segunda-feira, 30 de junho de 2008

Curso de Verão da Universidad del País Vasco realizou Seminário Internacional sobre Economia Solidária nos dias 26 e 27 de junho
Palestrantes: Peru Sásia , Projeto FIARE; Marco Picollo(centro) da Banca Popular Ética da Itália e Carlos Elizaga, Coordenador REAS Euskadi.

SEMINÁRIO INTERNACIONAL
Transformando a Sociedade a partir da Economia Solidária
Universidad del País Vasco (UPV), en Bilbao, España

Representantes de organizações internacionais e de movimentos sociais participaram nos dias 26 e 27 de junho do Seminario Transformando la Sociedad a partir de la Economía Solidaria, realizado na Universidad del País Vasco (UPV), en Bilbao, España.
Esa é a segunda edição deste evento que faz parte do Programa de Cursos de Verão Bilbao Arte y Cultura, organizado por la UPV/EHU, REAS Euskadi, Escuela de Relaciones Laborales de la UPV/EHU y el Instituto Hegoa.

O Seminário buscou aprofundar os debates sobre Economia Solidária, seus postulados teóricos e suas propostas, com a intenção de analisar, trocar conhecimentos acerca das experiências de empreendimentos solidários em todo o mundo. Nesta perspectiva, estão incluídas as empresas solidárias, cooperativas de iniciativa social, associações y entidades que realizam atividades econômicas de caráter social, as iniciativas que promovem o comércio justo, entre outras.
No primeiro dia do evento, os temas abordados foram: "Evaluando el impacto y la eficacia de la economía solidaria: auditoria social", con a representante da New Economics Foudantion, Lisa Sanfilippo;

"Los datos de auditoria social de la economía solidaria en el País Vasco", con Juan Carlos Pérez del Instituto Hegoa;
"Emprender de otra manera: las empresas socias y solidarias", con representantes de Ashoka España, del Instituto de Estudios Cooperativos Lanki y de la Red de Economía Alternativa y Solidaria (REAS Euskadi).

No segundo dia o Seminário prosseguiu debatendo assuntos relacionados como a "Sobreproducción, consumismo y publicidad", com a preseça de Isidro Jiménez, del ConsumeHastaMorir;

"Comercio Justo, mercados de economía social y consumo responsable", com Raúl Contreras, de la IUNA-Fundación Nueva Tierra;

"Finanzas éticas para el desarrollo de una economía solidaria", com Marco Piccolo,
coordenador da Banca Popular Ética de Italia;
"Banca ética ciudadana: intermediación financiera en el ámbito de la economía solidaria", com Peru Sasía, coordenador do projeto Banca Ética FIARE.
Fotos: Paulo Marques

Para florecer el árbol de Guernica





ELKARTASUN DESDE LATINOANÉRICA

Desde las montañas de Colombia la solidariedad ( Elkartasun) del pueblo latinoamericano para los hermanos vascos que luchan por la libertad y autoderminación de Euskal Herria. Por una patria Vasca, Republicana y socialista.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Vinte anos de Frente Popular em Porto Alegre


REPRESSÃO EM MARCHA


GOVERNO E "JUSTIÇA" DO RIO GRANDE DO SUL QUEREM "DISSOLVER" O MST



Segundo informação publicada hoje no blog http://www.diariogauche.blogspot.com/ o Conselho Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul aprovou relatório que pede a "dissolução" do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra). Conforme a notícia o "relatório" já serviu de base para oito ações judiciais contra os sem-terra, que incluem proibição de marchas e autorização de despejos e deslocamento de acampamentos. A informação está no Jornal Folha de São Paulo (um dos prinicpais jornais do país) de hoje. O promotor Gilberto Thums escreve no relatório aprovado por unanimidade pelo conselho no final de 2007:


"Voto no sentido de designar uma equipe de promotores de Justiça para promover ação civil pública com vistas à dissolução do MST e a declaração de sua ilegalidade".


Segundo informações do blog : Os promotores, além de mirar na intervenção de escolas ligadas ao movimento, buscam agora um mecanismo jurídico para apresentar à Justiça o pedido de dissolução do MST. As ações atuais têm o apoio também do governo gaúcho, segundo os sem-terra.
"Nós conseguimos, com a ajuda da Polícia Militar, identificar todos [os militantes do MST]", disse o promotor Thums, que completou: "Quem invadir, quem depredar, quem praticar atos de vandalismo e de sabotagem vai ser preso, pois já estará identificado como integrante desse movimento. Vamos mover processo criminal contra eles".

Para o MST, trata-se da ofensiva jurídica mais dura de sua história. Como contra-ataque, o movimento promete denunciar a ação dos promotores em organismos internacionais, como ONU (Organização das Nações Unidas) e OEA (Organização dos Estados Americanos).


Se pode perceber que o Estado do Rio Grande do Sul que já foi referência mundial de democracia, e participação popular, berço do MST e do Fórum Social Mundial, vive hoje dias de perseguição e opressão aos movimentos sociais somente similar ao período da Ditadura Militar. O governo de direita de Yeda Crusius, aliado do Grupo RBS comanda essa ofensiva contra os trabalhadores e trabalhadoras que se organizam para garantir seus direitos.


"Dissolver o MST" é só o primeiro passo do objetivo maior da direita de "dissolver" toda e qualquer organização social que questione o "status quo" , os privilégios de classe, o latifúndio, o capitalismo selvagem que impera no país.


É inacreditável que depois de 20 anos de reconstrução democrática, inacabada, do país, novamente o slogan " Abaixo a repressão" volte a fazer parte das bandeiras de luta social do povo gaucho.


A solidariedade a Luta do MST hoje é urgente.






domingo, 22 de junho de 2008

Allende 100 anos





Discurso de Salvador Allende- 1973


Salvador Allende 100 anos- 1908-2008

Na próxima semana, no dia 26 de junho estaremos lembrando o nascimento de Salvador Allende, presidente socialista do Chile assassinado pelos fascistas comandados por Pinochet. Lembrar Salvador Allende, o que representou para a esquerda e para o processo de emancipação em nossa América Latina, ainda inacabado,é um dever de todos os revolucionarios.


A experiencia Chilena de socialismo deixou muitas lições, dos desafios e das posibililidades de construção do socialismo. Para a esquerda socialista e autogestionária, a experiência de autogestão das empresas nacionalizadas, a construção de um novo setor econômico social durante o período do governo Allende deve ser estudado e reconhecido como uma das mais avançadas ações no campo da autogestão na América Latina contemporánea, pois foi possível comprovar a capacidade da classe trabalhadora de engendrar, no seio de uma economia capitalista, um outro setor produtivo, autogestionário que foi abortado pelo golpe.


