sábado, 30 de agosto de 2008

Líder basco da Izquierda Abertzale livre


Arnaldo Otegi: "Segue havendo desgraçadamente um problema político de fundo neste país que só se resolverá através do diálogo e da negociação"


Otegi é libertado após 15 meses de prisão por delito de opinião

Na Espanha de hoje nãoé permitido homenagear aqueles que morreram lutando contra o franquismo


Otegi declara ao sair da prisão: "Este país tem que conhecer um cenário de paz e democracia que lhe permita decidir seu futuro e, ao mesmo tempo, dentro deste processo, libertar todos os presos políticos bascos"

Arnaldo Otegi está livre

A luta continua
Jo ta ke irabazi arte

O líder do partido basco ilegalizado BATASUNA foi libertado hoje depois de 15 meses de prisão. O motivo da condeção? A participação em um ato político em homenagem a José Beñarán Ordeña, "Argala", histórico militante basco anti-franquista. Assim como mais de 800 presos políticos bascos encarcerados pela monarquia Espanhola, o crime de Otegi é a luta política pela independencia de seu povo. Ao contrário de diversos processos de diálogo realizado na Europa nos últimos anos em relação as lutas de independencia de diferentes povos, a monarquia Española se recusa a qualquer diálogo no sentido de resolver o histórico conflito basco. A opção da Espanha é a repressão, a tentativa de derrotar todos que lutam pela independencia do País Basco. A ofensiva contra a izquierda abertzale tem sido uma das mais violentas com a prisão de qualquer pessoa que manifeste sua opinião pelo direito ao povo basco de decidir seu futuro. QUalquer manifestação é acusada de "apologia ao terrorismo". A monarquia espanhola acredita que é possível acabar com a luta independentista com tortura e repressão. A cada manifestação de massas e acolhimento festivo de lutadores que saem da prisão como Arnaldo Otegi demostra que a luta do povo basco é indestrutivel. Poderão prender todos os militantes, mas não poderão prender o sonho de liberdade de um dos povos mais antigos do mundo.
Saudamos o camarada Arnaldo Otegi, desde Brasil, pois assim como dizia Che Guevara, todo revolucionário sente-se atingido por qualquer injustiça, em cada canto do mundo. A luta de libertação do povo basco pela construção de uma pátria livre, republicana e socialista é também uma luta nossa.

Gora Euskadi Askatatuta!

Aurrera Bolie

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Aniversário do BLOG ECONOMIA SOCIALISTA


Um ano de blog ECONOMIA SOCIALISTA
A LUTA E BOA E PROSSEGUE
AURRERA BOLIE

A data de 31 de agosto é muito significativa para nosso blog. Foi na tarde de 31 de agosto de 2007, ou seja, a um ano, que decidimos criar um blog voltado para o tema da Economia Solidária. Entretanto, não queríamos criar mais um blog sobre esse tema. Nossa intenção foi criar um espaço para pautar a prática da Economia Solidária sob uma perspectiva socialista, ou seja, enquanto perspectiva de projeto estratégico de transformação. E porque isso? Primeiro porque identificamos que a Economia Solidária, como prática criada pela iniciativa dos trabalhadores e trabalhadoras para responder ao problema do desemprego, não surge de um projeto de esquerda, apesar de ser animado e apoiado por pessoas, militantes e governos de esquerda. E segundo porque também não é uma prática pensada como projeto estratégico pela esquerda. Essa realidade é uma realidade que desconhece o enorme potencial da Economia Solidária constituir-se em um projeto econômico socialista. O que é necessário para isso? Acrditamos que a esquerda ( partidos e movimentos sociais) - muitos ainda perdidos a partir da crise de sujeito revolucionário- precisa compreender essa prática como uma experiência concreta que demonstra a possibilidade de iniciar um processo de auto-organização e controle coletivo e democrático, pelos livres produtores associados, da economia.
Entretanto, sabemos do enorme desafio, pois a esquerda atual, ainda permanece presa à lógica fordista em crise, cujo sujeito era o trabalhador asalariado sindicalizado, como o protagonista das transformações. Não conseguem assimilar que esse sujeito está em avançado processo de extinção, e o que existe ainda de crescimento do trabalho formal é cada vez mais precário e de baixa qualificação, com níveis de salário suficientes apenas para subsistencia. Portanto, não há saída para a crise do trabalho. Como Marx já dizia no século XIX a consigna revolucionária não é mais trabalho assalariado, é o fim do assalariamento. Ou os trabalhadores assumem em suas mãos o controle da economia, da produção, comercialização, criando um setor produtivo coletivo, ou estará condenado a miséria do trabalho assalariado, precarizado ou o trabalho individual autônomo, em ambos os casos estará condenado a miséria e a alienação. O trabalho e a produção a partir do que vem sendo chamado de Economia Solidária tem um enorme potencial desalienador, na medida em que o trabalhador se apropria do processo produtivo, do controle e gestão do que está produzindo, ao mesmo tempo pode compreender o funcionamento do Estado a partir das relações que este estabelece com a base produtiva, ou seja, compreende que o Estado está em disputa e precisa estar também sob controle dos livres produtores associados e servindo aos seus interesses e não da burguesia rentista que vive dos juros da dívida pública e não da produção. Compreende também que os fundos públicos do Estado devem estar a serviço de um novo setor econômico dos trabalhadores.
Entretanto, todo esse processo de conscientização dos trabalhadores da Economia Solidária e avanço desse modo de produção que ainda é embrionário e marginal, somente será possivel quando a esquerda assumir a Economia Solidária como objetivo estratégico para superação do capitalismo. Transformando-a em Economia Socialista. O que significa resgatar o tema do controle da economia pelos trabalhadores organizados. E para isso a tarefa primeira é organizar esses trabalhadores e construir uma identidade de classe com um programa de transformações do Estado no sentido de garantir apoio a essa outra economia , que chamamos de Economia Socialista.
Essa, portanto, tem sido a tarefa que nos propomos com esse humilde blog, colocar o nosso grão de areia nessa construção que se resume em renovar o pensamento da esquerda. Resgatando o marxismo radical de Marx, aquele da construção da economia política dos trabalhadores, que segundo ele seria obra dos próprios trabalhadores ou não seria. Dizemos portanto, que o socialismo ou será autogestionário, ou será simulacro de socialismo.
Também destacamos neste um ano de trabalho a nossa contribuição para a democratização da informação. Como esse é um meio de comunicação procuramos também contribuir com o enfrentamento do monopolío capitalista da informação. Nesse sentido abrimos nosso blog para todas as noticias e informações sobre as lutas anticapitalistas e que tenham um caráter anti-sistêmico e socialista, sejam lutas de libertação nacional, sejam lutas dos movimentos sociais de todos os continentes.
Para nós não há confusão ideológica quando nosso parâmetro é onde estão os capitalistas. Essa é nossa bússola, sempre estaremos do outro lado, enfrentando-os.
Neste primeiro aniversário sentimos que nossos objetivos estão sendo cumpridos, estamos fazendo nossas opiniões chegarem aos mais distantes cantos do mundo onde é recebida por cada camarada que acessa a página e se soma a essa luta.

Gostariamos muito de saber a opinião dos camaradas que visitam nosso blog, por isso temos o espaço dos comentários e também nosso e-mail: economiasocialista@gmail.com envie sua opinião e ajude a construir essa luta que é coletiva, somos apenas uma parte dessa construção.

Saudações a quem tem coragem, a todos que entregam sua vida por uma causa, principalmente a causa coletiva de uma nova sociedade.
Como dizem os camaradas bascos da izquierda abertzale AURRERA BOLIE, ou seja, adelante com la pelota!!!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Chávez e a nova economia : O Estado como indutor e o povo como protagonista

NACIONALIZAÇÕES DA INDUSTRIA DE BASE NA VENEZUELA: CONSTRUINDO UMA OUTRA ECONOMIA COM PROTAGONISMO POPULAR


O processo de nacionalizações de empresas estratégicas na Venezuela avança, a produção de cimento tem um papel fundamental nos projetos de habitação popular por isso a nacionalização deste setor tem grande importancia na revolução bolivariana. Para o presidente Chávez o papel do Estado não é o fortalecimento do capitalismo mas o desenvolvimento econômico " “No vamos a conformar un Estado Capitalista sino que el Estado asumirá el papel fundamental en el impulso económico de Venezuela”.


Isto porque todo o processo de estatização das principais industrias do país corresponde a uma política nacional, na qual , o Estado está se armando com diferentes mecanismos para impulsionar a propiedade social destacou Chávez em entrevista ao programa Dando y Dando. Em relação ao caso da nacionalização da industria de cimento Chávez disse que " hora se va a poder incrementar la producción de cemento en función de nuestras necesidades, pues hemos roto el monopolio y ahora los precios del cemento van a bajar”.


Igualmente Chávez afirmou que um dos projetos que anteriormente não pode ser concretizado por falta de recursos da industria do cimento e materiais de construção foi a criação das oficinas de construção popular . A partir de agora se incentivará a realização de “bloqueras populares, pequeñas fábricas de propiedad comunal para que la misma gente organizada acelere la solución del problema de la vivienda, que bajo el modelo capitalista no tiene solución”, garantiu ó Chávez.

Em relação a participação do setor privado no plano de construção de habitações Chávez resaltou que são importantes más que “ya quedó demostrado que no es el sector privado el que va a poder solucionar el problema habitacional, es el Estado y el poder de las comunidades quienes lo lograrán”, afirmou Chávez.


Ou seja, a partir da nacionalização é viabilizado não só a construção de habitações populares , mas sobretudo o incentivo e fomento à construção através da auto-organização da próprias comunidades de forma cooperativa e solidária.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

AUTOGESTÃO E SOCIALISMO EM CUBA



A AUTOGESTÃO NO FUTURO DO SOCIALISMO EM CUBA

O ano de 2009 será muito significativo para Cuba e em especial para o socialismo. Será o ano de comemoração dos 50 anos de Revolução Socialista e também o ano do VI Congresso do Partido Comunista de Cuba. A revolução cubana representou, nos anos 60, a renovação do socialismo, dominado pelo stalinismo pragmático e conservador da URSS. Agora mais uma vez Cuba pode ser a esperança dos socialistas do mundo a partir da renovação para frente da Revolução, ou seja, avançar na concretização de um modelo cada vez mais socialista, o que pressupõe ampliar a democracia, a participação e o controle do povo sobre os meios de produção.
É nesse sentido que nos identificamos com as teses do companheiro Pedro Campos e outros camaradas cubanos que estão pela primeira vez na história do socialismo , colocando o tema da produção autogestionária no centro do debate de um país que constrói o socialismo.
Defendemos que não existe possibilidade de socialismo sem controle da produção, do trabalho e do consumo pelos próprios trabalhadores produtores, ou seja, sem autogestão. Assim como não acreditamos em autogestão sem um projeto socialista, com Estado socialista, e trabalhadores socialistas.
Portanto, a proposta de Pedro Campos constitui o que de mais avançado encontramos em um debate no seio de uma revolução socialista. Inspirada nas experiencias em curso na Venezuela, Bolivía , Equador (que incluiu em sua nova constituição a economia social e solidária) somados as experiÊcias que surgem dos próprios trabalhaores na América Latina através da Economia Solidária, o avanço da revolução cubana no sentido do aprofundamento do socialismo, via autogestão dos trabalhaores, é o que aponta para a construção concreta do socialismo do século XXI, superando o estatismo de herança stalinista e resgatando o socialismo de Marx, da sociedade dos livres produtores associados, ou seja, sociedade baseada na economia socialista.

