sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A Antropologia na ocupação neocolonial


Será um antropólogo??


Uma pesquisa de campo??


Quem é o Antropólogo nesta foto??


Antropologia da contra-insurreição e ocupação neocolonial




«Não se pode fazer antropologia na ponta de uma pistola». Por Gilberto López y Rivas


O Human Terrain Team Handbook (2008), do estrategista Nathan Finney, é um dos documentos importantes disponíveis no Wikileaks que permite analisar a aplicação da antropologia nas campanhas contra-insurreccionais e na ocupação neocolonial por parte das forças armadas dos Estados Unidos.Esse manual destina-se principalmente a ser usado na preparação e na actividade das equipas (human terrain teams, HTT) que actuam nas estruturas militares norte-americanas (regimentos, brigadas, divisões, forças combinadas, etc.). Estas equipas integram entre 5 e 9 pessoas, apoiando os comandantes no terreno com o objectivo de compensar a sua falta de conhecimento do contexto cultural em que manobram. As equipas conjugam soldados e especialistas militares e académicos, fornecidos por contratantes do Exército, supostamente com uma preparação sólida na área das ciências sociais.

O manual tem como pressuposto que «uma condição fundamental da guerra irregular e das operações contra-insurreccionais é que o comandante e o seu estado-maior não podem continuar a preocupar-se apenas com as questões tradicionais: missão, inimigo, terreno e condições meteorológicas, tropas amigas e apoios disponíveis, e tempo. O comandante deve considerar a população da área de conflito como um aspecto importante e específico do diagnóstico do teatro da guerra. […] A dimensão humana constitui a própria essência da guerra irregular. Compreender a cultura local e os factores políticos, sociais, económicos e religiosos é crucial para a contra-insurreição e para o êxito das operações de estabilização e, em última análise, para o triunfo da guerra contra o terror».

O programa, em suma, destina-se a investigar, interpretar, arquivar e fornecer informações e conhecimentos culturais com o objectivo de optimizar as operações e de harmonizar as acções com o meio cultural. Embora parta da suposição errada de que o programa não faz parte da actividade de espionagem militar, o manual indica contraditoriamente que os seus resultados devem ser incorporados ao plano de operações dessa secção e que as suas equipas devem estar presentes em todas as etapas do processo de tomada de decisões militares.
As equipas HTT de civis e militares têm um chefe (geralmente um oficial no activo ou na reforma), um cientista social, um processador de informação e dois analistas. Segundo o manual, a composição óptima inclui pelo menos um membro da equipa que fale a língua da região, outro que seja perito no país em questão e outro que seja mulher, para permitir que a equipa tenha acesso aos 50% da população frequentemente subestimados nas operações militares.

O carácter do programa, o papel e os objectivos das equipas são variáveis, consoante a acção de intervenção das forças armadas norte-americanas for classificada no manual como «contra-insurreição, edificação de nações (nation building), ocupação, manutenção da paz, operações de movimento ou qualquer combinação destes objectivos». Na medida em que o programa compreende o espectro completo da sociedade e da cultura, as equipas devem determinar como obter o apoio da população local, como diminuir a sua desconfiança e como usar a ampla familiaridade com todos os aspectos da sociedade para alcançar esses objectivos.

É significativo que as equipas HTT não disponham de veículos próprios. Para realizarem a pesquisa de campo utilizam o transporte e a protecção das secções militares de que fazem parte. O manual menciona que os membros destas equipas são portadores apenas de armas de autodefesa (sic), ou seja, andam armados e precisam do apoio logístico da unidade militar para que actuam, incluindo alojamento, alimentação, segurança e espaços de trabalho (certamente no interior do sector de espionagem).

Por seu lado, o Informe Final da American Anthropological Association (AAA), concluído em Outubro de 2009 — após uma exaustiva análise — afirma que este programa constitui um motivo de preocupação para a Associação, porque, na medida em que executa funções de investigação, está, por sua vez, na origem de uma actividade de espionagem e leva a cabo funções tácticas de guerra de contra-insurreição. Perante esta sobreposição, qualquer antropólogo que trabalhe no programa terá dificuldade em cumprir o Código Disciplinar de Ética. O programa está adscrito ao sector de espionagem do Departamento da Defesa, e no Iraque e no Afeganistão a informação resultante do programa faz parte do acervo da espionagem militar.

A AAA conclui: «Quando a investigação etnográfica está determinada por missões militares, não ficando sujeita a uma revisão externa; quando a recolha de informação ocorre num contexto de guerra, integrada nos objectivos da contra-insurreição, e com um potencial coercitivo — tudo factores característicos das concepções e da aplicação do programa — não é possível que esta actividade seja considerada um exercício profissional de antropologia legítimo».
Um dos cientistas sociais que participou no programa no Iraque observou com razão: «Não se pode fazer antropologia na ponta de uma pistola».
*
Publicado originariamente em:
http://www.jornada.unam.mx/2010/10/01/index.php?section=opinion&article=021a1pol

Tradução: Passa Palavra

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Aleida , filha do Che, realiza conferência na Espanha





Aleida Guevara, filha do Che, realizou ontem a Conferencia ”Consolidando la revolución cubana”, realizada na cidade de Sabadell na Espanha.