Agora que vivemos uma outra conjuntura em nossa América, precisamos resgatar o "processo chileno", retomar o fio da história, através do avanço de construção de uma economia autogestionária. Produção coletiva e socialista, essa deve ser a consigna de um projeto de esquerda realmente emancipatório que resgate o que de melhor foi construído no Chile socialista de Allende.


Que os 100 anos de seu natalício sirva para essa reflexão. A história continua e Allende é parte principal dela.

Movimento Social nas ruas contra o neofascismo


Video mostra a mobilização dos movimentos sociais em Porto Alegre no dia 19 de junho contra a violência e a corrupção do governo Yeda, também apresenta um pouco do que acontece hoje no Estado que um dia foi reconhecido como o Estado da Democracia Participativa


PORTO ALEGRE SE MOBILIZA CONTRA GOVERNO NEOFASCISTA DE YEDA CRUSYUS
Os movimentos sociais de Porto Alegre ( Capital do FSM e da Democracia Participativa) sairam as ruas no dia 19 de junho contra as ações neofascistas do governo direitista de Yeda Crusyus, do PSDB,PMDB,PP,PPS. Contando com o apoio incondicional do jornal local ( ZERO HORA) para executar ações de violencia contra o MST, Yeda Crusyus procura desvia a atenção do povo da roubalheira que seu governo realiza no Estado do Rio Grande do Sul. O verdadeiro poder que garante a permanencia desse governo não está no Palácio Piratini, está na Av. Ipiranga, é a sede do grupo RBS ( que detém o monopólio da informação no EStado) é lá que os movimentos sociais devem exigir o fim das mentiras e da violencia.

sábado, 21 de junho de 2008

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Reflexiones del Comandante Fidel

Los emigrantes son, además fruto de la explotación colonial , semicolonial y capitalista.

Não se podia esperar outra coisa dos governos direitistas da Europa após as vitorias conservadoras na França, Itália, Alemanha, Inglaterra e Espanha ( como dizem na Espanha, gana PSOE o gana PP, siempre gobierna el PP), ou seja, a direita está no poder nos principais países Europeus, por isso não é estranho as últimas medidas anti-povo e de caráter neofascista. Primeiro a aprovação do aumento da jornada de trabalho, que passou a ser de 65 horas, enterrando mais de 130 anos de luta da classe trabalhadora. Agora a Lei de imigração, voltada para os latinoamericanos, que preve prisão de 18 meses para qualquer imigrante que não tenha documentação. Essa é a Europa do século XXI.

É sobre esse tema e a hipocrisia das deliberações sobre Cuba que Comandante fidel faz sua reflexão, que colocamos na íntegra:



Reflexiones del Comandante Fidel


ESTADOS UNIDOS, EUROPA Y LOS DERECHOS HUMANOS



La desprestigiada forma de suspender las sanciones a Cuba que acaba de adoptar la Unión Europea el 19 de junio ha sido abordada por 16 despachos internacionales de prensa. No implica en lo absoluto consecuencia económica alguna para nuestro país. Por el contrario, las leyes extraterritoriales de Estados Unidos y, por lo tanto, su bloqueo económico y financiero continúan plenamente vigentes.
A mi edad y en mi estado de salud, uno no sabe qué tiempo va a vivir, pero desde ahora deseo consignar mi desprecio por la enorme hipocresía que encierra tal decisión. Esto se hace aún más evidente cuando coincide con la brutal medida europea de expulsar a los inmigrantes no autorizados procedentes de los países latinoamericanos, en algunos de los cuales la población en su mayoría es de origen europeo. Los emigrantes son además fruto de la explotación colonial, semicolonial y capitalista.
A Cuba, en nombre de los derechos humanos, le exigen la impunidad de los que pretenden entregar, atados de pies y manos, la patria y el pueblo al imperialismo.Hasta las propias autoridades de México tienen que reconocer que la mafia de Miami, al servicio del gobierno de Estados Unidos, le arrebató por la fuerza ―o compró― a un importante contingente de agentes migratorios de ese país a decenas de inmigrantes ilegales arrestados en Quintana Roo, entre ellos niños inocentes transportados a la fuerza por riesgosos mares y hasta madres forzadas a emigrar.
Los traficantes de personas como los de drogas, que disponen a su antojo del mayor y más codiciado mercado del mundo, han puesto en riesgo la autoridad y la moral que necesita cualquier gobierno para dirigir el Estado, derramando sangre latinoamericana por todas partes, sin contar los que mueren por emigrar a través del humillante muro fronterizo sobre lo que fue territorio de México.La crisis de los alimentos y de la energía, los cambios climáticos y la inflación acosan a las naciones. La impotencia política reina, la ignorancia y las ilusiones tienden a generalizarse.
Ninguno de los gobiernos, y menos aún los de la República Checa y Suecia, que eran renuentes a la decisión de la Unión Europea, podrían responder de forma coherente a las interrogantes que están sobre el tapete.
Mientras tanto, en Cuba los mercenarios y vendepatrias al servicio del imperio se halan los pelos y rasgan sus vestiduras en defensa de los derechos de traición e impunidad.Tengo muchas cosas que decir, mas por hoy basta. No deseo molestar, pero vivo y pienso.
Divulgaré esta Reflexión solo por la vía de Internet hoy viernes 20 de junio de 2008.
Fidel Castro.

criminosos do RS


Os novos "criminosos" do Rio Grande do Sul, na visão do "Novo jeito de governar"
(pescado do www.rsurgente.net)

