terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Um 2010 na contracorrente



O Blog "A Batalha" deseja a todos(as) os(as) nossos(as)leitores(as)um 2010 na contracorrente. Na contra-mâo da lógica irracional do capitalismo e no sentido da utopia, aquela que está no horizonte de um mundo melhor, e nos faz caminhar.

A Ilha que acabou com a desnutrição infantil


Cuba: Único lugar do planeta terra onde nenhuma criança passa fome

Unicef confirma que Cuba tem 0% de desnutrição infantil
Por Redação [Terça-Feira, 22 de Dezembro de 2009 às 10:45hs]


A existência no mundo em desenvolvimento de 146 milhões de crianças menores de cinco anos abaixo do peso, contrasta com a realidade das crianças cubanas, reconhecidas mundialmente por estarem alheias a este mal social.

Essas preocupantes cifras apareceram em um recente reporte do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), sob o título de "Progresso para a Infância, um balanço sobre a nutrição", divulgado na sede da ONU.

De acordo com o documento, as porcentagens de crianças abaixo do peso são de 28% na África Subsaariana, 17% no Oriente Médio e África do Norte, 15% na Ásia Oriental e no Pacífico, e 7% na América Latina e no Caribe. A lista fica completa com a Europa Central e do Leste, com 5%, e outros países em desenvolvimento, com 27%.

Cuba não tem esses problemas. É o único país da América Latina e do Caribe que eliminou a desnutrição infantil severa, graças aos esforços do Governo para melhorar a alimentação da população, especialmente daqueles grupos mais vulneráveis.

As cruas realidades do mundo mostram que 852 milhões de pessoas padecem de fome e que 53 milhões delas vivem na América Latina. Apenas no México existem 5 milhões e 200 mil pessoas desnutridas e no Haiti três milhões e 800 mil, enquanto que em todo o planeta morrem de fome a cada ano mais de cinco milhões de crianças.

De acordo com estimativas das Nações Unidas, não seria muito custoso oferecer saúde e nutrição básica para todos os habitantes do Terceiro Mundo. Bastaria, para alcançar essa meta, 13 bilhões de dólares anuais adicionais ao que agora se destina, uma cifra que nunca se conseguiu e que é exígua se se compara com o bilhão que a cada ano se destina à publicidade comercial, aos 400 bilhões em drogas entorpecentes ou inclusive aos 8 bilhões que se gasta com cosméticos nos Estados Unidos.

Para satisfação de Cuba, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) também reconheceu que esta é a nação com mais avanços na América Latina na luta contra a desnutrição.

O Estado cubano garante uma cesta básica alimentícia que permite a nutrição de sua população ao menos nos níveis básicos- mediante a rede de distribuição de produtos básicos.

De igual forma, são feitos reajustes econômicos em outros mercados e serviços locais para melhorar a alimentação do povo cubano e atenuar o déficit alimentar. Especialmente mantém-se uma constante vigilância sobre o sustento dos meninos, meninas e adolescentes. Assim, a atenção à nutrição começa com a promoção de uma melhor e natural forma de alimentação da espécie humana.

O tema desnutrição cobra grande importância na campanha da ONU para conseguir em 2015 as Metas de Desenvolvimento do Milênio, adotadas na Cúpula de chefes de Estado e de Governo celebrada em 2000, e que têm entre seus objetivos eliminar a pobreza extrema e a fome para essa data.

Não isenta de deficiências, dificuldades e sérias limitações por um bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos há mais de quatro décadas, Cuba não mostra desesperadores nem alarmantes índices de desnutrição infantil. Nenhuma das 146 milhões de crianças menores de cinco anos abaixo do peso que vivem hoje no mundo são cubanas.

A notícia é de Imprensa Latina, com informações da Adital.

ImprimirEnviar por e-mailRedação

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

É possível viver sem automóvel????






Civilização da Bicicleta Vs barbárie da sociedade do automóvel
Por Paulo Marques

O que faz um indivíduo comprar um meio de transporte que custa muito caro, é fabricado para atingir a velociadade de mais de 200km por hora, quando na cidade trafega-se em média a 50km, que cai para 30km ou 20km em dias de grande engarrafamento, ocupa um enorme espaço para conduzir em média apenas 1 pessoa e em percursos que poderiam ser feito a pé ou utilizando bicicleta???

