quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Unidade para vencer



Farianos e camilistas unidos para derrotar o narco-governo de Uribe


As FARC e o ELN avançam no processo de unidade para enfrentar o governo do narco-presidente Alvaro Uribe títere dos EUA.

Abaixo publicamos o documento assinado pelas duas organizações armadas que juntas têm um efetivo de 15 mil guerrilheiros nas montanhas da Colômbia.

Es pertinente que Colombia y el mundo conozca los pasos hacia la unidad entre las dos guerrillas colombianas, el ELN y las Farc-EP.


Leamos:


A LA MILITANCIA DE LAS FARC EP Y DEL ELN


El Secretariado Nacional de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia Ejercito del Pueblo FARC-EP y el Comando Central COCE del Ejército de Liberación Nacional ELN, hacemos llegar a todos los guerrilleros y guerrilleras de las dos organizaciones nuestro más caluroso, combativo, fraterno y revolucionario saludo.


Les informamos que nos hemos reunido en un ambiente de fraternidad y camaradería que nos ha permitido abocar con sinceridad y transparencia el análisis del momento actual, las perspectivas y el compromiso que como revolucionarios nos asiste, igualmente abordamos las dificultades que se han presentado entre las dos organizaciones.

El capitalismo está en crisis. El imperio, como siempre lo ha hecho, trata de conjurarla por medio de la guerra, y es así como incrementa las tropas de ocupación en Afganistán enviando decenas de miles a sumarse a los ya existentes. Hoy Colombia es convertida en una gran Base Militar a su disposición para ahogar en sangre la resistencia de nuestro pueblo y, desde aquí, pretende hacer retroceder el nuevo proyecto en nuestra América que cabalga por sus valles y montañas. Como respuesta a esta pretensión guerrerista urge rescatar la bandera de la paz en Colombia como un compromiso de todo el continente.

En esta hora precisa, donde la diversas expresiones del movimiento social y popular resisten y se movilizan, nos encaminamos a trabajar por la unidad para enfrentar, con firmeza y beligerancia, al actual régimen que el gobierno de Álvaro Uribe ha convertido en el más perverso títere de los planes del imperio pisoteando la dignidad nacional, el anhelo de los colombianos, e imponiéndose a punta de cañón paramilitar y represión institucional inspirado en una concepción matrera, corrupta y mafiosa.

Evaluaciones recientes dan cuenta que los dos mandatos de Uribe son un fracaso en lo económico, lo político, lo social, de la justicia y en todos los demás órdenes, por ende nada más equivocado y riesgoso para el destino de la patria que una nueva reelección o de los inspirados en la Seguridad Democrática. Solo la unidad y acción decidida de los colombianos patriotas, de los demócratas, de los revolucionarios y de todos quienes guardamos esperanzas en la solución política podrá detener la guerra, hallar la paz y hacer posible la construcción de una Colombia Nueva que nos incluya en la definición de su destino que no será ajena a las nuevas dinámicas que hoy se viven en nuestra América.


La comprensión de las exigencias del momento y nuestra condición revolucionaria nos conduce a ordenar a todas nuestras unidades a:

1. Parar la confrontación entre las dos fuerzas a partir de la publicación de este documento.

2. No permitir ningún tipo de colaboración con el enemigo del pueblo, ni hacer señalamientos públicos.

3. Respeto a la población no combatiente, a sus bienes e intereses y a sus organizaciones sociales.

4. Hacer uso de un lenguaje ponderado y respetuoso entre las dos organizaciones revolucionarias.


Asumimos el compromiso de habilitar los espacios y mecanismos que permitan esclarecer y encontrar las verdaderas causas que nos han llevado a esta absurda confrontación en algunas regiones del país, superarlas y trabajar por resarcir los daños causados. Debe primar el análisis y la controversia crítica, franca y constructiva que coadyuve a la unidad y la fraternidad revolucionaria.

Nuestro único enemigo es el imperialismo norteamericano y su oligarquía lacaya; en su contra, comprometemos toda nuestra energía combativa y revolucionaria.

