários, o desconcerto dos quais é evidente. Haverá também que seguir trabalhando para definir novas atividades centrales, que permitam unificar desde a pluralidade e fazer convergir  objetivos, e para reforçar moblizações concretas, como já está ocorrendo nos casos dos despejos em muitos bairros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde sua irupção, o  principal êxito do movimento têm sido o de ter posto fim  a passividade resignada e ao desalento social que até agora  imperava. Esta semana marcado um ponto de inflexão . Têm sido dias de tempo acelerado e condensado para queles no qual a confortável rotina dos poderes econômicios e políticos se têm visto surpresamente alterada por um novo ator político e social que aainda tem muitas coisa  que dizer..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Josep Maria Antentas é professor de sociología da UAB e Esther Vivas é membro dol Centro de Estudios sobre Movimientos Sociales (CEMS) de la UPF.&lt;br /&gt;**Artículo publicado en Público (ed. Catalunya), 29/06/2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+ info: http://esthervivas.wordpress.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-9176724955129859485?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/9176724955129859485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=9176724955129859485' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/9176724955129859485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/9176724955129859485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/06/indignads-e-agora.html' title='Indignad@s. E agora'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-1uBqRG6bBXg/TgtiSkmbf2I/AAAAAAAACMc/6j9Ekpp3OA8/s72-c/manifestacion_indignados.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-3500505026350336292</id><published>2011-06-21T09:12:00.000-07:00</published><updated>2011-06-21T09:33:06.517-07:00</updated><title type='text'>Entrevista com Arnaldo Otegi</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-twJibRiblNk/TgDHH04Vu0I/AAAAAAAACMU/bbjYHV3xHAE/s1600/156831_otegi_puno_alto_2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 194px; height: 260px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-twJibRiblNk/TgDHH04Vu0I/AAAAAAAACMU/bbjYHV3xHAE/s400/156831_otegi_puno_alto_2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620711272226339650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nuestras detenciones tenían por objeto abortar el debate y el consiguiente cambio de estrategia de la izquierda abertzale. «Construyeron» un relato acusador y nos encarcelaron. En estos dos años han tratado de mantener dicho relato, que consiste fundamentalmente en negar la evolución de la estrategia de la izquierda abertzale y defender que todo forma parte de un plan elaborado por ETA. Y aunque esa auténtica patraña es cada vez más difícil de sostener (incluso en el Supremo y el Constitucional existe ya división manifiesta), lo van a intentar una vez más.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há apenas um mês o mapa institucional basco conheceu uma grande mudança, após o surgimento da coligação&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;  Bildu&lt;/span&gt; como força legal. Contudo, faltam apenas oito dias para que na Audiência Nacional espanhola inicie o julgamento de dirigentes da esquerda abertzale, que iniciavam este processo que deu origem a coligação vitoriosa.Estarão sentandos no banco dos réus oito pessoas por causa do «caso Bateragune»( articulação política para efetivar a estratégia de participação democrática), sendo uma delas &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Arnaldo Otegi.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;Uma situação aparentemente contraditória, pois o motivo da prisão é organizar um processo que posteriormente se tornou legal (BILDU) e vitorioso nas urnas( mais de 300 mil votos e segunda força política em todo pais basco)  que torna ainda mais relevante a opinião de Otegi, apesar das limitações impostas pelas circunstâncias da prisão - onde se encontra há quase dois anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim reproduzimos aqui a entrevista com Arnaldo Otegi realizada pelo diário GARA.  O questionário enviado pelo Gara começa precisamente com a análise da situação actual e do resultado das eleições de 22 de Maio, e vai até ao julgamento que começa a 27 de Junho, mas as respostas são, acima de tudo, um olhar de longo alcance sobre o processo basco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram-se muitas coisas em Euskal Herria desde a última entrevista concedida por Otegi, até se chegar à viragem de 22 de Maio. No entanto, continua a não existir um panorama normalizado, e a melhor prova disso é que dentro de oito dias ele mesmo se voltará a sentar no banco dos réus da Audiência Nacional, juntamente com sete companheiros. Otegi destaca que a nova estratégia da esquerda abertzale entrou em sintonia com o povo e está a alcançar grandes avanços, mas defende que se deve «continuar a unir forças, em termos tácticos e estratégicos».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Han transcurrido ya unos meses desde su última entrevista. ¿Qué balance hace de la evolución de los acontecimientos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de un balance global en términos políticos, me gustaría resaltar y poner en valor la capacidad y madurez derrochada por la izquierda abertzale, que, aun en condiciones muy adversas, ha sabido modificar en profundidad su estrategia, en sintonía con las necesidades que tiene el proceso de liberación nacional y social en esta fase histórica. Y lo ha hecho, además, manteniendo la unidad y la cohesión frente a unos estados que han intentado por todos los medios neutralizarla, debilitarla e incluso dividirla, cosa que no han conseguido. Ésta es una batalla que estamos ganando al Estado.&lt;br /&gt;En términos políticos, mi balance es que nuestro cambio de estrategia ha roto la agenda de bloqueo que el Estado manejaba con absoluta comodidad. Hoy, quien marca la agenda política en Euskal Herria es el movimiento soberanista e independentista de izquierdas.&lt;br /&gt;Basta con comparar nuestra situación hace tres años con la actual para corroborar no sólo el alcance de nuestros avances, sino la potencialidad liberadora de nuestra nueva estrategia. Hemos incrementado exponencialmente la participación popular en la lucha de masas, he- mos estabilizado marcos de alianza estratégicos con otros sectores populares, hemos variado la correlación de fuerzas, hemos implicado a la comunidad internacional en la resolución del conflicto político, hemos recuperado nuestra credi- bilidad ante nuestro pueblo, y en apenas unos años hemos situado al independentismo de izquierda como segunda fuerza política en Hego Euskal Herria, con más de 310.000 votos. Todo ello no hace sino reforzar nuestra confianza en el camino emprendido, sin olvidar que éste será largo, duro y difícil.&lt;br /&gt;Y en cuanto al Estado español, vemos que su deslegitimación se ha profundizado y que tiene dificultades crecientes para mantener una posición de inmovilismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Madrid sigue manteniendo una estrategia de bloqueo. ¿Cómo lo valora y qué se puede hacer para superarla?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quiero volver a reiterar algo: el Estado sólo modificará su estrategia represiva cuando ésta le genere más costes (en términos políticos, de opinión pública...) que beneficios. Es una cuestión de credibilidad y de relación de fuerzas. En este sentido, la batalla por la legalización de Sortu o la presencia electoral de Bildu me parece que es relevante en términos de pedagogía política. ¿Por qué ha podido finalmente presentarse Bildu? Porque hubo una cascada de adhesiones y pronunciamientos de distintos sectores en favor de Bildu, con lo que la presión a todos los niveles era insostenible, incluso para los ámbitos del Poder Judicial. En este sentido, ha sido una batalla que ha supuesto un paso adelante de la mayoría popular vasca frente a los sectores más reaccionarios del Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De esto podemos extraer una conclusión clara para el futuro: con organización, con suma de fuerzas, con lealtad y cohesión para con la sociedad vasca, con movilización popular en parámetros de confrontación democrático, podemos ganar nuevas batallas en el futuro. Y las ganaremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;¿Qué valoración hace de los resultados de Bildu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los resultados han sido históricos. El independentismo de izquierda ocupa ya el carril central en el espacio político vasco. Estos resultados han originado un auténtico terremoto político. Por un lado demuestran la absoluta falsedad y endeblez de aquellos argumentos que trataban de transmitir la idea de nuestra debilidad e incluso derrota política. Y por otro lado ponen al desnudo la auténtica naturaleza virtual de la realidad que transmitían los pactos PP-PSE o PP-UPN-PSN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;¿Cuáles son las razones de este éxito electoral del independentismo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hay diferentes razones, pero creo que hay una estructural y fundamental: el pueblo vasco ha querido transmitirnos de forma masiva, clara y contundente su apoyo a una estrategia que se desarrolla por vías y cauces exclusivamente pacíficos y democráticos. Me gustaría resaltar una cosa: no ha sido el pueblo vasco quien ha conectado con la izquierda abertzale, sino que hemos sido nosotros quienes hemos acabado por conectar con un deseo ampliamente mayoritario en el independentismo de sustituir la estrategia anterior por una apuesta de confrontación en términos democráticos.&lt;br /&gt;Hay otros factores: el esfuerzo de suma de sectores que ha hecho Bildu, el agotamiento de un modelo de gestión política supeditado a los intereses de las elites económicas, la búsqueda y necesidad de un modelo social alternativo... Todos esos factores han contribuido, sin duda, al éxito electoral del independentismo de izquierdas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;¿Qué ocurrirá ahora? ¿Cree que Bildu podrá gobernar en Gipuzkoa, por ejemplo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permítame una reflexión previa en torno al tema institucional. Hay dos cosas que deberían llenarnos de orgullo revolucionario. Primero, la labor encomiable de los miles de hombres y mujeres de la izquierda abertzale en las instituciones a lo largo de estos 40 años ha demostrado nuestra honestidad y compromiso popular. A nosotros nunca nos han pillado con la mano en la caja del dinero público. Y en segundo lugar destacaría el nerviosismo detectado en determinadas elites económicas y políticas, que sólo obedece a una razón: saben que no nos supeditaremos ni plegaremos a sus intereses, sino a los del conjunto de la sociedad vasca.&lt;br /&gt;Por lo demás, quisiera volver a resaltar algo que ha sido y es santo y seña para la izquierda abertzale en lo que respecta al trabajo institucional. También las instituciones son un instrumento y no un fin en sí mismo. El objetivo no es gestionar las instituciones, sino hacerlo al servicio del cambio político y social que demanda el pueblo abertzale de izquierdas, y hacerlo además con la participación de sectores económicos, sociales y sindicales.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Ha hablado muchas veces de la inevitabilidad de una «segunda transición» en el Estado español. ¿Cómo ve esta cuestión a día de hoy?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El tiempo nos está dando la razón. Hoy todo el mundo es consciente de la necesidad de revisión en profundidad del modelo construido con la reforma posfranquista. Y la crisis económica no ha hecho más que agudizar esa necesidad. Pero no sólo es una crisis económica, sino una crisis política, una crisis de modelo territorial, una crisis de su Estado de Derecho, de su democracia... Todo ello nos dice que estamos llegando a un cuello de botella en que esa segunda transición efectivamente es inevitable.&lt;br /&gt;¿Contempla al Estado con voluntad de encarar esa «segunda transición» en términos democráticos?&lt;br /&gt;No es un problema de voluntad, es un problema de relación de fuerzas. ¿Tenía el Estado voluntad de que Bildu concurriera a las elecciones? Es evidente que no, pero se había articulado una correlación de fuerzas favorable a su legalización...&lt;br /&gt;Creo que debemos extraer una lección de cara al futuro de este hecho y plantearla en términos de reflexión intelectual. Pongamos en un bloque a todos aquellos que se han opuesto a la legalización de Sortu o Bildu: PP, sectores del PSOE, medios de comunicación, sindicatos policiales... ahí se encuentran todos aquellos que se oponen a una democratización real del Estado español. Y pongamos en el otro lado a todos los sectores que se han manifestado a favor de la legalización: sectores del PSOE, PSC, PCE e IU, CiU, PNV, ERC, BNG, Izquierda Castellana, Corriente Roja... ahí están los sectores que sí están interesados en que se desarrolle una auténtica transición democrática en el Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;¿Qué opinión le merece el movimiento 15-M?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La pregunta que habría que plantearse es por qué ha surgido precisamente en este contexto. No hay duda de que la brutal crisis económica está en el origen, pero la petición y exigencia (que compartimos absolutamente) de una democracia real, es decir, participativa, popular y en la que la política se imponga a los mercados, va más allá de una respuesta coyuntural y exige una revisión estructural del modelo de la transición.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;El proceso democrático es un concepto clave tras la iniciativa de la izquierda abertzale. ¿En qué fase cree que se encuentra?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos inmersos en la fase unilateral, en la medida en que los avances producidos son fruto de nuestras decisiones e iniciativas y no consecuencia de acuerdo alguno con el Estado. Los objetivos de esta primera fase han sido definidos por la Declaración de Gernika: legalización y lo que podríamos deno- minar como una fase de «humanización» del conflicto (presos enfermos, dispersión, leyes especiales, etcétera) en el marco de una tregua unilateral, indefinida y verificable decretada por ETA. Hay que seguir desarrollando iniciativas de suma y de movilización en torno a Gernika, es decir, a un escenario de no-violencia con garantías y a la normalización política. Y también ir implicando progresivamente a la comunidad internacional en la solución al conflicto. Es evidente que todavía hay que seguir sumando iniciativas para la normalización de la política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Vista la posición del Estado, ¿es verosímil pensar ahora en la negociación de un marco democrático o ésa sería una fase posterior?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debemos partir de la base de que a día de hoy no tenemos una relación de fuerzas suficiente para obligar al Estado a reconocer y respetar un marco democrático para Euskal Herria. Construir y articular esa relación de fuerzas es nuestro objetivo, y con la nueva estrategia en apenas unos meses ha mejorado notablemente nuestra relación de fuerzas con el Estado (en términos de opinión pública vasca o internacional, en términos electorales o ideológicos...). Aunque todavía no hayamos alcanzado el grado de suficiencia necesario para que se acepte la agenda definida en el Acuerdo de Gernika, el tiempo político corre a nuestro favor, seremos cada vez más y más fuertes.&lt;br /&gt;En este contexto, la negociación política en torno a un marco democrático la debemos entender en clave de pulso estraté- gico. Lo importante es seguir avanzando en la acumulación de fuerzas en clave soberanista e independentista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;¿Qué pasos cree Arnaldo Otegi que toca dar ahora?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En lo que respecta a la izquierda abertzale, considero prioritaria la tarea de conquistar un instrumento legal que nos permita organizar y estructurar a los sectores más avanzados y comba- tivos del pueblo trabajador vasco. Y asimismo, considero que es una tarea ineludible para nosotros dedicar el tiempo necesario a informar, contrastar, debatir y compartir con nuestra amplia base social y militante todos los pasos e iniciativas que vayamos adoptando. Eso me parece imprescindible.