Ter um carro e utilizá-lo na cidade, principalmente no centro ou arredores do centros urbanos das grandes metrópolis é o mais claro sinal da irracionalidade do "homos consumitoris", aquele indivíduo que adquire bens e objetos não pela necessidade de uso, mas sim pelo fetichismo da mercadoria. Ou seja, aquela relação de reificação do objeto, que transforma-se em algo cujo valor simbólico em uma sociedade de cosumo irracional é a razão da existência do "homos cunsumitoris".

Se o objetivo de um meio de transporte é realizar a locomoção de pessoas de um lugar para outro, existem muitas outras formas eficientes e racionais do que o monte de ferro e gases tóxicos que é um automóvel. Seria possível também, ao mesmo tempo, realizar o transporte de pessoas e propiciar uma vida saudável, com ar puro, exercícios físicos, bem estar e tranquilidade? Acreditamos que o meio de transporte que propicia isso tudo é a velha e boa bicicleta. Uma das invenções mais simples, eficazes e saudáveis criadas pelo homem. O video que postamos acima demonstra experiências realizadas na Dinamarca, Holanda e Colômbia, de projetos urbanos voltados para o bem estar de cidadãos e cidadãs. O que significa privilegiar o ser humano ao invés das máquinas de poluição que ocupam todo o espaço de convivência. Ter um carro, não deveria ser proibido, mas conscientemente desnecessário, uma excrecência que deveria ser abominada por qualquer indivíduo minimamente informado.

Infelizmente a sociedade dos "bem formados", integrantes da classe média das grandes cidades brasileiras, utilizam bicicleta apenas em finais de semana, em parques, no restante dos dias da semana, nem cogitam deixar o carro na garagem. Porquê não fazer o contrário??? Utilizar bicicletas durante toda a semana, e o automóvel nos finais de semana quanto tiver que realizar alguma viagem????

A Explicação é simples, utilizar carro, na mentalidade tacanha, e media classista de um pensamento lúmpen burguês, é sinal de status, ao contrário, bicicleta, além do passeio no final de semana, para o "homos consumitoris" é coisa de trabalhador pobre", é coisa de "beneficiário do bolsa familia", de "trabalhador das fábricas de calçado de Campo Bom". Enquanto mantëm-se essa mentalidade atrasada no Brasil , outros países criam alternativas que viabilizam a utilização de bicicletas, amplamente aceitas pela população, como nos casos mostrados neste video que postamos aqui.

Uma política de fomento ao uso de bicicletas, além da contribuir com a preservação do meio ambiente, propiciaria, novos espaços de convivência, de relação das pessoas com o transporte e até mesmo geração de trabalho e renda. Ciclovias, estacionamentos para bicicletas, oficinas de concertos, fábricas autogestionárias de produção de bicicletas; laboratórios para criação de novos modelos para todas as idades, ou seja, um redirecionamento e priorização deste meio de transporte abriria diversas outras possibilidades no campo econômico, cultural e social.

Esta é apenas uma das condições que temos para uma vida comunitária, urbana um pouco mais civilizada.

Quem dúvida que a sociedade do automóvel é hoje a sociedade da barbárie, faça o teste, tente andar de bicicleta em qualquer horário nas grandes metrópoles brasileiras.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Unidade para vencer



Farianos e camilistas unidos para derrotar o narco-governo de Uribe


As FARC e o ELN avançam no processo de unidade para enfrentar o governo do narco-presidente Alvaro Uribe títere dos EUA.

Abaixo publicamos o documento assinado pelas duas organizações armadas que juntas têm um efetivo de 15 mil guerrilheiros nas montanhas da Colômbia.

Es pertinente que Colombia y el mundo conozca los pasos hacia la unidad entre las dos guerrillas colombianas, el ELN y las Farc-EP.


Leamos:


A LA MILITANCIA DE LAS FARC EP Y DEL ELN


El Secretariado Nacional de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia Ejercito del Pueblo FARC-EP y el Comando Central COCE del Ejército de Liberación Nacional ELN, hacemos llegar a todos los guerrilleros y guerrilleras de las dos organizaciones nuestro más caluroso, combativo, fraterno y revolucionario saludo.


