quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Victor Jara vive




Hoje completa-se 38 anos do assassinato do cantor chileno Victor Jara pelos fascistas de Pinochet. Militante comunista, revoluciónario Victor representava a nova cultura emancipada que nascia do socialismo chileno de Salvador Allende. Um perigo para o império e os fascistas que não só destruíram brutalmente a experiência chilena como buscaram eliminar, através do assassinato vil, todos que simbolizavam aquela esperança de um mundo melhor. Nossa homenagem a Victor e todos os cantores e artistas que fazem de seu talento uma arma contra as injustiças e desigualdades.

Para quem quer conhecer a história de Victor Jara indicamos a leitura do livro de sua companheira Joan Jara " Canção inacabada, a vida e a obra de Victor Jara". Publicado no Brasil pela Editora Record.

Publicamos um pequeno artigo homenagem de Luiz Alberto Nieto, postado hoje no site kaosenlared.net e traduzido por Paulo Marques:

38 anos da semeadura de Victor Jara

Ha 38 anos, um 16 de Setembro 1973 é assassinado por verdugos, criminosos e fascistas o revolucionário, cantor, poeta, diretor e ator de teatro Víctor Jara, quem ainda prisioneiro, ferido, com suas mãos destrossadas escreveu sua última mensagem antes de ser assassinado no estádio nacional do Chile: " somos cinco mil". Em um pedaço de papel, destes que se usam para fazer cigarros. Aí colocou sua última idéIa, seu lamento, seu desejo e sua visão.
Assim se executava mais um dos crimes da nascente ditadura fascista e criminosa de Pinochet, quem em poucos dias havia assassinado milhares de chilenos. Primero os seguidores e partidários de Allende, revolucionários, dirigentes, vanguarda, logo até os próprios inimigos e opositores.
Víctor foi uma voz dentro do processo revolucionário Chileno, desde suas diferentes trincheiras de luta soube ser um exemplo para a causa e da causa. Nascido no campo soube valorizar a natureza e suas raízes. Em 1966 grava seu primeiro disco, o amor verdadeiro foi aos trabalhadores do campo, a maioria de suas canções refletem as injustiças e abusos que se cometíam contra o povo, falou , cantou a desigualdade de classes.

Diretor de teatro até 1970, quando começa sua dedicação integral às atividades sociais. Marxista de convicção, comunista tomando elementos da situação chilena do momento. Realizou una série de documentários que iam contra o fascismo da guerra civil.
Víctor se incorporou de imediato na campanha de Salvador Allende com a qual colaborou e participou, acreditava no novo homem, tinha um sonho. O sonho de um Chile novo bem diferente, onde todos tivesse lugar e onde não houvesse diferenças de classe.

O triste e doloroso é escutar ou ler o relato de sua amada; Joan Jara, que descreve a forma eem que o viu , seu estado tão destruído, de como o haviam torturado. Mas isto não foi impedimento para desde esse lugar seguir inspirando-se e escrevendo, os militares que o golpearam e torturaram, não puderam dobrar sua moral, não puderam matar suas esperanças.

Víctor segue cantando hoje desde onde esteja, segue apontando com sua voz, segue lutando, seu fusil: a canción, suas balas: as letras. Junto con Ali Primera, Mercedes Sosa, Violeta Parra, Facundo Cabral, Fonseca, farão um coro de esperança com Pablo, com Rubén, Martí, escreverão o poema de alento da América. Que será a inspiração para a nova vida, a nova pátria. Allende e tu, guiarão com Manuel, com Pablo as luta que virão.

Seria pouco, muito pouco falar de ti, o escrever sobre ti. O único que posso dizer é : Víctor vive e não desmaia em sua luta, sua música, suas canções são guias de luta, para sempre Victor Jara, que teus assassinos que ainda não pagaran por ele, o farão em algum momento, isso não se pode esquecer e onde seja será a justiça, até sempre companheiro Jara.


Luis Alberto Nieto.







Manifiesto
Victor Jara

Yo no canto por cantar
ni por tener buena voz
canto porque la guitarra
tiene sentido y razon,
tiene corazon de tierra
y alas de palomita,
es como el agua bendita
santigua glorias y penas,
aqui se encajo mi canto
como dijera Violeta
guitarra trabajadora
con olor a primavera.

Que no es guitarra de ricos
ni cosa que se parezca
mi canto es de los andamios
para alcanzar las estrellas,
que el canto tiene sentido
cuando palpita en las venas
del que morira cantando
las verdades verdaderas,
no las lisonjas fugaces
ni las famas extranjeras
sino el canto de una alondra
hasta el fondo de la tierra.

Ahi donde llega todo
y donde todo comienza
canto que ha sido valiente
siempre sera cancion nueva.

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