terça-feira, 31 de maio de 2011

Julgamento de Otegi e seus companheiros dia 27 de junho




Resumen de Mayo 2011 Maiatzaren Laburpena from ekinklik argazkiak on Vimeo.




A Audiência Nacional espanhola começará a julgar no dia 27 de Junho o chamado «caso Bateragune». No banco dos réus estarão sentados os dirigentes independentistas Arnaldo Otegi, Rafa Díez, Miren Zabaleta, Sonia Jacinto, Arkaitz Rodríguez, Txelui Moreno, Amaia Esnal e José Manuel Serra, que foram detidos a 13 de Outubro de 2009.

De acordo com informações veiculadas pelo tribunal especial espanhol, a audiência oral foi marcada para os dias 27, 28, 29 e 30 de Junho, e 1, 4, 5, 6 e 7 de Julho. Os oito arguidos serão julgados no âmbito do chamado «caso Bateragune», que, para a AN espanhola, funcionava como «órgão de construção do pólo soberanista sob o controlo da ETA».

A Procuradoria espanhola pede 10 anos de prisão para Otegi, Díez e os outros seis arguidos, acusando os oito independentistas da alegada prática do crime de «integração em organização terrorista» por promoverem «uma aliança independentista que tinha por finalidade apelar à incorporação de forças políticas como Eusko Alkartasuna, Aralar, Abertzaleen Batasuna e ELA no espaço de luta no confronto entre Euskal Herria e o Estado».

Os oito bascos serão julgados pelo tribunal composto pelos magistrados Ángela Murillo, Teresa Palacios e Juan Francisco Martel.

A esquerda abertzale pede uma resposta veemente e unitária contra o julgamento de dia 27


«A esquerda abertzale entende que no dia 27 de Junho se sentam no banco dos réus alguns representantes da esquerda abertzale, mas a causa e a futura sentença dirigem-se não apenas aos que se sentam no banco dos réus, mas a todos aqueles que, nas diversas forças políticas, sindicais e sociais deste país, reivindicam uma mudança de cenário sem ingerências e sem veto
s», afirmaram em conferência de imprensa ontem à tarde, em Donostia, sobre a abertura da audiência oral do chamado «caso Bateragune».

No início, os representantes da esquerda abertzale – Tasio Erkizia, Marian Beitialarrangoitia, Agurne Barruso e Txelui Moreno – enviaram uma saudação a Arnaldo Otegi, Sonia Jacinto, Miren Zabaleta e Arkaitz Rodríguez, quatro dos oito arguidos que actualmente se encontram presos.

Em seguida, qualificaram este julgamento como «a resposta de Madrid à nova fase política aberta em Euskal Herria», ponto em que lembraram o contributo dos encarcerados e restantes imputados para chegar a esta situação política.

«Estas oito pessoas vão a julgamento por defender um cenário democrático para este país, por defender a independência e o socialismo como o projecto que melhor representa a defesa das necessidades políticas, sociais e culturais deste país, por defender e levar à prática a aposta em vias exclusivamente políticas e democráticas, por defender, em suma, a nova fase política iniciada neste país, que tanta expectativa gerou e tanta adesão popular recebeu», sublinharam.

A responsabilidade do PSOE

Assim, a esquerda abertzale afirma que o PSOE é «o responsável pela continuidade da repressão» como resposta a Euskal Herria. Uma força que, para a esquerda abertzale, «nega este novo cenário e pretende continuar a erguer um muro de imposição e repressão para o tornar inviável».

Uma missão, a de impedir o avanço do novo contexto político, em que entendem que «estão a fracassar de forma estrepitosa, tal como ficou demonstrado nas eleições de 22 de Maio».

A esquerda abertzale entende que, com este julgamento, irão pretender esconder «o que não é mais que o direito à livre defesa das ideias políticas e à livre organização política dos arguidos».

Encara este julgamento como uma nova agressão a todo um povo e, consequentemente, entende que «a resposta tem de ser veemente, com carácter unitário, capaz de representar o povo em marcha que exige mudanças de peso e soluções democráticas com urgência».

«Um povo cada vez mais unido e cada vez mais mobilizado em prol da contretização da mudança está a responder com um brilhantismo político sem precedentes a todas estas investidas que representam a debilidade de um governo e do PSOE e do PP, que não têm projecto político para oferecer e se escudam na força para não percorrer o caminho que este país lhes exige: a aceitação da livre decisão dos bascos e das bascas, como pilar básico para o livre confronto democrático de todos os projectos», concluiu a esquerda abertzale.
Fonte: Gara

Rumo ao precipício: De Espanha à Espanistão



Um video que mostra didaticamente como funciona o sistema que levou a Espanha para a bancarrota.

domingo, 29 de maio de 2011

Nestlé já tem sua própria mutinacional farmaceutica




Nestlé: além da doença vai vender a cura também


A companhia suiça Nestlé, através de sua divisão de Ciências da Saúde, adquiriu a empresa farmacêutica americana Prometheus Laboratories, especializada no diagnóstico e tratamento de enfermidades gastro-intestinais e oncológicas, por uma quantidade que não foi revelada, segundo informou o grupo em um comunicado.

A Nestlé destacou que a companhia com sede em San Diego apoia "totalmente" a ambição de sua divisão de Ciências de Saúde de ser pioneira em soluções nutricionais baseadas na ciência para oferecer uma melhor atenção médica personalizada aos doentes.

Asim mesmo, informa que ao redor de 500 empregados da Prometheus passarão a formar parte da Nestlé como consequencia da operação, que está pendente da aprovação dos reguladores. Además, sublinha que as vendas de Prometheus em 2012 estão previstas que alcancem os 250 milhões de dólares (177 milhões de euros).
O presidente e conselheiro delegado da Nestlé Health Science, Luis Cantarell, assinala que esta aquisição é um "movimento estratégico", já que os conhecimentos da Prometheus e a experiência de seus visitadores médicos constituem uma "robusta" plataforma para acelerar seu atual e futuro negócio relacionado com o cuidado da saúde.

Por sua parte, o presidente e conselheiro delegado da Prometheus Laboratories, Joseph M. Limber, se mostrou encantado de poder unir-se a Nestlé e compartilhar seu compromisso com o cuidado da saúde personalizada. "Juntos, aceleraremos o desenvolvimento de nossas inovadoras plataformas de diagnóstico para oncología e gastroenteorologia", destacou.

Fonte: www.insurgente.org
trad.português: P. Markes

Morre Scott-Heron, poeta, ativista e precursor do Rap



O poeta, cantor, figura icone da música negra e precursor do rap Gil Scott-Heron morreu quinta,dia 26/05 em Nova Iorque, aos 62 anos




'I'm New Here' Eu Sou novo aqui(Letra traduzida)

No No No No
Não me tornei alguém diferente
Eu não queria ser
Mas eu sou novo aqui
Você vai me mostrar ao redor

Não importa quão longe você tenha ido errado
Você sempre pode tournaround
Conheceu uma mulher em um bar
Disse-lhe que era difícil para conhecer
E quase impossível de esquecer
Ela disse que eu tinha um ego em mim
Do tamanho do Texas

Bem, eu sou novo aqui e eu esqueço
Isso significa que grande ou pequeno

Turnaround turnaround turnaround Turnaround reviravolta reviravolta

E eu estou derramando placas como uma cobra
E pode ser loucura, mas eu sou a coisa mais próxima que eu tenho
Para uma voz da razão


Turnaround turnaround turnaround Turnaround reviravolta reviravolta

E você pode fechar o círculo e ser novo aqui novamente



Gil Scott-Heron
(nasceu em 1 de abril de 1949 em Chicago. Foi um músico e poeta, principalmente conhecido no final da década de 1960 e princípio dos anos 1970 por suas atuações de poesia cantada e falada misturando ritmos como Jazz, Funk, Soul e ritmos latinos, relacionadas com os ativistas militantes afro-americanos. Heron ficou famoso pelo seu poema/canção "The Revolution Will Not Be Televised", em português, "A revolução não será televisionada".

Scott-Heron é visto como um dos fundadores do rap.

Recentemente Scott-Heron lançou o disco inédito I'm New Here, de 2010, pela XL Recordings, o álbum recebeu boas criticas, e foi pontuado com 8.3 pela Pitchfork.





A Revolução não será televisionada- Scott-Heron

Você não será capaz de ficar em casa irmão.
Você não será capaz de ligar, ligar e fora policial.
Você não será capaz de se perder em Skag e
saltar para fora de cerveja durante os comerciais,
Porque a revolução não será televisionada.

A revolução não será televisionada.
A revolução não será trazida a você pela Xerox
Em 4 partes sem intervalos comerciais.


A revolução não vai mostrar fotos de Nixon
soprando uma corneta e levando uma carga de John
Mitchell, General Abrams e Spiro Agnew para comer porcos confiscados de um santuário do Harlem.

A revolução não será televisionada.
A revolução não será trazida a você pela
Prêmio Teatro Schaefer e não estrela Natalie Woods e Steve McQueen ou Bullwinkle e Julia.
The revolution will not give your mouth sex appeal.

A revolução não irá dar o seu sex appeal boca.
A revolução não vai se livrar dos nubs.
A revolução não vai fazer você olharmais fina, porque a revolução não será televisionada, irmão.

Não haverá fotos de você e Willie de Maio
empurrando o carrinho de compras abaixo o bloco na corrida mortos,
ou tentando deslizar que a televisão a cores em uma ambulância roubada.
não poderá prever o vencedor às 8:32
ou relatório de 29 distritos.
A revolução não será televisionada.

Não haverá fotos de porcos atirando para baixo irmãos no replay.
Não haverá fotos de porcos atirando para baixo irmãos no replay.
Não haverá imagens de Whitney Young sendo funcional fora do Harlem em um trilho com um novo processo.

Não haverá nenhum movimento lento ou ainda a vida de Roy passeando Watts em vermelho, preto e
macacão da libertação que ele tinha sido poupança
Para apenas a ocasião adequada.


A revolução não será televisionada.

Não haverá destaques do onze horas
notícias e sem fotos de mulheres peludas armadas
e Jackie Onassis assoando o nariz.

O tema não será escrito por Jim Webb,
Francis Scott Key, nor sung by Glen Campbell, Tom Francis Scott Key, nem cantada por Glen Campbell, Tom Jones,
A revolução não será televisionada.

A revolução não será de volta
após uma mensagem sobre um tornado branco, iluminação branca, ou as pessoas brancas.