quarta-feira, 18 de junho de 2008



Cuba, autogestão e renovação do Socialismo


No dia 01 de janeiro de 2009, a Revolução Cubana completará meio século de existencia. Essa data marca não só o período da revolução como de resistência de um povo por sua soberania. Uma resistencia que é construída a partir de valores e principios que não se negociam, valores de solidariedade, justiça, liberdade, democracia participativa, socialismo.
Cuba não foi exportar a revolução, pois revolução não é algo exportado, ou é fruto da luta concreta de cada povo ou não é. Mas Cuba nesses 50 anos exportou solidariedade. Existem milhares de médicos, professores, técnicos, ciêntistas cuubanos espalhados por diversos países do terceiro mundo, naqueles países que não despertam nenhum interesse para as grandes potencias porque sua maior riqueza é o povo e isso, para o Império, não tem valor algum.
Cuba nesse meio século também exportou idéias, inovou, recriou a idéia de Che do "socialismo do homem novo", enfrentou a queda do chamado "socialismo real" e agora mais uma vez surpreende quando, diferentemente do restante da esquerda mundial, inicia, a partir de debate aberto de militantes socialistas sobre o futuro do socialismo cubano, a elaboração de proposições no campo econômico, e o que mais surpreende é o resgate do mais original dos conceitos marxistas, que esteve relegado durante muitos anos ao esquecimento, tanto por incapacidade da esquerda como por um dogmatismo stalinista que impediu o desenvolvolvimento dialético da teoria marxista. Me refiro ao tema da AUTOGESTÃO SOCIALISTA.
São muitos os textos de cubanos socialistas que estão circulando na internet sobre o tema da renovação do socialismo e da revolução no sentido socialista e não no sentido do retrocesso como querem os capitalistas de plantão que acreditam que sem Fidel a revolução cubana tem seus dias contados. Crêen que povo cubano aceitará a lógica genocida do capitalismo contemporâneo como alternativa ao socialismo. Ao contrário, a ideia de renovação do socialismo a partir da retomada do tema da AUTOGESTÂO, como essência do modo de produção comunista, é o sinal mais claro que a única alternativa ao socialismo de Estado é o socialismo autogestionário, e esse se constrói no dia a dia, nas experiências econômicas autogestionárias dos trabalhadores.

No sentido de contribuir com esse que é o tema central de nosso blog, publicamos na íntegra a primeira parte do texto do cubano Pedro Campos, postado no site http://www.kaosenlared.net/. O texto traz elementos que temos desenvolvido ao longo da existencia do nosso blog, ou seja, a necessidade da esquerda de colocar na sua agenda o tema da AUTOGESTÃO ECONÔMICA como essência de um novo projeto de sociedade que supere o capitalismo na prática.
Entendemos que as experiencias de economia solidária são sementes desse processo, que precisam ser regadas com a prática e a teoria dos revolucionários do século XXI, retomando o fio da história que foi perdido durante um longo período de sono teórico e prático da esquerda.



Estado, libertad y estímulo en el socialismo. (1ra parte)

Estado y socialismo. El socialismo participativo, democrático y autogestionario ampliará la participación de los trabajadores y del pueblo en el gobierno hasta suprimir el burocratismo y la corrupción
Pedro Campos

“En realidad, el Estado no es más que una máquina para la opresión de una clase por otra”
F. Engels
En carta a Bebel el 18-28 de marzo de 1875, Engels escribió:
“Habría que abandonar toda esa charlataneríaacerca delEstado, sobre todo después de la Comuna, que no era ya un Estado en el verdadero sentido de la palabra. Los anarquistas nos han echado en cara más de la cuenta esto del “estado Popular”, a pesar de que la obra de Marx contra Proudhon y luego el Manifiesto Comunista dicen claramente que con la implantación del régimen social socialista, el estadose disolverá por si mismo, y desparecerá. Siendo el Estado una institución meramente transitoria… Por eso nosotros propondríamos decir siempre, en vez de la palabra Estado, la palabra Comunidad (Gemeinwesen), una buena y antigua palabra alemana que equivale a la palabra francesa Commune”.

Luego de leer este pasaje, no pueden quedar dudas sobre la forma en que los fundadores concebían el estado socialista: al estilo del de la Comuna de París, en franco proceso de disolución, con carácter transitorio, algo que no será ya un estado “en el verdadero sentido de la palabra” y para rematar, sugerían que ya ni estado se le llamara, si no Comuna.
La práctica del socialismo real del siglo XX les dio la razón a ellos y a todos los revolucionarios que pensaron en la necesaria extinción del estado como parte de la construcción socialista. En este párrafo, Engels señala que “el estado se disolverá por sí mismo” en el nuevo régimen social, sin embargo se hace necesario determinar por qué ocurrió todo lo contrario.
La lógica del pensamiento de Marx y de Engels, sus formas de considerar todos los fenómenos en concatenación como causas y efectos e identificar siempre las últimas instancias, sugieren que si el “estado no se disolvió por sí mismo” como ellos esperaban “en el nuevo régimen”, es sencillamente porque nunca existió “el nuevo régimen social socialista”.

Al respecto, en su obra Del socialismo utópico al socialismo científico, escrita en 1880 por Engels, éste precisó: “El estado moderno, cualquiera que sea su forma, es una máquina esencialmente capitalista, es el estado de los capitalistas, el capitalista colectivo ideal. Y cuantas más fuerzas productivas suma en propiedad, tanto más se convertirá en capitalista colectivo y tanta mayor cantidad de ciudadanos explotará. Los obreros siguen siendo obreros asalariados, proletarios. La relación capitalista, lejos de abolirse con estas medidas, se agudiza. Más al llegar a la cúspide se derrumba. La propiedad del estado sobre las fuerzas productivas no es solución del conflicto, pero alberga ya en su seno, el medio formal, el resorte para llegar a la solución. Esta solución sólo puede estar en reconocer de un modo efectivo el carácter social de las fuerzas productivas modernas y por lo tanto en armonizar el modo de producción, de apropiación y de cambio con el carácter social de los medios de producción”.

Y nunca hubo “régimen social socialista” porque nunca en aquellos países, que sí llegaron a iniciar su construcción con la concentración inicial de la propiedad en el estado, no fueron capaces de “armonizar el modo de producción, de apropiación y de cambio con el carácter social de los medios de producción”, pues no sustituyeron el trabajo asalariado por el cooperativo-autogestionario, las nuevas relaciones socialistas de producción, que de haber llegado a ser predominantes, sí hubieran posibilitado que la gestión administrativa de la sociedad pasara a manos de los trabajadores y el pueblo, en lugar de quedarse bajo el control del aparato estatal burocrático autoritario, heredado del sistema burgués, al que solo cambiaron los nombres de los ministros. Los estalinistas que reasumieron la forma burguesa de estado, creían que habían cambiado su esencia porque “ahora estaba en manos de los representantes” del proletariado.

La disolución paulatina del estado hubiera sido la consecuencia natural del la socialización de la apropiación, la auto-administración que engendrarían las nuevas relaciones socialistas de producción, los principios del cooperativismo: propiedad o usufructo colectivo, gestión democrática y repartición equitativa del plus-trabajo. El estado de nuevotipo, La Comuna, así surgida y desarrollada, no conllevaría el autoritarismo propio de las relaciones capitalistas asalariadas de producción, donde los dueños de capital explotan a los trabajadores que se ven obligados aceptar su situación por carecer de medios de producción, ni por tanto demandaría los sistemas policiales, judiciales y carcelarios que le son afines.

