sexta-feira, 25 de abril de 2008















































Manifestação de estudantes Universitáros pelas ruas de Granada, 24/04/08 . Fotos: Paulo Marques



HARTOS DE NEOLIBERALISMO




A onda conservadora que cresce na Europa com as recentes vitórias da direita na França e na Itália anunciam um tempo de retrocessos profundos nas históricas conquistas sociais de seus povos. A educação é hoje um dos prinicpais alvos das reformas neoliberais em curso. O chamado Plano Bolonha ( processo iniciado em 1999 na cidade italiana de Bolonha) tem o "objetivo" de criar uma educação comum em toda a Europa. Entretanto, a realidade é bem diferente do que a retórica neoliberal tenta fazer crer. Ao invés de uma educação pública, gratuita, universalista, propõe-se um processo de privatização e consequente elitização do ensino superior .A resposta da juventude tem sido as constantes mobilizações nas ruas das diversas cidades da Europa, em um processo que cresce a cada dia.

No dia 24 de abril centenas de estudantes da UNIVERSIDAD DE GRANADA na Espanha saíram as ruas contra o plano Bolonha. Organizado pelo Sindicato de Estudiantes, e com apoio dos partidos de esquerda e da CNT a mobilização denominada "Estoy harto" ( Estou farto) percorreu as principais ruas de Granada numa demostração de que os governos da direita não poderão impor reformas antisociais como pretendem.

Este ano se completa 40 anos da "Revolução dos jovens" que sacudiu a Europa em 1968. O significado daquele período foi tão expressivo para as gerações posteriores que muitos afirmam que aquele ano "não terminou". Guardadas as diferenças de um período para outro, o que não se pode negar é que os motivos que mobilizaram os jovens a quarenta anos não é diferente do que mobiliza os jovens que hoje lutam por um "outro mundo possível", ou seja, a construção de uma sociedade emancipada da lógica instrumental da acumulação capitalista. Outro diferencial relativo a 1968 é o fato de que hoje as alternativas estão bem claras: ou capitalismo ou barbárie, ou democracia participativa ou simulacro de democracia; ou economia capitalista ou economia socialista.

Demais informações sobre o Plano Bolonha acesse: http://www.sindicatodeestudiantes.org/

quarta-feira, 23 de abril de 2008


A ECONOMIA SOCIALISTA NA AGENDA DA JUVENTUDE PETISTA

A juventude do Partido dos Trabalhadores realizará o seu 1 Congresso este ano. É um evento de grande importancia para a nova geração de militantes desse partido que completou 28 anos em fevereiro último. Em menos de 30 anos o PT tornou-se uma referencia para a esquerda latinoamericana. Um partido socialista, que nascia das lutas operárias dos anos 80 fazendo uma critíca tanto ao stalinismo quanto à social-democracia. O PT constitutiu-se no mais importante instrumento político dos trabalhadores brasileiros nas últimas décadas. Chegou a presidencia da república em 2002. Nestes 5 anos de governo o PT enfrentou enormes desafios em uma conjuntura marcada por contradições internas e externas. Internamente cresce no partido a tendencia mais centrista, majoritariamente social democrata, enquanto que, externamente, a América Latina vive um momento histórico de transformações políticas a partir dos novos governos de esquerda. Essa contradição não está perto de ser resolvida. Após o 3 Congresso, com a vitória da social democracia petista e um relativo enfraquecimento da esquerda partidária, a grande oportunidade de recolocar a pauta socialista na agenda do partido será o Congresso da juventude. Nesse aspecto é muito importante que a juventude esteja realizando um dos debates fundamentais para o socialismo neste período, que ficou ausente no 3 Congresso, que diz respeito a economia socialista. Isso pode comprovar que a juventude do PT está muito mais avançada que sua direção. Não ha renovação do socialismo se não houver na esquerda a capacidade de compreender as profundas transformações no mundo do trabalho. A crise do capitalismo e do trabalho assalariado para responder ao processo acelerado de miséria e exclusão não será resolvida com as mesmas receitas do passado. Com o fim da ilusão social democratica (estado de Bem estar social) e o fracasso do stalinismo (capitalismo de estado) a esquerda deve retomar os projetos autogestionários e inovadores. Construir a síntese do projeto emancipador que Marx anunciou como a sociedade dos livre produtores associados como os projetos socialistas latinoamericano, indigenista e popular. A Economia Socialista constitui, na prática da produção e do trabalho essa síntese do que podemos chamar de socialismo do século XXI.

Abaixo publicamos um breve texto do camarada Gustavo Felino da juventude pestista de São Paulo que junto com outros camaradas irá apresentar as teses que defendem a economia solidária como estratégia para a esquerda em especial a juventude

AVANTE! Por uma juventudeSocialista e Solidária
Gustavo Felinto
É perceptível a todo e qualquer jovem a precarização das condições materiais de produção e reprodução da vida, em comparação à geração anterior. Se esta (a geração anterior) viveu anos em que o capital amortizava seus conflitos com o trabalho através de políticas de bem estar social (welfare state), as gerações de jovens surgidas principalmente a partir dos anos 90, se depararam com uma fase do capital muito mais violenta e perversa: o Neoliberalismo. Privatizações, abertura comercial desordenada, centralidade do mercado financeiro, flexibilização dos direitos sociais, presença escassa do estado nas políticas sociais, atrelamento aos interesses norte-americanos e às transnacionais, fizeram com que principalmente as ditas economias subdesenvolvidas ou em desenvolvimento chegassem a uma completa desestabilização político, social e econômica.O desemprego juvenil é um dos mais marcantes resultados da implementação do projeto neoliberal, junto ao processo de precarização das condições de trabalho. O jovem, quando não está desempregado, se submete a péssimas condições de trabalho (longa jornada de trabalho, baixos salários, redução ou inexistência de seguridade social...).Junto às péssimas condições de trabalho, ao desemprego e a redução da esfera pública em relação à privada, o Neoliberalismo determina em nossa sociedade uma série de valores: competitividade, individualismo, consumismo; todos valores que contribuem à manutenção desta ordem.Desta forma, a busca por instrumentos que possibilitem a transformação destes valores é central na disputa contra a hegemonia neoliberal. Por isso, a busca por novas formas de organização do processo de trabalho, da produção e do consumo apresentam-se fundamentais a esta disputa.A Economia Solidária é uma resposta auto-organizada dos trabalhadores e das comunidades pobres diante das transformações ocorridas no mundo do trabalho, representando milhares de organizações coletivas, organizadas sob forma de autogestão e que realizam atividades de produção de bens e de serviços, crédito e finanças solidárias, trocas, comércio e consumo solidário. Nas unidades de produção e comercialização típicas da Economia Solidária, todas as decisões relativas à atividade fim do empreendimento são tomadas coletivamente, num ambiente onde todos têm voz e voto de acordo com as capacitações e disponibilidades de cada um. Nela, não há patrões e empregados. A diferença entre os custos e as receitas é alocada conforme decisão da maioria dos trabalhadores e o conceito de lucro já não está presente. As decisões de compra e venda não são regidas pelas leis do mercado e por vontades individuais, mas sim tendo em vista um amplo conjunto de relações em rede desde o pequeno agricultor familiar até o consumidor nas grandes cidades.Assim, a Economia Solidária é uma importante porta de acesso à trabalho e à emancipação juvenil. Além dos mecanismos tradicionais de geração de trabalho e renda, a produção cultural e artística organizada nos moldes solidários têm gerado bons frutos a jovens de várias partes do país. Podemos citar como exemplos o pessoal da “Cadeia Produtiva do Skate” no RS e do Centro Cultural Popular Consolação (CCPC) em São Paulo e na atual parceria entre as Lojas Mundo Paralelo e o selo independente Monstro.A Economia Solidária apresenta-se cada vez mais como importante campo de organização popular, incorporando em seu cotidiano as práticas solidárias, formando cooperativas de produção, redes de consumo consciente e valorizando iniciativas nessa direção. O velho Marx transformou a utopia socialista numa estrutura teórica que inspirou a Revolução Socialista. A Economia Solidária reafirma o Socialismo criticando as experiências passadas ditas “socialistas”, afirmando ações e utopias de solidariedade e fraternidade entre homens e mulheres. Gustavo Felinto é militante da Juventude do PT de São Paulo e diretor de Economia Solidária da UEE-SP

domingo, 20 de abril de 2008




FERNANDO LUGO É O NOVO PRESIDENTE DO PARAGUAI

Mais um país latinoamericano caminha no sentido contrário ao neoliberalismo. Dessa vez é o Paraguai, um dos países mais pobre da América do Sul. Depois de 60 anos de dominio oligárquico do Partido Colorado, incluindo 30 anos de ditadura de Alfredo Strosner, o povo Paraguaio tem agora na vitória do ex-bispo Fernando Lugo a esperança de mudanças concretas. A ampla coalizão criada em torno de Lugo não nos permitem realizar prognósticos sobre o alcance e profundidade das mudanças realizadas. MAs o que é inegável e fundamental é que deu-se um passo importante em um sentido inedito para o Paraguai. A conjuntura é mais que favorável para junto com Venezuela, Bolívia, Equador, o Paraguai também mostre coragem para romper o ciclo de atrasos e avance na construção de um novo país.