Abaixo publicamos na íntegra as proposições de Pedro Campos e outros companheiros para o debate no Congresso do Partido Comunista de Cuba. Salientamos que, em nossa compreensão esse é um debate de todos os socialistas do mundo.


Cuba necesita un socialismo participativo y democrático. Propuestas programáticas
Presentación para su discusión pública al pueblo, a los trabajadores y a los revolucionarios cubanos, con miras al VI Congreso del Partido Comunista de Cuba.
Pedro Campos y varios compañeros


"Nada que deje en pie el sistema de explotación capitalista y el asalariado puede impedir la miseria de las masas. Se hace pues, indispensable una transformación completa en el sistema de producir y distribuir".
Carlos Baliño, fundador del PRC y del PCC

Introducción.
Cuba vive una continuada crisis económica, política y social a consecuencia del estancamiento en la socialización, generado por el pleno control burocrático estatal sobre la sociedad, los medios de producción y el plustrabajo y del permanente y criminal asedio imperialista. No obstante, se han realizado grandiosas transformaciones culturales, científicas y técnicas que han creado las condiciones para desarrollar nuevas relaciones socialistas de producción. La disminución de la población, su envejecimiento prematuro, la baja tasa de natalidad, la salida masiva del país de jóvenes por cualquier vía y la insatisfacción generalizada son consecuencias palpables de esa crisis. Mayoritariamente, los cubanos están frustrados, enajenados y desesperanzados y las nuevas generaciones -desmotivadas- no sienten el mismo compromiso que las anteriores con este "socialismo pobre y sin perspectivas" muy alejado de las expectativas, todo lo cual está conformando una rara especie de "situación revolucionaria" que podría desatarse imprevistamente y cuya evolución pudiera capitalizar el enemigo.

Preservar la Revolución demanda progresar de la estatización a la socialización. De lo contrario, se ahondará la creciente contradicción entre los esquemas estatales de propiedad, trabajo asalariado mal pagado y centralización de las decisiones y la distribución del plustrabajo (aspectos de las relaciones de producción) y el nivel científico, cultural y técnico alcanzado por los trabajadores cubanos y los medios de trabajo (elementos fundamentales de las fuerzas productivas); aumentará la lucha por controlar el plustrabajo entre el pueblo trabajador y el estado burocrático todo poseedor y decidor, que se lo apropia para usarlo a su buen entender y limita su control real por los auténticos dueños; y se profundizarán las dificultades económicas, el desinterés y el rechazo a ese "no-socialismo", con peligro de una plena restauración capitalista que para Cuba sería la anexión, la absorción de su cultura y un desastre incalculable para la nación y para el movimiento revolucionario internacional.

Para salvar al pueblo, la Patria y la Revolución urge un nuevo programa socialista, participativo y democrático, capaz de ofrecer soluciones constructivas a esas contradicciones, poner al ser humano –no al estado- al centro de la vida nacional, reanimar el espíritu revolucionario de los trabajadores manuales e intelectuales, reactivar la alianza obrero-campesina, retomar la confianza del pueblo, ganarnos a la juventud, desarrollar la economía, mejorar la vida, destruir los fundamentos internos y externos del bloqueo enemigo y hacer una contribución más efectiva al renacimiento socialista que tiene lugar en América Latina.

El desastre en Europa de ese "socialismo de estado" neocapitalista estancado, sustentado en la centralización de la propiedad, de la acumulación, de las decisiones y en el trabajo asalariado; su evolución en China hacia el capitalismo y la incapacidad del mismo para hacer avanzar la sociedad cubana, han llevado a muchos revolucionarios a trabajar en la reformulación del socialismo nunca alcanzado, siempre partiendo de las ideas centrales de los clásicos y de la universalidad y la ética martianas. Ya cuando el IV Congreso del PCC en 1991, las bases presentaron ideas para un nuevo Programa Socialista; pero cuando más difícil fue la situación internacional por la caída de la URSS y el Campo Socialista y más necesario se hacía avanzar hacia un socialismo más participativo y democrático, la dirección decidió postergar aquellas demandas, fortaleció su tradicional centralismo y sólo después de la profunda crisis del 94 decidió emprender algunas reformas -sin cambios sustanciales- básicamente en el plano económico.
El discurso de Fidel el 17.11.05 reconociendo la posible reversión de la revolución y especialmente el de Raúl el 26.07.07 estimularon otro debate donde, de nuevo, las bases se pronunciaron por un socialismo más participativo y democrático. A tres años del primero y a uno del segundo no se ha hecho público el resultado de las discusiones y la dirección no ha presentado al pueblo ningún plan concreto integral para sacar el país la crisis; ignora olímpicamente muchos análisis y propuestas de académicos, politólogos y cientistas sociales socialistas cubanos y extranjeros; sigue negando el acceso del pensamiento revolucionario no oficial a la prensa, continúa usando el cerco imperialista como justificación para contener el avance de la socialización (que no es más desarrollo en la tecnología, sino en la forma de su explotación) y sigue recargándose todo el peso y la responsabilidad por la crisis en los trabajadores y el pueblo.
La gravedad se acrecienta cuando se advierte un peligroso cambio de política de EE.UU. hacia Cuba para el que no estamos preparados económica ni políticamente. Algunos que todo lo complican y entorpecen, parecen interesados en que esto se hunda.

El gobierno del compañero Raúl abrió un capítulo de esperanzas que no podemos perder, pero la resistencia natural del tejido burocrático sólo le ha permitido presentar medidas aisladas, algunas contraproducentes, para perfeccionar el estatismo asalariado, unidas al tradicional discurso de más trabajo, sacrificio y disciplina, bordeando pero sin confrontar los problemas de fondo. Se ha anunciado la convocatoria del VI Congreso del PCC para fines del 2009.

Ante esta situación, varios comunistas y revolucionarios cubanos –desde dentro- hemos venido estudiando, planteando e intercambiando un grupo de ideas centrales concentradas en este documento, el cual se pone a la consideración de los trabajadores, del pueblo y de todos los revolucionarios cubanos y del mundo, para que, valorado y enriquecido por todos, sea tenido en cuenta por todos y sea considerado como parte de las soluciones a la crisis.

No es un programa acabado, ni se intenta un nuevo esquema u otra camisa de fuerza, se busca el consenso que necesitan la República Martiana y la armonía en el funcionamiento de la sociedad. Se sugiere avanzar del estatismo a la socialización, cambiar la forma asalariada de pago por la repartición de parte de las utilidades; pasar el control de los medios, los recursos y las decisiones, de la burocracia a los colectivos sociales y laborales y a las personas, intercambiar sobre asuntos cuyas soluciones no pueden postergarse más y avanzar hacia más participación y más democracia.

El enemigo aprovecha y trabaja sobre nuestros errores y tiene planes para destruir la Revolución y apoderarse de Cuba. Martí decía "Plan contra Plan". A falta de otro conocido, estas bases programáticas son nuestra contribución.

1-Transitar del "socialismo de estado" al Socialismo Participativo y Democrático. Dejar atrás el fracasado sistema centrista, autoritario, estatista-asalariado y estructurado verticalmente de arriba hacia abajo, heredado del estalinismo y avanzar a la concepción cooperativista integral moderna del Socialismo en el Siglo XXI, a un sistema comunal-democrático descentralizado, apoyado en relaciones socialistas de producción que horizontalmente integre y armonice, de abajo hacia arriba las funciones productivas, de gobierno, justicia y otras.

Para serlo, el socialismo debe ser Participativo porque en la formulación y toma de decisiones participan directa y comprometidamente las masas, los trabajadores y toda la población afectada. Democrático porque las decisiones importantes que afectan a todos los ciudadanos del país o de un conglomerado social, productivo o comunitario deben contar con la aprobación mayoritaria de los interesados. Libertario porque se crearán por primera vez condiciones reales para la libertad plena del ser humano y para el ejercicio, por todos, de todos los derechos políticos, civiles y económicos por los que ha luchado la humanidad. Humanista porque pone al ser humano y a sus valores éticos y espirituales en el centro de la vida social. Autogestionario, porque el trabajo organizado en forma cooperativa-autogestionaria caracterizará al nuevo sistema de organización de la producción y al funcionamiento de toda la sociedad. Inclusivo porque no permitirá ningún tipo de sectarismo, discriminación ni exclusión arbitraria por razón alguna, en la participación y en la democracia, de manera que todos se sientan interesados y comprometidos en el proyecto común. Integracionista porque sólo con la integración económica, política y social de varios países podrá lograrse el triunfo del nuevo sistema, por lo cual necesitamos que otros pueblos avancen por este camino y apoyamos un ALBA efectivo, por abajo, pueblo a pueblo, que avance a economías similares y a pasaporte y moneda únicos.

2-Resolver el conflicto fundamental que origina el actual estancamiento del socialismo en Cuba, existente entre el potencial alcanzado por las fuerzas productivas y las relaciones asalariadas estatales de producción. Esto implica armonizar el desarrollo de la técnica y las capacidades humanas, con las formas de producción correspondientes y en consecuencia, avanzar gradualmente -como corresponde a la fase social de la Revolución- de las relaciones estatales neocapitalistas asalariadas de producción, distribución y consumo, a las nuevas relaciones socialistas de producción cooperativistas-autogestionarias, hasta hacerlas mayoritarias y traspasen sus principios colectivistas, democráticos, solidarios, libertarios y humanistas inherentes a sus formas de propiedad, gestión y distribución, al funcionamiento de la nueva sociedad, a todas las instituciones de la superestructura y den lugar a una nueva conciencia social. La Autogestión debe ser empresarial y social, organizada en cada entidad productiva y en toda la sociedad.

Las nuevas relaciones cooperativas-autogestionarias de producción se caracterizan por: 1) los propios trabajadores asociados, dueños o usufructuarios colectivos, de sus medios de producción, auto "explotan" su fuerza de trabajo; 2) administran democráticamente su gestión productiva (control de gastos, planificación y elección de dirección) y 3) controlan y distribuyen el plustrabajo o excedente, antes plusvalía, una parte para la reproducción de la entidad, otra para la contribución a la seguridad social, las actividades presupuestadas y los planes de desarrollo general y el resto sería repartido equitativamente para el consumo directo de los trabajadores. La cooperativa es una forma de propiedad y asociación, el cooperativismo la forma en que se organizan la gestión y la distribución en la cooperativa. En el Manifiesto Comunista se expresa que "el trabajo asalariado es la forma de la existencia del capitalismo", de manera que el socialismo pasa por la superación del trabajo asalariado.