Você não terá que se preocupar com uma pomba em seu quarto, um tigre em seu tanque, ou o gigante em seu vaso sanitário.
A revolução não vai melhor com Coca-Cola.
A revolução não vai lutar contra os germes que podem causar mau hálito.
A revolução vai colocá-lo no assento do motorista.

A revolução não será televisionada, não será televisionada,
não será televisionada, não será televisionada.
A revolução não será re-executar os irmãos;
A revolução será ao vivo.

sábado, 28 de maio de 2011

O assassinato de trabalhadores rurais no Brasil é um absurdo que continua


Chico Mendes virou um símbolo da luta pela preservação e o desenvolvimento sustentável. Passados 23 anos de seu assassinato, os criminosos continuam soltos e fazendeiros continuam assassinando aqueles que continuaram a luta de Chico Mendes




Irmã Doroty Stang, assassinada por defender a agricultura sustentável na Amazonia




casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, assassinados no Acre no dia 24 de maio.




Adelino Ramos: Mais um assassinato de quem luta pela terra no Brasil


Depois do brutal assassinato do trabalhador extrativista e lider camponês Zé Claudio Ribeiro , mais quatro trabalhadores foram assassinados nos ultimos dias.

Abaixo publicamos as informações sobre estes assassinatos:

O blog http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/ informa que mais um agricultor foi assassinado na última sexta-feira

O agricultor Adelino Ramos, de 56 anos, que participou da ocupação da fazenda Santa Elina, palco do massacre de Corumbiara (RO), em agosto de 1995, foi assassinado na manhã desta sexta-feira (27), no distrito de Vista Alegre do Abunã (RO), enquanto vendia verduras produzidas no acampamento onde vivia.

Acusado pelo Ministério Público como um dos causadores do massacre de Corumbiara, Adelino Ramos foi condenado a oito anos de prisão. Como líder Movimento Camponês Corumbiara (MCC), ele não teria deixado os trabalhadores saírem durante a repressão policial e pistoleiros.

Em junho, durante reunião em Manaus (AM), o camponês denunciou ao ouvidor agrário nacional, Gercino Silva, as ameaças de morte que sofria.

Mais conhecido como Dinho, o ex-líder líder do Movimento Camponês Corumbiara (MCC) estava acompanhado da esposa e duas filhas quando foi abordado e atingido com cinco tiros.

Adelino Ramos era perseguido por latifundiários como um dos líderes do MCC. Ele morava no Assentamento Agroflorestal Curuquetê, em Lábrea, no Amazonas, e denunciava a ação de madeireiros.

Segundo a CPT, Dinho e um grupo de trabalhadores reivindicavam uma área na região para a criação de um assentamento.

No início deste mês, o Ibama iniciou uma operação no local, onde apreendeu madeira e cabeças de gado que estavam em áreas de preservação. A CPT na região acredita que esse foi o motivo da morte do camponês.

Segundo a CPT, o agricultor foi alvejado por um motociclista. Porém, Moradores de Vista Alegre do Abunã contaram que o assassino do agricultor chegou andando em uma rua nas proximidades de uma feira livre.

O homem atirou cinco vezes e continuou andando e se escondeu na mata quando a mulher de Adelino, identificada como Eliana, começou a gritar. Ela está sob proteção policial porque viu o assassino.

O assassinato de Adelino Ramos é o terceiro na Amazônia Legal nesta semana. Na terça-feira (24), José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo foram mortos a tiros numa estrada vicinal em Nova Ipixuna, sudeste do Pará.

A CPT denuncia que madeireiros estão ameaçando de morte a agricultura Nilcilene Miguel de Lima, de Lábrea, presidente da Associação “Deus Proverá”, no sul do Amazonas.

Assentada na região há sete anos, Nilcilene desenvolve atividades de cultivo familiar ligadas à conservação do meio ambiente, da floresta e ao ativismo social.

A rica e exuberante região de Lábrea, na divisa dos estados do Acre, Rondônia e Amazonas, tem sido palco de muitos conflitos nas últimas décadas por causa da luta pela posse terra, principalmente para pecurária e exploração madeireira.

Presidência da República manifesta “total repúdio e indignação”

Os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República) e Maria do Rosário Nunes (Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República) divulgaram uma nota sobre o assassinato do líder camponês Adelino Ramos. Eles manifestam “total repúdio e indignação”.

Eis a nota:

“1 – Adelino era uma liderança reconhecida na região Norte do país, sendo presidente do Movimento Camponeses Corumbiara e da Associação dos Camponeses do Amazonas. Dinho, como era conhecido, morava em um assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) com outras famílias e seu grupo buscava regularizar sua produção. Segundo lideranças locais, ele vinha recebendo ameaças de morte de madeireiros da região. Na manhã de hoje, na companhia de sua família, ele foi executado a tiros no município localizado na divisa dos estados de Rondônia, Acre e Amazonas. Cabe ressaltar que ele era um remanescente do massacre de Corumbiara, ocorrido em 9 de agosto de 1995, que resultou na morte de 13 pessoas.

2 – O assassinato de Adelino Ramos merece o nosso total repúdio e indignação. Há três dias o Brasil se chocou com a execução de duas lideranças em circunstâncias semelhantes, no Pará. Hoje, mais uma morte provavelmente provocada pela perseguição aos movimentos sociais. Essas práticas não podem ser rotina em nosso país e precisam de um basta imediato.

3 – Segundo levantamento conjunto da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos e da Ouvidoria Agrária Nacional, desde 2001, já foram registrados 71 assassinatos em Rondônia motivados por questões agrárias. Mais de 90% dos casos ficaram sem punição.

4 – Imediatamente ao recebimento da notícia, entramos em contato com a Polícia Civil, com o governador do estado de Rondônia e com a Polícia Federal, exigindo a mais rigorosa atitude para investigar o caso e punir os criminosos, tanto os executores como os possíveis mandantes. É necessária uma ação enérgica e exemplar. Só coibiremos essa violência absurda quando acabarmos com a impunidade.

5 – O governo brasileiro não tolera que crimes como esses aconteçam e fiquem impunes no nosso país. Nesta semana, a presidenta Dilma Rousseff já determinou que a Polícia Federal acompanhe as investigações no Pará, numa atitude enérgica e clara de que crimes como esses não podem se tornar uma prática rotineira em nosso país. Acompanharemos de perto os desdobramentos para garantir justiça. É isso que se espera de um Estado democrático de direito e é assim que o governo procederá.”



Morta testemunha no caso de assassinato de extrativistas


Felipe Milanez
Sul do Pará

Foi encontrado neste sábado (28), morto em um matagal, Erenilton Pereira dos Santos, 25 anos, integrante do assentamento Praialta-Piranheira, o memo onde vivia o casal José Claudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo, executados na última terça-feira (24), em Nova Ipixuna, sul do Pará. O corpo estava a sete quilômetros do assentamento e a cerca de 100 metros da estrada. Erenilton era testemunha do caso do homicidio de José e Maria. Ele viu uma moto Bros vermelha sair do assentamento. A mesma moto foi flagrada por outra testemunha entrando no local, minutos antes do crime.

Dois dias após o duplo homicídio, Erenilton foi comprar peixe em Porto Barroso, no lago Tucuruí. Ele seguiu na mesma direção em que os motoqueiros suspeitos do assassinato do casal haviam tomado. Desde então, não deu mais notícias. Como Erenilton era considerado desaparecido, neste sábado, 10 pessoas sairam a sua procura. Encontraram a moto da vítima na estrada, próxima ao corpo, que foi localizado, por volta das 10h, por equipe do Ibama e da Polícia Federal.

Segundo a Comissão Pastoral da Terra, Erenilton também morreu com um tiro na cabeça e a arma seria do mesmo calibre da utilizada na execução do casal de extrativistas Zé Cláudio e Maria.

A vítima, que praticamente nasceu no assentamento Praialta-Piranheira, era casada e tinha quatro filhos. A família da vítima está assustada e teme retaliações. As polícias Federal e Rodoviária Federal já se encontram no local. Instituto Médico Legal e Polícia Civil estão a caminho.


Este foi o quarto homicídio de trabalhador rural em cinco dias, três deles aconteceram no Pará.

Cinco intelectuais interpretam a Revolução d@s indignad@s





Interpretando o que passa na Espanha



Cinco intelectuais espanhóis concederam entrevista solicitada pelo blog La pupila insomne( http://lapupilainsomne.wordpress.com) para comentar a atual situação na península ibérica e suas perspectivas. A entrevista foi pescada do site www.kaosenlared.net

Na apresentação dos entrevistados se faz uma observação: Ángeles Diez, Carlo Frabetti, Carlos Fernández Liria, Santiago Alba e Pascual Serrano não são "todólogos" que opinam desde uma torre de cristal, mas sim pessoas que com uma sólida obra intelectual praticam um compromisso ativo com as causas populares em todo o mundo, por isso o valor de suas observações, reconhecidas também por sua presença onde ocorrem os fatos.


Una grave crisis de legitimidad

Ángeles Diez

El sistema político español acumula desde hace años una grave crisis de legitimidad. El punto de partida de esta crisis está en el proceso de Transición que, en vez de enlazar con la democracia "asesinada" con la guerra civil, da continuidad a una parte importante del franquismo. En el momento de la Transición la izquierda social (movimientos de barrios, bases sindicales, bases de los partidos de izquierda, cristianos de base, movimientos nacionalistas...) cede, hace concesiones, se repliega o se va a sus casas. Todo ello para evitar una nueva confrontación civil. Al cabo de los años la "democracia española" no evoluciona hacia un sistema de mayor participación, de profundización de los derechos políticos y sociales, ni consigue una separación real de poderes ni disuelve la estructura de poder franquista -sólo lo consigue en parte en el ejército, pero no así en la judicatura, ni en la jefatura del Estado,ni en la iglesia-. El aparato franquista y las bases sociales franquistas continuan teniendo un gran poder e influencia política.

La alternancia en el poder del PSOE y el PP ha cerrado el espectro político bloqueando la posibilidad de una democracia real -o por lo menos sin las servidumbres al franquismo-. El PSOE ha tenido la tarea de desmantelar el sistema productivo a instancias de los requerimientos europeos (reconversión industrial en los 80s, desmantelamiento de los sectores públicos...). Cuando la crisis económica se expande se ha agitado el fantasma del franquismo y el PP ha tomado el relevo para avisarnos de que "todo puede ser peor", es decir, que puede haber menos modales y más represión.

