segunda-feira, 18 de maio de 2009

Mario Benedetti, Presente!!!





Faleceu ontem dia 17/05 Mario Benedetti, um dos maiores poetas latinoamericanos. Benedetti nasceu em 14 de setembro de 1920 em Tacuarembó, Uruguai.
Em 1945 integrou a redação do semanário Marcha e, em 1949, publicou seu primeiro livro de contos Esta Manãna. Um ano mais tarde aparecem os poemas Sólo Mientras Tanto.
É em 1960, com a publicação de La tregua, que alcança transcendência internacional, com mais de uma centena de edições traduzidas em 19 idiomas e levada ao cinema, ao teatro, ao rádio e à televisão.
Em 1973 teve que abandonar seu país por razões políticas; viveu na Argentina, Cuba, Peru e Espanha. Sua vasta produção literária abrange todos os gêneros, incluindo famosas letras de canções.
Muitos poemas de Mario Benedetti estão na boca das pessoas, que os recordam de memória, os repetem ao ouvido da pessoa amada, os citam em suas declarações românticas ou os têm em mente na hora de rascunhar um verso; outros se converteram em canções e formam parte das frases cotidianas de quem tem transitado por seus versos.
Poucos poetas hão logrado estabelecer semelhante laço com o público. A poesia de Benedetti renova a linguagem dos sentimentos, diz com uma voz original aquilo que é patrimônio de todos.

Em homenagem a este grande e inesquecível poeta publicamos uma de suas belas poesias:

Defensa de la alegrÍa
a trini

Defender la alegría como una trinchera
defenderla del escándalo y la rutina
de la miseria y los miserables
de las ausencias transitorias
y las definitivas
defender la alegría como un principio
defenderla del pasmo y las pesadillas
de los neutrales y de los neutrones
de las dulces infamias
y los graves diagnósticos

defender la alegría como una bandera
defenderla del rayo y la melancolía
de los ingenuos y de los canallas
de la retórica y los paros cardiacos
de las endemias y las academias

defender la alegía como un destino
defenderla del fuego y de los bomberos
de los suicidas y los homicidas
de las vacaciones y del agobio
de la obligación de estar alegres

defender la alegría como una certeza
defenderla del óxido y de la roña
de la famosa pátina del tiempo
del relente y del oportunismo
de los proxenetas de la risa

defender la alegría como un derecho
defenderla de dios y del invierno
de las mayúsculas y de la muerte
de los apellidos y las lástimas
del azar
y también de la alegría.

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