domingo, 29 de março de 2009

Os trabalhadores do Continente Latinoamericano nas ruas contra a crise.

Na pauta do movimentos sociais de muitos países da América Latina a Economia Solidária aparece como alternativa, ao contrário do Brasil.

O MST faz a sua parte, o movimento da Economia Solidária é que ainda não o fez.


Dia 30, América Latina nas ruas contra a crise: Onde está o movimento da Economia Solidária?


Os movimentos sociais de toda a América Latina realizam, nesta segunda feira, 30 de março, um ato político continental contra a crise capitalista. Denunciando as consequências nefastas para os trabalhadores e ao mesmo tempo apresentando algumas propostas.

Nos chama a atenção que na pauta LAtinoamericana o tema da Economia Solidária está contemplada na pauta dos movimentos, com referências às fábricas recuperadas e a produção autogestionária, o que infelizmente não vemos na pauta dos movimentos sociais no Brasil.
Por isso mais uma vez destacamos a ausência do Movimento da Economia Soliária do Brasil das mobilizações do movimento social, o que acarreta como consequència uma invisibilidade gritante de suas pautas.
Um movimento que congrega 27 fóruns estaduais, centenas de fóruns locais, ONGs, empreendimentos Econômicos Solidários em todo o país, mas que não consegue intervir em uma ato político desta magnitude, ficando ausente da luta dos trabalhadores é um problema muito sério que precisa ser enfrentado o quanto antes pelo movimento da Economia Solidária.

Na pauta de propostas dos movimentos sociais do Brasil para este dia 30 não se menciona o tema das alternativas a partir da autogestão, com o financiamento público para empresas de Economia Solidária. O incrivel é que o Brasil é um dos países da Emérica LAtina onde a Economia solidária mais tem se desenvolvido, entretanto, a "Economia dos Trabalhadores está ausente do horizonte dos movimentos sociais, mesmo que a atual conjuntura possibilite um avanço de projetos deste tipo, contribuindo para solapar o proprio sistema capitalista

Isso é um reflexo do que estamos apontando desde o ano passado como a falta de iniciativa política de mobilização e articulação do movimento da Economia Solidária, em especial o Fórum Brasileiro de Economia Solidária, com os demais movimentos sociais.

Se não for por ação do próprio movimento de economia solidária, a partir da iniciativa do Fórum Brasileiro de Economia Solidária-FBES, ninguém irá pautar a possibilidade da "Economia dos Trabalhadores" como alternativa ao capitalismo. Infelizmente essa é mais uma grande oportunidade perdida. Tanto para dar visibilidade para a sociedade das pautas da Economia Solidaria (Plataforma do FBES, Resoluções da I Conferência Nacional de Economia Solidária, Resoluções da IV Plenária), como para avançar no fortalecimento político do movimento.

Abaixo publicamos a convocatória continental da mobilização do dia 30, publicada em http://www.kaosenlared.net/ e a convocatória do Brasil. Destacamos en negrito as referências a Economia Solidária, na primeira e a ausência na segunda.
El 30 de marzo estaremos en la calle, al igual que miles de luchadores y luchadoras en toda América para decir:
NO VAMOS A PAGAR POR LA CRISIS, QUE LA PAGUEN LOS RICOS
Reclamamos:
- Salario y trabajo digno para todos los trabajadores/as ocupados/as, desocupados/as, autogestionados/as, rurales y urbanos.- La nacionalización de la banca sin indemnización y bajo control social

- Basta de despidos. Reducción del tiempo de trabajo sin reducción del salario y mantenimiento de los puestos de trabajo.

-
Fábrica Cerrada, Fábrica Recuperada

- La estatización del comercio exterior con control social. ]

- Poner fin a las guerras, retirar las tropas de ocupación y desmantelar las bases militares extranjeras así como garantizar el cese del desplazamiento de las poblaciones producto de la guerra, especialmente mujeres y niños/as

- Reconocer la soberanía y autonomía de los pueblos, garantizando el derecho a la autodeterminación

- Garantizar el derecho a la tierra, a la vivienda, al territorio, trabajo, educación y salud para todas y todos reconociendo las experiencias de autogestión y cooperación que se vienen desarrollando como los bachilleratos populares, las experiencias de autogestión de construcción, las recuperadas y experiencias de trabajo autogestivo.