Ratificamos la vigencia de las normas de comportamiento con las masas acordadas y aprobadas en la cumbre de Comandantes de 1990.

Las declaraciones públicas referidas a la unidad y al tratamiento de las dificultades entre las dos organizaciones solo es facultad del Secretariado y del Comando Central.

¡Manuel Pérez Martínez, Manuel Marulanda Vélez ejemplo que debemos cultivar!

¡La Patria se respeta, fuera yanquis de Colombia!

Por las FARC-EP: Secretariado del Estado Mayor Central

Por el ELN: Comando Central

Montañas de Colombia, Noviembre de 2009

o Slogan


"Faça, vá em frente, seja criativo!!!!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Pais Basco : A repressão continua





Começará hoje, finalmente, o julgamento oral relativo ao caso Euskaldunon Egunkaria na Audiência Nacional espanhola. No banco dos réus sentar-se-ão cinco pessoas de reconhecido prestígio em Euskal Herria, que o tribunal de excepção julga pela acusação de pertencerem à ETA. Não são os primeiros nem serão, infelizmente, os últimos cidadãos bascos a ter de passar por esse mau bocado. Ou, antes, por essa cadeia de vexações que constituem a detenção e o regime de incomunicação, os maus tratos e a tortura, a prisão preventiva, o julgamento paralelo nos meios de comunicação metropolitanos, a eterna espera de um julgamento que só por essa demora deixa de ser justo, a ansiedade gerada por expectativas tão humanas quanto falsas e interessadas e, por último, a desesperança de ter consciência de que no Estado espanhol, perante casos nos quais estejam envolvidos militantes da construção nacional basca, não existe razão jurídica, mas pura razão de estado.

No Estado espanhol a ousadia e a cobardia dos poderosos têm efeitos semelhantes, isto é, começam e acabam no mesmo ponto: com um cidadão basco no banco dos réus. Se José María Aznar disse em relação ao fechamento do Egin aquilo do «julgavam que não nos íamos atrever», os jornalistas encarcerados por aquele caso e o julgamento de hoje demonstram que José Luis Rodríguez Zapatero não se atreveu a travar a espiral demencial impulsionada pelo seu predecessor. Mais, homologou-a e sofisticou-a. O balanço do seu mandato não pode ser mais nefasto desde o ponto de vista das garantias, dos direitos humanos e das liberdades.

O fechamento de um periódico é um dos atentados mais graves que um Estado pode cometer. Atenta contra os direitos mais básicos, contra os pilares da democracia. Espanha, empenhada em julgar bascos pelo facto de o serem, não se apercebe de que cada julgamento contra este povo constitui mais uma prova de que não é uma democracia.
Fonte: Gara

Movimento Continental Bolivariano




Alfonso Cano, Comandante em chefe das Forças Armadas Revolucionárias da colombia- Exército do Povo, saúda os bolivarianos reunidos em Caracas
Delegados Internacionais,cerca de cem-e mil do continente americano lotaram o auditório Sala Plenária do "Parque Central",centro de Caracas,na abertura do Congresso da CCB,no dia 7 de dezembro.


Sob o marco do Congresso Constitutivo do Movimento Continental Bolivariano, o Comandante das Farc, Alfonso Cano, se une ao sentimento dos povos da América e do mundo.

Um dos apresentadores do grande acontecimento chamou a atenção para as tentativas do governo de Uribe de sabotá-lo. Organizações colombianas não puderam estar presentes pelas dificuldades na passagem pela fronteira, principalmente devido ao belicismo de Bogotá para com o povo bolivariano da Venezuela.

Movimento Continental Bolivariano: uma necessidade política de implicações estratégicas

Compatriotas latino-americanos e caribenhos presentes a este histórico evento, companheiros e companheiras: recebam a entusiasta saudação do Secretariado, do Estado Maior Central, do corpo de comando e dos guerrilheiros das FARC - EP, bem como de todos os membros das milícias Bolivarianas.