Les informamos que nos hemos reunido en un ambiente de fraternidad y camaradería que nos ha permitido abocar con sinceridad y transparencia el análisis del momento actual, las perspectivas y el compromiso que como revolucionarios nos asiste, igualmente abordamos las dificultades que se han presentado entre las dos organizaciones.

El capitalismo está en crisis. El imperio, como siempre lo ha hecho, trata de conjurarla por medio de la guerra, y es así como incrementa las tropas de ocupación en Afganistán enviando decenas de miles a sumarse a los ya existentes. Hoy Colombia es convertida en una gran Base Militar a su disposición para ahogar en sangre la resistencia de nuestro pueblo y, desde aquí, pretende hacer retroceder el nuevo proyecto en nuestra América que cabalga por sus valles y montañas. Como respuesta a esta pretensión guerrerista urge rescatar la bandera de la paz en Colombia como un compromiso de todo el continente.

En esta hora precisa, donde la diversas expresiones del movimiento social y popular resisten y se movilizan, nos encaminamos a trabajar por la unidad para enfrentar, con firmeza y beligerancia, al actual régimen que el gobierno de Álvaro Uribe ha convertido en el más perverso títere de los planes del imperio pisoteando la dignidad nacional, el anhelo de los colombianos, e imponiéndose a punta de cañón paramilitar y represión institucional inspirado en una concepción matrera, corrupta y mafiosa.

Evaluaciones recientes dan cuenta que los dos mandatos de Uribe son un fracaso en lo económico, lo político, lo social, de la justicia y en todos los demás órdenes, por ende nada más equivocado y riesgoso para el destino de la patria que una nueva reelección o de los inspirados en la Seguridad Democrática. Solo la unidad y acción decidida de los colombianos patriotas, de los demócratas, de los revolucionarios y de todos quienes guardamos esperanzas en la solución política podrá detener la guerra, hallar la paz y hacer posible la construcción de una Colombia Nueva que nos incluya en la definición de su destino que no será ajena a las nuevas dinámicas que hoy se viven en nuestra América.


La comprensión de las exigencias del momento y nuestra condición revolucionaria nos conduce a ordenar a todas nuestras unidades a:

1. Parar la confrontación entre las dos fuerzas a partir de la publicación de este documento.

2. No permitir ningún tipo de colaboración con el enemigo del pueblo, ni hacer señalamientos públicos.

3. Respeto a la población no combatiente, a sus bienes e intereses y a sus organizaciones sociales.

4. Hacer uso de un lenguaje ponderado y respetuoso entre las dos organizaciones revolucionarias.


Asumimos el compromiso de habilitar los espacios y mecanismos que permitan esclarecer y encontrar las verdaderas causas que nos han llevado a esta absurda confrontación en algunas regiones del país, superarlas y trabajar por resarcir los daños causados. Debe primar el análisis y la controversia crítica, franca y constructiva que coadyuve a la unidad y la fraternidad revolucionaria.

Nuestro único enemigo es el imperialismo norteamericano y su oligarquía lacaya; en su contra, comprometemos toda nuestra energía combativa y revolucionaria.

Ratificamos la vigencia de las normas de comportamiento con las masas acordadas y aprobadas en la cumbre de Comandantes de 1990.

Las declaraciones públicas referidas a la unidad y al tratamiento de las dificultades entre las dos organizaciones solo es facultad del Secretariado y del Comando Central.

¡Manuel Pérez Martínez, Manuel Marulanda Vélez ejemplo que debemos cultivar!

¡La Patria se respeta, fuera yanquis de Colombia!

