quarta-feira, 22 de julho de 2009

Resquícios do Franquismo: O retrato da Espanha de hoje




Mais de 80 mil Bascos e Catalães protestam contra o Hino Espanhol e a presença do Monarca no jogo Atletic de Bilbao e Barcelona, em março deste ano.

No dia de hoje, 22 de julho completa 40 anos da "indicação" de Juan Carlos como monarca da Espanha. Foi em 1969, o ditador Franco, fascista sanquinário, que manteve a Espanha subjugada sob seu regime genocida por 40 anos, via seu reinado terminando por problemas de saúde e eminencia de sua morte. A necessidade de manter vivo o franquismo, mesmo sem Franco, fez com que o ditador "indicasse" o novo monarca, que até hoje é o "Rei da Espanha".

Esse video que postamos aqui demonstra o que significa esse resquício do Franquismo que é a Monarquia decrépta na Espanha.
Numa partida de futebol entre Atlético de Bilbao (País Basco) e Barcelona ( Cataluña) quando as equipes escutam o hino da Espanha vemos uma estrondosa vaia e apitaço em todo estádio ao ser anunciada a presença do "casal real".

Também pode-se perceber que nenhum dos jogadores canta o hino. O fato é que o hino da Espanha não tem letra, só música, isto porque a letra foi eliminada durante o processo de democratização, pois o conteúdo era de exaltação do fascismo. Um concurso foi realizado e a letra vencedora também era de orientação fascista e portanto não houve acordo e o hino ficou até hoje somente com música.
Para além disso, a realidade da Espanha nos permite afirmar que mesmo que tivesse uma letra, dificilmente jogadores do País Basco (Atletic de Bilbao) e da Cataluña (Barça), duas regiões que lutam pela autonomia, cantariam um hino que não consideram como seu.
Esse é o retrato da Espanha de hoje, um país fraturado que ainda não resolveu a questão do Franquismo, representado pela monarquia, assim como as questões de autodeterminação do povo basco e catalão.

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