Constituir um movimento político continental, de essência bolivariana, justo quando o império estadunidense intensifica sua força militar na Colômbia e dispõe, de forma ameaçadora, sua máquina de guerra e de terror contra os povos latino-americanos e caribenhos, não é apenas uma necessidade histórica, mas um dever urgente, marcando o horizonte da unidade da luta de nossos povos para defender a sua dignidade, independência, história, valores, cultura, território, recursos humanos, a riqueza natural e o inalienável direito de moldar o seu futuro soberanamente.

O objetivo do Libertador de formar um país latino-americano estruturado como um único corpo de nações livres, que integrasse os nossos povos, foi o que garantiu a derrota do colonialismo em sua época, e para a definitiva independência de nossos povos do jugo de qualquer poder, esse objetivo continua em vigor; mantendo sua força como uma estratégia nascida do gênio e empenho exemplar e do inesgotável compromisso revolucionário de Simón Bolívar, que concebeu uma grande nação como um patrimônio coletivo de todos os povos e não como uma soma de grandes latifúndios reservados para minorias privilegiadas, ajoelhadas e submissas as ordens do império de plantão.

O acerto do poderoso plano bolivariano transcende 200 anos depois, da mesma forma que todos os seus ideais de igualdade, liberdade, justiça social, soberania e independência, resumo e essência das lutas atuais de muitos dos países da América Latina e Caribe, que combatem regimes oligárquicos que se renderam incondicionalmente aos amos estrangeiros, e como vítimas que somos da expansão capitalista descrita como "globalização", levantamos hoje, com mais urgência e legitimidade do que nunca, a bandeira da Grande Pátria ante a indisfarçável intenção gringa de ocupar os territórios ao sul do Rio Grande até a Patagônia, para realizar a sua estratégia de "destino manifesto", de acordo com seu slogan imperial e censurável: "a América para os americanos".

Está claro que um tratado militar como o recentemente assinado entre Washington e Bogotá, que permite a formação de sete bases estadunidenses na Colômbia, com a prerrogativa de utilizar todo o sistema aeroportuário, o espaço aéreo e mares territoriais sem limites para as tropas que se deslocam em seus navios e aviões de guerra, e pela presença maciça de paramilitares norte-americanos chamados "empreiteiros", não estão limitados à luta contra o tráfico de drogas e o chamado terrorismo, mas buscam desestabilizar os processos de democratização e independência em curso na América Latina.

A guerra contra as drogas é uma estratégia fracassada que os EUA Utilizam hoje como um pretexto para a intervenção e agressão em diferentes partes do mundo.

A guerra contra o terrorismo - lastro qualificativo o­nde cabem todos os seus adversários políticos - conduzida pela Casa Branca, a mesma que ordenou o bombardeio atômico de Hiroshima e Nagasaki, que devastou o Vietnã com napalm e armas químicas, que ataca o povo do Iraque e Afeganistão e apóia o terrorismo de Estado israelense, é uma outra máscara do império e das transnacionais para justificar suas atrocidades.

A América Latina, na estratégica esquina da América do Sul que ocupa a Colômbia e como resultado de um longo plano que está em andamento, começa a ser novamente invadida, desta vez com a aquiescência de um presidente como Álvaro Uribe, apoiado pelo para-militarismo criminoso e narcotraficante - uma realidade bem conhecida por Washington - apátrida e chefe do governo mais corrupto da história da Colômbia, e que precisamente por isso os EUA o utilizam para avançar neste projeto que visa recuperar a influência perdida no seu antigo "quintal dos fundos".

O fracassado golpe contra o presidente Chávez, em 11 de abril de 2002, e o golpe contra o presidente Zelaya - que pretendem encobrir reconhecendo as eleições espúrias vencidas por Lobo - as sistemáticas provocações para desestabilizar a fronteira Colômbia/Venezuela, os esforços claros e ininterruptos de desestabilização em vários dos nossos países, fazem parte desta nova ofensiva do estado gringo e da reação contra os avanços da integração continental e o crescente sentimento anti-imperialista de nosso continente, enquadrada na visão Bolivariana da independência, ou seja, no ataque frontal das massas oprimidas contra o poder colonial e as oligarquias. Em outras palavras, a luta de classes para a libertação dos oprimidos, o confronto social e político pela democracia desenvolvem-se profundamente, sem interrupções, com raízes no melhor e mais avançado das nossas tradições, marcadad por nossas peculiaridades e idiossincrasias, como parte de um processo verdadeiramente latino-americano rumo ao socialismo.

