quinta-feira, 16 de outubro de 2008

13ª Marcha dos Sem

Efeito Moral do governo Yeda: Repressão contra movimentos sociais, ataque a democracia.

A mobilização iniciou no Parque Farroupilha, região central de Porto Alegre


As militantes da Marcha Mundial das Mulheres marcaram presença na marcha




O Movimento dos Trabalhadores Desempregados-MTD na luta por trabalho digno para todos





Retrocesso: O aparelho repressivo do Estado trata o movimento social como caso de polícia






MST: A luta permanente pela Reforma Agrária e construção de outro modelo de desenvolvimento.





MARCHA DO POVO: 10 mil trabalhadores(as) nas ruas por uma sociedade sem fome, sem miséria e para todos e todas.






Juventude: Ocupar as ruas por um outro mundo possível



Helicóptero: De volta ao passado, vigilância e repressão contra a democracia e liberdade


























Capacetes laranja: Força policial do Estado contra a cidadania





Marcha dos Sem em Porto Alegre: Repressão e violência contra os movimentos sociais



Foi realizado em Porto Alegre nesta quinta-feira a 13 edição da Marcha dos Sem, atividade organizada pelos movimentos sociais como MST, MTD, CUT, MMM, sindicatos, movimento estudantil e CMP. A Marcha dos Sem já é considerada uma atividade tradicional dos movimentos sociais do Rio Grande do Sul. Realizada pela primeira vez no ano de 1997, como resposta dos movimentos sociais às políticas neoliberais do governo Fernando Henrique e seus representantes no Estado (Governo Britto e posteriormente governo Rigotto) a marcha a cada ano cresce e se fortalece, aglutinando um conjunto de bandeiras de lutas como a Reforma Agrária, educação pública, salário digno, direitos sociais, trabalho, segurança alimentar, defesa do meio ambiente etc...

A diferença da 13ª Marcha em relação as edições dos anos anteriores é a reação da atual (des)governadora do Estado. A (des)governadora Yeda, do PSDB, PMDB, DEM, PP mais uma vez recebeu os movimentos sociais da forma com que vem fazendo desde o início de seu governo, com violência e repressão. Prática somente vista nos tempos da ditadura militar. A criminalização de qualquer movimento social tem sido a marca do governo conservador de Yeda Crusyus. Neste dia não foi diferente, com a utilização de helicópteros, policiais da tropa de choque com cães e fortemente armados tentaram impedir que o caminhão de som da Marcha chegasse a frente do palácio. Com esse objetivo a tropa de choque avançou sobre os trabalhadores e trabalhadoras com bombas de gás e violência desproporcional, considerando que a manifetação desde o início foi pacífica. Somente após a intervenção dos deputados do Partido dos Trabalhadores(PT) a tropa de choque da BM recuou. Antes disso na parte da manhã uma manifestação dos bancários em greve, em frente a uma agência do Banco do Estado do Rio Grande do Sul - Banrisul, também acabou em enfrentamento com vários bancários feridos e com a abertura da agência à força.

Esse é o "novo jeito de governar", no qual o diálogo se dá através de tiros, armas, bombas de efeito moral e cães. A tropa de choque é quem faz a "mediação" entre o governo do estado e os movimentos socias, assim se dá a "construção" com a sociedade civil, tratada como caso de polícia. Intransigência, conservadorismo, facismo, repressão, preconceito, desrespeito e opressão personificados no riso irônico do Cel. Mendes e de Yeda "tacanha" Crusius.

Mesmo com toda essa ofensiva opressiva e fascista os movimentos sociais demostraram sua força reunindo mais de 10 mil trabalhadores e trabalhadoras que ocuparam as ruas de Porto Alegre neste Dia Mundial da Alimentação, para protestar contra o agronegócio, que causa miséria e fome, contra as papeleiras, contra as políticas de desmonte do Estado e repressão aos movimentos sociais, ações estas promovidas pelo (des)governo Yeda.

Pela construção de um novo modelo de desenvolvimento solidário e auto-sustentado. A mobilização e luta continuam, professores, sem terras, sem trabalho, estudantes, bancários, funcionários públicos e demais trabalhadores e trabalhadoras continuam suas lutas nas próximas semanas, fortalecidos pela unidade do movimento demostrada no dia de hoje.

Um comentário:

Evelyn disse...

A genese da militancia se manifesta dessa forma. Por outro lado, triste é ver tamanha repressão por parte do governos neoliberal-fascista...
É mais um epidósio classico da luta das classes sociais contra o Estado "democrático" (como Rousseua bem descreveria, como o governo da maioria) da direita.

parabéns a vocês que presentes se fizeram...
Abraços