&lt;br /&gt;En cuanto al proceso de liberación, además de las tareas diarias y propias del desarrollo de nuestra línea política, necesitamos seguir sumando fuerzas en términos tanto tácticos como estratégicos. Así, en el ámbito de Euskal Herria debemos ampliar el abanico de nuestra alianza estratégica sumando más fuerzas (como Aralar, AB, NaBai) al bloque soberanista de izquierdas, huyendo en todo momento de posiciones de menosprecio y priorizando el interés de Euskal Herria por encima de cualquier otra consideración. Hay que abrir puertas a la suma soberanista y de izquierdas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;¿Cómo vencer las resistencias del Estado a abrir un proceso de resolución del conflicto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En el marco de Euskal Herria tenemos que construir un gran acuerdo democrático de carácter táctico con aquellos sectores interesados en una solución democrática al conflicto. Me estoy refiriendo a un gran acuerdo de compromiso histórico, en el que creo que caben todas las culturas políticas (no sólo fuerzas políticas) que entiendan que Euskal Herria es una nación y res- peten el derecho de la ciudadanía vasca a decidir libre y democráticamente su futuro sin ningún límite ni injerencia.&lt;br /&gt;Hoy cabe ese acuerdo de compromiso histórico, porque estamos otra vez a las puertas de una transición en el Estado español, con una gran diferencia respecto a la primera y es que el Estado no tiene oferta política para Euskal Herria: sólo tiene represión, autonomía recortada, recortes de derechos sociales...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;¿Cómo puede condicionar un futuro triunfo del PP el desarrollo de ese proceso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que nada, nuestra apuesta por una estrategia pacífica y democrática es irreversible. Y un valor sustancial de la misma es que su desarrollo no depende de la voluntad de quien gobierna en el Estado, aunque también es evidente que no es posible «cerrar» el proceso democrático sin que existan acuerdos bilaterales o multilaterales con el Estado.&lt;br /&gt;Simplemente decimos que quien está en el Gobierno español tiene una enorme oportunidad. Ahora bien, es posible que tanto el PSOE como el PP pretendan mantener una situación de bloqueo o de prolongación de las situaciones derivadas y consecuencia del conflicto (presos, ilegalización, juicios...). Ante eso, ¿qué decimos? Que a mayor obstinación estatal en la represión y el bloqueo, más sociedad vasca en busca de un marco democrático y también más masa soberanista e independentista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;¿Son posibles alianzas a nivel de Estado e incluso a nivel internacional?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como decía antes, creo que debemos alcanzar un acuerdo táctico con todas las fuerzas políticas que tengan interés en pro- mover una transición democrática en el Estado español. Me refiero a fuerzas políticas tanto de las nacionalidades históricas como del Estado y también a todas las fuerzas de izquierda, siempre sobre un programa democratizador que reconozca el carácter plurinacional del Estado y el derecho de autodeterminación de Euskal Herria, Catalunya y Galiza.&lt;br /&gt;En el terreno internacional, fuera de los estados, nuestra política exterior debe tener como objetivo la conformación de alianzas tácticas con todos aquellos sectores interesados en apoyar una solución democrática y dialogada al conflicto entre Euskal Herria y los estados, por un lado, y también debemos empezar a construir una alianza de carácter estratégico con aquellos partidos e incluso estados que comparten nuestros objetivos estratégicos.&lt;br /&gt;Otra cuestión. ¿Cómo ve el papel del Colectivo de Presos Políticos Vascos en este momento?&lt;br /&gt;El Colectivo ha abierto canales de comunicación con los firmantes de la Declaración de Gernika. Desde mi punto de vista, el Colectivo debe de comprometerse con dicha declaración y adherirse a ella.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;¿Cómo se puede conseguir mover a los estados en esta cuestión? Es evidente que existen muchas resistencias...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volvería a recordar los prolegómenos de la «primera transición». En este tema, tengo la firme creencia de que ahora nece- sitamos construir un movimiento popular por la libertad de los presos que sea masivo y plural. Con un objetivo simple y claro: el nuevo ciclo exige superar las consecuencias del conflicto y, por tanto, la liberación de todos los presos, la vuelta de todos los represaliados.... Ésta es una demanda razonable y una condición necesaria para estabilizar un marco de paz y normalización democrática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;«En el juicio está  en juego construir la esperanza que anida en la sociedad vasca»&lt;br /&gt;En todo este contexto se va a desarrollar el juicio contra ustedes por el «caso Bateragune». ¿Cuál es su opinión?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nuestras detenciones tenían por objeto abortar el debate y el consiguiente cambio de estrategia de la izquierda abertzale. «Construyeron» un relato acusador y nos encarcelaron. En estos dos años han tratado de mantener dicho relato, que consiste fundamentalmente en negar la evolución de la estrategia de la izquierda abertzale y defender que todo forma parte de un plan elaborado por ETA. Y aunque esa auténtica patraña es cada vez más difícil de sostener (incluso en el Supremo y el Constitucional existe ya división manifiesta), lo van a intentar una vez más. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La pregunta es ¿por qué? Pues porque a pesar del tan cacareado eslogan de «votos o bombas», al Estado no le interesa el cambio de estrategia operado por la izquierda abertzale, porque nuestra apuesta irreversible por las vías políticas y democráticas deja al desnudo y hace insostenible la posición del Estado. Así que este juicio traspasa el espacio meramente penal, y se va a convertir probablemente en uno de los últimos escenarios judiciales en donde los diferentes sectores del Estado van a volver a desarrollar una batalla político-judicial (similar a la de Sortu y Bildu). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por un lado están quienes tratarán de que una hipotética condena asiente la tesis del «todo es ETA» abriendo las puertas en el futuro a nuevas agresiones contra el proceso, y por otro la de quienes volveremos a defender la necesidad de que sea ahora el Estado el que readecúe su estrategia y haga una apuesta exclusiva por las  vías políticas y democráticas. Es absolutamente necesario articular una respuesta y una movilización similar a la que se planteó con Bildu, porque, más allá de la absolución, no es eso lo que está en juego, sino construir la esperanza que anida en sectores políticos, sociales y económicos de este país. En este sentido, será muy importante cómo la sociedad vasca afronta este juicio.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;¿Y la posición de ETA? ¿Cómo la valora en este momento?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto el alto el fuego general y permanente como la disposición a la verificabilidad son elementos suficientes para percibir la voluntad de ETA, lo mismo que la carta enviada a las organizaciones empresariales. Creo que son indicadores, y también garantías, de que ETA tiene voluntad para un proceso de solución definitiva al conflicto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;¿Quiere añadir algo más?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felicitar al pueblo abertzale de izquierdas por el éxito electoral del 22-M, y también al independentismo escocés e irlandés, que han cosechado también grandes resultados. Cómo no, un abrazo al pueblo peruano, que recién ha volcado la voluntad popular del lado de quienes quieren construir el socialismo del siglo XXI. Y a la izquierda abertzale, mucho ánimo; al pueblo trabajador vasco, organización y lucha; y a todos y todas, por encima de todo, sonreír, vamos a luchar y vamos a ganar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-3500505026350336292?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/3500505026350336292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=3500505026350336292' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/3500505026350336292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/3500505026350336292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/06/entrevista-com-arnaldo-otegi.html' title='Entrevista com Arnaldo Otegi'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-twJibRiblNk/TgDHH04Vu0I/AAAAAAAACMU/bbjYHV3xHAE/s72-c/156831_otegi_puno_alto_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-1808370668108624128</id><published>2011-06-20T09:56:00.000-07:00</published><updated>2011-06-20T10:35:10.812-07:00</updated><title type='text'>Indignação massiva</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-mk7yP2IBjeA/Tf9_m9w-ceI/AAAAAAAACMM/ZsEvqF2LImU/s1600/miles.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-mk7yP2IBjeA/Tf9_m9w-ceI/AAAAAAAACMM/ZsEvqF2LImU/s400/miles.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620351167373406690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consigna d@s indignad@s: "Abaixo à ditadura dos mercados: Sua crise não a pagaremos!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em continuidade a luta dos indignad@s do movimento 15M, neste domingo as ruas de várias cidades da Espanha foram tomadas por milhares de espanhóis indignad@s com a grave crise econômica que assola a Espanha. A indignação é, principalmente com as medidas anunciadas pelo governo de que a crise será paga por todo o povo. Arrocho, corte de gastos públicos, desemprego, miséria constituem a receita única do "pacote de salvação" dos economistas do Banco Mundial e FMI para salvar justamente aqueles que são responsáveis pela crise, os banqueiros e especuladores. Os governos subservientes simplesmente aplicam a receita. A política e o que deveria ser uma democracia, nesse sentido, está sequestrada pela elite política que mantém o poder decisório. O povo europeu está dizendo basta. A Espanha hoje apresenta-se na vanguarda de lutas de resistência  com o movimento dos indignad@s. Sobre o que significou as mobilizações deste domingo e as perspectivas do movimento, Esther Vivas e Josep Antentas escreveram este artigo para o jornal EL País que traduzimos para o blog "A Batalha".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Indignação massiva &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Josep Maria Antentas e Esther Vivas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tradução Português: Paulo Marques&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A indignação superou mais uma vez todos os cálculos, tomando massivamente as ruas, e mostrando a brecha aberta entre mal estar social e político nas instituições. Do 15M ao 19J, acumularam-se forças e teceram-se cumplicidades, e não só no local (acampamentos e bairros) mas sim  com amplos setores sociais que se identificam com esta crítica rotunda à classe política e a um sistema bancário e financeiro a quem se responsabiliza pela presente crise. O lema “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;não somos mercadoria nas mãos de políticos e banqueiros”&lt;/span&gt; sintetiza ambas demandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As e os indignad@s sinalizam sem ambiguidades para aqueles que claudicaram frente aos “mercados” e que, exigindo políticas de cortes, não os aplicam a sí mesmos. “&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Queremos políticos mileuristas&lt;/span&gt;” era uma das consignas fervorosamente aplaudidas na manifestação. A democracia atual resulta ser cada vez mais vazia de conteúdo para uma cidadania com vontade de decisão e de controle sobre suas próprias vidas. Um voto a cada quatro anos não é suficiente para quem reivindica a política como o exercício cotidiano de seus direitos, no dia a dia e de baixo para cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cerco ao movimento, após a ação ao  Parlamento catalão no  15J, não pôde com uma indignação  social coletiva que supera a aqueles e aquelas que têm  estado nos acampamentos. Quem crê que o movimento é coisa de jovens, ativistas... se equivoca. Também o fazem quem o considera um mero problema de ordem pública. Os de sempre passaram a ser muitos. Dois anos e nove meses de crise, pesam. O movimento expressa uma corrente profunda de mal estar social que, finalmente, emergiu a luz pública e, como é habitual, de forma imprevista e com formas inovadoras. Não estamos frente a um fenômeno conjuntural ou  passageiro, mas sim frente às  primeiras sacudidas de um novo ciclo de mobilizações, das quais o 15M e os acampamentos atuaram como  lançadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do 15M ao 19J se recuperou a confiança na ação coletiva. Se passou do ceticismo e a resignação ao  “sim é possível”. As revoltas no mundo árabe, as mobilizações na  Grécia e o “não pagaremos sua crise” do povo islandês pesaram com força no imaginário coletivo e lhe têm dado impulso, permitindo recuperar a confiança no "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;nós&lt;/span&gt;" . A“&lt;span style="font-style:italic;"&gt;globalização das resistências&lt;/span&gt;” daquele movimento altermundialista, de já mais de dez anos, se revive de novo em um cenário bem distinto, marcado pela crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da jornada do 15J, em que o  movimento se viu imerso em uma batalha pela legitimidade, o 19J se apresentava como um teste para mostrar sua solidez frente aos ataques recebidos. Se tratava de traduzir em ações nas ruas as simpatias populares que este havia despertado. E assim foi. O 19J  mostrou a ampliação do movimento, sua capacidade de mobilização de massas e sua explosiva expansão em um tempo muito breve. Seu crescimento em relação ao 15M não só é quantitativo mas sim também  qualitativo, em termos de diversificação de sua base social e composição geracional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora ? Os desafíos do movimento passam por reforçar seu enraizamento territorial, potencializar assembléias locais e mecanismos de coordenação estáveis. Assim mesmo, se trata de buscar laços com a classe trabalhadora, os setores em luta  e o sindicalismo combativo, e manter a pressão sobre os sindicatos majoritários, desconcertados por uma mudança no panorama político e social que não previam. É necessário conseguir vitórias concretas. A paralisação dos vários despejos , ainda que sejam pequenos triunfos muito defensivos, sinalizam o caminho e aportam novas energias. Mas em geral, o movimento tem o desafio de combinar seu caráter generalista, de crítica global ao atual modelo econômico e a classe política, com o  fortalecimento das lutas concretas, contra os cortes sociais e as políticas que buscam transferir o custo da crise a os e as de baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 19J marcou um ponto de inflexão que culmina a primeira fase aberta com o 15M e prepara a seguinte etapa de um movimento que não fez mais do que começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Josep Maria Antentas é  professor de sociología na Univerisdade  Autònoma de Barcelona. Esther Vivas é  membro do Centro de Estudos sobre Movimentos Sociais da Universitat Pompeu Fabra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Artígo publicado no jornal  El País.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-1808370668108624128?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/1808370668108624128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=1808370668108624128' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/1808370668108624128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/1808370668108624128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/06/indignacao-massiva.html' title='Indignação massiva'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-mk7yP2IBjeA/Tf9_m9w-ceI/AAAAAAAACMM/ZsEvqF2LImU/s72-c/miles.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-4884662447666120442</id><published>2011-06-19T19:55:00.000-07:00</published><updated>2011-06-19T20:05:25.704-07:00</updated><title type='text'>19 de junho: Os indignad@s da Espanha mostram sua força nas ruas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Gj8IO0kcMt4/Tf646jIqJ5I/AAAAAAAACME/xBZECiI-1Ss/s1600/tomalacalle.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 260px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Gj8IO0kcMt4/Tf646jIqJ5I/AAAAAAAACME/xBZECiI-1Ss/s400/tomalacalle.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620132701008439186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/kCGlQYYoU3w" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/MwwPDsmGqXo" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/-o6Oefl0Yso" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/albsCH2SiKA" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/ucd_AAFf2Sw" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento 15M dos indignad@s mostrou sua força hoje, dia 19 de junho, através de mobilizações e marchas em todo o Estado Espanhol. Mais de 400 mil pessoas nas ruas dizendo em alto e bom som que o povo não pagará pela crise criada pelos capitalistas. Exigem uma nova política, ou seja, um novo processo decisório que esteja nas mãos de quem trabalha e produz. Exigem um outro mundo possível nas ruas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-4884662447666120442?