Esta situación se ha prolongado hasta ahora con un punto de inflexión: la crisis económica se ha agudizado y la mayor parte de la población joven y adulta no hemos vivido el franquismo ni sufrimos la transición. Se ha llegado pues a un punto de saturación.

El domingo había un cartel en la plaza que decía "yo voté por Sol". Las venticinco mil personas que desafiaron la legalidad el sábado en la Puerta del Sol, las miles de personas que pacíficamente se resistieron ayer en la Plaza de Cataluña han introducido una variable independiente en la vida política: hay una parte cada vez más numerosa de la población que ha perdido el miedo y que quiere un cambio real.

Ángeles Diez (Madrid, 1965) Doctora en Ciencias Políticas y Sociología por la Universidad Complutense de Madrid, donde ejerce como profesora titular. Miembro del AIRE Comunicación (Asociación de Educomunicadores). Miembro del Consejo Editorial de la revista Pueblos. Autora de numerosas investigaciones en el campo de las Ciencias Sociales y la Comunicación. Ha publicado más de una decena de libros sobre esos temas. Escribe sistemáticamente en numerosas revistas académicas de Europa y en sitios alternativos en Internet.

Ya podemos hablar de un gran triunfo social


Carlo Frabetti

Aunque es pronto para hacer un pronóstico político en el sentido estricto del término, creo que ya podemos hablar de un gran triunfo social. Decía Marx que el resultado más importante de una movilización es la manera en que transforma a quienes participan en ella. Y después de la movilización del 15-M, muchos jóvenes -y no tan jóvenes- no serán los mismos que antes. La confluencia de una serie de circunstancias ha permitido que los logros de anteriores experiencias (movimiento okupa, protesta contra la invasión de Iraq, foros sociales), potenciados por los medios alternativos y las redes sociales, alcanzaran un claro punto de inflexión (o de de ebullición) y dieran paso a una situación cualitativamente distinta y llena de posibilidades. La famosa conversión de la cantidad en calidad. Y viceversa.

Carlo Frabetti es italiano (Bolonia, 1945), pero vive en España y escribe habitualmente en castellano. Escritor y matemático, miembro de la Academia de Ciencias de Nueva York, ha publicado más de cuarenta libros, muchos de ellos para niños y jóvenes. En 1998 ganó el Premio Jaén de Literatura Infantil y Juvenil con El gran juego (Alfagura, 1998). Ha creado, escrito y/o dirigido numerosos programas de televisión, como La Bola de Cristal, El Duende del Globo, Ni a Tontas ni a Locas y Tendencias, y ha estrenado varias obras de teatro. Ha creado y dirige las colecciones de divulgación científica para niños y jóvenes "El Juego de la Ciencia" y "La Aventura de la Ciencia" (Ediciones Oniro). También ha publicado numerosas obras para adultos -de ficción y ernsayo- que como las infantiles han sido traducidas a numerosos idiomas. Es presidente de la Asociación Contra la Tortura y miembro fundador de la Alianza de Intelectuales Antiimperialistas.

Veremos muchas Puertas del Sol

Carlos Fernández Liria

Soy de la opinión de que la crisis actual es una fase más de otra crisis que viene de lejos. Desde los años setenta del siglo pasado, el capitalismo no ha cesado de buscar la manera de contrarrestrar el callejón sin salida de su sistema productivo: un sistema obligado a crecer y acumular, en un planeta finito, en el que se van agotando los recursos energéticos y las materias primas. El capitalismo no puede mantener su tasa de ganancia más que acelerando el proceso. Para ello, comenzó en los años ochenta una revolución contra las clases más pobres del planeta, al tiempo que se iniciaba el proceso para desmantelar el Estado del Bienestar y proletarizar a las clases medias. Luego vino la huida hacia adelante del capital financiero y lo que Naomi Klein ha llamado el capitalismo del desastre. El capitalismo no es que ya no se pueda permitir el Estado del Bienestar, es que ya no se puede permitir, ni siquiera, una sociedad que se pueda llamar tal. Funciona mejor en condiciones de desastre social generalizado, por ejemplo, en Iraq. Lo que Galbraight llamó la revolución de los ricos contra los pobres lleva camino de devastar el planeta desde el punto de vista social y ecológico. Estamos al borde de un abismo, pero la única solución capitalista a los problemas del capitalismo es más capitalismo, es decir, acelerar el proceso que nos ha de precipitar en un desastre humano sin precedentes. Se dice pronto: tras un millón de años de existencia, el ser humano, en cuatrocientos años de capitalismo, está a punto de reventar el planeta. El capitalismo ha sido apenas un parpadeo, un abrir y cerrar de ojos, pero está resultando fatalmente suicida.

En fin, lo que está ocurriendo en España es un capítulo cualquiera de este panorama. Vamos a ver muchas Puertas del Sol, muchas Qasbas, muchas Plazas Tahir en lo que se avecina. Los pueblos presentarán batalla, resistirán a esta locura, a esta canallada.

Y esta es mi valoración de la spanish revolution y del resultado de las elecciones. Todo viene a demostrar que se han invertido los términos: los antisistema de la Puerta del Sol son en realidad conservadores, entre otras cosas porque quieren conservar el planeta. También quieren conservar el sentido común, la dignidad, la sensatez, la prudencia. Los que han votado al PP masivamente en las elecciones, en cambio, son los partidarios de la revolución neoliberal, la más cruel, la más destructiva y la más radical que jamás se haya producido en la historia. Hay que pararles los piés, detener esta insensatez, este delirio. Cada vez hay más gente que lo comprende así. Y por eso, pienso que después del verano, se comproborá que la llamada "spanish revolution" no ha hecho más que comenzar.

Carlos Fernández Liria (Zaragoza, 1959) Filósofo, escritor, guionista, ensayista y profesor de filosofía Profesor Titular de la Facultad de Filosofía de la Universidad Complutense de Madrid, en el Departamento de Metafísica y Teoría del conocimiento. Durante los años ochenta trabajó como guionista televisivo, destacando su participación en el programa La bola de cristal. Además de su labor docente como profesor de filosofía ha publicado varios libros de ensayo -difundidos en España y América Latina- sobre disciplinas como filosofía, antropología y política, además de colaborar en varias revistas y medios de comunicación como Gara, Público, la revista Archipiélago, entre otros.

La repolitización es una revolució
n

Santiago Alba Rico

Creo que básicamente habría que tratar de responder a tres preguntas:

¿El movimiento 15-M, ¿es una revolución?

Obviamente no lo es: ni ha transformado el sistema ni derrocado un gobierno; ni siquiera ha producido una verdadera confrontación. Y sin embargo, hay contextos históricos en los que el único cambio al que se puede aspirar -y es enorme- es al muy sencillo e inesperado de que ocurra algo. Un milagro es simplemente un hecho que se produce, no contra las leyes de la naturaleza, sino contra las expectativas de la gente y, en este caso, contra la no-esperanza de la gente. El hecho de que no sea ni la derecha ni la Iglesia la que tome las calles, como venía ocurriendo en los últimos años, el hecho de que "demócratas salvajes" se apoderen de las plazas y las conviertan en centros de alfabetización política, es un suceso tan pequeño en sí mismo, tan grande en su contexto, que podemos decir de un modo muy preciso que es la casi-nada en la que empieza -o puede empezar- todo. Y desde el punto de vista subjetivo, hay algo muy sintomático: no es una revolución pero sus protagonistas hablan públicamente de revolución, un término confinado en los libros de historia y en el lenguaje publicitario. La repolitización es una revolución; así lo viven los manifestantes. Y los nombres también introducen cambios, al menos a nivel de la conciencia.

¿El movimiento 15-M es de izquierdas?

Solo potencialmente lo es. Como ocurre en el mundo árabe con las fuerzas izquierdistas e islamistas, este movimiento coge un poco a contrapié a todo el mundo. Que no es de izquierdas lo demuestra el hecho de que a nivel electoral ha perjudicado menos al PP que al PSOE y ha beneficiado a UPyD, un partido autoritario y ultranacionalista, con un discurso democratico muy populista, pero completamente vacío de contenido económico y social. También la fuerte represión -y autocensura- de la terminología política, la insistencia en el consenso, el caracter festivo-autorreferencial dominante en asambleas de composición abigarrada que buscan a toda costa evitar la confrontación (con el sistema al que han desafiado y desafían).

¿El movimiento 15-M, ¿debe ser apoyado desde la izquierda?

Sin duda. Es una ocasión única, inesperada, felicísima. Porque todo lo dicho en el punto anterior es menos relevante que el hecho de que las calles se han convertido en escuelas; la espontaneidad se ha organizado enseguida en comisiones de trabajo muy serias y muy activas donde todo ese capital de militancia y conocimiento acumulado por la izquierda en las peores condiciones encuentra ahora un auditorio de desconocidos dispuesto a escuchar y aprender. Lo que el movimiento 15-M ha puesto en marcha es un gigantesco proceso de aprendizaje político y organizativo que ahora habrá que radicalizar. Las bases están dadas: pues la reivindicación de democracia real choca objetivamente, no con fraudes, manipulaciones o mentiras (o no sólo) sino con una estructura económica que desactiva el carácter democrático de las instituciones al mismo tiempo que produce efectos sociales y laborales devastadores. La intuición esta ya presente: la idea de que el enemigo de la democracia es el capitalismo. Desmarcarse de todo eso, en las condiciones en que la izquierda anticapitalista se encuentra en estos momentos, minoritaria y casi vencida, sería un grave error. Todo esto no ha hecho más que empezar y tenemos que empezar con ellos; uno no elige las ocasiones, se presentan históricamente en un formato construido a partir de malestares, errores y hasta alucinaciones. Este movimiento es una ocasión; no la que hubiéramos querido nosotros sino la que la combinación de trabajo, azar y descontento nos ofrece. Si el agua de pronto se convierte en vino, contra todas las previsiones, no pidamos además que sea de Rioja; alegrémonos y pongámonos a trabajar para mejorar la cosecha.

Santiago Alba Rico (Madrid, 1960) estudió filosofía en la Universidad Complutense de Madrid. Entre 1984 y 1991 fue guionista de tres programas de televisión española (el muy conocido La Bola de Cristal entre ellos).). Desde 1988 vive en el mundo árabe, habiendo traducido al castellano al poeta egipcio Naguib Surur y más recientemente al novelista iraquí Mohammed Jydair. Fue asimismo guionista de la película Bagdad-Rap (2004) y es autor de una obra teatral, "B-52″, estrenada en 2010. En los últimos años viene colaborando en numerosos medios, tanto digitales como en papel (la conocida web de información alternativa Rebelión, Archipiélago, Ladinamo, Diagonal etc.). Es autor de numerosos libros publicados en España y América Latina, por los cuales ha recibido importantes reconocimientos y premios.