A vitória de Fernando Lugo foi muito mais ampla do que previam até mesmo as pesquisas de boca-de-urna, divulgadas assim que a votação terminou. Com 76% das seções eleitorais apuradas, ele tem vantagem de 9% sobre a candidata oficialista, Blanca Ovelar. Lugo tem 40% dos votos, contra 31% de Blanca Ovelar. A vantagem do ex-bispo é de cerca de 140 mil votos.
Com base nos números das pesquisas de boca-de-urna, a previsão era de que o Partido Colorado teria as maiores bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado, além da maioria dos 17 governos de departamentos.
Fernando Lugo, uma esperança para o sofrido povo guarani
Será que hoje teremos, finalmente, o dia do Paraguai?


Pela primeira vez, depois de 60 anos de poder do direitista Partido Colorado, existe a possibilidade de uma alternativa política não conservadora com a candidatura de Fernando Lugo, ex bispo vinculado a Teologia da Libertação. Será que a direita paraguaia aceitará uma derrota? Ou a velha fraude "a la México" vai se impor também?


quarta-feira, 16 de abril de 2008

Desarrollo Endógeno Socialista y la Defensa Popular

Por: Luisa Fernanda Zambrano D*
Fecha de publicación: 15/04/08

Para adecuarnos al momento histórico, en el que estamos tratando de construir un nuevo modelo socio-político- económico es necesario hablar no solo del Desarrollo Endógeno, como un modelo teórico o genérico, sino de un “modelo” por llamarlo de alguna forma, que exprese la relación de la teoría y la praxis, de nuestro quehacer cotidiano y que nos permita construir al mismo tiempo, el camino rumbo al Socialismo Bolivariano, por ello, estaremos hablando no solo del desarrollo endógeno sino específicamente; del “Desarrollo Endógeno Socialista (DES)*”como modelo político- socio- económico.

El cual consistirá en incrementar el potencial productivo de cada región a partir de las comunidades mancomunadas, estimulando los niveles de organización, formación política socialista, y técnica gerencial; dentro de las comunidades sus sujetos y actores para organizar, liderizar, gestionar, cogestionar y articular las diferentes formas económicas existentes en la localidad, fortalecer la escala de producción, crear redes y eslabonamientos entre las diversas formas económicas que permitan satisfacer las necesidades comunales, la distribución equitativa de la producción, el manejo autogestionario de los servicios públicos, en armonía con el medio ambiente, las tradiciones culturales, además de cultivar el camino rumbo al socialismo.

Esta conceptualización que hacemos del “Desarrollo Endógeno Socialista (DES)” representa una alternativa política al modelo de desarrollo capitalista, que no está opuesta al desarrollo económico, ni es un proceso cerrado. Sino, por el contrario, está abierto a los intercambios de conocimiento y saberes propios de las sociedades del siglo XXI. El Desarrollo Endógeno Socialista (DES), parte de la praxis comunitaria, concientes y muy bien formadas e informadas sobre el uso y manejo de los recursos científicos-técnicos, además de prestos para la experimentación tanto con conocimientos y prácticas tradicionales locales como con conocimientos y experiencias externas. Vincula las diferentes modalidades de economía que existen en la localidad y maneja de manera autogestionaria y cogestionaria los servicios públicos y solidarios que requiere la comunidad para potencializar su desarrollo.

El DES ocurre como consecuencia de transformar la espiral descendente de la pobreza, en espirales ascendentes del crecimiento sustentable. La fuente es el trabajo comunitario conciente y autogestionario, el cual puede producir el cambio de la visión fatalista de la pobreza, donde sólo se suma las carencias, a una visión esperanzadora, que suma potencialidades y genera el impulso necesario para el desarrollo del socialismo bolivariano;

Desde esta perspectiva el DES, tiene su meta en la comunidad, utiliza todas las herramientas no destructivas a la naturaleza y disponibles para potenciar sus recursos locales de manera que el desarrollo satisfaga a todas las personas, familias, comunidades y transcienda hacia áreas vecinas, hacia la economía de la región, del país y de allí para América Latina y el mundo.

Creemos que el “Desarrollo Endógeno Socialista (DES)” es a la vez “un mecanismo de defensa a circunstancias que se consideran coyunturales, y se centra en la ejecución de políticas de protección a sectores de la economía que se encuentren en desventaja ante competidores externos”. (Petrizzio, Aldana, Ocho; 2006) (el subrayado es nuestro). Esta visión, estratégica del DES equipara el “Desarrollo Endógeno Socialista (DES)” con la “Defensa Popular” y viceversa para de esta manera, identificar sistemas y sub-sistemas de valores, actores, sujetos sociales, potencialidades, amenazas, estrategias y planes que permitan hacer del DES una realidad para nuestras comunidades.

Es por ello que se establece la Seguridad y Defensa Integral en el contexto de lo endógeno como Defensa Popular, siendo esta la acción del sujeto social comunal construyendo su propia seguridad humana.

Todo esto nos lleva a plantearnos el DES como un concepto complejo conformado por muchas dimensiones, principalmente por las que a continuación presentamos en la siguiente ecuación:

Desarrollo Endógeno Socialista DES = Economía Comunal + Comunas de Desarrollo Endógeno Socialista +Defensa Popular.

DES = EC +CDES+DP

De manera que, para lograr el DES como modelo político, es necesario desarrollar un modelo económico que obedezca a las realidades comunales, es decir, una Economía Comunal; donde las comunidades sean las propietarias de los medios de producción y distribución de los bienes que allí se producen. Además, se requiere un modelo societal donde las comunidades organizadas y mancomunadas en forma de Comunas de Desarrollo Endógeno Socialistas, puedan desarrollar sus potencialidades locales, y también puedan asegurar su sustentabilidad a través de mecanismos de defensa popular comunal que le permitirán despejar las amenazas al desarrollo endógeno socialista.
Las Amenazas en el contexto Geopolítico de Venezuela.

Estas amenazas que pueden producir problemas para lograr la Seguridad y al Desarrollo Endógeno Socialista deben estudiarse en el contexto geopolítico, esto significa que debemos pasearnos por interrogantes como ¿dónde estamos ubicados geográficamente?, ¿qué recursos y potencialidades nos ofrece esta ubicación?, ¿quiénes son nuestros vecinos?, ¿cuáles son las necesidades y potencialidades de los vecinos?, ¿Cómo son sus sistema políticos y de gobierno?, ¿Quiénes son sus amigos y enemigos?, ¿quiénes están necesitando lo que nosotros producimos y tenemos?, ¿qué beneficios ofrece nuestra posición geográfica a los intereses de los otros que quieren lo que nosotros tenemos?. A partir de todas estas interrogantes como estos que en principio parecen sencillos, se tejen una trama muy compleja de relaciones geopolíticas que pueden resultar de grandes beneficios, así como de grandes vulnerabilidades que pueden convertirse en amenazas.

Vemos entonces, que nuestra ubicación geográfica al norte de Suramérica nos ofrece múltiples ventajas para el comercio, la explotación pesquera y las comunicaciones, por ejemplo, pero representa también grandes debilidades, que pueden facilitar el asecho de una gran cantidad de amenazas, a la hora de proveer seguridad a las extensas áreas fronterizas, y a la gran zona marítima, que nos hace vulnerable, al tener poco control de nuestros espacios terrestres, marítimos y aéreo espacial. Ejemplo, de esto son: lo que sucede a diario con el gran contrabando de combustibles (gasolina y aceites), por toda nuestra frontera, tanto con Colombia y Brasil vía terrestre, con Guyana y Trinidad vía acuática. Y lo que sucede con nuestro gran espacio acuático, el cual sirve a cientos de narcotraficantes y contrabandistas que navegan libremente con poderosas naves, casi invisibles e inalcanzables por las autoridades encargadas (Armada y Guardia Nacional) del resguardo y la seguridad que en su mayoría navega en viejas embarcaciones nuestros lagos, ríos y mares.

Es claro, que al ser el país con la mayor reserva petrolera probada del mundo y tener un gran potencial gasífero con una posición geoestratégica para su explotación y comercialización (totalmente abiertos al Mar Caribe para exportar a Norteamérica y Europa, y cerca del canal de Panamá para exportar a Asía y Oceanía), nos convierte en uno de los países más apetecible, a los intereses del imperio norteamericano y de las grandes corporaciones globales; por tanto, no es para nada extraño que estemos continuamente amenazados por todos aquellos grupos, países, instituciones, etc, que se crean afectado por el manejo soberano que nuestro país y su gobierno democrático le de a estos recursos.