Por las FARC-EP: Secretariado del Estado Mayor Central

Por el ELN: Comando Central

Montañas de Colombia, Noviembre de 2009

o Slogan


"Faça, vá em frente, seja criativo!!!!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Pais Basco : A repressão continua





Começará hoje, finalmente, o julgamento oral relativo ao caso Euskaldunon Egunkaria na Audiência Nacional espanhola. No banco dos réus sentar-se-ão cinco pessoas de reconhecido prestígio em Euskal Herria, que o tribunal de excepção julga pela acusação de pertencerem à ETA. Não são os primeiros nem serão, infelizmente, os últimos cidadãos bascos a ter de passar por esse mau bocado. Ou, antes, por essa cadeia de vexações que constituem a detenção e o regime de incomunicação, os maus tratos e a tortura, a prisão preventiva, o julgamento paralelo nos meios de comunicação metropolitanos, a eterna espera de um julgamento que só por essa demora deixa de ser justo, a ansiedade gerada por expectativas tão humanas quanto falsas e interessadas e, por último, a desesperança de ter consciência de que no Estado espanhol, perante casos nos quais estejam envolvidos militantes da construção nacional basca, não existe razão jurídica, mas pura razão de estado.

No Estado espanhol a ousadia e a cobardia dos poderosos têm efeitos semelhantes, isto é, começam e acabam no mesmo ponto: com um cidadão basco no banco dos réus. Se José María Aznar disse em relação ao fechamento do Egin aquilo do «julgavam que não nos íamos atrever», os jornalistas encarcerados por aquele caso e o julgamento de hoje demonstram que José Luis Rodríguez Zapatero não se atreveu a travar a espiral demencial impulsionada pelo seu predecessor. Mais, homologou-a e sofisticou-a. O balanço do seu mandato não pode ser mais nefasto desde o ponto de vista das garantias, dos direitos humanos e das liberdades.

O fechamento de um periódico é um dos atentados mais graves que um Estado pode cometer. Atenta contra os direitos mais básicos, contra os pilares da democracia. Espanha, empenhada em julgar bascos pelo facto de o serem, não se apercebe de que cada julgamento contra este povo constitui mais uma prova de que não é uma democracia.
Fonte: Gara

Movimento Continental Bolivariano




Alfonso Cano, Comandante em chefe das Forças Armadas Revolucionárias da colombia- Exército do Povo, saúda os bolivarianos reunidos em Caracas
Delegados Internacionais,cerca de cem-e mil do continente americano lotaram o auditório Sala Plenária do "Parque Central",centro de Caracas,na abertura do Congresso da CCB,no dia 7 de dezembro.


Sob o marco do Congresso Constitutivo do Movimento Continental Bolivariano, o Comandante das Farc, Alfonso Cano, se une ao sentimento dos povos da América e do mundo.

Um dos apresentadores do grande acontecimento chamou a atenção para as tentativas do governo de Uribe de sabotá-lo. Organizações colombianas não puderam estar presentes pelas dificuldades na passagem pela fronteira, principalmente devido ao belicismo de Bogotá para com o povo bolivariano da Venezuela.

Movimento Continental Bolivariano: uma necessidade política de implicações estratégicas

Compatriotas latino-americanos e caribenhos presentes a este histórico evento, companheiros e companheiras: recebam a entusiasta saudação do Secretariado, do Estado Maior Central, do corpo de comando e dos guerrilheiros das FARC - EP, bem como de todos os membros das milícias Bolivarianas.

Constituir um movimento político continental, de essência bolivariana, justo quando o império estadunidense intensifica sua força militar na Colômbia e dispõe, de forma ameaçadora, sua máquina de guerra e de terror contra os povos latino-americanos e caribenhos, não é apenas uma necessidade histórica, mas um dever urgente, marcando o horizonte da unidade da luta de nossos povos para defender a sua dignidade, independência, história, valores, cultura, território, recursos humanos, a riqueza natural e o inalienável direito de moldar o seu futuro soberanamente.

O objetivo do Libertador de formar um país latino-americano estruturado como um único corpo de nações livres, que integrasse os nossos povos, foi o que garantiu a derrota do colonialismo em sua época, e para a definitiva independência de nossos povos do jugo de qualquer poder, esse objetivo continua em vigor; mantendo sua força como uma estratégia nascida do gênio e empenho exemplar e do inesgotável compromisso revolucionário de Simón Bolívar, que concebeu uma grande nação como um patrimônio coletivo de todos os povos e não como uma soma de grandes latifúndios reservados para minorias privilegiadas, ajoelhadas e submissas as ordens do império de plantão.