A atividade foi organizada pela “Casa de Cuba en Sabadell” e contou com a participação das representantes dos consulados de Cuba, Iraida Guerrero,da Bolivia, Alicia Muñoz, e o Vice-cónsul de Venezuela, Jorge Recio.

Durante sua intervenção, Aleida Guevara expresou que "históricamente tanto Cuba como o povo latinoamericano têm sido expoliados em suas riquezas e recursos naturais. Afortunadamente, hoje muitos destes povos como Venezuela, Bolivia e Cuba caminham para uma transformação onde o povo é protagonista".

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

IZQUIERDA ABERTZALE: Até a paz, Legalização




Bilbao, 19/02/2011 mais de 40 mil bascos ocupam as ruas de uma das capitais do Pais Basco para exigir a legalização do novo partido da izquierda abertzale. Sortu, que significa "nascer" no idioma basco(euskera) é a aposta política dos nacionalistas de esquerda para avançar na construção de um Estado Basco soberano, uma luta que já dura séculos.


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Fórum Social Mundial depois de Dakar: entre a necessidade e a realidade- Esther Vivas



O FSM de Dakar foi realizado em um momento histórico de avanço das lutas sociais no mundo árabe. No Egito a "velha toupeira" da história novamente aparece
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Fórum Social Mundial depois de Dakar: entre a necessidade e a realidade
Esther Vivas*


Tradução português: Paulo Marques**

O Fórum Social Mundial (FSM) concluiu sua última edição em Dakar (Senegal). Em torno de 75 mil pessoas, uma cifra muito importante, de organizações e movimentos sociais de todo o planeta se fizeram presente, de 6 a 11 de fevereiro, em um processo/evento que se afirma de forma imprescindível nos marcos da atual crise sistêmica, como espaço de encontro e de articulação de redes, mas que mostra também seus limites e debilidades.

A presente edição do FSM aconteceu em um contexto inegável do caráter estrutural de aprofundamento da crise, depois que a última edição ocorreu em Belém (Brasil), em janeiro de 2009, meses depois do estouro da mesma. A atual conjuntura põe sobre a mesa a urgencia de espaços que permitam a coordenação de lutas, avançar em estratégias de ação em escala global e que vizualizem que outro mundo é tão necessário como possível.

O Fórum Social Mundial cumpriu com o objetivo de mostrar-se como uma vitrine, uma praça, das alternativas, um ponto de encontro de uma grande diversidade política e temática de coletivos, majoritariamente africanos e muitos europeus. A presença da América Latina e da Ásia, logicamente, foi mai fraca. E ofereceu um espaço indispensável para a urgente organização das resistencias coletivas que teve sua máxima visualização nas quase quarenta assembléias de convergencia de grupos, redes e coletivos que foram realizados, sobretudo , na multitudinária Assembléia de Movimentos Sociais, com mais de tres mil participantes, e que se converteu em uma das atividades centrais e mais vísiveis do Fórum.

Uma Assembléia que reafirmou seu compromisso de combate contra o capitalismo e que aprovou um calendário de mobilização com as datas centrais de 20 de março, como jornada internacional de solidaridade com as revoluções no mundo árabe, e o 12 de outubro, como día de ação global contra o capitalismo. Asim mesmo , a criação de espaços de trabalho e confluência antes e durante o FSM permitiram , também, o encontro, o debate e a coordenação de redes e organizações.

Em Dakar vimos desde grandes conferências e referencias do movimento altermundialista assim como pequenos painéis e lutas anônimas, todas elas imprescindíveis neste complexo combate por ‘outro mundo possível’. As pequenas manifestações e protestos improvisados que recorreram o campus da Universidade Cheikh Antha Diop, onde se celebrava o evento, colocaram a necessidade de vincular ação e reflexão. A chamada “aldeia dos movimentos sociais” com barracas de mulheres, campesinos, habitantes, produtores, migrantes, etc. foi o espaço que melhor funcionou com atividades, restaurantes pulares e assistentes ‘non stop’.

O FSM em Dakar foi, também, um passo adiante muito importante no que diz respeito a última edição do Fórum Social Mundial na África, em Nairobi, em janeiro de 2007. Se naquela , podemos afirmar, foi a edição mais controvertida do FSM com entradas a um preço inacessível para a população local, participação de multinacionais, etc., a edição senegalesa não repetiu estes erros e o perfil geral do Fórum foi combativo.

Asim mesmo, o processo até Dakar contou com o trabalho e o esforço que algumas redes, como o CADTM África, entre outras, realizaram para mobilizar os coletivos sociais de base da África Ocidental e da capital senegalesa. Neste sentido, se organizou uma caravana, nos dias que antecederam o evento, que recorrieu vários países da região dando a conhecer o processo e somando a novos participantes ao evento e se dinamizaram atividades ligadas ao FSM, como shows e outras, nos bairros periféricos e mais pobres de Dakar.