Si en el socialismo “real” esos sistemas represivos continuaron y hasta se desarrollaron, fue precisamente porque subsistieron las condiciones que los engendraron, es decir las relaciones de producción típicas del capitalismo, sustentadas en el trabajo asalariado, solo que ahora el papel de los capitalistas es asumido por el aparato burocrático estatal.

El “socialismo de estado”, para garantizar el control sobre los medios de producción expropiados a los capitalistas, como no los entregó a los trabajadores en propiedad ni usufructo, se vio obligado a mantener esos aparatos represivos y crear otros para proteger “las propiedades e intereses del estado”.

En la Comuna de París, los trabajadores, eran al mismo tiempo los custodios de los medios de producción, tambiéneran los que integraban los órganos de justicia y eran al mismo tiempo los soldados que lucharon en las barricadas.

El estado es una institución clasista y solo tiene sentido para defender los intereses de una clase contra otra. El socialismo, que debe tender, por naturaleza, a la desaparición de las diferencias entre las clases sociales, puesto que elimina las bases de su existencia al socializar la propiedad privada capitalista sobre los medios de producción (no la propiedad privada individual, ni sobre medios individuales de producción), lógicamente debe tender a la desaparición de los instrumentos de dominación de una clase sobre otra. De manera que ell mantenimiento de los órganos de represión del estado es, por tanto, un claro indicativo de hasta dónde es real el avance del socialismo.

Pero mientras las clases expropiadas hagan resistencia y exista el imperialismo, los trabajadores y el pueblo tendrán que estar organizados militarmente y con capacidad para derrotar al enemigo, preferiblemente por “no presentación”, pues como han señalado los grandes estrategas militares de la historia: “la mejor manera de ganar la guerra es evitarla”.

Esa fuerza militar del pueblo y para el pueblo, debe estar integrada y conformada principalmente por los propios trabajadores organizados territorialmente en milicias, con un cuerpo de especialistas profesionales, mantenido económicamente por los trabajadores, capaces de defender sus zonas de defensa y medios de producción y vida.

La historia reciente ha demostrado que la defensa de las Revoluciones no radica enla calidad técnica ni la cantidad del armamento, por sí solas, sino en el apoyo del pueblo al proyecto político social y su disposición a defenderlo por medio de la guerra popular revolucionaria armada, con participación de todos, contra el eventual enemigo; por lo cual el concepto de Seguridad Nacional abarca no solo las fuerzas armadas, sino también la economía, la política, la ideología, la cultura y otros aspectos en su integración orgánica.

El análisis de la experiencia actual china, muestra como la creación de una casta burocrático-militar que controla a su vez el aparato político, termina creyéndose dueña ella de los medios de producción, los recursos naturales y la fuerza de trabajo que trata como un capital más que se vende al mejor postor. Esa casta burocrático-militar en China, con tal de mantener el “control” sobre el país, los recursos y los medios de producción, ha terminado aliándose al capital internacionalen la explotación asalariada de la clase trabajadora, entregándole -de hecho- el más importante de los recursos productivos: la fuerza de trabajo, hasta ofertarla como “ejército de reserva asalariada” contra el resto de los trabajadores del mundo, uno de los principales factores del actual disloque económico mundial.

En la misma obra señalada Engels indicó: “… las últimas causas de todos los cambios sociales y de todas las revoluciones políticas no deben buscarse en las cabezas de los hombresni en la idea que ellos se forjen de la verdad eterna ni de la eterna justicia, sino en las transformaciones operadas en el modo de producción y de cambio, han de buscarse no en la filosofía, si no en la economía de la época de que se trate.”

De manera que la garantía de que lo ocurrido en China, no se repita en otras partes, no está en las buenas intenciones del gobierno o los buenos gobernantes, sino en la forma en que se asuman las relaciones de producción y apropiación y la estructura misma de los órganos armados, si se conforman como entes separados de la sociedad o imbricados con su sistema productivo y comunal. Los antídotos que pueden evitar algo semejante a lo que está ocurriendo en China, son el desarrollo de la Autogestión Socialista y el fortalecimiento de las milicias de obreros, campesinos y estudiantes, vinculando estrechamente sus unidades de base territoriales a los centros de producción y estudio, como eje principal de las unas fuerzas armadas populares.

El socialismo participativo y democrático, sustentado en las relaciones de producción cooperativas-autogestionarias, ampliaría paulatinamente la participación de los trabajadores y del pueblo en el gobierno real, en detrimentopaulatino de la burocracia, hasta su extinción, puesto que las instituciones de poder central y social irán perdiendo su control directo sobre la administración de los procesos económicos que deberán pasar a los colectivos de trabajadores y sociales, e irán quedando sólo para cuestiones generales metodológicas, regulativas y de planeación.

Socialismo por la vida.
La Habana, 18 de junio de 2008

terça-feira, 17 de junho de 2008

e assim caminha a humanidade...



Assim caminha a humanidade no século XXI

Esse video eu pesquei do excelente blog do camarada Lúcio ( www.relatividade.blogspot.com) é um video que retrata de forma muito clara como funciona a sociedade capitalista hoje, na qual, cada vez mais se profunda a divisão entre uma minoria rica e uma grande maioria miserável e explorada. Enquanto uma parcela do mundo consome o que a maioria produz , tenis e sapatos ao custo de 200 e 300 dólares, as milhares de crianças que o fabricam no terceiro mundo recebem menos de 1 dólar por peça produzida. Trabalham de 12h por dia, em um sistema de trabalho escravista, sem nenhum direito ou seguridade social. Essa é a "mão-de-obra especializada" da Nike e outras grandes marcas multinacionais. Para garantir esse "modo de produção contemporâneo", na semana passada a União Européia, aprova as 65 horas semamanais de trabalho, enterrando uma conquista dos trabalhadores de mais de 130 anos e garantindo "jurídicamente" às empresas o direito a "livre negociação" com seus empregados quanto ao tempo de trabalho. Imagine a negociação realizada entre o o "gerente de RH" de uma dessas multinacionais com esses jovens do video.