Nosso compromisso com este processo, com a soberania nacional e popular, pela grande pátria e pelo socialismo é total e incondicional. É a nossa inabalável razão para a existência das FARC - EP como nos incutiram nossos comandantes e fundadores Manuel y Jacobo, e que reafirmamos diariamente com plena e total confiança na vitória final.

Ante este acontecimento excepcional, reafirmamos nossa confiança na demarcação que significará para as lutas dos povos latino-americanos a construção do Movimento Continental, nutrido do pensamento bolivariano e inspirado como todos nós na vida exemplar do Libertador, incomensurável quadro ético que nos estimula permanentemente nas dificuldades da luta para alcançar os objetivos que estabelecemos.

Reiteramos os nossos votos de um intercâmbio enriquecedor, que gere conclusões e propostas sábias que vão de encontro ao movimento de massas, a organização, a luta contra o invasor e a construção da Pátria Grande!

Pela unidade latino-americana e caribenha contra a invasão imperial dos Estados Unidos: Adiante!

Muito obrigado,

*Alfonso Cano

Cmte do EMC das FARC - EP

Montanhas da Colômbia, dezembro 2009

domingo, 6 de dezembro de 2009

Companheiro presidente Evo

sábado, 5 de dezembro de 2009

SOMOS TODOS EVO

Domingo é dia da Bolivia de EVO





BOLÍVIA: A MUDANÇA É DO POVO
Agencia de los Pueblos em Pie, publicado em Kaos em la red
Tradução para o BA: Paulo Marques


Às portas da reeleição do governo boliviano, o binômio Evo-Álvaro se consolida com uma ampla vantagem que permitirá o aprofundamento do processo de mudanças, com amplas raizes originárias e populares.
No domingo 6 de dezembro cerca de cinco milhões de Bolivianos e Bolivianas irão as urnas para eleger Presidente, Vice-Presidente e os 166 membros da nova Assembléia Legislativa Plurinacional. Desta vez Evo Morales colocou como meta atingir 2/3 da câmara e do Senado, o que lhe permitirá aprovar as leis para que entre em vigor a Nova Constituição Política.

Não obstante, o candidato do MAS não teve reparo em renunciar ao sigilo bancário, esta semana ele mostrou ao país seu patrimônio, o que se constituiu em um verdadeiro ato ético de honestidade com a grande maioria dos bolivianos; sepultando assim um passado obscuro de corrupção, entreguismo e anti-democracia.

É inquestionável o grau de legitimidade popular que possui o governo boliviano, sua capacidade de gestão, a melhora da economia em meio a crise economica mundial e os avanços sociais indescritíveis

Todavia, a ingerência do império na Bolívia não se detém em seu intento de recuperar seu espaço perdido, hoje destruído pela vontade popular expressa pelos setores sociais que agrupam milhões de indígenas, camponeses, operários, estudante, intelectuais, e ativistas comprometidos com o processo. Os planos de ingerencia do império funcionam através das Agencias como a CIA, DEA, NAS, e muitas ONGs, que sob a justificativa de defender os Direitos Humanos e a Democracia atuam como elementos de penetração do império.

A “Agencia de Cooperação” USAID, em muitas ocasiões denunciada, se converteu na plataforma e cobertura para que os tentáculos imperiais, no país andino, executem os planos separatistas, autonomistas e divisionistas. Em que pese o quanto o governo e o povo boliviano têm aprendido a resistir e vencer os diversos intentos golpistas, separatistas e intervencionistas do império.

Enquanto a direita opositora, através de seus meios de desinformação insistem em desqualificar o governo e atemorizar o eleitorado. A Corte Nacional Eleitoral que também é um espaço controlado pela raquítica oposição levantou as restrições para que mais de 400 mil eleitores tenham seu direito de voto no próximo domingo.

