terça-feira, 25 de agosto de 2009
É a terra que queria ver dividida...
"(...) - Essa cova em que estás,
com palmos medida,
é a conta menor,
que tiraste em vida.
- É de bom tamanho,
nem largo nem fundo
é a parte que te cabe
deste latifúndio.
- não é cova grande,
é cova medida,
é a terra que querias
ver dividida.
- É uma cova grande
para teu pouco defunto,
mas estarás mais ancho
que estavas no mundo.
- É uma cova grande
para teu defunto parco,
porém mais que no mundo
te sentirás largo.
- É uma cova grande
para tua carne pouca,
mas a terra dada
não se abre a boca (...)"
João Cabral de Melo Neto. Morte e Vida Severina (auto de Natal pernambucano), in Morte e Vida Severina e outros poemas para vozes.
Sei que não vou por aí!
Cântico Negro
por Maria Betânia
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
domingo, 23 de agosto de 2009
Fidel está bem

Fidel recebe a visita do presidente do Equador Rafael Correa
Neste domingo uma foto circulou o mundo, a do comandante Fidel Castro recebendo a visita do presidente do Equador, Rafael Correa. Nesta foto podemos ver que o viejo comandante, que recén completou seus 83 anos, está muito bem de saúde. Para tristeza de seus detratores e adversários, Fidel continua firme e forte, na luta permanente em defesa dos povos oprimidos. Sempre lúcido em suas convicções, não abaixou a guarda e permanece na trincheira da batalha anti-capitalista. Longa vida aos que lutam.
sábado, 22 de agosto de 2009
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Pena de Morte para trabalhadores no governo tucano do RS
Essa é a forma como a "chefe" da sociedade de delinquentes que assaltou o Estado do RS trata os trabalhadores: com bala de calibre 12 pelas costas.
INDIGNAÇÃO É A UNICA PALAVRA POSSÍVEL DEPOIS DO ASSASSINATO COVARDE CONTRA UM TRABALHADOR RURAL
NOTA PÚBLICA SOBRE O ASSASSINATO DE ELTON BRUM PELA BRIGADA MILITAR DO RIO GRANDE DO SUL
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vem a público manifestar novamente seu pesar pela perda do companheiro Elton Brum, manifestar sua solidariedade à família e para:
1. Denunciar mais uma ação truculenta e violenta da Brigada Militar do Rio Grande do Sul que resultou no assassinato do agricultor Elton Brum, 44 anos, pai de dois filhos, natural de Canguçu, durante o despejo da ocupação da Fazenda Southall em São Gabriel. As informações sobre o despejo apontam que Brum foi assassinado quando a situação já encontrava-se controlada e sem resistência. Há indícios de que tenha sido assassinado pelas costas.
2. Denunciar que além da morte do trabalhador sem terra, a ação resultou ainda em dezenas de feridos, incluindo mulheres e crianças, com ferimentos de estilhaços, espadas e mordidas de cães.
3. Denunciamos a Governadora Yeda Crusius, hierarquicamente comandante da Brigada Militar, responsável por uma política de criminalização dos movimentos sociais e de violência contra os trabalhadores urbanos e rurais. O uso de armas de fogo no tratamento dos movimentos sociais revela que a violência é parte da política deste Estado. A criminalização não é uma exceção, mas regra e necessidade de um governo, impopular e a serviço de interesses obscuros, para manter-se no poder pela força.
4. Denunciamos o Coronel Lauro Binsfield, Comandante da Brigada Militar, cujo histórico inclui outras ações de descontrole, truculência e violência contra os trabalhadores, como no 8 de março de 2008, quando repetiu os mesmos métodos contra as mulheres da Via Campesina.
5. Denunciamos o Poder Judiciário que impediu a desapropriação e a emissão de posse da Fazenda Antoniasi, onde Elton Brum seria assentado. Sua vida teria sido poupada se o Poder Judiciário estivesse a serviço da Constituição Federal e não de interesses oligárquicos locais.
6. Denunciamos o Ministério Público Estadual de São Gabriel que se omitiu quando as famílias assentadas exigiam a liberação de recursos já disponíveis para a construção da escola de 350 famílias, que agora perderão o ano letivo, e para a saúde, que já custou a vida de três crianças. O mesmo MPE se omitiu no momento da ação, diante da violência a qual foi testemunha no local. E agora vem público elogiar ação da Brigada Militar como profissional.
7. Relembrar à sociedade brasileira que os movimentos sociais do campo tem denunciado há mais de um ano a política de criminalização do Governo Yeda Crusius à Comissão de Direitos Humanos do Senado, à Secretaria Especial de Direitos Humanos, à Ouvidoria Agrária e à Organização dos Estados Americanos. A omissão das autoridades e o desrespeito da Governadora à qualquer instituição e a democracia resultaram hoje em uma vítima fatal.
8. Reafirmar que seguiremos exigindo o assentamento de todas as famílias acampadas no Rio Grande do Sul e as condições de infra-estrutura para a implantação dos assentamentos de São Gabriel.
Exigimos Justiça e Punição aos Culpados!
Por nossos mortos, nem um minuto de silêncio. Toda uma vida de luta!
Reforma Agrária, por justiça social e soberania popular!
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
terça-feira, 18 de agosto de 2009
A batalha do MST no sul do Brasil
Neste video produzido pela Catarse, com depoimentos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, é possível dimensionar a grave situação que vive o Rio Grande do Sul
O Rio Grande do Sul que já foi o "Estado da participação Popular", é o hoje o Estado da corrupção e da repressão. Onde a direita governa a situação é sempre a mesma, seja no executivo estadual ou municipal. São Gabriel e um dos municípios localizados na região mais pobre do Estado, caracterizada pelo latifundio improdutivo. Grandes propriedades que não cumprem a função social da terra como manda a Constituição Federal. É lá, nesse município, onde se localiza a enorme Fazenda Southal, ocupada pelo MST. Nessa mesma fazenda, dado o seu tamanho ja foram criados três assentamentos.