Indignarse no basta

Pascual Serrano

Las protestas que se han desarrollado en España el 15 de mayo suponen un punto de inflexión en la, a mi entender, impresionante capacidad de soportar agresiones sociales de los ciudadanos españoles. Por tanto, son algo muy positivo, sin embargo, sólo muestran la indignación. Es verdad que no es poco, pero, como ha señalado Pietro Ingrao a Stephane Hessel, indignarse no basta. Hay que organizarse, combatir con un plan preconcebido y adecuado, y mantener la lucha durante el tiempo necesario. Ninguna de estas cuestiones están suficientemente avanzadas, si bien, la fase necesaria e impresindible de indignación se acaba de mostrar.

Cuando Franco intentó dar un golpe de Estado en 1936, los españoles no sólo se indignaron se movilizaron y se enfrentaron. Los indignados deben ahora proponer vías de resolución de sus demandas, no valen las cartas a los reyes magos que cuelgan en las paredes. Deben identificar y abatir a las fuerzas que se oponen a que se cumplan sus justas reclamaciones. Deben establecer formas organizativas que sean operativas. Deben mantener la unidad y deben prepararse para una lucha larga. Nadie les dijo que fuese fácil, sólo es imprescindible para sobrevivir con dignidad.

Pascual Serrano (Valencia, 1964)
es periodista y ensayista español. Fue uno de los fundadores y redactor jefe de Voces, una revista editada por Izquierda Unida, desaparecida en la actualidad. En 1996 participó en la creación de Rebelión, sitio web y medio alternativo de información. Durante 2006 y 2007 fue asesor editorial de Telesur y en la actualidad es miembro del consejo de redacción de las revistas Mundo Obrero, El Otro País y Pueblos. Sus artículos aparecen en el diario Público, el quincenal Diagonal y el mensual Le Monde diplomatique. Su libro Desinformación. Cómo los medios ocultan el mundo recibió una mención honorífica del Premio Libertador 2009, otorgado por el Ministerio de Cultura de Venezuela. Es autor de numerosos libros de ensayo publicados en España y América Latina.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Hoje na Praça Catalunha

Praça do povo. Conjunto de cidadãos que constituem as classes não dominantes






Não é mera coincidência






Qualquer semelhança do que ocorre na Europa hoje com o que ocorreu na América Latina durante os anos 80 e 90 não é mera coincidência. É o resultado da aplicação das lições do mestre do livre mercado: Mister Milton Friedman.

Neste video de forma muito didatica se conhece os "segredos" da mágica que os discípulos de Friedman continuam aplicando, agora no velho mundo. O resultado? Estamos vendo nas praças públicas, em Madri,Barcelona...

BARCELONA URGENTE: É PROBIDO INDIGNAR-SE







Hoje na Praça Catalunia en Barcelona, milhares de jovens do movimento dos indignad@s foram brutalmente reprimidos pela Polícia de Barcelona.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Eduardo Galeano e o movimento 15 M da Espanha



"No vale la pena vivir para ganar, vale la pena vivir para seguir tu conciencia"
Eduardo Galeano

Untitled from Rebelión on Vimeo.

A rebelião d@s indignad@s



"Acampadas", as lutas socia se reinventam no século XXI



A juventude sem nada a perder no capitalismo, a não ser suas próprias misérias...



Praça Catalunha tomada pela rebelião d@s indignad@s



A rebelião d@s indignad@s
Notas desde a Praça Tahir de Barcelona


Josep Maria Antentas* e Esther Vivas**


Tradução Português: Paulo Marques


Já não há duvidas. O vento que eletrizou o mundo árabe nos últimos meses, o espírito dos protestos reiterados na Grécia, das lutas estudantis na Grã Bretanha e Itália, das mobilizações anti-Sarkozy na França... chegou ao Estado Espanhol.

Não são estes, pois, dias de busines as usual. As confortáveis rotinas mercantis de nossa "democracia de mercado" e seus rituais eleitorais e midiáticos se viram abruptamente alteradas pela irupção imprevista nas ruas e no espaço público da mobilização cidadã. Essa "rebelião d@s indignad@s" inquieta as elites políticas, sempre incomodas quando a população leva a sério a democracia...e decide começar a práticá-la por sua conta.

Ha dois anos e meio, quando a crise que estourou em setembro de 2008 se revelou ser de proporções históricas, os "donos do mundo" viveram um breve momento de pânico alarmados pela magnitude de uma crise que não haviam previsto, pela sua falta de instrumentos teóricos para compreendê-la e pelo temor de uma forte reação social. Chegaram então as declarações vazias de "refundação do capitalismo" e os falsos mea culpas que foram evaporando-se pouco a pouco, uma vez atingido o sistema financeiro e frente a ausencia de um estouro social.

A reação social tardou a chegar. Desde o estouro da crise, as resistências sociais foram fracas. Houve uma discrepância muito grande entre o descrédito do atual modelo econômico e sua tradução em ação coletiva. Vários fatores o explicam, em particular, o medo, a resignação frente a situação atual, o ceticismo em relação aos sindicatos, a ausência de referências políticas e sociais, e a penetração entre os assalariados dos valores individualistas e consumistas.

O estouro atual não parte, todavia, do zero. Anos de trabalho em pequena escala das redes e movimentos sociais, de iniciativas e resistências de impacto mais limitado mantiveram a chama da contestação neste período difícil. O 29 de setembro abriu também uma primeira brecha, ainda que a desmobilização posterior das direções de CCOO e UGT e a imprestável assinatura do pacto social fechou a via das mobilizações sindicais e, aprofundou ainda mais o descrédito e desprestígio dos sindicatos majoritários entre a juventude combativa que agora protagoniza os acampamentos.


Indignados e indignadas!


A "indignação", tão em moda através do panfleto de Hessel é uma das idéias-força que definem os protestos em marcha. Reaparece assim, sob outra forma, o "Já Basta" que entoaram os zapatistas em seu levante de 1 de janeiro de 1994, então a primeira revolta contra a " nova ordem mundial" proclamada por George Bush pai após a primeira guerra do golfo, a desintegração da URSS e a queda do muro de Berlim.

"A indignação é um começo. Um se indigna, se levanta e depois já vê", assinalava Daniel Bensaid. Pouco a pouco, todavia, se vai passando do mal estar a indignação e desta para a mobilização. Estamos frente uma verdadeira "indignação mobilizada". Do terremoto da crise, começa a surgir o tsunami da mobilização social.

Para lutar não só se requer mal estar e indignação, também há que acreditar na utilidade da ação coletiva, em que é possível vencer e que nem tudo está perdido antes de começar. Durante anos os movimentos sociais no Estado espanhol vem acumulando derrotas. A falta de vitórias que mostrem a utilidade da mobilização social e façam aumentar as expectativas do possível tem pesado como uma armadilha na lenta reação inicial frente a crise.

Precisamente aí entra a grande contradição das revoluções no mundo árabe e os protestos em curso. Mostram que a ação coletiva é útil, que "sim, se pode". Daí que estas, assim como a menos midiática vitória contra os banqueiros e a classe política na Islandia, tenham sido uma referência desde o começo para as e os manifestantes e ativistas

Junto com o convencimento de que "é possível", de que se podem mudar as coisas, a perda do medo, em um momento de crise e dificuldades, é outro fator chave. "Sem medo" é precisamente um dos slogans que mais se houve nestes dias. O medo atinge, todavia, uma grande maioria dos trabalhadores e os setores populares e este dá asas a passividade ou as reações xenófobas e insolidárias. Mas a mobilização de 15 de maio e os acampamentos expandem como uma mancha de azeite um poderoso antídoto para o medo que ameaça com o desmoronamento dos esquemas de uma elite dirigente que está a frente de um sistema cada vez mais deslegitimado.

O movimento de 15 de maio e os acampamentos tem um importante componente geracional. Como cada vez que estoura um novo ciclo de lutas, emerge com força uma nova geração de militantes, e a "juventude" como tal adquire visibilidade e protagonismo. Se bem este componente geracional e juvenil é fundamental, e se expressa ademais em alguns dos movimentos organizados que tem tido visibilidade estes dias como "Juventude sem futuro", ha que observar que o protesto em curso não é um movimento geracional. É um movimento de crítica ao atual modelo econômico e as intenções de que a crise a paguem os trabalhadores com um peso fundamental da juventude. Precisamente o desafio é que, como em tantas ocasiões, o protesto juvenil atue como um fator desencadeante e catalizador de um ciclo de lutas sociais mais amplo.


O espírito anti-globalização de volta

O dinamismo, a espontaneidade e o impulso dos protestos atuais são mais fortes desde a emergência do movimento antiglobalização ha mais de uma década. Emergindo internacionalmente em novembro de 1999 nos protestos de Seattle durante a Cúpula da OMC (ainda que seus antecedentes remontam ao levantamento zapatista em Chiapas em 1994), a onda anti-globalização chegou rapidamente ao Estado Espanhol. A consulta pela abolição da dívida externa em março de 2000(celebrada o mesmo dia das eleições gerais e cuja realização foi proibida em várias cidades do Estado pela Junta Eleitoral) e a forte mobilização para participar na contra-cúpula de Praga em setembro de 2000 contra o Banco Mundial e o FMI foram os primeiros sinais de arranque, em particular na Catalunha. Mas sua massificação e ampliação chegariam com as mobilizações contra a cúpula do Banco Mundial em Barcelona nos dias 22 e 24 de junho de 2001, evento que logo completará dez anos. Justo dez anos depois assistimos ao nascimento de um movimento cuja energia, entusiasmo e força coletiva não havíamos visto desde então. Não será este, pois, um décimo aniversário nostálgico, ao contrário. Vamos celebrá-lo com o nascimento de um novo movimento.

