segunda-feira, 2 de março de 2009

MST responde ao advogado dos ricos



O MST deu ontem, domingo, (01/03) a resposta ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, ao ocupar fazendas do banqueiro Daniel Dantas: Fazenda Cedro, em Marabá, no Pará.


Cerca de 240 famílias ligadas ao MST ocuparam no sudeste do Pará, a fazenda Cedro, festejada no mundo do agronegócio pelo seu caráter de excelência na produção de gado zebu. A área é objeto de imbróglio jurídico que envolve o Estado, a família Mutran e o grupo Santa Bárbara, do banqueiro Daniel Dantas, imortalizado pela sua esperteza no mundo dos negócios do mercado financeiro e investigação da PF.

O antigo castanhal foi transferido através da ferramenta jurídica do aforamento, para ser explorado de forma extrativa pela família Mutran, em particular o pecuarista Benedito. Ao longo os anos o castanhal deixou de existir e em seu lugar surgiu o pasto. No Pará o aforamento abrange um período de concessão de 1955 a 1966. A família Mutran foi a principal oligarquia do sudeste do Pará.

É conhecida pela forma truculenta com que costuma tratar os seus adversários e pela prática de mão-de-obra escrava em áreas que controlou.Suas fazendas Cabaceiras - desapropriada depois de 10 anos de ocupação - Mutamba e Peruano freqüentaram a lista suja do trabalho do Ministério Público do Trabalho (MPT) nos anos de 2003 e 2004.Naquele período receberam a multa de maior robustez da história do MPT, um milhão e trezentos mil.
Com a ocupação da fazenda Cedro, são três as fazendas ocupadas pelo MST que envolve o nome da Pecuária Santa Bárbara. No sábado (28/02) o movimento rompeu as cercas da fazenda Espírito Santo, em Xinguara e em agosto do ano passado ocupou a Maria Bonita, no município de Eldorado dos Carajás.


Fonte: www.mst.org.br
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