O Fórum Social Africano, por sua parte, a versão regional do Fórum Social Mundial e um ator importante na sua organização, conta com uma sobre representação de ONGs do continente em detrimento de redes e movimentos sociais, muito fracas na região, o que explicaría, em parte, que estes tiveram uma menor presença em Dakar.

Uma situação que se repete no Conselho Internacional, organismo de direção do FSM, com um desequilíbrio importante entre ONGs e redes sociais, que nos últimos anos diminuiu seu seu perfil e presença no Conselho e consequentemente sua influêcia. Se consideramos que o Fórum Social Mundial será útil sempre e quando sirva aos interesses destes movimentos e aos processos de transformação sócio-políticos, sua perda de peso devería ser um elemento a se ter muito em conta.

A nivel organizativo, a presente edição mostrou debilidades importantes. Começando pelo caos organizativo que se viveu na primera jornada do FSM, em que as atividades previstas não contavam como inscritas e se desconhecia onde estavam sendo realizadas as mesmas, problema que prosseguiu, ainda que em menor medida, durante todo o evento, passando pela falta de um programa facilmente acessível com as atividades diárias até o preço da comida, muito superior aos estabelecimentos locais, e que despertou fortes críticas, sobretudo, entre os participantes africanos.

Segundo explicação dos organizadores, o caos inicial aconteceu porque o Governo substituiu o reitor com o qual haviam sido estabelecidos os acordos de concessão de aulas e o novo não reconheceu os mesmos, não deixou os espaços nem suspendeu as aulas, como havia sido acordado. Em consequencia as organizações que tinham previstas atividades tiveram que alugar alquilar ou novos espaços na cidade ou ocupar barracas ou salas vazias da Universidade.

Deste modo, o FSM foi realizado em uma universidad repleta de estudantes que inicialmente olhavam com receio os altermundialistas que ocupavam seu recinto, já que ninguém os havia informado do encontro. Ainda que finalmente vários destes mesmos estudantes se somaram ao Fórum e inclusive alguns, como o chamado movimento de estudantes “não orientados”1, segregados por suas orígens humildes e que lutam por acesso a uma universidade teoricamente pública mas na prática não acesível a todo mundo, se somaram ao evento com seu protesto.

No político é necessário assinalar o boicote sistemático às atividades do povo saharaui realizado por uma parte da delegação marroquina, financiada diretamente pelo governo do Marrocos, e integrada, como denunciaram membros do CADTM e da ATTAC Marrocos, por pessoas que não teriam nada que ver com coletivos e movimentos sociais. Agressões, insultos e boicote aos seminarios e intervenções dos participantes saharauis foram a estratégia seguida. Vários assistentes ao FSM denunciaram os fatos e organizaram uma manifestação improvisada no campus da universidade, onde participaram vários membros do CADTM e da ATTAC Marrocos que denunciaram a má imagem que estas práticas estavam deixando naqueles participantes e organizações sociais marroquís que nada tinham que ver com estes fatos. Frente a estes sucessos, um posicionamiento rotundo do Comitê Organizador do FSM se fazia mais que necesario.

Outra debilidade política a destacar foi que apesar de que as reoltas sociais na Tunísia e Egipto tivissem uma presença transversal e estiveram muito presentes no “que fazer” cotidiano dos ativistas aguardando a queda ou não de Mubarak, estes processos revolucionarios no norte de África não tiveram uma centralidade política a altura do que significam tanto para o continente como a nivel mundial. As lições do levante do povo tunisiano e egipicio deveriam ter sido o leitmotiv deste Fórum Social Mundial.

Mas em geral, os limítes do FSM são também os limítes do período, de dificultade para transcender os núcleos ativistas e chegar a novos setores sociais. O Fórum passou praticamente imperceptível na cdade de Dakar.

A nivel internacional, a falta de uma dinâmica de mobilização que empurre é uma das grandes debilidades que enfrenta o processo do FSM, ao erigir-se como um espaço de referência, plural e diverso, em um contexto em que não se realizam protestos de referência coordenados em escala global.Com o qual, falta de pressão desde baixo, desde a ação, poderia escorar o Fórum em posições mais institucionalistas.

O Fórum não tem já a centralidade que teve no começo, na fase de ascensão do movimento altermundialista, ainda que sua existencia é importante como marco geral de trabalho e encontro, sempre e quando se mantenha em sintonía com as lutas sociais.

Outros debates e contradições enfrentam o Fórum Social Mundial: Como integrar e/ou visualizar os processos de resistência em escala local com um encontro com as características do FSM? Como manter este espaço como uma referência útil para a transformação política e social em um contexto no qual faltam vitórias concretas? É que o caminho entre a necessidade e realidade é ainda muito grande.

O Fórum Social Mundial se situa em um frágil equilibrio entre o global e o local, entre ONGs e movimentos sociais, entre institucionalização y autogestão, etc. Se trata de uma tensão constante. Nairobi, em 2007, nos mostrou a pior face do FSM; Mumbai, em 2004, uma das melhores. A chave não esquecer a quem e para que serve o Fórum Social Mundial: um contraponto, que deveria ser, infranqueavelmente ao capitalismo global.