Assim caminha a humanidade no século XXI


Seminario
"Transformando la sociedad desde la economía solidaria"
Universidad del País Vasco, Bilbao, 26 e 27 de junio de 2008


Por segundo año, dentro del programa de Cursos de Verano Bilbao Arte eta Kultura que organiza la UPV/EHU, REAS Euskadi, la Escuela de Relaciones Laborales de la UPV/EHU y el Instituto Hegoa, volvemos a organizar un seminario que tiene por objeto profundizar en los debates sobre la economía solidaria e intercambiar experiencias tanto cercanas como internacionales.
El seminario se celebrará en dos sesiones de mañana (de 9.00 a 14.00 h.) el jueves 26 y viernes 27 de junio y llevará por título "Transformando la sociedad desde la economía solidaria".
En el fichero adjunto (en pdf) podéis encontrar información mas detallada sobre el programa y el contenido de las sesiones, así como los plazos y las condiciones de la matrícula. La organización de los encuentros de la UPV/EHU dispone de un espacio en su web para la formalización de matrículas. En la web de los cursos podéis encontrar también la información sobre el programa en euskera y en castellano.

INTRODUCCIÓN


Una de las conclusiones más recurrentes entre las personas y colectivos críticos con el actual modelo de globalización neoliberal es la necesidad de avanzar en la construcción de alternativas sociales y económicas trasformadoras, que aseguren el bienestar de todas las personas del planeta sin menoscabar las opciones de las generaciones venideras. Algunas de las principales interrogantes que se plantean tienen que ver con la posibilidad de organizar dinámicas económico productivas, financieras y empresariales alternativas en un contexto de competenciaglobal.
En este contexto, la Economía Solidaria aporta un rico y diverso ejemplo de emprendimientos socioeconómicos que funcionan con una lógica diferente a la lógica competitiva de los mercados y la búsqueda de la maximización de beneficios. Las organizaciones y empresas de la economía solidaria rescatan lógicas de funcionamiento basadas en la reciprocidad, la solidaridad y la cooperación, y ponen a las personas por encima del mercado y de la obtención de beneficios. Estos valores son parte de la base filosófica y ética sobre la que se sustentan la transformación social hacia un modelo de desarrollo humano y sostenible. Por lo tanto, la Economía Solidaria aporta una nueva mirada, unos valores y unas prácticas al servicio de dicha transformación, configurando un movimiento social a nivel mundial con características propias que se suma al conjunto de organizaciones ciudadanas que, local y globalmente, participan en la construcción de unas sociedades y un mundo más equitativo, humano y sostenible.
El objetivo de este seminario es profundizar en los debates sobre la Economía Solidaria, sus postulados teóricos y sus propuestas, a la vez que analizar, intercambiar y aprender de las experiencias empresariales y organizativas concretas que están funcionando, tanto en nuestra realidad más cercana como en otros países.
En este ámbito se incluyen las empresas solidarias y de inserción, las cooperativas de iniciativa social, las asociaciones y fundaciones que realizan actividades económicas con finalidad social, las sociedades laborales del tercer sector, las iniciativas que promueven el comercio justo, solidario y/o ecológico, las entidades promotoras de nuevas empresas solidarias... Un movimiento que va adquiriendo estructuras de trabajo en red a nivel local, regional y global que tiene como principal reto el lograr que experiencias, a menudo consideradas como testimoniales, logren contribuir a la transformación social y al surgimiento de un modelo socioeconómico alternativo.
Este seminario es una iniciativa de colaboración entre REAS Euskadi, la Escuela de Relaciones Laborales de la UPV/EHU y el Instituto Hegoa, que buscan fomentar espacios de reflexión, formación, investigación y sensibilización ciudadana en el ámbito de la Economía Solidaria, poniendo en relación el pensamiento y la práctica de diferentes agentes y experiencias sociales y universitarias.
Lugar de la actividad: Universidad del País Vasco. Bilbao

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Arrasate-Mondragón-Askatasuna

Ikurrin : a bandeira do povo basco

Espetáculo de Txalaparta ( isntrumento musical típico da cultura basca)


Cartazes dos presos políticos bascos de Mondragon expostos na praça


A Programação do Dia da Solidariedade teve inicio com o apresentação dos Jogos Rurais.



Un dos jogos típicos, a competição do corte de lenha, ao fundo mural da prefeita de Mondragón, Ino Galparsoro, presa por defender suas idéias. ( fotos Paulo Marques)




Manifestção pelas ruas de Mondragón -O povo nas ruas pela liberdade ( foto site do jornal Gara)


Arrasate-Mondragón- Um povo, uma luta
Paulo Marques - direto de Arrasate/Mondragóno País Basco ( Euskal Herria)


Mondragón é internacinalmente conhecida como a terra da mais importante experiencia de Cooperativismo do mundo a MCC- Mondragón Corporación Cooperativa, que após mais de 50 anos hoje é uma corporação internacional com empresas em outros países. É inegável que a história de êxito dessa cooperativa deve muito à cultura de solidariedade e comunitarismo do povo basco.

Mas hoje não vamos falar de cooperativismo, mesmo que esse seja um blog voltado para a economia solidária, temos apresentado diversos temas vinculados a luta pelo socialismo, isto porque, não custa lembrar, nosso projeto com esse blog é exatamente pautar a transformação economica junto com a transformação política, por isso o tema do socialismo e da luta anti-capitalista em todo o mundo tem sido um dos nossos focos principais. E no caso de Mondragon é mais do que necessário que saibamos o que ocorre nessa parte do mundo que ganhou reconhecimento por uma experiencia única em relação ao cooperativismo e que hoje tem na luta pela independencia e o socialismo uma dos mais significativos processos de resistencia e luta de um povo. Uma luta que é essencialmente política, seja armada ou não.

O povo basco ( Euskal Herria), luta a séculos por um país próprio, pelo direito a autodeterminação, ou seja, o direito do seu povo decidir a sua prórpia vida. Com uma língua prórpia, o Euskera ( a mais antiga da Europa),e com uma cultura e identidade muito forte, esse país é vitima a muitos anos da opressão externa. O que poucas pessoas sabem é que esse povo vive hoje um dos períodos de maior repressão por parte do Estado Español e Frances que não aceitam nem mesmo que os bascos opinem sobre a possibilidade de ter um Estado próprio.

A vanguarda de luta do povo basco pela autodeterminação é representado pela esquerda abertzale (esquerda nacionalista) que tem como lema Euskal Herria ( Pais Basco) intependente e socialista. Ha muito tempo as iniciativas partidarias do nacionalismo basco são perseguidas e proibidas. Desde o ano passado os partidos que representavam a esquerda basca como a ANV-Ação NAcionalista Vasca e o PArtido Comunista das terras Vascas, foram ilegalizados, acusados a colaborar com a luta armada. O mais grave é que o movimento pró-Anistia dos parentes de presos políticos BAscos, são também acusados de "terrorismo" por desenvolverem um trabalho de solidariedade e ajuda aos presos, o que é garantido por legislação internacional. As prisões de mais de 700 bascos ( encarcerados a quilometros de suas familias) e a tortura constituem a realidade desse povo.