As assembléias nestes dias na praça Catalunha(e, sem dúvida, em todos as "acampadas" que acontecem em todo o Estado começando pela Porta do Sol em Madri) nos têm dado momentos impagáveis, daqueles que acontecem raramente e que marcam um antes e depois nas trajetórias biográficas de quem participam nos mesmos e na dinâmica das lutas socias. O 15 de maio(15M) e as "acampadas" são autênticas "lutas fundacionais" e sintomas claros que assistimos a uma mudança de ciclo e que o vento da rebelião sopra de novo. Ao fim. Uma verdadeira "geração Tahir" emerge, como antes fez uma "geração Seattle" ou "geração Gênova"

A medida que o impulso "antiglobalizador" foi correndo o planeta, seguindo as Cúpulas oficiais em Washington, Praga, Quebéc, Goteborg, Gênova ou Barcelona, milhões de pessoas se sentiram identificadas com estes protestos e uma grande diversidade de coletivos de todo o planeta tiveram a sensação de formar parte de um mesmo movimento, do mesmo "povo", o "povo de Seattle" o de "Gênova", de compartilhar objetivos comuns e sentir-se participante de uma mesma luta.

O movimento atual se inspira também nas referências internacionais mais recentes e importantes de lutas e de vitórias. Busca situar-se na esteira de movimentos tão dispares como as revoluções no Egito e Tunísia ou a vitória na Islandia, localizando sua mbilização em um combate geral contra o capitalismo global e a elite política servil. Dentro do próprio Estado Espanhol, as manifestações do 15M e agora as "acampadas", em um exemplo simultâneo de descentralização e de coordenação, desenham uma identidade compartilhada e uma comunidade simbólica de pertencimento.

O movimento antiglobalização teve na mira, em sua fase de ascenso, as instituições internacionais, OMC, BM e FMI e as multinacionais. Depois, com o início da "guerra global contra o terrorismo" proclamada por Bush filho, a crítica a guerra e a dominação imperialista adquiriram centralidade. O movimento atual coloca no eixo da crítica a classe política, cuja cumplicidade e subserviência frente aos poderes econômicos ficou mais exposto do que nunca. "Não somos mercadorias nas mãos de políticos e banqueiros" dizia um dos slogans principais do 15M. Se enlaça assim a crítica frontal a classe política profissional e a crítica, não sempre bem articulada e coerênte, ao atual modelo econômico e aos poderes financeiros. " Capitalismo? Game Over".

Ao futuro

O futuro do movimento iniciado no 15 de maio é imprevisível. A curto prazo o primeiro desafio é seguir ampliando as "acampadas" em curso, colocá-las em marcha nas cidades onde todavia ainda não existem e conseguir que, pelo menos, continuem até o domingo 22. A ninguém escapa que as jornadas do 21, dia de reflexão, e do dia 22, dia das eleições, vão ser decisivas. Nestes dias a massificação das "acampadas" é fundamental.

É necessário também propor novas datas de mobilização, na esteira do 15M para seguir mantendo o pulso. O desafio principal é manter esta dinâmica simultânea de expansão e radicalização dos protestos que temos vivido nos últimos dias. E, no caso específico da Catalunha que se converteu já em um ponto de encontro, um poderoso ima, de muitos dos setores em lutas mais dinâmicas. Se trata de convertê-la em um ponto de encontro das resistências e das lutas, que permita estender pontes, facilitar diálogos, e propulsar com força as mobilizações futuras. Estabelecer alianças entre os protesto em curso, entre os ativistas não organizados, e o sindicalismo alternativo, o movimento vicinal, os coletivos de bairro...é o grande desafio dos prócimos dias.

" A revolução começa aqui..." gritávamos em coro ontem na Praça Catalunha. Bom, ao menos o que começa é um novo ciclo de lutas. Do que não há dúvidas é que, mais de uma década depois do ascenso do movimento antiglobalização e dois anos depois do estouro da crise, o protesto social voltou para ficar.


* Professor de Sociología de la Universitat Autónoma de Barcelona (UAB)

** Centro de Estudios sobre Movimientos Sociales (CEMS) de la Universitat Pompeu Fabra (UPF)

Ambos são autores de Resistencias Globales. De Seattle a la Crisis de Wall Street (Editorial Popular, 2009) y participantes en la acampada de Plaza Catalunya
+ info: http://esthervivas.wordpress.com/

segunda-feira, 23 de maio de 2011

VITÓRIA ROTUNDA DA ESQUERDA INDEPENDENTISTA BASCA NAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS













A criatividade foi um dos destaques da campanha eleitoral de BILDU, coligação da esquerda independentista. As peças publicitárias utilizaram o elemento do novelo de lã formado pelas coloridas linhas que representam a diversidade ideológica do campo da esquerda que somaram forças no bloco soberanista na luta pela independencia do Pais Basco. A campanha foi um sucesso. Bildu politizou o processo e fez mais de 300 mil votos com apenas uma semana de campanha, pois teve que enfrentar a impugnação do Estado que tentou impedir a participação de BILDU nas eleições, o que foi decidido pela participação pelo Tribunal Constitucional, faltando uma semana para as eleições.

Nas Eleições municipais e forais realizadas no domingo em todo o Estado Espanhol, a coligação independentista de esquerda, BILDU, é a força com maior representação, com mais de 1100 vereadores, 88 prefeitos e mais de 313 mil votos. A segunda maior força depois do Partido Nacionalista Vasco, de centro. Os independentistas de esquerda e de centro somados, fizeram 60% dos votos no País Vasco, uma demostração incontestável da posição do povo pela independência.

O Bildu surgiu com força nas eleições de Hego Euskal Herria. É o partido com maior representação nos municípios. Com 99,99% dos votos escrutinados, obtém 1137 vereadores e 313 151 votos (22%), longe do que a Euskal Herritarrok alcançou nas eleições de 1999.
O PNV é a força mais votada no conjunto dos quatro territórios, com 327 011 votos (22,97%) e 881 vereadores.
O PSOE é a terceira força, com 227 739 votos (16%) e 473 vereadores.
O PP alcança 165 782 votos (11,64%) e 210 representantes nos municípios.
A UPN obtém 88 138 votos (6,9%) e 322 vereadores.
A NaBai consegue 36 262 votos (2,55%), com 70 edis; a EB, 34 591 votos (2,43%) e treze vereadores; o Aralar, 32 113 votos (2,26%) e 38 edis; a Izquierda-Ezkerra, 15 017 votos (1,05%) e 15 vereadores; a Hamaikabat, 9270 votos (0,65%) e 12 edis; e o CDN, 3039 votos (0,21%) e 13 representantes nos municípios.
Fonte: Gara

O Foro de São Paulo aprova uma resolução a favor do processo em Euskal Herria


Tasio Erkizia, dirigente histórico da Izquierda Abertzale é saudado no Fórum de São Paulo por Lula, ex-presidente do Brasil e Daniel Ortega, presidente da Nicarágua




Partidos de esquerda da América Latina apoiam BILDU a iniciativa da Esquerda Independentista do País Basco

As forças políticas participantes no XVII Foro de São Paulo aprovaram uma resolução de apoio ao processo democrático iniciado em Euskal Herria, na qual pedem a todas as partes envolvidas que realizem «todos os esforços para que este chegue a bom porto».

A esquerda abertzale fez saber que o Foro de São Paulo aprovou por unanimidade, na sua última sessão, uma resolução de apoio ao processo democrático iniciado em Euskal Herria, na qual os signatários se congratulam com «o compromisso da esquerda patriótica basca com o desenrolar deste processo por vias exclusivamente políticas, pacíficas e democráticas», fazem um apelo a todas as partes envolvidas para que «realizem todos os esforços» que permitam que o processo «chegue a bom porto» e destacam que a legalização do Sortu «seria um factor positivo» que contribuiria para tal. Pedem ainda às «forças progressistas do mundo, da Europa e do Estado espanhol em particular» que trabalhem «por uma solução democrática, justa e duradoura para o chamado conflito basco».

A resolução foi apresentada pela FSLN da Nicarágua e a FMLN de El Salvador, e contou com o apoio do Partido dos Trabalhadores (PT) do Brasil, no governo, do Partido Revolucionário do México e dos partidos políticos da Europa presentes no evento.

No XVII Foro de São Paulo participaram mais de 740 militantes de esquerda, delegados de 48 partidos da América Latina e das Caraíbas pertencentes a 21 países, bem como 33 partidos convidados pertencentes a 15 países da Ásia, África e Europa.

Pela primeira vez, a esquerda abertzale foi oficialmente convidada, tendo estado representada por Tasio Erkizia, entre outros.

A esquerda abertzale ressalta que muitos representantes de diversos partidos a felicitaram por entenderem «que era um passo muito importante conseguir que muitos partidos de governo dessem um apoio tão claro ao processo político em marcha».

Concretamente, a iniciativa foi apoiada por partidos políticos que estão nos governos da Venezuela, Brasil, Equador, Bolívia, Nicarágua, Salvador, Cuba, Uruguai, Argentina, Paraguai e Santo Domingo.
Fonte: boltxe.info



Resolução

XVII Encuentro del Foro de Sao Paulo
17 al 20 de Mayo de 2011
Managua – Nicaragua


Resolución sobre País Vasco

Apoyo al proceso de paz y democrático abierto en el País Vasco:
Las fuerzas políticas participantes en el Foro Sao Paulo saludamos el nuevo escenario
que viene abriéndose en el País Vasco consecuencia entre otros factores de las
resoluciones adoptadas por la izquierda patriótica vasca.
Saludamos los esfuerzos de la sociedad vasca y la Comunidad Internacional para
consolidar las condiciones democráticas mínimas que hagan transitar este proceso de
paz a un escenario de democracia plena, paz y justicia social donde los ciudadanos
sean dueños de su destino.
Saludamos el compromiso de la izquierda patriótica vasca por desarrollar este proceso
por vías exclusivamente políticas, pacificas y democráticas, por medio de la lucha
ideológica, institucional y de masas.
Hacemos un llamado a todos los agentes que tienen responsabilidad en el proceso
puesto en marcha para que realicen todos los esfuerzos a fin de que éste llegue a buen
puerto.
En este sentido, si bien es cierto que la legalización de BILDU supone un paso positivo
importante en el camino de reconocer la pluralidad de las opciones políticas,
consideramos que la legalización del partido político SORTU, partido a través del cual
la izquierda independentista vasca desea desarrollar su trabajo político por vías
pacíficas y democráticas, sería un factor positivo.
Por último, llamamos a las fuerzas progresistas del mundo, de Europa y del Estado
español en particular, a trabajar por una solución democrática, justa y duradera al
llamado conflicto Vasco.
Asimismo entendemos que esta resolución es una aportación positiva a la solución del
mismo.
Managua a 17 de Mayo de 2011.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Sampedro Sáez y la revolución de l@s indignad@s





Para compreender o que se passa na Espanha hoje com a revolução dos indignad@s publicamos o depoimento de José Luis Sampedro Sáez escritor, humanista y economista catalão que defende uma economía "máis humana, máis solidaria, capaz de contribuir com o desenvolvimento e dignidade dos povos".