Neste mês o movimento realizou uma jornada de lutas nacionais reivindicando o assentamento imediato das milhares de familias que ainda continuam acampadas a espera de terras para trabalhar. No ato realizado no dia 15 de agosto, na prefeitura de São Gabriel para exigir políticas públicas, que são prerrogativas do poder local, como garantia de saúde e educação para os assentamentos já existentes no municipio, os trabalhadores foram brutalmente reprimidos pela Brigada Militar (Polícia Militar gaucha)como se fossem bandidos.
Seria kafkiano se não fosse trágico, enquanto a quadrilha que roubou mais de 40 milhões de reais dos cofres públicos continua governando o Estado, trabalhadores que reinvindicam os direitos sociais mínimos resguardados na Constituição, são tratados como foras-da -lei e marginais perigosos. Para estes não ha julgamento há sim condenação sumária, prisões e torturas. Para aqueles, filhotes da lúmpem-burguesia que tomou o Estado de assalto, defesa incondicional e "benefício da dúvida", afinal são todos "homens de bem", probos, brancos e proprietários.Esse é o Estado do Rio Grande do Sul, no mês de agosto de 2009.
Um Estado que criminaliza o povo e os movimentos sociais e absolve quadrilhas de delinquentes que assaltam, de colarinho branco, os recursos públicos do próprio povo.
A Batalha da autogestão na fábrica IMPA
"NO PASARAN" ES LA CONSÍGNIA DE LOS OBREROS DE IMPA
(Fonte: Por email Valeria Mutuberría) Informamos al pueblo la decisión de los trabajadores y trabajadoras de la fábrica IMPA de resistir cualquier intento de desalojo ordenado por el juez Hugo Vitale. Este magistrado ha iniciado acciones para declarar inconstitucional la ley de expropiación votada por unanimidad por la Legislatura porteña en diciembre de 2008, y que fuera promulgada por el Ejecutivo de la Ciudad un mes más tarde.
Es más que sugestivo el hecho de que este mismo juez, en el caso de la expropiación de otra fábrica en similar situación, no cuestionara esta ley, lo que desnuda sus intenciones económicas: Vitale tiene armado con su “socio”, el corrupto síndico Debenedetti, la venta del inmueble valuado en 20 millones de pesos, de los cuales seis quedarían para ellos.
Éste no es el primer intento de desalojo que tiene a Vitale como brazo ejecutor. En abril de 2008 avanzó contra la metalúrgica reprimiendo salvajemente a sus trabajadores y a los vecinos y organizaciones populares que se acercaron al lugar para brindar su apoyo. La solidaridad y la resistencia permitieron reconquistar nuevamente la fábrica.
[Muestra+Roberto+FSOC.jpg]
IMPA fue recuperada por sus trabajadores en 1998. A pesar de no contar con políticas públicas que ayuden a consolidar estas experiencias, hoy nuclea a 63 trabajadores en la Cooperativa 22 de Mayo y funciona como sede de numerosas actividades culturales. Unos 150 alumnos estudian en el Bachillerato para Adultos gratuito con título oficial que conduce la Cooperativa de Educadores Populares; en sus instalaciones funciona un Centro de Salud gratuito que brinda servicios a los vecinos del barrio de Almagro, y cientos de jóvenes participan en el Centro Cultural.
IMPA se encuentra en estado de asamblea permanente desde el lunes 10 de agosto, organizando la resistencia. No aceptaremos ninguna resolución que implique el cierre de la fábrica y la desocupación de los trabajadores Mientras seguiremos haciendo lo que mejor sabemos: los trabajadores produciendo, los maestros enseñando, los alumnos estudiando, los médicos brindando salud y los trabajadores de la cultura produciéndola.
IMPA no es sólo una empresa recuperada. IMPA es un espacio ganado por nuestro Pueblo. IMPA para nosotros es la muestra de la Patria que queremos. Por eso llamamos al pueblo a sumarse a su defensa.
sábado, 15 de agosto de 2009
Vitória da autogestão


Zanon expropiada: uma jornada inesquecível
Por Titin Moreira
“Já se passaram 8 anos, não queremos mais enrolação , queremos a expropriação”, gritavam os ceramistas de Zanon acompanhados por uma numerosa coluna de funcionários estatais, docentes, trabalhadores da saúde, organizações sociais e partidos da esquerda a caminho da Legislatura Neuquina, onde se trataria a expropriação da fábrica.
O vento patagônico soprava frio e forte, fazendo a espera em frente ao congresso provincial insuportável. Os ceramistas, que 8 anos atrás se atreveram e tomaram a fábrica, a colocaram para produzir e fizeram com que sua epopéia fosse parte das melhores páginas da história operária de nosso país, cantavam com orgulho: “aqui estão, esses são os operários de Zanon”, até enrouquecer suas gargantas.
Nos dias anteriores, Neuquén era um fervedouro. Apesar do fato de que o Governador havia se decidido pela expropriação, desde seu partido, o MPN, desde a oposição direitista e desde a mesma CGT se escutavam as queixas porque entregavam a fábrica aos “esquerdistas” incorrigíveis, aos “delinqüentes”. Não pouparam nenhuma ofensa para desprestigiar a exemplar luta ceramista. A burocracia sindical cegetista e a câmara empresária tentaram evitar que se votasse a expropriação. Mas não conseguiram.
Marcha a legislatura
Uma grande coluna encabeçada por um cartaz que dizia: “Carlos Fuentealba, presente”, era o símbolo dessa marcha. Uma frente única dos que apoiaram a luta ceramista pela expropriação, dos que lutaram também para castigar os que assassinaram o professor, lá em Arroyito. E recordaram que Carlos Fuentealba foi um das centenas de docentes que em 8 de abril de 2003 foram cercar Zanon frente a tentativa de desocupação. E subindo pela Avenida Argentina, os ceramistas faziam ouvir sua voz: “Não lhes damos trégua, que vão a merda...”, caso algum desprevenido pensasse que porque haviam lhes prometido a expropriação iam deixar de lutar e de apoiar cada luta.