Contamos esse breve relato para informar que mesmo com toda a repressão sobre a militancia de esquerda do país basco, eles continuam sua luta, pelo fim das torturas, por anistia, pela libertação de presos enfermos e pelo direito a autodeterminação de seu povo.

No dia 14/06, sábado ( dia dos 80 anos do nascimento do CHE) foi realizado em Arrasate-Mondragón o DIA da SOLIDARIEDADE, reunindo familiares de presos políticos que realizaram um grande evento para denunciar a situação que vive o povo basco hoje. Esse pequeno municipio de 34Km2 é hoje um simbolo da resistencia basca, seu povo jovem, festivo, alegre, tem na solidariedade e na razão de sua luta sua maior arma. O que os tornam muito mais fortes do que aqueles que o oprimem.

Expressamos nossa total solidariedade a luta deste povo guerreiro, que mesmo enfrentando a mais brutal repressão continua de pé na luta pela liberdade ( askatasuna) total de seu povo e de seu país.


GORA EUSKAL HERRIA ASKATUTA
Em frente país basco em liberdade

HASTA LA VICTÓRIA SIEMPRE

quinta-feira, 12 de junho de 2008





Em 14 de junho de 2008 recordaremos os 80 anos de nascimento de Che Guevara. Em sua homenagem publicamos esse belo texto de Soledad Cruz.



A eterna juventude de Che*
Soledad Cruz



Desafiante, masculinamente belo, como um Jesús Cristo pós-moderno de boina e estrela nos olhos, o Che nos olha desde as quatro esquinas do planeta. Por cima da frivolidade e do comercialismo sua imagem emerge vitoriosa de todos esses sórdidos seres que pretendem distorcer sua proposta de homem novo que retornou de Santo Agostinho o velho dito de que os seres humanos transcendem o animal, a pré-história e constroem a felicidade possível aqui, no reino deste mundo com mais bondade e menos egoísmo.

Os minúsculos e os medíocres falarão de sacrifício inútil, igual julgam a música de Mozart, a contemplação dos entardeceres ou a física quântica, porque são estágios da beleza que não podem compreender. Os pacatos se reportarão a seus presumíveis defeitos, o que os teve seguramente, como qualquer outro ser humano. Quem sabe foi extremista em alguns juízos durante sua juventude, mas não só com os outros, consigo mesmo. Haverá quem recorde seu humor caustico em contrapeso de sua ternura manifesta nas cartas, a sua mãe, a amiga dos tempos iniciais, a mulher que amava, a seus filhos, mas também com aquele pobre cachorrinho que imortalizou em seu conto” O cachorro assassinado”.

Como muitos seres sensíveis, mascarava essa suposta debilidade no rigor, obrigado por aqueles ataques de asma que o ameaçaram desde a infância em limitar-lhe todas as possibilidades. Foi duro em ocasiões com alguns companheiros. Houve discussões, mensagens, que demonstraram parcialidade em seus juízos, mas sabia retificar-se como o fez quando depois de apaixonar-se pelo sistema soviético escreveu “ O Socialismo e o homem em Cuba”, advertindo sobre as formulas congeladas que estancavam a primeira proposta libertadora do ser humano em escala coletiva.

O têm acusado de aventureiro, de guerrista, por querer acender o fogo da dignidade humana, os miseráveis que se conformam com a injustiça cotidiana, com as guerras mesquinhas o que provocam os maiores desastres do planeta. Pessoas que nunca leram suas obras, que não conhecem seu pensamento, blasfemariam uma vez frente o perigo de sua recordação agora que em 14 de junho celebra seus 80 anos, porque seu exemplo segue triunfante em cada semente de rebeldia que frutifica, seu magnífico exemplo de homem novo disposto não a querer o próximo como a si mesmo, sim a dar sua vida pelos outros, ainda pelos que no cúmulo da ignorância não compreendam seu evangelho ou no cúmulo de sua pobreza espiritual não podem nem sequer respeitar o sacrifício pela fé em uma vida mais grata para todos na terra, sem milhões morrendo de fome, sem milhões de analfabetos, sem milhões de doentes que poderiam ser curados, sem milhões de dólares dedicados a destruir a todos com armas e guerra onde as empregam.

O Che médico, poeta, pensador se converteu em guerrilheiro quando depois de recorrer a América Latina e sua pobreza viu destruído pela violência um governo como de Jacob Arbenz na Guatemala pela única pretensão de melhorar um pouco a vida das pessoas. Cuba foi sua escola revolucionária e Fidel seu mestre que lhe rendeu tributo a sua inteligência e valentia quando o nomeou primeiro Comandante da luta insurrecional na Sierra Maestra e logo o reconhecendo como membro fundamental do recém inaugurado governo revolucionário.

Era um dos homens melhor preparado da Revolução e começou a recorrer o mundo para defendê-la nas mais diversas tribunas internacionais. Então não entendeu por que o campo socialista não se comprometia mais com a luta dos povos do terceiro mundo em épocas de coexistência pacífica. Ele sonhava com outra dinâmica socialista. Como o Quixote começou a cavalgar em seu Rocinante. Se foi a África, sofreu decepções. Se foi a Bolívia e as circunstancias o foram adversas, mas nem a morte o tirou a dignidade naquela foto que circulou, morto mas desafiante desde o fundo da tristeza por aquele infeliz a quem ele mesmo deu ordem para disparar.

Os jovens, iconoclastas, sectários da pureza, rebeldes contra todas as bandeiras porque querem levantar a suas em cada época, desconfiados dos mais velhos, o elegeram como símbolo planetário em tempos de grandes convulsões quando quase todas as crenças entravam em crise ao final do século XX e de mãos com ele entra no XXI hermoso na sua segurança de vencedor, herói e profeta da beleza e da esperança indispensáveis para a espécie.