*Esther Vivas participante en el Foro Social Mundial 2011 en Dakar.

**Paulo Marques é integrante do coletivo Brasil Autogestinário

www.brasilautogestionario.org

+info: http://www.esthervivas.wordpress.com

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

FSM 2011: Articulando as resistências





Fórum Social Mundial: articulando as resistências
Esther Vivas

Tradução português: Paulo Marques

O processo de articulação de redes e movimentos sociais têm tomado toda sua forma na penúltima jornada do Fórum Social Mundial (FSM), nesta quinta, 10 de fevereiro. Assembléas temáticas de mulheres, campesinos, economia solidária, contra a guerra, por justiça climática, etc. Aconteceram, asim como a celebração de uma massiva Assembléia de Movimentos Sociais, onde convergiram os setores mais ativistas do FSM.

A Assembléia de Movimentos Sociais, promovida pela Vía Campesina, o CADTM, a Marcha Mundial de Mulheres, entre outros, aprovaram, em uma multitudinária assembléia com cerca de tres mil participantes, uma declaração em que insta a convergencia das lutas e a ação em duas datas centrais de mobilização para este ano de 2011. Por um lado, se aprovado o 20 de março como jornada internacional de solidaridade com os processos revolucionários no mundo árabe e, por outro, o 2 de outubro como dia de ação global contra o capitalismo.

Organizações e pessoas vindas de todo o planeta se encontraram nesta assembléia que deu voz aos sem voz. Não foi em vão que os primeiros a intervir no encontro tenham sido os membros do grupo de hip hop senegalês Keurgui e o rapero Fou Malade, quem abriu a assembléia com as canções de protesto 'Que Dívida?' e 'Mantenham as mãos no alto'. Membros e represtantes da revolta tunisiana, da rede pela abolição da dívida externa, do movimento campesino, sindicalistas, feministas, entre muitos outros, tomaram a palavra para dizer de forma clara e forte que é necessário combater e derrubar o sistema capitalista.

A declaração da Assembléia de Movimentos Sociais denunciou a guerra, as políticas das instituições internacionais e as empresas transnacionais, a violencia exercida contra as mulheres, a dívida externa, a mudança climática, a crise alimentar, o imperialismo e fez um chamamento para a ação. Asim ficou claro no siguinte fragmento da declaração: “O capitalismo destrói a vida cotidiana dos povos. Mas, cada dia nascem numerosas lutas pela justiça social, para eliminar os estragos do colonialismo e para que todas e todos tenhamos uma vida digna”.

Asim mesmo as duas últimas jornadas do Fórum Social Mundial foi dedicada a coordenação das lutas e as campanhas. Um total de 38 assembléias de convergência foram realizadas nestes dias. Uma das mais numerosas foi aquela com nome de 'Mapa de lutas: de COP 17 a Río +20' que estabeleceu um calendário que vai da cúpula do clima COP17 em Durban no final de 2011 até a cúpula do Río +20 em meados de 2012, convocando, antes ou entre ambas datas e com o objetivo de mobilizar, uma 2a Conferencia Mundial dos Povos sobre a Mudança Climática e os Direitos da Mão Terra, como continuação da que aconteceu em Cochabamba, e um Fórum Social Mundial Temático no Brasil em janeiro de 2012 sobre estas questões . Como dizia um dos participantes nesta Assembléia: “Se Copenhague foi uma tragédia, Cancún foi uma traição; mas temos quinze meses para mover-nos de Durban ao Río, para sair as ruas e dizer-lhes na cara que sabemos o que estão fazendo”.

* Esther Vivas desde Dakar.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

África: coração do Fórum Social Mundial


Marcha de abertura do FSM Dakar


África: coração do Fórum Social Mundial
Esther Vivas
Tradução Português: Paulo Marques

Passados mais de cinquenta anos da descolonização do continente, o Fórum Social Mundial (FSM) quis render homenagem aqueles que ontem lutaram contra o colonialismo reafirmando seu combate contra as políticas neoliberais e neocoloniais, asim como reflexionar sobre os processos migratórios, da África ao mundo, e sua diáspora.

Se no anterior FSM em Belém(Brasil), em 2007, os povos originários e seu compromisso em defesa da Pachamama, a mãe terra, ocuparam um papel central, nesta ocasão a África e sua diáspora tomaram o fórum. Tanto os dias prévios ao FSM como sua primera jornada, segunda-feira 7, estiveram dedicados, especialmente, a estas questões.

A ilha de Gorée, próximo a Dakar, onde partiram milhões de escravos para a América Latina, acolheu, justamente antes do evento, uma assembléa internacional de migrantes, principalmente de origen africano e vários deles vindos da América Latina, que culminou com a elaboração de uma Carta Mundial de Migrantes, uma declaração de princípios elaborada pelas mesmas pessoas migrantes com o lema de ‘Uma carta por um mundo sem muros’. Este proceso começou no ano 2006 e teria como objetivo reivindicar o direito universal a circular, viver e trabalhar livremente em qualquer lugar do planeta.