Sampedro é , por sua reconhecida trajetória literária e por seu pensamento comprometido com os problemas de seu tempo, uma referencia intelectual e moral de primeira ordem na Espanha desde a segunda metado do século XX.


Carta de apoio de Sampedro Sáez ao movimento "Democracia Real Ya"

CARTA DE APOYO A ¡DEMOCRACIA REAL YA!

Queridos amigos:

Ante la imposibilidad de asistir a vuestra convocatoria, deseo con estas líneas manifestar mi adhesión a la iniciativa ¡Democracia real ya! Naturalmente interpretando la palabra “real” como adjetivo referido a realidad y no a realeza.

Hace unos meses me uní a Stéphan Hessel prologando su panfleto Indignaos. Era un llamamiento a no aceptar sin más la tiranía del poder financiero y el abandono de los valores que encarnaba nuestra civilización (Europa). Poco después, Rosa María Artal tomó el relevo y bajo el título Reacciona nos invitó a unos cuantos estudiosos a profundizar en las razones para actuar frente a la crisis económica, política y social del sistema.

Ahora es vuestro turno, mucho más importante. Me ilusiona ver que los receptores del mensaje, muy certeramente, habéis comprendido que no basta con indignarse, que es necesario convertir la indignación en resistencia y dar un paso más. El momento histórico impone la acción, la movilización, la protesta, la rebelión pacífica. El llamamiento a indignarse no debe quedarse en un best-seller fácilmente digerible por el sistema y así lo estáis demostrando con esta convocatoria.

Por eso me adhiero a vuestras reivindicaciones, hago mío el manifiesto, me solidarizo y deseo un clamoroso 15-M. Pero sobre todo, os animo a avanzar en la lucha hacia una vida más humana. Los medios oficiales no se van a volcar con vosotros y encontraréis muchos obstáculos en el camino, pero está en juego vuestro futuro. El 15 de mayo ha de ser algo más que un oasis en el desierto; ha de ser el inicio de una ardua lucha hasta lograr que, efectivamente, ni seamos ni nos tomen por “mercancía en manos de políticos y banqueros”. Digamos NO a la tiranía financiera y sus consecuencias devastadoras.


José Luis Sampedro

Espanha em revolução: A gramática da liberdade


Revolução dos jovens na Espanha

15 de Maio: A linguagem da revolução, uma gramática da liberdade

Luis Martin-Cabrera

tradução: Paulo Marques

April is the cruelest month
, abril é o mês mais cruel escreveu T.S. Elliot, o mês dos apaixonados e dos desencantos, mas Abril, na Espanha, é também o mês que se proclamou a II República depois de encher a Puerta del Sol e expulsar o rei; aquelas fotos em preto e branco falam como as de hoje . E Maio? Mayo é sem dúvida o mê das revoluções, de Paris, a México passando por Berkeley, maio, insiste testarudo, em chamar a porta ansias de revolução, mas , o que está se passando na Espanha?
Aqui, desde tão longe, perdido em um aeroporto dos Estados Unidos, este professor de literatura só pode ver a contraluz, palpar e escutar a distancia, graças entre outras coisas a excelente crônica de Angeles Díez (http://www.rebelion.org/noticia.php?id=128703), o que está passando na Puerta del Sol e em outras praças das cidades, que começam a produzir uma gramática urbana -a Cashba, Tahir, Wisconsin- que recupera “o direito as ruas” para falar contra o consenso neoliberal e a ditadura dos mercados.
Só posso ver o que leio, o que escuto. E o que leio, o que escuto é que os colunistas, essa turba vociferante e infame que enche as ondas de ruido e os jornais de mentiras e banalidades, perdeu a linguagem. Juan Cruz, esse lacaio de PRISA, onipresente em debates televisivos e radiofónicos fala de “ódio as urnas” e de “o perigo de uma solução populista”, um editorial de El País adverte do potencial perigo de um “liberticídio”, como se nossa liberdade não fosse inversamente proporcional a libertade dos mercados, como se os cinco milhões de desempregados tivessem outra liberdade que não fosse a libertade de morrer de fome. Estão nervosos, buscam em sua gramática de banalidades e somente são capazes de dizer, como autômatos, “ha que votar”, “são apolíticos”, está bem que expresen seu descontentamento, mas “não tem soluções ", “ha que respeitar a jornada de reflexão”, “são antisistema, não tem os pés no chão, as únicas soluções são as que podem dar os partidos”.
Não entenderam nada, não querem entender, levam muito tempo produzindo uma linguagem que já não toca a realidade nem obliquamente. Os manifestantes não são apolíticos, são apartidarios como explicou Isaac Rosa, não odeiam as urnas odeiam os bancos e seus políticos servis e tem não só soluções mas sim uma linguagem própria que toca e enche as praças com uma gramática de liberdade: “Se não nos deixam sonhar, não os deixaremos dormir”, “Não somos antisistema, o sistema que é anti-nós", “Sem cú, sem dinheiro e sem medo”, “Não somos um partido político, os que tem que refletir são eles".
Quando há uma revolução? Quando alguém está mais segura e mais feliz fora de casa que em casa, disse Santiago Alba Rico, mas também quando as ruas e as praças criam uma linguagem nova para expressar o desejo e a potencia da emancipação coletiva. Essa potencia não tem nada que ver com a sociedade civil, nem com as novas tecnologias que em qualquer caso são um meio não um fim, nem com o idealismo da juventude, é mais bem a potencia plebeia. Sim, é o povo , o demos, tão manuseado e traído por políticos e sindicatos pactistas, o que escreve em cartazes e muros sua historia e seus desejos com uma linguagem nova em maiúsculas, os indignados querem uma vida digna. O que a prça pede é exatamente isso: que ol governo não abra as portas de Moncloa as 35 empresas mais importantes do país, mas sim que governe para o povo, e com o povo , ao fim e ao cabo democracia é o governo do povo, não uma marca nas mãos de Botín e seus amigos.
Não saberemos o que virá desta potencia plebeia, o que sm sabemos é que já expressa com uma nova linguagem o desejo de um futuro diferente, mais justo. Desde aquí só posso melancolicamente apoiar com todas minhas forças a todos os que resistem nas praças contra o vento e o mar, porque eu, também tive que sair do meu país quando era jovem para poder seguir pensando e escrevendo, para poder ter um futuro que não escolhi, mas sim que me impuseram os mesmos banqueiros e seus servis políticos. ¡Nem um passo atrás, as ruas são nossas!
Luis Martin-Cabrera é professor de literatura em UC, San Diego

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Gerônimo, ontem e hoje





Gerônimo (Goyaałé,traduzindo da língua apache, "O Que Boceja")


Gerônimo, foi um importante líder indígena da América do Norte, comandando os apaches chiricahua que, durante muitos anos, guerrearam contra a imposição pelos brancos de reservas tribais aos povos indígenas dos Estados Unidos da América . Gerônimo era guerreiro de Cochise e depois se opôs a eles quando dos acordos com os estadunidenses. Tornou-se o mais famoso dos chamados "índios renegados". Resistiu heroicamente, mas se rendeu ao ter uma visão de um trem passando em suas terras. Foi preso e passou 22 anos prisioneiro, até a data de sua morte

Goyaałé (Geronimo) nasceu em Bedonkohe, próximo a Turkey Creek, atual Novo México (EUA), mas na época parte do México.
O pai de Gerônimo era chamado de Tablishim, Juana era o nome da mãe. Ele foi educado de acordo com a tradição Apache. Casou com uma mulher Chiricauhua e teve três filhos. Em 5 de Março de 1851, uma companhia de 400 soldados de Sonora, liderados pelo Coronel José Maria Carrasco atacou o acampamento de Gerônimo. No ataque foram mortos a esposa de Geronimo, Alope, seus filhos e mãe. O chefe da tribo, Mangas Coloradas, juntou-se à tribo de Cochise, que estava em guerra contra os mexicanos. Foi nessa época que se acredita ter Geronimo ganho o seu apelido, que seria uma referência dos mexicanos a São Jerônimo, depois de ele matar vários soldados à faca em uma batalha.
Antes dos mexicanos, os apaches da região de Sonora lutaram contra os espanhóis em defesa de suas terras. Em 1835, o México estabeleceu recompensas pelos escalpos dos Apaches. Mangas Coloradas começou a liderar os ataques aos mexicanos, dois anos depois. Na sua luta com ele, Gerônimo agia como um líder militar, sem ser chefe da tribo. Ele se casou novamente, com Chee-hash-kish e teve mais dois filhos, Chappo e Dohn-say. Teve uma segunda esposa, Nana-tha-thtith, e ganhou outro filho. Depois teria mais esposas: Zi-yeh,She-gha, Shtsha-she e Ih-tedda. Algumas foram capturadas, como Ih-tedda. Estava com Gerônimo quando ele se rendeu.

Durante 1858 a 1886, Gerônimo atacou tropas mexicanas e estadunidenses, e escapou de diversas capturas. No final da sua carreira guerreira,seu grupo contava com apenas 38 homens, mulheres e crianças. Seu grupo foi uma das maiores forças de "índios renegados", ou seja, aqueles que recusaram os acordos com o Governo Americano. Gerônimo se rendeu em 4 de Setembro de 1886 às tropas do General Nelson A. Miles, em Skeleton Canyon, Arizona, colocando um fim no episódio chamado de Guerras Apache.

Geronimo e outros guerreiros foram prisioneiros em Fort Pickens, Flórida, e suas famílias enviadas para o Fort Marion. Reuniram-se em 1887, quando foram transferidos para Mount Vernon Barracks, Alabama. Em 1894, mudaram para Fort Sill, Oklahoma. No fim da vida, Gerônimo havia se tornado uma celebridade, aparecendo em eventos populares tais como a Feira Mundial de 1904 em St. Louis, vendendo souvenirs e fotografias dele mesmo. Em 1905 Gerônimo contou sua história a S. M. Barrett, Superintendente de Educação de Lawton, Oklahoma. Barrett apelou ao Presidente Roosevelt para publicar o livro.
Geronimo nunca retornou à terra onde nasceu; morreu de pneumonia em Fort Sill, em 1909, e foi enterrado como prisioneiro de guerra.


Publicamos abaixo o excelente artigo do professor Bessa Freire sobre a chamada "Operação Gerônimo" que matou Bin Laden.