*Tradução Paulo Marques

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Enquanto isso no extremo sul do Brasil


O "novo jeito" da governadora do Rio Grande do Sul tratar com os movimentos sociais

Repressão contra trabalhadores: Pior que isso só nos 20 anos de ditadura


Governo Yeda: Corrupção e Violencia do Estado contra os trabalhadores



"Corrupção e repressão da Direita no Estado que foi berço do FSM"





Analine Specht- Direto de Porto Alegre/RS-Brasil






O Rio Grande do Sul, estado que de 1998 a 2002 foi referência para a esquerda mundial com as experiências de participação popular e organização do primeiro Fórum Social Mundial, vive hoje o triste quadro de retrocesso político, marcado pela corrupção, violência policial, repressão e criminalização dos movimentos sociais.
O extremo sul do Brasil assisti há maior crise ética e política da história do Estado do Rio Grande do Sul. Denúncias e comprovações de desvio de recursos públicos para financiamento de campanhas e compras de casas estremecem a oligarquia política de extrema direita que atualmente ocupa o governo Estadual. Tivemos apenas um intervalo entre 1998 e 2002 em que o Governo Democrático Popular ascendeu ao poder e promoveu entre outras políticas o simbólico Orçamento Participativo (OP) e que, articulado aos movimentos internacionais trouxe o Fórum Social Mundial para Porto Alegre. O governo Olívio Dutra representou um marco histórico para os gaúchos e gaúchas que continuam indo às ruas e lutando diariamente contra o neoliberalismo e o grande capital.

A partir de uma aliança das oligarquias políticas, que dominaram a política do Estado com o monopólio das comunicações , os grandes empresários e latifundiários, nas últimas eleições de 2006 venceu novamente a elite da direita conservadora, materializada na (des)governadora Yeda Crusius do Partido da Social Democracia Brasileiro (PSDB). Acreditem a nobre candidata venceu as eleições apenas com o simples discurso do “Novo jeito de governar” nada mais além desta frase... esvaziada de qualquer sentido, concepção ou programa político....
Esse pseudo governo de 1 ano e 6 meses foi marcado pela política de redução do estado, pelo desmonte das políticas sociais, pela ostensiva entrada de empresas multinacionais de “reflorestamento”, por inúmeras denúncias de corrupção, brigas entre a base aliada, governadora e vice governador em plena guerra de egos e de linha política, e fortemente a grande marca do período é a grande repressão e violência policial aos movimentos sociais, sindicatos, estudantes etc.

Vivemos e assistimos a boa e velha luta de classes em tempos da tão falada pós-modernidade....
Os fatos que chegaram ao pedido formal de impedimento da governadora e a uma possível nova eleição foram investigados e descobertos pela Polícia Federal através da operação Rodin e da Comissão Parlamentar de Inquéritos (CPI), ambas criadas para apurarem as denúncias de desvio de dinheiro do Departamento Estadual de Trânsito do RS (DETRAN/RS). Um forte e articulado esquema de terceirização e subcontratação de fundações e empresas fantasmas ligadas entre si por laços familiares e políticos basicamente entre os partidos PP e PSDB. O PP é um histórico partido de extrema direita e conservadorismo do Brasil, representa a elite branca, rural, falida e decadente. O Ministério Público do RS e a CPI do DETRAN apontam que o montante desviado pode ser superior aos R$ 44 milhões de reais apurados até agora.

A crise política se alastra para além dos desvios de recursos no DETRAN, chegando na última semana à cúpula do poder, ao gabinete da governadora o que levou a queda de 5 secretários de estado, tidos como pessoas de “confiança” de Yeda Crusius. Uma gravação feita pelo vice-governador Paulo Feijó (empresário) revelou que o “grande articulador político e responsável pela manutenção da base aliada”, chefe da Casa Civil César Busatto sabia de todo o esquema e numa tentativa frustrada de jogar pra debaixo do tapete toda a lama acabou por expor toda a falcatrua e golpes da direita gaúcha.

A questão agora é quem sabia o que, a governadora sabia do esquema?? a governadora se locupletou também dos recursos desviados, tanto para sua campanha como para a aquisição de sua bela e caríssima casa?? Os fatos indicam que sim, pois a Sra. Yeda Crusis após um longo silêncio acerca das acusações viu-se obrigada a se pronunciar e tomar algumas medidas. Informamos que de nada adiantaram as declarações da Sra. Yeda, pois ela não consegue proferir uma única frase com algum sentido e/ou nexo lógicos. A ilustre governadora do RS tem demonstrado a cada dia que passa toda a sua incompetência e inabilidade política, assim como toda a sua matriz preconceituosa, conservadora, machista, elitista e falta de noção de conjuntura.
Yeda Crusis atribuiu toda a crise política a ação da Polícia Federal e a mobilização dos movimentos sociais, detalhe importante ela apenas vomita frases ao vento, não entra no mérito dos fatos que ela mesma apresenta... compreensível pois sabemos das limitações intelectuais da ilustre governadora.

É importante destacar que desde a última semana intensificaram-se as mobilizações dos movimentos sociais, sindical, estudantil e de partidos políticos de oposição pedindo em alto e bom som o engasgado Fora Yeda!! Quer dizer nem tão alto e bom som assim, pois a Sra. Yeda tem ao seu lado nessa disputa a Brigada Militar e o Cel. Mendes (o Capitão Nascimento do RS) que comanda a Tropa de Elite guasca e promove violentos embates entre militantes e a polícia.
Na manhã de hoje Porto Alegre assistiu a mais uma brutal e truculenta ação da polícia do RS. Militantes, trabalhadores e trabalhadoras do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) e Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) chegavam à capital e se preparavam para um ato político contra a corrupção no estado quando foram surpreendidos por um forte aparato policial que os vigiava e intimidava.
A Polícia gaúcha que tem ordem da própria governadora para reprimir quaisquer manifestações contra o seu governo não hesitou em promover o embate e lançar bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha contra os/as militantes. 17 pessoas foram feridas e outras 17 foram presas e encaminhadas ao presídio central de Porto Alegre. A marcha que pretendia chegar ao Palácio Piratini, hoje apenas símbolo do governo gaúcho, ficou na metade do caminho após dois momentos de confronto com a polícia. As imagens acima falam por si só....

Vivemos tempos de ditadura em que a liberdade de expressão só é garantida para a grande imprensa golpista que sustenta e dá voz a velha oligarquia brasileira e gaúcha.
O Rio Grande do Sul está sendo palco e materialidade da luta de classes polarizada pela marginalização e criminalização dos movimentos sociais e uso da força para garantir a manutenção do poder para a elite da direita neoliberal. Essa mesma direita que há 2 décadas e meia atrás compunha o período mais sangrento, repressivo e ostensivo da história do Brasil, a Ditadura Militar.
O Rio Grande do Sul que já foi o berço da esquerda mundial é hoje a capital da corrupção e da repressão policial. O vermelho das bandeiras dos movimentos sociais foi substituído pelo sangue dos militantes trabalhadores e trabalhadoras que todos os dias corre pelas ruas da cidade e é mascarado pela grande imprensa.

fotos: blog Diario Gauche e RS Urgente

terça-feira, 10 de junho de 2008

Postagem 100


Presidente feito de povo

Essa é nossa postagem de número 100 e não poderia deixar de ser uma boa noticia como a pesquisa que aponta vitória de Evo Morales no referendum revogatório de 10 de agosto. Os números de mostram 85% de apoio em EL Alto, região de Evo demostra que por mais que a direita queira, não vai conseguir derrotar o povo boliviano.