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/4884662447666120442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=4884662447666120442' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/4884662447666120442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/4884662447666120442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/06/19-de-junho-os-indignads-da-espanha.html' title='19 de junho: Os indignad@s da Espanha mostram sua força nas ruas'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Gj8IO0kcMt4/Tf646jIqJ5I/AAAAAAAACME/xBZECiI-1Ss/s72-c/tomalacalle.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-5730993814131139658</id><published>2011-06-18T07:26:00.000-07:00</published><updated>2011-06-18T07:30:55.122-07:00</updated><title type='text'>As revoluções das pessoas comuns</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-E-gWjEmJ5EE/Tfy16XBcV1I/AAAAAAAACL8/QG_dmDVneF0/s1600/barna61.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-E-gWjEmJ5EE/Tfy16XBcV1I/AAAAAAAACL8/QG_dmDVneF0/s400/barna61.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619566449268643666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;As revoluções das pessoas comuns&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raúl Zibechi- Publicado no Jornal La Jornada -3/06/2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tradução: Paulo Marques&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos mais  diversos rincões do planeta as pessoas  comuns estão saindo às ruas, ocupando praças, se encontrando com  outras pessoas comuns que não conheciam mas que  imediatamente reconhecem. Não esperaram ser convocadas, acudiram pela necessidade de descubrir-se. Não calculam as consequencias de seus atos, atúan com base no que sentem, desejam e sonham. Estamos frente a verdadeiras revoluções, mudanças profundas que não deixam  nada em seu lugar, ainda que os de cima creiam que tudo seguirá igual quando as praças e as ruas  recuperem, por um tempo, esse silêncio de plomo que  denominam normalidade.&lt;br /&gt;Não encontro melhor forma de explicar o que está ocorrendo  que trazer um memorável texto de Giovanni Arrighi, Terence Hopkins e Immanuel Wallerstein, 1968: o grande ensaio, capítulo do livro Movimientos antisistémicos (Akal, Madrid, 1999). Esse texto denso, inspirado na visão ampla e profunda de Braudel, se abre com uma afirmação insólita: Somente houve  duas revoluções mundiais. A primeira ocorreu em  1848. A segunda em 1968. Ambas constituiram um fracaso histórico. Ambas transformaram o  mundo.&lt;br /&gt;A seguir os três mestres do sistema-mundo expoem que o fato de  que ambas revoluções  não estiveram  planejadas e que foram espontâneas no sentido profundo do termo explica tanto o fracaso como sua capacidade de mudar o mundo. Dizen mais: que 1848 e 1968 são datas mais importantes que 1789 e 1917, em referência às revoluções  francesa e russa. Estas foram  superadas por aquelas.&lt;br /&gt;O conceito herdado e  hegemônico ainda de revolução deve ser revisado, e o  está sendo nos fatos. Frente a uma idéia de revolução centrada exclusivamente na conquista do poder estatal, aparece outra mais complexa mas sobretudo mais  integral, que não exclui a estratégia estatal mas que a supera ultrapassa. Em todo caso, a questão de conquistar a direção estatal é um atalho em um caminho muito mais longo que busca algo que não se pode fazer desde as instituições: criar um mundo novo.&lt;br /&gt;Para criar um mundo novo, o que menos serve é a política tradicional, ancorada na  figura da representação que consiste em suplantar sujeitos coletivos por profissionais da administração, e do engano . Pelo contrário, o mundo novo e diferente ao atual supõe ensaiar e experimentar relações sociais horizontais, em espaços auto-controlados e autônomos, soberanos, onde ninguém impõe e mando no  coletivo.&lt;br /&gt;A frase chave da citação é  espontâena no  sentido profundo. Como interpretar essa afirmaçao? Neste ponto há  que aceitar que não há uma racionalidade, instrumental e estadocêntrica, mas sim  que cada sujeito têm sua racionalidade, e que todos e todas podemos ser sujeitos quando dizemos Já basta. Se trata, então, de compreender as racionalidades outras, questão que somente pode fazer-se desde dentro e em  movimento, a partir da lógica imanente que desvelam os atos coletivos dos sujeitos de baixo. Isso indica que não se trata de interpretar mas sim de  participar.&lt;br /&gt;Acima das  diversas conjunturas em que surgiram, os movimentos da praça Tahrir no Cairo e da Puerta del Sol em Madri forman parte da mesma genealogía do  que se vayan todos da  revolta argentina de 2001, da guerra da [agua de Cochabamba em 2000, das duas guerras do gás bolivianas em 2003 e 2005 e da comuna de Oaxaca de 2006, para mencionar só os casos urbanos. O comum é basicamente dois fatos : por um freio aos de cima e fazê-los  abrindo espaços de democracia direta e participação coletiva sem representantes.&lt;br /&gt;Esta estratégia com duas fases, rechaço e criação, desbota a cultura política tradicional e hegemônica nas esquerdas e no  movimento sindical, que só contemplam parcialmente a primeira: as manifestações autocontroladas, com objetivos precisos. Essa cultura política têm mostrado seus limites, inclusive como rechaço ao existente porque ao não  desbotar as causas institucionais é incapaz de freiar os de cima e se limita, somente, a preparar o terreno para o relevo das equipes governantes sem mudança de política. Essa cultura política têm sido hábil para atingir as  direitas e têm fracassado na hora de mudar o  mundo.&lt;br /&gt;As revoluções em  marcha são estuarios onde desembocam e confluem rios e arroios de rebeldias que recorreram longos caminhos, alguns dos quais bebem nas  águas de 1968 mas as  superam em  profundidade e densidade. Rebeldías que vem de muito longe, montanha acima , para confluir de modo imperceptível  e  capilar com outras causas, as vezes minúsculas, para um belo dia mesclar suas águas em uma torrente onde já  ninguém se pergunta de onde vem, que cores e sinais de identidade arrasta.&lt;br /&gt;Estas revoluções são o momento visível, importante mas não fundante, de um longo caminho subterrâneo. Por isso a imagem da toupeira é tão adequada: um belo dia  dá um salto e se mostra, mas antes fez um longo recorrido em baixo da terra. Sem esse recorrido não poderia nunca ver a luz do dia. Esse longo andar são as centenas de pequenas  iniciativas que nasceram  como espaços de resistência, pequenos laboratórios (como os que existiram desde finais dos  anos 90 em Lavapiés, Madri) onde se vive como se quer viver e não como elos querem que vivemos.&lt;br /&gt;Quero dizer que os grandes fatos são precedidos e preparados, e ensaiados como assinala  James Scott, por praticas coletivas que acontecem longe da atenção da mídia e dos políticos profissionais. Ali onde os praticantes se sentem seguros e protegidos por seus pares. Agora que estas milhares de micro-experiencias têm  confluído nestas correntezas de vida, é  momento de celebrar e sorrir, a pesar das inevitáveis repressões. Sobretudo, não esquecer, quando voltem os anos de plomo, que são estas trabalhosas e solitárias experiências, ilhadas e frequentemente fracassadas, as que pavimentam as jornadas luminosas. Umas com outras mudam o mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-5730993814131139658?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/5730993814131139658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=5730993814131139658' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/5730993814131139658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/5730993814131139658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/06/revolucao-das-pessoas-comuns.html' title='As revoluções das pessoas comuns'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-E-gWjEmJ5EE/Tfy16XBcV1I/AAAAAAAACL8/QG_dmDVneF0/s72-c/barna61.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-2994855879826494747</id><published>2011-06-18T05:30:00.000-07:00</published><updated>2011-06-18T05:34:00.499-07:00</updated><title type='text'>Espanha: A luta após os acampamentos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-kRiox863ojs/Tfya1z1WfrI/AAAAAAAACL0/2UEsRWG629o/s1600/tomalacalle.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 375px; height: 280px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-kRiox863ojs/Tfya1z1WfrI/AAAAAAAACL0/2UEsRWG629o/s400/tomalacalle.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619536684289261234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-yiNiKiG_WKc/TfyauYxF0dI/AAAAAAAACLs/Op9rm-l9S_0/s1600/tomalapalabra.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 283px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-yiNiKiG_WKc/TfyauYxF0dI/AAAAAAAACLs/Op9rm-l9S_0/s400/tomalapalabra.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619536556764549586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Espanha: a luta após os acampamentos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Josep Maria Antentas e Esther Vivas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já se passaram quase quatro semanas. Quatro semanas que mudaram a paisagem político-social do conjunto do Estado espanhol, com a irrupção de um movimento que ninguém esperava, e que tem em sua conta duas vitórias políticas: primeiro, sobre a Junta Eleitoral/1; depois sobre a tentativa de desalojamento em Barcelona. Mas, sobretudo, que acabou com a passividade resignada ante os ataques contra os direitos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após dias intensos de ativismo, o cansaço e o esgotamento comparecem aos acampamentos. As dificuldades de gestão de muitos deles também são notórias. O tempo de dormir nas praças vai chegando ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acampamentos e ocupações de praças não são um fim em si mesmos. Serviram ao mesmo tempo como referente simbólio e base de operações, alavanca para desencadear mobilizações futuras, megafone para ampliar as presentes. Encerrá-las ainda numa posição de força, marcando os tempos, e não entrar em uma espiral de declive (como a que já se insinuava nos últimos dias) é o passo a dar agora. E o que já estão tomando, com dificuldades, muitos acampamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo é saber administrar o êxito, passar a uma nova fase e utilizar a energia e impulso conquistados nas últimas semanas para seguir avançando. Temos um calendário de mobilizações imediato, que deveria servir para, simultaneamente, encerrar com êxito a fase aberta em 15 de maio, marcar a passagem para a etapa seguinte e começar a deslocar o centro de gravidade do movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agenda começou com as mobilizações realizadas este sábado (11/6) em muitas localidades, diante da posse dos novos governantes. Foi o que ocorreu em Valencia, onde, apesar de dura repressão, confirmou-se ato de protesto, em paralelo à instalação do novo governo regional direitista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também haverá mobilizações diante das sedes de várias instituições, contra as políticas de cortes em serviços públicos. É o que ocorreu na Câmara dos Deputados (em 8/6) e no ministério do Trabalho (10/6), contra a “reforma” das leis de negociação sindical coletiva. Estão convocadas outras manifestações – e terá importância especial a de 14 e 15/6, diante o Parlamento da Catalunha, com possível acampamento e bloqueio dos acessos. Uma boa mobilização, no dia em que começará a ser debatido o Orçamento, pode ser um momento-chave nas lutas contra os cortes – que atingem a Catalunha há meses, tendo atingido sobretudo a Saúde, mas também a Educação. Será também uma referência para futuras mobilizações em outras regiões, quando começarem a anunciar seus cortes, previstos para o outono [espanhol].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em terceiro lugar, é preciso preparar a jornada de manifestações de 19 junho (19J) em todo o Estado espanhol. O lema genérico, proposto no acampamento de Barcelona, (“A rua é nossa. Não pagaremos a crise”), poderia traduzir em mobilização de rua a simpatia que os acampamentos e ocupações despertaram, e reforçar a dimensão de massas do movimento. O objetivo do 19J é poder mostrar a ampliação política e social do movimento, a partir da jornada de 15 de maio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das mobilizações imediatas para a próxima semana, é preciso começar a traçar um caminho para a próxima etapa. É necessário também formular um elenco de reivindicações básicas, que combinem um discurso geral de crítica ao modelo econômico e à classe política, desdobrando em propostas concretas o espírito do lema de 15M: “não somos mercadorias em mãos de políticos e banqueiros”. Como não há ainda uma definição reivindicatória comum de todos os acampamentos, o de Barcelona parece o mais consistente, e é um bom ponto de partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No novo período, não se pode perder o referencial simbólico que os acampamentos e ocupações alcançaram. Manter estes símbolos, como memória e elemento de continuidade, é importante. Por isso, muitos acampamentos, ao encerrarem a primeira fase, estão decidindo manter uma pequena infraestrutura nas praças (pontos de informação, principalmente) e a convocatória de assembleias regulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os caminhos que será preciso trilhar nos próximos meses parecem claros. Primeiro, reforçar o enraizamento territorial do movimento, dar potência às assembleias locais e estabelecer mecanismos estáveis de coordenação. Será preciso buscar formas para combinar enraizamento local e atividades unificadoras, sem cair em dispersão de objetivos. A proposta de consulta social que está sendo esboçada por alguns dos ativistas da Praça Catalunha pode, junto a outras iniciativas, permitir alcançar este objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, buscar laços com a classe trabalhadora, os setores em luta e o sindicalismo combativo, e manter assim a pressão sobre os sindicatos majoritários, desconcertados por uma mudança no panorama político e social que não previam. O objetivo é levar a indignação aos centros de trabalho, onde ainda predominam medo e resignação. Terceiro, preparar a jornada de 15 de outubro, como data unificadora de mobilização, buscando também convertê-la em dia de ação global e momento decisivo para a internacionalização do movimento. Quarto, combinar o desenvolvimento de um movimento generalista – o d@s indignad@s”, que faz uma crítica de conjunto ao atual modelo político e econômico – com uma articulação às lutas concretas conta os cortes sociais e políticas que buscam transferir o custo da crise para os trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termina uma etapa, começa outra. Quase sem que percebecemos, temos em mãos um movimento cujas potencialidades estamos começando a descobrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Josep Maria Antentas é professor de sociologia na Universidade Autônoma de Barcelona (UAB) e Esther Vivas [acessar blog] participa do Centro de Estudos sobre Movimentos Sociais na Universidade Pompeu Fabra (UPF). Ambos são autores de Resistencias Globales. De Seattle a la Crisis de Wall Street (Editoral Popular, Barcelona, 2009) e participantes do acampamento da Praça Catalunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 | Referência à tentativa das autoridades eleitorais espanholas, que pretenderam dissolver os acampamentos, cujo início coincidiu com as eleições locais em 14/5.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+info: http://esthervivas.wordpress.com/portugues&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-2994855879826494747?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/2994855879826494747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=2994855879826494747' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/2994855879826494747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/2994855879826494747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/06/espanha-luta-apos-os-acampamentos.html' title='Espanha: A luta após os acampamentos'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-kRiox863ojs/Tfya1z1WfrI/AAAAAAAACL0/2UEsRWG629o/s72-c/tomalacalle.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-497981305809354441</id><published>2011-06-16T21:42:00.000-07:00</published><updated>2011-06-16T21:46:31.681-07:00</updated><title type='text'>A Ikurriña volta a tremular nas instituições do País Basco</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-Ly2nDvPFfT8/Tfrb9FZ35iI/AAAAAAAACLk/NzsKKIX_bf0/s1600/Ekin-lanari.