Transcorria a longa e tediosa sessão legislativa, na qual haviam entrado uns 50 companheiros, uma delegação destacada dos veteranos de Zanon acompanhados das Mães da Praça de Maio de Neuquén, delegações da CTA, de trabalhadores do INDEC, do Metrô, do Estaleiro Río Santiago, de Brukman, entre outros. Enquanto isso, do lado de fora acontecia um ato no qual falaram todas as organizações políticas solidárias. Um momento muito emotivo foi quando subiram as companheiras que organizaram, 9 anos atrás, a primeira comissão de mulheres de Zanon. A mãe de Alejandro López, mostrando a primeira camisa de luta de seu filho, contou orgulhosa como começou a apoiá-los, a ele e a seus companheiros. Houve recordações (e como não haveria) para Daniel Ferrás, o jovem que morreu pela desídia patronal e foi o estandarte que conseguiu unir a força ceramista. Também para Boquita, Jorge Esparza, falecido recentemente e membro das diretivas do SOECN. A emoção era visível. E a meia-noite dessa longa jornada da quarta-feira, 12, com um frio que as fogueiras não conseguiam mitigar, votou-se a expropriação. Estouraram as comemorações. “Por fim”, gritavam, “e pensar que alguns diziam que nunca conseguiríamos”. Cantavam, saltavam, abraçavam-se e algumas lágrimas rolavam por essas bochechas curtidas. Os mais veteranos se recordavam do fim da grande greve de 2001, a dos 34 dias. Do festejo daquele triunfo, depois da grande tensão acumulada. E a comparação não estava errada. Aquela grande greve abriu o caminho ao que meses depois seria a ocupação e colocação em andamento da fábrica dos ceramistas mais importantes do país.
Lolín, uma das queridas Mães do Comahue, subiu ao cenário e com suas palavras de alento, como tantas vezes, deu calidez a essa noite gelada. Ninguém se movia e já era 1 da manhã. Quando a consígnia cantada era que “a classe operária é uma, e sem fronteiras” foi a vez de apresentar o brasileiro Claudionor Brandão, dirigente do SINTUSP, sindicato dos trabalhadores da Universidade de São Paulo, que reivindicou o exemplo de Zanon e da expropriação para centenas de milhares que perdem o emprego no Brasil. Depois falaram os dirigentes de Zanon, as figuras públicas e aqueles que têm a tarefa de manter em andamento uma empresa que dá de comer a 470 famílias, em meio à crise capitalista atual. E para reafirmar essa unidade subiram ao palco os próximos dirigentes do sindicato, que se apresentam às eleições em duas semanas pela histórica lista Marrom.
Todos os oradores agradeceram o apoio recebido aos que foi nos fazendo unha e carne, não só nesse dia, mas nesses longos 10 anos de luta, desde que conquistaram a Comissão Interna. E houve tempo para abraçar-se com os companheiros presentes da cerâmica Stefani, hoje em conflito.
Mas não dormiram nos louros. Conscientes de que a expropriação alcançada não é o fim, e que além disso, no tratamento particular, artigo por artigo, podem querer colocar alguma armadilha (como a “paz social” ou o pagamento de indenização), votaram voltar a mobilizar-se na legislatura no dia seguinte. Essa jornada é o fim de um longo vão da história, e o começo de outro não menos combativo e difícil. Porque, como repete ao cansaço Raúl Godoy, “Zanon não é uma ilha”, e que exemplo mais concreto para ilustrá-lo que a cerâmica Stefani de Cultura Có, que está em greve há mais de um mês por uma provocação patronal. A luta de Zanon e seu sindicato continua.
Um exemplo nacional e internacional
A gestão de Zanon é reconhecida em todo o país, e teve uma importante difusão a nível internacional. Com o tempo, esse prestígio e essa transcendência, longe de diminuir, cresceram. O último ano, isso é notório. Não é mérito apenas dos ceramistas e de sua direção. É que a crise capitalista mundial, com sua seqüela de milhões de demitidos no mundo todo e milhares de fábricas fechadas, põe na ordem do dia a experiência das fábricas recuperadas na Argentina que provocou a crise de 2001 e teve difusão internacional. Há 8 anos, a estrela de Zanon brilha com mais força. Sua política de controle operário, distinta e superior à das cooperativas normais que adotou o conjunto das empresas ocupadas, seu sindicato classista, sua política de coordenação, seu método de democracia operária no qual a assembléia decide, o controle periódico permanente da base sobre a gestão da empresa, sua solidariedade militante com dezenas de conflitos em todo o país. Sua atitude de apoio a setores necessitados, fomentando sempre o que eles chamam de “o trabalho com a comunidade”, os shows com bandas como La Renga, la Bersuit, Attaque, entre outras, para que os garotos da região, seja de graça ou pagando o mínimo, possam desfrutar de shows sempre inacessíveis. Enfim, uma fábrica de ceramistas que é uma fábrica militante, e que ganhou a expropriação. Ninguém a deu de presente. Não conseguiram- na sozinhos, mas foi fundamental o apoio extraordinário que receberam de trabalhadores da região e de todo o país. “Unidade dos trabalhadores, e quem não gosta, que se foda, que se foda.” Cantam e cantam.
Ganharam a expropriação. Arrancaram-na ao regime neuquino com esforço. Saem da Legislatura, contentes pela batalha ganha. A noite gelada guarda o eco desse hino de guerra de tantas jornadas, que, claro, não está e nem esteve ausente: “Viva a luta de Zanon, que viva o controle operário, porque essa fábrica é do povo, em Zanon não passarão.”