Mas, o que sem dúvida alguma chama a atenção e faz deste processo algo sui generes é a ampla participação da maioria dos bolivianos no processo, a abertura do governo permite um exercício positivo e de futuro na relação e confluência entre os diversos setores sociais e políticos na perspectiva de avançar e aprofundar as grandes transformações a serem realizadas.

Por sua parte o candidato da oposição Manfred Reyes Villa, aliado incondicional do governo de Sanchez de Lozada, já tem comprado as passagens para viajar na segunda-feira, logo após o término das eleições gerais, em franca fuga para não prestar contas a justiça boliviana, recordemos que este sujeito está sendo processado por transações ilicitas com dinheiro da sua campanha anterior em Cochabamba.

Os movimentos sociais constituem a base do processo de mudanças empreendido na Bolívia e este componente tão transcedental faz que o processo jogue um papel muito importante nas novas relações multilaterais entre nossos povos e que fortalece o nobre empenho de unidade e integração latinoamericana expresso na ALBA, na UNASUR e no TCP.

Assim como diz sentença do grande Tupac Katari e que hoje o referenda Evo ao final de seu discurso frente ao gigantesco respaldo popular,

O processo de mudanças na Bolívia é do povo.

Voltará e será milhões.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

NOSSA HOMENAGEM AO CAMARADA PRESIDENTE PEPE MUJICA


Mujica e sua companheira Lúcia, vida simples de pessoas dignas

No domingo passado o povo Uruguayo elegeu José Pepe Mujica, histórico líder tupamaro para presidir o país. Em homenagem a este grande líder popular publicamos abaixo a apresentação de uma longa entrevista que Mujica concedeu a Agencia Carta Maior no ano de 2005, quando ocupava o Minist[erio da Agricultura do governo Tabaré Vasquez.

QUEM É O NOVO PRESIDENTE DO URUGUAY?

publicado por Marco Weissheimer em 2005, na Agência Carta Maior, quando Tabaré Vázquez se elegeu presidente

José Pepe Mujica, 69 anos, é um homem simples e extraordinário. Vive a vida com simplicidade. Nunca acumulou posses, títulos, roupas de grife, carros caros ou sapatos italianos. É extraordinário porque viveu situações extraordinárias e manteve a simplicidade. Sempre procurou acumular conhecimento e experiência. E sofreu muito na vida. Lutou muito, e ainda luta, acertou, cometeu erros, apanhou, viveu situações inacreditáveis. Junto com outros dirigentes do Movimento de Libertação Nacional – Tupamaros, passou mais de doze anos preso em quartéis uruguaios, durante a ditadura militar. Durante dois destes doze anos ficou praticamente enterrado vivo, no fundo de um poço. Ele e seus companheiros que foram submetidos a essa tragédia ficaram conhecidos como os “reféns”. Mujica sobreviveu a essa provação e hoje é um dos líderes políticos mais importantes do Uruguai. Mais do que isso, é uma voz a ser ouvida, um exemplo de vida digna e corajosa.

No período em que ficou preso no fundo de um poço, “onde o sintoma mais evidente de vida eram sete pequenas rãs, as quais alimentava com migalhas de pão”, Mujica aprendeu que as formigas gritam. “Descobri isso ao colocá-las no ouvido para me entreter com algo.” Apesar da brutal condição a que ele e seus companheiros foram submetidos, ele não guarda rancor e diz ter aprendido com essa experiência: “Pode parecer uma monstruosidade o que vou dizer, mas dou graças à vida por tudo o que vivi; se eu não tivesse passado por estes anos e aprendido o ofício de galopar para dentro de mim mesmo, teria perdido o melhor de mim mesmo. Me obrigaram a remover meu solo e isso me fez muito mais socialista do que antes”, disse Mujica em uma entrevista concedida tempos atrás ao semanário Brecha.