3-Adecuar la propiedad al desarrollo de las fuerzas productivas: Para que el poder de los trabajadores y del pueblo sea real y pueda hacerse efectivo el desarrollo y la expansión de las nuevas relaciones socialistas de producción, es necesario que los medios de producción, los recursos y las finanzas, ahora en manos de la burocracia, sean controlados escalonada y progresivamente por los distintos niveles del poder popular, la nación, la región, la comunidad, los colectivos laborales y las personas. Como la propiedad lleva por nombre la forma en que se explota, la propiedad estatal asalariada debe ser sustituida gradualmente por la propiedad socialista de los colectivos de trabajadores y sociales, sobre bases estatales, grupales o individuales, según su desarrollo, en la siguiente forma general:

Cooperativa, incluiría además de a pequeños campesinos unidos voluntariamente, pequeñas empresas industriales o de servicios (construcción, gastronomía, talleres de reparaciones) más bien de tipo artesanales, donde los medios de producción aportados son de propiedad original de los trabajadores. Autogestionada para empresas medias a pequeñas por su nivel de desarrollo (pequeñas fábricas, talleres, restaurantes, instalaciones hoteleras menores) donde la propiedad sobre los medios de producción se otorgaría directamente a los trabajadores en forma plena, por medio de venta, al contado o a crédito, o la cesión por parte del Estado. Los trabajadores determinarían autogestionadamente todo en la empresa, a través de sus órganos democráticamente elegidos. Cogestionada (entre el estado y los trabajadores) Para las empresas de interés nacional o estratégico, con alto nivel tecnológico, que demandan una enorme cantidad de recursos y personal altamente especializado que solo puede ser aportado por el presupuesto estatal o el capital extranjero. Pueden existir varios tipos de empresas cogestionadas entre el estado y el Colectivo de Trabajadores, donde toda la propiedad y la administración podrían ser o no compartidas por el nivel estatal correspondiente entregada parcial o totalmente en usufructo o arriendo a los trabajadores, y funcionando sobre los principios de la gestión colectiva democrática y la repartición equitativa de una parte de las utilidades. Los detalles específicos tendrían que valorarse casuísticamente entre el colectivo de trabajadores y la parte estatal responsable. El carácter compartido de la administración y la propiedad entre el estado y los trabajadores, garantizarían que no haya subestimación de los intereses de la nación o el surgimiento de tendencias localistas o regionales perjudiciales.

Todas estas formas de propiedad deben verse en desarrollo y tenderían a integrarse en forma territorial, sectorial o ramal, en uniones de cooperativas y demás asociaciones, para formar agrupaciones mayores, más potentes o integrales, según convenga y sea decidido democráticamente por sus trabajadores y el nivel estatal correspondiente en las empresas cogestionadas, hasta convertir todo en una gran unión de asociaciones autogestionadas, debiendo quedar estatuido que son indivisibles e invendibles, y su fusión o unión con otras empresas quedar sujeta a leyes.

4-Admitir otras formas de propiedad y producción en el socialismo. Por tratarse de una sociedad de tránsito y existir fuerzas productivas de bajo nivel de desarrollo, tendrán que coexistir otras formas pre-socialistas de relaciones de producción, como la mercantil simple, de bienes o servicios, incluidos los profesionales (médicos, dentistas, abogados, arquitectos, publicistas, consultantes económicos, artistas, etc.) en forma individual o familiar y otras que la propia necesidad de la producción demande, así como la inversión extrajera controlada, preferiblemente indirecta y en forma mixta. El período de tránsito necesita todo eso. El trabajo por cuenta propia existe por necesidad natural y siendo privado no explota trabajo ajeno ni permite la reproducción ampliada, se trata de una forma individual-privada pero a la vez socializada y autogestionaria de la producción y la apropiación. Su tendencia natural mayoritaria en el socialismo deberá ser al cooperativismo. Donde no hay explotación de trabajo asalariado no hay capitalismo.

Todas las entidades y personas productoras individuales de bienes o servicios pagarían impuestos progresivos sobre sus utilidades, las que serían de más fácil control mientras mayor sea el desarrollo de la actividad bancaria y la generalización del dinero virtual. Las instituciones públicas de salud, educación (autonomía universitaria), cultura, recreación etc., que se nutrirían tanto de los presupuestos nacionales o municipales, como de los ingresos menores que puedan generarse, funcionarían de forma autónoma en interés de la nación y de todo el pueblo. La práctica irá precisando los ajustes. La célula fundamental de la sociedad socialista sería el centro laboral, alrededor del cual giraría la vida de las comunidades: escuelas, círculos infantiles y sociales y centros culturales, deportivos y de recreación y otros.

5-Crear en todos los centros laborales los Consejos Obreros, para ejercer el control directo de todas las decisiones: elección y/o ratificación de dirigentes empresariales, planificación, gestión y control democráticos de los planes de producción, costos, gastos e inversiones y cambiar la forma de pago de salario por la repartición equitativa de parte de las utilidades.

Este proceso debería ser encabezado por el Partido y los sindicatos; pero la clase trabajadora no puede esperar a que, por su propia iniciativa, el aparato burocrático, hasta hoy mayoritariamente indeciso a discutir siquiera cualquier avance en esta dirección, le profundice su Revolución. La emancipación de los trabajadores es obra de ellos mismos. Los trabajadores, los desposeídos y la pobrecía integrados en el Partido, las organizaciones de masas y el gobierno, son los llamados a encabezar la socialización con sus propias acciones y propuestas en cada centro, en cada lugar, a educar a estas instituciones y a radicalizarlas. De los trabajadores hay que aprender, no pretender "educarlos".

6-Aplicar nuevas concepciones de Planificación, mercado y circulación monetaria. Para lograr la nueva formación económico-social serán determinantes la unificación de la moneda, la planificación democrática y transformar paulatinamente las relaciones monetario-mercantiles y el mercado lucrativo por un intercambio de valores equivalentes. Entre los graves errores del "socialismo de estado" que buscó –equívocamente- su realización en la esfera de la distribución, estuvieron la excesiva centralización de la planificación y el control absoluto del mercado interno.
La planificación democrática es un proceso complejo y se concretará combinando los intereses generales de la nación con los de las regiones, las empresas, los individuos y la naturaleza, organizándola por niveles, de acuerdo con los respectivos presupuestos participativos aprobados en la nación, el municipio o la entidad económica, a partir de los propios ingresos, impuestos, asignaciones y créditos. Producción contra contrato.

El mercado -que no es lo que caracteriza al capitalismo, sino sus relaciones de producción- es heredado por el socialismo y será necesario por un tiempo indeterminado, pero con normas anti-monopolio que eviten la especulación. Los controles estatales monopólicos al mercado interno que existen en la actualidad, deberán desaparecer y dar paso a la actividad mercantil, como una más de servicios, pero sujeta a las formas de organización cooperativas-autogestionarias socialistas. Mantener centralmente el control de las licencias de exportación.

El dinero real, y cada vez más virtual, seguirá sirviendo como medida del valor y medio de pago mientras sea necesario, deberá avanzarse rápidamente a la moneda única para lograr una verdadera integración y armonía de la economía nacional y establecerse una equivalencia, lo más real posible, en relación con las monedas internacionales. Deben mantenerse los subsidios únicamente a personas necesitadas.

7-Reconocer que el gobierno no dirige la economía, sino que garantiza y ayuda a que funcione mejor. Error grave del socialismo estatal ha sido su pretensión de administrar y dirigir la economía y sus leyes que existen al margen de los deseos humanos. No se trata de "disminuir" el papel del estado en la transición socialista, sino de hacerlo de una manera distinta, más efectiva: en vez de ocuparse directamente de administrar, su papel es viabilizar el desarrollo de las relaciones de producción en concordancia con el avance alcanzado por las fuerzas productivas, coadyuvar al mejor funcionamiento de los mecanismos económicos correspondientes como la planificación democrática, el desarrollo armónico y proporcional de las ramas y las regiones, la ejecución de los presupuestos participativos aprobados en cada nivel estatal, prever y posibilitar el desarrollo de sistemas inversionista de infraestructura, transporte de todo tipo y comunicaciones, garantizar la internacionalización e integración socialista con otros países de economía similar y velar por el cumplimiento de las leyes nacionales y los convenios por los inversionistas extranjeros.

El estado viabilizaría y apoyaría el desarrollo del sistema cooperativo-autogestionario socialista en toda la economía, participaría en la formulación de la legislación que regule su funcionamiento y velaría por su cumplimiento. El gobierno se auxilia de su política crediticia y de la actividad del Banco Central, a su cargo, para ayudar al mejor funcionamiento de la economía.
El gobierno a cada nivel controla la recaudación de impuestos para sus presupuestos participativos aprobados democráticamente, de los cuales dependerán las actividades necesariamente presupuestadas como la salud, la educación, las Fuerzas Armadas, infraestructura y otras. El estado en cada nivel dispondrá de grupos (ministerios) de control metodológico, planificación y desarrollo para viabilizar el desarrollo y los intercambios internos y externos.

8-Enfocar la agricultura y la seguridad alimentaria como asuntos de supervivencia de la República y de la cultura cubana misma. El problema radica no solo en repartir la tierra ociosa, sino en liberar a la producción agropecuaria de los candados estatales sobre siembra, acopio, precios, transporte y mercado. Sin apoyo estatal, crediticio, en recursos, sin dar prioridad a los productos nacionales y a la creación de uniones de cooperativas de comercialización, nunca avanzaremos en la socialización. Debe priorizarse la forma cooperativa y autogestionaria en la agricultura. La tierra a repartir no puede ser fuente de capitalismo y trabajo asalariado, sería retroceder en la socialización. Todas las actuales inversiones en productos agrícolas externos deben ser encaminadas a estimular la producción interna, salvo lo que no pueda ser producido en el país y tenga mercado garantizado.

Resolver este problema implica consolidar la alianza obrero-campesina, recampesinar el campo cubano con todas sus consecuencias y prestigiar el trabajo agrícola individual y familiar. El guajiro es una de las bases principales de la nación cubana. La tierra que se reparta debe ser de la nación y deberá entregarse en usufructo de por vida con retiro del mismo sólo en casos extraordinarios de violaciones flagrantes de las leyes, por abandono, mantenerla improductiva o por imperiosa necesidad de la tierra para objeto social aprobado por Asamblea Nacional del Popular y con derecho a indemnización. Hay que estudiar otras medidas para estimular la permanencia en el campo y la producción campesina. Por la necesidad urgente de desarrollar la agricultura y dado el bajo nivel de mecanización, puede permitirse el empleo del trabajo asalariado a campesinos y cooperativas para momentos picos de siembra y cosecha.

9-Realizar algunos cambios en la estructura del Estado: La República democrática revolucionaria directa de los trabajadores, es el tipo de estado transitorio que más parece corresponder a los anhelos actuales del pueblo cubano y que puede viabilizar la realización del Socialismo Participativo y Democrático. Por el apoyo popular y la solidez democrática de sus estructuras sería el estado más fuerte posible. Su esqueleto sería el del Poder Popular, pero pleno de contenido participativo y democrático.

Todo el poder decisorio y legislativo fundamental –constituyente- recaería totalmente en el pueblo para los aspectos nacionales y municipales más importantes que afecten a todos, los que deberán ser sometidos a referendo.

Hacer real el poder del Poder Popular, a cada nivel, dando pleno control de toda la actividad en los municipios a las autoridades que deberán ser elegidas en forma democrática y directa por el pueblo, con el control sobre parte de los impuestos que se recauden para la organización y realización de presupuestos autónomos ajustados a las necesidades reales y concretas de cada Municipio y Comunidad.