Na briga do PIG quem ganhou foi a verdade
Nunca na história da TV brasileira o país teve acesso a verdadeira face dos grandes meios de comunicação como está tendo agora com a briga Globo X Record.
Globo X Record: duas caras da mesma moeda.
Existe a máxima de que numa guerra a primeira vítima é a verdade, isto porque cada lado do conflito apresenta sua versão. Mas essa máxima caiu por terra com a deflagração da guerra entre duas grandes redes de TV do Brasil, integrantes do PIG ( Partido da Imprensa Golpista) são eles a rede Globo de televisão, conglomerado de mídia da "Famiglia Marinho" que domina e controla as comunicações no Brasil ha mais de 40 anos e a Rede Record, surgida a partir das organizações evangélico-criminosas da Igreja Universal. É, como se diz "briga de carrocho grande", os dois que se enfrentam pelo domínio das comunicações no Brasil.
Com essa guerra veio a tona a VERDADE sobre os dois impérios. Tanto a Record apresenta reportagens que desmascaram o modus operandi de 40 anos da Globo, como a Rede dos Marinho mostram os crimes dos membros da igreja Universal. Nessa briga quem ganha é a população, que até então só assistia o mundo de faz de conta de ambas as redes, como se o império de cada uma delas não fosse fruto de corrupção, malversação de dinheiro, tráfico de influências, negociatas internacionais, entre outros crimes.
Portanto, uma querra na qual a primeira vencedora têm sido a verdade, que o país a muito tempo já deveria saber.
A propósito, a comprovação de que Globo e Record são duas faces da mesma moeda é a notícia de que ambas farão um boicote a I Conferência Nacional de Comunicações, pois as entidades no qual as duas redes são filiadas abandonaram a Comissão organizadora da Conferência. O grande temor do PIG e dos grandes monopólios é que, pela primeira vez será possível uma discussão ampla, com toda a sociedade, sobre a mídia e necessidade de sua democratização.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
MST na rua, a batalha continua

Jornada de Lutas : Trabalhadores(as) Sem-Terra protestam em todo o país
A jornada de lutas do MST começa a tomar corpo no Brasil todo. Além da marcha em direção à capital paulista, os sem-terra ainda marcham por mais outros quatro estados e, em Brasília, ocuparam a entrada do Ministério da Fazenda junto com militantes da Via Campesina, somando três mil manifestantes.
Os sem-terra iniciaram nesta segunda, 10, uma jornada de lutas nacional em defesa da reforma agrária e debater alternativas para a saída da crise global. O MST está organizando a ação nos 23 estados onde o movimento está organizado. Até sexta-feira, 14, as capitais desses estados receberão os sem-terra. O movimento planeja marchar ainda para a capital nacional até o dia 21, onde sem-terras já estarão acampados.
O movimento pretende aprofundar o debate sobre assentamentos, descontingenciamento e ampliação de recursos para a reforma agrária e revisão dos índices de produtividade. De acordo com o MST, atualmente 45 famílias estão assentadas somente no papel esperando por investimentos do governo na infra-estrutura dos assentamentos.
O movimento ainda espera que o governo assente as 90 mil famílias que hoje vivem em acampamentos do movimento e estão á beira das estradas desde 2003, segundo o MST. No entanto, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) já afirmou que sua meta é assentar neste ano 75 mil famílias. Segundo o presidente do órgão, o Incra está sem verbas para a obtenção de imóveis rurais. Por isso o MST também luta para que o órgão tenha descontingenciado R$ 800 milhões para aplicação em assentamentos para todos os acampados.
João Pedro Stedile, em artigo para a Folha, lembra também que é necessário rever a prioridade que se dá ao agronegócio e consequentemente ao uso de insumos, que prejudicam não só a economia e o desenvolvimento local com também o meio ambiente.
Segundo José Batista Oliveira, coordenador nacional do MST, se não houver avanços nas reivindicações dos sem-terra, a jornada poderá se prolongar na capital. Por enquanto, militantes do movimento marcham nos estados de São Paulo, Roraima, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Pará. Na Bahia, cerca de 400 integrantes ocuparam a sede do Incra estadual.
Fonte: www.revistaforum.com.br
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Empurra que eles caem

TODOS NAS RUAS PARA TIRAR DO PIRATINI A SOCIEDADE DOS DELINQUENTES
O Fórum dos Servidores Públicos Estaduais, a Coordenação dos Movimentos Sociais e as centrais sindicais (CUT, CGTB, CTB, Intersindical e Conlutas) promovem nesta sexta-feira, dia 14, a partir das 11 horas, um ato público em frente ao Palácio Piratini. O objetivo da manifestação é exigir o impeachment da governadora Yeda Crusius (PSDB), acusada pelo Ministério Público Federal de integrar uma organização criminosa instalada no aparelho do Estado. Além disso, o ato também reforça a necessidade das investigações que serão realizadas com CPI da Corrupção, na Assembleia Legislativa. Para os organizadores do ato, é chegada a hora de toda a sociedade gaúcha se unir aos trabalhadores através da ampliação de mobilizações sociais, exigindo o impeachment da governadora Yeda Crusius.
O ato integra a Jornada Nacional de Lutas, convocada nacionalmente contra as demissões, pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários e em defesa dos direitos sociais. Toda a população está convidada a participar da manifestação.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Roubo de R$ 44 milhões no governo gaúcho. Quem foi???
