domingo, 12 de setembro de 2010

Allende ontem e hoje




A direita é antidemocrática por essência
Paulo Marques


11 de Setembro de 1973, Santiago do CHile. Aviões do exército, sob o comando dos militares fascistas chilenos com apoio do Pentágono bombardeiam o Palácio La Moneda para derrubar Salvador Allende, o presidente constitucional do país. Junto com sua guarda pessoal o presidente resiste. Armado com a metralhadora ganha de Fidel Castro, Allende não aceitou a rendição, cumpriu a Constituição até ser asassinado de forma covarde junto com a democracia chilena, até então a mais antiga e sólida do continente. Com seu gesto mostrou para o mundo e para qualquer incauto como a burguesia é, por essência, antidemocrática. A lição que deixa é inequívoca: Radicalizem a democracia e terão que defendê-la com armas pois os inimigos dela estarão armados para derrotá-la custe o que custar. Foi assim no Brasil(1964), na Argentina (1976), no Chile(1973), na Nicarágua(1980) em Honduras(2009).
Só houve um caso na história em que os golpistas de direita foram derrotados, foi em 2002 na Venezuela. Alí a democracia estava armada, com o povo na rua e a maioria dos militares ao lado do povo. Só as armas impediram o golpe.

A experiência chilena de construção do socialismo dentro da institucionalidade burguesa foi única na história da esquerda. Infelizmente as interpretações sectárias impediram e ainda impedem uma análise mais aprofundada daquela experiência. O que seria muito importante para uma esquerda realmente anticapitalista retomar a ofensiva na perspectiva de acumulo de forças sociais com capacidade de disputa de hegemonia real, elemento que esteve presente na história de 30 anos que a esquerda chilena construiu até chegar a histórica vitória de Allende em 1970.

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