El aparato central estatal irá adecuándose cada vez más a sus verdaderas funciones en el socialismo participativo, quedando fundamentalmente para cuestiones de gobierno, de derechos humanos, así como metodológicas, de planeamiento social general y de control en las actividades imprescindibles, como defensa, seguridad, relaciones internacionales, comercio, orden interior nacional, finanzas, sistema jurídico, medio ambiente y otras necesarias a la práctica. El papel del Banco Central deberá crecer, diversificarse, expandirse y modernizarse para poder dar respuesta eficiente a las nuevas demandas y crédito y fiscalizar su ejecución.
10-Perfeccionar el sistema democrático de elecciones: Estudiar y aplicar formulas más participativas, democráticas y directas en los procesos electorales, en la estructura y en el funcionamiento del gobierno.

11-Actualizar el código penal de acuerdo con los recientes pactos de derechos humanos (Civiles y Políticos, y Económicos, Sociales y Culturales) firmados por el gobierno de Cuba. Deberán revisarse cuanto antes las condenas excesivas a detenidos por asuntos vinculados a cuestiones políticas. La "ayuda" de gobiernos extranjeros dirigida a subvertir el orden establecido en la Constitución, debería ser declarada ilegal. Sería ilícita la propaganda que defienda la explotación del ser humano en cualquiera de sus formas y penada la que instigue cualquier tipo de violencia, como estarían prohibidas y serían sancionadas las prácticas racistas, fascistas y otras contrarias a la vida. A partir de estos condicionamientos existiría libertad de asociación y expresión. "Solo la opresión debe temer el ejercicio pleno de las libertades" dijo el apóstol. Especialmente se promoverá la defensa de la naturaleza, la tierra y el medio ambiente y la integración de los humanos al sistema ecológico y no su dominio. La ciencia y la técnica no deben ser usadas para destruir la naturaleza, sino para preservarla. La libertad, la igualdad y la justicia social plenas son imposibles mientras el ser humano no pase a ser un sujeto económico con plenos derechos. Estas y las demás modificaciones necesarias a ley fundamental y la electoral deben hacerse para acentuar el espíritu socialista y martiano de la Constitución vigente y someterse a referendo.
12-Perfeccionar el funcionamiento del Partido, los Sindicatos y las organizaciones políticas y de masas. Para representar los intereses de toda la clase trabajadora y el pueblo, el Partido Comunista debe ser el más democrático y admitir la existencia de opiniones y tendencias diversas mientras todas defiendan el poder de los trabajadores y el socialismo. De lo contrario se imponen la falsa unanimidad, la división y la escisión. El PC debe dirigir a través de sus miembros y no institucionalmente, organizar sus finanzas y su funcionamiento de forma también autogestionaria y se estructuraría en un sistema donde la democracia siempre prime sobre el centralismo, las asambleas decidan y los elegidos ejecuten. No impone ni promueve candidatos. Los sindicatos se organizarán para participar en la dirección de los centros laborales para defender los intereses de los trabajadores donde sea necesario. Las organizaciones políticas y de masas funcionarán sobre el presupuesto que logren de sus recaudaciones.

13-Prestar atención a las siguientes cuestiones generales urgentes de la economía y de la nación cubana.

a- Esta plataforma se aplicaría gradual pero firme y sistemáticamente.

b-Vincular estrechamente los centros de estudios medios y superiores y de investigaciones científicas a los centros de producción, validar social y económicamente el trabajo del maestro, y hacer más realistas las reglas y normativas del funcionamiento de los centros docentes.

c-Las concesiones a empresas extranjeras en recursos de importancia estratégica, deben ser, únicamente, después de comprobar su necesidad y la incapacidad del país para asumirla y serían aprobadas por la ANPP

d-Respetar la propiedad privada personal y la decisión sobre la misma y consecuentemente liberar la venta de objetos particulares incluidos autos y viviendas y el alquiler de los mismos entre nacionales, así como facilitarse el trabajo libre para jubilados y discapacitados y liberar todo el trabajo por cuenta propia.

e-Facilitar la creación de cooperativas de constructores que acometan la construcción para empresas o particulares, y cooperativizar la gastronomía, los servicios comunales y buena parte del transporte.

f-Urge una nueva ley migratoria que elimine las absurdas medidas como el permiso de salida y la carta de invitación, los problemas creados por las salidas prolongadas, garantice el derechos a regresar, así como la discriminación existente a profesionales de la medicina, el deporte y otros. Eliminar el asedio a jóvenes, negros, personas del interior y demás cubanos, sin motivos justificados, así como el decreto 217 que limita el movimiento y el asentamiento de los cubanos en el territorio nacional.

g-Para el socialismo moderno es vital el desarrollo de las nuevas tecnologías de la informatización. Habrá que priorizar las comunicaciones, la computación, así como intranet e Internet con plano acceso, pues son imprescindibles para la planificación democrática, el intercambio de equivalentes y la realización de la verdadera democracia participativa.
h-Antes de emprender una nueva ley de seguridad social que extienda la edad de jubilación; para resolver el problema poblacional, es preciso estimular económicamente primero a los jóvenes a que trabajen, se queden en el país y procreen; resolver los problemas actuales de estimulación a la productividad, el desempleo y subempleo reales, los desequilibrados ingresos y la doble circulación monetaria. Hay que enfrentar esto en la raíz, no en los efectos.

i-Cualquier proyecto socialista debe contemplar el reconocimiento a las generaciones que iniciaron, desarrollaron y han traído hasta aquí a la Revolución. La Asociación de Combatientes de la Revolución Cubana debe contribuir decisivamente a este propósito.

Si eventuales mejoras futuras en nuestro sistema de vida, tuviéramos que asociarlas primordialmente al levantamiento del bloqueo y no a las transformaciones socialistas que realicemos nosotros mismos, se estaría entregando Cuba en bandeja a su enemigo histórico, por un miserable plato de lentejas.

La dirección del país debe entender que somos un pueblo culto gracias a la Revolución y que su misión no es imponerle paradigmas, sino asumir sus intereses y convertirlos en políticas y en leyes: Mandar obedeciendo. Solo así es posible cambiar lo que deba ser cambiado y garantizar el avance socialista. La continuidad está en el cambio.

La Habana, 16 agosto de 2008, 83 Aniversario de la Fundación del Partido Comunista de Cuba y 57 de la muerte de Eduardo Chibás, líder del Partido Ortodoxo.

Se aceptan opiniones, críticas y sugerencias. Enviarlas a perucho1949@yahoo.es o a Pedro Campos Santos. Calle Zapata 1401 apto C-13 e/ C y Céspedes. Vedado. Ciudad Habana. Los aportes serán socializadas entre los interesados y publicados periódicamente en las páginas de la revista digital kaosenlared.net. Con todo lo enviado se hará un resumen. Se permite la reproducción total o parcial en cualquier soporte.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Ikurriña

Pese que la Monarquia Española busque prohibir, el pueblo vasco resiste y mantiene bien alto la ikurriña, la bandera de Euskal Herria soberana.

LA IKURRIÑA (BANDERA VASCA) BIEN ALTA
"A nosotros nos corresponde ahora demostrar a los rebeldes nuestra determinación de ser libres. Si salimos derrotados, la próxima generación levantará en alto la ikurriña y continuará la batalla por la libertad que nosotros iniciamos". Estas palabras de Kandido Saseta, quien fuera comandante en jefe de Eusko Gudarostea, ponen de manifiesto el enorme valor simbólico que tuvo la enseña vasca para quienes ofrecieron sus vidas en las trincheras del 36, en defensa de la libertad y la democracia quebradas por la sublevación fascista. Y fue esa clara identificación con la lucha contra la imposición de los sublevados la que, tras la guerra, convirtió en proscritos sus colores durante los largos años de la ignominia franquista.La batalla por la libertad que anunciara Saseta, encarnada en este caso en la lucha en defensa de la ikurriña, no ha terminado. Nunca lo hizo. Su legalización en 1977 no fue más que un espejismo, el mismo que algunos creyeron ver en aquel proceso de transición política que realmente nunca existió y que enfrenta hoy día a Euskal Herria al empeño del sometimiento. Fue Fraga quien dijo aquello de que «antes de permitir exhibir esa bandera, pasarán sobre mi cadáver». Y quienes, como Fraga, nunca llegaron a admitir, ni mucho menos perdonar, la legitimación de la ikurriña y lo que simboliza, tratan ahora de recuperar el terreno perdido amparados en la prepotencia legal y judicial heredada de aquellos sublevados, y en la calculada pasividad de los que esconden la ikurriña en sus suntuosos despachos mientras cuelgan la española en los balcones.Lizartza, Bilbo, Donostia, Durango, Atarrabia... En Nafarroa, la ikurriña no puede o­ndear ni siquiera en la calle. En Bizkaia, Gipuzkoa y Araba la española se está imponiendo, consistorio a consistorio. En Lapurdi, Nafarroa Behera y Zuberoa, la administración francesa relega la enseña vasca a mero reclamo turístico, alejada de cualquier espacio político o administrativo. Ayer, en Donostia, cientos de personas levantaron la ikurriña, según anunciara Saseta, como emblema de la lucha de un pueblo que resiste y busca decidir su propia libertad.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Moedas Sociais e a Economia Popular na Venezuela


Moedas Sociais e a Economia Popular na Venezuela



Uma nova lei venezuelana legalizou pelo menos dez novas moedas locais, destinadas a facilitar as trocas entre as comunidades que convivem com o tradicional bolívar (Bs) e o bolívar forte (BsF), este ultimo em circulação de Janeiro de 2008.
"Cimarrón", "guaiquerí" , "lionza" "momoy", "pária", "relâmpago do Catatumbo", "tamunangue", "tipocoro", "turimiquire" e "zambo" são alguns dos nomes de moedas já conhecidos, que a nova lei vem legalizar, permitindo ainda que as comunidades criem as suas próprias moedas.A medida faz parte da nova Lei para o Fomento e Desenvolvimento da Economia Popular.As moedas comunais fazem parte de um novo sistema econômico para facilitar a troca de mercadorias de pequeno valor — por exemplo, bananas por tomates.Estas moedas têm no verso ou no reverso, os símbolos da região onde circulam.Pedro Morejón, ministro da Economia Comunal, explicou que esta medida procura "impulsionar as raízes e saberes populares", para que estas sejam contempladas na lei, apoiar as comunidades e fomentar as tradições.A nova lei prevê a criação de "grupos (locais) de intercâmbio solidário", que poderão escolher o nome da sua moeda comunal, "que responderá a uma característica ancestral, histórica, cultural, social, patrimonial ou outra, que saliente a memória e identidade do povo".A nova moeda será administrada e só terá valor dentro do âmbito territorial da sua localidade, por grupos de intercâmbio solidário devidamente registrados, e será distribuída equitativamente entre “prosumidores” — pessoas que segundo a lei, produzem, distribuem e consomem bens ou serviços e participam voluntariamente nos sistemas alternativos de intercâmbio solidário, com espírito social, para satisfazer as suas necessidades e as de outras pessoas da sua comunidade.Uma vez criado o novo instrumento de intercâmbio, "o Banco Central da Venezuela regulará tudo o que for relacionado com a moeda comunal dentro do âmbito da sua competência", assim como o governo, através do Ministério do Poder Popular para a Economia Comunal.A lei define três tipos de trocas: comunitárias diretas, comunitárias indiretas e mercados comunitários.O primeiro tipo corresponde ao "intercâmbio direito de saberes, bens e serviços com valores mutuamente equivalentes, sem necessidade de um sistema de compensação ou mediação"; o segundo ocorre quando têm "valores distintos, que não são mutuamente equivalentes e requerem um sistema de compensação ou mediação"; os terceiros "são espaços locais destinados periodicamente ao intercâmbio justo e solidário de saberes, bens e serviços".Promovidos pelo presidente Hugo Chávez, os "conselhos comunais" substituíram as tradicionais associações de vizinhos.São "instâncias de participação, articulação e integração entre as diversas organizações comunitárias, grupos sociais e cidadãos, que permitem ao povo organizado exercer diretamente a gestão das políticas públicas e projetos orientados para responder ás necessidades e aspirações das comunidades na construção de uma sociedade de equidade e justiça social".