El mejor ejemplo de esta amenaza son las recientes acciones (febrero 2008) por parte de la Exxon Mobil para congelar bienes de nuestra empresa petrolera PDVSA por el orden de los 12 mil millones de dólares en tribunales extranjeros de USA, Londres y Holanda. Acciones que en palabras del Presidente de PDVSA Rafael Ramírez (2008) tienen más un efecto político y mediático ya que “Petróleos de Venezuela no tiene activos ni en Londres ni en Holanda que siquiera se acerquen a esos números, de manera que son acciones que no tienen una efectividad sobre nuestra industria petrolera…Exxon Mobil lo que pretende es crear una situación de zozobra en nuestro país, una situación de nerviosismo”

La fuerza de nuestros ríos nos permite general el 80% de la electricidad que consumimos en el país, además de exportar a Colombia y Brasil convirtiéndonos en un país con un gran potencial hidroeléctrico y esos mismos ríos y otros ubicados en nuestra zona amazónica y nuestros estados andinos, nos garantiza un enorme potencial de Agua Potable; otro de los recursos vitales para el DES y también muy codiciado, ya que como mucho se ha dicho las guerras de los nuevos tiempos serán por este valiosísimo recurso natural, el agua. Con el calentamiento global y el efecto invernadero se esta haciendo un recurso no tan renovable y altamente demandado a escala mundial.

Tenemos que considerar la gran diversidad de fauna y flora, que representan nuestros bosques y puede considerarse como un enorme potencial maderero, botánico y biogenético muy apetecible para las grandes empresas e industrias farmacológicas del mundo. Contamos con minerales estratégicos para las industrias de todo tipo, especialmente Carbón, grandes reservas de aluminio, hierro, baucita, diamantes, entre otros.

Todos estos recursos, tienen un enorme potencial para el Desarrollo Endógeno Socialista de nuestro país, especialmente del sur donde se localizan las grandes reservas de minerales, flora y fauna. Estas extensas áreas se encuentran casi vírgenes, siendo fácilmente vulneradas por grupos como los mineros brasileños o Garimpeiros, que son una gran amenaza ya que están haciendo terribles destrozos y daños casi irreversibles a la selva y al ecosistema de la zona, contaminando con mercurio las vertientes de los ríos, bosques y sabanas. Esta situación es de tal magnitud que las autoridades nos explicaron en una visita que hicimos a una localidad del sur del territorio, que para la recuperación de las áreas afectadas se requerirán aproximadamente unos trescientos (300) años, dada la contaminación con mercurio de la tierra y el agua, y lo peor es que esta situación se da en áreas cada vez más extensas, tanto, que son fácilmente percibidas desde los satélites espaciales y fotos aéreas.

Otra de las amenazas latentes en esta gran zona son los grupos religiosos o evangelizadores, que trabajan y conviven con comunidades indígenas, al interior de la selva, instalando pistas de aterrizajes, radios comunitarias con señales satelitales, inculcando su religión, costumbres e ideologías, afectando gravemente los valores ancestrales y la identidad cultural de nuestras comunidades indígenas y poniéndolas al servicio de los intereses imperiales, ya que se ha señalado en diversas oportunidades que esos grupos (como el de las Nuevas Tribus, expulsado del país), tienen fuerte vinculación con empresas trasnacionales: laboratorios farmacéuticos, corporaciones explotadoras de minerales y maderas entre otros.

También, resulta interesante mencionar dentro del potencial geopolítico con el que contamos: al modelo único de democracia participativa y protagónica, al liderazgo del presidente Chávez y al pueblo soberano que están sirviendo de referencia a otros países, (Cuba, Ecuador, Bolivia y Nicaragua) que quieren construir modelos políticos más incluyentes, que permiten el despertar de los pueblos, para conjugar una verdadera integración Latinoamérica el ALBA, estos elementos hacen posible pensar en DES de América Latina, no obstante, sin descuidarnos del hecho que el imperio y sus transnacionales están viendo obstaculizados sus intereses de implantar el ALCA a sus anchas, por tanto, no es de sorprendernos que los laboratorios de guerra de cuarta generación, nos acechen con las más diversas amenazas.

Es por estas diferentes razones que no podemos perder de vista que cada una de las potencialidades antes señaladas, encierran en si mismas grandes posibilidades para el DES, pero también implican debilidades y vulnerabilidades en muchas áreas que posibilitan la incursión de diversas amenazas y por tanto, se hace necesario contar con un pueblo conciente y corresponsable para asumir su defensa integral en todas sus dimensiones.
Construyendo el concepto de Defensa Popular, a partir de la corresponsabilidad Estado- comunidad

Ahora bien, la manera de operacionalización y/o poner en práctica estos conceptos de la Seguridad y Defensa Integral a nivel local, por parte de los Consejos Comunales es a través de las redes y organizaciones comunitarias, que encarnen de manera eficiente, eficaz y efectiva el principio de corresponsabilidad en todas sus dimensiones. En otras palabras, la Defensa Popular:

es la organización estratégica del pueblo para asumir y promover la defensa integral de la nación, en el marco constitucional de la democracia participativa y protagónica, conforme a los principios de corresponsabilidad, solidaridad, equidad y justicia social. (Zambrano; 2005)

Es decir, el pueblo, las comunidades, los vecinos, los estudiantes, los soldados, los campesinos, las amas de casa, los indígenas, etc., formados, informados, organizados y comunicados en redes por toda Venezuela para promover la defensa integral, de manera que la defensa popular, es en si misma, integral pero supone la organización estratégica del pueblo civil (Consejos Comunales, de Trabajadores, de Estudiantes, etc) para dar respuesta a las amenazas en todas sus dimensiones y apoyar a las instituciones militares para lograr del proyecto civilizatorio de refundar el país en pro de la construcción del nuevo socialismo del siglo XXI.

Esto nos ha llevado a plantear la Defensa popular como un sistema local de defensa que debe ser asumida como una Organización compleja como lo señala Balestrini asumiendo a Morín. Dado que en la Defensa Popular, se establece como una relación entre partes y todo, cada término remite al otro Esto significa que ninguno de los dos términos es reductible al otro, la organización debe definirse con relación a los elementos, a las interrelaciones, al todo y así sin interrupción. Pero también, con la perspectiva de la organización en la que están dispuestos, en y con la perspectiva del todo en el que se integran. Los elementos deben ser definidos por sus caracteres originales, en y con las interrelaciones de las que participan. El sistema es una unidad compleja organizada.

Cada Consejo Comunal, tiene sus propias características en función de su propia realidad. La organización de Defensa Popular está integrada por los Consejos Comunales, donde cada parte, cada comunidad tiene su propia particularidad, capacidad especial, en relación con el sistema. De tal modo, si las partes que son las comunidades deben ser concebidas en función del todo, deben ser concebidas también aisladamente. Cada Consejo Comunal organizado en función de la Defensa Popular, está dotado de cualidades desconocidas en el nivel de los componentes o individuos. Las partes deben ser concebidas en función del todo, deben ser concebidas también aisladamente.

La Defensa Popular expresa la articulación entre el Estado y la Sociedad Civil que participa a través de los Consejos Comunales y sus diferentes comités que se expresan en los siete ámbitos de que establece la constitución.

Es decir, que una comunidad en Defensa Popular es corresponsable conjuntamente con el Estado, de su seguridad y defensa, por ello, no concebimos una comunidad con alto nivel de participación política, pero que se ahoga en la basura, y que no logra integrarse en mesas técnicas, para resolver sus problemas de agua potable y aguas servidas. Tampoco, entendemos como comunidades altamente participativas y organizadas tengan que atender al toque de queda que les dicta el hampa a ciertas horas del día. La Defensa Popular, es integral y expresa una articulación a nivel local de la corresponsabilidad de la Comunidad y el Estado. El Estado, sigue siendo el garante de la seguridad pero la comunidad es el instrumento del Estado para que ésta llegue a todos y cada uno de las ciudadanas y ciudadanos. Es así, como las redes sociales que se articulan a partir de los Consejos Comunales, deben ser el circuito, los cables por donde transite, las respuestas del Estado y sus instituciones, ya no se espera que la institución “X” vaya a la comunidad “Y” plantee un proyecto. No, ahora de lo que se trata es, la comunidad llega a la institución con un proyecto concreto.
Las Cuatro Dimensiones de la Defensa Popular

La Defensa Popular entendida como un sistema complejo, posee cuatro (4) dimensiones básicas y ello se puede expresar en la fórmula.

Defensa Popular = a la corresponsabilidad en la Defensa de la Soberanía y del Territorio + Defensa Socio-Política + Seguridad Ciudadana + Protección Civil

Esto significa que nuestros Consejos Comunales deben asumir su corresponsabilidad para atender las amenazas en cuatro dimensiones y en los diferentes ámbitos que ellas involucran, estas son:

Dimensiones de la Defensa Popular

Defensa de la Soberanía y el Territorio.

