11 de Setembro
Aquele 11 de Setembro amanhecera com céu claro, sem nuvens em toda a cidade.
No entanto, seus milhões de habitantes, já a caminho do trabalho, ou ainda em suas casas, ao ligarem o rádio ouviam anunciar que chovia muito na cidade.
Chovia, insistia o que mais tarde revelaria-se um alerta cúmplice e desesperado.
Em meio aos avisos das rádios, e como que para colaborar ainda mais com o caos que se estabelecia, das ruas ouviam-se explosões, gritos, sirenes... Terror!
Uma enorme onda de medo e pavor rapidamente tomava conta de todo um país.
Nas ruas, nos lares, nas praças ou nas escolas, em lugar algum seus habitantes sentiriam-se seguros.
Em pouco tempo, milhares, de diferentes nacionalidades, eram mortos.
Assassinados. Covardemente assassinados pela intolerância e brutalidade, que os surpreendia no país em que nasceram ou escolheram viver.
Não eram vítimas inocentes.
Eram milhares de culpados, e por isso morreram. Culpados de coragem. Culpados de sonhar. Culpados de lutar.
Naquele 11 de Setembro de 1973, chovia sobre Santiago do Chile
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