COM O CORAÇÃO ENTERRADO NA CURVA DO RIO


por José Ribamar Bessa Freire, no Diário do Amazonas, via blog Taqui Pra Ti

Uma das chaves para entender o assassinato de Osama bin Laden talvez esteja no codinome ‘Geronimo’, escolhido para designar a missão norte-americana, formada por 79 membros da tropa de elite da Marinha, que entrou em território do Paquistão com quatro helicópteros ultra-sofisticados, invadiu a casa do ex-aliado da CIA, encontrou-o desarmado e o executou. Afinal, o que é que Gerônimo, chefe Apache do séc. XIX, tem a ver com essa história?
- “Nada. Isto é uma distorção da História. É um insulto e um erro que tenham usado esse nome para designar a operação” – protestou Harlyn Geronimo, bisneto do chefe Apache. Ele, que arriscou sua vida servindo à pátria na 2ª Guerra Mundial e na invasão ao Vietnã, pediu explicações do presidente Obama e exigiu que o nome Geronimo fosse retirado dos documentos oficiais referentes a essa operação.
O protesto familiar foi engrossado pelo atual líder Apache, Jeff Houser, que elogiou o sucesso da missão antiterrorista, mas em carta aberta ao presidente dos EUA, denunciou a associação entre “o símbolo heróico da resistência indígena no país ao símbolo do terrorismo internacional”. Segundo ele, isso reforça a imagem falsa, difamatória e estereotipada dos Apache, que foram tratados como selvagens com o “pretexto para a remoção forçada de suas terras”.
Vários líderes de organizações indígenas nos EUA também formalizaram suas queixas, quinta-feira passada, na Comissão de Relações Indígenas do Congresso Americano que trata dos “estereótipos racistas e das populações autóctones”. Eles exigiram que o presidente americano peça desculpas. Até agora, Barack Obama, que confraterniza com as tropas americanas, não deu qualquer resposta. Talvez porque ele concorde com os militares, para quem Geronimo e Osama são “dois renegados”. São mesmo?
Os Renegados
Fiz essa pergunta a Dee Brown, um americano que entende do assunto, não diretamente, mas consultando seu livro – Enterrem meu coração na curva do rio – publicado em 1970. Ele respondeu com o capítulo intitulado – O último Chefe Apache – que traz a biografia do guerreiro Goyaalé, nome indígena de Gerônimo (1829-1909).
Lá, ele descreve a resistência apache contra tropas mexicanas e americanas e conta como uma companhia de 400 soldados assassinou, em 5 de março de 1851, centenas de apaches desarmados, a maioria mulheres e crianças, entre as quais a mãe de Geronimo, sua mulher Alope e seus filhos.
Essa história foi reconstituída por Dee Brown, filho de um lenhador da Louisiana, quando trabalhou como bibliotecário no Ministério da Agricultura. Ele, que em sua infância havia brincado com crianças Choctaw, estava antenado para a questão indígena. Pesquisou no arquivo os documentos sobre o tema: relatórios governamentais, tratados, mapas, atas de conselhos e reuniões tribais com autoridades civis e militares, livros de pequena circulação e jornais alternativos que registraram o discurso dos índios. Concluiu que satanizaram o líder Apache:
- “Transformaram Geronimo num demônio especial, inventando histórias de atrocidades às dúzias e pedindo vigilantes para enforcá-lo, se o governo não o fizesse. A fuga do grupo de Geronimo através do Arizona foi o sinal para uma torrente de boatos intensos. Os jornais publicaram grandes manchetes: OS APACHES FUGIRAM! A simples palavra “Geronimo” tornou-se um grito de sangue”.
O autor se apoiou em declarações não de qualquer antropólogo comunista, mas do próprio general George Crook, enviado pelo Exército Americano para caçar Geronimo. Depois de conviver com os índios, o general mudou de opinião: “É muito freqüente jornais fronteiriços disseminarem toda espécie de exageros e falsidades sobre os índios, o que é copiado em jornais de elevado conceito e ampla circulação em outras partes do país, enquanto o lado índio do caso é raramente divulgado. Desta forma, as pessoas ficam com idéias falsas sobre a questão. Então, quando há o clímax, a opinião se volta contra os índios”.
Ouvir o “outro lado”. O general Crook queria que os índios fossem ouvidos, para evitar a satanização deles. Por isso, foi demitido pelo Ministério da Guerra e substituído pelo general Nelson Miles. O novo comandante das tropas organizou, em abril de 1886, uma espécie de “Operação Osama”. Mobilizou 5 mil soldados – um terço da força de combate do Exército – e milhares de milicianos civis armados, montou um custoso sistema de heliógrafos para enviar mensagens e, num clima de histeria coletiva, atacou os Apache que na época já estavam reduzidos a um “exército” de… 24 guerreiros.
A rendição
Foi aí, então, que Geronimo se rendeu, em setembro de 1886, cansado de lutar durante trinta anos contra dois exércitos: o mexicano e o americano. Na época, ele tinha seis esposas: Chee-hash-kish – com quem teve dois filhos – Nana-tha-thtith que lhe deu outro filho, Zi-yeh, She-gha, Shtsha-she e Ih-Tedda. Algumas delas, entre as quais a última, estava com Geronimo e foi com ele aprisionada..
Geronimo, suas mulheres, seus filhos e os 24 guerreiros Apache foram encarcerados. Ele permaneceu prisioneiro do governo americano durante 23 anos, quando morreu, em 1909, vítima de uma pneumonia, na prisão de Fort Sill, em Oklahoma, em cujo cemitério foi enterrado. Seus ossos foram, posteriormente, roubados por membros da sociedade secreta Skull and Bones (Crânio e Ossos) e levados para sua sede em New Haven, onde seu crânio podia ser visto dentro de um pote de vidro.
O historiador Marc Wortman, que fez essa revelação, se apoiou numa troca de correspondência entre membros da sociedade secreta – da qual fazia parte Prescott Bush, avô do ex-presidente George W. Bush – especialmente numa carta datada de junho de 1918 que ele encontrou nos arquivos da biblioteca de Yale. Agora, Harlyn Geronimo está processando o governo americano, pedindo que os ossos do seu bisavô sejam enterrados na sua terra natal, perto do rio Gila, no Novo México.
O livro de Dee Brown, que faz a biografia de Geronimo, começa com a grande marcha dos Navajo, em 1860 e termina com o massacre aos Sioux, trinta anos depois, nas margens de um riacho chamado Wounded Knee, com o exterminio de homens, mulheres e crianças. Ele conta como, em três décadas, quando a população americana pulou de 31 milhões para 62 milhões de habitantes, colonos inescrupulosos, amparados pelo próprio governo, invadiram e roubaram as terras indígenas, encontrando forte resistência por parte dos índios, que lutaram em defesa de seu território.
Nesse período se consolidou a política de remoção indígena do governo americano, que consistiu em espoliar os índios de suas terras, removendo-os para o oeste do rio Mississipi, formando o Território Indígena que deu origem ao atual estado de Oklahoma. Essa migração forçada, que semeou dor, desespero e morte, foi denominada pelos índios de ‘trilha das lágrimas’.
A rota da dor
Dee Brown, que publicou fotos dos chefes indígenas encontradas no Instituto Smithsoniano, conta como reconstruiu esse caminho: “Embora os índios que viveram durante esse funesto período tenham desaparecido da face da terra, milhões de suas palavras foram conservadas e estão contidas nos registros oficiais. Com todas essas fontes da quase esquecida história oral, tentei armar uma narrativa da conquista do Oeste Americano segundo suas vítimas, usando suas palavras sempre que possível”
Às vezes, o autor reproduz falas de oficiais do exército americano, como as do capitão Nicholas Hodt: “Os navajo, squaws e crianças correram em todas as direções e foram atacados com tiros e baionetas. Vi, ali, um soldado matando duas criacinhas e uma mulher. Ordenei imediatamente que o soldado parasse. Ele olhou, mas não obedeceu a minha ordem. Corri, mas não consegui impedi-lo de matar as duas crianças inocentes”.
Lendo o livro de Dee Brown, é possivel concluir que a Missão Osama bin Laden podia ter sido chamada com qualquer outro nome de dezenas de chefes indígenas: Geronimo, Antílope Branco, Nuvem Vermelha, Touro Sentado… Todos eles foram igualmente massacrados num processo em que não foram ouvidos.
Um oficial que cavalgava atrás do coronel Chivington conta que viu Antílope Branco, desarmado, se render, com as mãos para o alto, dizendo: Parem! Parem! “Falava isso num inglês tão bom quanto o meu”. Cruzou os braços até ser atingido. Os sobreviventes dos Cheyenne disseram que Antílope Branco cantou a canção da morte antes de expirar: ‘Nada vive muito tempo / só a terra e as montanhas’.
O corpo de Antílope Branco, como o de bin Laden, também não podia ser mostrado. Outro oficial, o capitão Soule, testemunhou: “Vi o corpo de Antilope Branco com os genitais cortados e ouvi um soldado dizer que iria fazer uma bolsa de fumo com eles”.
Diante de tanta barbárie, o cacique Sioux Sinte-Galesha criticou a guerra como forma de solucionar conflitos e apontou para a diplomacia: “Nossa vontade é viver aqui, em nossa terra, pacificamente, e fazer o possível pelo bem-estar e prosperidade de nosso povo. Quando povos entram em choque, é melhor para ambos os lados reunirem-se sem armas e conversar sobre isso, é encontrar algum modo pacífico de resolver”.
Um dos sobreviventes do massacre foi o cacique sioux Touro Sentado, que no verão de 1885 fez parte do Show do Oeste Selvagem de Buffalo Bill, viajando pelos Estados Unidos e Canadá. Ele dava as moedas que recebia às crianças pobres e famintas não indígenas e não entendia como a sociedade de consumo, que produzia tantos bens, podia ser tão indiferente aos seus pobres.
“O homem branco sabe como fazer tudo – disse – mas não sabe como distribuir isso”.
O que é que Osama bin Laden tem a ver com Geronimo e outros chefes indígenas? Os terroristas da Al Qaeda, que mataram inocentes, semeando a dor e o luto, devem estar orgulhosos, pegando carona no nome de um guerreiro que lutou por seu povo e por sua terra. De todos os modos, o tempo vai mostrar que o terrorismo de Estado praticado pelo governo americano, como forma de combater o outro terrorismo, é uma forma truculenta, burra e ineficaz e que os índios têm razão quanto apontam o caminho da conversa e da negociação.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

330 anos TÚPAC AMARU VIVE


Túpac Amaru II (1738-1781).