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Feliz Aniversário Comandante

Comandante Fidel: sua vida e seu exemplo é o que mais incomoda o império

Hoje é a data em que o comandante Fidel completa 82 anos. Não é apenas mais uma data de aniversário, é uma resposta a todos aqueles que permanecem incomodados com a presença deste revolucionário que fez e faz história, que representa, pela sua luta, a esperança de uma América Latina livre, soberana e justa. Na pequena ilha de Cuba, cercada pelo império, bloqueada financeiramente por aqueles que se consideram donos do mundo, resiste um povo orgulhoso de sua revolução socialista, que impediu que Cuba se tornasse mais um Haiti. Dignidade, justiça social, igualdade, solidariedade, são caracterísiticas desse heróico povo que resiste em 50 anos de luta, contra a tentativa de acabar com sua revolução. E Fidel simboliza tudo isso, do alto de seus 82 anos, carrega uma história que orguha os lutadores latinoamericanos. Nunca baixou a guarda, nunca deixou de levantar a voz contra as injustiças. Em um largo período, os anos de rapinagem neoliberal que assolaram a América Latina na década de 90, o Comandante foi a voz isolada de resistência contra o império.
Agora o jogo começa a mudar, ao lado de Fidel estão Chávez, Evo Morales, Rafael Correa, Daniel Ortega, Lula, Tabaré Vasques, Fernando Lugo. Novos líderes que representam a voz de um povo que não desiste de construir uma nova vida com dignidade e liberdade.
Enquanto ouver uma voz rebelde no continente latinoamericano, Fidel estará presente, como sempre esteve. A maior homenagem que podemos fazer ao comandante é reconhecer que sua história e sua vida nos ensinam que vale a pena sonhar, vale a pena lutar pelo que se acredita. Nesse dia 13 de agosto, os socialistas e lutadores do mundo, nas selvas colombianas, nas lutas sociais nas favelas e no campo brasileiro; nas ruas do país basco, na palestina, onde haja uma luta contra as injustiças e a opressão a figura do Comandante é lembrada como exemplo de fortaleza e dignidade. Longa vida ao comandante da liberdade. A luta continua.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Resposta ao império

Evo: presidente feito de povo

O blog ECONOMIA SOCIALISTA saúda o povo boliviano por mais essa histórica vitória sobre a oligarquia fascista e o imperialismo norte-americano. Mais de 60% do povo boliviano ratificou Evo Morales como presidente , garantindo assim um enorme apoio ao governo popular que vem transformando as estruturas arcaicas desse sofrido país de nossa América Latina. Agora a palavra de ordem deve ser "nenhum passo atrás", é hora de acelerar o processo de mudanças, aprovando a constituição, radicalizando a democracia indígena e popular e construindo as bases para o socialismo do século XXI, que será indígena, popular ou não será.
VIVA A REVOLUÇÃO INDIGENA E POPULAR DOS POVOS LATINOAMERICANOS
VIVA A REVOLUÇÃO SOCIALISTA

domingo, 10 de agosto de 2008

A dimensão política da Economia Solidária (III)

"Operários" de Tarsila do Amaral

A dimensão política da Economia Solidária (III)
P. Marques

A formação da consciência de classe

Enquanto o fim a atingir se encontrar fora do alcance, homens clarividentes podem até certo ponto percebê-lo claramente, captar a sua essência e a sua necessidade social. Serão, no entanto, incapazes de tomar consciência dos processos concretos que o levariam até o fim, dos meios concretos resultantes da sua intuição eventualmente correta, que seria necessário adquirir.
Lukács, in História e Consciência de Classe


O tema da formação da consciência de classe consiste em um elemento chave da teoria marxista da revolução. Muito além da leitura "determinista" do marxismo, o tema da consciência de classe esteve presente nas elaborações de Marx, principalmente em seus escritos de juventude e no Manifesto Comunista. Para o filósofo alemão a classe operária era acima de tudo e em toda parte, a classe "em si", isto é, a classe tal como é produzida pelo desenvolvimento do modo de produção capitalista, puro objeto do processo econômico, simples "matéria a explorar". A classe " em si" não teria nem consciência de si própria, nem consciência dos seus interesses históricos. Partilha as idéias, os valores, a concepção do mundo propagados pela classe dominante. Coloca-se no lugar que lhe é reservado por essa classe nas suas relações capitalistas de produção. Não concebe como possíveis quaisquer outras relações sociais. É já, nas palavras do próprio Marx "uma classe em relação ao capital mas não uma classe em relação a si própria". Isso quer dizer que a classe dominada da sociedade burguesa é igualmente dominada ideologicamente. A sua subserviência ideológica constitui, além do mais, a garantia mais eficaz da ordem estabelecida, o meio de a classe dominante perpetuar a sua dominação pacificamente.

Essa construção teórica de Marx continua válida no atual estágio de desenvolvimento do capitalismo, isto porque com as transformações profundas no mundo do trabalho, principalmente a crise do trabalho de tipo fordista, que fez com que muitos teóricos pós-modernos, profetizassem o "fim do trabalho" e consequentemente o "fim da luta de classes" , o que temos é uma mudança de configuração de classe , mas não a mudança de sua condição de classe explorada. Ou seja, a realidade é bem mais real do que os desejos de muitos futurólogos. E a realidade hoje demostra sim uma profunda mudança na configuração dessa classe explorada . A classe-que-vive-do-trabalho, na concepção de Ricardo Antunes, não deixou de ser explorada pelo capital, sendo na atual conjuntura mais explorada ainda , na medida em que o capitalismo financeiro precinde cada vez mais da força de trabalho para sua reprodução. Nesse sentido o "exército de reserva" é cada vez maior e, portanto, a situação de precarização do que ainda resta do trabalho assalariado está cada vez mais próxima das relações escravistas, ou seja, o trabalhador hoje trabalha cada vez mais em troca do mínimo para sua sobrevivência.

O resultado é uma massa de trabalhadores não-assalariados, dos quais uma quantidade significativa compõe o que denominamos de Economia Solidária, forma de trabalho e produção coletiva baseada nos principios da coooperação, da solidariedade na ajuda mútua entre seus associados. Essa economia surgiu da necessidade de enfrentar a crise do desemprego, portanto, não surge de um "projeto político-ideológico".

No entanto, o seu crescimento e suas características, que são antagônicas a lógica de produção capitalista, abriram uma possibilidade histórica de retomar a organização dos trabalhadores enquanto classe, ou seja, a classe dos livres produtores associados, na concepção de Marx, portadores de um projeto de sociedade emancipada da exploração capitalista.

Daí a necessidade da Economia Solidária, principalmente a partir do movimento da economia solidária, avançar no processo de formação da consciência de classe como ação política estratégica voltada para os trabalhadores associados em empreendimentos econômicos solidários. A construção da classe "para si", ou seja, consciente de que engendra nos insterstícios da economia capitalista, uma forma de trabalho e produção que afirma a possibilidade de uma nova sociedade, é o fator que possibilita ao trabalhador identificar claramente essa outra sociedade a construir, como uma sociedade anti-capitalista e socialista.

Marx em a Miséria da Filosofia afirmava: "A classe em si opõe-se a classe para si, plenamente consciente dos seus interesses históricos, do sistema social que os realiza e partindo do antagonismo fundamental que a opõe à sociedade burguesa. A classe para si já não age como simples somatório de agentes econômicos que procuram vender o mais caro possível a sua força de trabalho. Emancipou-se de tutela ideológica e política da burguesia. Começa a lutar conscientemente pelos seus prórpios fins: a destruição das relações sociais existentes,a instauração do socialismo. Deixa de ser simples peça da máquina econômica para se tornar sujeito do processo histórico".

Hoje a classe trabalhadora associada nos empreendimentos econômicos solidários, em sua grande maioria, em que pese a contínua ação de ONGs e assessoria para a formação em autogestão e trabalho associativo, continuam agindo como classe em si, sendo o objetivo de consolidar o empreendimento econômico torna-se um fim em si mesmo. Entretanto , essa realidade não impede que o movimento da Economia Solidária, ou seja, os seus intelectuais orgânicos, iniciem um processo de formação da consciência de classe desses trabalhadores.

Nesse sentido que advertimos que qualquer projeto de caráter emancipatório, e a Economia Solidária enquanto projeto se propõe a isso, necessita de sujeitos conscientes do seu papel histórico. O processo histórico da formação da consciência de classe confunde-se , portanto, com o processo de auto-organização da classe. À medida que avança na consciência de sí própria, a classe engendra as suas organizações autônomas, no caso da economia solidária os seus espaços organizativos-políticos como fóruns e redes que compõem instrumentos estratégicos para o avanço do projeto político da Economia Solidária.

No atual contexto do capitalismo financeiro monopolista global, qualquer alternativa de desenvolvimento econômico baseado nos pressupostos de um "capitalismo nacional" não passam de ilusões. A alternativa, ou será dos próprios trabalhadores que já se organizam, de forma embrionária, para gerir a produção e sua vida de forma coletiva e autogestionária, ou não será alternativa alguma.

Segundo Marx a classe trabalhadora é a única capaz de resolver a contradição fundamental do capitalismo, que implica uma sociedade de uma natureza social muito particular: uma sociedade na qual os produtores exercam um controle efetivo sobre a produção e os produtos, as empresas sejam geridas pelos próprios trabalhadores democraticamente eleitos. Isso implica a organização dos produtores diretos- a organização da classe trabalhadora como classe dominante, gerindo efetivamente a economia e a sociedade.
Nesse sentido, hoje resgatar a formação da consciência de classe como uma ação política estratégica do movimento da economia solidária constitui-se como condição sine qua non para o projeto de um novo modo de produção, base de uma economia socialista. É essa práxis que denominamos como dimensão política da Economia Solidária.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

A Dimensão Política da Economia Solidária (II)

O movimento dos trabalhadores somente obteve conquistas quando acumulou força política

A dimensão politica da Economia Solidária (II)

P. Marques

Todo indivíduo ativo tem uma prática, mas não tem uma clara consciência teórica dessa prática que, no entanto, é um conhecimento do mundo, na medida em que transforma o mundo"
A. Gramsci



Quando apresentamos o tema da dimensão política da Economia Solidária como central para a estratégia de construção de um projeto alternativo de sociedade, estamos nos referindo a necessidade de avançar além das discussões de caráter economicista, que muitas vezes dominam as pautas sobre o tema. Ou seja, chamamos a atenção para a necessidade de uma ação política da Economia Solidária nas relações que estabelece enquanto movimento, seja no interior dos empreendimentos econômicos solidários, na relação com os outros movimentos sociais; com os partidos políticos e com o Estado. Compreendemos que essa ação política tem objetivos distintos em cada uma destas esferas:

Em relação aos empreendimentos economicos solidarios a ação política central é o da conscientização política do trabalhador autogestionário, ou seja, sobre o sentido da prática autogestionária. É avançar do estágio de consciencia em si ao para si . A construção do trabalhador autogestionário como sujeito da transformação cultural, econômica e política de uma sociabilidade alternativa ao capitalismo, que é a prática autogestionária.