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 229px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Ly2nDvPFfT8/Tfrb9FZ35iI/AAAAAAAACLk/NzsKKIX_bf0/s400/Ekin-lanari.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619045327567316514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/25XfHXM7p1Y" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Espanha derrotada nas instituições municipais bascas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da avalanche independentista que arrasou o mapa eleitoral das autarquias bascas, chegou a tomada de posse. Nesta manhã, a esquerda independentista basca, coligada com o Eusko Alkartasuna e a Alternatiba, regressou, até ao momento, ao poder em dezenas de localidades, donde havia sido apartada pela arquitectura judicial fascista do Estado espanhol. Foi essa mesma estrutura, herdeira do franquismo e submetida aos interesses do PP e do PSOE, que foi obrigada pelas circunstâncias a não alargar a proibição a um espectro político com um apoio cada vez maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta manhã, o Bildu também arrebatou várias localidades que antes pertenciam ao PP, ao PSOE e ao PNV. Num número reduzido, estes três últimos partidos pactuaram para impedir a tomada de posse dos independentistas bascos. Foi o caso de Elorrio, onde a população apupou os três partidos ao grito de “espanhóis” e “fascistas”. Mas, neste jogo perigoso, o PNV foi obrigado a alguma perícia. Não pode mostrar-se aliado de Espanha mas também não consegue admitir ter passado de primeira força para segunda em número de eleitos. É a derrota estampada no rosto daqueles que condenaram o povo basco ao ostracismo durante décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não admira, pois, que em muitas localidades, como Errenteria, onde governava o PSOE, o povo tenha acorrido às portas da autarquia para aplaudir o novo executivo do Bildu e para vaiar os representantes do espanholismo. Só acalmaram quando desceu o executivo da esquerda independentista ao grito de “independência” e de “presos bascos para o País Basco”. Esta manhã, o povo enche os plenários de eleição e constituição do novo poder autárquico. Onde antes eram vítimas de cargas policiais e detenções, agora são recebidos como sendo os parteiros do futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Donostia, o novo presidente é Juan Karlos Izagirre, um médico do Bildu. Apareceu no plenário com um crachá de apoio aos presos políticos bascos e já se sabe que vai mandar retirar a velha faixa do edifício da autarquia que diz “ETA não”. Em Ondarroa, os jovens que vão assumir o executivo estão ligados ao movimento okupa. Em Lizartza, onde há quatro anos o PP tinha vencido com 27 votos devido à ilegalização dos 205 votos da esquerda independentista, ninguém esqueceu os que foram agredidos e detidos em manifestações contra a bandeira espanhola, coisa nunca antes vista por aquelas bandas. Há minutos, caía a bandeira espanhola e subia-se a ikurriña, a bandeira nacional basca, sob uma chuva de aplausos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-497981305809354441?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/497981305809354441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=497981305809354441' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/497981305809354441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/497981305809354441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/06/ikurrina-volta-tremular-nas.html' title='A Ikurriña volta a tremular nas instituições do País Basco'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Ly2nDvPFfT8/Tfrb9FZ35iI/AAAAAAAACLk/NzsKKIX_bf0/s72-c/Ekin-lanari.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-833723958764605943</id><published>2011-06-15T10:26:00.000-07:00</published><updated>2011-06-15T10:42:50.811-07:00</updated><title type='text'>Uma pequena fábula sobre o poder</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-XjJ859uSQW0/TfjuEB8COjI/AAAAAAAACLc/iIl4NKoy1OQ/s1600/tom-and-jerry-1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-XjJ859uSQW0/TfjuEB8COjI/AAAAAAAACLc/iIl4NKoy1OQ/s400/tom-and-jerry-1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5618502288151820850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Poder, quem detém o poder????&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/UtTW72F8xo0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos iniciando a segunda década do século XXI e massas de jovens saem as ruas em diversas partes do mundo exigindo "Democracia Real Já", fartos de um sistema político baseado na "circulação de elites" ( naturalizado como único possível) que mudam de cor para parecerem-se diferentes e se manterem no comando,  representam a mesma lógica, os mesmos princípios,os mesmos interesses. A fábula política do "País dos Ratos" difundida por Tommy Douglas, proeminente ativista e político, eleito em  2004 como "O canadense mais grande de todos os tempos"(Reconhecido como pai do modelo de saúde canadense de Assistência pública, gratuíta e universal) cabe muito bem para compreender como funciona esse poder político hegemônico das chamadas "democracias modernas" e representativas. Nesse sistema, quem representa quem??? Essa é a questão fundamental.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-833723958764605943?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/833723958764605943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=833723958764605943' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/833723958764605943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/833723958764605943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/06/uma-fabula-sobre-o-poder.html' title='Uma pequena fábula sobre o poder'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-XjJ859uSQW0/TfjuEB8COjI/AAAAAAAACLc/iIl4NKoy1OQ/s72-c/tom-and-jerry-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-5349286801387050718</id><published>2011-06-15T09:30:00.000-07:00</published><updated>2011-06-15T09:40:22.802-07:00</updated><title type='text'>"Comunicação y Poder": Manuel Castells na acampada de Barcelona</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-6DF1lsE6hOM/Tfjf61jVYjI/AAAAAAAACLU/B8XQAefqv6k/s1600/castells.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 191px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-6DF1lsE6hOM/Tfjf61jVYjI/AAAAAAAACLU/B8XQAefqv6k/s400/castells.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5618486737045381682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Manuel Castells fala para os jovens acampados em Barcelona sobre comunicação e poder. Uma aula de sociologia para compreender os processos de dominação na sociedade atual&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/2nWa32CTfxs" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/TKfr_EA4ey0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/ZT3XoHHzonA" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/wAVr2NcpFLA" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-5349286801387050718?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/5349286801387050718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=5349286801387050718' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/5349286801387050718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/5349286801387050718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/06/comunicacao-y-poder-manuel-casttels-na.html' title='&quot;Comunicação y Poder&quot;: Manuel Castells na acampada de Barcelona'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-6DF1lsE6hOM/Tfjf61jVYjI/AAAAAAAACLU/B8XQAefqv6k/s72-c/castells.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-4053997927193262028</id><published>2011-06-15T08:53:00.001-07:00</published><updated>2011-06-15T09:07:53.592-07:00</updated><title type='text'>Dia 19 de junho a Espanha vai parar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-Vw3fY2jOlcM/TfjYasx3Y5I/AAAAAAAACLM/kEDnLsNCujE/s1600/tomalacalle.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 375px; height: 280px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Vw3fY2jOlcM/TfjYasx3Y5I/AAAAAAAACLM/kEDnLsNCujE/s400/tomalacalle.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5618478488353203090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/m1Wkpfg5_Yk" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/nMHJVtxvl_I" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Movimento 15M d@s jovens indignad@s da Esapnha se prepara para uma grande mobilização nacional no Estado Espanhol no dia 19 de junho. Todas as cidades e regiões da Espanha realizarão marchas demonstrando que o movimento recém começou. A mudança está nas ruas, na força da mobilização. O grande desafio é organizar essa capacidade de luta social em uma estratégia de transformação real, desde baixo, da base social que sofre na carne as políticas das oligarquias políticas e capitalistas que mantém o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ha um "Novo poder", surge das ruas, ha de se levar em conta que o "velho poder" permanece intacto nas estruturas de comando, instituições, corporações, meios de comunicação etc... Não será possível avançar sem derrotar este velho poder. Para isso além das mobilizações nas ruas é necessário criar, construir alternativas no campo econômico e político que mostrem que outra organização social é possível. Formas de produção alternativa, espaços de deliberação assembleária, exercícios de uma democracia real devem fazer parte desta estratégia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-4053997927193262028?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/4053997927193262028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=4053997927193262028' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/4053997927193262028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/4053997927193262028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/06/dia-19-de-junho-espanha-vai-parar.html' title='Dia 19 de junho a Espanha vai parar'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Vw3fY2jOlcM/TfjYasx3Y5I/AAAAAAAACLM/kEDnLsNCujE/s72-c/tomalacalle.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-7461599779431224865</id><published>2011-06-14T21:50:00.000-07:00</published><updated>2011-06-14T22:38:16.987-07:00</updated><title type='text'>Entrevista com Alfonso Cano-Comandante das FARC-EP</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-F89LEiDqQN4/TfhDlHYBPaI/AAAAAAAACLE/I5cEeqoCqng/s1600/cano2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-F89LEiDqQN4/TfhDlHYBPaI/AAAAAAAACLE/I5cEeqoCqng/s400/cano2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5618314840058707362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-A-hwrh6ui0c/TfhDcp9DODI/AAAAAAAACK8/yqOfWAyEGZ0/s1600/140611_cano.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-A-hwrh6ui0c/TfhDcp9DODI/AAAAAAAACK8/yqOfWAyEGZ0/s400/140611_cano.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5618314694722009138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-f1REwZ9xvlo/TfhDVmq-BnI/AAAAAAAACK0/E5X55EeEENc/s1600/cano3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 395px; height: 255px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-f1REwZ9xvlo/TfhDVmq-BnI/AAAAAAAACK0/E5X55EeEENc/s400/cano3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5618314573581780594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Entrevista com Alfonso Cano, Comandante em Chefe d Forças Armadas Revolucionárias da Colombia(FARC-EP)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevista pescada do Diário Liberdade que traduziu para o português a entrevista publicada pelo jornal espanhol&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Público&lt;/span&gt; no passado fim-de-semana com o dirigente revolucionário colombiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alfonso Cano, comandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), diz que a guerrilha ainda não está disposta a se desmobilizar e deixar a luta armada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alfonso Cano, cujo nome civil é Guillermo León Sáenz Vargas (Bogotá, 1948), é o comandante da guerrilha mais antiga do mundo. Nesta entrevista com Público, a primeira que concede a um meio de comunicação em 19 meses, o líder intelectual da guerrilha analisa a época de Álvaro Uribe e mantém que é difícil avançar no caminho para a resolução da guerra civil que dura já décadas com o novo mandatário Juan Manuel Santos. Cano respondeu às perguntas através de um questionário que devolveu assinado a 21 de maio de 2011 "nas montanhas da Colômbia".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quais são as razões pelas quais as FARC lutam?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nossos objetivos são a convivência democrática com justiça social e exercício pleno da soberania nacional, como resultado de um processo de participação cidadã em massa que dirija a Colômbia para o socialismo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;São a guerrilha mais antiga do mundo. Seguem vigentes os motivos pelos quais iniciaram sua luta armada ou estes mudaram com o tempo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Nestes 47 anos desatou-se uma vertiginosa transformação na ciência e na tecnologia, elevaram-se os índices de crescimento econômico em muitos países, colapsou o modelo soviético de construção socialista e irrompeu imparável a República Popular da China. No entanto, apesar de todo isso e a muitas outras novidades transcendentes, a fome cresceu no planeta, as injustiças, as fendas sociais e os conflitos persistiram e aumentaram enquanto cerca de 10.000 indivíduos muito abastados decidem a sorte de milhares de milhões de pessoas. As FARC nascemos resistindo à violência oligárquica que utiliza sistematicamente o crime político para liquidar à oposição democrática e revolucionária; também como resposta camponesa e popular à agressão latifundiária e fazendeira que inundou de sangue os campos colombianos usurpando terras de camponeses e colonos, e nascemos também, como atitude digna e beligerante de rejeição à ingerência do Governo dos EUA na confrontação militar e na política interna de nossa pátria, três razões essenciais que gestaram as FARC tal como se assinala no Programa Agrário de Marquetalia elaborado e difundido em 1964. Uma simples olhada sobre a realidade colombiana de maio de 2011 mostra-nos que, apesar do contexto internacional indicado, estes três fatores germinais persistem e se agravam na atualidade&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Acha que é possível abrir um processo negociador com o presidente Juan Manuel Santos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com o esforço em comum de muitos setores progressistas e democráticos interessados em uma solução incruenta do conflito, sempre será possível construir cenários e iniciar conversas diretas de horizontes verdadeiros, com qualquer governo, incluindo ao atual, apesar de que este, começando com o seu mandato, reduziu as possibilidades, ao impor uma lei que fecha portas a diálogos dentro do país. Porém, somos otimistas sobre a eventualidade de o conseguir&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ante a negativa do Governo de aceitar trocas de reféns por guerrilheiros presos, que planos tem para os sequestrados que seguem em poder das FARC?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entendo que você se refere aos prisioneiros de guerra que temos em nosso poder, porque uma aproximação desapaixonada, rigorosa e objetiva ao tema, em uma confrontação política, social e militar de cerca de 47 anos, que enfrenta dois adversários deve aludir a prisioneiros de guerra que as partes capturam no devir desse confronto, não é? A negativa atual do governo à troca não tem por que fazer-nos desistir na aspiração de ter conosco, livres, os camaradas presos na atualidade e a que regressem a seus lares os prisioneiros, militares e polícias capturados em combate, que temos em nosso poder, a quem suas famílias também aspiram a ter de novo em seu seio. Por cima da indiferença do Estado sobre os próprios soldados, vamos perseverar. Sabe-se que enquanto perdurar uma confrontação, vai haver prisioneiros em poder das partes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;O Comitê Internacional da Cruz Vermelha é um organismo neutro encarregado de velar pelo cumprimento do direito internacional humanitário. Em seu último relatório indica que "enquanto as partes em conflito desenvolverem os confrontos armados em zonas rurais, a população que habita estas áreas vive em permanente perigo e está exposta a violações do DIH como: homicídios e/ou ataques a pessoas protegidas pelo DIH: desaparecimentos forçados; violência sexual; tomada de reféns; recrutamento forçado; maus tratos físicos e/ou psicológicos; e deslocação forçada. A falta de respeito ao princípio de distinção entre combatentes e civis, as pressões para colaborar gerando represálias diretas contra os civis, a ocupação de bens civis privados ou públicos e a contaminação por armas são outros fatores agravantes que afetam a vida das comunidades".