terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

SORTU




SORTU : Novo partido da izquierda abertzale ( independentistas bascos)

«Sortu», que em basco significa nascer ou surgir, é o nome do novo partido da esquerda abertzale, apresentado hoje para o Ministério do Interior da Espanha.


Rufi Etxeberria, líder do novo partido, destacou que na aposta da esquerda abertzale «não há escapismos literários», mas um «passo determinante» baseado no percurso iniciado e na resolução «Zutik Euskal Herria».

Precisou que se trata de uma reflexão de «alcance histórico», que marca um «antes e um depois» no percurso da esquerda abertzale, que se assume de forma autónoma e soberana e que está ligada ao firme compromisso de alcançar um cenário de paz e de soluções democráticas.

Etxeberria considerou que o eixo fundamental reside na aposta firme nas vias políticas e democráticas, num processo democrático que acabe com o ciclo de confrontação violenta, tal como vem no Acordo de Gernika.

Referiu que a nova força política «rejeita e se opõe ao uso da violência ou à ameaça da sua utilização para a consecução de objectivos políticos, incluindo a violência da ETA, se ela existisse em qualquer das suas manifestações».

Durante a sua intervenção, defendeu a convergência e a confluência de forças pela mudança, uma política de alianças ampla para tornar possível a mudança política na senda democrática, e atribuiu o protagonismo à sociedade basca.

Perante ela, a comunidade internacional e as pessoas reunidas no Euskalduna pediu a legalização da esquerda abertzale.

Depois de Etxeberria, o advogado Iñigo Iruin abordou o aspecto jurídico dos estatutos, que serão inscritos na quarta-feira no registo de partidos políticos do Ministério espanhol do Interior.

Disse que foram elaborados com base nos requisitos estabelecidos pelo Supremo Tribunal espanhol na ilegalização do Abertzale Sozialisten Batasuna (ABS).

Iruin referiu que o novo projecto político representa «a ruptura com os modelos organizativos e formas de funcionamento com que este espaço social e político se dotou no passado e, portanto, com os vínculos de dependência que tinha».

«Trata-se de impedir a sua instrumentalização por organizações que pratiquem a violência ou por partidos políticos que foram ilegalizados por causa da sua conivência com ela», indicou.
Fonte: Gara

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