domingo, 8 de fevereiro de 2009

A Refundação da Bolívia


No sábado, durante ato de promulgação da Constituição Plurinacional da Bolívia, o presidente Evo Morales realizou um discurso histórico no qual destacou o processo de refundação da Bolívia:


“Hermanas y hermanos de Bolivia, en este día histórico, proclamo promulgada la nueva Constitución Política del Estado boliviano, la vigencia del Estado plurinacional unitario, social y económicamente, y el socialismo comunitario a partir de la promulgación de la nueva Constitución”


“Después de 500 años de permanente sometimiento colonial y más de 20 años de neoliberalismo se da paso a la refundación de Bolivia.

“Quinientos años de rebelión contra la invasión, contra el saqueo permanente, después de 180 años de resistencia contra un estado colonial, después de 20 años de lucha permanente contra un modelo neoliberal, hoy siete de febrero de 2009 es un acontecimiento histórico y singular para Bolivia y Latinoamérica”.

Evo destacou que por meio da consciência do povo boliviano e o apoio dos movimentos sociais se obteve uma nova Constituição , pela primera vez como o voto popular, que se materializou em 25 de janeiro quando o SIM de aprovação a carta magna ganhou por 61.43 % dos votos.

O presidente lembrou que durante as 18 vezes anteriores em que se modificou o texto constitucional, nunca se pôs a consideração do voto popular para que fose definido o destino da Patria. Nesta oportunidade a nova Constituição foi produto da participação dos movimentos sociais, operários, camponeses, originarios, intelectuais, profissionais liberais, mineiros, mulheres entre outros.

“En algún momento los partidos liberales, neoliberales, acordaron las reformas a puertas cerradas, porque tenían representación parlamentaria, pero el pueblo boliviano nunca tuvo la oportunidad de participar porque siempre fue excluido”.

Evo Morales rendeu homenagem póstuma ao líder indígena Tupac Katari como um dos artífices da revolução libertária da submissão colonial.

Segundo Evo a Assambléia Constituinte que em 2006 redigiu uma nueva Constituição, inspirada na rebelião do movimento indígena encabeçado por Tupac Katari.

Fez menção aos lutadores pela liberdade de homens e mulheres como : Bartolina Sisa, Mikaela Bastida, Tomás Katari, Eustaquio “Moto” Méndez, Juana Azurduy de Padilla, Sebastián Pagador, hermanos Lanza, las heroínas de Coronilla, Tomás Barrón, Pedro Ignacio Muyba que aportaron a independencia da Bolivia.

En uma demostração de reconhecimento histórico, Evo Morales fez referencia também a Simón Bolívar, Antonio José de Sucre, Andrés de Santa Cruz y Calahumana, Germán Busch, Gualberto Villarroel, Marcelo Quiroga Santa Cruz, e Luis Espinal entre outros.

Não esqueceu de referir-se aos heróis da denominada guerra do gás, em 2003, que ofereceram suas vidas para terminar com o governo do ultraliberal Gonzalo Sánchez de Lozada, jornadas que terminaram com a vida de mais de 65 pessoas e deixram centenas de feridos.

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