Libertado no outono de 1984, Pepe Mujica e sua companheira, Lucía Topolansky, que também estava presa, foram morar em um pequeno sítio nos arredores de Montevidéu. Vivem lá até hoje, em uma casa muito simples. Vivem em uma comuna junto com outras famílias, plantando verduras, flores, frutos, uvas para vinho, entre outras coisas. Em 2004, ele foi o senador mais votado do Uruguai. De 15 de fevereiro a 1° de março, tornou-se a principal autoridade do país, presidindo o parlamento nacional. A partir do dia 1° [1/3/2005], assume o Ministério de Pecuária, Agricultura e Pesca. Ela foi reeleita deputada e, agora, passará a ser senadora, ocupando justamente a vaga de Mujica, que será ministro (no sistema eleitoral uruguaio, o candidato pode aparecer tanto nas listas para deputados quanto para senadores). Permanecem morando na mesma terra, com a mesma simplicidade, sabedoria e disposição para a luta. Recebem jornalistas cercados por seus animais de estimação. Entre seus cães, Vitória e Manoela não se intimidam com as máquinas fotográficas, gravadores e câmeras, participando das entrevistas quando a oportunidade se oferece.

“Não há homens imprescindíveis”

É difícil apresentar Mujica, sem omitir uma passagem importante de sua vida. Na mesma entrevista, mencionada acima, ele se apresentou da seguinte maneira: “Pepe Mujica é um veterano, um velho que tem uns quantos anos de cárcere, de tiros no lombo, um tipo que se equivocou muito, como sua geração, e que trata, até onde pode, de ser coerente com o que pensa, todos os dias do ano e todos os anos da vida. E que se sente muito feliz, entre outras razões, por contribuir para representar aqueles que não estão e deveriam estar. Eu discordo de Bertolt Brecht, porque não há homens imprescindíveis, mas sim causas imprescindíveis, caminhos imprescindíveis. A história é uma construção tremendamente coletiva. E nisso andamos, cada um colocando sua pedra. Aqueles que não cultivam a memória, não desafiam o poder.”

domingo, 29 de novembro de 2009

EUSKAL HERRIA: INDEPENDENCIA JÁ

sábado, 28 de novembro de 2009

APRONTA TU CORAZÓN

Domingo é dia de Mujica, dia do povo Uruguayo




Quando completa 38 anos de existencia, a Frente Ampla do Uruguay iniciará mais um mandato a frente do governo nacional. A vitória histórica de Tabaré Vasques que deu inicio as transformações no país seguirá com Pepe Mujica, histórico guerrilheiro tupamaro, que é parte desse processo historico latinoamericano de construção de um continente livre, soberano, democrático e popular.

HOJE EM BILBO, POVO BASCO NAS RUAS PELA FIM DA REPRESSÂO

PAIS BASCO: JUVENTUDE QUE FAZ POLÍTICA ACABA NA PRISÃO


Cartaz da manifestaçao contra a prisao dos jovens independentistas bascos


Familiares dos jovens presos convocam manifestaçao de protesto em Bilbao neste sábado.

Estado Espanhol aprofunda repressão no Pais Basco : Povo basco sai as ruas neste sábado

Sâo 34 os jovens independentistas que foram detidos numa macro-operação levada a cabo neste mês de novembro por 650 agentes da Polícia espanhola e da Guarda Civil em várias regiões do País Basco ( Gipuzkoa, Nafarroa, Araba e Bizkaia )contra a organização da juventude independentista de esquerda Segi. Por ordem do juiz Fernando Grande Marlaska, as forças policiais além das prisões inspeccionaram 92 habitações, gaztetxes, herriko tabernas e associações de moradores, de acordo com o Ministério do Interior.

Cerca de uma centena de familiares e amigos dos 34 jovens independentistas detidos lançaram um apelo a diversos agentes e às pessoas de Euskal Herria no sentido de participarem na manifestação que convocaram para este sábado em Bilbau em defesa de «todos os projetos e do direito ao exercício de todos os direitos». Sublinharam que os seus familiares se encontram detidos por serem independentistas.

«Que futuro tem um povo cujos jovens são detidos e encarcerados pela exclusiva razão de trabalharem pelos seus direitos e pelos projetos com que sonham? Que futuro têm as novas gerações de Euskal Herria? Que futuro tem Euskal Herria com uma juventude que vê recusada os direitos mais básicos?», perguntaram os familiares e amigos dos 34 jovens independentistas detidos em Hego Euskal Herria [País Basco Sul] e que hoje permanecem sob regime de incomunicação em Madrid.