Como nesse vídeo, a direita gaúcha e os porta-vozes do monopólio das comunicações (RBS), mesmo tendo a certeza de que sua governadora é a chefe da quadrilha que assaltou o Estado e encheu os bolsos de seus apaniguados com dinheiro do erário, mantém a estratégia de tergiversar com o argumento de que "não há provas contra a governadora", "não apareceu gravações com a voz da madame", portanto, se alguém cometeu crime, não se sabe quem foi. A propósito, quem tinha alguma dúvida que a manchete da Zero-Hora de hoje seria esta: "Juiza nega pedido para afastar Yeda". Junte-se a capa de ontem com a de hoje e temos um roteiro de defesa bem amarradinho, na tentativa de construir uma "opinião pública" que minimamente questione os fatos. Dado o grau desesperador da situação para a direita gaúcha, tudo vale para diminuir o estrago.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
A grande mídia também compõe a Societas Delinquentium

Na foto: 2006: Dona Yeda Rorato(PSDB) sendo catapultada para o palácio Piratini pela equipe formada pelo Sr. Sirotski Jr.(RBS), Senador Pedro "Dedo Podre" Simon (PMDB), Jorge Gerdau (Empreendedor de sucesso) e Eliseu Padilha(PMDB), ou seja, os responsáveis por tudo isso que vive o Rio Grande hoje.
Por Paulo Marques
É de conhecimento até do mundo mineral o posto que ocupa o diário da Azenha( jornaleco que pertence ao grupo RBS que mantém um monopólio ilegal das comunicações no RS e SC) no PIG ( Partido da Imprensa Golpista) que é formado pelos jornalões Folha de São Paulo, Estadão, O Globo e JB. Vale lembrar que o critério para participar no PIG é ter apoiado os 20 anos de Ditadura Militar e continuar militando pelos interesses das oligarquias econômicas do país. Para isso a tarefa atual do PIG, executada de forma militante nos últimos anos foi de combater qualquer governo que busque minimamente democratizar e republicanizar o país. O Alvo preferencial têm sido o governo Lula e os governos de esquerda, sejam eles locais, nacionais ou mesmo internacionais, assim como os movimentos sociais, constantemente criminalizados.
A militancia anti-democrática do PIG têm se acentuado neste ano, principalmente em função da proximidade da primeira Conferência Nacional de Comunicação, a ser realizada em dezembro. A ameaça aos seus interesses, ou seja, a manutenção do controle das comunicações pelas suas famílias têm sido o grande temor das poderosas oligaquias que continuam impávidas no seu controle anti-republicano sobre a informação.
Esse preâmbulo sobre o que caracteriza o PIG nos auxilia a compreender o significado da manchete de hoje, segunda-feira, 10 de agosto de 2009 do diário da Azenha (Zero Hora, único jornal que declara o valor de sua credibilidade no título, ou seja, zero, à direita).
Um dia após uma parte significativa do processo do MPF de improbidade administrativa contra a governadora Yeda Crucius do PSDB ser divulgado, no qual a mandatária maior do Estado do Rio Grande do Sul é acusada de pertencer a uma "Sociedade de Delinquentes" que assaltou o Estado ao surrupiar R$ 44 milhões do erário, o nobre membro gaúcho do PIG, mantém sua postura de porta-voz oficial da Sociedade de Delinquentes.
Na manchete estampada na capa do diário lê-se "Defesa sustentará que MPF não tinha poder de incluir Yeda na ação". Ou seja,a noticia principal do diário é a tentativa desesperada da defesa de desqualificar as 1300 páginas que compõe a acusação, elaborada pelos procuradores do MPF.
Além disso encontramos elogios ao novo "advogado" da governadora. Na página de comentários políticos da colunista mor do diário, podemos ler a seguinte nota com inequívoco tom de satisfação:
"A escolha de Fábio Medina Osório (C) como advogado de defesa de Yeda Crusius não se deu apenas por ser autor de livros sobre improbidade administrativa. Yeda foi aconselhada a contratar um advogado estabelecido no Rio Grande do Sul e que esteja acessível para tirar as dúvidas dos aliados.
O líder do governo, Pedro Westphalen (D), aprovou a escolha:
– Ele é um craque. Já na largada mostrou que conhece o assunto. Se não tivermos embasamento jurídico, fica difícil a ação política.
Nada a considerar sobre o fato do tal novo "advogado" da governadora ter sido o sub=secretário de um dos réus, José Otávio Germano, quando o mesmo foi Secretário de Segurança no governo Rigotto, época em que começou a funcionar a Sociedade dos Delinquentes.
e logo depois outro comentário sobre a ótima escolha feita:
Diz a colunista com grande alegria : " Medina é amigo do juiz espanhol Baltasar Garzón, aquele que não deu sossego ao ditador chileno Augusto Pinochet. Foi ele o responsável pela vinda de Garzón a Porto Alegre em 2001 (foto ao lado) e 2004.
Ou seja,Zero-Hora busca passar a idéia de que o advogado da governadora têm credencias para desqualificar qualquer acusação, mesmo que estas tenham sido realizadas com base e um conjunto de provas reunidas em mais de 1300 páginas de documentação.
Portanto, observa-se que Zero-Hora, diário do grupo RBS, segue firme na defesa do SEU GOVERNO, o mesmo diga-se de passagem que está no comando da capital gaúcha.
Só é possível compreender essa posição de Zero -Hora quando analisamos o papel que a RBS exerce como verdadeiro partido da direita no Estado (e membro destacado do PIG), organizador e articulador das forças políticas conservadoras, que têm logrado êxito nos últimos embates eleitorais no Estado(Rigotto, Yeda, Fogaça).
A explicação é simples, com a maioria dos quadros políticos da direita gaúcha atolado na "Sociedade de Delinquentes" , o grupo RBS tenta fazer o impossível para salvar alguma coisa que lhe permita reaglutinar politicamente a direita em 2010.
Nesse caso, a tarefa será inglória se a escolha recair sobre uma das fichas, o ex governador Rigotto, que terá que explicar como começou a roubalheira do DETRAN no seu governo. Da mesma forma se a opção for o inodoro, insípido, incolor e incompetente prefeito Fogaça, a tarefa inglória do grupo RBS será desvincular sua imagem de seus padrinhos( Padilha e Zachia por exemplo), o que o jornaleco já vem ensaiando a bastante tempo.