Esta dimensión involucra los ámbitos militar y ambiental principalmente; en esta dimensión estaremos preparando a nuestras comunidades a conocer los aspectos de defensa de la soberanía en sus comunidades y adyacencias, vinculando lo civil y militar a través de la Reserva y la Guardia Territorial. Los Consejos Comunales en Defensa Popular estarán capacitados para desarrollar operaciones de resistencia local ante cualquier agresión interna y/o externa.

Esta dimensión requiere la articulación cuidadosa entre lo civil y lo militar, para estructurar estrategias reales de actuación en casos específicos. Sabemos y estamos concientes que en los actuales momentos la Fuerza Armada Nacional, FAN, está haciendo todos los esfuerzos por adaptarse a esta nueva realidad y que todos sus componentes están diseñando propuestas de participación y actuación conjunta, la Reserva Militar, está siendo considerada para conformarse como otro componente de la FAN, y a través de ella hacer una eficiente organización de las operaciones civiles ante amenazas contundentes.

No obstante, como se ha dicho en muchas oportunidades la Defensa Popular es transversal, no requiere formar parte o pertenecer formalmente a ningún comité o comando, no implica el manejo de armas de fuego o de guerra; se trata de la organización comunitaria conciente, para atender los asuntos vinculados con la resistencia local, es decir: mujeres claras sobre su papel en la alimentación de las tropas, jóvenes entendidos de las rutas de escape y aseguramiento de la comunidad, hombres preparados para el resguardo de instalaciones estratégicas, proveer transporte y abastecimiento a las FAN, etc.
Defensa Socio-Política.

Es la dimensión más amplia de la defensa popular, abarca los ámbitos, económico, social, cultural y político. Los Consejos Comunales desarrollan estrategias de defensa y resistencia contra amenazas a nuestro modelo democrático, así como a nuestro sistema económico y socio-cultural. Este aspecto de la Defensa Popular se relaciona directamente con el mantenimiento y desarrollo de las políticas de Estado, como lo son las misiones sociales de lucha contra la pobreza y la exclusión social. Las cooperativas, los núcleos de desarrollo endógeno, las comunas de desarrollo endógeno socialista, se nos presentan como una alternativa válida para la satisfacción autogestionaria de necesidades socioeconómicas y nos previenen ante la emergencia económica. Se las considera como medios para hacer efectiva la participación y el protagonismo del pueblo en lo social y en lo económico.

Por tanto, ya se ha demostrado que tenemos un pueblo y unas redes sociales dispuestas a defendernos, ante las amenazas a nuestro sistema socio político, redes comunales dispuestas a desmontar golpes de Estados, desmantelar campañas mediáticas de desprestigio a nuestros líderes y desacreditar farsas electorales, entre otros aspectos.

Sin embargo, creemos que las comunidades y sus Concejos Comunales deben, cada día, estar más preparados y manejar herramientas para defender nuestro proceso democrático, ya estas próximas amenazas no serán tan evidentes y sus tácticas mucho más elaboradas y encriptadas. Las comunidades deben estar preparadas en Defensa Popular y atentas a defenderse desde lo interno, situaciones como la corrupción y el burocratismo, son graves amenazas que causan un gran daño a todo proceso que como el nuestro, trata de desmotar un sistema consumista he individualista, que por mucho tiempo ha reinado entre nosotros. Por eso los Consejos Comunales, sus unidades financieras y de Contralorías Sociales, son los principales garantes de que podamos ejercer una real Defensa Popular y que podamos velar por el DES de nuestras comunidades, por el manejo eficiente y transparente de los recursos comunitarios y de los beneficios, producto de la economía comunal, que nos permitirá conseguir la mayor suma de felicidad posible para todos y cada uno.

Otro elemento fundamental al cual nuestros CC, deben estar alerta, es a las amenazas de las campañas mediáticas que Freytas (2006) refería como arma fundamental de las guerras de cuarta generación, y como dijimos en su momento y volvemos a repetir, el arma de la Defensa Popular es la Conciencia Colectiva Comunitaria que desmoviliza y desmonta dichas campañas. Que no se hace eco de los rumores de escasez que producen las compras nerviosas y el acaparamiento de alimentos, que entiende la importancia de las campañas de vacunación y lucha contra el dengue. La Defensa Sociopolítica del proceso bolivariano democrático se hace desde los centros de salud, desde los mercal, desde los ambientes o aulas de clases de las misiones educativas, desde cada uno de los comités e instituciones del Estado, donde emprendemos la lucha contra las amenazas de la corrupción, la ineficiencia, el acaparamiento, las epidemias, la basura, el burocratismo entre otras.

Para todo esto las comunidades deben estar formadas y capacitadas para la autogestión, y la cogestión de sus proyectos y para enfrentar todas aquellas amenazas que atenten al modelo sociopolítico de nuestra democracia bolivariana.
Seguridad Ciudadana

Esta dimensión involucra los ámbitos político, social y cultural, en esta área la Defensa Popular local desarrolla estrategias de defensa contra las amenazas a la seguridad individual y colectiva que padecen día a día los ciudadanos. Así como el combate activo a la cultura de la violencia, la corrupción y el secuestro en nuestras comunidades. Los Consejos Comunales y demás redes comunitarias son corresponsables con los cuerpos policiales y de investigación criminal, en velar por el mejoramiento de la calidad de vida y la seguridad integral de todos los habitantes de la comunidad.

Durante mucho tiempo esta dimensión era fundamentalmente una tarea del Estado, pero la verdad es que tanto el Estado como sus diferentes gobiernos (los de la cuarta y la quinta república) se han visto afectados por el fenómeno delincuencial, que cada vez parece hacerse más fuerte y crecer desproporcionalmente. Ahora bien, como ya explicamos, la seguridad es una percepción muy subjetiva que puede cambiar rápidamente, de acuerdo a las situaciones, en tal sentido, no debemos olvidar que esta situación la percibimos mayoritariamente a través de los medios, para quienes lamentablemente, solo las cosas malas son noticias, por ello, creemos importante recordar lo que Binder (2004) identifica como la creación de “Ciudadanos Siervos” dado que como él señala:

El Poder Comunal o Poder Popular; la democracia directa y protagónica en función de su seguridad ciudadana en pro de la escogencia y control social de sus autoridades. Los Consejos Comunales son corresponsables y contralores de los cuerpos policiales y de investigación criminal, en velar por el mejoramiento de la calidad de vida, la paz y la seguridad integral de todos los habitantes de la comunidad.

Esta es una dimensión que requiere mucha atención, sobre todo por parte de las comunidades más pobres, porque lamentablemente, son estas comunidades las que sufren mayormente, los rigores de la delincuencia, de la violencia cotidiana, pero hay que dejar ver que esta violencia en la mayoría de los casos se produce a lo interno de estas mismas comunidades, son los hijos, sobrinos, nietos, de nosotros los vecinos los que se hacen violentos, delincuentes asesinos, y que desahogan su violencia contra nuestros hijos, sobrinos, nietos y vecinos.

La tarea de los Consejos Comunales es titánica en lo que se refiere a apoyar la construcción del hombre nuevo, anteriormente, esta era una tarea casi únicamente de la familia y cada familia era un mundo que comenzaba de la puerta de la casa hacia dentro, allí solo los padres y familiares cercanos tenían ingerencia en los asuntos familiares. Hoy la realidad nos dice que los padres, si existen, no pueden solos, que la casa ya no empieza de la puerta para dentro, porque el trabajo de los padres deja solo a los niños la mayor parte del tiempo y las balas y otros vicios, no respeta puertas y ventanas.

Las comunidades organizadas deben velar por la cultura de paz y para ello debe hacer prevención, debe saber y contactar a las familias y niños en alto riesgo, donde se presuma abuso, violencia intrafamiliar, consumos ilícitos, para establecer estrategias de corresponsabilidad comunitaria con los niños de esas familias. Debe regular las ventas y el consumo de licor dentro de la comunidad, estar en contacto directo con las escuelas y liceos para detectar situaciones irregulares. En fin, no se trata de vecinos organizados punitivamente, sino que una comunidad que pueda desarrollar en su interior una cultura de paz y seguridad, donde todos importan y el bienestar de uno es el bienestar de todo, es la apuesta por la construcción de un modelo socialista de seguridad ciudadana para combatir amenazas como:
- Protección Civil

Está dimensión se vincula a los ámbitos: ambiental, social, cultural y geográfico. La Defensa Popular atiende con especial interés lo concerniente a los riesgos y desastres de origen natural, antrópico y tecnológico, que frecuentemente producen considerables pérdidas de vidas y bienes materiales dentro de las comunidades más pobres de nuestro país. El desastre, cualquier sea su origen, afecta a las comunidades, debido a que la misma presenta condiciones de vulnerabilidad (física, social, cultural, institucional, económica, psicológica y otras) que facilitan los efectos destructivos del mismo. Los Consejos Comunales y las demás redes comunitarias serán el soporte social, que desarrollará planes y estrategias de supervivencia ante las situaciones de crisis; para enfrentar y atender las emergencias colectivas. Así como serán los corresponsables en la internalización e implantación de una cultura de prevención de desastres en sus comunidades; a través de la generación de un plan de corresponsabilidad para la defensa popular, centrado en el conocimiento de la gestión de riesgo y atención a las emergencias colectivas; fundamentado en las propias realidades de vulnerabilidad física y vulnerabilidad social existentes en sus comunidades; en la capacidad técnica; así como, en la estructuración privilegiada de los sujetos sociales realmente capacitados para enfrentar los problemas de reducción de la vulnerabilidad social

Como refieren muchos autores que trabajan el tema de la protección civil como un asunto complejo; mientras más pobres son las comunidades, más devastadores son los efectos de las catástrofes y mucho más difícil y duro es la recuperación, quedando más pobres y castigados. Por eso, esta dimensión esta directamente vinculada con el desarrollo endógeno de las comunidades que deben hacerse conciente de sus vulnerabilidades y riesgos.