O acerto do poderoso plano bolivariano transcende 200 anos depois, da mesma forma que todos os seus ideais de igualdade, liberdade, justiça social, soberania e independência, resumo e essência das lutas atuais de muitos dos países da América Latina e Caribe, que combatem regimes oligárquicos que se renderam incondicionalmente aos amos estrangeiros, e como vítimas que somos da expansão capitalista descrita como "globalização", levantamos hoje, com mais urgência e legitimidade do que nunca, a bandeira da Grande Pátria ante a indisfarçável intenção gringa de ocupar os territórios ao sul do Rio Grande até a Patagônia, para realizar a sua estratégia de "destino manifesto", de acordo com seu slogan imperial e censurável: "a América para os americanos".

Está claro que um tratado militar como o recentemente assinado entre Washington e Bogotá, que permite a formação de sete bases estadunidenses na Colômbia, com a prerrogativa de utilizar todo o sistema aeroportuário, o espaço aéreo e mares territoriais sem limites para as tropas que se deslocam em seus navios e aviões de guerra, e pela presença maciça de paramilitares norte-americanos chamados "empreiteiros", não estão limitados à luta contra o tráfico de drogas e o chamado terrorismo, mas buscam desestabilizar os processos de democratização e independência em curso na América Latina.

A guerra contra as drogas é uma estratégia fracassada que os EUA Utilizam hoje como um pretexto para a intervenção e agressão em diferentes partes do mundo.

A guerra contra o terrorismo - lastro qualificativo o­nde cabem todos os seus adversários políticos - conduzida pela Casa Branca, a mesma que ordenou o bombardeio atômico de Hiroshima e Nagasaki, que devastou o Vietnã com napalm e armas químicas, que ataca o povo do Iraque e Afeganistão e apóia o terrorismo de Estado israelense, é uma outra máscara do império e das transnacionais para justificar suas atrocidades.

A América Latina, na estratégica esquina da América do Sul que ocupa a Colômbia e como resultado de um longo plano que está em andamento, começa a ser novamente invadida, desta vez com a aquiescência de um presidente como Álvaro Uribe, apoiado pelo para-militarismo criminoso e narcotraficante - uma realidade bem conhecida por Washington - apátrida e chefe do governo mais corrupto da história da Colômbia, e que precisamente por isso os EUA o utilizam para avançar neste projeto que visa recuperar a influência perdida no seu antigo "quintal dos fundos".

O fracassado golpe contra o presidente Chávez, em 11 de abril de 2002, e o golpe contra o presidente Zelaya - que pretendem encobrir reconhecendo as eleições espúrias vencidas por Lobo - as sistemáticas provocações para desestabilizar a fronteira Colômbia/Venezuela, os esforços claros e ininterruptos de desestabilização em vários dos nossos países, fazem parte desta nova ofensiva do estado gringo e da reação contra os avanços da integração continental e o crescente sentimento anti-imperialista de nosso continente, enquadrada na visão Bolivariana da independência, ou seja, no ataque frontal das massas oprimidas contra o poder colonial e as oligarquias. Em outras palavras, a luta de classes para a libertação dos oprimidos, o confronto social e político pela democracia desenvolvem-se profundamente, sem interrupções, com raízes no melhor e mais avançado das nossas tradições, marcadad por nossas peculiaridades e idiossincrasias, como parte de um processo verdadeiramente latino-americano rumo ao socialismo.

Nosso compromisso com este processo, com a soberania nacional e popular, pela grande pátria e pelo socialismo é total e incondicional. É a nossa inabalável razão para a existência das FARC - EP como nos incutiram nossos comandantes e fundadores Manuel y Jacobo, e que reafirmamos diariamente com plena e total confiança na vitória final.

Ante este acontecimento excepcional, reafirmamos nossa confiança na demarcação que significará para as lutas dos povos latino-americanos a construção do Movimento Continental, nutrido do pensamento bolivariano e inspirado como todos nós na vida exemplar do Libertador, incomensurável quadro ético que nos estimula permanentemente nas dificuldades da luta para alcançar os objetivos que estabelecemos.