Em suma, para o grupo RBS, qualquer coisa deve ser feita para impedir o retorno do PT ao Piratini, até mesmo enfrentar os interesses do PSDB nacional, que já abandonou os delinquentes gaúchos a um bom tempo, vide a Folha de São Paulo et caterva.
sábado, 8 de agosto de 2009
"Societas Delinquentium"

Na foto a "Societas Delinquentium". No centro a chefona "Mama Rorato", à esquerda Papito Simon, ao lado os nobres Edis : João L. Vargas, Otávio Germano e Fred Antunes. Na direita da Mama Delcio MArtini, Walna e L. F. Zachia, e o primeiro damo Carlos Crucius. Ao fundo ainda podemos ver PAdilha e Alceu Moreira.

Mama Rorato depois de quarta-feira
Para o Ministério Público Federal a quadrilha comandada por Yeda Rorato Crucius nada mais é do que uma " Societas Delinquentium", ou seja, uma Sociedade de Delinquentes. O que seria um bom título para a Zero Hora dominical se a mesma não fosse a responsável pela criatura que hoje envergonha os gaúchos.
Abaixo publicamos um trecho do farto material produzido pelo MPF:
"A ‘societas delinquentium’ restou formada pela associação perene e estável de diversas pessoas, integrantes de diferentes núcleos estatais e diversas esferas privadas, no objetivo consciente e deliberado de perpetrar, continuadamente, sob diversas formas e com a máxima lucratividade possível, as condutas ímprobas apuradas em face da Administração Pública e do Erário. O agir do grupo enquadra-se no conceito de organização criminosa da Lei nº 9.034/1995, estando presente a hierarquia da associação delitiva, o intuito lucrativo, gestão empresarial das negociatas criminosas, destruição de provas, omissão de rendimentos, corrupção do tecido social, inserção estatal ilegítima e blindagem patrimonial. A organização criminosa era fortemente estruturada e sua atuação primordial voltava-se à obtenção e celebração de contratos públicos, mediante dispensa irregular de licitação em prol de fundações de apoio vinculadas à Universidade Federal de Santa Maria. Após a contratação, a atividade do grupo redirecionava-se à subcontratação de parcela substancial dos recursos a empresas privadas, que pouca ou nenhuma atividade realizavam, mas que absorviam esses recursos para a manutenção do esquema criminoso, pagando altos valores a título de ‘propina’ para os servidores públicos estaduais e federais responsáveis pela efetivação e operacionalização da contratação; no caso, respectivamente, os então Presidentes e Diretores do Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN/RS) e integrantes da Universidade Federal de Santa Maria, incluído aí o seu ex-Reitor PAULO JORGE SARKIS.
A quadrilha estabeleceu verdadeiro ‘bureau’ do crime, utilizando-se, de forma fraudulenta, da possibilidade de dispensa de licitação para contratação de fundações de apoio5, bem como de prestígios políticos de seus integrantes para o estabelecimento e manutenção dos intensos contatos com gestores públicos – para quem ‘vendiam’ a fraude e dos quais dependiam decisivamente para a consecução da sangria do Erário.
A atuação básica dos criminosos, repetida inclusive em outros contratos públicos6, estabelecia-se de acordo com o seguinte ‘modus operandi’: a Família Fernandes, capitaneada por JOSÉ ANTÔNIO FERNANDES, assessorado diretamente por seus filhos FERDINANDO FRANCISCO FERNANDES e FERNANDO FERNANDES (com os quais dividia as tarefas de liderança), mais LENIR BEATRIZ DA LUZ FERNANDES (esposa de José Antônio), DENISE NACHTIGALL LUZ (esposa de Ferdinando e nora de José Antônio e de Lenir Beatriz) e FRANCENE FABRÍCIA FERNANDES PEDROZO (filha de José Antônio e Lenir, irmã de Fernando e de Ferdinando Francisco), utilizando-se de contatos políticos obtidos principalmente pelo primeiro em décadas de vida pública, ofereciam vantagem ilícita a gestores públicos responsáveis pela contratação de serviços mediante dispensa de licitação, condicionando que a contratação se realizasse em prol de fundações de apoio ligadas à UFSM.
No caso específico da fraude encetada do DETRAN gaúcho, os contratos iniciais ocorreram também por meio de LAIR FERST, empresário lobista e amigo de longa data do então diretor-presidente do DETRAN/RS, CARLOS UBIRATAN DOS SANTOS, e também por parte de CARLOS DAHLEM DA ROSA (este, amigo de longa data e “testa-de-ferro” do ora demandado JOSÉ OTÁVIO GERMANO – conforme será adiante mostrado).
Dentro do ‘pacote’ da contratação já era apresentada a subcontratação dos serviços a empresas que faziam parte da estrutura criminosa. Obtendo altos recursos por meio dessas atividades, de diversas formas (seja com entrega direta, seja por meio da utilização de empresas de ‘fachada’ constituídas por ‘laranjas’ 7, seja mediante outras vantagens indiretas), os lobistas e prestamistas entregavam parte dos recursos financeiros escoados do Erário aos gestores públicos responsáveis pela contratação e a outras personalidades políticas com forte domínio e influência na continuidade do esquema fraudulento, especificamente, os ora demandados (governadora do Estado, conselheiro-presidente do Tribunal de Contas do Estado, deputado federal “padrinho político” do diretor-presidente do DETRAN, etc).
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
O beijo da morte

Criatura e criador: Senador Simon e seus dois pupilos, Yeda Rorato, e PAdilha, ricas figuras...
Rio Grande do Sul, Brasil: A casa do tucanato guasca caiu
A quadrilha foi desmascarada, o Ministério Público Federal em entrevista coletiva realizada ontem, ao vivo, deu os "nomes aos bois", como se diz aqui no sul. Apresentou os 9 quadrilheiros que assaltaram o Estado do Rio Grande do Sul. Encabeçam a lista alguns dos próceres da direita gaúcha:
Yeda Rorato Crucius- Economista criada na estufa da RBS, foi eleita governadora em 2006 com apoio da frente liberal-conservadora e reacionaria articuladada pela RBS/FIERGS e partidos de direita.