E o dia 7, o Fórum Social Mundial foi África. Seminários dedicados a analisar o papel da mulher no continente, o impacto das políticas neoliberais, a usurpação de seus recursos naturais, o peso da dívida externa, a imigração Norte-Sul, a luta contra os tratados de livre comércio, etc. foram algumas das temáticas abordadas.

A presença de organizações e coletivos da África do Oeste está sendo muito numerosa. Uma caravana de movimentos sociais recorrieu días antes do FSM vários países da região, desde Benín, passando por Togo, Burkina Faso, Malí, até chegar ao Senegal, num total de 3377 km, dando a conhecer o Fórum Social Mundial e animando a participação no mesmo. CADTM África, No Vox e varios ATTAC's africanos, entre outros, dinamizaram a marcha. A caravana teve sua última parada em Kaolack, onde chegaram 450 participantes, e onde se celebrou, com o apoio de grupos de mulheres de toda a região, um encontro feminista e internacionalista.

Mas se um tema está presente em todo o FSM, como foi na jornada dedicada a África e como nos dias posteriores, é a revolta tunisiana. O levantamento do povo da Tunisia é um exemplo a seguir, que demonstra que hoje a revolução é possível. Em um contexto político com falta de vitórias concretas, as revoltas no norte da África, na Tunisia, Egito, Yemen, Jordania... demonstram que a luta serve. Fathi Chamki da ATTAC Túnisia deixou claro com estas palavras pronuciadas em um dos seminários do Fórum: “Se o povo aspira a vida, o destino não pode mais que dobrar-se a sua vontade”.

Esther Vivas desde Dakar.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

SORTU




SORTU : Novo partido da izquierda abertzale ( independentistas bascos)

«Sortu», que em basco significa nascer ou surgir, é o nome do novo partido da esquerda abertzale, apresentado hoje para o Ministério do Interior da Espanha.


Rufi Etxeberria, líder do novo partido, destacou que na aposta da esquerda abertzale «não há escapismos literários», mas um «passo determinante» baseado no percurso iniciado e na resolução «Zutik Euskal Herria».

Precisou que se trata de uma reflexão de «alcance histórico», que marca um «antes e um depois» no percurso da esquerda abertzale, que se assume de forma autónoma e soberana e que está ligada ao firme compromisso de alcançar um cenário de paz e de soluções democráticas.

Etxeberria considerou que o eixo fundamental reside na aposta firme nas vias políticas e democráticas, num processo democrático que acabe com o ciclo de confrontação violenta, tal como vem no Acordo de Gernika.

Referiu que a nova força política «rejeita e se opõe ao uso da violência ou à ameaça da sua utilização para a consecução de objectivos políticos, incluindo a violência da ETA, se ela existisse em qualquer das suas manifestações».

Durante a sua intervenção, defendeu a convergência e a confluência de forças pela mudança, uma política de alianças ampla para tornar possível a mudança política na senda democrática, e atribuiu o protagonismo à sociedade basca.

Perante ela, a comunidade internacional e as pessoas reunidas no Euskalduna pediu a legalização da esquerda abertzale.

Depois de Etxeberria, o advogado Iñigo Iruin abordou o aspecto jurídico dos estatutos, que serão inscritos na quarta-feira no registo de partidos políticos do Ministério espanhol do Interior.

Disse que foram elaborados com base nos requisitos estabelecidos pelo Supremo Tribunal espanhol na ilegalização do Abertzale Sozialisten Batasuna (ABS).

Iruin referiu que o novo projecto político representa «a ruptura com os modelos organizativos e formas de funcionamento com que este espaço social e político se dotou no passado e, portanto, com os vínculos de dependência que tinha».

«Trata-se de impedir a sua instrumentalização por organizações que pratiquem a violência ou por partidos políticos que foram ilegalizados por causa da sua conivência com ela», indicou.
Fonte: Gara

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

FSM Dakar: Mundialização das lutas



Organizar e globalizar as lutas sociais, eis o desafio do FSM


O Fórum Social Mundial aterriza em Dakar
Esther Vivas


Tradução Português: Paulo Marques

Uma manifestação reivindicando que 'Outro mundo e outra África são possíveis', como dizia em uma das faixas da marcha, inaugurou neste domingo, 6 de fevereiro, ao meio dia uma nova edição do Fórum Social Mundial (FSM), que este ano se realiza em Dakar (Senegal). Milhares de pessoas, majoritariamente senegalesas e de outros países do continente, se manifestaram desde o centro da cidade até a Universidade Cheikh Antha Diop, onde acontece o fórum, com lemas como 'Globalizemos as lutas contra o capitalismo', 'As terras para quem nelas trabalham', 'Pelos direitos dos imigrantes', entre outros.

