terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A luta dos povos sem Estado

Espaço pelos Direitos Coletivos dos Povos: As lutas pelo direito a autodeterminação estiveram presentes no Fórum Social Mundial de 2009.

Representante do País Basco fala em Seminário do Espaço dos Povos sem Estado

A Bolívia é o exemplo de que é possível e necessário garantir os direitos coletivos a todos os povos


Enquanto na Palestina, o apartheid de Israel , continua sendo a barbárie de um Estado contra um povo.



Resistir é vencer



Todos ilegais: No País Basco é proibido fazer política. A esquerda independentista é considerada"terrorista" porque defende o direito a decidir do povo basco.

A Plataforma D3M ( Democracia 3 milhões, em alusão ao número de habitantes do Pais Basco) foi proibida pelo Estado Espanhol de participar das eleições do parlamento Basco em 1 de março próximo. Entretanto, a esquerda independentista convoca todo o povo basco a votar com a cédula "voto de ouro" de D3M. A resposta será dada nas urnas.


Os povos sem Estado no Fórum Social Mundial

Nesta 9 edição do Fórum Social Mundial, foi organizada, pela primeira vez no fórum, uma grande atividade relacionada aos povos que lutam pela autodeterminação que foi o Espaço pelos Direitos Coletivos dos Povos e Nações sem Estado, uma iniciativa da entidade Catalã CIEMEN,Centro Internacional Escarre pelas minorias Étnicas e das Nações.

Neste espaço foram realizadas, nos quatro dias do Fórum, diversas atividades como Mesas Redondas, Conferências, seminários, Atos políticos e Assembléias que reuniram mais de20 organizações de nações e povos sem Estado próprio.

A proposta desta iniciativa foi dar visibilidade às realidades dos povos e suas lutas pela autodeterminação assim como compartilhar propostas com o movimento altermundista.
Cada uma das nações e povos sem Estado próprio tem uma realidade social muito diferente, de lugares distantes do mundo e com situações políticas específicas. Entretanto, todos compartilham uma vontade coletiva de liberdade e reconhecimento dos direitos coletivos como povos livres. Os direitos coletivos democráticos que hoje em dia, em diversas partes do mundo, não estão reconhecidos e que seguidamente são alvos de violações de muitos direitos individuais.
Pela primeira vez os povos sem Estado de todo o mundo estiveram reunidos em um Fórum Social Mundial, para falar da sua luta em busca do direito a autodeterminação dos povos, ou seja, o direito de decidir livremente o seu futuro.

Essa iniciativa tem um grande significado, principalmente neste momento em que, por exemplo, povos como o palestino e o povo basco são subjugados pelos países que impedem sua existência como povo independente.

No caso Palestino, o Estado de Israel assassinou mais de mil palestinos, na maioria mulheres e crianças, nos ataques realizados em duas semanas no mês de janeiro deste ano. Já no País Basco, são mais de 750 pessoas presas por defenderem um Estado Independente, e 600 organizações políticas ilegalizadas. Nesta semana, o Estado Espanhol ilegalizou os dois partidos da esquerda independentista que estarão impedidos de participar das eleições da Comunidade Autônoma Basca, a realizar-se em 1 de março próximo. Essa será a primeira vez na história do Pais Basco que a esquerda independentista estará fora do parlamento basco.

Abaixo publicamos os mais de 20 povos que participaram das atividades do Espaço pelos Direitos Coletivos dos Povos:

1- Aborígenes australianos
2- Papua Ocidental
3- Tibet
4- Balochistan
5- Kurdistão
6- Palestina
7- Chechenia
8- Povo Gitano
9- Sahara Ocidental
10- Galícia
11- País Basco
12- Cataluña
13- Córsega
14- Sardeña
15- Friuli
16- Occitania
17- Bretaña
18- Gales
19- Escócia
20- Laponia
21- Quabec
22- Porto Rico
23- Guadalupe
24- Martinica
25- Guiana Francesa
26- Povos Mapuche

2 comentários:

Anônimo disse...

achei que vc irrolo e num disse nada

A Batalha disse...

"irrolo"?? "Não disse nada"??? Vc acha necessário "dizer algo"? quando fatos são gritantes???? As imagens de repressão de Estados sobre povos que lutam por sua autonomia é um fato amigo. Quem aceita isso como algo "natural" é porque é conivente e defende isso.