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quais destas violações cometem as FARC?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Para ser rigorosos teria que referir um a um os casos informados pelo CICR e como este não é o espaço adequado, posso lhe comentar que para nós, o primeiro e mais importante de nossa luta é a população, não só por razões de princípios políticos e ideológicos, mas práticos da guerra. Unicamente na medida que respondermos às necessidades objetivas da população em cada área, podemos resistir, crescer e avançar. Caso contrário é impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz anos e dada a intensidade dos combates, difundimos umas normas de comportamento para que a população civil não permitisse sua utilização como escudo por parte da força pública que constrói quartéis no meio dos povoados, utiliza o transporte público para seus movimentos, situa caravanas de veículos militares no meio do transporte civil para suas deslocações por estradas, pernoita nas escolas e colégios, etc; práticas que a força pública utiliza, criando riscos à população.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;Eventualmente unidades nossas podem violentar as normas, mas como estamos regidos por uns Estatutos, umas Normas e uns Regulamentos de Regime Disciplinar estrito, alicerçados em uma concepção revolucionária da vida, que harmonizam os relacionamentos entre combatentes e também, as nossas com a população civil garantindo uma profunda, sincera, harmônica e sólido relacionamento, tomamos os corretivos que assinalam nossos documentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quanto ao DIH e a seus Protocolos adicionais, mantemos algumas reservas porque, em ocasiões, dificultam a aproximação de certas situações, dado que foi concebido e desenhado para conflitos entre nações e, apesar dos protocolos adicionais, não sempre proporciona o justo equilíbrio. Por exemplo, qualificar como "execuções extrajudiciais" a homicida, criminosa e sistemática prática das Forças Armadas oficiais da Colômbia durante os últimos 63 últimos anos, de assassinar civis, os vestir com roupa militar e colocar armas a seus cadáveres para os fazer passar como guerrilheiros "eliminados" em combate, em um país que diz ser um Estado de Direito e cuja legislação não prevê a pena de morte, possibilitou um tratamento benigno e celestino aos criminosos, que tem escamoteado uma condenação drástica, vertical, diáfana e oportuna ao terror desenvolvido pelo Estado colombiano desde faz mais de 47 ano&lt;/span&gt;s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A norma sobre o uso de armas não convencionais é uma regulamentação para a guerra entre nações que não pode abranger a movimentos populares como o nosso, que se armou desde um começo com paus e machados para se defender de uma agressão gestada e executada pelo Estado, com a contribuição militar, financeira e tecnológica da Casa Branca. Equivale a recriminar ao bíblico Davi porque utilizou pedras para defender da agressão do colosso Golias&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Valeria a pena trabalhar um cenário internacional onde analisar, desde diferentes ópticas, estas situações e outras do mesmo tenor e trocar conceitos sobre a "neutralidade" que acima de qualquer consideração, devem manter quem se reclamam suas garantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;As FARC fazem uso de minas antipessoa, entre outras coisas contra operações de erradicação manual de cultivos de folha de coca. Por que continuam usando uma arma proibida pelo direito humanitário e que todo mundo lembrou em 1998 erradicar no Tratado de Ottawa ou a Convenção sobre a proibição de minas antipessoais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Reitero-lhe que a respeito do armamento utilizado pela guerrilha em sua luta de resistência, na irregularidade de sua tática e como consequência da assimetría que carateriza uma confrontação como a colombiana, será necessário que em um cenário internacional largamente representativo, com a presença da guerrilha revolucionária com certeza, nos ocupemos de abordar este tema com objetividade, sem mentiras, buscando umas conclusões realistas que todos possamos acatar rigorosamente, incluindo aos governos. É ridículo, por qualificar de alguma maneira, que quando o Estado colombiano lança operativos contra insurgentes em uma proporção de 100 militares pela cada guerrilheiro, com bombardeios de abrandamento executados com milhares de toneladas de pentolita, realizados por uma aviação dotada de foguetes de todo tipo, metralhamentos das suas centenas de helicópteros gringos e russos de última tecnologia, fogo de artilharia com morteiros de 120 mm, saiam logo os altos comandos militares a se queixar e a denunciar, porque muitas de suas unidades caíram em campos minados em tão desigual teatro de operações. Ou, como também acontece, é criminoso forçar a civis a lhes servir como script em seus labores de rastreio e seguimento com consequências muitas vezes lamentáveis para quem foram obrigados. Ou, como acontece em outras ocasiões, é perversamente farisaico dar dinheiro a civis para que exerçam como bufos, quem buscando informação, muitas vezes é vítima da confrontaçã&lt;/span&gt;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sem dúvida, ninguém pode poupar esforços por separar a população civil do conflito. Isto deve ser privilegiado em todos e a cada um dos feitos com que se acometam como parte do conflito, mas como entender isto no caso da Colômbia, onde o governo nacional desatou uma intensa campanha para recrutar civis como informantes em troca de dinheiro, integrando um aparelho chamado Rede de Cooperantes, estarão-se cingindo às normas do DIH?. Ou existe uma contradição entre o seu discurso maniqueísta em frente à normatividade internacional e as políticas que desenvolve? São muitos os temas que deverá abocar uma reunião de atualização do DIH, na que seria vital a participação dos Estados Unidos de Norteamérica para também analisar a sindéresis entre as exigências que faz ao resto do mundo com respeito aos Direitos Humanos e sua prática quotidiana e univers&lt;/span&gt;al.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Têm futuro as FARC se se mantiverem à margem do narcotráfico? Que relacionamentos têm agora com o cultivo e tráfico de drogas? É atualmente sua principal fonte de financiamento? Quanto dinheiro conseguem anualmente por este conceito?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nossa luta por permanecer à margem do narcotráfico não foi fácil já que nos últimos 30 anos Colômbia foi permeada e contaminada, de pés a cabeça, pelos dinheiros do narcotráfico: as instituições do Estado sem exceção, a indústria, a banca, o comércio, a política, o desporto, o agro, a farándula, as forças militares e de polícia, e em general, o conjunto do tecido social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra contra as drogas decretada pela Casa Branca tem sido um fracasso, especialmente na Colômbia, pois deixou um enorme rasto de sangue, desintegração social e perda de valores substantivos da ética e a moral, enquanto a área semeada de coca oscila pendularmente entre as 90 mil e os 180 mil hectares e o país continua à cabeça do tráfico mundial, segundo relatórios de diversos organismos internacionais&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;De tempo atrás, manifestamos nosso acordo com a legalização ou com a despenalização que, desde as épocas do prémio nobel norte-americano Milton Friedman até hoje incluindo 4 ex-presidentes latino-americanos e grande quantidade de personalidades e organizações do mundo inteiro, se promove como saída realista para liquidar definitivamente os enormes lucros deste tráfico, manejar seu crescente consumo como um problema de saúde pública e desenvolver estratégias preventivas com a certeza de sua superação definitiv&lt;/span&gt;a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Em épocas do Caguán, em sessão especial ante embaixadores e representantes de diversos países e organismos multilaterais, apresentamos um plano detalhado para experimentar em uma área delimitada uma estratégia de substituição de cultivos que desestimulasse os camponeses cultivadores de coca e os ajudasse na criação de alternativas econômicas verdadeiras. Muitos narcotraficantes e dirigentes políticos dos partidos de governo opuseram-se à proposta e frustraram-na&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O narcotráfico não é um problema das FARC. É um fenômeno nacional, latino-americano e mundial, ao qual se deve fazer frente com uma estratégia nacional e convergente, encabeçada pelos primeiros responsáveis e também grandes vítimas deste câncer: os países desenvolvidos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Gostava de ser taxativo nisto: nenhuma unidade fariana, de acordo aos documentos e decisões que nos regem, podem semear, processar, comerciar, vender ou consumir alucinógenos ou substâncias psicotrópicas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Todo o resto que for dito é propaganda&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Deixando então de parte o narcotráfico, como se financiam as FARC?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;As FARC - EP temos três fontes básicas de financiamento: contributos de amigos e simpatizantes que acham sinceramente no compromisso revolucionário das FARC e na causa pela qual lutamos; impostos que cobramos aos ricos, através da lei 002 e rendas geradas de investimentos que mantemos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;As FARC sofreram seus golpes mais duros durante o Governo de Uribe, como a Operação Xeque, a Operação Fénix, a Operação Camaleón... Em que situação se encontra a guerrilha? Quais são seus efetivos e do território controla?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Para sermos sinceros, o golpe mais sério e de maior transcendência que já recebemos foi depois da segunda conferência guerrilheira realizada em 1966, no departamento de Quindio, onde perdemos grande quantidade de combatentes e 70% das armas. Só até a quinta conferência, após muitos anos, pôde dizer o comandante Marulanda: "Por fim nos recuperamos do mal que quase nos liquida".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Operativos como Xeque, desenvolvido a partir da traição do chefe da unidade guerrilheira que vendeu os prisioneiros de guerra sob sua guarda, não tem as conotações promocionadas pelo Governo. Inumeráveis vezes já resgatamos nossos presos dos cárceres do Estado. São feitos de guerra que levam as partes a tomar novas medidas de segurança. Não modificam nem a conceção, nem os desenhos operacionais nem muito menos a estratégia de nossa força&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nos últimos 9 anos, e como consequência da maior ingerência militar de Washington nos assuntos internos da Colômbia, a guerra se intensificou. Sofremos golpes. As mortes de Raúl, de Jorge, de Iván Rios e de muitos camaradas, doem-nos e geram-nos essa dor revolucionária que desata, incontenível, maior compromisso com nossos ideais de socialismo. Já as assimilamos. Com o legado e exemplo de nossos heróis e mártires, as novas promoções tomam seu posto e trincheira, novas promoções de revolucionários dispostos, como os mais antigos, a dar tudo, até a vida, pelos objetivos da Nova Colômbia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;Mas, sabe-se que em toda guerra há mortos, de ambos bandos , e a colombiana não é a exceção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Também estes 9 anos, demonstraram o tamanho e a qualidade do compromisso das FARC com nossos ideais de mudança e de transformação revolucionária. Como é evidente nas partes militares também temos golpeado as forças militares e paramilitares do estado, as institucionais e as para institucionais, todas, incluindo aquelas que atiram a pedra e escondem a mão, que cinicamente dizem desconhecer a estratégia dos "falsos positivos", que negam ante os meios seu conluio com o narcoparamilitarismo, mas lhe abrem na escuridão da noite as portas secretas de seus palácios, mansões e fazendas para conspirar contra a convivência, a democracia e contra o povo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;As FARC mantemos nossa influência, sólida influência, nas áreas onde existimos, por todos os recantos da geografia nacional, nascida e alicerçada na justeza de nossas propostas políticas, em nosso trabalho e ajuda permanente às comunidades, respeito para todas elas e por nossa autoridade surgida do compromisso sincero do que não pretende nada em troca de seu esforço, salvo a satisfação de contribuir para a esperança do povo em sua própria capacidade de mobilização, organização, luta e em seu futuro bem-estar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não lhe posso comentar quantas unidades conformam as FARC – EP, porque somos uma organização irregular. Mas agimos, trabalhamos e lutamos em todo o território nacional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O que tem de certo o alegado conteúdo do computador de Raúl Reyes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Os elementos que puderam ter ficado funcionando, depois do bombardeio sobre a humanidade do Camarada Raúl e seu guarda, foram manipulados arbitrariamente pelo governo. Nem a própria INTERPOL quis ser comprometida com as manobras de Alvaro Uribe e manifestou publicamente, depois de uma detalhada análise, que tinha sido danificada a Corrente de Custodia, o que significa, em bom romance, que depois da morte de Raúl se manipularam os conteúdos do disco rígido "sobrevivente", se chegou a sobreviver depois de semelhante inferno de explosivos. Tratava-se de inventar e retorcer acontecimentos para extorquir as FARC e muitos amigos da paz da Colômbia com esse estilo muito particular que carateriza o senhor Alvaro Uribe e que impôs a toda sua administração. Nesta semana que termina, a Corte Suprema de Justiça declarou como ilegal qualquer prova levantada sobre os chamados computadores de Raúl Reyes, precisamente porque se manipularam os materiais supostamente encontrados e, além disso, foram desvirtuados os procedimentos judiciais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Curiosamente, não trascenderam relatórios que nos chegavam e que o Comandante Raúl devia de conservar, por exemplo, sobre os pagamentos a altos oficiais da polícia, hoje generais, que fez o narcotraficante Wilber Varela e que comentou pessoal e detalhadamente a um de nossos comandantes no Vale do Cauca o coronel Danilo González, quem ainda em serviço ativo, buscou as FARC pretendendo a libertação de uns suspeitos que retinha; também não mencionaram relatórios precisos sobre a utilização plena do DAS por parte do paramilitarismo com a total anuência do Presidente da altura, nem dos encontros, uisque em mão, em Bogotá, de chefes paracos com "prestantes" personalidades linajudas para planificar as agressões contra a esquerda, nem outras muitas que fariam muito longa esta entrevista e que seguramente não incluíram nas cópias que foram presenteando, a alguns de seus governos amigos, à CIA, ao MI5 e ao MI6 ingleses, ao MOSSAD israelense e a outros que continuam publicitando inverosímeis histórias através de suas organizações de bolso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Acha que o processo de desmobilização de paramilitares impulsionado pela lei de Justiça e paz foi bem sucedido? Qual é sua opinião sobre este processo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Esse processo planificou-se e executou como uma farsa para deixar impunes os verdadeiros chefes do paramilitarismo depois que Álvaro Uribe, um deles, ganhou as eleições presidenciais no 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como abrangência, utilizaram narcotraficantes e sicários com ares de chefes contrainsurgentes, a quem prometeram estatus político e respeito a seus incalculáveis fortunas. Depois eliminaram-nos, em uma história que se recicla onde a aristocracia e alguns carreirista cometem crimes buscando o poder e a riqueza utilizando a criminosas e bandidos, a quem depois condenam, encarceram ou mandam assassinar em um repetido espetáculo de escárnio público.