terça-feira, 31 de maio de 2011

Julgamento de Otegi e seus companheiros dia 27 de junho




Resumen de Mayo 2011 Maiatzaren Laburpena from ekinklik argazkiak on Vimeo.




A Audiência Nacional espanhola começará a julgar no dia 27 de Junho o chamado «caso Bateragune». No banco dos réus estarão sentados os dirigentes independentistas Arnaldo Otegi, Rafa Díez, Miren Zabaleta, Sonia Jacinto, Arkaitz Rodríguez, Txelui Moreno, Amaia Esnal e José Manuel Serra, que foram detidos a 13 de Outubro de 2009.

De acordo com informações veiculadas pelo tribunal especial espanhol, a audiência oral foi marcada para os dias 27, 28, 29 e 30 de Junho, e 1, 4, 5, 6 e 7 de Julho. Os oito arguidos serão julgados no âmbito do chamado «caso Bateragune», que, para a AN espanhola, funcionava como «órgão de construção do pólo soberanista sob o controlo da ETA».

A Procuradoria espanhola pede 10 anos de prisão para Otegi, Díez e os outros seis arguidos, acusando os oito independentistas da alegada prática do crime de «integração em organização terrorista» por promoverem «uma aliança independentista que tinha por finalidade apelar à incorporação de forças políticas como Eusko Alkartasuna, Aralar, Abertzaleen Batasuna e ELA no espaço de luta no confronto entre Euskal Herria e o Estado».

Os oito bascos serão julgados pelo tribunal composto pelos magistrados Ángela Murillo, Teresa Palacios e Juan Francisco Martel.

A esquerda abertzale pede uma resposta veemente e unitária contra o julgamento de dia 27


«A esquerda abertzale entende que no dia 27 de Junho se sentam no banco dos réus alguns representantes da esquerda abertzale, mas a causa e a futura sentença dirigem-se não apenas aos que se sentam no banco dos réus, mas a todos aqueles que, nas diversas forças políticas, sindicais e sociais deste país, reivindicam uma mudança de cenário sem ingerências e sem veto
s», afirmaram em conferência de imprensa ontem à tarde, em Donostia, sobre a abertura da audiência oral do chamado «caso Bateragune».

No início, os representantes da esquerda abertzale – Tasio Erkizia, Marian Beitialarrangoitia, Agurne Barruso e Txelui Moreno – enviaram uma saudação a Arnaldo Otegi, Sonia Jacinto, Miren Zabaleta e Arkaitz Rodríguez, quatro dos oito arguidos que actualmente se encontram presos.

Em seguida, qualificaram este julgamento como «a resposta de Madrid à nova fase política aberta em Euskal Herria», ponto em que lembraram o contributo dos encarcerados e restantes imputados para chegar a esta situação política.

«Estas oito pessoas vão a julgamento por defender um cenário democrático para este país, por defender a independência e o socialismo como o projecto que melhor representa a defesa das necessidades políticas, sociais e culturais deste país, por defender e levar à prática a aposta em vias exclusivamente políticas e democráticas, por defender, em suma, a nova fase política iniciada neste país, que tanta expectativa gerou e tanta adesão popular recebeu», sublinharam.

A responsabilidade do PSOE

Assim, a esquerda abertzale afirma que o PSOE é «o responsável pela continuidade da repressão» como resposta a Euskal Herria. Uma força que, para a esquerda abertzale, «nega este novo cenário e pretende continuar a erguer um muro de imposição e repressão para o tornar inviável».

Uma missão, a de impedir o avanço do novo contexto político, em que entendem que «estão a fracassar de forma estrepitosa, tal como ficou demonstrado nas eleições de 22 de Maio».

A esquerda abertzale entende que, com este julgamento, irão pretender esconder «o que não é mais que o direito à livre defesa das ideias políticas e à livre organização política dos arguidos».

Encara este julgamento como uma nova agressão a todo um povo e, consequentemente, entende que «a resposta tem de ser veemente, com carácter unitário, capaz de representar o povo em marcha que exige mudanças de peso e soluções democráticas com urgência».

«Um povo cada vez mais unido e cada vez mais mobilizado em prol da contretização da mudança está a responder com um brilhantismo político sem precedentes a todas estas investidas que representam a debilidade de um governo e do PSOE e do PP, que não têm projecto político para oferecer e se escudam na força para não percorrer o caminho que este país lhes exige: a aceitação da livre decisão dos bascos e das bascas, como pilar básico para o livre confronto democrático de todos os projectos», concluiu a esquerda abertzale.
Fonte: Gara

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