quinta-feira, 16 de julho de 2009

Campanha Gaúcha da Solidariedade : Dinheiro para quem precisa de dinheiro





Gaúchos salvadores de multinacionais falidas

1, 6 bilhões de recursos do povo para fabricar carros e destruir a natureza



PArece um consenso na sociedade. Não se lê ou escuta de ninguém, nem da chamada "esquerda", uma crítica sequer sobre os indecentes recursos públicos que serão repassados a uma das maiores multinacionais do setor automobilistico, a GM que está em adiantado processo de falência no país que lhe deu origem.
A solução, como sempre, é socorrer-se dos países da periferia do sistema, que subjugados pelo sistema que suga permanentemente seus recursos, não pode recusar-se a receber a "salvação" , que trará emprego e fartura para os pobres.

Não podemos nos calar perante a mais essa barbárie.

Abaixo publicamos ótimo post do Cristóvão Feil do www.diariogauche,blogspot.com

Lula e Yeda incentivam uma sucata programada

Os incentivos que o governo federal e o governo estadual estão concedendo à montadora de automóveis GM são vergonhosos. Cerca de 1,6 bilhão de recursos públicos estão sendo dirigidos a título de adiantamento de receita à obsoleta indústria de automóveis. Uma receita que talvez jamais seja gerada pela neoestatal norte-americana.

O símbolo material de uma sociedade de abundância e desperdício está nos seus estertores e só encontra suporte provisório na periferia do sistema produtor de mercadorias, onde governantes passageiros se transformam voluntariamente em agentes privados de interesses mórbidos.

No RS, um Estado quebrado, com uma administração mambembe e desmoralizada, a GM encontra abrigo e fomento por mais 22 anos. A governadora Yeda Rorato Crusius virou uma despachante dos interesses de uma única empresa privada. Nada mais faz, nada mais a ocupa. Limita-se a comparecer a fortuitos eventos fechados, porque em público não pode se apresentar, haja vista a impopularidade repulsiva que plantou nos últimos 30 meses.

E cá ficamos nós, sul-rio-grandenses, com mais essa sucata programada (já que foi a mesma GM que inventou o conceito de “obsolescência programada”), financiando com recursos da cidadania uma indústria de morte e destruição.

Como disse Michael Moore, em recente e inspirado artigo sobre o velho mito GM: “Estamos agora em um tipo diferente de guerra – uma guerra que nós travamos contra o ecossistema, conduzida pelos nossos líderes corporativos. Essa guerra tem duas frentes. Uma está em Detroit. Os produtos das fábricas da GM, Ford e Chrysler constituem hoje verdadeiras armas de destruição em massa, responsáveis pelas mudanças climáticas e pelo derretimento da calota polar. As coisas que chamamos de 'carros' podem ser divertidas de dirigir, mas se assemelham a adagas espetadas no coração da Mãe Natureza. Continuar a construir essas 'coisas' irá levar à ruína a nossa espécie e boa parte do planeta”.

Assim, o Rio Grande do Sul está aportando uma contribuição inestimável para que as piores suspeitas sobre o planeta se confirmem nos próximos 22 anos.

Um notável feito da direita guasca!

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