- Reforma agraria integral. Basta de desalojos a los campesinos/as.

- Efectiva titularidad de tierras en la ciudad de quienes deben recuperar espacios abandonados para garantizarse el derecho a la vivienda digna.

- No al pago de la deuda externa ilegítima, redireccionamiento de esos recursos para garantizar los derechos sociales. Auditoría de la deuda.

- Medidas para garantizar la soberanía alimentaria y energética. Recuperación efectiva de las empresas privatizadas con el auge del neoliberalismo (comunicaciones, transporte, petróleo, gas, agua, energía)

Con la firme convicción de que es posible una nueva gesta de independencia latinoamericana, de los pueblos y para los pueblos, por una integración popular, por la vida, por la justicia, por la paz, por la soberanía, por la identidad, por la igualdad, por la libertad de América Latina, por una auténtica emancipación, que tenga en su horizonte el socialismo.


Convocatória dos movimentos brasileiros para o ato do dia 30/03


Trabalhadores e trabalhadoras não pagarão pela crise

O Brasil vai às ruas na próxima segunda-feira, 30 de março. Os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade estarão unidos contra a crise e as demissões, por emprego e salário, pela manutenção e ampliação de direitos, pela redução dos juros e da jornada de trabalho sem redução de salários, pela reforma agrária e em defesa dos investimentos em políticas sociais.


A crise da especulação e dos monopólios estourou no centro do sistema capitalista, os Estados Unidos, e atinge as economias menos desenvolvidas. Lá fora - e também no Brasil -, estão sendo torrados trilhões de dólares para cobrir o rombo das multinacionais, em um poço sem fim, mas o desemprego continua se alastrando, podendo atingir mais 50 milhões de pessoas.


No Brasil, a ação nefasta e oportunista das multinacionais do setor automotivo e de empresas como a Vale do Rio Doce, CSN e Embraer, levaram à demissão de mais de 800 mil trabalhadores nos últimos cinco meses.


O povo não é o culpado pela crise. Ela é resultante de um sistema que entra em crise periodicamente e transformou o planeta em um imenso cassino financeiro, com regras ditadas pelo "deus mercado". Diante do fracasso desta lógica excludente, querem que a classe trabalhadora pague a fatura em forma de demissões, redução de salários e de direitos, injeção de recursos do BNDES nas empresas que estão demitindo e criminalização dos movimentos sociais. Basta!


A precarização, o arrocho salarial e o desemprego enfraquecem o mercado interno, deixando o país vulnerável e à mercê da crise, prejudicando fundamentalmente os mais pobres, nas favelas e periferias. É preciso cortar drasticamente os juros, reduzir a jornada sem reduzir os salários, acelerar a reforma agrária, ampliar as políticas públicas em habitação, saneamento, educação e saúde, e medidas concretas dos governos para impedir as demissões, garantir o emprego e a renda dos trabalhadores.


Manifestamos nosso apoio a todos os que sofreram demissões, em particular aos 4.270 funcionários da Embraer, ressaltando que estamos na luta pela readmissão.
O dia 30 também é simbólico, pois nesta data se lembra a defesa da terra Palestina, a solidariedade contra a política imperialista do Estado de Israel, pela soberania e auto-determinação dos povos.


Com este espírito de unidade e luta, vamos construir em todo o país grandes mobilizações. O dia 30 de março será o primeiro passo da jornada. Some-se conosco, participe!



NÃO ÀS DEMISSÕES!
REDUÇÃO DOS JUROS!
REDUÇÃO DA JORNADA SEM REDUÇÃO DE SALÁRIOS E DIREITOS!
REFORMA AGRÁRIA, JÁ!
POR SAÚDE, EDUCAÇÃO E MORADIA!
EM DEFESA DOS SERVIÇOS E SERVIDORES PÚBLICOS!
SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO!



Ato Internacional Unificado Contra a Crise


Organizadores:
ASSEMBLÉIA POPULAR, CEBRAPAZ, CGTB, CMB-FDIM, CMS, CONAM, CONLUTAS, CONLUTE, CTB, CUT, FORÇA SINDICAL, INTERSINDICAL, MARCHA MUNDIAL DE MULHERES, MST, MTL, MTST, NCST, OCLAE, UBES, UBM, UGT, UNE, UNEGRO/COMEN, VIA CAMPESINA

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