Túpac Amaru nació para la inmortalidad el 18 de mayo de 1781


Por Salmon Urbano


Así nace Túpac Amaru para la inmortalidad el 18 de Mayo de 1781: su gloria seguirá creciendo como crece la sombra cuando el sol declina.

Dr. Godofredo Arauzo

Al ensañamiento se añadiría la burla y mientras llegaba el postrero instante del cumplimiento de la sentencia, se forjaron once coronas de hierro con puntas muy agudas que le pusieron en la cabeza, en representación de los 11 títulos que se dio, entre ellos de emperador. Igualmente le colocaron un collar de hierro en el cuello con 2 platinas rodeadas de puntas muy pesadas que simbolizaba la orden del Gran Paitití del que se tituló Gran Maestro. Por la parte posterior de la cabeza le introdujeron 3 puntas de hierro ardiendo que le salían por la boca, demostración de los 3 bandos que mandó publicar; uno de ellos declarando al Rey Católico usurpador sacrílego de sus dominios.

En las primeras horas del día del cumplimiento de la sentencia, Areche, que dictó su muerte se confesó y comulgó por las almas que iban ha ser ajusticiadas y luego dio la orden para que se diera cumplimiento a la bárbara sentencia.

El 18 de Mayo de 1781 se cumplió la ejecución de Túpac Amaru, su familia y sus seguidores. Este hecho luctuoso describe un testigo ocular con las siguientes palabras:

El 18 de Mayo de 1781, después de haber cercado con milicias la ciudad del Cuzco, que tenían sus rejones y algunas bocas de fuego y cercado la horca de 4 caras con el cuerpo de mulatos y huamanguinos arreglados todos con fusiles y bayonetas caladas, salieron de la compañía de Jesús nueve sujetos: José Verdejo, Andrés Castelo, Antonio Oblitas (que ahorcó al general Arriaga), Antonio Bastidas, Francisco Túpac Amaru, Tomasa Condemaita cacica de Acos, Hipólito Túpac Amaru hijo del traidor, Micaela Bastidas su mujer y el insurgentes Jasé Gabriel. Todos salieron a un mismo tiempo, uno tras otro, con sus grillos y esposas, metidos en unos zurrones donde se trae yerba del Paraguay, arrastrados a la cola de los caballos, acompañados por sacerdotes que los auxiliaban, custodiados por las correspondientes guardias, llegaron al pie de la horca y le dieron por medio de dos verdugos las siguientes muertes:

A Verdejo, Castelo y Bastidas se les ahorcó llanamente, a Francisco Túpac Amaru tío del insurgente y a su hijo Hipólito se les cortó la lengua antes de arrojarlos de la escalera de la ahorca y a la india Condemayta se le dio garrote en el tabladillo, que estaba dispuesto con torno de fierro que a este fin se había hecho y que jamás habíamos visto por acá: habiendo Túpac Amaru y su esposa visto con sus ojos ejecutar estos suplicios hasta de su hijo Hipólito que fue el último que subió a la horca. Luego subió Micaela Bastidas al tablado, donde se le cortó la lengua y se le dio garrote, en que padeció infinito porque teniendo el cuello muy delicado el torno no podía ahogarla y fue menester que los verdugos echándoles lazos al pescuezo y tirando de una y otra parte y dándole patadas en el estómago y pechos la acabaron de matar. Cerró la función el rebelde José Gabriel, a quien se le sacó a media plaza; allí se le cortó la lengua el verdugo y despojado de grillos y esposas le pusieron en el suelo y atáronle en las manos y pies cuatro lazos y asidos estos a la cincha de 4 caballos, tiraban cuatro mestizos a cuatro distintas partes; espectáculo que jamás se había visto en esta ciudad. Sigue describiendo el testigo presencial: no se si porque los caballos no fuesen muy fuertes o el indio en realidad fuese de hierro, no pudieron dividirlo, después de un largo rato que estuvieron tironeándole, de modo que lo tenían en el aire en un estado que parecía una araña, tanto que el Visitador Areche movido de compasión, para que no padeciese más aquel infeliz despachó de la Compañía de Jesús, desde donde dirigía la ejecución, una orden mandando le cortasen el verdugo la cabeza, como se ejecutó. Después se colocó el cuerpo debajo de la horca donde se le sacaron las piernas y los brazos; esto mismo se hizo con la mujer y a los demás se le sacaron las cabezas para enviarlos a distintos pueblos. Los cuerpos del indio y su mujer se llevaron a Picchu, donde estaba formada una hoguera en la que fueron arrojados y reducidos a cenizas, las que fueron arrojadas al aire y al riachuelo que por allí corre. De este modo acabaron José Gabriel Túpac Amaru y Micaela Bastidas cuya soberbia y arrogancia llegó a tanto que se nominaron Reyes del Perú, Chile, Quito, Tucumán y otras partes, incluido el Paitití. Su hijo Fernando de 12 años en el instante que lo masacraban a su padre dio un grito aterrador, que sigue retumbando los andes como diciéndonos hagan justicia, que la muerte de mi padre no sea envano y que no se repita jamás.

Este día concurrió un crecido número de gentes, pero nadie gritó ni levantó la voz; muchos hicieron reparo y entre ellos no se veían indios a los menos con el traje que usan. Suceden algunas cosas que parece que el diablo las trama y dispone, para confirmar a estos indios en sus abusos, agüeros y superticiones. Dígales porque habiendo hecho un tiempo muy seco y días muy serenos, amaneció tan nublado que no se le vio la cara al sol amenazando por todas partes en llover y a la hora de las 12 en que estaban tirando los caballos a José Gabriel se levantó un refregón de viento y tras este un aguacero, que hizo que toda la gente y aun los guardias se retirasen a toda prisa. Termina describiendo el testigo presencial: esto ha sido causa de que los indios se hayan puesto a decir que el cielo y los elementos de la naturaleza, sentían la muerte del Inca, que los españoles inhumanos e impíos estaban matando con tanta crueldad.

Así nace Túpac Amaru para la inmortalidad el 18 de Mayo de 1781: su gloria seguirá creciendo como crece la sombra cuando el sol declina.


Bibliografía.

1. Lewin B. La Rebelión de Túpac Amaru, 1957,
2. Valcárcel CD. Túpac Amaru, 1970,
3. Hernández R. Precursor y Rebelde Túpac Amaru, 1969
4. Bonilla J. La Revolución de Túpac Amaru, 1971,
5. Valcárcel CD. La Revolución de Túpac Amaru, 1973,
6. Sivirichi A. La Revolución Social de los Tupac Amaru, 1979,
7 Vega JJ. José Gabriel Túpac Amaru, 1969

sexta-feira, 13 de maio de 2011

1 Encontro de Blogueiros Gaúchos




BLOGUEIROS PROGRESSISTAS SE REUNEM EM PORTO ALEGRE NOS DIAS 27,28 E 29 DE MAIO

PROGRAMAÇÃO

27 de maio, sexta-feira
18h30 — Credenciamento e abertura com autoridades e convidados;
19h30 — Mesa de abertura: “As mídias digitais e a democratização da democracia“.

28 de maio, sábado
09h00 — Mesa de debates: “A importância estratégica e a viabilização da comunicação digital”;
11h00 — Debate e perguntas de plenário, respostas e considerações da mesa;
12h00 — Almoço;
14h00 — Mesa de debates: “Políticas públicas para comunicação digital”;
16h00 — Oficinas simultâneas;
17h30 — Relatos e experiências de blogs: Somos Andando, El blog de Norelys e Teia Livre.

29 de maio, domingo
09h00 — Debate de plenário sobre o II BlogProg Nacional, elaboração da Carta dos Blogueir@s e Tuiteir@s Gaúch@s;
11h15 — Coffee Break;
11h45 — Deslocamento para o Parque da Redenção;
12h15 — PIG PARADE no Parque da Redenção.

*A agenda poderá ser alterada.
Mesa de abertura

As mídias digitais e a democratização da democracia
Vera Spolidoro — Secretária de Comunicação e Inclusão Digital do Estado do Rio Grande do Sul;

Altamiro Borges — Jornalista, blogueiro (Blog do Miro, http://altamiroborges.blogspot.com/), presidente do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé (http://www.baraodeitarare.org.br/), ativista pela democratização da comunicação, organizador do BlogProg nacional, membro do Comitê Central do PCdoB (Partido Comunista do Brasil) e autor do livro “Sindicalismo, resistência e alternativas”.

Marcelo Branco — Profissional de TI, ativista pela liberdade do conhecimento.
Mesas de debates

A importância estratégica e a viabilização da comunicação digital
Eduardo Guimarães — Blogueiro (Blog da Cidadania, http://www.blogcidadania.com.br/), comerciante, ativista político (presidente do Movimento dos Sem Mídia)

Leandro Fortes — Blogueiro (Brasília, Eu Vi, http://brasiliaeuvi.wordpress.com/). Organizador do BlogProg nacional. Jornalista, repórter da revista Carta Capital. É autor dos livros Jornalismo Investigativo, Cayman: o dossiê do medo, Fragmentos da Grande Guerra e Os segredos das redações. É criador do curso de jornalismo on line do Senac-DF e professor da Escola Livre de Jornalismo.

Gabriela Zago — Jornalista gaúcha e pesquisadora de comunicação e jornalismo nas redes sociais digitais, blogueira (http://www.gabrielazago.com/), doutoranda em comunicação e informação, colaboradora do TwitBrasil e da Wave Magazine.

Luiz Carlos Azenha — Jornalista, blogueiro (Vi o mundo, http://www.viomundo.com.br/), organizador do BlogProg nacional. Foi correspondente internacional da Rede Manchete, do SBT e da Rede Globo. Atualmente, faz reportagens para a Rede Record e é diretor geral do programa Nova África da TV Brasil.

Renato Rovai — Blogueiro (Blog do Rovai, http://www.revistaforum.com.br/blog/). Jornalista, editor da revista Forum.

Políticas públicas para comunicação digital
Cláudia Cardoso — Diretora de Políticas Públicas da Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital do Governo do
Estado do Rio Grande do Sul;

Vinícius Wu — Secretário Chefe de Gabinete do Governador do Estado do Rio Grande do Sul, coordenador do Gabinete Digital.

Debatedor: Marco Weissheimer — Jornalista, blogueiro (RS Urgente, http://rsurgente.opsblog.org/), editor da revista eletrônica Carta Maior (http://www.cartamaior.com.br/)