En cuanto a las amenazas en esta dimensión es importante señalar como lo explica Genatios y Lafuente (2006),

… los eventos naturales ocurren siempre, pero solo se convierten en desastres, si el factor humano esta allí, una vez que ha intervenido, ocupado y transformado el ambiente… Por ello, la ignorancia, la pobreza y la falta de planificación siguen siendo nuestro principal enemigo en la prevención de desastres, lo cual incluye la construcción popular de viviendas que no tienen las más mínimas resistencia ante fuerzas naturales...

Las amenazas en esta dimensión están relacionadas con varios asuntos, entre ellos:

1. La escasa cultura de prevención de desastres.
2. La pobreza y las construcciones vulnerables.
3. Los eventos naturales (terremotos, deslaves, inundaciones, maremotos, Tsunamis, etc.)
4. Los accidentes en instalaciones petroleras.
5. Los incendios.

Reflexiones Finales

El Desarrollo Endógeno y la Defensa Popular de las comunidades, son propuestas que se enmarcan dentro del esquema colectivista, socialista, donde el bienestar de uno debe redundar en el bienestar de todos y cada uno de los componentes de una comunidad. Por eso, a la par del desarrollo de un modelo político socialista, se se hace necesario el desarrollar un modelo económico que obedezca a las realidades comunales, es decir, una Economía Comunal; donde las comunidades sean las propietarias de los medios de producción y distribución de los bienes que allí se producen. También un modelo societal que surge de las comunidades organizadas y mancomunadas en forma de Comunas de Desarrollo Endógeno Socialistas, donde se potencia la convivencia local, y se asegura la sustentabilidad a través de mecanismos de Defensa Popular Comunal.

Los Consejos Comunales en Defensa Popular suman todas las voluntares, saberes, potencialidades, recursos, etc.; para atender y combatir las amenazas y vulnerabilidades a través de estrategias integrales donde se asumen cuatros dimensiones de abordaje: La Defensa de la Soberanía y el Territorio, la Defensa Socio-política, la Seguridad Ciudadana y la Protección Civil.

Esto plantea un trabajo vital, hay que luchar contra muchas adversidades, hay que reponerse de muchas frustraciones, hay que formarse, capacitarse y equiparse para la Defensa Popular y el Desarrollo Endógeno Socialista. Porque como venimos señalando, el desarrollo es siempre una nueva apuesta a futuro, es un camino largo y una apuesta conciente, que estamos construyendo día a día y con nuestra participación protagónica, la Venezuela que queremos para nuestros hijos.

El Desarrollo Endógeno Socialista y la Defensa Popular son parte del boleto que nos permitirá subir al “tren de la historia”, ya no debemos conformarnos con verlo pasar, tenemos como subirnos a él. Los Consejos Comunales son las estructuras básicas para iniciar esta ruta, que por primera vez, esta abierta para “todos” sobre todo para los más pobres y los excluidos.

Estamos concientes que los Consejos Comunales apenas comienzan a caminar, y muchos de ellos ni siquiera se han conformado legalmente, también sabemos que las leyes que los regulan son muy “tímidas” y poco precisas en muchas cosas. Por ello, es necesario, que veamos este proceso con la justa medida que esto tiene, no podemos, recargar ni forzar las situaciones, porque nada “madura” mejor los procesos que el tiempo requerido para ello, no podemos por ejemplo; pedirle a nuestros hijos adolescente que no se equivoquen o que no comentan errores, siempre lo van a hacer para poder crecer y siempre tenemos que creer en que ellos lo pueden hacer, porque “tienen las herramientas internas y externas” para hacerlo, y por eso siempre serán con todos sus errores una apuesta a un futuro mejor.

*Esté articulo es un sustrato del libro Desarrollo Endógeno Socialista y Defensa Popular. Una propuesta a partir de los Consejos Comunales. De Luisa Fernanda Zambrano.Prof. Asociada y Coordinadora de la Línea de Investigación del doctorado en Seguridad y Desarrollo Integral de la UNEFA. Investigadora contratada de la Escuela Venezolana de Planificación Social. Prof. del IUPOLC.

lzambranogerente@gmail.com

terça-feira, 15 de abril de 2008


Presidente Chávez no ato Del Bravo Pueblo , 13 de abril de 2008, Caracas- República Bolivariana de Venezuela.



Declaración de Caracas


Intelectuales de todo el mundo se pronuncian sobre los asuntos de la actualidad latinoamericana



Los participantes en el Encuentro "Armados de Ideas", Intelectuales y Artistas por la Paz y la Soberanía de América Latina, reunidos en Caracas, Venezuela, el 12 y 13 de abril de 2008, conmemorando la gesta del pueblo venezolano en defensa de Revolución Bolivariana y contra el golpe de estado fascista del 11 de abril de 2002,
M A N I F E S T A M O S :
Nuestro total respaldo a la República Bolivariana de Venezuela y a su pueblo en el proceso revolucionario que vive este país en el pleno ejercicio de su legítimo derecho a la autodeterminación. Apoyamos decididamente al presidente Hugo Chávez Frías y a los procesos organizativos populares que fortalecen día a día su marcha hacia un Socialismo que se construye con imaginación, humanismo y creatividad. Los pueblos de América y del mundo, representados aquí, nos solidarizamos con esta Revolución Bolivariana en marcha.
Respaldamos, asimismo, al gobierno del Presidente Evo Morales Ayma, a sus políticas de cambio y al proceso constituyente soberano del pueblo boliviano. Condenamos el injerencismo del gobierno de Estados Unidos en los asuntos internos de Bolivia y denunciamos las acciones divisionistas y discriminatorias de los grupos oligárquicos de ese país contra los pueblos originarios y el ejercicio de sus autonomías. Rechazamos el Estatuto autonómico de Santa Cruz, declarado unilateralmente, por ser inconstitucional y por ir en contra de la unidad de la nación multiétnica boliviana.
Expresamos nuestra solidaridad con la digna posición de defensa de la soberanía del gobierno ecuatoriano de Rafael Correa ante la violación de su territorio perpetrada por el gobierno de Colombia, con el apoyo de armamento, logística e inteligencia de Estados Unidos y como parte de la estrategia de dominación imperialista en la región. Expresamos nuestra indignación por la masacre de ciudadanos ecuatorianos, colombianos y mexicanos, y rechazamos cualquier tipo de intervencionismo guerrerista contra nuestros pueblos.
Externamos nuestra profunda preocupación por la crisis histórica que atraviesa Colombia, y manifestamos nuestra firme solidaridad con la lucha valerosa de su pueblo por una verdadera democracia que respete los derechos humanos, por la realización de un acuerdo humanitario y la búsqueda de una solución política negociada que ponga punto final a la guerra prolongada que ha dejado cientos de miles de muertos, heridos, desplazados y desaparecidos.
Urgimos a todos los gobiernos que forman parte de la llamada Misión de Estabilización de Naciones Unidas en Haití (MINUSTAH), y en particular a los de América Latina, para que retiren inmediatamente sus tropas y contribuyan así al restablecimiento de la democracia con total respeto a la autodeterminación del pueblo haitiano.
Condenamos enérgicamente las reiteradas agresiones del gobierno de Estados Unidos a nuestros pueblos bajo el pretexto de la lucha contra el terrorismo y el narcotráfico, y demandamos la extradición del terrorista confeso Luis Posada Carriles a Venezuela, encausado por el homicidio calificado de 73 personas a bordo de un avión de pasajeros.
Exigimos la inmediata liberación de los cinco cubanos presos injustamente en cárceles estadounidenses por combatir el terrorismo de Estado dirigido contra el pueblo cubano.
Denunciamos el injusto, cruel e ilegal bloqueo que por casi medio siglo, Estados Unidos mantiene contra Cuba.
Rechazamos la adopción indirecta del plan Colombia por parte del gobierno mexicano, el avance de la iniciativa Mérida en ese país y la Alianza para la Prosperidad y Seguridad de América del Norte, como mecanismos de expansión de la intervención militar de Estados Unidos en América Latina. Consideramos inadmisible que el gobierno de Felipe Calderón no condenara la masacre realizada en territorio ecuatoriano en la que perdieron la vida cuatro estudiantes de la Universidad Nacional Autónoma de México, coadyuvando en la criminalización de las víctimas y los sobrevivientes de ese asesinato, mientras protestaba por la nacionalización legítima del gobierno de Venezuela de la compañía CEMEX de capital mexicano.
Nos pronunciamos por el fin de la dominación colonialista y neocolonialista en Nuestra América y exigimos la independencia de Puerto Rico y de todas las colonias que subsisten en el Caribe.
Convocamos a la movilización por el cierre y retiro de las bases militares extranjeras en los países de América Latina y del Caribe.
Rechazamos la manipulación ecológica para transformar nuestro territorio en proveedores de agro-combustibles con el fin de sustentar la suficiencia energética de Estados Unidos.
Denunciamos el despojo de los conocimientos ancestrales de los pueblos indígenas de Nuestra América y su comercialización por corporaciones médicas capitalistas, así como el saqueo realizado por museos y coleccionistas de Estados Unidos que exhiben y mantienen en su poder cientos de miles de piezas de nuestros patrimonios históricos y culturales.
Los participantes en este encuentro nos comprometemos a continuar, ampliar y profundizar la participación de intelectuales y artistas -comprometidos con la lucha de los pueblos de Nuestra América- en la batalla de las ideas, reconociendo las ricas experiencias que estamos viviendo en la construcción del poder popular desde abajo, desde los ciudadanos, desde los procesos autonómicos de los pueblos indígenas. Como declaró en esta reunión el Presidente Chávez, "solo el pueblo salva al pueblo".