José Otávio Germano- Atual deputado federal do PP do Maluf ( não nega de onde vêm, aprende rápido), o nobre edil foi Secretário de Segurança na época do governo Rigotto ( PMDB) onde estruturou a Máfia que tomou conta do DETRAN. Foram R $ 44 milhões do erário o valor da brincadeira que ele tocava. Foi pego com as "calças na mão" como se diz aqui no sul.
João Luiz Vargas- Foi presidente da Assembleía e agora desfruta uma boca tranquila como mebro do Tribunal de Contas do Estado. Se locupletou com a farra instalada no ninho tucano.
Frederico "Fred" Antunes- Jovem deputado aprendiz do malufismo, assim como Otávio Germano aprendeu rápido, antes de completar 40 anos já faz o que Maluf começou só quando já tinha 50. O guri é bom no que faz.
L F. Zachia: Deputado estadual do PMDB, foi chefe da Casa Civil do governo Yeda e presidente do PMDB de Porto Alegre. Disputa com PAdilha o posto de larápio número 1 do "velho MDB de guerra" como diz o PAladino da ètica, Senador vitalicio Pedro "dedo podre" Simon.
A lista do MPF apresenta mais 4 quadrilheiros:
Carlos Crucius, "Primeiro Damo", ex-marido e membro da direção nacional do PSDB.
Walna Villarins Meneses (assessora da governadora),
Delson Martini (ex-secretário geral do governo estadual),
Rubens Bordini (vice-presidente do Banrisul e ex-tesoureiro da campanha de Yeda)
Abaixo publicamos excelente artigo de Cristovão Feil do www.diariogauche.blogspot.com
Governo lúmpen tombou
Quem preparou, montou e encenou esse teatro de crimes, mentiras e promiscuidade entre o público e o privado?
O editorial do jornal Zero Hora de hoje afirma no título que o “Estado está abalado” e que “o Rio Grande nunca passou por um constrangimento desta dimensão”, referindo-se evidentemente ao fim, ontem, do governo Yeda Rorato Crusius (é a última vez que citamos o nome da governadora assim, de hoje em diante ela será apenas YRC) no RS.
YRC teve, publicamente, dois padrinhos na vida: a RBS e o senador Pedro Jorge Simon. Esses dois protagonistas da cena pública sulina são os responsáveis pela construção e sustentação do modelo administrativo operado nos últimos 31 meses no Estado. Estimularam e criaram condições ótimas para que o pântano tucano & aliados prosperasse e se implantasse no setor público do Estado.
A situação configura perfeitamente aquilo que vimos apontando há vários meses: elites irresponsáveis portadoras de espírito lúmpen tomaram conta do Estado do Rio Grande do Sul. O editorial de ZH é o próprio atestado da irresponsabilidade cívica com o desastre tucano-yedista, mostra uma apreensão cínica com o quadro político atual, mas esquece os antecedentes da tragédia anunciada (prevista aqui e em todos os blogs cidadãos do Estado e do País).
Mas o que esperar de um grupo midiático monopolístico nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que descumpre a lei brasileira das comunicações?
YRC tombou. Resta procurar os seus apoiadores e aliados desde sempre, seus conselheiros, como Jorge Gerdau Johannpeter, o steel-man-guasca, Paulo Pinto, o pecuarista de Bagé, e o inefável intelectual Denis Lerrer Rosenfield, só para citar três dos mais evidentes.
Mas não nos enganemos. Nem guardemos as armas. “Rei morto, rei posto”, a direita guasca já cogita de um substituto que a represente e a ampare no business claro/escuro.
O dedo podre do senador Pedro Jorge Simon já apontou três especialidades que saberão desdobrar o legado yedista, caso não sejam denunciados e derrotados pela vontade popular. São eles: Germano Rigotto, José Fogaça e Nelson Jobim. Tentem arrancar uma palavra, um conceito, desses três cavalheiros sobre a derrocada de YRC.
Seria uma tarefa inglória e vocacionada ao insucesso – como diria um rábula conhecido. Data maxima venia
terça-feira, 4 de agosto de 2009
As pessoas sensíveis

AS PESSOAS SENSÍVEIS
As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas
O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
Porque cheira a pobre cheira
A roupa
Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra
«Ganharás o pão com o suor do teu rosto»
Assim nos foi imposto
E não:
«Com o suor dos outros ganharás o pão»
Ó vendilhões do templo
Ó construtores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheiros de devoção e de proveito
Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem
Sophia de Mello Breyner Andresen, in "A perspectiva da morte: 20 (-2) Poetas portugueses do séc XX ] assírio & alvim, 2009
org. Manuel de Freitas
De volta para o futuro: PT X PIG de novo

O ano de 2010 já começou como podemos ver desde já na telinha da TV, toda noite no JORNAL NACIONAL DO PIG. A disputa PT X PIG, a mesma das eleições anteriores ( 1989,1994,1998,2002,2006),as duas últimas com o PIG sendo derrotado, será novamente reeditada, isso é o que nos aponta o jornalista Paulo Henrique Amorim no seu excelente blog Conversa Afiada, www.paulohenriqueamorin.com.br. Ele faz um alerta a Dilma de que esteja preparada pois ALI KAMEL ( todo poderoso da Clã dos MArinho e dublê de escritor racista)já mostra que não vai brincar em serviço. PHA explica o porquê, um dos motivos é que o governo Lula convocou a realização da I Conferência de Comunicação, o que causou a ira dos proprietários dos meios que não admitem que toquem em seus privilégios anti-democráticos de monopolizar o direito a informação.
O Conversa Afiada já propôs uma teoria sobre a renovada fúria da Globo e das Organizações (?) Globo contra o Governo Lula.
