segunda-feira, 30 de março de 2009

O "business" da miséria: O mundo fantástico do Assistencialismo



O Secretário da Dona Yeda anuncia a politica social tucana: terceirização dos serviços do Estado. O filme "Quanto vale ou é por quilo" de Sérgio Bianchi mostra de forma muito clara o significado e os resultados deste tipo de política de corte neoliberal.

Na coluna de hoje da Rosane "abelhinha" Oliveira, jornalista tucana de Zero Hora, é destacada como "Notícia boa" do governo Yeda o repasse pelo governo estadual de R$ 8,5 milhões para o projeto "Rede Parceria Social"
Segundo a colunista " A iniciativa é uma união da Secretaria da Justiça e do Desenvolvimento Social, 17 empresas privadas e o terceiro setor". Ou seja, é a velha prática da direita de exonerar-se de suas responsabilidades repassando para a iniciativa privada a função de executora das políticas sociais do Estado. O governo do "deficit zero, que significa o fim dos investimentos do Estado em políticas públicas, apresenta as "parcerias" com a iniciativa privada e "terceiro setor" como única ação do governo na área social.

A colunista destaca que os "Os recursos serão destinados a projetos de renda para mulheres chefes de família, segurança alimentar, empreendedorismo individual e de inovação, como novas tecnologias para o beneficiamento de plástico em galpões de reciclagem de lixo".
Ou seja, o foco do projeto além de repassar recursos públicos para a iniciativa privada é estimular o "empreendedorismo individual", na verdade uma falácia, vide a impossibilidade de sustentabilidade de empreendimentos economicos individuais em um mercado capitalista monopolizado e selvagem. Serve isso sim para renuncias fiscais de empresas e ampliação dos lucros das "entidades sociais".

A sanha privatista do tucanato guasca continua, e é o velho jeito de governar, inaugurado por Fernando Henrique Cardoso, de triste memória para a maioria dos brasileiros. OS resultados não demoram a aparecer: os 40 milhões de corrupção do DETRAN é somente a parte mais visível dessa política. O que ainda não se sabe é o tamanho do rombo que o Estado terá a partir desse escoamento de recursos públicos para o "terceiro setor privado" com esse tipo de projeto.

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