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O país sabe que o paramilitarismo é uma estratégia do estado para assassinar sistematicamente opositores, buscando ocultar o sangue que mancha até a medula às instituições públicas, por trás de bandos de sicários e delinquentes de aparência civil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A oligarquia colombiana, impotente em sua luta contra os avanços da insurgência revolucionária, entregou-se à prática paramilitar à que posteriormente, nas décadas do 70, articulou com o nascente narcotráfico dando origem ao narcoparamilitarismo, engrandecido e consentido socialmente pelos poderosos durante longos anos, quem agora lutam por se safar do estigma e por lavar suas próprias porcarias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Os narcos que acreditaram em suas palavras foram exibidos e promocionados como grandes chefes contrainsurgentes e depois, extraditados para os Estados Unidos com o fim dos silenciar. Tempo depois, quando de lá e pela pressão das vítimas procederam a confessar crimes, a mencionar seus compinchas, sócios, contatos, mecenas políticos e militares, a oligarquia utilizou seus meios para semear a dúvida: como achar um criminoso e não um aristocrata, um político tradicional ou um prestigioso general das Forças Militares?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei de justiça e paz, foi uma grande farsa, que passou pela venda de títulos como "comandantes paramilitares" a sicários narcotraficantes, passou também pelas fotos de grandes "desmobilizações" de desempregados e bandidos contratados para a ocasião com fuzis e armas compradas para a fotografia, e terminará com a absolvição de Álvaro Uribe, na comissão de acusações da Câmara de Representantes do Parlamento colombiano, salvo que os milhões de atingidos por esta criminosa estratégia lhe imprimam uma maior dinâmica a seus esforços e lutas e se receba maior solidariedade mundial. Só assim na Colômbia, como aconteceu na Argentina e outros países, poderá ser condenado também aos responsáveis materiais e intelectuais por negras e sangrentas noites em que afundaram o país.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Por que faz sentido a luta armada para as FARC e não a defesa através de vias democráticas dos ideais políticos e as transformações socioeconómicas que consideram necessárias?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Porque, na Colômbia, a oposição democrática e revolucionária é assassinada pela oligarquia. O massacre da União Patriótica é a mostra evidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo líder, qualquer organização não oligárquica que ameace os poderes estabelecidos, é assassinado ou a massacrado, como parte de uma estratégia oficial de Segurança Nacional. Os poderosos instituíram-na como caraterística da cultura política e agora a têm incorporado na conceção do Estado&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Extensos capítulos da história nacional que partem de setembro de 1828, quando as fações progringas colombianas de então atentaram contra o Libertador Simón Bolívar, até estes anos, passando pelo assassinato do Grande Marechal de Ayacucho, Antonio José de Sucre, do líder liberal Rafael Uribe Uribe, de Jorge Eliécer Gaitán, de Jaime Pardo Leal, de Luis Carlos Galã, de Bernardo Jaramillo Ossa, de Manuel Cepeda Vargas e de centenas de líderes mais, parecessem ratificar um velho e descarnado asserto popular: a oligarquia colombiana não entende senão a linguagem dos tiros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;Aqui nas FARC pensamos que apesar dessa histórica agressão antipopular que carateriza o devir nacional, é realista e inadiável trabalhar a construção de espaços de convergência, onde entre todos os colombianos construamos os acordos que alicercem a convivência democrática. O comandante Jacobo Arena fez questão de que o destino de Colômbia não podia ser a guerra civil, em consequência lutámos, uma e outra vez, por encontrar com os diferentes governos, a saída política ao conflito colombiano. NÃO se conseguiu porque a oligarquia pensa em rendiciones e nós em mudanças de fundo, democráticos, à vida institucional e às regras de convivência, mas não por isso, havemos de deixar de lutar por uma solução incruenta como essência de nossa conceção revolucionária e sustento da Nova Colômbia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Que lições sacaram da criação da partido União Patriótica?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Foi uma experiência tão cheia de riqueza como dolorosa, que devemos analisar e referir permanentemente. Dentro de suas muitas lições lhe poderia mencionar algumas como o difícil que é avançar em um processo de solução política, quando a oligarquia colombiana mantém suas estratégias de paz dos sepulcros e Pax Romana, pois em frente a este projeto mostrou seu mesquindade e foi essencialmente sanguinária e cruel. Preferiu o assassinato de cerca de 5.000 dirigentes democráticos e revolucionários em uma razzia de corte hitleriano, que abrir espaços a todas as vertentes da esquerda, feito com que de se ter conseguido gerasse uma nova dinâmica na confrontação política e possibilitado a concreção integral dos Acordos da Uribe faz mais de 25 anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Com o extermínio da UP não só perdeu uma geração quase completa de dirigentes revolucionários, a maioria deles de grande dimensão política e imensos valores éticos, cuja ausência hoje é notória no palco público da nação como do continente, também se frustrou por muitos anos, a possibilidade de assinar um acordo de convivência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A experiência da UP ensinou-nos que qualquer avanço para a paz que surja de acordos exige a transparência, que qualquer entrave seja esclarecido antes de subir um novo degrau, pois os Acordos da Uribe, origem da UP, foram sabotados pelo Alto Comando militar desde o primeiro momento apesar do qual, todos os comprometidos com ditos acordos, lutamos como Quixotes, por torná-los viáveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;Mas consegue a assinatura de acordos de paz na Uribe em 1984 e garantir seu cumprimento total até culminá-los, foi impossível. De modo que os colombianos que empreendemos com grande otimismo e maior entusiasmo uma histórica jornada pela convivência, perdemos essa batalha civilizada em frente aos "inimigos ocultos da paz", que hoje já não se escondem tanto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;Um processo de paz bem sucedido tem como premissa inevitável o apoio lento, decidido, transparente e ativo, da maioria da população.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não me cabe a menor duvida que as novas gerações de colombianos, em um futuro próximo, renderão honras e farão reconhecimento aos mártires da União Patriótica que "de peito aberto" lutaram por um melhor país para seus filhos, pela democracia e a convivência, com uma generosidade, um despreendimento e uma valentia instâncias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Destacados líderes políticos de esquerdas colombiano disseram a Público que acham que a existência como guerrilha das FARC é a responsável pela "direitização extrema" da sociedade colombiana, já que "esquerda" se associa a guerrilha. O senhor concorda?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Digamos genericamente, que se está à esquerda se se prioriza o social, a democracia popular e as mudanças revolucionárias, em oposição a quem privilegia o lucro econômico, o hegemonismo burguês e a defesa do statu quo. Não se trata só de estar ao lado esquerdo da direita, mas de defender integralmente interesses de classe, populares. Integralmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;Sublinho e comento-lhe que não escutei a nenhum destacado dirigente, de esquerda, afirmar o que menciona em sua pergunta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;Na Colômbia há bastantes pessoas, muito importantes e muito consequentes, que com enorme responsabilidade e altura discrepam da luta armada revolucionária, se afastam dela, mas entendendo suas circunstâncias históricas, trabalham por encontrar os caminhos da solução política respeitando o compromisso de quem combatemos na insurgência e, priorizando seus debates contra a oligarquia e contra o neo colonialismo imperial, verdadeiros geradores da violência na Colômbia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;De repente existe quem militou na esquerda e já não defende suas posições originais e sim as do regime, como acontece em muitas partes do mundo. Terá que respeitar suas novas posturas, mas sem os inscrever como defensores dos interesses populares nem os localizar à esquerda no xadrez da política&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também pode ser dado o caso de quem pretende ocultar suas próprias falhas, depois do esforço alheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A luta nossa desde Marquetalia é pela democracia, pela possibilidade verdadeira de desenvolver uma ação de massas, aberta, pelas mudanças revolucionárias e o socialismo. E esta opção, é a que tem sabotado a tiros a oligarquia colombiana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Assassinaram Jorge Eliécer Gaitán, legislaram com o anticomunismo como suporte durante a ditadura militar, criaram a Frente Nacional bipartidarista para excluir e perseguir os revolucionários, e aprovaram uma Constituição em 1991, com elementos positivos em seu desenho e textos, que deixou intacta a concepção de Segurança Nacional do inimigo interno que existe desde faz um pouco mais 47 anos em nosso país. A mesma do paramilitarismo e os falsos positivos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A direita, na Colômbia e em todo mundo, faz propaganda e difunde seus pretextos, reais ou fictícios, para confundir, atacar e desvirtuar as lutas populares por bem-estar e progresso social. E utiliza variedade de forma para isso, incluindo a muitos quem em algum dia algum dia foram ativistas da esquerda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nos tempos que correm, com o desenvolvimento dos meios de comunicação, não há confusão possível. Quem defendem a ordem existente, não o podem ocultar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A confrontação na Colômbia prolongou-se demasiado. Lutar e clamar pela paz é expressão de um sentimento profundamente popular e revolucionário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;As FARC assinaram um pacto de não agressão com a guerrilha do ELN em dezembro de 2009. Que obstáculos teve em sua implementação?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tanto o Comando Central do ELN como o Secretariado do Estado maior Central das FARC - EP, reconhecemos com sentido auto-crítico, o erro que significou não deter drástica, radical e oportunamente os problemas que se foram dando em diversas áreas do país, entre combatentes das duas forças, tempo atrás.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Agora, trabalhamos com enorme convicção revolucionária em todas essas áreas por superar, definitivamente, os problemas, o mal-entendidos, as emulações mal feitas e os confrontos. É um processo complexo, tendo em conta a conjuntura atual, de intensa confrontação política e militar com o Estado. Mas vamos avançando com solidez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A autocrítica é a fundo e em isso estamos. Falta tempo, há muito terreno por percorrer mas avançamos em firme fazendo consciência, a todos os níveis de nossas organizações, que somos parte do mesmo contingente de luta popular, revolucionária, anti-imperialista, bolivariana e socialista. E que isso é o que fundamenta a forma de nos relacionar, as convergências que devemos trabalhar e lutar para elevar a novos níveis a necessária estratégia unitária dos revolucionários colombianos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Recolhemos o legado do grande revolucionário, o sacerdote Camilo Torres Restrepo de enfatizar o que nos une. As divergências devemo-las ventilar e arejar com mecanismos que estamos criando para isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Estamos obrigados a ser exemplo de unidade. E de maturidade. Assim também contribuiremos à unidade popular dos colombianos, projetando nos fatos a prioridade "do bem comum" acima de qualquer interesse particular.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;Falta-nos um bom caminho, mas já o começamos. E isso é o estratégico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Segundo um auto da Audiência Nacional, dois depoimentos de antigos membros das FARC implicam o Exército de Hugo Chávez nos cursos de treino que a ETA deu aos guerrilheiros colombianos em solo venezuelano. Os relatos dos arrependidos fazem parte de um relatório da Delegacia Geral de Informação da Polícia. Na epígrafe do auto dedicada aos "fatos" descreve-se como em agosto de 2007 dois supostos membros da ETA deram na selva venezuelana dois cursos sobre manejo de explosivos a guerrilheiros das FARC. Tiveram no passado as FARC relacionamento com a ETA? Mantêm relacionamento na atualidade e, em caso afirmativo, em que consiste?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;A experiência das FARC em matéria de explosivos tanto de seu fabrico, como de seu armazenamento e utilização é longa e abundante, o que desde faz muito tempo nos permite auto-fornecer-nos sem recorrermos a nenhum tipo de ajudas, simplesmente porque não o precisamos. Temos os nossos próprios instrutores. Assim de simples. Isto para recusar as afirmações sobre tais cursos com pessoal estrangeiro que só pretendem prejudicar o governo bolivariano da Venezuela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Na Colômbia, a partir de oferecimento de dinheiro, viagens a Europa e rebaixa considerável de penas, alguns desertores, prestaram-se para testemunhar contra nós e favorecer políticas nacionais ou internacionais do governo de Álvaro Uribe. Mas como a mentira não perdura, as montagens que fabricaram a partir de milhares de falsos depoimentos se estão desmoronando. Todos cairão como castelos de naipes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, atualmente fazem investigações penais e administrativas, da Promotoria e também da Procuradoria Geral da Nação, contra altos servidores públicos do governo Uribe e contra altos comandos militares da época, pelas comédias que montaram, farsas, falsas deserções cheias de infames afirmações como parte de sua ofensiva contra as FARC.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O mundo está-se inteirando como no departamento do Tolima também se recrutaram bandidos e desocupados, com quem "formaram" uma coluna guerrilheira, os vestiram com uniformes militares, dotaram-nos de alguns fuzis velhos e outros muitos de pau, chamaram aos jornalistas, tiraram fotos deles, falaram sobre uma diatribe sem fundamento, lhes deram algum dinheiro aos farsantes, difamaram sobre muitos cidadãos a quem depois encarceraram e, depois, felizes ratificaram que o fim do fim estava perto, incluindo ao presidente de então.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Disséssemos que essa foi uma tónica geral do governo colombiano anterior, buscando impor suas políticas fascistas, levantou todo tipo de alfândegas morais, legais, éticas, discrecionalmente, para se outorgar a licença de caluniar, difamar, mentir e inventar. Valeria a pena que a justiça espanhola verificasse e confrontasse a fundo as informações que lhe foram proporcionadas nesse então.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nossos relacionamentos, que neste momento têm caráter clandestino, com grande quantidade de organizações democráticas e revolucionárias do mundo, armadas e civis, estão regidas pelas conclusões das Conferências Guerrilheiras que, como já assinalei, orientam sobre o não desenvolvimento de ações militares em outros países, respeitando a soberania da cada país e as lutas da cada povo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;É certo que as FARC pediram apoio à ETA para atentar contra várias pessoas, entre elas o presidente, Álvaro Uribe, quando visitasse Espanha ou a UE?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Essa é a propaganda que se fazia o mesmo Uribe, na Colômbia e no exterior, para projetar uma imagem de vítima.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;As forças de segurança espanholas detiveram Remédios García Albert, considerada com ligações com as FARC. Têm as FARC vínculos com Remédios García Albert? Em caso afirmativo, em que consistem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não conheço vínculos de Remédios García com as FARC. A ela, refiro-a exclusivamente por uma menção jornalística das autoridades colombianas, durante o período de incontinência propagandística que sofreu o governo em torno do suposto computador do Comandante Raúl Reyes. Nunca dantes nem nunca depois a escutei nomear. Poderia afirmar, se de algo serve, que nos tempos das conversas de paz no Caguán, grande quantidade de pessoas vindas do mundo inteiro, a título individual ou como representantes de organizações de muito diversa índole ou de governos, estiveram presentes e trocaram opiniões com nossos representantes sobre o processo que se adiantava. Não poderia agregar nada mais sobre isso&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Que relacionamento mantêm com os governos de Cuba, Venezuela e Equador?