Reiteramos os nossos votos de um intercâmbio enriquecedor, que gere conclusões e propostas sábias que vão de encontro ao movimento de massas, a organização, a luta contra o invasor e a construção da Pátria Grande!

Pela unidade latino-americana e caribenha contra a invasão imperial dos Estados Unidos: Adiante!

Muito obrigado,

*Alfonso Cano

Cmte do EMC das FARC - EP

Montanhas da Colômbia, dezembro 2009

sábado, 5 de dezembro de 2009

SOMOS TODOS EVO

Domingo é dia da Bolivia de EVO





BOLÍVIA: A MUDANÇA É DO POVO
Agencia de los Pueblos em Pie, publicado em Kaos em la red
Tradução para o BA: Paulo Marques


Às portas da reeleição do governo boliviano, o binômio Evo-Álvaro se consolida com uma ampla vantagem que permitirá o aprofundamento do processo de mudanças, com amplas raizes originárias e populares.
No domingo 6 de dezembro cerca de cinco milhões de Bolivianos e Bolivianas irão as urnas para eleger Presidente, Vice-Presidente e os 166 membros da nova Assembléia Legislativa Plurinacional. Desta vez Evo Morales colocou como meta atingir 2/3 da câmara e do Senado, o que lhe permitirá aprovar as leis para que entre em vigor a Nova Constituição Política.

Não obstante, o candidato do MAS não teve reparo em renunciar ao sigilo bancário, esta semana ele mostrou ao país seu patrimônio, o que se constituiu em um verdadeiro ato ético de honestidade com a grande maioria dos bolivianos; sepultando assim um passado obscuro de corrupção, entreguismo e anti-democracia.

É inquestionável o grau de legitimidade popular que possui o governo boliviano, sua capacidade de gestão, a melhora da economia em meio a crise economica mundial e os avanços sociais indescritíveis

Todavia, a ingerência do império na Bolívia não se detém em seu intento de recuperar seu espaço perdido, hoje destruído pela vontade popular expressa pelos setores sociais que agrupam milhões de indígenas, camponeses, operários, estudante, intelectuais, e ativistas comprometidos com o processo. Os planos de ingerencia do império funcionam através das Agencias como a CIA, DEA, NAS, e muitas ONGs, que sob a justificativa de defender os Direitos Humanos e a Democracia atuam como elementos de penetração do império.

A “Agencia de Cooperação” USAID, em muitas ocasiões denunciada, se converteu na plataforma e cobertura para que os tentáculos imperiais, no país andino, executem os planos separatistas, autonomistas e divisionistas. Em que pese o quanto o governo e o povo boliviano têm aprendido a resistir e vencer os diversos intentos golpistas, separatistas e intervencionistas do império.

Enquanto a direita opositora, através de seus meios de desinformação insistem em desqualificar o governo e atemorizar o eleitorado. A Corte Nacional Eleitoral que também é um espaço controlado pela raquítica oposição levantou as restrições para que mais de 400 mil eleitores tenham seu direito de voto no próximo domingo.

Mas, o que sem dúvida alguma chama a atenção e faz deste processo algo sui generes é a ampla participação da maioria dos bolivianos no processo, a abertura do governo permite um exercício positivo e de futuro na relação e confluência entre os diversos setores sociais e políticos na perspectiva de avançar e aprofundar as grandes transformações a serem realizadas.

Por sua parte o candidato da oposição Manfred Reyes Villa, aliado incondicional do governo de Sanchez de Lozada, já tem comprado as passagens para viajar na segunda-feira, logo após o término das eleições gerais, em franca fuga para não prestar contas a justiça boliviana, recordemos que este sujeito está sendo processado por transações ilicitas com dinheiro da sua campanha anterior em Cochabamba.

Os movimentos sociais constituem a base do processo de mudanças empreendido na Bolívia e este componente tão transcedental faz que o processo jogue um papel muito importante nas novas relações multilaterais entre nossos povos e que fortalece o nobre empenho de unidade e integração latinoamericana expresso na ALBA, na UNASUR e no TCP.

Assim como diz sentença do grande Tupac Katari e que hoje o referenda Evo ao final de seu discurso frente ao gigantesco respaldo popular,

O processo de mudanças na Bolívia é do povo.

Voltará e será milhões.