segunda-feira, 14 de abril de 2008



Audiência Pública na Câmara Federal debate Finanças Populares e lança cartilha sobre Economia Solidária


A atividade acontece no próximo dia 15.04 e tem o objetivo de debater Projeto que regulamenta os bancos solidários e cria o Conselho Nacional de Finanças Populares e Solidárias.
O PLP 93/2007, de autoria da deputada federal Luiza Erundina, objeto de debate da audiência solicitada pelo deputado Eudes Xavier, regulamenta o setor financeiro da Economia Solidária e propõe a criação de um conselho para regular a constituição, funcionamento e fiscalização dos bancos populares de desenvolvimento solidário. Alem de organizar o marco legal para a atuação das instituições financeiras, o Projeto estabelece o prazo de 90 dias para a instalação do Conselho Nacional (CONAFIS), que deverá ser composto por 11 membros.

No Conselho, a sociedade civil deve participar com cinco representantes, entre outros seis representantes do Governo Federal, todos ligados a instituições como o MDS e órgãos que regulam o mercado financeiro.
Instituições de crédito solidário como o Banco Palmas, do Conjunto Palmeiras - Ceará, tem ajudado a impulsionar o segmento de Economia Solidária no Brasil e representam o setor mais organizado do Movimento de Economia Solidária, tendo seu trabalho reconhecido nacional e internacionalmente a partir de idéias criativas como as moedas de circulação comunitária.


CARTILHA DA ECONOMIA SOLIDÁRIA NO BRASIL


Por ocasião da Audiência Pública, o deputado Eudes Xavier lançará a Cartilha “Economia Solidária no Brasil”, que conta com uma introdução do Prof. Paul Singer e textos de Dione Manetti, Fabiana Gomes, Maurício Klein e Paulo Marques. Nela, o leitor poderá encontrar todo o marco teórico da economia solidária alem de reflexões sobre a organização do Movimento e as perspectivas e desafios do segmento.


A Audiência Pública Finanças Solidárias acontece no dia 15.04, no Plenário 12 da Câmara dos Deputados, às 14h30min, e conta com a presença do Prof. Paul Singer, do Prefeito de São João do Arraial (PI), Francisco das Chagas Limma, do economista Idalvo Toscano, entre reconhecidos militantes do segmento, como a assessora do Banco Palmas, Sandra Magalhães e outros.


domingo, 13 de abril de 2008

Manifestação de 10 mil pessoas em Madri pela III República , 19 de abril de 2008.















14 de abril



Dia de lucha por la III República Espanõla









Em 14 de abril de 1931 é proclamada a II República Espanhola. Com a vitória da Frente Popular nas eleições gerais a Espanha é palco de um acelerado processo revolucionário. A poderosa CNT-FAI anarquista, junto com os marxistas do POUM ( Partido Operário de Unificação Marxista) de Andrés Nin ( seqeustrado e assassinado pelos stalinistas em 1937) compõe a vanguarda da revolução espanhola do inicio da década de 30. A reação da direita fascista não tarda e em 1936 estoura a guerra civil que duraria três longos anos. De um lado os republicanos e de outro os militares fascistas comandados por Franco que atacam a II Repúbica Espanhola. Com auxilio do exército nazista, a guerra civil espanhola foi um ensaio para a barbárie que viria com a segunda guerra mundial. Como a luta não era apenas uma guerra entre nações e sim um processo de luta de classes entre revolução socialista e contra-revolução conservadora, os republicanos ficam isolados, nenhum país auxilia a República. A URSS stalinista busca impedir a revolução socialista, desarmando as milicias operárias e camponesas da CNT-FAI e do POUM, contribuindo assim para a derrota dos republicaos, o que ocorre em 1939. A única ajuda, e a mais valiosa que os republicanos receberam foram os milhars de voluntários de todo o mundo que foram lutar nas Brigadas Internacionalistas em defesa da República. Esse exemplo sem precedente de internacionalismo socialista, da mesma forma que a experiência de socialismo autogestionário da da II Repúbica espanhola permanece sendo o legado mais significativo daquele período.


Um processo que não está acabado. Com o fim dos longos 40 anos da ditadura de Franco, e após o processo de transição "negociada" no final dos anos 70, entre franquistas e "esquerdas institucionalizadas", que manteve a monarquia espanhola, a luta pela III República permanece como principal bandeira dos revolucionários socialistas espanhóis do século XXI.



Neste dia 14 de abril de 2008, todos os republicanos da Espanha e do mundo realizam atos e manifestações de lembranças da II República e luta pela III República Espanhola. Uma luta que, a exemplo do que foram as brigadas internacionais, é de todos os socialistas e revolucionários do mundo.






Abaixo publicamos o manifesto do Fórun dos Republicanos de Esquerda.