Esta edição do FSM chega em um contexto inegavelmente de crise estrutural do sistema capitalista e aqui a importancia do mesmo como espaço, não só de elaboração e discussão de alternativas, mas sim de articulação e fortalecimiento de redes para a ação. Se o Fórum Social Mundial nasceu como contraponto ao Fórum Econômico Mundial de Davos, hoje, dez anos depois de sus primeira edição, se converteu, a pesar de seus limites e contradições, como o principal espaço de encontro internacional de uma grande diversidade de organizações e movimentos sociais que apostam, com distintos enfoques e matizes, por um paradigma radicalmente distinto a serviço das pessoas e do ecosistema.

Desde o primeiro Fórum Social Mundial em Porto Alegre, em janeiro de 2001, até a presente edição, o mapa global dos protestos têm mudado substancialmente. Se o FSM surgiu no calor de Seattle, em um momento de auge do movimento altermundialista, conectando com o espírito e o sentimento do movimento emergente e erigindo-se como uma de suaqs princais referencias, hoje a situação é muito diferente. Nos encontramos em um período de descenso dos protestos a nivel internacional, com algumas exceções notáveis como as mobilizações pela justiça climática, e uma maior focalização do conflito a nivel regional, nacional e local contra agressões específicas aos direitos sociais, trabalhistas, meio-ambientais. O Fórum Social Mundial têm perdido centralidade, tanto externa como interna, mas, na falta de referencias melhores e em um contexto de crise sistêmica e da necessidade de articulação de lutas, é o melhor dos espaços existentes.

Ao longo desta semana, uns sessenta mil participantes de mais de 1250 organizações, quase a metade africanas, se reunirão na capital do Senegal para propor alternativas e, sobretudo, desenhar estrategias de ação para fazer frente aos embates do capitalismo. De fato, a pesar da crise e do descrédito do sistema, as políticas neoliberais continuam e se intensificam e existe uma enorme dificultade para ultrapassar, sobretudo na Europa, e com excessões como França e Grécia, este mal estar social em movbilização e proptesto. América Latina têm sido nesta última década o elo frágil do neoliberalismo em escala global e agora o norte da África, com Túnisia e Egito a frente, aponta um novo despertar. O Fórum Social Mundial repassará sem dúvida esta cartografía das resistencias.

* Esther Vivas desde Dakar (Senegal).

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Salvador Allende não se suicidou, foi assassinado








MIGUEL LITTIN: A LA DICTADURA LE CONVENIA LA TESIS DEL SUICIDIO DE ALLENDE

El cineasta reafirmó su postura sobre el asesinato del Mandatario en la toma de La Moneda. Además, sostuvo que la investigación de su muerte arrojará “muchas sorpresas”.

El cineasta Miguel Littin reafirmó su tesis del homicidio del Presidente Salvador Allende, luego de la decisión del juez Mario Carroza de investigar las circunstancias de su deceso.

“Yo lo he planteado desde hace mucho tiempo, porque no hay ningún antecedente que dé cómo firme la tesis del suicidio”, indicó el realizador.

Littin indicó que “nadie vio, nadie estuvo, no hay ninguna posición seria al respecto, pero todo indica que el Presidente Allende fue asesinado, porque las tropas que entraron a La Moneda no entraron a saludarlo, entraron a matar a su enemigo, que en ese minuto era Allende”.

Según el realizador, el escenario del fallecimiento del jefe de Estado “fue cambiado en el transcurso de las horas y surgió esa tesis rápidamente aprobada, porque le convenía a todos los sectores involucrados, porque la presencia de un héroe no era conveniente. A la dictadura le convenía la tesis del suicidio, pero el Partido Socialista y lo sectores de izquierda han sostenido con vehemencia que hay que investigar”.

Los testimonios

El director de “Dawson, isla 10″, indicó además que cuenta con testimonios que dan crédito a su tesis del homicidio.

“En las declaraciones del doctor (Oscar) Soto dice que sintió una gran balacera en el piso que estaba Allende y que alguien gritó ‘el Presidente está muerto’. El doctor Soto es una de las personas que más fe le doy a sus declaraciones: los militares ya estaban en el lugar donde estaba Allende, esto se puede ratificar con una investigación muy seria y la reconstitución de los hechos, de la cual van a surgir otras sorpresas”, indicó.

Para Miguel Littin “lo grave es que la opinión pública fue informada de un suicidio y lo grave es que en los libros de historia se dé como hecho algo que no está comprobado”.

Nadie me ha rebatido la tesis del asesinato de Allende

El realizador Miguel Littin reafirmó la tesis de que la muerte de Salvador Allende en realidad correspondió a un asesinato y no a un suicidio, premisa que desarrolló como parte de la línea argumental del filme “Dawson, Isla 10″.

En dicho trabajo cinematrográfico, y en paralelo a las penurias que sufrieron los jerarcas de la Unidad Popular que luego del Golpe de septiembre de 1973 fueron enviados a la inhóspita isla del sur, la cinta contiene imágenes inéditas de Allende, en una trama que busca llegar “a la conciencia del espectador”.

Consultado por Una Nueva Mañana sobre su tesis, que promete abrir más de alguna polémica, recordó que “en más de un programa tú me invitaste a discutir eso antes y es algo que yo he mantenido y que nadie me ha discutido”.