Numa conferência bastante participada, que decorreu em Usurbil (Gipuzkoa), realçaram que os seus familiares e amigos se encontram detidos por serem independentistas, «essa é a única razão para que a Polícia e a Guarda Civil os tenha detido e submetido ao regime de incomunicação».

«Divulgar o pensamento independentista entre os jovens, criar projectos a favor da independência e realizar um trabalho social e político sonhando com um futuro em liberdade, essa é a única razão para que a Polícia e a Guarda Civil os tenha detido e submetido ao regime de incomunicação», reiteraram.

Afirmaram que a liberdade de expressão e de pensamento, o direito a realizar assembleias e à participação política – direitos incluídos no Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos das Nações Unidas – aqui constituem um crime quando se trata do seu exercício pelos jovens independentistas, algo que não sucede no resto da Europa».

«Não sabemos como ou onde se encontram»
Mostraram-se preocupados pela situação de incomunicação em que se encontram. «Não sabemos como ou onde se encontram; sabemos, isso sim, que o regime de incomunicação e a tortura costumam ser sinónimos». Alicerçam as suas palavras nas comunicações e nos textos dos relatores dos direitos humanos da ONU, da Amnistia Internacional e da Comissão para a Prevenção da Tortura, organismos que pediram «por diversas vezes» ao Governo espanhol que «ponha fim ao regime de incomunicação e abandone a prática da tortura».

Perante o «maior e o mais grave ataque sofrido pela juventude independentista basca nos últimos trinta anos», pedem que se reflicta sobre o direito dos jovens a trabalhar pelas suas ideias. «Os jovens e as jovens que sonham com a independência não têm qualquer possibilidade de defender um projecto político e social?», perguntam.

Por tudo isto, apelam à participação na manifestação convocada para este sábado em Bilbau. A marcha partirá às 17h da Aita Donostia.
Fonte: Gara

Juventude perseguida, povo em marcha
artigo de Floren Aoiz

Procuravam um grande golpe policial, como anunciou na semana passada o Movimento pró-Amnistia: 34 detenções e 92 inspecções, dizem que a maior operação em muito tempo.

Estamos perante um nova demonstração de força bruta policial, ainda que, naturalmente, para o pensamento único isto não seja violência. Vamos ver como são tratadas as pessoas detidas, mas as detenções e as inspecções dão-nos a dimensão da nova patada repressiva. Uma operação de tamanho XXXXL, tão exagerada quanto a podridão moral de quem a lançou e apoia, tão grande quanto o medo que o estado espanhol tem da sociedade basca.

Desta vez atingiram a juventude. Já começou o trabalho sujo dos jornalistas parapoliciais. Gaztetxes, sociedades gastronómicas, peñas, todos fazem parte, como não!, do Eixo do Mal. Alguns já lançam novas rações de veneno: actuaram contra os «duros». O argumento que utilizaram para justificar as últimas detenções, mas ao contrário. Duros ou brandos, todos para a prisão. Anunciou-o Aznar, mas quem o está a pôr em prática é Rodríguez Zapatero, o do carácter dialogante [el talante].

Nesta altura, não nos surpreende que recorram à repressão. A gestão do caso Alakrana mostrou-nos, se é que havia alguma dúvida, a inépcia de Rodríguez Zapatero, do seu governo e dos juízes da Audiência Nacional. Inépcia que pretendem ocultar com novas operações que apenas demonstram que têm polícias, juízes e leis que dão amparo a qualquer atrocidade.

Esta é a resposta espanhola às esperanças que renascem na sociedade basca. Bordoadas vs. rebentos verdes. Uma provocação de manual para tentar sabotar os passos que a esquerda abertzale e outros agentes políticos, sindicais e sociais estão a dar. Coices vs. esforços para criar novos cenários.

Um burro pode dar muitos coices e pode dá-los com muita força mas não deixam de ser coices e aquele que os dá só mostra o quanto é burro. Coices dolorosos, sabemo-lo bem, mas incapazes de arredar este povo do caminho que empreendeu.