Manifiesto del Foro de los Republicanos de Izquierdas
Kaosenlared
Desde el Foro de los Republicanos de Izquierdas, plataforma integrada por militantes de la izquierda republicana que pretendemos contribuir a un proceso unitario de reconstrucción de la izquierda crítica, basado en la revitalización de los ideales republicanos, laicos, libertarios y socialistas, nos dirigimos a todos los demócratas con ocasión de la celebración del 77 aniversario de la proclamación de la Segunda República Española.
Sostenemos que esta celebración debe servir para recuperar el viento emancipador contenido en los valores de libertad, igualdad y fraternidad que confluyeron de manera ejemplar en aquella época histórica a la que rendimos homenaje. Es ese viento, el de la República, el viento del poder del pueblo y es el empuje que necesita nuestro país para una verdadera renovación democrática. Para ello hay que desechar cualquier apelación a la nostalgia o a una falsa "pureza republicana" que sólo conduce a la automarginación política. Creemos que República fue, entonces, el alma común de todas las fuerzas progresistas y renovadoras. Estamos convencidos de que también hoy Republica debe ser igualmente el punto de encuentro en el que converjan los movimientos de izquierda transformadores y de progreso de nuestro país.
En una situación como la de hoy, de desprecio por lo público con el fin de permitir el arbitrario juego de las fuerzas del mercado y el provecho de los más fuertes, la República reivindica lo público, la res-pública, lo que es de todos, un patrimonio común que prevalece sobre los beneficios y el lucro privado. La justicia se encuentra en la República, no en el mercado.
Ante la situación actual de degradación de las instituciones democráticas mediante una delegación y dejación del protagonismo de los ciudadanos limitando su responsabilidad al mero ejercicio del derecho de sufragio, sin deliberación, participación y control constante, la República, por el contrario, propone un radicalismo democrático inspirador de nuevas instituciones y mecanismos para que la ley sea la voz de todos y el gobierno realmente el del pueblo y no solo para el pueblo. Hay que atreverse a más democracia.
Se hace patente un desafecto de los ciudadanos por la política motivado por su reducción a la alternancia de los mismos, bajo el chantaje repetido incesantemente de un presunto voto útil, y la exclusión de los planteamientos críticos y transformadores. Se constata el comportamiento de los gobiernos, altivos y míseros con las demandas de los humildes y humildes en concesiones a los poderosos. La República, por el contrario, propone una construcción ilusionante de una sociedad más justa y atenta a los más desvalidos, que recupere para la actividad política su dignidad moral de compromiso por lo que es de todos, vinculada a la ética, a la virtud publica y a la honradez, en la que se deje oír la voz crítica de propuestas que abran otras alternativas y caminos. La voz de los más pobres y de los más numerosos, la voz de la auténtica democracia.
Continúa una estructura social y económica injusta donde se agravan progresivamente la desigualdad y las situaciones de carencia, aumentando por otro lado la acumulación de riqueza de los más opulentos. La República afirma que la libertad es ilusoria si no se dan las condiciones materiales suficientes, porque en condiciones de desigualdad material siempre los mas afortunados se hacen los más fuertes social y políticamente, y los no privilegiados son los que nunca deciden. La Republica significa no permitir ninguna dominación arbitraria, ni en la política, ni en la empresa, ni en la casa, ni en las conciencias.
Frente a la decadencia del pensamiento político, el Foro de los Republicanos de Izquierdas os planteamos el proyecto de una izquierda desinhibida, ajena al monopolio ideológico del liberalismo capitalista, apelando a la razón y la imaginación políticas, a la grandeza liberadora de nuestras raíces socialistas y republicanas.
Contra el empobrecimiento cultural impuesto por el dominio del pensamiento único, y la información única, resultado de la degradación de la cultura y la educación a la condición de mercancía, la República reafirma el valor central de la educación y la cultura como una luz para el progreso y para la convivencia ciudadana.
En el momento actual, los integrismos de algunas religiones y sectas niegan el gobierno de las personas por ellas mismas y pretenden someterles a señores, humanos o divinos, o a sus autoproclamados portavoces. La República reclama el autogobierno laico de los ciudadanos. Rechaza todo sometimiento que no venga de lo dispuesto por nosotros mismos, no de señores, ni de patrones, ni de iglesias ni de empresas.
En el actual mundo globalizado se acentúa el poder de intereses corporativos desmesurados sometiendo a cualquier comunidad a las fuerzas arbitrarias del capital y llevando a poblaciones enteras a un genocidio, permanente de hambre, emigración y guerras fomentadas. La República propone la globalización de la fraternidad y la apertura de una ciudadanía diversa en la acogida hospitalaria de otros ciudadanos que a ella se incorporen.
República es el lenguaje y el mensaje que se eleva hoy como lo fue aquel 14 de abril de 1931 y como siempre ha sido: la esperanza histórica del pueblo y el atrevimiento de la democracia. Por ello, el Foro de los Republicanos de Izquierdas os invita a todos a participar en un movimiento abierto a la deliberación de quienes creemos en la República y en el republicanismo como lenguaje común de los demócratas y la izquierda.
Salud y República.
Comisión Promotora del Foro de los Republicanos de Izquierdas



VENEZUELA


13 DE ABRIL



DIA DEL BRAVO PUEBLO LATINOAMERICANO



Chile, 11 de setembro de 1973. A senha era: "Chove sobre Santiago". A mensagem: Os fascistas atacam. Mais um golpe na história da América Latina se concretizava. A experiencia única de transição pacifica ao socialismo na história , encabeçada pela Unidade Popular e Salvador Allende no Chile, era enterrada nos escombros do palácio La Moneda. A receita não era nova, foi assim na Guatemala em 1954; no Brasil em 1964; na Argentina em 1976, em todos os países de nossa latinoamérica onde existia algum ensaio de libertação economica e política. O "grande irmão do norte", que zela pela "democracia", sua democracia, esteve vigilante para que não houvesse "outra Cuba" em nenhuma parte da América.



Venezuela , 11 de abril de 2002. A senha:"CHavez renunciou", A mensagem: "mais um ditador caiu". As diferenças e semelhanças entre um momento histórico e outro se estabelecem: As semelhanças: Um golpe construído a partir de Washington junto com a grande burguesia nativa da Venezuela. As diferenças: A senha é uma farça, a mensagem ao mundo é uma mentira e o golpe é derrotado dois dias depois, 13 de abril de 2002, pelo bravo povo de Bolívar que se lança àss ruas para fazer história. A senha: Chavez NO renunciou. A mensagem ao mundo: A revolução bolivariana não será derrotada. Venceremos.



Essa é uma breve crônica para lembrar os 06 anos do golpe fascista dos EUA e dos lacaios nativos da direita venezuelana em 11 de abril de 2002. O dia 13 de abril é denominado "El dia del Bravo pueblo".


Essa data não é somente do povo venezuelano, é a data de todo o povo latinoamericano, espoliado e massacrado em mais de 500 anos de denomição. É o dia do "YA BASTA", dia de demostrar que a cada 11 teremos um 13 de resposta. Nunca mais 11 de setembro de 1973, nunca mais 11 de abril de 2002. O povo latinoamericano agora está de pé, na Bolivia, Equador, Venezuela e em cada país os que não se levantaram começam a mudar de postura, olhar para o exemplo, para o possível. Esse é o significado do 13 de abril. Não esqueçamos, é possível vencer. Venceremos.