“Incluso hay forenses que dicen que efectivamente (Allende) recibió dos balazos antes de que apareciera el presidente en las circunstancias en que se conoce actualmente. Entonces yo fiel y leal a ese planteamiento y teniendo además las pruebas, lo puse en la película y espero que el público vaya, vea y se forme una idea de este suceso tan definitivo en nuestra identidad”, indicó.

Según él, entre ambas versiones “hay una diferencia muy grande, y con todo respeto y cariño por la familia Allende, porque la quiero y amo mucho, y es que un suicidio es un acto heroico, sin lugar a dudas, pero el otro es un asesinato”.

“La diferencia es el asesinato, la diferencia es de una parte de la tropa que se tomó La Moneda al mando de un general, pues cometió el asesinato” y se ocultó un hecho “tan atroz como es asesinar a un presidente constitucional, que no se iba a rendir”, agregó.

El realizador recalcó que se está frente a “un hecho moral, ético, que no toca a la condición heroica del presidente, toca a quienes lo asesinaron”.

El cineasta reafirmó su postura sobre el asesinato del Mandatario en la toma de La Moneda. Además, sostuvo que la investigación de su muerte arrojará “muchas sorpresas”.

Fórum Social Mundial 2011




Sergio Ferrari
Rebelión


El primer domingo de febrero, arranca la octava edición “centralizada” del Foro Social Mundial en la Universidad Diop de Dakar. La metrópoli senegalesa, con casi 3 millones de habitantes, se perfila como un marco desafiante y prometedor para albergar al principal espacio altermundialista planetario. En una coyuntura muy particular donde todo el escenario político africano adquiere tonalidades impredecibles de la mano de las explosiones populares de Túnez y Egipto. Según los organizadores no menos de 60.000 personas participarán en el evento senegalés, que se realizará por segunda vez en África -la anterior fue Nairobi en 2007-. Desde su creación el Foro Social Mundial (FSM) se reunió en cinco ediciones en Brasil, una vez en India y dos en este continente.

De nuevo a África, con renovados desafíos

Repitiendo lo que es ya una metodología habitual de los Foros, la edición 2011 se inaugurará con una manifestación ciudadana. En este caso, recorrerá las calles principales del centro de Dakar desde el Puerto y la mezquita central hacia los barrios populares del sur de la ciudad.

“La marcha será un verdadero termómetro político, que indicará de entrada el impacto potencial del FSM de Dakar”, anticipa Souleyname Bassoun, dirigente social senegalés.

Bassoum, que coordina varios proyectos con doce organizaciones campesinas, urbanas y dedicadas a la economía social y solidaria en nueve localidades del país, considera que esta edición del FSM, “no sólo es histórica sino que tiene una potencialidad particular de reforzar los movimientos sociales, ONG y las redes de todo África”.

Abriendo, además, nuevos vasos comunicantes con la “sociedad civil planetaria. Demostrando que no estamos solos, que somos muchos en todo el mundo los que apostamos por un cambio de paradigma, de perspectiva, de sistema”.

Bassoum confirma un largo “proceso de preparación del FSM, que se lanzó hace varios meses, y que incluye una serie de actividades preparatorias en las más diversas regiones del país”.

La primera semana de febrero en Thies, segunda ciudad del país de donde el dirigente social es originario, “se realizó ya una marcha ciudadana que cerró una jornada entera realizada en las escuelas con alumnos y maestros para discutir sobre el valor del FSM. También se implementó una actividad popular que relacionó la consigna de “Otro Mundo Posible” con el combate contra la basura no reciclable”.

El FSM no pasará tampoco desapercibido entre la clase política senegalesa. Una buena parte de los 120 partidos y asociaciones políticas que existen en el país, así como una cincuentena de los sindicatos existentes han demostrado su interés por el evento que cuenta con un cierto apoyo de la municipalidad “socialista” capitalina.

“Será una ocasión única para los partidos progresistas de Senegal” enfatiza Ibrahine Sène, uno de los principales responsables del “Partido de la Independencia y del Trabajo” (PIT).

Espacio tan trascendente, “que lanzaremos durante el FSM una declaración de unidad de varias de nuestras fuerzas políticas de oposición para reforzar nuestro campo de cara a las elecciones presidenciales” del año próximo, enfatiza.

Reforzar “otra África posible”

“Apuesto a que Dakar se convierta en una base fundamental de un desarrollo más justo y social de África”, enfatiza Awa Ouedraogo, secretaria ejecutiva de la Marcha Mundial de Mujeres/ Acción Nacional de Burkina Faso.

Para la experimentada dirigente feminista del continente, sus expectativas pasan “por asegurar que FSM sea el lugar y el momento para que la sociedad civil africana y planetaria junten más aún sus fuerzas, para reforzar la causa que nos anima: la construcción de un mundo mejor gestionado y más justo”.

El desafío de este Foro es doble: “reforzar la cohesión de todos nosotros y nosotras y, al mismo tiempo, crear condiciones para que nuestra voz sea más escucha y tenida en cuenta por los Gobiernos”.