Em relação aos movimentos sociais, a ação política do movimento da economia solidária está na construção do bloco histórico, capaz de acumular força social para disputa de hegemonia na sociedade. Em relação a isto foi um grave equívoco a IV Plenária nacional do Fórum Brasileiro rejeitar a proposição de garantir a participação na coordenação do FBES de representantes de outros movimentos sociais. O erro está em que o instrumento político organizativo da Economia Solidária -FBES- perde muito com essa resolução na medida em que muitos movimentos como o MST, os catadores, quilombolas, movimento de mulheres, de juventude, movimento dos desempregados, já praticam a economia solidária na sua construção cotidiana e fortaleceriam muito o FBES. A trajetória , organização e consciencia política históricamente construída por estes movimentos constituem o acúmulo de experiencia organizativa imprescindivel para a construção do bloco histórico , condição fundamental para um projeto alternativo.

No que tange a ação política em relação aos partidos políticos , o movimento de economia solidária teria uma grande contribuição a dar na atualização programática de muitos partidos de esquerda, que tem um programa socialista mas que, contraditóriamente, considera o tema da autogestão e da economia solidária como marginal ou mesmo o ignora completamente., seja como política publica ou como programa econômico alternativo ao capitalismo.O movimento da Economia Solidária não necessita de um partido, mas sim que os partidos comprometidos com as transformações sociais assumam as bandeiras de luta da Economia Solidária, que hoje, concretamente representam o que de mais avançado existe enquanto projeto, protagonizado pelos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, de desenvolvimento alternativo ao modelo capitalista hegemônico.
A esse respeito, é importante destacar que o Partido dos Trabalhadores criou em 2006 uma Setorial de Economia Solidária, com a função de pautar o tema no interior do partido e organizar seus militantes no movimento da economia solidária. Esse é um exemplo de ação política que os militantes da economia solidária de partidos de esquerda poderiam adotar, buscando resgatar nos programas que se identificam como socialistas o sentido original do pensamento marxista, ou seja, a construção da sociedade dos livres produtores associados de que falava Marx.

Em relação ao Estado a ação política do movimento vem avançando a apartir da relação estabelecida com a SENAES. A experiência de construção de uma política pública em âmbito nacional a partir de uma plataforma construída pelo movimento é uma importante referência para as transformações necessárias na relação Estado-sociedade. Ou seja, se é inegável o caráter de classe do Estado burguês, é inegável também que a disputa de hegemonia tanto na sociedade civil como na sociedade politica, conforme definiu Gramsci, é uma realidade que não pode ser ignorada.
O movimento da Economia Solidária precisa incidir sobre todas as instâncias do Estado, nos seus diferentes órgãos e estruturas executores de políticas. Isto porque a Economia Solidária não é uma política setorial, é um projeto de caráter macro estrutural que propõe mudanças nas dimensões econômico-sociais, político-institucional e simbólico cultural. O que requer a re-construção de um Estado com outro caráter, voltado para viabilizar as condições gerais de produção da Economia Solidária.
Entretanto, essa ação política em direção ao aparelho de Estado burguês somente tem viabilidade a partir das ações políticas já pontuadas, ou seja, em direção a formação política dos(as) trabalhadores(as) autogestionários(as), constituindo os mesmos enquanto classe; em direção aos outros movimentos, constituindo o bloco histórico ; e em direção aos partidos de esquerda como instrumentos importantes na disputa política na esfera institucional.
O Estado, portanto, está em disputa, assim como a cultura, a economia, portanto, as relações que o movimento estabelece construindo parcerias e aliados estratégicos é condição para avançar na construção de políticas públicas voltadas para o fortalecimento dessa outra economia.

Nesse sentido, a guerra de posições da Economia Solidária no campo minado capitalista, somente tem condições de avançar na medida em que sua dimensão política adquira força capaz de construir hegemonia.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008


Las FARC y su "crisis" derriba un helicóptero estadounidense con militares colombianos


Un helicóptero en el que viajaban un coronel, un subteniente y un subjefe técnico de la Fuerza Aerea Colombian (FAC) fue derribado por un ataque con explosivos en Melgar, Tolima, por las FARC.

La acción armada que el lunes en la noche sufrió un helicóptero de la Fuerza Aérea a 12 kilómetros de Melgar (Tolima), en una zona conocida como el cerro El Paso, tiene muy preocupadas a los militares. En él viajaban un coronel, un subteniente y un subjefe técnico que perdieron la vida luego de la explosión de 100 metros de cordón detonante encontrados dentro del aparato, según informó el general Jorge Ballesteros, comandante de la FAC.

Dia 10 de agosto, SIM ao povo boliviano

Manifesto do Partido Comunista da Bolívia

Todos por el sí a Evo, al cambio, a la revolución. Todos contra el imperialismo, la oligarquìa y sus agentes


El 10 de agosto el pueblo boliviano se movilizará para una batalla importante: EL REFERENDO REVOCATORIO. No será la última ni la más grande; acaso no sea la madre de las batallas, pero tiene un valor y un significado especial. El 10 de agosto será una batalla en el escenario democrático- electoral. En este sentido, puede ser una inmejorable oportunidad para dirimir – con la derecha, los oligarcas y los agentes del imperialismo – nuestras diferencias, sin que la sangre llegue al río. Por supuesto que la "media luna", los prefectos reaccionarios, sus fuerzas de choque paramilitarizadas, los escuálidos partidos de la derecha harán todo lo posible para que el referendo fracase.


El sabotaje al referéndum ya ha comenzado. Cada día, cada hora, la derecha ataca con diversas artimañas, con diversos montajes, con uno y otro hecho prefabricado de una guerra sucia que aún no se ha dado en el país tan cínica e inmoral, como ahora.


Han inventado la clonación de carnets y hasta han cometido delitos en su afán de demostrarlo. Han falsificado pruebas con lo del atentado contra el canal 4 de Yacuiba; incluso cometen nuevos delitos difamando, calumniando y, al parecer, hay infiltrados al servicio del espionaje extranjero, se prestan a los montajes más burdos. En el parlamento han organizado un bloqueo si no se aprueban las modificaciones que proponen y, en la práctica han paralizado a este poder del Estado. Todo indica que la derecha y el fascismo están preparando una ofensiva antes del 10 de agosto para frenar el referendo. Frente a estos tenebrosos propósitos el pueblo debe movilizarse y estar vigilante. Los conspiradores son capaces de cualquier acto criminal e incluso de desatar el terror. Pero no hay que perder la serenidad y se debe trabajar incansablemente por lograr el mayor éxito posible en el referendo. Un rotundo triunfo puede permitir abrir un ancho camino para poner en práctica el programa por el que él pueblo boliviano votó, El triunfo significa también demostrar una vez más, que la mayoría aplastante de los bolivianos y bolivianas, que el pueblo trabajador está por un cambio verdadero, por transformar el proceso político en una revolución que transforme nuestra Patria.


Un triunfo, será también la más legítima oportunidad para realizar el golpe de timón que los hombres y mujeres avanzados anhelan. Una inmejorable oportunidad para que se depure al gobierno de quienes no hacen otra cosa que representar velada, subrepticiamente, los intereses del neoliberalismo, de las transnacionales y la oligarquía.
El Partido Comunista de Bolivia, llama a los trabajadores del campo y la ciudad, a las mujeres y hombres patriotas, progresistas y verdaderos demócratas a cerrar filas en torno a la defensa del proceso y a un programa avanzado y de verdadero contenido nacional y popular.


¡ SI A EVO ANTIIMPERIALISTA!
¡ SI A EVO PARA PROFUNDIZAR EL CAMBIO!
¡ SI A EVO PARA ABRIR EL CAMINO A LA VERDADERA REVOLUCIÓN!
¡NO AL IMPERIALISMO Y LA OLIGARQUÍA!
¡NO AL SEPARATISMO Y LA DESINTEGRACIÓN NACIONAL!

A dimensão política da Economia Solidária


A Dimensão Política da Economia Solidária (I)
P. Marques

Um elemento que tem sido negligenciado no âmbito da Economia Solidária, tanto no debate teórico quanto na ação prática dos seus intelectuais orgânicos, diz respeito a dimensão política da Economia Solidária. Consideramos dimensão política, o projeto estratégico da Economia Solidária como processo de transformação nas estruturas da sociedade, ou seja, na infraestrutura, com a democratização da economia e na superestrututura, com a democratização do poder. Esse debate sobre a dimensão política da Economia Solidária no Brasil é parte de outro que diz respeito à Economia Solidária como um movimento social contra-hegemônico. Um movimento que tem um programa (plataforma do FBES), uma identidade (Economia Solidária), uma classe social (trabalhadores(as) dos empreendimentos econômicos solidários, trabalhadores(as) técnicos(as) de assessorias), um espaço organizativo-político (Fórum Brasileiro de Economia Solidária), precisa de uma estratégia política para avançar na disputa de hegemonia na sociedade. Além do conjunto de novos sujeitos sociais engajados na militancia da Economia Solidária, o contexto do mundo do trabalho no capitalismo contemporâneo, com milhares de trabalhadores e trabalhadoras fora do mercado formal de trabalho(sem careira assinada) constitui um amplo espaço de crescimento e ampliação do movimento da Economia Solidária no Brasil, a partir da incorporação desses trabalhadores ao projeto dessa outra economia.

Entretanto, esse é um processo de ação política. O grande problema dessa questão é o fato da incapacidade da direção atual do movimento de construção de uma estratégia de fortalecimento político do movimento da Economia Solidária, capaz de identificar parceiros estratégicos no campo político para avançar na construção de um bloco histórico que consolide um projeto de sociedade alternativo ao capitalismo. Isso somente será possível a partir de uma opção pela política, pela identidade política anti-capitalista para a Economia Solidária, o que pressupõe além da ampliação quantitativa de empreendimentos consolidados, que tenham viabilidade econômica, a consciencia política dos trabalhadores da Economia Solidária do significado da sua práxis para um projeto revolucionário.

Entretanto, identificamos que esse ainda é um desafio para a esquerda. O projeto político da economia solidária, a partir dos pressupostos de Paul Singer que identifica essa economia como parte da Revolução Social Socialista em curso, enfrenta duas posições hegemonicas no seio da esquerda. Uma posição que identifica a Economia Solidária apenas como experiencias marginais e funcionais ao capitalismo, e que tem como objetivo único incluir no mercado a massa de excluídos que o sistema não incorpora. Para essa esquerda, com os olhos voltados para o século passado, somente após a revolução, com a tomado do poder de Estado, pode-se discutir a gestão da economia e o papel dos trabalhadores no controle dos meios de produção. Outra esquerda identificada como "autonomista", ignora o papel do Estado e das políticas publicas no fortalecimento da Economia Solidária, para estes a luta política, ou acumulação de forças no Estado burgues em disputa, é desnecessária. MAntém por isso um comportamentos anti-partido e anti-política. Esse tem sido o grande dilema para o avanço da Economia Solidária como projeto estratégico de esquerda.

