terça-feira, 24 de junho de 2008

REPRESSÃO EM MARCHA


GOVERNO E "JUSTIÇA" DO RIO GRANDE DO SUL QUEREM "DISSOLVER" O MST



Segundo informação publicada hoje no blog http://www.diariogauche.blogspot.com/ o Conselho Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul aprovou relatório que pede a "dissolução" do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra). Conforme a notícia o "relatório" já serviu de base para oito ações judiciais contra os sem-terra, que incluem proibição de marchas e autorização de despejos e deslocamento de acampamentos. A informação está no Jornal Folha de São Paulo (um dos prinicpais jornais do país) de hoje. O promotor Gilberto Thums escreve no relatório aprovado por unanimidade pelo conselho no final de 2007:


"Voto no sentido de designar uma equipe de promotores de Justiça para promover ação civil pública com vistas à dissolução do MST e a declaração de sua ilegalidade".


Segundo informações do blog : Os promotores, além de mirar na intervenção de escolas ligadas ao movimento, buscam agora um mecanismo jurídico para apresentar à Justiça o pedido de dissolução do MST. As ações atuais têm o apoio também do governo gaúcho, segundo os sem-terra.
"Nós conseguimos, com a ajuda da Polícia Militar, identificar todos [os militantes do MST]", disse o promotor Thums, que completou: "Quem invadir, quem depredar, quem praticar atos de vandalismo e de sabotagem vai ser preso, pois já estará identificado como integrante desse movimento. Vamos mover processo criminal contra eles".

Para o MST, trata-se da ofensiva jurídica mais dura de sua história. Como contra-ataque, o movimento promete denunciar a ação dos promotores em organismos internacionais, como ONU (Organização das Nações Unidas) e OEA (Organização dos Estados Americanos).


Se pode perceber que o Estado do Rio Grande do Sul que já foi referência mundial de democracia, e participação popular, berço do MST e do Fórum Social Mundial, vive hoje dias de perseguição e opressão aos movimentos sociais somente similar ao período da Ditadura Militar. O governo de direita de Yeda Crusius, aliado do Grupo RBS comanda essa ofensiva contra os trabalhadores e trabalhadoras que se organizam para garantir seus direitos.


"Dissolver o MST" é só o primeiro passo do objetivo maior da direita de "dissolver" toda e qualquer organização social que questione o "status quo" , os privilégios de classe, o latifúndio, o capitalismo selvagem que impera no país.


É inacreditável que depois de 20 anos de reconstrução democrática, inacabada, do país, novamente o slogan " Abaixo a repressão" volte a fazer parte das bandeiras de luta social do povo gaucho.


A solidariedade a Luta do MST hoje é urgente.






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