Noticia pescada do www.aporrea.org:

La Paz 10 junio 2008.-

El presidente de Bolivia, Evo Morales, tiene 59 % de respaldo ciudadano para renovar su mandato en el referéndum revocatorio que se realizará el 10 de agosto, según una encuesta pública que se conoció hoy en La Paz.La empresa Ipsos Apoyo elaboró un trabajo para la red de televisión ATB, en las ciudades de La Paz, El Alto, Cochabamba y Santa Cruz, donde reside 75 % de la población urbana de Bolivia.Morales logra así un apoyo de 72% en La Paz, 83 % en El Alto, 51% en Cochabamba y 30 % en Santa Cruz. La encuesta además establece que la popularidad de Morales en mayo se ubicó en 55 %, un punto más que en abril.

sábado, 7 de junho de 2008










1968-2008- 40 anos - Txab- A luta continua en Euskal Herria




Si to-dos nos quedáramos en casa, a la espera de un cambio, el pueblo moriría (...) La libertad no vendrá de por sí, si nosotros no la impulsamos (...) Creo que llegaré a los 25 años, quizás también a los 30, pero no me mori-ré en la cama». Txabi

quinta-feira, 5 de junho de 2008



Economia solidária e software livre: compartilhar para transformar


Dione Manetti


Com o mundo ao alcance de um clique, a economia capitalista dispõe detecnologias sofisticadas para escolher as formas mais proveitosas de alocar seus recursos, de acordo com a oscilação dos mercados. "É aglobalização", diriam os mais simplistas. Proferida aos quatro cantos,sob as mais variadas retóricas, a globalização virou palavra da moda.Diariamente ela perambula pela mídia, ornamenta discursos políticos,polemiza conversas de bar, está presente nos tratados sociológicos e nas defesas acadêmicas.


No entanto, como grande parte das construçõesteóricas neoliberais, a idéia da globalização parece não considerar avida concreta das pessoas. Enquanto o seu ideário é implementado na perspectiva da acumulação para os que detêm o poder econômico, os indivíduos sentem suas conseqüências na pele, na dura labuta dodia-a-dia, nas inúmeras formas de segregação.


A globalização que queremos se contrapõe frontalmente àquela, propostapelos neoliberais. Mas, para construir esta globalização que desejamos épreciso mais do que boas idéias. São necessárias ações concretas queviabilizem oportunidades para as pessoas, como, por exemplo, o acesso àsnovas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs).


E nesse campo nosso desafio ainda é muito grande. Dados do Ibope Net Ratings mostram que no último mês de abril 22,8 milhões debrasileiros usaram a internet residencial. Embora seja constatado crescimento no acesso a cada pesquisa, ainda estamos abaixo do patamar verificado nos países desenvolvidos e continuamos condicionados ao uso de aplicativos de um único monopólio, o que aumenta sensivelmente o custo de equipamentos.


Então, não é difícil imaginar que a diferença noacesso esteja relacionada ao bolso do (a) trabalhador (a) brasileiro (a).Para ajudar a reverter esse quadro, o Governo Federal tem lançado mão depolíticas públicas de estímulo ao uso de computadores com sistema operacional livre.


Uma estratégia que tem se mostrado eficaz, no âmbitodo governo, é a parceria da economia solidária com o movimentopró-software livre. Além de combater a exclusão digital, essa parceria gera trabalho, renda e contribui para o desenvolvimento local. De um lado, o uso de tecnologias livres amplia o fluxo de informação entre as redes colaborativas dos empreendimentos econômicos solidários e, de outro, os profissionais do software livre fortalecem sua organização a partir da autogestão e passam a fornecer serviços e suporte em tecnologia para grupos da economia solidária.


Além de viabilizar a oferta de computadores a preço mais acessível, o software livre possibilita que as pessoas compartilhem conhecimentos. Diferente do sistema proprietário, que utiliza códigos fechados e secretos, no software livre as pessoas podem melhorar os programas disponíveis e depois oferecê-los a todos por meio da internet. "Softwarelivre" se refere à liberdade dos usuários executarem, copiarem,distribuírem, estudarem, modificarem e aperfeiçoarem o software.


"É umaquestão de liberdade, não de preço", como fazem questão de destacar os integrantes desse movimento. Acostumados a utilizar sistemas operacionais proprietários, como o Windows, os usuários desavisados costumam oferecer resistência ao software livre. É o que os ativistas das tecnologias livres chamam de"apego à zona de conforto". Ora, nada mais natural que encontremos alguma dificuldade inicial. É exatamente o que acontece quando trocamos um modelo de televisão ou de telefone celular ao qual estamos acostumados, por outro, que desconhecemos.


Apesar disso, quando questionamos os "efeitos colaterais" de fazer aopção pelo mais "fácil" e ousamos nos aventurar pelo mundo do software livre, percebemos que as vantagens desse sistema vão além da sua filosofia. O acesso a internet através de navegadores livres é mais rápido e seguro. Além disso, atualmente, os aplicativos livres (como OpenOffice.org) reconhecem e abrem, sem problemas, os arquivos com formatos proprietários de editores de texto e planilhas dos aplicativos proprietários.


Infelizmente, empresas de softwares proprietários não têm a mesma preocupação em facilitar a convergência entre os dois modelos. O motivo,sabemos de cor: ao longo dos anos, o capitalismo tem se valido das formas mais traiçoeiras de cerceamento intelectual para fortalecer a lógica dos monopólios. Conectadas on-line 24 horas, as grandes empresas aprenderam habilmente a trabalhar juntas quando o negócio é obter vantagens para acumular riquezas.


Mas globalizar só o lucro não vale. Para a economia solidária e o software livre, a idéia de um mundo ao alcance das mãos é calcada na troca, na valorização do ser humano e na colaboração. A integração orgânica desses movimentos é oportuna e estratégica. Afinal, ambos são regidos pelo princípio do trabalho coletivo e buscam o empoderamento do indivíduo na construção de uma sociedade mais democrática, justa eigualitária. Nada tão coerente quanto trilharmos esse caminho juntos.


Dione Manetti é diretor de Fomento da Secretaria Nacional de EconomiaSolidária do Ministério do Trabalho e Emprego (Senaes/MTE) e usuário desoftware livre.