A não compreensão por parte da esquerda do significado das experiencias de autogestão na atualidade, impede que os partidos de esquerda coloquem na sua agenda o tema da economia socialista como alternativa à economia capitalista, impossibilitando por um lado a disputa do poder com um projeto econômico, social, cultural alternativo e por outro lado deixando de cumprir uma papel fundamental de formação politica dos trabalhadores autogestionários. Conforme apontou Marx todo movimento social é o mesmo tempo um movimento político. Negligenciar isso é não compreender a dinâmica da luta de classes e o processo de transformações sociais da história.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Hemos jurado vencer, y venceremos


En los fusiles guerrilleros de las FARC resisten los pueblos de Nuestra América. Y en cuanto a la pertinencia de la lucha armada, una reflexión del Libertador: “Aun cuando sean alarmantes las consecuencias de la resistencia al poder, no es menos cierto que existe en la naturaleza del hombre social un derecho inalienable que legitima la insurrección”. Mientras existan las FARC nadie podrá quitarle el fusil al Che.
Iván Márquez

Presentamos la entrevista del Comandante del Estado Mayor Central de las FARC-EP Iván Márquez divulgada por las agencias ANNCOL y ABP Noticias. Las preguntas fueran planteadas por el Periodista William Parra de TELESUR, sobre diversos temas referidos a la realidad de la confrontación política y social que se desenvuelve en Colombia.
En primer lugar, ¿qué significa la muerte del comandante Manuel Marulanda Vélez y cómo ha sido asimilada por las FARC la desaparición de su líder histórico?
Márquez: Significa la ausencia dolorosa de un imprescindible; del constructor del Ejército del Pueblo; del estratega de la Campaña Bolivariana por la Nueva Colombia; del legendario comandante, artesano de la concepción táctica, operacional y estratégica de las FARC y de la guerra de guerrillas móviles; del conductor político de la insurgencia… Manuel Marulanda Vélez -como en los versos de Neruda- “no ha muerto. Está en medio de la pólvora, de pie, como mecha ardiendo”. Sigue combatiendo desde las montañas rebeldes de la eternidad. Sigue vivo en los fusiles de los guerrilleros farianos, en el Plan Estratégico, en la Plataforma Bolivariana por la Nueva Colombia y en el anhelo colectivo de Patria Grande y Socialismo, que son una inmensa bandera al viento. Ante nuestro Comandante en Jefe, ante el altar de la patria, hemos jurado vencer, y venceremos. ¿Cómo asimilamos esta ausencia? Reafirmando nuestra determinación de lucha. Estrechando nuestra cohesión. Ratificándonos en nuestros principios. Empuñando con más fuerza el libro y los fusiles del imbatible escudo guerrillero de las FARC.

Según su punto de vista ¿cuál es el mayor legado que ha dejado Manuel Marulanda Vélez al país?
Márquez: Haber sentado las bases para el Nuevo Poder con la construcción de un ejército popular bolivariano, cohesionado en sus estructuras, en torno al Plan Estratégico, irreversible en su propósito de toma del poder para el pueblo. Manuel Marulanda Vélez es ejemplo de convicción, de perseverancia y de lucha inclaudicable. Jamás seremos inferiores a la fe que han depositado los pueblos de Nuestra América en la lucha de resistencia de las FARC. Sus manifestaciones abrumadoras de solidaridad nos hacen exclamar con el Libertador Simón Bolívar que “es imperturbable nuestra resolución de independencia o nada”.

¿Nos puede hacer una breve semblanza de Manuel Marulanda Vélez?
Márquez: Estoy trabajando una semblanza titulada MANUEL MARULANDA VÉLEZ el héroe insurgente de la Colombia de Bolívar. Por ahora sólo atino responder su requerimiento con los destellantes versos épicos del poeta Luis Vidales: “Canto Colombia a Manuel, el guerrillero/ es éste, América Latina, el que yo canto/ a éste, mundo de hoy, os lo presento/ Manuel es el padre de la selva colombiana/ es el pastor de la paz en el rebaño/ Manuel es hermano de los ríos y del viento/ y allá donde es más libre la montaña/ dulce patria hacia el cielo, allá lo siento/ En su loor la noche iluminada/ suelta su tiroteo de luceros/ Las altas tierras limpias lo vieron colombiano/ y el aire puro le fue dócil a su sueño/ El águila que pasa es un disparo/ cada ave es como un papel que cruza el cielo/ Para hablarle de patria los árboles susurran/ y el mástil de la palma flamea su bandera/ para indicar que pasa el guerrillero/ ¡Un momento! le dice la límpida mañana/ y sobre un risco del ande americano/ le saca una foto espectral de cuerpo entero/ Los árboles son como escuadras de su ejército/ por defensor del pobre, pariente próximo del trigo/ como a éste le sucede: que cuarenta veces lo han dejado muerto/ sólo para quedar cuarenta veces vivo.

Murió el comandante Marulanda en un mal momento para las FARC; el mes de marzo fue muy duro para la organización insurgente; perdieron no sólo a Raúl Reyes y a Iván Ríos… ¿Qué comentario le merecen las circunstancias que caracterizaron este marzo de trances tan luctuosos?
Márquez:Los revolucionarios no escogemos un momento para morir, pero en cualquier lugar donde nos sorprenda la muerte, bienvenida sea, como dice el Che, siempre que éste, nuestro grito de lucha –y esto lo digo yo- de lucha por la paz con justicia social, de independencia, de Socialismo y Patria Grande, llegue a un oído receptivo. La lucha que libramos es hasta las últimas consecuencias por que “en una revolución se triunfa o se muere si es verdadera”. Los desenlaces dolorosos son previsibles en una confrontación y mucho más si se enfrenta a un enemigo con un gran poder de fuego, que ha llevado la guerra a la degradación y que tiene todo el respaldo de la tecnología militar de punta y los dólares que le proporciona el gobierno de los Estados Unidos en el marco de su expoliadora estrategia de predominio y subyugación. Pero podemos afirmar que pese al triunfalismo mediático, estamos saliendo de la horrible noche de marzo con nuevas experiencias y con un horizonte claro para continuar la pelea por la paz, la justicia social, la democracia verdadera y la dignidad.

Para muchos, estos golpes, estas muertes, dejan a las FARC en difícil situación. Hay varios analistas que consideran que esta guerrilla está casi derrotada militarmente. ¿Están en lo cierto?
Márquez: No conocen a las FARC. Confunden el deseo con la realidad y se engañan con sus propias fantasías. Las FARC no son un ejército de soldados bisoños. A estas les sucede lo que a Bolívar, que se crecía en medio de la adversidad. Del fin del fin de las FARC están hablando desde el ataque a Marquetalia en mayo de 1964. En 44 años han lanzado todos los planes y operaciones militares para aniquilarlas, y no han podido… Primero, el Plan LASO, sigla en inglés que significa Operación Latinoamericana de Seguridad; el objetivo: impedir el surgimiento de una nueva Cuba en el continente, ese era el propósito de la Operación Marquetalia. Luego desplegaron la operación Sonora que buscaba derrotar militarmente a las FARC en la Cordillera Central, pero no tuvieron en cuenta que enfrentaban a los guerreros de Manuel. Después lanzaron la Operación Centauro o Casa Verde, pero los agresores tuvieron que regresar con el rabo entre las piernas a Tolemaida, donde los esperaban sus mentores e instructores norteamericanos. A estas agresiones le siguieron como oleadas los planes Thanatos, Destructor 1, Destructor 2, el Plan Colombia; y paralelamente a estos desataron el horror del paramilitarismo, criminal estrategia contrainsurgente del Estado que buscaba destruir lo que consideraban bases sociales de la guerrilla a través de las masacres, las fosas comunes y las motosierras. Y ahora con el Plan Patriota diseñado por los estrategas del Comando Sur del ejército de los Estados Unidos, con el uso de sofisticadas tecnologías militares, con satélites, con aviones y aparatos no tripulados, con un pie de fuerza que sobrepasa los 400 mil efectivos y miles de asesores y mercenarios gringos, con la “ayuda” militar de Washington con decenas de helicópteros y 10 mil millones de dólares en el último período, aspiran en un esfuerzo desesperado a derrotar a la insurgencia y el descontento popular. Ni el fuego, ni las bombas de las operaciones militares de las oligarquías y el imperio, ni las marchas manipuladas lograrán desarticular la resistencia y la lucha por una Colombia Nueva, bolivariana. La lucha armada en Colombia es vigente y tiene lugar porque los problemas políticos, económicos y sociales que la motivaron no han desaparecido. En 1984, con el Acuerdo de La Uribe, intentamos la lucha por la vía electoral, pero la alternativa política que planteamos, la Unión patriótica, fue barrida a tiros. Cinco mil fueron los muertos por la intransigencia del régimen santanderista que oprime a Colombia. Por eso ahora luchamos clandestinamente a través del Movimiento Bolivariano por la Nueva Colombia. En las FARC hay gente de principios. Somos indios bravos. No nos seducen con cantos de sirenas. Estamos listos para entrarle al combate, con paso de vencedores, al Ayacucho del siglo XXI, al cual convocamos a todos los pueblos de Nuestra América. Parafraseando a Bolívar: estamos como el sol; brotando rayos por todas partes.

¿Qué nos puede decir de la versión del Presidente Uribe y del ministro de defensa de Colombia Juan Manuel Santos, quienes insisten en que el comandante Marulanda murió no como consecuencia de un paro cardiaco, sino por los intensos bombardeos o por susto?
Márquez: Con tal ocurrencia tanto el Presidente Uribe, como el ministro de defensa Santos, están haciendo uso de la más increíble como extraordinaria asnalidad. Sólo a un imbécil le podría caber en la cabeza que el legendario guerrillero que se enfrentó durante 60 años a 17 gobiernos y a todos los estados mayores de las fuerzas armadas oficiales en ese lapso, pudiera morir de susto. Esa pretensión de tontivanos sólo provoca hilaridad e indignación. Como dijo el mismo comandante Manuel: “a uno no lo pueden matar con disparos de palabras”.

¿Cómo se decidió la designación de Alfonso Cano como comandante máximo de las FARC y qué variaciones implica esta determinación en la conducción de la organización?
Márquez: Implica la continuidad de los planes. Y en cuanto a cómo se designó a Alfonso como nuevo comandante de las FARC, debo decir que por unanimidad el 27 de marzo, cuando nos enteramos de la infausta noticia del deceso del Comandante en Jefe. Ese mismo día tomamos la decisión también de posponer esta información hasta el 23 de mayo para hacerlo en el marco del 44 aniversario de las FARC. Todo el Estado Mayor Central, el Secretariado y los combatientes farianos rodean férreamente unidos al comandante Alfonso Cano.

Muchos críticos y analistas aseguran que con la llegada del comandante Cano se abren nuevas posibilidades para iniciar una negociación; una nueva oportunidad para el intercambio humanitario y la paz. ¿Qué valoración le da a estas afirmaciones?
Márquez:Las políticas de las FARC ya están definidas, determinadas por nuestras Conferencias Nacionales y los Plenos del Estado Mayor Central. Hay una línea táctica y estratégica elaborada colectivamente. La paz ha sido siempre nuestro principal objetivo estratégico, y en esto coincidimos con el Libertador para quien “la insurrección se anuncia con el espíritu de paz, se resiste contra el despotismo porque éste destruye la paz, y no toma las armas sino para obligar a sus enemigos a la paz”.