Floren AOIZ

"Nascemos para ganhar"



"Queremos dizer hoje, aos inquisidores do século XXI, que a Esquerda abertzale apesar de tudo , nao nasceu neste país para resistir nem sequer para responder, nascemos para ganhar e vamos ganhar" Arnaldo Otegi

sábado, 21 de novembro de 2009

Adiós a cuarta, adelante con la quinta


Presidente Chávez y Evo Morales chamam a construção da quinta internacional


Presidente Chávez propone crear Quinta Internacional Socialista



El jefe de Estado instó a los partidos de izquierda del mundo a crear un foro socialista de izquierda verdadera, dispuesta a hacer frente al imperialismo / Expuso la creación de un comité preparatorio para hacer formalmente la convocatoria de la Quinta Internacional / "Yo asumo la responsabilidad ante el mundo", sentenció

El presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Hugo Chávez, afirmó que ha llegado el momento de crear una Quinta Internacional Socialista que agrupe al movimiento progresista, de cara al reto que plantea la actual "crisis mundial".

"Yo creo que llegó la hora de que convoquemos la Quinta Internacional, y yo me atrevo a convocarla, creo que es una necesidad y me atrevo a pedir que la creamos, lo propongo: creo que está decidido", dijo Chávez, durante la clausura del Encuentro Mundial de Partidos y Movimientos de Izquierda.

El jefe de Estado invitó a los representantes de los países presentes en el encuentro, para que participen en un proyecto verdaderamente nuevo, inédito, "ese encuentro socialista debe ser de la izquierda verdadera, dispuesta a hacer frente al imperialismo y al capitalismo", destacó.

Aseveró que la convocatoria de esa reunión de movimientos obreros mundiales, que seguiría a la Cuarta Internacional establecida en París en 1938, "es lo que clama el mundo, necesitamos un cambio".

Pidió a los representantes izquierdistas manifestar si están dispuestos a participar en la Quinta Internacional, para comenzar a darle forma al proyecto de organización.

Chávez explicó que "algunos representantes de los partidos deben hacer llamadas y pensar un poco antes de aprobar el documento final de creación. Tómense su tiempo, mañana aún deben discutir, hagan las llamadas que deban hacer, pero déjenme convocar la creación del organismo socialista, yo asumo la responsabilidad ante el mundo", sentenció.

El presidente venezolano propuso también que con la lista de los partidos integrantes sea creado un comité preparatorio, para hacer formalmente la convocatoria de la Quinta Internacional.

"La constitución de ese comité preparatorio pudiera ser una de las conclusiones de este Primer Encuentro de Partidos de Izquierda", sostuvo.

"No hay tiempo que perder. Si le tocara al PSUV y a un partido más de este mundo conformar el primer núcleo, lo haríamos. Pero estoy seguro de que serán más los dispuestos a la tarea, que es de suma urgencia, porque la crisis mundial se acelera", alertó Chávez.

En este encuentro internacional que se desarrolla desde el pasado jueves 19 y concluirá el sábado 21 de noviembre, participan también, la vicepresidenta del Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV), Cilia Flores, y el vicepresidente de la región Sur, Nicolás Maduro.

En esta importante cita política participan más de 150 delegados y 40 grupos de diversas partes del mundo, quienes debatieron sobre las amenazas del imperio, la instalación de siete bases militares estadounidenses en territorio colombiano, el golpe de Estado en Honduras, la caída del capitalismo, y el Socialismo del siglo XXI.

Entre otros líderes del PSUV que se encuentran en el evento están: el vicepresidente de la región Occidental, Rafael Ramírez; de la región de los Llanos, Elías Jaua; de la región Oriental, Aristóbulo Istúriz; de la región Central, Diosdado Cabello; de la región Centro Occidental, Francisco Ameliach; y el director Nacional de la Organización Política, Jorge Rodríguez.

Acudieron a este encuentro 26 países de América Latina y el Caribe, siete de Europa, y seis de África, Asia y Oceanía.

Este encuentro fue concebido como plataforma para elaborar propuestas democráticas desde una visión socialista y comprometida con los pueblos del mundo.