. A hipótese imediata é a convocação para dezembro de uma Conferência sobre Comunicação, que pode – “pode” é a melhor expressão – criar uma “Lei da Comunicação de Massa”.
. A Globo conseguiu fazer abortar a “Lei de Comunicação de Massa”, que Fernando Henrique jogou pela janela, assim que Sergio Motta morreu.
. E a Globo promoveu o aborto clandestino da Ancinav, do grande Ministro Gilberto Gil.
. Com a ajuda de todo o PiG (*), a Globo acabou por demonstrar que a Ancinav, que pretendia democratiza os meios de comunicação, era, na verdade, uma forma de cercear a liberdade de expressão.
. Como sabe o amigo navegante, no Brasil, três famílias dominam a comunicação.
. Não há “liberdade de expressão”, mas “liberdade (dos 3 donos) de imprensa”. (**)
. O Conversa Afiada oferece agora ao amigo navegante uma outra hipótese para explicar a fúria da Globo.
. O notável repórter Raimundo Rodrigues Pereira desmascarou na Carta Capital a montagem do Golpe que Ali Kamel montou no primeiro turno da segunda eleição de Lula.
. Clique aqui para ler, de minha autoria, “O primeiro golpe já houve. Falta o segundo.”
. Foi o jornal nacional que levou a eleição para o segundo turno, quando ignorou o desastre da Gol para tratar do dinheiro dos aloprados.
. Raimundo demonstrou como o Golpe tinha sido obra de Ali Kamel, que Raimundo chamou de Cardeal Ratzinger da Globo.
. O Cardeal Ratzinger, como se sabe, virou Papa.
. Com a promoção de Carlos Schroeder, o cardeal atende agora pelo nome de Bento XVI.
. Kamel passou a mandar em todo o jornalismo.
. Duas são as Encíclicas dele, desde que se sentou no trono papalino.
. A Encíclica “Vamos Destruir Sarney para Destruir o Lula “.
. E a Encíclica “Vamos Espalhar a Gripe Suína para Destruir o Lula”.
. Isso é apenas o começo do conjunto da obra que ele já começou a redigir (***) para não deixar Dilma chegar lá.
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) As três famílias são Marinho, Frias e Mesquita. A família Mesquita manda na página 3 do Estadão. Das outras páginas eles foram demitidos por incompetência. Sobre a família da Abril, Robert(o) Civita não conta. A revista dele, a ultima flor do Fascio, não oferece ao leitor a possibilidade de distinguir o que é material informativo do que é matéria paga, como demonstrou o Luis Nassif. Além disso, Robert(o) Civita não tem luz própria. Ele vai para onde os outros três vão. Além do mais, como dizia o Brizola, não se sabe quantos passaportes os Civita tem.
(***) Kamel é autor de um livro racista para provar que no Brasil não tem racismo.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Gripe A ou Gripe R ( de Roche e Rumsfeld) ?????
Assista ao video que mostra o lado "R" da gripe "A", R de Roche de "Rumsfeld"
País Basco: Um conflito político ainda sem resolução

Sem um processo de diálogo democrático que envolva todo o povo basco, dificilmente a conflito que já tem 50 anos terá um fim.
Conflito basco: Un ponto morto do que há que ser resolvido de maneira imperiosa.
J.M. Álvarez | Para Kaos en la Red | 1-8-2009
Tradução p/Portugues: Paulo Markes
O Estado espanhol tem uma dupla preocupação: A primeira é que suas campanhas midiáticas, nas quais apresentam uma ETA contra as cordas e seus integrantes inexperientes cafetões de terceira, se desmanchou como um castelo de cartas depois dos dois atentados que, em menos de 48 horas custou a vida de dois agentes da Guarda Civil. A segunda tem que ver com a economia, pois em Madri são conscientes de que a indústria turística- única que nestes tempos de crise permite ao sistema respirar - tem sofrido, a conseqüência desses atentados, um forte abalo e uma enorme queda na sua imagem.
Desde ha muito tempo andam vendendo uma iminente derrota do ETA que, creio, não se ajusta a realidade. Ninguém que se considere em posição dominante, atua de maneira errante, deslocada e impotente. O dia que se produziu o primeiro atentado (Burgos), detiveram três jovens que, horas depois, foram liberados com a obrigação de comparecer a cada 15 dias, medida que tenta camuflar um desesperado ato repressivo de resposta; posteriormente foram incapazes de detectar a entrada de um comando do ETA em Maiorca- ilha blindada, devido a presença da familia real- e , após o mortal atentado de Calviá, só puderam manter fechado o aeroporto de Palma durante algo mais de uma hora, porque a maldita economia está por cima de qualquer outra consideração.
A difusão de informações realizada na Europa sobre os fatos, obrigou Madri a enviar uma mensagem tranqüilizante aos governos da Alemanha e Reino Unido, cujos cidadãos constituem o grosso dos turistas e residentes no Estado Espanhol. Os jornais desses países colocaram manchetes como “ Mallorca sumida no caos e no terror”, ou “ Carnificina” e, para piorar , Londres advertia a seus cidadãos de que existia um “alto risco de terrorismo na Espanha”. Enquanto os meios de comunicação espanhóis – a mando do poder- falseavam com frases do tipo: "ETA já não assusta a ninguém, porque ninguém lhes tem medo”. Ninguém? Não parece ser assim, se temos em conta as reações e avisos dos países citados.
Para chegar a uma normalidade democrática real, e não fictícia como pretendem nos apresentar, é necessário- como se reivindica continuamente- um acordo democrático pactado entre todas as forças políticas sem exclusões, que garanta uma saída negociada ( negociar, não impor) do conflito basco. A situação está estancada em um ponto morto, do qual é necessário sair de maneira imperiosa. Serão capazes de retirar, sequer uma vez, o odor do franquismo para pegar o touro pelos cornos de verdade e não só frente a galeria? Exemplos alheios onde olhar, têm.
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