Los acontecimientos del 2 de julio que desembocaron en la liberación de 15 prisioneros parecieran indicar que los rescates militares son una solución al problema. ¿Que sucedió en las selvas del Guaviare?
Márquez: En el inesperado rescate de 15 prisioneros de guerra en las selvas del Guaviare, ni Uribe ni Santos, ni los generales Padilla ni Montoya son los héroes que se reclaman. En la pretendida operación sólo colocaron los helicópteros; todo el trabajo fue realizado por dos traidores, quienes a su vez resultaron traicionados por los generales y el gobierno. El suceso fue utilizado a fondo para echarle flores al Presidente, a los militares, a la política de Seguridad Democrática, y sobre todo, para tapar la escandalosa ilegitimidad e ilegalidad del segundo mandato del señor Uribe, surgido del delito de cohecho que favoreció su reelección inmediata. Buscaba el Presidente Uribe disimular su talante de desaforado dictador que ataca con todos los fuegos de su ira los fallos de la Corte que le son adversos. Actuando por fuera de su propio estado de derecho pretende derribar desde el Palacio de Nariño, con poderosas cargas explosivas, la independencia de la Corte. Ya tiene sometida la rama legislativa del poder público; ahora va por la jurisdiccional.

A propósito de esta liberación del 2 de julio el comandante Fidel Castro ha dicho que las FARC jamás debieron capturar a Ingrid Betancurt y que tampoco debieron tener en las condiciones de la selva en prisión a los soldados y a los civiles que tenían las FARC, y esto lo señala como un acto de crueldad. ¿Qué opina sobre ese argumento del comandante?
Márquez: No quisiera exteriorizar sentimientos que provocan este tipo de posiciones. Solamente quiero decir que las FARC están en todo su derecho de buscar por todos los medios la libertad de los combatientes guerrilleros presos tanto en las cárceles del régimen como en las del imperio. Buscamos una salida que ponga término al sufrimiento del cautiverio de los prisioneros de las dos partes contendientes. Hay que pensar también en la crueldad y en las cadenas que soportan los nuestros en las mazmorras del régimen uribista y en las del imperio, que son las mismas que padecen los 5 héroes cubanos y los miles de prisioneros violentados en sus derechos como ocurre en las cárceles de Abu Graih y de Guantánamo. Quiero agregar que en Colombia algunos dirigentes políticos son más militaritas y guerreristas que los propios militares. Muchos de ellos instrumentan y son protagonistas activos de la legislación de guerra y de la represión contra el pueblo de Colombia por cuenta del terrorismo de Estado.

El presidente Uribe habla de cercos humanitarios sobre los posibles campamentos donde se encuentran los prisioneros de guerra. ¿Qué significado tiene para las FARC este anuncio; continúa la orden de no permitir el rescate a sangre y fuego?
Márquez: No existen cercos humanitarios, sino cercos militares. Lo de los cercos humanitarios es un engaño para dar la sensación de un control territorial que nunca ha existido. De por medio lo que existe es una orden infame del Presidente Uribe a sus generales de rescatar a sangre y fuego a los prisioneros, sin que importen las consecuencias. En estas circunstancias, cualquier desenlace fatal será responsabilidad del señor Uribe.

El gobierno francés ha ofrecido recibir a todos los miembros de las FARC que estén incluidos en el intercambio. ¿Si se concreta el intercambio, estarían las FARC dispuestas a dejar que los guerrilleros liberados, vayan a otro país?
Márquez: Ese planteamiento es de por sí una afrenta a la dignidad de los guerrilleros de las FARC. Los verdaderos combatientes no cambian las montañas de la patria ni sus convicciones por un humillante destierro en ultramar.

Francia asumió el primero de julio la presidencia de la Unión Europea. ¿Por el interés de este país en el intercambio humanitario, las FARC pensarán la posibilidad de buscar el reconocimiento político, el reconocimiento de beligerancia y el retiro de su nombre de la lista de grupos terroristas?
Márquez: De hecho somos una fuerza beligerante a la espera de que quienes quieran coadyuvar a la paz de Colombia, hagan ese reconocimiento. Es una condición temporal mientras se resuelve el conflicto de legitimidades. El calificativo de terroristas no es más que una imposición del más grande terrorista que ha tenido la humanidad: el gobierno de los Estados Unidos.

Los medios hablan profusamente de unas FARC golpeadas política y militarmente, y diezmadas tanto en número de combatientes como en recursos económicos. Expresan los analistas que las FARC pasan por el peor momento de su historia; ¿Qué tan golpeadas están las FARC?
Márquez: En realidad lo que les preocupa es un eventual desencadenamiento de la inconformidad social con la existencia de una guerrilla bolivariana como las FARC, que ya ha completado el despliegue estratégico de su fuerza por todo el territorio nacional. Por eso el Plan patriota. Por eso el escalamiento de la intervención militar de los Estados Unidos en Colombia. Por eso la conversión de la base aérea de Tres Esquinas, en base militar estadounidense en la amazonía que codician. Si las FARC estuviesen resquebrajadas no estarían anunciando el traslado de la base de Manta para Colombia. Lo que se está resquebrajando es la podrida institucionalidad colombiana salpicada de sangre y cocaína, narco-paramilitarismo e ilegitimidad.

¿En los actuales momentos es posible que se pueda llegar a una negociación de paz con el gobierno Uribe?
Márquez: Con Uribe la paz no es más que una quimera. La solución política del conflicto sólo es posible con otro gobierno, y mucho más si es el resultado de un Gran Acuerdo Nacional en el que jueguen papel protagónico las fuerzas del cambio y el soberano que es el pueblo. Un nuevo gobierno que haciendo de la paz su objetivo cimero recoja las tropas en sus cuarteles y mande a los gringos para su casa.

Cuál es la caracterización que las FARC tienen en este momento del gobierno de Uribe y de la situación de la institucionalidad colombiana en medio del aquelarre de la narco-para-política y otros escándalos más como el de la Yidis-política?
Márquez: Es un gobierno narco-paramilitar, ilegítimo e ilegal. Sólo lo sostiene el criminal apoyo del gobierno de Washington, el terrorismo de Estado, la manipulación de la opinión a través de campañas mediáticas, las masacres, el despojo de tierras, el desplazamiento forzoso, la motosierra, los fraudes y el cohecho. Estados Unidos necesita un régimen como el de Colombia, para utilizarlo como cabeza de playa para el asalto neoliberal al continente.

Las FARC han dicho que el gobierno de Uribe Vélez es ilegal e ilegítimo. ¿Por qué entonces se mantiene, según lo difunde la prensa colombiana, en los más altos niveles de popularidad; por qué no cae este gobierno?
Márquez: Las encuestas no consultan el 70 por ciento de la población que se debate en la pobreza y en la miseria, ni a los más de 4 millones de desplazados por el terrorismo de Estado. No consultan al 50 por ciento de la población económicamente activa que sufre la angustia cotidiana del desempleo y del subempleo. No consultan a los sindicalistas perseguidos, ni a los indígenas violentados, ni a las negritudes olvidadas, ni a los estudiantes reprimidos. El 80 por ciento de la popularidad de Uribe es una farsa y es el resultado de la más asquerosa manipulación de la opinión.

¿Qué se puede esperar de la nueva generación de comandantes que ha asumido la conducción de las FARC: una línea mili contrario el arribo a la política total?
Márquez:Continuar el camino trazado por el inolvidable Comandante en jefe Manuel Marulanda Vélez, es decir, el de la política total, que es la lucha estratégica por la toma del poder por la vía de las armas y de la insurrección con lo que se llegaría a un gobierno revolucionario, o por la vía de las alianzas políticas hacia la instauración de un gobierno verdaderamente democrático, en consonancia con la Plataforma Bolivariana por la Nueva Colombia.

Según los supuestos computadores incautados al comandante Raúl Reyes las FARC han sido financiadas por el gobierno del Presidente Hugo Chávez. ¿Qué hay de cierto en eso?
Márquez:Si eso hubiese sido así, ya habríamos tumbado a este gobierno títere de los Estados Unidos. Esa afirmación es un pretexto intervencionista. Lo que debe llamar la atención de Latinoamérica y el mundo son los 10 mil millones de dólares que la Casa Blanca ha aportado al gobierno terrorista de Uribe para masacrar al pueblo, desaparecerlo, despojarlo, desplazarlo… Colombia es el primer receptor de ayuda militar de los Estados Unidos en el hemisferio, y el tercer receptor en el mundo. Claro, el gobierno de Washington apoya de esta manera a su testaferro predilecto en la desestabilización de la región, pensando en la contención de la poderosa fuerza bolivariana que ya se ve venir en el horizonte de este siglo. Un tribunal de los pueblos debe conducir al banquillo de los acusados al imperio rapaz y violento que quiere seguir subyugando a los pueblos.

¿Financiaron las FARC la campaña presidencial de Rafael Correa en Ecuador? ¿Y con qué?
Márquez:Eso es un contrasentido. Son las FARC las que necesitan la acción del internacionalismo solidario de los pueblos del mundo.

¿Con todas las dificultades que se han presentado en torno al tema de la presencia guerrillera como excusa que ha generado la crisis diplomática entre Colombia y Ecuador ó Colombia y Venezuela, no se plantea la necesidad de un replanteamiento en la persistencia de esta forma de lucha, sobre todo cuando está latente la amenaza de Estados Unidos con el argumento de que actuará contra quienes consideren que apoyan el terrorismo?
Márquez: La lucha armada no está en cuestión. Las causas que la motivaron no se han modificado. Las oligarquías sólo quieren una paz que no toque sus privilegios, que no modifique las injustas estructuras políticas, económicas y sociales que han causado la pobreza pública. La estrategia de dominación de los Estados Unidos ya está trazada y el pretexto es lo de menos. Lo que los gringos quieren es el petróleo de Venezuela, el gas de Bolivia, las riquezas de la Amazonia, y la miseria para nuestros pueblos. Lo que se impone es la articulación de la resistencia a las políticas agresivas del imperio. Quiero recordar que en los fusiles guerrilleros de las FARC resisten los pueblos de Nuestra América. Y en cuanto a la pertinencia de la lucha armada, una reflexión del Libertador: “Aun cuando sean alarmantes las consecuencias de la resistencia al poder, no es menos cierto que existe en la naturaleza del hombre social un derecho inalienable que legitima la insurrección”. Mientras existan las FARC nadie podrá quitarle el fusil al Che.

¿La Guajira es de Venezuela como dice el Presidente Chávez?
Márquez: Sin duda, la Guajira pertenece a la Colombia de Bolívar y del primer precursor de la independencia de Nuestra América, el generalísimo Francisco de Miranda. Nuestro criterio es el mismo expuesto por el libertador a Páez: “Se me olvidó decir a usted que hemos pensado fundir juntas dos o tres mitades de los departamentos de Boyacá, Zulia y Barinas para que no haya más frontera de Venezuela ni de Nueva Granada, porque esta división es la que nos está matando, y por lo mismo debemos destruirla”.
Una reafirmación final: Hemos jurado vencer, y Venceremos.