Un reto que exigirá un gran esfuerzo de sistematización y síntesis de los miles de participantes que desde los cinco continentes ya comienzan a llegar a Dakar para animar cinco días de intercambio, reflexiones y ajustes de agendas y metodologías comunes.

Con una propuesta de programa maratónica. El lunes 7 la temática africana será el centro de la atención durante el día entero. En sus múltiples facetas: desde los acuerdos comerciales con Europa y otras regiones del mundo, pasando por la crisis del África árabe, hasta llegar al siempre complejo tema de las migraciones, faceta actual del todavía no resuelto pasado de esclavismo y colonialismo.

Martes y miércoles, centenares de actividades auto-gestionadas en forma de talleres, conferencias y debates, permitirán a los diversos actores de la sociedad civil mundial de intercambiar ideas, reflexiones y experiencias.

El jueves 10, un primer esfuerzo de sistematización se realizará en torno a las Asambleas Temáticas, tratando de llegar a conclusiones y propuestas según once ejes torales del programa definidos hace casi un año. Para concluir la edición Dakar del FSM, el viernes 11, con la “Asamblea de las Asambleas”. Un espacio de restitución, balance y síntesis de la reflexión multitudinaria de la semana.

RADIOGRAFIA DE UN PROCESO PLANETARIO EN CRECIMIENTO

Sergio Ferrari, desde Dakar, Senegal

Los diez años del Foro Social Mundial expresan una década de plena expansión. Con eventos mundiales significativos y Foros continentales-nacionales de diferente trascendencia y repercusión. Y en la cual, la consolidación de ciertas redes y coordinaciones internacionales –entre ellas Vía Campesina y la Marcha Mundial de Mujeres- constituye uno de los principales logros de esta etapa de consolidación alter-mundialista.

Enero 2011, Porto Alegre, Brasil. Primer Foro Social Mundial con 4.700 delegados de 117 países. Asistencia total de unos 20 mil participantes con unas 400 actividades autogestionadas. Luego del evento, el Comité de Organización elaboró la Carta de Principios que contiene 14 puntos y que se convirtió en el marco conceptual-funcional del FSM. A posteriori fue ratificada por el Consejo Internacional, instancia de facilitación del FSM creada luego del la primera edición y compuesta por representantes de centenas de grandes redes, campañas y plataformas del mundo entero.

Enero 2002, Porto Alegre, 50 mil participantes, entre ellos 12 274 delegados de 123 países. Durante esta edición se llamó a ampliar el FSM, con procesos-eventos nacionales, continentales, temáticos etc. A fin de año en Florencia se realizó el 1er Foro Social Europeo. Y poco tiempo después el 1er Foro Social de las Américas.

Enero 2003, Porto Alegre, 100 mil participantes con cerca de 20.000 delegados y 1.300 actividades autogestionadas

Enero 2004. Mumbai, India, 74.126 participantes de 1653 organizaciones de 117 países. Fuerte presencia de movimientos “dalit” (casta de los intocables) y de representantes de organizaciones del país entero.

Enero 2005, Porto Alegre, marcha de apertura con 200 mil personas. 155 mil participantes registrados. 35 mil de ellos integraban el Campamento de la Juventud. Para preparar esta edición se implementa una nueva metodología de consulta temática, formulario por Internet que permitía identificar luchas, actividades, problemas y propuestas .

2006, FSM “policéntrico”, descentralizado en 3 ciudades de 3 continentes: Bamako (Malí-África) del 19 al 23 de enero; Caracas (Venezuela), del 24 al 29 de enero. Y Karachi (Pakistán-Asia), fines de marzo.

Enero 2007, Nairobi, Kenia. Participaron en torno de 50 mil personas. Tal vez la edición más problemática y con mayores contradicciones internas.

Enero 2008 , semana de movilización y acción global en centenares de ciudades del mundo entero.

Enero 2009, Belém de Pará, Brasil. 1 33 mil participantes, de 142 países. En torno a 2.300 actividades, promovidas por 5808 entidades inscritas. Entre ellas casi 4.200 de América Latina, un poco menos de 500 de Europa y prácticamente un número similar de África. Fuerte presencia de los pueblos autóctonos-originarios.

Enero 2010, actividades descentralizadas en todo el mundo
Febrero 2011, del 6 al 11, Dakar, Senegal. Se esperan varias decenas de miles de participantes.

Sergio Ferrari, colaboración E-CHANGER

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Izquierda Abertzale no caminho da legalização



No passado dia 18 de Dezembro, milhares e milhares de pessoas vieram para as ruas pedir a legalização da esquerda abertzale. Houve mais de uma centena de atos em diferentes localidades e bairros de Euskal Herria, reivindicando a legalização de todos os projetos políticos e uma total democracia. Foi com as imagens gravadas nesse dia que se realizou este vídeo.

Nesta segunda-feira, 07 de fevereiro está marcado um grande ato na cidade de Bilbao, no qual a Izquierda abertzale apresentará o nome do novo partido e os estatutos. Após será encaminhado a Madri para legalização. É o primeiro e decisivo passo para romper com a muralha repressiva do estado espanhol contra a esquerda independentista do País Basco.