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Se mo permitir, prefiro evitar uma resposta alusiva a nossos relacionamentos com qualquer governo do mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Acham que Espanha pode jogar algum papel na solução do conflito colombiano? Qual?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sempre percebemos positivamente a participação da comunidade internacional na solução política do conflito. Mas, dadas suas caraterísticas atuais e as permanentes e agressivas declarações oficiais, é necessário que lhe dêmos tempo ao tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O que sabe dos falsos positivos? Por que as FARC não difundiram mais revelações sobre esse tema?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O assassinato sistemático de civis em estado de indefensão por parte de militares e polícias, e sua posterior apresentação como "guerrilheiros caídos em combate", é uma prática institucional na Colômbia, desde o ano 1948.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não é nada inovador nem muito menos. Faz parte de uma guerra suja desenvolvida pelo Estado colombiano contra "o inimigo interno" que também concebe e executa o assassinato seletivo de líderes políticos da oposição, de dirigentes sindicais comprometidos com os trabalhadores, o desaparecimento de ativistas revolucionários, as torturas, o terror e os massacres que intimidem e gerem medo, parálises, pânico e deslocaçã&lt;/span&gt;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Todo isso se denunciou e se continua denunciando. Existem centenas de livros, milhares de denúncias, milhares de evidências e de provas que demonstram a responsabilidade do Estado colombiano no desenvolvimento desta estratégia, só que até agora, a comunidade internacional aceita a tese oficial que assinala como fatos isolados, sob a responsabilidade de algumas maçãs podres, esta criminosa prática institucional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;São centenas de milhares as vítimas civis da guerra suja que o Regime empreendeu, segundo afirma, em "defesa das instituições e do Estado de Direito".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meados dos anos setenta, a estratégia oligárquica de terror fundiu suas práticas paramilitares com o narcotráfico, sob a direção e chefia de poderosos empresários, destacadas personalidades da política tradicional e altos comandos militares, com o objetivo de intensificar seus crimes e entesourar dinheiro proveniente do narcotráfico, mas ocultando a seus verdadeiros chefes e orientadores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Hoje, muitas evidências começam a sair à luz, desde as farsas dos cárceres atribuídos aos militares e políticos responsáveis por crimes atrozes, passando pela usurpação em massa de terras por parte de fazendeiros, militares, industriais e dirigentes dos partidos tradicionais, acordos políticos empapados de sangue entre gamonais e narcos, enriquecimento desmesurado e inusitadamente rápido de um reduzido setor social vinculado aos diferentes governos destes anos, institucionalidade permeada quase sem exceção por dinheiros mafiosos e ao serviço destes, até os nexos do alto governo com esta estratégia que pelo cedo visibiliza a duas de suas "eminentes" cabeças, o senhor Narváez e Álvaro Uribe Véle&lt;/span&gt;z.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;E, embora até hoje não há militares condenados pelos chamados "falsos positivos", a sociedade avança na luta por chegar ao fundo do problema, por determinar a cada situação com precisão, castigar aos autores materiais e também aos autores intelectuais e determinadores, o que inevitavelmente atingirá a regulamentação militar existente, inspirada, concebida e desenhada baixo a ótica da Segurança Nacional apregoada por Washington desde os tempos da guerra fria, que foi um dos tema tabu na Constituinte de 1991 e causa de fundo dos milhares e milhares de mortos de todos estes anos. A Colômbia tem perdido muito tempo por esse veto que a oligarquia impôs nos conciliábulos daqueles anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Semelhante engano, não pode ser repetido. As soluções que requer o país são estruturais, se queremos a reconciliação sobre bases verdadeiras e não cerzir mais um remendo como aquele de 1991. Por isso também é transcendente que, se conseguirmos construir um novo cenário em função da solução incruenta, em algum momento possam participar representantes da força pública, onde seguramente muitos de seus integrantes, sem responsabilidades nas ruindades da guerra suja, também estarão clamando pela reconciliação e a reconstrução nacional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A seguir à morte de Jorge Briceño em um bombardeio a 22 de setembro, o presidente Santos reiterou que já se enxergava o fim do fim das FARC. O que opina sobre isto&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Desde 1964, conhecemos tal declaração oficial em boca de diferentes presidentes e ministros de guerra, em ocasiões fazendo de agoureiros, outras vezes em forma de promessa e outras a maneira de ameaça, sempre com a pretensão de ocultar as raízes do conflito que fizeram necessária a existência das FARC&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Assim, justificaram a violência terrorista do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, incrementaram ano após ano o orçamento militar e policial, para bem-estar dos generais e dos senhores da guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, ocultaram desde faz tempo sua própria incapacidade, sua intransigência e a profunda corrupção que corrói as instituições oficiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, pretendem ocultar a sua vergonhosa e humilhante genuflexão em frente ao Pentágono Norte-americano e à Casa Branca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Enquanto não abordarmos seriamente, entre todos, a busca de soluções aos problemas estruturais do país, a confrontação será inevitável. Umas vezes mais intensa, outras não tanto. Em alguns momentos com a iniciativa militar do Estado, em outros, com a iniciativa popular, em uma trágica ciclotimia que devemos superar, inteligentemente, com grandeza histórica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Se prosseguir a confrontação, terá mais mortos. De ambos os lados. Mais tragédias para o povo. E não chegarão a paz e nem a convivência para a Colômbia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não se trata da morte de um ou de outro comandante guerrilheiro. O conflito não é assim tão simples. As circunstâncias históricas do país são muito particulares. A existência de guerra de guerrilhas revolucionárias na Colômbia não é consequência do voluntarismo de um punhado de valentes ou de uns aventureiros, ou de uns "terroristas" ou de uns "narcoterroristas", tais qualificativos podemos deixá-los para a propaganda oficial. A insurgência colombiana é reflexo do sumum de uma série de fatores estruturais que os diferentes governos não podem insistir, teimosa ee criminosamente, em desconhecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A oligarquia colombiana conformou uma força pública armada a mais de 500 mil homens, em um país de uns 45 milhões de habitantes com enormes necessidades e carências. Inaudito! Cerca da quinta parte do orçamento nacional que entra anualmente foram aprovados para despesas militares. Investiram-se quase $10.000 milhões de dólares de ajuda norte-americana no Plano Colômbia, para uma guerra fracassada. No entanto, a confrontação prossegue.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quando bombardearam o acampamento do comandante Jorge Briceño, com quase uma centena de aeronaves que deixaram cair milhares e milhares de toneladas de explosivos durante muitos dias, em um dantesco inferno. Instalaram na periferia do local de tendas de campanha com espelhinhos e presentes e roupa nova, sapatos Reebock e Nike convidando aos guerrilheiros através de alto-falantes durante semanas, à traição e à deserção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Todo o que obtiveram foi uma heroica resposta militar da guerrilha, colmatada de moral e de consciência revolucionária, que produziu centenas de baixas na força de ocupação oficial e o pedido em massa de entrada de novos guerrilheiros na região e em muitas outras zonas do País&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;A proximidade da paz democrática, da convivência e da justiça social não pode ser medido em litros de sangue. Isso o sabe o país e certamente o presidente Santos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Em seu último informe ONG colombiana Novo Arco Íris, que faz acompanhamento do desenvolvimento do conflito militar cruzando informações oficiais e de analistas, embora reconheça a supremacia aérea do governo, disse que os combates em terra lhes são notoriamente adversos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Quais são os resultados reais deste longo confronto?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quanto a isso, só quero assinalar que diariamente há combates e fatos de guerra entre a guerrilha revolucionária e a força pública institucional e parainstitucional na maioria dos 32 departamentos do País, onde se obtêm vitórias e em ocasiões também se recebem golpes, em uma confrontação que se prolongou no tempo e na qual a iniciativa militar se altera, se modifica, muda no tempo e nas diferentes áreas, mas não estrategicamente. Os partes militares, que fazemos públicos, quantificam os efeitos da guerra em nosso adversário e em nossas próprias fileiras com dados incontestáveis. Gostava de destacar que a ofensiva oficial atual iniciada desde faz algo mais de 11 anos, a partir do chamado Plano Colômbia, desenhado no Pentágono norte-americano, dirigido e financiado por eles e alimentado sem descanso por armamento de última geração desde Washington, fracassou. É a maior e mais prolongada operação contrainsurgente lançada no continente e é também a maior demonstração que a solução do conflito na Colômbia não passa pela Pax Romana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Que condições exigem vocês hoje para se desmobilizarem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Desmobilizar-se é sinónimo de inércia, é entrega covarde, é rendição e traição à causa popular e ao ideário revolucionário que cultivamos e lutamos pelas transformações sociais, é uma indignidade que leva implícito uma mensagem de desesperança ao povo que confia em nosso compromisso e proposta bolivariana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não temos nenhuma dúvida quanto à nossa obrigação de lutar permanentemente e sem desmaio, com convicção e otimismo, por nos acercar com certeza à solução política, incruenta, do conflito. Os colombianos, com a contribuição de países amigos, devemos construir um palco de diálogo onde alinhavar e tecer em comum um processo que conclua em acordos, cuja materialização incida contundente e irreversivelmente na liquidação das causas que em seu momento originaram o conflito armado e que hoje o nutrem abundantemente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Uma vez erigido o palco, em um processo que também deve trabalhar a reconstrução da confiança entre as partes, teremos que conversar envelope os prisioneiros de guerra, militares, polícias e guerrilheiros em poder das partes, como uma feição política e humanitário que reclama prelação. E, em função de objetivos de longo fôlego, contamos como ponto de partida com uma ferramenta excecional qual é a Agenda Comum pela mudança para uma Nova Colômbia, assinada como acordo entre o Estado Colombiano e as FARC-EP, no Caguán.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sem dúvida, o importante é construir o palco, com vontade de decisão política, pensando no país e em seu futuro, fazendo abstração das mentiras inventadas pela propaganda oficial que afastam a solução definitiva porque faz pensar ao estabelecimento com seus próprios desejos. E, nestes processos é indispensável manter a antena em terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Os dolorosamente frustrados tentativas que fizemos desde La Uribe em 1984 por encontrar caminhos civilizados, são evidência das enormes dificuldades que implica encontrar o caminho correto sem que isso implique resignação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A Colômbia atravessa uma conjuntura crítica porque acabou há pouco o período do governo mais violento e corrupto da história nacional, encabeçado por Álvaro Uribe. Dezenas dos congressistas e dirigentes políticos que e fizeram campanha presidencial e participaram de sua gestão estão no cárcere, condenados como determinadores do narcoparamilitarismo, outros muitos enfrentam investigação preliminar por parte da Promotoria e do Corte Suprema de Justiça, vários de seus ministros também estão sindicados ou são pesquisados enquanto dezenas de comandos meios desta administração já estão encarcerados todos por corrupção e/ou paramilitarismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O véu vai cair logo. A camada de teflon construída pelos amigos de Uribe possibilitando o enriquecimento desmesurado deste círculo mafioso como fruto de uma incomensurável corrupção administrativa, a contemporização complacente de muitos com a estratégia e prática paramilitar que já se conhecia e sua fascistoide rejeição visceral a uma solução política do conflito, todo este vergonhoso véu, está a ponto de cair, o que abrirá novas perspetivas à civilidade e à democracia verdadeira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quando o país, além da violência e a corrupção, é açoitado pela natureza em forma de chuva inclemente, está reclamando a seus dirigentes grandeza e estatura histórica para contornar a difícil conjuntura e o projetar com força para o futuro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Os ódios doentios espalhados pelo anterior governo, que polarizaram a Colômbia, estão vivendo os seus últimos momentos. Às competências que assumiu para evitar a lei como ruína está lhes pondo fim a Promotoria, os juízes e os Cortes. O ter retrotraído ao DAS aos tempos da tenebrosa POPOL, polícia política do regime nos anos 50 e aparelho criminoso do bolso presidencial, não será um crime impune.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A insistência uribista adensada na sua indicação das FARC como sendo terrorista não faz nem sombra à contundente verdade sobre a existência do conflito armado na Colômbia, contida no projeto da chamada Lei de vítimas, se tivermos em conta que foi sobre a tese mentirosa de inexistência do conflito, que Uribe construiu seu aparelho fascista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Como revolucionários que entregamos tudo pelos nossos ideais e o bem-estar do povo, persistimos na solução política do conflito.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-7461599779431224865?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/7461599779431224865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=7461599779431224865' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/7461599779431224865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/7461599779431224865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/06/entrevista-com-alfonso-cano-comandante.html' title='Entrevista com Alfonso Cano-Comandante das FARC-EP'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-F89LEiDqQN4/TfhDlHYBPaI/AAAAAAAACLE/I5cEeqoCqng/s72-c/cano2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-5383906340915406118</id><published>2011-06-10T10:30:00.000-07:00</published><updated>2011-06-10T10:31:33.973-07:00</updated><title type='text'>Gatza o preso basco mais antigo em liberdade</title><content type='html'>&lt;iframe width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/cC5vBJWGUD0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reportagem sobre a libertação de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Jose Mari Sagardui, Gatza&lt;/span&gt; - e sobre o conflito que Euskal Herria enfrenta -, realizada pelo jornalista David O'Shea e transmitida pela cadeia de TV australiana SBS no programa «Dateline».&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-5383906340915406118?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/5383906340915406118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=5383906340915406118' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/5383906340915406118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/5383906340915406118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/06/gatza-o-preso-basco-mais-antigo-em.html' title='Gatza o preso basco mais antigo em liberdade'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/cC5vBJWGUD0/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-8608657907354203539</id><published>2011-06-10T10:04:00.000-07:00</published><updated>2011-06-10T10:05:12.525-07:00</updated><title type='text'>O rap basco do INDARRAP</title><content type='html'>&lt;iframe width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/kW1qethwQFI" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-8608657907354203539?