quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O beijo da morte


Criatura e criador: Senador Simon e seus dois pupilos, Yeda Rorato, e PAdilha, ricas figuras...

Rio Grande do Sul, Brasil: A casa do tucanato guasca caiu

A quadrilha foi desmascarada, o Ministério Público Federal em entrevista coletiva realizada ontem, ao vivo, deu os "nomes aos bois", como se diz aqui no sul. Apresentou os 9 quadrilheiros que assaltaram o Estado do Rio Grande do Sul. Encabeçam a lista alguns dos próceres da direita gaúcha:

Yeda Rorato Crucius- Economista criada na estufa da RBS, foi eleita governadora em 2006 com apoio da frente liberal-conservadora e reacionaria articuladada pela RBS/FIERGS e partidos de direita.

José Otávio Germano- Atual deputado federal do PP do Maluf ( não nega de onde vêm, aprende rápido), o nobre edil foi Secretário de Segurança na época do governo Rigotto ( PMDB) onde estruturou a Máfia que tomou conta do DETRAN. Foram R $ 44 milhões do erário o valor da brincadeira que ele tocava. Foi pego com as "calças na mão" como se diz aqui no sul.


João Luiz Vargas- Foi presidente da Assembleía e agora desfruta uma boca tranquila como mebro do Tribunal de Contas do Estado. Se locupletou com a farra instalada no ninho tucano.

Frederico "Fred" Antunes- Jovem deputado aprendiz do malufismo, assim como Otávio Germano aprendeu rápido, antes de completar 40 anos já faz o que Maluf começou só quando já tinha 50. O guri é bom no que faz.

L F. Zachia: Deputado estadual do PMDB, foi chefe da Casa Civil do governo Yeda e presidente do PMDB de Porto Alegre. Disputa com PAdilha o posto de larápio número 1 do "velho MDB de guerra" como diz o PAladino da ètica, Senador vitalicio Pedro "dedo podre" Simon.

A lista do MPF apresenta mais 4 quadrilheiros:
Carlos Crucius, "Primeiro Damo", ex-marido e membro da direção nacional do PSDB.
Walna Villarins Meneses (assessora da governadora),
Delson Martini (ex-secretário geral do governo estadual),
Rubens Bordini (vice-presidente do Banrisul e ex-tesoureiro da campanha de Yeda)

Abaixo publicamos excelente artigo de Cristovão Feil do www.diariogauche.blogspot.com


Governo lúmpen tombou


Quem preparou, montou e encenou esse teatro de crimes, mentiras e promiscuidade entre o público e o privado?

O editorial do jornal Zero Hora de hoje afirma no título que o “Estado está abalado” e que “o Rio Grande nunca passou por um constrangimento desta dimensão”, referindo-se evidentemente ao fim, ontem, do governo Yeda Rorato Crusius (é a última vez que citamos o nome da governadora assim, de hoje em diante ela será apenas YRC) no RS.

YRC teve, publicamente, dois padrinhos na vida: a RBS e o senador Pedro Jorge Simon. Esses dois protagonistas da cena pública sulina são os responsáveis pela construção e sustentação do modelo administrativo operado nos últimos 31 meses no Estado. Estimularam e criaram condições ótimas para que o pântano tucano & aliados prosperasse e se implantasse no setor público do Estado.

A situação configura perfeitamente aquilo que vimos apontando há vários meses: elites irresponsáveis portadoras de espírito lúmpen tomaram conta do Estado do Rio Grande do Sul. O editorial de ZH é o próprio atestado da irresponsabilidade cívica com o desastre tucano-yedista, mostra uma apreensão cínica com o quadro político atual, mas esquece os antecedentes da tragédia anunciada (prevista aqui e em todos os blogs cidadãos do Estado e do País).

Mas o que esperar de um grupo midiático monopolístico nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que descumpre a lei brasileira das comunicações?

YRC tombou. Resta procurar os seus apoiadores e aliados desde sempre, seus conselheiros, como Jorge Gerdau Johannpeter, o steel-man-guasca, Paulo Pinto, o pecuarista de Bagé, e o inefável intelectual Denis Lerrer Rosenfield, só para citar três dos mais evidentes.

Mas não nos enganemos. Nem guardemos as armas. “Rei morto, rei posto”, a direita guasca já cogita de um substituto que a represente e a ampare no business claro/escuro.

O dedo podre do senador Pedro Jorge Simon já apontou três especialidades que saberão desdobrar o legado yedista, caso não sejam denunciados e derrotados pela vontade popular. São eles: Germano Rigotto, José Fogaça e Nelson Jobim. Tentem arrancar uma palavra, um conceito, desses três cavalheiros sobre a derrocada de YRC.

Seria uma tarefa inglória e vocacionada ao insucesso – como diria um rábula conhecido. Data maxima venia

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