segunda-feira, 13 de abril de 2009

Solidariedade em mais uma batalha de Evo


Comandante Fidel e Chávez solidários com Evo em mais uma batalha contra a oligarquia

O comandante Fidel Castro anunciou neste sábado que ligou para o presidente boliviano, Evo Morales, para lhe expressar, junto com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, em visita em Havana, seu apoio à greve da fome que faz desde esta quinta-feira (9) pela aprovação da nova legislação eleitoral, necessária para a realização das eleições gerais de 6 de dezembro próximo.

Em coluna publicada neste sábado sob o título "Notícias de Chávez e Evo", Fidel, que conversou por quase três horas com seu amigo Chávez nesta sexta-feira (10), explicou que eles falaram da situação na Bolívia, e disse ter ligado em seguida ao presidente Morales.

"Tive o prazer de escutar sua voz serena, mas firme, segura da justeza de sua causa. Disse a ele que estamos felizes com seu excelente estado de saúde, e lhe felicitei por sua firmeza e por suas palavras serenas e eloquentes, que não insultam nem ofendem ninguém."

Fidel Castro relatou ter "explicado em detalhes" a Chávez a situação de Morales, insistindo no "excelente estado" do chefe de Estado boliviano e em sua determinação em seguir adiante com a greve da fome "até as últimas consequências". Fidel telefonou em seguida a Morales para lhe expressar sua "total solidariedade", assim como a de Chávez.

Iván Canelas, porta-voz da Presidência relatou:"[Morales] é uma pessoa de muita vitalidade. o­ntem, se recolheu às 2h30 ou 3h e, já às 5h, estava acordado. Desde então, não cochilou". Conforme ele, a greve de fome não atrapalha a agenda de Morales, que "tem feito reuniões, assinado documentos e acompanhado o noticiário". Nos períodos livres, Morales passa o tempo jogando xadrez.

Em entrevista à TV Telesur, Morales afirmou que recebeu a visita de um médico, mas que não tem "nenhum problema". "Estou como um jovenzinho de 15 anos. Pode perguntar pro médico!", disse o presidente, sorrindo. O Presidente Evo Morales, descansa de sua greve de fome, porém mantem uma rígida rotina de trabalhos, recebendo 14 líderes de movimentos sociais e sindicatos com disposição.

Reeleição

Apesar do jejum de Morales, o Congresso ainda não aprovou a lei eleitoral que garante o pleito de 6 de dezembro, para o qual ele é considerado favorito à reeleição.

Uma sessão-maratona no Parlamento foi adiada na manhã desta sexta-feira (10), pouco após uma votação-relâmpago que surpreendeu a oposição e permitiu a aprovação das grandes linhas da lei eleitoral. Falta agora examinar no detalhe os 84 artigos da lei.

Os deputados da oposição se recusam a comparecer ao Parlamento para examinar a lei que deve reger as eleições legislativas e presidenciais de 6 de dezembro. A oposição de direita acusa o partido de Morales de manipulações para obter uma ampla maioria nas legislativas, tão ou mais importantes que as eleições presidenciais.

Antes de avançar no exame da lei, a oposição pede um acordo sobre um registro eleitoral atualizado biométrico, com impressões digitais, e a presença de observadores internacionais "para garantir uma eleição transparente".

O Movimento Ao Socialismo (MAS) de Morales, que controla a Câmara dos Deputados, e a oposição de direita, que domina o Senado, também estão em conflito sobre o voto dos bolivianos do exterior e o número de cadeiras atribuídas às minorias indígenas.

Uma sessão-maratona no Parlamento foi adiada na manhã desta sexta-feira (10), pouco após uma votação-relâmpago que surpreendeu a oposição e permitiu a aprovação das grandes linhas da lei eleitoral. Falta agora examinar no detalhe os 84 artigos da lei.

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