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/8608657907354203539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=8608657907354203539' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/8608657907354203539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/8608657907354203539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/06/o-rap-basco-do-indarrap.html' title='O rap basco do INDARRAP'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/kW1qethwQFI/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-2423651881050882061</id><published>2011-06-08T19:04:00.000-07:00</published><updated>2011-06-08T19:10:56.787-07:00</updated><title type='text'>O movimento 15M:  a politização da indignação na Espanha</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-LZeyKkN5zTQ/TfAq5ps8qJI/AAAAAAAACKs/k-KWtN707jM/s1600/acampada.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-LZeyKkN5zTQ/TfAq5ps8qJI/AAAAAAAACKs/k-KWtN707jM/s400/acampada.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5616035905266296978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;As praças se enchem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-mk5ZLKlBaPU/TfAqt3AumAI/AAAAAAAACKk/kHImUNEqqxQ/s1600/cat1.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 265px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-mk5ZLKlBaPU/TfAqt3AumAI/AAAAAAAACKk/kHImUNEqqxQ/s400/cat1.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5616035702680492034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O movimento 15M: a politização da indignação na Espanha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Iñigo Errejón&lt;/span&gt;*&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Tradução Portugues: Paulo Marques&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;As praças se enchem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No 15 de maio de 2011 diferentes manifestações, convocadas pelas redes sociais na internet recorreram as principais cidades do Estado Espanhol, sob o lema “Democracia Real Já. Não somos mercadoria nas mãos de políticos e banqueiros”. A de Madri, a mais numerosa com mais de 35.000 pessoas, terminou com a violencia brutal da polícia e mais de 20 detidos, todos aqueles que denunciaram maus tratos. Ao finalizar, duas dezenas de ativistas decidiram ficar e  dormir na Puerta del Sol, o centro simbólico de Madri e, por extensão, do Estado espanhol. Foram desalojados de madrugada pela polícia, mas no dia seguinte milhares de pessoas acudíam a mesma praça para apoiar-lhes e para  proteger o estabelecimiento de uma nova acampada. Durante essa semana, dezenas de acampadas se instalaram nas praças de todo o país. Quando a Junta Eleitoral Central, máxima autoridade  referente a direitos políticos nos períodos eleitorais, declarou “ilegais” as acampadas e concentrações , estas se fizeram ainda mais concorridas e vivas. O movimento ganhava assim uma importante  dimensão de desobediência civil de massas, amplamente legitimada. Este aspecto foi especialmente importante no fim  de semana de sábado 21 e no domingo 22 de maio, día das eleições  municipais e regionais. Segundo a legislação espanhola, está proibido manifestar-se em véspera de eleições. Todavía, o Ministerio do Interior encontrou o modo de justificar a não intervenção policial. Os acampados comprenderam esse día que, atrás de toda lei, há uma correlação de forças que a sustenta e sem a qual é papel molhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As acampadas, com o passar do tempo, forma se  estruturando e convertendo-se em experiencias de auto-organização popular que têm feito das praças espaços públicos de regulação não estatal, que ademais servem como fóruns de deliberação política no coração mesmo das grandes cidades. Nós que estamos  acostumados a caminhar por estas ruas e praças, não podemos conter a emoção ao ver-las agora cheias de faixas, barracas, megafones, assembléias e uma  inédita paixão pela  coisa pública. Em efeito, após  décadas de desprestigio simbólico e erosão legislativa do público, dezenas de pessoas descubriram o compromisso com o comúm, e varriam as ruas já sim sentiam como suas, ofereciam seu trabalho para a acampada ou conversavam com desconhecidos  sobre suas queixas comúns e as possíveis soluções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã de quinta-feira, 27 de maio, excitados pelos seus bons  resultados eleitorais, a direita regionalista catalã tentava desalojar a acampada de Barcelona. Após várias horas de resistência pacífica mas decidida por parte dos ativistas, a polícia voltava a ceder a praça aos indignados, deixando um saldo de dezenas de feridos –um deles ainda hospitalizado- e uma simpatía para com os  acampados que crescia paralelo ao rechaço a  brutalidade policial, inclusive nos meios de comunicação. O movimento, após este erro tático dos governantes catalães, cresceu em apoio social e em  número de acampados. Na Espanha todas as praças mostravam sua solidaridade com Barcelona, enquanto as autoridades apontavam a lição e se cuidavam de não  tentar mais  desalojos. Ao mesmo tempo , a tomada de praças se extendia pela  Europa e em  Atenas os manifestantes cercavam o  parlamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Da resignação ao "Que não nos representam"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, de onde saíam estas dezenas de milhares de pessoas que a imprensa chama “indignad@s”? O 29 de setimbro de 2010 houve uma greve geral contra a reforma trabalhista acordada pelos  empresários e o  Governo, que recortava direitos trabalhistas  históricos e favorecía as demissões. O desemprego, ocorrido em um contexto de erosão da imagem e a  capacidade dos sindicatos, foi relativamente exitoso, ainda que de incidência muito menor nos setores de precarização juvenil. Em janeiro de 2011, quando os sindicatos majoritários acordaram já com o governo o duro recorte do sistema  público de pensões, a maior parte da indignação com as contra-reformas não se transformou salvo em algumas zonas e setores, em resistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 7 de abril de 2011 uma manifestação de mais  7000 pessoas  atravesou Madri, convocada pela iniciativa “Juventude Sem Futuro”, denunciando que a gestão governamental regressiva da crise arruinava o horizonte de vida de toda uma geração. Que a interpelação fosse em sentido  geracional , e que o discurso dos convocantes se movesse deliberadamente entre os termos  assumidos por todo o mundo no debate político espanhol –o valor “juventude” e a mobilidade social ascendente bloqueada para a geração mais instruída, o termo “democracia”, etc.- e sua resignificação frente a ordem existente, facilitou que essa convocatória, em um clima geral  de resignação e pouca confiança na  mobilização popular, tivesse um forte impacto midiático, e a agenda pública, e pavimentou-se o caminho para a politização da indignação: a conversão de lamento pela piora das  condições de vida em uma atividade consciente que interpela as vítimas, assinala aos  culpados e mobiliza até soluções inimagináveis e, por isso, ilusórias. Estes mesmos jóvens, por certo, conversaram com o  Vice-presidente boliviano Álvaro García Linera, em sua visita a Madri no dia 31 de mao passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “movimento 15 de maio” têm continuado e aprofundado essa senda. Têm  demostrado que as ruas seguem sendo um espaço de construção de poder político, em que pese a intenção  institucional de regulá-la como espaço exclusivamente comercial, e nela têm incorporado o protesto da  juventude precarizada, um setor das classes subalternas até agora escasamente mobilizado. Têm demonstrado a cada um dos indignados que forma parte de um coletivo muito amplo. Têm  esquivado a criminalização suscitando amplas simpatías na sociedade espanhola, frente aos poderosos. Têm questionado o caráter democrático de um sistema político que subordina a vontade política às decisões tomadas pelos organismos da economía privada, e que esgrime “o mercado” como principio superior da soberanía popular para socializar as perdas de quem nunca socializou seus beneficios. Têm impugnado a representatividade das elites políticas, repudiando-as como uma “casta” que acorda em aplicar recortes que nunca  afetam a ela mesma, e tem identificado aos dois partidos majoritários, o Partido Popular e o Partido Socialista Obrero Espanhol, como as duas alternativas de um mesmo regime, que tem a Constituição Espanhola de 1978 pactada com a  ditadura como estrutura jurídica e a  oligarquía financeira e imobiliária como núcleo dirigente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o futuro ficam, como sempre na ação  insurgente, mais dúvidas que certezas. O movimento têm sido até agora pouco capaz de gestionar a tensão entre los tempos necessários da deliberação popular e aqueles da luta política, entre horizontalidade e eficácia. Tampouco os conteúdos “econômicos” lograram fazer um eco destacado entre as propostas dos indignados, mais centrados em uma renovação cívica e moral da vida política espanhola. O cenário institucional, após a avassaladora vitória da direita nas eleições locais e regionais de 22 de maio, aponta para uma  dinâmica de maior agressividade do Estado frente a mobilização popular. Faltam, enfim, objetivos e inimigos comúns que cristalizem e cohesionen o nós que se vai conformando, de forma ainda difusa, nas praças. E falta a “vontade de poder”, de passar do protesto a disputar o exercício do poder político. Contudo, está sendo uma primavera democrática que destróe o tempo da resignação&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iñigo Erejón é Doutor en Ciência Política pela Universidad Complutense de Madrid&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-2423651881050882061?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/2423651881050882061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=2423651881050882061' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/2423651881050882061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/2423651881050882061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/06/o-movimento-15m-politizacao-da.html' title='O movimento 15M:  a politização da indignação na Espanha'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-LZeyKkN5zTQ/TfAq5ps8qJI/AAAAAAAACKs/k-KWtN707jM/s72-c/acampada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-8072448194939569444</id><published>2011-06-08T17:18:00.000-07:00</published><updated>2011-06-08T17:33:50.194-07:00</updated><title type='text'>CESARE BATTISTI ESTÁ LIVRE</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-KZmAQ_FECd0/TfAS2uoYfoI/AAAAAAAACKc/BXgLMkI4CeQ/s1600/Cesare_Battisti02.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 253px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-KZmAQ_FECd0/TfAS2uoYfoI/AAAAAAAACKc/BXgLMkI4CeQ/s400/Cesare_Battisti02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5616009466770652802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A decisão do STF não só reparou uma injustiça como reafirmou a soberania do Brasil. Segundo os funcionários de Berlusconi o Brasil era mais "conhecido por suas dançarinas do que pelos seus juristas", e o pior é que a direita nativa fez coro ao desaforo do governo Berluscon&lt;/span&gt;i&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após mais de 6 horas de sessão o STF deliberou pela soltura imediata de Cesare Battisti,preso desde 2007. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No julgamento de hoje, os ministros avaliaram se o ato do ex-presidente Lula de manter Battisti poderia ser contestado pelo governo italiano. E se Battisti deveria ser solto de imediato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro caso, a maioria dos ministros alegou que por uma questão de soberania nacional, a decisão de Lula deveria ser mantida, ou seja, que Battisti não deve ser entregue às autoridades italianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sessão, os ministros também decidiram pela soltura imediata de Battisti.A previsão dos advogados de defesa é que, após a decisão do Supremo, Battisti deixe a cadeia amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Votaram pela libertação imediata  de Battisti os ministros: Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandwski, Joaquim Barbosa, Ayres Britto e Marco Aurélio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Votaram contra a decisão do presidente Lula de não extraditar  Battisti( e a favor do governo italiano) os ministros: Gilmar Mendes (relator), Ellen Gracie, Cezar Peluso (presidente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale destacar a intervenção do  novo membro do STF,  Luiz Fux que desmontou os argumentos do relatório de Gilmar Mendes que tentou, de forma constrangedora, sustentar a posição de que Lula havia desacatado o Tratado de extradição assinado com a Itália.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2807516947146556999-8072448194939569444?l=economiasocialistads.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/feeds/8072448194939569444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2807516947146556999&amp;postID=8072448194939569444' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/8072448194939569444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2807516947146556999/posts/default/8072448194939569444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/06/cesare-battiste-esta-livre.html' title='CESARE BATTISTI ESTÁ LIVRE'/><author><name>A Batalha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10401796896361261946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-KZmAQ_FECd0/TfAS2uoYfoI/AAAAAAAACKc/BXgLMkI4CeQ/s72-c/Cesare_Battisti02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2807516947146556999.post-8374870885042630406</id><published>2011-06-08T07:49:00.000-07:00</published><updated>2011-06-08T08:13:43.621-07:00</updated><title type='text'>Um fim para a injustiça contra Cesare Battisti</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-AJRfgeRXAQ4/Te-QJpSsMaI/AAAAAAAACKU/guSQDe5MH1M/s1600/battisti.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 370px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-AJRfgeRXAQ4/Te-QJpSsMaI/AAAAAAAACKU/guSQDe5MH1M/s400/battisti.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615865755731767714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-2Q-FH2dyGm0/Te-P0wUZdXI/AAAAAAAACKM/DthKky2cNUI/s1600/agir_cbfarsa.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 296px; height: 185px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-2Q-FH2dyGm0/Te-P0wUZdXI/AAAAAAAACKM/DthKky2cNUI/s400/agir_cbfarsa.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615865396840723826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O STF irá deliberar hoje, mais uma vez, sobre Césare Battisti, escritor e ex militantes político italiano que ainda está preso mesmo que o presidente Lula já tenha decidido por não extraditá-loi para a Italia no ano passado, o que significa que o Brasil de forma justa e soberana reconheceu o direito de asilo político para o escritor. A história deste militante é bem conhecida, e todos sabem o quão injusta é sua detenção. &lt;br /&gt;Entretanto, o governo italiano e a totalidade da direita nacional e internacional( Mino Carta é a única pessoa de esquerda que conheço que é contra o asilo a Battisti, uma atitude que ainda não compreendi quais os reais motivos)continuam não aceitando a decisão soberana do governo Brasileiro e  tentam ainda extraditar Battisti. Esperamos que hoje tenha fim esta novela kafkiana que é a prisão de Battisti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme escreveu Pablo Ortellano( www.gpopai.org) em seu blog podemos ver que os argumentos de Mino Carta de que a Itália vivia um Estado de Direito na época em que o grupo armado de Battisti estava em ação, não se sustenta na realidade dos fatos, ou como diria o próprio Mino na "realidade factual"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ao contrário do que diz a imprensa empresarial (e mesmo parte da imprensa de esquerda), a luta armada italiana dos anos 1970 não foi um fenômeno marginal. Embora a Itália nestes anos fosse uma democracia liberal, contando inclusive com governos com participação da esquerda, ela viu florescer a oposição armada de centenas de grupos, muitos deles pequenos como os PAC (Proletários Armados pelo Comunismo) de Battisti. Essa oposição armada tinha raízes nos movimentos sociais italianos cuja força conseguiu prolongar por dez anos os eventos de 1968 e 1969, o que é chamado por lá de “o longo 1968″. Neste período, as ações armadas eram expressões de grupos enraizados nos movimentos sociais e, por isso, tinham certo respaldo popular e foram relativamente disseminados, mobilizando milhares de militantes. Sem entrar no mérito da legiti
