sábado, 5 de dezembro de 2009

Domingo é dia da Bolivia de EVO





BOLÍVIA: A MUDANÇA É DO POVO
Agencia de los Pueblos em Pie, publicado em Kaos em la red
Tradução para o BA: Paulo Marques


Às portas da reeleição do governo boliviano, o binômio Evo-Álvaro se consolida com uma ampla vantagem que permitirá o aprofundamento do processo de mudanças, com amplas raizes originárias e populares.
No domingo 6 de dezembro cerca de cinco milhões de Bolivianos e Bolivianas irão as urnas para eleger Presidente, Vice-Presidente e os 166 membros da nova Assembléia Legislativa Plurinacional. Desta vez Evo Morales colocou como meta atingir 2/3 da câmara e do Senado, o que lhe permitirá aprovar as leis para que entre em vigor a Nova Constituição Política.

Não obstante, o candidato do MAS não teve reparo em renunciar ao sigilo bancário, esta semana ele mostrou ao país seu patrimônio, o que se constituiu em um verdadeiro ato ético de honestidade com a grande maioria dos bolivianos; sepultando assim um passado obscuro de corrupção, entreguismo e anti-democracia.

É inquestionável o grau de legitimidade popular que possui o governo boliviano, sua capacidade de gestão, a melhora da economia em meio a crise economica mundial e os avanços sociais indescritíveis

Todavia, a ingerência do império na Bolívia não se detém em seu intento de recuperar seu espaço perdido, hoje destruído pela vontade popular expressa pelos setores sociais que agrupam milhões de indígenas, camponeses, operários, estudante, intelectuais, e ativistas comprometidos com o processo. Os planos de ingerencia do império funcionam através das Agencias como a CIA, DEA, NAS, e muitas ONGs, que sob a justificativa de defender os Direitos Humanos e a Democracia atuam como elementos de penetração do império.

A “Agencia de Cooperação” USAID, em muitas ocasiões denunciada, se converteu na plataforma e cobertura para que os tentáculos imperiais, no país andino, executem os planos separatistas, autonomistas e divisionistas. Em que pese o quanto o governo e o povo boliviano têm aprendido a resistir e vencer os diversos intentos golpistas, separatistas e intervencionistas do império.

Enquanto a direita opositora, através de seus meios de desinformação insistem em desqualificar o governo e atemorizar o eleitorado. A Corte Nacional Eleitoral que também é um espaço controlado pela raquítica oposição levantou as restrições para que mais de 400 mil eleitores tenham seu direito de voto no próximo domingo.

Mas, o que sem dúvida alguma chama a atenção e faz deste processo algo sui generes é a ampla participação da maioria dos bolivianos no processo, a abertura do governo permite um exercício positivo e de futuro na relação e confluência entre os diversos setores sociais e políticos na perspectiva de avançar e aprofundar as grandes transformações a serem realizadas.

Por sua parte o candidato da oposição Manfred Reyes Villa, aliado incondicional do governo de Sanchez de Lozada, já tem comprado as passagens para viajar na segunda-feira, logo após o término das eleições gerais, em franca fuga para não prestar contas a justiça boliviana, recordemos que este sujeito está sendo processado por transações ilicitas com dinheiro da sua campanha anterior em Cochabamba.

Os movimentos sociais constituem a base do processo de mudanças empreendido na Bolívia e este componente tão transcedental faz que o processo jogue um papel muito importante nas novas relações multilaterais entre nossos povos e que fortalece o nobre empenho de unidade e integração latinoamericana expresso na ALBA, na UNASUR e no TCP.

Assim como diz sentença do grande Tupac Katari e que hoje o referenda Evo ao final de seu discurso frente ao gigantesco respaldo popular,

O processo de mudanças na Bolívia é do povo.

Voltará e será milhões.

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