sexta-feira, 11 de abril de 2008




Chávez renacionaliza SIDOR
Una victoria histórica para los trabajadores

A las 1.22 am hora de Venezuela el miércoles, abril 9, el vicepresidente venezolano Ramón Carrizales anunció la decisión del presidente Chávez de renacionalizar la gigantesca planta siderúrgica SIDOR, situada en el sur del estado Bolívar. La decisión se tomó cuando el grupo multinacional argentino-italiano, Techint (que posee la mayoría de las acciones de SIDOR) se negó a hacer concesiones a los trabajadores en el convenio colectivo de trabajo.Los trabajadores de SIDOR han luchado durante más de 15 meses por la mejora de los salarios, y las condiciones de salud y seguridad en el convenio de negociación colectiva. Los principales puntos de controversia son los siguientes: 1) aumento del salario, donde la empresa ofrecía muy poco y quería retrasar cualquier nuevo aumento salarial hasta dentro de 30 meses, 2) el tema de la subcontratación, donde los trabajadores exigen que todos los trabajadores subcontratados (9.000 de un total de 15.000) deben incorporarse como planta permanente, y 3) que debe haber un aumento sustancial de las pensiones de los trabajadores jubilados, que actualmente reciben por debajo del salario mínimo.SIDOR fue privatizada en 1997 bajo el gobierno de Rafael Caldera, cuando el ex-guerrillero Teodoro Petkoff (en la actualidad un destacado líder de la oposición de derecha) era el encargado de las privatizaciones. SIDOR es ahora propiedad de la multinacional argentino-italiana Techint, que ha hecho muchos millones de ganancias respaldada sobre la masiva sobreexplotación de los trabajadores, y que se ha traducido en un notable aumento de muertes y accidentes en el trabajo. José "Acarigua" Rodríguez, dirigente del Sindicato de Trabajadores de SUTISS, describe los diez años de privatización como de "humillación y malos tratos por parte de la multinacional, que ha indignado a los trabajadores y al país", y culpó a Techint de los 18 trabajadores que murieron en accidentes en la planta.Cuando Chávez hizo un llamamiento a la "nacionalización de todo lo que fue privatizado", en enero de 2007, los trabajadores respondieron con huelgas espontáneas y elevaron la bandera venezolana en las instalaciones de SIDOR. Y comenzaron a exigir la nacionalización de SIDOR. Finalmente, después de muchas negociaciones y presiones del gobierno argentino de Kirchner se llegó a un acuerdo entre Techint y el gobierno venezolano. La empresa aceptó vender parte de la producción en el mercado nacional a precios preferenciales, a cambio de evitar la nacionalización. Pero este acuerdo no podía durar. A lo largo de los 15 meses de la negociación colectiva de trabajo la empresa ha mantenido una actitud de provocación. Hasta que los trabajadores agotaron su paciencia y comenzaron una serie de paros en enero, febrero y marzo.¿Cuál fue la respuesta del Ministerio de Trabajo? En primer lugar trató de imponer un arbitraje obligatorio a los trabajadores. Luego, la Guardia Nacional fue enviada por el gobernador del Estado de Bolívar a reprimir brutalmente a los trabajadores el 14 de marzo, durante una huelga de 80 horas. Varios trabajadores fueron detenidos, incluido el líder sindical "Acarigua", y muchos resultaron heridos durante el ataque. La Guardia Nacional actuó de una manera particularmente cruel, destrozando los automóviles de los trabajadores y otros bienes. Los trabajadores y las masas de toda la región respondieron con un claro instinto de clase. Organizaron piquetes y reuniones de la solidaridad, amenazaron con huelgas en otras plantas y empresas, etc.Este incidente es el más grave enfrentamiento entre los trabajadores y de la Guardia Nacional durante el gobierno de Chávez, incluso peor que cuando la policía bloqueó en Aragua a los trabajadores de Sanitarios Maracay que iban a participar en una marcha organizada por el Freteco (Frente Revolucionario de Trabajadores de Empresas Recuperadas y Cogestionadas) en Caracas. Los trabajadores de Sidor denunciaron el hecho de que el comandante local de la Guardia Nacional se mantuvo en estrecho contacto con la dirección de la compañía y, básicamente, estaba actuando bajo sus órdenes. Aquí vemos uno de los más importantes desafíos que enfrenta la revolución venezolana. El viejo aparato de Estado, creado y perfeccionado durante 200 años para servir a los intereses de la clase dominante, aunque debilitado por la revolución, sigue básicamente intacto, y todavía tratar de servir a los mismos intereses.Como dijo un diputado bolivariano por Guyana: "Considero que estos abusos están muy alejados de los principios revolucionarios promovidos por el Presidente de la República." Este diputado, El Zabayar, quien defendió públicamente por la nacionalización de SIDOR explicó además que "hay sectores dentro del Estado que juegan al desgaste del gobierno, y utilizan a las autoridades gubernamentales para asumir una actitud pro-patronal". Este es precisamente el problema: el aparato del Estado sigue siendo en gran parte el mism, y un Estado capitalista no puede utilizarse para llevar a cabo una revolución socialista.Incluso después de esta brutal represión, el Ministerio de Trabajo (que también jugó un papel terrible en la lucha Sanitarios Maracay), insistió en llamar a un referéndum de los trabajadores para que aceptaran la propuesta de la empresa. José Meléndez, otro dirigente de SUTISS, criticó duramente el papel del Ministerio: "Ellos nos acusan de ser causantes de problemas porque rechazamos su votación. Más de una vez hemos mostrado nuestro apoyo a la revolución, pero esto no significa que vamos a permitir al Ministro de Trabajo que siga una política contrarrevolucionaria y en contra de los trabajadores; lo que, a fin de cuentas, sólo beneficia a la derecha. " Y agregó: "El Ministro dice que estamos en contra del proceso, que somos contrarrevolucionarios, pero la verdad es que el que está dañando la reputación del presidente Chávez es el Ministro, el que está actuando a favor de la derecha es el Ministro, actuando como portavoz de la compañía".Los trabajadores, correctamente, se mantuvieron unidos y se opusieron a esta votación, y organizaron su propia votación el 3 de Abril, con dos opciones: 1) aceptar la oferta de la empresa, 2) mandato al sindicato para continuar las conversaciones. La inmensa mayoría de los trabajadores rechazaron la oferta de SIDOR, con el voto en contra de 3.338 trabajadores y sólo 65 a favor.Luego, el 4 de abril, los trabajadores se declararon en huelga y marcharon de nuevo a la Universidad Bolivariana, en Bolívar, donde el presidente Chávez asistía a una ceremonia de graduación, y exigieron ser oídos. Como resultado de esta presión, el presidente Chávez intervino en un programa de TV en directo el 6 de abril, para dejar sentada su posición (video completo aquí). Entre otras cosas, recordó que los trabajadores de SIDOR y de otras industrias básicas de Guyana se opusieron al lock-out patronal del 2002, "aun cuando recibieron amenazas de muerte, e incluso cuando se cortó el suministro de gas desde Anaco, y marcharon a Anaco. Y se enfrentaron con la policía". Añadió que las condiciones de los trabajadores eran "horribles" y que "el gobierno revolucionario ha de exigir a cualquier empresa, nacional o multinacional, latinoamericana, de Rusia o de cualquier parte del mundo, que cumpla con las leyes venezolanas", refiriéndose a la ley aprobada el 1º de mayo del año pasado que prohíbe la subcontratación. También anunció que había dado instrucciones al Vicepresidente Ramón Carrizales para que reuniera con el líder del SUTISS, Acarigua, y luego con la compañía para tratar de resolver la cuestión.Añadió que su gobierno "respeta el marxismo, las corrientes marxistas y el método marxista" y que es un gobierno "obrerista", y que "sabrá cómo tomar las medidas necesarias". Explicó que él siempre trata de "buscar un acuerdo, la negociación y así sucesivamente, pero en relación con SIDOR, a partir del día de ayer, yo dije ya basta". Chávez también añadió que su intervención fue el resultado de la visita que le hicieron los trabajadores de Sidor, que fueron a la reunión de graduación en Bolívar días antes, para conocer su opinión del conflicto. Señaló que tuvo duras palabras con el gobernador regional de Bolívar durante la represión de la Guardia Nacional en contra de los trabajadores, y que también había hablado con el comandante de la Guardia Nacional para recordarle las "vieja instrucciones para cuidar a los trabajadores".Esta intervención de Chávez a través del vicepresidente, de hecho, fue una bofetada en la cara al gobernador regional y, sobre todo, al Ministro de Trabajo, José Rivero. Fue dejado a un lado y el gobierno se alineó claramente con los trabajadores. La empresa, que hasta ese momento había dicho que no iba a hablar con los trabajadores de nuevo, aceptó mantener una nueva reunión.Una reunión entre las tres partes de la empresa, el sindicato y el Vicepresidente se llevó a cabo el martes 8 de abril, en la que la compañía hizo concesiones menores. Justo después de la medianoche, el vicepresidente Carrizales, afirmó que la reunión no podía terminar sin un acuerdo, y pidió a la compañía, por última vez, si no estaba dispuesta a hacer una contraoferta final al sindicato sobre los salarios, y cuando la empresa se negó, insistió en que esta negativa constara en el acta de la reunión. Luego salió, llamó el presidente Chávez ,y regresó a la reunión para anunciar la renacionalización de SIDOR.Miles de trabajadores, de inmediato, comenzaron a celebrar una victoria que ni siquiera creían que fuera posible. De hecho, la dirección del sindicato había declarado unas horas antes que, después de la firma del acuerdo de negociación colectiva, continuaría la campaña por la nacionalización de SIDOR.Este es otro punto de inflexión en la revolución venezolana y una clara indicación de la dirección que debería tomar. No se trata de una pequeña empresa en bancarrota tomada por el Estado, sino del único suministrador de acero del país y del cuarto mayor productor de acero de América Latina. Esta decisión puede provocar una reacción por parte de las multinacionales y también por parte del gobierno argentino, que en el pasado ha ejercido una enorme presión sobre Chávez en defensa de Techint. La revolución venezolana y sus partidarios en el extranjero, en particular en la Argentina, deben estar preparados para resistir esta presión y lanzar una campaña en defensa de esta nacionalización. Los trabajadores de SIDOR deben tomar medidas inmediatas para poner en práctica el control obrero a fin de evitar que la compañía incurra en todo tipo de sabotajes, deben tomar las instalaciones, controlar las existencias y, sobre todo, deben proceder a abrir los libros de contabilidad de la empresa.La cuestión de la indemnización surgirá ahora. La empresa, probablemente, demandará una cantidad desorbitante de dinero. La mejor forma de solucionar esto es precisamente con la apertura de los libros de contabilidad de la empresa. Si se calcula la cantidad de dinero que pagá la multinacional por la compra de Sidor (muy poco), las inversiones que ha hecho en la planta (muy pocas), y luego se deducen la ganancia que ha logrado en los últimos 10 años (muchísima), se puede llegar a la conclusión de que, en realidad, no tiene derecho a recibir compensación alguna.Más importante aún, esta nacionalización proviene principalmente como resultado de la presión de los trabajadores en lucha, que también fueron alentados por el reciente anuncio de Chávez de nacionalizar la producción de cemento del país. Esta es ahora una fuerza de trabajo despertada y movilizada que ahora demandará el control obrero. En anteriores nacionalizaciones, incluida la reciente de una planta de lácteos, Chávez ha insistido en que los trabajadores deben establecer "Consejos de Trabajadores" o "Consejos Socialistas". Estos deben ser utilizados por los trabajadores y el sindicato SUTISS para el ejercicio del control y la gestión obrera. Como los trabajadores venezolanos saben muy bien, la nacionalización en sí misma no garantiza los intereses de los trabajadores y del pueblo venezolano. Después de todo, PDVSA fue durante más de 25 años una empresa de propiedad estatal, donde se desarrolló una burocracia enorme que respondía a los intereses de la oligarquía y de las petroleras multinacionales.Bolívar es una de las concentraciones más importantes de la clase obrera industrial en Venezuela, un factor decisivo en la revolución. La victoria de los trabajadores de SIDOR estimulará también a los trabajadores de otras industrias básicas de la región a seguir adelante y luchar por un control obrero democrático.La renacionalización de SIDOR es otro paso adelante en la dirección correcta. En los últimos meses, la oligarquía ha intensificado su campaña de sabotaje contra la economía, en particular en el sector de la distribución de alimentos. Al mismo tiempo, el imperialismo ha aumentado sus provocaciones, amenaza con poner Venezuela en la lista de países que "albergan al terrorismo". Ahora es el momento de dar pasos decisivos hacia adelante en la nacionalización de las palancas fundamentales de la economía bajo el control democrático de los trabajadores y, por último, completar la revolución.

Artigo de Jorge Martín- Corriente Marxista Revolucionaria, publicado em www.rebelion.org